PÁGINA BLOG
Featured Image

Exclusiva – Expedição Silvicultura conclui etapas de eventos presenciais com sucesso em Porto Alegre (RS)

Iniciativa chega à reta final após percorrer mais de 40 mil km em 14 estados para o maior e mais completo mapeamento florestal do Brasil

A Expedição Silvicultura encerrou sua fase de eventos presenciais em Porto Alegre (RS) nesta quinta-feira, 6 de novembro, coroando uma jornada inédita de mais de 40 mil km que mapeou 14 estados, responsáveis por 98% da área plantada no país. O encontro na capital gaúcha foi o nono e último compromisso da série, após a etapa estratégica realizada em Lages (SC) no dia 31 de outubro.

Nesta semana, a equipe segue coletando dados na região, com destino a Florianópolis (SC), ponto inicial da Expedição. A fase atual destaca-se pelo adensamento florestal e a dominância do Pinus, uma realidade distinta das áreas já percorridas. Reconhecendo a alta demanda por informações sobre esta cultura — que concentra 89% do estoque nacional mapeado no Sul — o projeto mantém um protocolo de coleta padronizado e rigoroso, idêntico ao empregado para o eucalipto, reforçando o Pinus como foco estratégico regional.

O projeto tem como objetivo gerar informações de alta qualidade e detalhamento para elevar a competitividade do setor. Este material, com previsão de divulgação para o início de 2026, promete se tornar uma referência fundamental para o futuro do planejamento e desenvolvimento da silvicultura brasileira. A proposta é que a Expedição se estabeleça como um inventário anual, criando uma série histórica de dados para o setor.

Vozes de quem faz

A Expedição Silvicultura consolida-se como um marco no levantamento de dados para a silvicultura nacional. Mais do que a abrangência geográfica, o projeto alcançou sucesso no engajamento de toda a cadeia produtiva, que reconhece o valor científico e prático do material inédito. A alta relevância da iniciativa é refletida nas palavras dos líderes e parceiros que a acompanharam:

“A idealização e realização desses 40 mil quilômetros em 14 estados são números surpreendentes. Toda a equipe está de parabéns, coletando dados que tenho certeza que o setor vai aplaudir de pé. É muito interessante ver a interação e a curiosidade que existe, e a posterior validação de tudo que se faz no campo, sendo apresentado para todos nós.

​Eu gostaria muito que a expedição continuasse e seguisse adiante. Estamos aguardando ansiosamente a segunda edição no ano que vem. Mais uma vez, reitero que a casa aqui está aberta, será um prazer recebê-los novamente. O Rio Grande do Sul está de portas abertas.

​Lembrando que fomos o último estado a ser visitado, mas queremos muito ser uma das primeiras escolhas no futuro do nosso setor. Obrigado.”

– Leonardo de Zorzi, presidente do Sindimadeira.


“Realmente, uma surpresa muito interessante o que eu vi aqui hoje. Quando embarcamos nesse projeto, alguns meses atrás, não imaginávamos a abrangência que teria: 40 mil quilômetros de checagens, o levantamento das florestas do Brasil.

​É fantástico isso. Agora, teremos a partir deste momento e da apuração dos dados, uma curiosidade muito maior daquilo que o país tem em mãos em termos de floresta.

​Estou muito surpreendido positivamente com todo esse projeto. E a John Deere obviamente quer participar cada vez mais e trazer mais novidades para todo esse pessoal que tem feito este projeto científico, que é tão importante para o nosso país.”

– Roberto Marques, diretor da John Deere Florestal.


“Participamos da Expedição na Bahia, depois no Mato Grosso e, agora, aqui no Rio Grande do Sul. Ou seja, acompanhamos a expedição do começo ao fim, em regiões totalmente diferentes.

​E é preciso aplaudir a coragem e a iniciativa da equipe Canapy e envolvidos, por fazer todo esse esforço e, principalmente, por promover a colaboração de todos na Expedição Silvicultura. A Geplant fica feliz em apoiar este projeto e participar deste encerramento hoje.”

– Eduardo Mattos, head de Sustentabilidade da Geplant.

Depoimentos na íntegra:

Troca de conhecimento & inovação

Os encontros regionais da Expedição Silvicultura tiveram participação gratuita, um fator crucial que viabilizou uma ampla e intensa troca de conhecimento entre os participantes. Cada evento reforçou o formato consagrado da Expedição, que reuniu líderes, produtores e técnicos em um ambiente de debate focado em informações estratégicas.

O conteúdo programático foi marcado pela combinação de palestras técnicas e a apresentação de dados inéditos, complementados por painéis sobre políticas públicas e discussões aprofundadas sobre as mais recentes inovações em manejo florestal sustentável, gerando insights vitais para o desenvolvimento e a competitividade da silvicultura brasileira.

Confira e relembre os encontros!

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions, Embrapa Florestas e Paulo Cardoso Comunicações, e conta com o apoio das principais instituições e empresas do setor.

Escrito por: redação Mais Floresta.

Featured Image

 Suzano está com cinco processos seletivos abertos para Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está com cinco processos seletivos em andamento para atender suas operações em Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). As inscrições estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e podem ser feitas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).

Em Água Clara, há um processo seletivo aberto para Mecânico(a) I. Em Ribas do Rio Pardo, as pessoas interessadas podem concorrer à oportunidade para Assistente Administrativo I, Retificador(a) Corrente e Operador(a) de Máquinas Florestais. Já em Três Lagoas, a companhia oferece oportunidade temporária para Analista de Suprimentos Pleno.

Segue a lista completa dos processos seletivos da Suzano em andamento no estado e os respectivos links para inscrições. Nas páginas, é possível consultar os pré-requisitos de cada vaga, detalhamento da função e benefícios ofertados pela empresa.

Água Clara

Mecânico(a) I  – inscrições até 10/11/2025: Página da vaga | Mecânico(a) I

Ribas do Rio Pardo

Assistente Administrativo I – inscrições até 10/11/2025: Página da vaga | Assistente Administrativo I

Retificador(a) de Corrente – inscrições até 10/11/2025: Página da vaga | Retificador(a) Corrente

Operador(a) de Máquinas Florestais – inscrições até 20/12/2025: Página da vaga | Operador(a) de Máquinas Florestais

Três Lagoas

Analista de Suprimentos Pleno (Temporário) – Planejamento Estoque MRO Florestal – inscrições até 16/11/2025: Página da vaga | Analista Suprimentos Pl (Temporário) – Planejamento Estoque MRO Florestal

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br.

Informações à Imprensa

Infomuts – Informação Inteligente

Ariane Pontes | redacao@infomuts.com | 67 9 9894 4930

Renata Prandini l renata@infomuts.com l 12 99760-7099

Featured Image

Riedel confirma mais R$ 2,36 bilhões de investimentos em bioenergia para MS

Governador esteve com dirigentes da Atvos; empresa construirá em MS a maior usina de biometano do mundo e duas fábricas de etanol de milho

A Atvos, empresa de bioenergia que tem o fundo árabe Mubadala entre seus maiores sócios, confirmou nesta semana ao governador Eduardo Riedel (PP) o investimento de R$ 2,36 bilhões em três plantas industriais em Mato Grosso do Sul.

Todo o valor será direcionado à produção de bioenergia, sendo uma planta de biometano (a maior do mundo) em Nova Alvorada do Sul e mais duas plantas produtoras de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul e em Costa Rica, revelou o governador ao Correio do Estado.

Na unidade de biometano serão investidos 360 milhões, e cada fábrica de etanol de milho receberá mais R$ 1 bilhão de investimentos. Cada nova planta de etanol de milho da Atvos será capaz de produzir em torno de 250 milhões de litros de etanol por ano, além de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) e até energia elétrica.

Em Nova Alvorada do Sul e em Costa Rica, as novas usinas de etanol de milho funcionarão juntamente com as usinas de etanol de cana-de-açúcar já existentes da própria Atvos. No caso da geração de biometano, a produção será de 28 milhões de m³ por safra de cana-de-açúcar. “Eles vão fazer biometano da vinhaça e da torta de filtro, e a expectativa é de que a planta esteja pronta em novembro de 2026.”

“Todo investimento deles é direcionado para uma transição completa de veículos a gás para uso na cadeia produtiva”, explicou o governador. 

Trata-se de um grande volume de biometano, que poderá, em um futuro próximo, ser comercializado na região. “Conforme o projeto amadureça, eles vão usar o biometano primeiramente na frota deles (que é um volume muito grande) e aí se pode ter um mercado local, como Rio Brilhante e Nova Alvorada. Com a expansão da rede da MS Gás, a ideia é que essas unidades comecem a ampliar e aí conectem no duto”, explica

Eduardo Riedel conta que a licença para a instalação das usinas da Atvos foi concedida em março.

“Agora eles (a Atvos) vieram aqui anunciar os dois investimentos, que estão começando a fazer em janeiro de 2026”, destacou.

Etanol de milho

Com a construção de mais duas plantas de etanol de milho, Mato Grosso do Sul passará a ter cinco fábricas do produto. 

Atualmente, estão em funcionamento duas unidades da Inpasa, em Dourados e Sidrolândia, capazes de produzir 800 milhões de litros de etanol de milho por ano, e a Neomile, em Maracaju, cuja capacidade anual de produção é de 260 milhões de litros de etanol.

As duas unidades da Atvos terão capacidade de produção similar à da Neomile. Mas, no caso destes dois novos investimentos em Nova Alvorada do Sul e em Costa Rica, há uma outra novidade: a possibilidade de expansão. “Temos a etapa 1 e a etapa 2. Eles terminarão a etapa 1 e já começam a 2, que é a duplicação de cada planta”, revela Eduardo Riedel.

“São 534 mil toneladas de processamento de milho em cada unidade e, no final de 2027, com estas unidades operando, serão mais 534 mil toneladas”, conta.

“Este empreendimento, em três anos, estará consumindo 2 milhões de toneladas de milho”, acrescenta.

Para o governador, o aumento da produção de etanol fará com que quase toda a produção de milho de Mato Grosso do Sul seja consumida e industrializada dentro do Estado.

Carbono Neutro

As plantas da Atvos de etanol de milho se enquadram nos três eixos do plano de governo de Eduardo Riedel: segurança alimentar, sustentabilidade e transição energética. “Esse aqui é um modelo que pega estes três eixos integralmente, porque tem capacidade de fazer o seu processo praticamente net zero (carbono neutro)”, explicou o governador.

A Atvos, por exemplo, está migrando do modelo 1.0, que já contempla a sustentabilidade em sua cadeia, pois repassa ao produtor os créditos de carbono que recebe pela produção sustentável. Com as novas plantas, além da produção de açúcar, energia e etanol, e da venda dos créditos de carbono (CBIO), a Atvos irá acrescentar mais atividades em seu portfólio, como biometano e até mesmo SAF, combustível sustentável de aviação.

“Essas usinas já são grandes absorventes de carbono e serão ainda mais”, analisa o governador de Mato Grosso do Sul. “É um painel solar biológico: está pegando luz do sol e transformando em energia, comida e combustível.”

Investimentos

Com os R$ 2,36 bilhões anunciados pela Atvos, Mato Grosso do Sul já soma mais de R$ 80 bilhões em investimentos do setor privado contratados. A maior parte dos investimentos está no setor de celulose, que ergue uma planta da Arauco, em Inocência, e pretende levantar outras duas: a segunda linha da Eldorado, em Três Lagoas, e uma linha da Bracel, em Bataguassu.

Há também investimentos no setor de mineração, em Corumbá, pela LHG; de etanol de segunda geração, em Caarapó, pela Raízen; de proteína animal, pela JBS/Seara; e na agroindústria, pela Inpasa (ampliação da unidade de Dourados) e pela Coopasul (em Naviraí).

Informações: Correio do Estado.

Featured Image

Veracel Celulose anuncia transição na liderança: Caio Zanardo segue para a Suzano e Alexandre Lanna assume como novo CEO

Após conduzir um ciclo de expressiva transformação desde 2021, Caio Zanardo, atual diretor-presidente da Veracel Celulose, seguirá para uma nova posição na Suzano, acionista da empresa

A partir de 5 de janeiro de 2026, Alexandre Lanna, atualmente Diretor Industrial na Suzano, assumirá como Diretor-Presidente (CEO) da Veracel, conduzindo a empresa em sua próxima etapa de desenvolvimento, com foco em desempenho, inovação e sustentabilidade. O processo de sucessão vem sendo conduzido de forma conjunta e planejada entre os dois executivos, assegurando a continuidade das prioridades estratégicas da empresa e a consolidação de uma cultura pautada em excelência operacional e cuidado com as pessoas.

Durante sua gestão, Zanardo impulsionou uma importante evolução cultural e estratégica na Veracel, com avanços em competitividade operacional, transformação digital, sustentabilidade e desenvolvimento de pessoas. “Gostaríamos de expressar nosso profundo agradecimento a Caio Zanardo por sua dedicação e legado”, afirma Johanna Hagelberg, presidente do Conselho de Administração da Veracel Celulose.

Alexandre Lanna possui sólida trajetória no setor de celulose e papel e ampla experiência em gestão industrial. Ele chega à Veracel com o compromisso de dar continuidade à agenda de inovação e sustentabilidade, reforçando o papel da empresa como referência em desempenho, responsabilidade socioambiental e geração de valor.

Informações: NewsPulpaper

Featured Image

Em evento pré-COP Florestar assina termo para recuperação ambiental

Às vésperas da COP30, um termo de cooperação técnica entre a Florestar, Visiona Tecnologia Espacial e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi assinado nesta terça-feira (04), em São Paulo, capital. O documento foi firmado durante o Summit Agenda SP + Verde, evento promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025.

Fotos: Pablo Jacob e João Valério /Governo do Estado de SP.

O termo de cooperação possibilitará que a Cetesb passe a monitorar, por imagens de satélite, a recuperação de áreas degradadas em São Paulo. Para isso, o projeto prevê o desenvolvimento de uma plataforma digital, alimentada por estas imagens junto com informações já disponíveis nos sistemas utilizados pela Cetesb. Desta forma, será possível acompanhar em tempo real a regeneração de áreas degradadas.

Ao longo dos últimos anos, a Florestar compartilhou conhecimento com a Cetesb para operacionalizar este projeto. “Daqui para frente, a Indústria Florestal Paulista atuará com expertise e acesso à realidade do campo para contribuir com o aprendizado do algoritmo da plataforma. É essencial que essa transmissão de informações seja de fato condizente com o que está acontecendo nas áreas monitoradas”, explica a diretora-executiva da Florestar e engenheira florestal, Fernanda Abilio.

Presente no ato, o governador Tarcísio de Freitas enalteceu a participação da Florestar neste projeto. “A gente tem que celebrar esta parceria da Cetesb com a Florestar e a Visiona, para utilizar o que tem de tecnologia na recuperação de áreas degradadas, na recuperação do meio ambiente e no monitoramento das nossas reservas florestais”, disse o governador de São Paulo.

A secretária da Semil, Natália Resende, destacou que a implementação do projeto dará agilidade no acompanhamento das áreas monitoradas: “A gente vai conseguir melhorar nosso monitoramento e nossa inteligência de dados. Será possível identificar com agilidade alguma alteração e assim agir de forma previna”, explicou ela. “A gente está falando de mais de 15 mil hectares. Por isso eu queria deixar os nossos agradecimentos aos nossos parceiros da Florestar e da Visiona”, concluiu a secretária.

O Summit acontece no Parque Villa-Lobos, com o objetivo de ser um grande debate sobre desenvolvimento sustentável. Ao todo serão cerca de 500 palestrantes e aproximadamente 10 mil pessoas, com quatro eixos temáticos: Finanças Verdes, Resiliência e Futuro das Cidades, Justiça Climática e Sociobiodiversidade e Transição Energética e Descarbonização.

Featured Image

Estudo da Unesp aponta Caatinga como protagonista na captura de carbono no país

Bioma ocupa só 10% do território nacional, mas capturou até 50% do carbono entre 2015 e 2022; Bahia tem maior área contínua e atuação de CBHs da Bahia fortalece preservação

Mesmo ocupando apenas 10% do território brasileiro, a Caatinga foi responsável por até 50% do sequestro de carbono no país entre 2015 e 2022, conforme aponta estudo recente da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A análise destaca o potencial do bioma semiárido como elemento ativo na mitigação das mudanças climáticas, especialmente em períodos de maior incidência de chuvas.

O estudo utilizou imagens de satélite e indicadores ecológicos para mensurar a capacidade da vegetação nativa em capturar CO₂ da atmosfera. Os dados revelam que, mesmo em regiões de clima seco, a Caatinga pode desempenhar papel relevante na remoção de carbono, especialmente quando favorecida por ciclos climáticos com maior volume de chuvas. [Fonte: Jornal da Unesp, 28/07/2025 – https://jornal.unesp.br/2025/07/28/estudo-revela-importancia-da-caatinga-para-o-sequestro-do-carbono-no-contexto-brasileiro/]

Na Bahia, estado que abriga a maior área contínua de Caatinga do país, os resultados do estudo ampliam a compreensão sobre a importância ecológica e climática do bioma. A vegetação nativa do semiárido baiano se apresenta como uma aliada fundamental para a regulação do clima e conservação dos recursos hídricos, além de contribuir para a estabilidade das bacias hidrográficas e a proteção de solos e nascentes em territórios semiáridos.

Diante da relevância dos dados, os Comitês de Bacias Hidrográficas da Bahia reforçam seu papel como espaços de articulação entre diferentes segmentos da sociedade — instituições públicas, usuários de água e representantes da sociedade civil — no apoio a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental. Ismael Medeiros, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu, destaca a importância do estudo como referência para o fortalecimento dessa atuação colaborativa.

“A divulgação desses dados reforça a relevância dos esforços de gestão integrada dos recursos naturais no território baiano. A atuação dos Comitês contribui para integrar diferentes agentes na construção de soluções sustentáveis para os desafios hídricos e climáticos da região”, afirma.

A atuação dos Comitês se dá por meio do acompanhamento de projetos, participação em fóruns técnicos e apoio a ações educativas e de preservação conduzidas por entidades parceiras. Suely Argôlo, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, ressalta que os resultados da pesquisa confirmam percepções já observadas na prática pelas comunidades tradicionais e instituições que convivem com a dinâmica da Caatinga.

“A pesquisa traz evidências científicas que fortalecem o que já percebemos na prática que preservar a Caatinga é também preservar as bacias hidrográficas e garantir a disponibilidade hídrica. No nosso Comitê do Salitre temos um lema que é ‘A Caatinga em pé’ para que possamos sempre lembrar de lutar e preservar este bioma tão importante para nossa bacia e região ”, aponta.

A relação entre chuvas e sequestro de carbono, evidenciada no estudo, também aponta a importância da vegetação nativa em ciclos de recuperação ambiental. A Caatinga, mesmo em áreas com regimes hídricos desafiadores, demonstra alta resiliência quando bem conservada.

Os pesquisadores da Unesp destacam a necessidade de aprofundar os estudos sobre o funcionamento ecológico do bioma e reforçam a importância da cooperação entre instituições acadêmicas e organizações que atuam nos territórios da Caatinga.

Featured Image

Silvicultura como propulsora de desenvolvimento do agronegócio

Um dos fatores que aumenta a demanda por produtos florestais é a transição energética, visto que as usinas de etanol de milho precisam de biomassa

*Artigo por Roberto Marques.

silvicultura brasileira passa por uma revolução semelhante à da agricultura, que transformou o país de importador para um dos maiores exportadores mundiais de alimentos em pouco mais de 40 anos. O Brasil se consolidou como uma potência e atualmente conta com dez milhões de hectares de florestas plantadas e cerca de 1,2 milhão de novas árvores por dia.

Além disso, o país lidera a exportação de celulose, com um volume de US$ 12,7 bilhões em 2024, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). Tal desempenho foi possível por conta de iniciativas desenvolvidas em todas as frentes, incluindo inovações tecnológicas e uma crescente demanda interna e global por produtos florestais.

O clima e as condições de solo, unidos a técnicas de manejo e soluções tecnológicas, proporcionam alta produtividade e uma grande vantagem competitiva em relação a outros países. O mercado aproveita essa característica e vive uma nova onda de crescimento, com o anúncio de cinco novas fábricas de celulose, que devem entrar em operação até 2030.

Outro fator que aumenta a demanda por produtos florestais é a transição energética, visto que as usinas de etanol de milho precisam de biomassa — na maioria dos casos obtida a partir da madeira — para alimentar suas caldeiras e gerar eletricidade.

Em 2024, a produção brasileira de etanol de milho atingiu 8 bilhões de litros, 37% a mais que na safra anterior, e a expectativa é chegar a 15 bilhões até 2032. Hoje, 25% de todo o etanol produzido no país vem do milho, e essa participação deve subir para 40% até 2035, de acordo com a União Nacional do Etanol de Milho.

Para manter esse ritmo, o número de usinas deverá mais que dobrar na próxima década, passando de 24 para 56, o que significa que o setor florestal tem uma grande missão pela frente: triplicar a produção de cavacos de madeira.

O setor se prepara para atender a essa demanda por meio de soluções tecnológicas focadas no aumento da eficiência, no que ficou conhecido como silvicultura de precisão. O mercado já conta com um robusto portfólio de equipamentos com torção grau de tecnologia para as operações de colheita florestal, e em breve estarão disponíveis também soluções para mecanização do preparo de solo e plantio.

Também é possível aproveitar soluções que auxiliam no monitoramento remoto e em tempo real, que geram mapas com a localização exata das toras colhidas, os volumes estimados, os tipos de madeira e a gestão das operações.

Para que toda essa tecnologia seja efetiva, são necessários profissionais qualificados e parcerias estratégicas entre o governo, o setor privado e instituições de ensino.

Tudo isso proporciona ao Brasil uma oportunidade única de desenvolvimento, que começa na floresta e reverbera em diversos setores da economia. Mais do que madeira e celulose, exportamos conhecimento, parcerias estratégicas e sustentabilidade. Ainda temos muito para realizar, mas essa revolução já é uma realidade.


*Roberto Marques é diretor da Divisão Florestal da John Deere para a América Latina.

Publicado em: https://globorural.globo.com/opiniao/vozes-do-agro/noticia/2025/11/silvicultura-como-propulsora-de-desenvolvimento-do-agronegocio.ghtml

Featured Image

Produção florestal da Bahia atinge R$ 2,249 bilhões com crescimento de 33,5% em 2024, diz IBGE

Silvicultura e extração vegetal registram aumento de valores; Bahia lidera produção de umbu, castanha-de-caju, licuri e urucum

produção primária florestal na Bahia atingiu R$ 2,249 bilhões em 2024, representando crescimento nominal de 33,5% em relação a 2023, conforme dados da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, do IBGE. O resultado é o maior registrado nos últimos 30 anos, desde o início do Plano Real, e reflete o aumento no valor gerado tanto pela silvicultura quanto pela extração vegetal.

Desempenho da silvicultura

Entre 2023 e 2024, a silvicultura na Bahia cresceu 36,5%, alcançando R$ 2,089 bilhões, equivalente a 92,8% do total da produção florestal. O valor elevado é resultado do aumento na produção de carvão vegetal (+4,2%) e madeira em tora (+6,8%), enquanto a produção de lenha caiu 31,7%, impactando negativamente o valor correspondente (-19,5%).

Principais municípios e áreas

Os municípios de Entre Rios e Alcobaça lideram a produção de carvão vegetal e madeira em tora, respectivamente. A área destinada à silvicultura na Bahia diminuiu pelo quinto ano consecutivo, atingindo 544.962 hectares, com Caravelas mantendo o maior volume estadual.

Extração vegetal e produtos não madeireiros

extração vegetal gerou R$ 160,0 milhões em 2024, crescimento de 4,3% frente a 2023. Produtos como carvão e lenha extraídos da natureza voltaram a crescer, enquanto a madeira em tora apresentou queda de 4,7%. Entre os produtos não madeireiros, 6 dos 12 itens registraram aumento, com destaque para umbu, castanha-de-caju, licuri e urucum, mantendo a Bahia como líder nacional.

Impacto nacional e posição do estado

No cenário nacional, o valor da produção primária florestal atingiu R$ 44,3 bilhões, crescimento de 16,7%. A Bahia manteve a 8ª posição, representando 5,1% do total nacional, atrás de Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Informações: Jornal Grande Bahia.

Featured Image

Seis vezes campeã: Aperam BioEnergia lidera ranking dos lugares mais incríveis para trabalhar no agro

Empresa também recebe reconhecimento inédito por práticas de liderança, concedido pela FIA Business School em parceria com o Estadão

A Aperam BioEnergia foi apontada, pelo sexto ano consecutivo, como a número 1 no setor de agronegócio no prêmio Lugares Mais Incríveis para Trabalhar – iniciativa da FIA Business School em colaboração com o Estadão. A companhia se manteve no topo do segmento em 2025 e também ganhou uma conquista inédita: foi reconhecida como a “Mais Incrível em Liderança”, disputando com organizações de grande porte de todos os setores.

A premiação avalia anualmente as empresas que se destacam pelo alto nível de satisfação dos colaboradores e em categorias especiais como Liderança, Equidade, Inclusão e Carreira. Os ganhadores são selecionados com base na pesquisa FIA Employee Experience (FEEx), que leva em consideração, entre outros critérios, práticas de gestão de pessoas e clima organizacional. O levantamento é aplicado de forma online, gratuito e auditado.

“O que torna essas conquistas ainda mais especiais é o fato de serem baseadas na percepção dos nossos próprios colaboradores e na análise criteriosa de instituições de referência, como a FIA Business School e o Estadão. Essa chancela comprova que estamos no caminho certo, ao construir um ambiente em que todos possam crescer, se desenvolver e se orgulhar de fazer parte”, destaca Ézio Santos, diretor de Operações da Aperam BioEnergia. 

Subsidiária da Aperam South America – que figurou entre as principais no setor de Mineração, Metalurgia e Siderurgia na mesma premiação – a BioEnergia é a maior produtora de carvão vegetal do mundo. Localizada no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, possui mais de dois mil colaboradores e produz 440 mil toneladas de carvão vegetal por ano, além de outros bioprodutos – como o biochar e o bio-óleo -, a partir das florestas renováveis plantadas de eucalipto. 

Excelência em liderança

Para apoiar os líderes, a Aperam investe continuamente por meio da sua Academia da Liderança. Todos os anos, trilhas de aprendizagem personalizadas são desenvolvidas com base nas necessidades reais identificadas. Cada etapa é planejada para promover o crescimento individual e coletivo, alinhando competências aos desafios atuais e futuros da empresa.

“Criamos iniciativas que oferecem suporte desde o início da jornada das lideranças mais jovens e também programas contínuos de desenvolvimento, mantendo nossos gestores alinhados aos desafios do mercado. Valorizamos igualmente a equidade e investimos no fortalecimento da liderança feminina”, destaca Rodrigo Heronville, diretor de Gente e Gestão da Aperam South America.

Este ano, a empresa lançou o programa EmpoderA dedicado a desenvolver e fortalecer a liderança feminina. O programa parte da convicção de que promover a equidade não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas sim uma estratégia de negócio fundamental para inovação, performance e sustentabilidade. O EmpoderA contempla três trilhas de aprendizagem voltadas à capacitação das lideranças e ao reconhecimento, promoção e apoio de talentos femininos.

Featured Image

RS tem redução histórica de 26,8% nas emissões de gases poluentes; setor florestal lidera resultados

O Rio Grande do Sul reduziu 26,8% das emissões de gases de efeito estufa entre 2021 e 2023, segundo dados do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Iegee), divulgado nesta quinta-feira (30) no Palácio Piratini. O levantamento mostra que o Estado tem avançado em políticas climáticas e na recuperação ambiental.

Setor de uso da terra alcança emissões negativas

O destaque do estudo é o setor de Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas, que obteve queda de 21,8% nas emissões líquidas, alcançando emissões negativas de -8,5%. Isso significa que o Rio Grande do Sul passou a remover mais carbono do que emitir, resultado atribuído à recomposição da vegetação nativa e à recuperação ambiental nos últimos anos.

Depois do uso da terra, o setor de energia foi o que mais reduziu suas emissões, com cerca de 2% de queda nas emissões líquidas. Em seguida, aparece a agropecuária, com redução de 1,6%. Já os setores de resíduos e processos industriais e uso de produtos mantiveram níveis estáveis.

Diagnóstico detalhado do clima gaúcho

O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do RS é elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), por meio da Assessoria do Clima, em parceria com o Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

O estudo faz um diagnóstico detalhado das fontes e volumes de emissões no território gaúcho, seguindo as metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), referência mundial em cálculos de emissões.

A coletiva de apresentação contou com a presença da titular da Sema, Marjorie Kauffmann, da secretária da Educação, Raquel Teixeira, e do presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki.

“RS consolida política climática baseada em dados”, diz Sema. Durante o anúncio, Marjorie Kauffmann destacou que os resultados refletem políticas públicas consistentes voltadas à mitigação e adaptação climática.

“As reduções das emissões mostram que o Rio Grande do Sul vem consolidando uma política climática consistente, baseada em dados, planejamento e ações integradas entre diferentes setores. O resultado é fruto de um esforço coletivo, que envolve o governo, o setor produtivo e a sociedade gaúcha”, afirmou a secretária.

Estado prepara presença na COP30

Durante o evento, o governo também apresentou o plano de participação do Rio Grande do Sul na COP30, que será realizada em Belém (PA).

A comitiva gaúcha participará de mais de 30 eventos e terá reuniões com bancos internacionais e com a Fundação Z Zurich. O governador Eduardo Leite confirmou presença na conferência, embora a agenda oficial ainda não tenha sido divulgada.

Informações: Clic Camaquã.

Anúncios aleatórios