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Sistemas silvipastoris com árvores nativas melhoram biodiversidade e redução de emissões de GEE

A integração de gado, pastagens consorciadas e árvores é uma solução eficaz, comprometida com a produção sustentável de carne e leite, o aumento da biodiversidade e a diminuição do impacto da pecuária nas mudanças climáticas, reduzindo a pegada de carbono e maximizando os serviços ambientais.

Na Fazenda Canchim, sede da Embrapa Pecuária Sudeste em São Carlos (SP), a implantação de um sistema silvipastorial biodiverso e multifuncional comprova a tese. Formado por sete espécies nativas do bioma Mata Atlântica, e pastagens consorciadas com a leguminosa guandu BRS Mandarim, o sistema foi capaz de sequestrar carbono, reduzir as emissões de metano e aumentar a matéria orgânica e os nutrientes do solo, além de diminuir o risco de incêndios e fornecer habitat para diversas espécies, o que contribui para a biodiversidade e sustentabilidade do bioma. Dados de pesquisas mostram, ainda, menor ocorrência de infestações de parasitas e melhoria no bem-estar animal, graças ao conforto térmico proporcionado pela sombra.

No estudo foram utilizadas as árvores nativas angico-branco, canafístula, ipê-felpudo, jequitibá-branco, pau-jacaré, mutambo e capixingui. Todas elas possuem valor econômico e têm várias configurações – madeireiras, melíferas e as chamadas tutoras (que auxiliam no crescimento retilíneo das madeireiras). A canafístula, o jequitibá-branco e o ipê-felpudo são promessas para a produção de madeira. O angico-branco, além da madeira, tem valor medicinal. O pau-jacaré pode ser usado para lenha e tem sido treinado com fins farmacológicos. O mutambo é valorizado pela madeira, frutos e propriedades medicinais. As flores do capixingui atraem abelhas, produzindo mel com características exóticas. A madeira também pode ser usada para celulose e papel.

De acordo com a pesquisadora Sandra Santos, esse tipo de arranjo multifuncional e biodiverso combina benefícios produtivos, socioeconômicos e ecológicos, e pode servir de renda extra para pequenos e médios agricultores familiares. Para obter esses benefícios é fundamental o planejamento do sistema com a escolha de espécies nativas e forrageiras, o desenho do arranjo e o manejo das árvores por meio de poda e desbaste e manejo do gado.

O componente arbóreo pode ter multifunções e ser usado de forma escalonada, contribuindo com o balanço de carbono, serviços ambientais e diversos produtos. Esse modelo também pode ser indicado para locais com restrições à agricultura, como aqueles que apresentam declividade acentuada e restauração de determinadas áreas de preservação.

Paisagem agrícola brasileira

Os sistemas peculiares apenas com pastagem ainda ocupam boa parte da paisagem agrícola brasileira. Muitas vezes são áreas em descrição e descrições de baixa eficiência, contribuindo, assim, para o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE), as perdas do solo e a perda de biodiversidade. Em plena emergência climática, são possíveis tecnologias mais eficientes e sustentáveis ​​capazes de reduzir o impacto das cadeias produtivas da carne e do leite.

Nas últimas décadas, houve certo avanço na intensificação de fazendas pecuárias baseadas em pastagens, buscando equilibrar a produtividade com a conservação dos recursos naturais. A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) ou agrossilvipastoris surgiu como uma alternativa sustentável, biodiversa e multifuncional. Atualmente, segundo dados da Rede ILPF, uma área de integração laboral-pecuária-floresta no Brasil equivale a mais de 17 milhões de hectares, com potencial de crescimento significativo nos próximos anos. 

A diversidade de plantas aumenta a resiliência do ecossistema, apoia a ciclagem natural de nutrientes e melhora a estrutura e fertilidade do solo, segundo Sandra Santos. Do ponto de vista da produção animal, os sistemas silvipastoris podem melhorar as condições microclimáticas, aumentando o bem-estar e a produtividade animal, ao mesmo tempo que reduzem as emissões de metano por unidade de produção.

Além disso, principalmente com árvores nativas do bioma, esses modelos fornecem uma variedade de serviços ecossistêmicos, incluindo conservação da biodiversidade, regulação hídrica, polinização, controle de pragas e doenças, controle de incêndios e provisão de habitat. Porém, o ponto chave para obter eficiência produtiva e multifuncional é fazer um planejamento e manejo adequado do sistema, adaptado às condições locais.

Sobre o experimento

O experimento foi monitorado por uma equipe multidisciplinar, com ênfase especial em regulação climática, na Fazenda Canchim, sede da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP).

O sistema silvipastoril biodiverso (SSP) foi implementado em 2008. As árvores foram plantadas em aproximadamente 16 hectares em faixas de três fileiras, espaçadas aproximadamente 17 metros entre si, e 2,5 × 2,5 metros entre as árvores dentro das fileiras. Foram 545 árvores por hectare. No total, foram plantadas cerca de nove mil árvores.

As espécies arbóreas foram selecionadas para múltiplas funções, incluindo produção de madeira, fixação de nitrogênio, produção de mel e suporte estrutural para promover o crescimento vertical reto das árvores madeireiras. Na fileira central, espécies florestais nativas incluíam angico-branco, canafístula, ipê-felpudo, jequitibá-branco e pau-jacaré. Para apoiar o estabelecimento e o desenvolvimento vertical dessas espécies, as duas fileiras marginais foram plantadas com mutambo e capixingui, que serviram como árvores-enfermeira e foram integradas com uma pastagem de Urochloa decumbens (braquiária).

Desde a implantação, vários estudos comparativos foram prolongados, contemplando pastagens convencionais, ILPF com eucalipto e florestas nativas. Em 2021, para aumentar a multifuncionalidade do sistema e a fertilidade do solo, as pastagens foram consorciadas com o guandu ( Cajanus cajan ) BRS Mandarim.

Baixo carbono e serviços ambientais

A integração com nativas apresenta diversas vantagens. A sombra melhorou a digestibilidade do pasto, levando à mitigação de GEE. E o efeito pode ser maior quando se incorpora leguminosa junto à pastagem, diversificando a dieta do gado e melhorando a resiliência do sistema.

Em 2021, o guandu BRS Mandarim foi lançado nas pastagens da área de nativas. Experimentos na Unidade descoberta que a integração levaram a reduções nas emissões de metano de até 70% em comparação com pastagens convencionais. Ainda assim, o consórcio melhorou a qualidade nutricional das dietas dos animais, aumentou o período de pastejo durante a seca e prejudicou a dependência de insumos externos, como suplementos alimentares e fertilizantes. A consorciação com leguminosas também pode contribuir com a melhoria da qualidade da serrapilheira (camada formada por restos de plantas e acúmulo de material orgânico vivo em diferentes estágios de composição), que reflete na biota e na fertilidade do solo.

Os estudos também indicaram que a infestação por mosca-dos-chifres nesse modelo de integração é 38% menor do que não convencional. Isso ocorre devido à maior quantidade e diversidade da microfauna nos bolos fecais dos animais e que atuam como predadores desse parasita. Esses sistemas biodiversos restritos para um equilíbrio, refletindo na redução na incidência de sentenças e doenças.

Em relação à adaptação às mudanças climáticas, a integração de árvores em sistemas de produção reduz a erosão do solo e o escoamento superficial por múltiplos mecanismos, incluindo a interceptação da chuva pela copa, aumento da permeabilidade do solo e maior rugosidade da superfície. O pesquisador José Ricardo Pezzopane analisou a umidade do solo na integração com árvores nativas e encontrou maior coleta de água pelas plantas nas camadas mais profundas do solo. Isso foi mais evidente nas proximidades das faixas de árvores, o que é atribuído à exploração mais profunda das raízes, em comparação com a amostragem nas pastagens entre duas fileiras de árvores.

A redução de riscos de incêndio é outro serviço ecossistêmico dos sistemas silvipastoris nativos, quando relevantes gerenciados. De acordo com Pezzopane, a presença de fileiras de árvores mitiga a incidência do vento, limitando o risco de incêndios se espalharem. E, também, ao pastar o pasto seco, o gado ajuda a minimizar a propagação do fogo.

Modelos silvipastoris biodiversos com árvores nativas oferecem uma gama de benefícios ambientais e produtivos, tornando-os uma estratégia promissora para a produção pecuária sustentável e a conservação da paisagem. “No contexto das mudanças climáticas em curso, há uma necessidade urgente de projetar sistemas de produção animal baseados na natureza, enraizados na agrobiodiversidade. Eles devem buscar reduzir a dependência de insumos externos e contribuir para a conservação e restauração dos serviços ecossistêmicos”, destaca Sandra Santos.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Tecnologias como os sistemas silvipastoris com espécies nativas voltadas para o desenvolvimento de fazendas inteligentes, integrando estratégias de mitigação e adaptação para lidar com os impactos das mudanças climáticas. Com isso, estimulei o alcance de algumas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, como o ODS 2, relacionado à Fome Zero, a ODS 13, que busca combater os impactos negativos das Mudanças Climáticas e a 15, referente à manutenção da Vida na Terra.
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A importância das árvores nos sistemas de produção agropecuários

Sistemas agroflorestais e ILPF promovem recuperação de áreas degradadas, armazenamento de carbono e geração de renda para produtores

O Brasil possui aproximadamente 496 milhões de hectares de florestas, desse total, 486 milhões de hectares são de florestas naturais, enquanto cerca de 10 milhões de hectares correspondem a florestas plantadas. Apenas 2% da cobertura florestal nacional provém de florestas plantadas, enquanto a maior parte é de vegetação nativa, um patrimônio que precisa ser conservado e preservado.

As árvores, quando implantadas corretamente, têm papel central na sustentabilidade dos sistemas agropecuários, oferecendo benefícios que vão além da produção de madeira ou frutos. No Brasil, práticas como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e os Sistemas Agroflorestais (SAFs) vêm sendo estudadas e adaptadas pela Embrapa Cerrados. Essas práticas contribuem para recuperar áreas degradadas, aumentar a biodiversidade, melhorar a qualidade do solo e da água, além de armazenar carbono e fortalecer a resiliência climática.

Na região do Cerrado, a Embrapa Cerrados tem liderado ao longo dos seus 50 anos de atuação, completados neste ano, pesquisas e validações de sistemas integrados que associam árvores, lavouras e pastagens em diferentes arranjos. Os sistemas integrados com árvores podem ser definidos como: integração pecuária-floresta (IPF), ou sistema silvipastoril, que associa pastagem, animais e árvores em consórcio; integração lavoura-floresta (ILF), ou sistema silviagrícola, que combina plantações agrícolas com espécies arbóreas e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), ou sistema agrossilvipastoril, que integra os três componentes agrícola, pecuário e florestal — na mesma área, por meio de rotação, consórcio ou sucessão.

Foto: Gisele Rosso

Um exemplo é a implantação de eucalipto consorciado com braquiária e soja em áreas de pastagens degradadas. Nesses sistemas, a introdução das árvores proporciona sombreamento e aumento da matéria orgânica no solo, reduzindo a erosão e elevando a fertilidade. Estudos de longo prazo conduzidos pela unidade mostram que áreas degradadas recuperaram sua capacidade agrícola em poucos anos, oferecendo novas fontes de renda com a madeira e aumentando a produtividade.

Outro caso é o desenvolvimento de arranjos de SAFs e sistema de ILPF com espécies nativas do Cerrado, como baruzeiro e pequizeiro, consorciados com culturas agrícolas e pastagem. O pequizeiro é considerado a árvore símbolo do Cerrado, conforme lei estadual em Goiás, devido à sua importância para a cultura, economia e o sustento das comunidades locais. A integração de espécies nativas e frutíferas se mostra estratégica, sobretudo em regiões específicas, aliando a conservação da biodiversidade ao uso econômico sustentável, valorizando produtos da sociobiodiversidade ao mesmo tempo em que recupera a cobertura vegetal, mantém a renda do produtor.

A escolha da espécie arbórea em um sistema integrado depende do objetivo do sistema, das condições do local e do conhecimento técnico. Critérios de seleção incluem a adaptação da planta às características do solo e clima, disponibilidade de mudas, uso dos produtos florestais, arquitetura da copa, velocidade de crescimento, serviços ambientais prestados e facilidade de estabelecimento. É fundamental que a inserção das árvores nos sistemas agropecuários obedeça às práticas de conservação do solo e da água, ao plantio em nível, ao favorecimento do trânsito de máquinas e à observância de aspectos comportamentais dos animais.

Espécies com características indesejáveis, como crescimento muito lento ou toxicidade para animais, devem ser evitadas. Se não for possível atender a todos os critérios, a prioridade deve ser dada ao objetivo do sistema, à adaptação local e ao conhecimento técnico. Por fim, é fundamental avaliar o mercado para os produtos oriundos do componente arbóreo a ser implantado, como madeira, sementes, frutos, fibras, entre outros, sendo indispensável a existência de demanda local ou regional que viabilize a comercialização desses produtos.

Em diversas situações, no entanto, o componente arbóreo poderá ser estabelecido com outros objetivos, como o uso da madeira para consumo próprio na propriedade, sombreamento, melhoria da ambiência, bem-estar animal ou ainda para fins de adequação ambiental. De acordo com o Novo Código Florestal, é permitido o cômputo de plantios de espécies frutíferas, ornamentais ou industriais, inclusive exóticas, na composição da área de reserva legal, desde que cultivadas em consórcio ou de forma intercalar com espécies nativas da região, dentro de sistemas agroflorestais. Ressalta-se, porém, que a área recomposta com espécies exóticas não pode ultrapassar 50% da área total a ser recuperada.

Na pecuária, a adoção do sistema de ILPF com linhas de árvores intercaladas com pastagens de braquiária traz benefícios tanto para o gado quanto para o solo. A sombra das árvores reduz o estresse térmico dos animais, melhorando o ganho de peso e o bem-estar, enquanto a ciclagem de nutrientes melhora a qualidade da forragem. Esse modelo tem sido testado em fazendas no Cerrado, onde os resultados apontam incremento na produção de carne e maior resiliência durante períodos de seca.

Sobre os serviços ambientais gerados, as pesquisas da Embrapa Cerrados confirmam que esses sistemas desempenham papel fundamental no armazenamento de carbono. Experimentos em áreas de ILPF mostraram incremento significativo no estoque de carbono no solo e na biomassa arbórea, contribuindo para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Além disso, a presença das árvores melhora a infiltração de água e reduz o escoamento superficial, protegendo nascentes e cursos d’água locais.

As experiências da Embrapa Cerrados mostram que a incorporação de árvores nos sistemas produtivos vai além da conservação ambiental: trata-se de uma estratégia que gera renda, reduz riscos produtivos e fortalece a segurança alimentar. Combinando ciência, tecnologia e práticas adaptadas à realidade dos produtores, a integração de árvores nas paisagens agrícolas representa um caminho para a transformação de áreas degradadas em sistemas produtivos e ambientalmente responsáveis.

Fonte: Artigo escrito por Karina Pulrolnik, pesquisadora da Embrapa Cerrados.

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Brasil mantém liderança nas vendas de celulose para os EUA

Os Estados Unidos seguem altamente dependentes das importações de celulose. Em 2024, as compras externas representaram 11% da demanda total do país. O Brasil domina esse mercado, respondendo por 82% do fornecimento de fibra curta.

Segundo análise do banco Rabobank, esse movimento é sustentado por três fatores: custo de produção reduzido, cultivo de eucaliptos de rápido crescimento e presença de fábricas integradas em larga escala no território brasileiro. A expectativa é de que a capacidade nacional continue a se expandir até 2029, com a entrada de novas plantas industriais.

Custos e avanços tecnológicos

A diferença de preço entre a celulose de fibra curta do Brasil e a fibra longa produzida nos Estados Unidos está entre 250 e 300 dólares por tonelada. Essa vantagem vem sendo reforçada pelo desenvolvimento de técnicas de refino, como o uso de enzimas e processos mecânicos de baixa intensidade. Esses avanços permitem ampliar o uso da fibra curta em papéis tissue e embalagens sem perda de desempenho.

Comércio internacional e logística

O estudo também aponta que o Brasil mantém vantagem competitiva no comércio exterior. Enquanto a celulose da União Europeia paga tarifa de 15% para entrar nos EUA, a brasileira está sujeita a 10%. Além disso, o câmbio favorável e o custo competitivo do frete reforçam a posição nacional no mercado.

No campo logístico, a ampliação da capacidade portuária na Costa Leste dos Estados Unidos e a proximidade das fábricas no sudeste, que demandam grandes volumes de fibra virgem, favorecem as importações brasileiras. Além disso, o transporte marítimo tem se mantido sem gargalos relevantes, contribuindo para a regularidade do fluxo.

Perspectivas de expansão

Projetos já anunciados no Brasil devem garantir oferta consistente para atender à demanda americana. O cenário ganha ainda mais relevância diante da tendência de redução nas exportações da China, que tem ampliado a produção doméstica e enfrenta desaceleração econômica.

Com esse conjunto de fatores, o Rabobank analisa que o Brasil se consolida como principal fornecedor de celulose de fibra curta aos Estados Unidos e deve manter a liderança nos próximos anos.

Informações: AgroMT.

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Exclusiva – Komatsu Forest Day: tecnologia, inovação e sustentabilidade na prática

Tecnologia de ponta e resultados reais: a Komatsu Forest Brasil demonstra no campo o futuro do agronegócio e lança novos equipamentos no ‘Vale da Celulose’, em MS

O Dia de Campo da Komatsu Forest Brasil, realizado em paralelo ao Show Florestal 2025, reuniu no dia 20 de agosto, cerca de 250 clientes e profissionais em uma área de colheita da Eldorado Brasil, em Brasilândia (MS). A iniciativa, chamada de Komatsu Forest Day, teve o objetivo de ir além da exposição tradicional e oferecer uma experiência imersiva. Também, foram apresentados os lançamentos da marca para a América Latina: o Novo forwarder 895 e a nova PC220F. Os convidados puderam ver de perto demonstrações práticas e o desempenho de novos equipamentos, além de participar em debates sobre as tendências do mercado e a eficiência de cada máquina.

A escolha do local e da data não foi por acaso. A Komatsu Forest Brasil aproveitou o palco do ‘Vale da Celulose’ para reforçar seu compromisso com o desenvolvimento do setor. Ao demonstrar a tecnologia em um ambiente real de trabalho, em um módulo de colheita da Eldorado Brasil, denominado “Super módulo”, um dos módulos com equipamentos Komatsu Forest da empresa, que atua com 12x Harvesters de rodas 931 e 4x Novos FW 895 na versão 6×6, que estão entregando um resultado superior a 20% de produtividade comparado aos convencionais.

O evento não apenas complementou sua participação no Show Florestal, que aconteceu de 19 a 21/08, em Três Lagoas, mas também comprovou na prática como suas soluções de ponta podem otimizar o manejo e a colheita florestal, unindo tecnologia e resultados reais para os clientes em uma das regiões mais importantes para o agronegócio do país.

Produtividade e sustentabilidade em foco

O grande destaque do evento foi a demonstração de equipamentos de ponta, com foco na eficiência operacional e na redução do impacto ambiental, como o novo Forwarder 895, a nova PC 220F e o Harvester 931. As máquinas da Komatsu forest, conhecidas por sua robustez, mostraram em campo como a aplicação de tecnologia avançada pode otimizar a produtividade e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade das operações

Sobre as novidades apresentadas pela empresa, Erico Picinatto Junior, Gerente de vendas nacional na Komatsu Forest Brasil, ressalta: “Estamos muito entusiasmados em anunciar dois novos lançamentos aqui nessa área de florestas, da Eldorado Brasil. O primeiro é o novo Forwarder 895, um equipamento de 25 toneladas, que eleva os padrões de produtividade no Brasil. Ele foi totalmente otimizado com uma nova caixa de carga e uma grua, a 205F, que oferece 25% a mais de potência e 20% a mais de velocidade. Com uma garra de 0,55 m², ele pode operar com toras de até 7 metros de comprimento, um grande diferencial para a operação florestal. Além de sua alta produtividade, o 895 foi desenvolvido a partir de pedidos dos clientes no Brasil, para o mercado brasileiro, e possui uma excelente eficiência energética, com consumo de combustível ideal para o processo. O segundo lançamento é a renovação da nossa escavadeira florestal, a PC200, que agora se torna a PC220F.

“Produzida no Brasil, esta nova geração de harvester sob esteiras traz diversas inovações que aprimoram ainda mais a capacidade de sua antecessora, tornando-a uma máquina de alta performance para nossos clientes”, informa Érico.  

Erico Picinatto Junior

Um dos grandes destaques do evento  foi a capacidade de integração entre sistemas, com foco em tecnologias de monitoramento em tempo real via satélite. As demonstrações mostraram como essa conectividade permite aos gestores acompanhar a localização e o estado de cada máquina, otimizando o planejamento logístico e a manutenção preventiva.

Segundo a Komatsu, essa inteligência de dados é essencial para o futuro da gestão florestal. Durante o evento, foi apresentada a evolução prática do sistema Smart Forest, que oferece gerenciamento de frota 100% conectado. A solução direciona o cliente para uma operação florestal mais eficiente, garantindo o máximo desempenho dos equipamentos e maior otimização da operação.

Outro diferencial é a interface do sistema, que permite ao operador visualizar em tempo real seu desempenho em relação aos objetivos da atividade. E para garantir que o potencial da operação seja sempre alcançado, a Komatsu School oferece treinamentos personalizados com simuladores e práticas específicas,  promovendo a melhoria contínua da performance — inclusive em casos que exigem readequação operacional.

O cenário da inovação no setor

O Komatsu Forest Day se consolida como uma plataforma de demonstração prática da tecnologia Komatsu. Em vez de apenas apresentar especificações técnicas, o evento permite que os profissionais tenham uma experiência de campo, reafirmando o papel da empresa como parceira estratégica para quem busca alta produtividade, eficiência e sustentabilidade.

Carlos Borba, diretor de Marketing e Vendas da Komatsu Forest Brasil, detalha a importância do evento e o compromisso da empresa com a inovação: “A Komatsu Forest Brasil, sempre atenta às necessidades do mercado, traz agora essas soluções para o mercado sul-americano. E para demonstrar essas inovações em operação, também realizamos em paralelo à programação do Show Florestal, o Komatsu Forest Day, no campo como a gente gosta, numa área de colheita do cliente Eldorado Brasil. O evento reuniu mais de 200 profissionais do setor e marcou o lançamento oficial desses produtos para toda a América do Sul, região a qual queremos cada vez mais mostrar a força para o mercado florestal global.”

Carlos Borba

O sucesso do Dia de Campo da Komatsu Forest Brasil, destaca a necessidade de eventos práticos que conectem a teoria da inovação com a realidade do trabalho no campo. A Komatsu Forest, com sua tradição de mais de 50 anos no Brasil, segue investindo no País e sendo ferramenta para cada vez mais evidenciar essa região para mercado florestal global, mostrando que a força que move o agronegócio também passa pela floresta.

Confira no vídeo abaixo mais detalhes do Komatsu Forest Day!

Saiba mais em: https://www.komatsuforest.com.br/

Escrito por: redação Mais Floresta.

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Exclusiva – Da genética ao carbono neutro: Aperam BioEnergia otimiza o eucalipto para máxima eficiência energética

Live com Mais Floresta destaca como o aumento da densidade básica do eucalipto impacta diretamente a produtividade, a qualidade do biorredutor e a neutralidade de carbono da siderurgia

Em um bate-papo exclusivo no formato de live, a Aperam BioEnergia, uma das líderes globais na produção de aços inoxidáveis e ligas especiais, destacou os pilares de sua atuação em melhoramento florestal. O encontro online, realizado na quinta-feira (25/09), pelo portal Mais Floresta, trouxe à tona a importância estratégica do Banco de seu Germoplasma e o impacto direto nos processos produtivos da companhia. Assista a live clicando aqui.

Na ocasião, o Diretor do portal, Paulo Cardoso, direcionou perguntas ao Diretor de Operações Aperam BioEnergia, Ezio Santos, que detalhou como o investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento de mais de 6 mil materiais genéticos de alta qualidade permite a criação de clones de eucalipto com maior densidade básica, resultando em um carvão vegetal de performance superior.

Este avanço é fundamental não só para a eficiência da produção do Aço Verde Aperam (que utiliza 100% de carvão vegetal), mas também para a sustentabilidade e a neutralidade de carbono da empresa, reforçando o pioneirismo da companhia no uso de energia renovável na siderurgia.

O Acervo de materiais genéticos e a sustentabilidade de longo prazo

Um dos principais pontos abordados na live foi a gestão e o valor estratégico do acervo de materiais genéticos da Aperam BioEnergia. O Diretor Ezio detalhou a história, a manutenção e o processo contínuo de ampliação do banco de germoplasma da empresa. Este banco é a base para o desenvolvimento de clones de eucalipto mais adaptados e produtivos, sendo um investimento de longo prazo essencial para a sustentabilidade da cadeia produtiva da companhia.

Ezio sublinhou a relevância desse trabalho contínuo, posicionando-o como a fundação da inovação: “Nosso banco de germoplasma é o coração do nosso programa de melhoramento. É a base histórica e a garantia da nossa sustentabilidade futura, onde mantemos um acervo genético valioso para as próximas gerações”.

Aumento da densidade básica: Foco na eficiência energética

O grande destaque da apresentação foi a explanação sobre a importância do melhoramento genético para a mudança na qualidade da madeira e do carvão vegetal produzidos pela empresa.

Segundo o Diretor, o foco principal das ações de melhoramento genético é o aumento da densidade básica da madeira. Este é um atributo crucial, pois:

  • Melhora a qualidade do carvão: Madeira com maior densidade básica resulta em um carvão vegetal de qualidade superior, com maior poder calorífico e maior teor de carbono fixo.
  • Implicações no processo produtivo: O aumento da densidade básica otimiza o uso dos recursos, reduzindo a quantidade de madeira necessária por tonelada de carvão, e melhora a eficiência geral do processo produtivo e logístico.

O Diretor também reforçou o impacto da densidade básica na cadeia produtiva: “O foco no aumento da densidade básica da madeira não é apenas um ganho em produtividade florestal; é uma mudança radical na qualidade final do nosso carvão e na eficiência do nosso processo produtivo. Uma madeira mais densa resulta em carvão com maior valor agregado”.

O encontro reforça o papel da Aperam BioEnergia como referência em silvicultura e em pesquisa aplicada, demonstrando como a gestão avançada de seu banco de germoplasma é fundamental para garantir a excelência e a competitividade dos seus produtos em um mercado cada vez mais exigente em termos de qualidade e sustentabilidade.

Sobre a Aperam

A Aperam é um player global em aço inoxidável, elétrico, ligas, aços especiais e reciclagem, atendendo clientes em mais de 40 países. Desde 1º de janeiro de 2022, a empresa está organizada em quatro segmentos principais: Stainless & Electrical Steel, Services & Solutions, Alloys & Specialties e Recycling & Renewables, comprometida em ser a principal criadora de valor na economia circular de materiais infinitos e transformadores. A Aperam possui uma capacidade de produção de aço inoxidável e elétrico de 2,5 milhões de toneladas no Brasil e na Europa e é líder em ligas e produtos especiais de alto valor, com presença na França, China, Índia e Estados Unidos. Além de sua rede industrial, que abrange dezesseis instalações de produção no Brasil, Bélgica, França, Estados Unidos, Índia e China, a Aperam conta com uma rede altamente integrada de distribuição, processamento e serviços, além de uma capacidade única de produzir aços inoxidáveis e especiais de baixa pegada de carbono a partir de carvão vegetal, sucata de aço inoxidável e sucata de ligas de alto desempenho.

Com a BioEnergia, que possui uma capacidade única de produzir carvão vegetal a partir de suas próprias florestas certificadas pelo FSC®, e com a ELG, líder global na coleta, comercialização, processamento e reciclagem de sucata de aço inoxidável e ligas de alto desempenho, a Aperam coloca a sustentabilidade no centro de seus negócios. Dessa forma, ajuda seus clientes em todo o mundo a se destacarem na economia circular, como demonstrado por sua certificação ResponsibleSteel™, que garante altos padrões de desempenho ambiental, social e de governança (ESG). Em 2024, a Aperam registrou receita de 6,255 bilhões de euros e embarques de 2,29 milhões de toneladas. Para mais informações, acesse nosso site: www.aperam.com.

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EUA impõe tarifas sobre importações de madeira a partir de 14 de outubro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma série de tarifas sobre as importações de madeira serrada, que entrarão em vigor em 14 de outubro. 

Em um a proclamação presidencial, a Casa Branca anunciou na segunda-feira (29) uma tarifa global de 10% sobre as importações de madeira macia. Também estabeleceu uma tarifa global de 25% sobre móveis estofados, que aumentará para 30% em 1º de janeiro. Os materiais de construção foram os mais afetados na última rodada de impostos dos EUA sobre importações, que incluiu uma tarifa global de 25% sobre armários de cozinha e penteadeiras, aumentando para 50% em 1º de janeiro.

Os materiais de construção foram os mais afetados na última rodada de impostos dos EUA sobre importações, que incluiu uma tarifa global de 25% sobre armários de cozinha e penteadeiras, aumentando para 50% em 1º de janeiro.

Algumas economias com melhores tarifas, como o Reino Unido, a União Europeia e o Japão, devem desfrutar de um tratamento mais favorável, refletindo os termos de seus acordos comerciais com os Estados Unidos. 

As tarifas impostas por Trump desde seu retorno à Casa Branca este ano geraram questionamentos e críticas jurídicas tanto globalmente quanto nos Estados Unidos, de pequenos empresários até membros do Congresso. 

A Suprema Corte dos EUA ouvirá argumentos orais sobre a legalidade das tarifas globais de Trump em 5 de novembro.

Em um informativo divulgado na segunda-feira pela Casa Branca, o governo Trump afirmou que as tarifas sobre a madeira visam abordar uma ameaça à segurança nacional, em parte porque “a madeira desempenha um papel vital na construção civil e na infraestrutura militar”, afirmou o comunicado. 

“Cadeias de suprimentos estrangeiras e grandes exportadores atendem cada vez mais à demanda dos EUA, o que cria vulnerabilidades em caso de interrupções”, afirmou a Casa Branca. 

O informativo também observou que os parceiros comerciais que negociam com os Estados Unidos “podem conseguir uma alternativa aos aumentos tarifários pendentes”.

Informações: MSN.

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TRC aposta em expansão sustentável da teca e fortalece parcerias com pecuaristas

Empresa brasileira se consolida como a maior exportadora mundial da madeira, busca ampliar área plantada para 60 mil hectares até 2040 e investe em integração com pecuária

A TRC, companhia florestal brasileira especializada no cultivo de teca, espécie de árvore de produz madeira de alta qualidade, projeta um salto significativo em sua capacidade produtiva nos próximos anos. Líder mundial na produção e exportação da madeira plantada, a empresa atua há três décadas no setor e já mantém cerca de 40 mil hectares cultivados exclusivamente em território nacional. Os principais destinos da exportação são Índia, China e Vietnã, com mercados também na Europa, Estados Unidos e Paquistão.

“O mercado de teca é premium. Trata-se de uma madeira de alta densidade e resistência, mas ao mesmo tempo fácil de trabalhar em marcenaria, o que permite transformar o design em realidade. Essa combinação explica sua demanda crescente em países como a Índia, que passa por um momento de expansão similar ao da China há 20 anos”, explica Eduardo Castro Prado, diretor da TRC.

Um dos projetos centrais da companhia é o Boiteca, programa de integração lavoura-pecuária-floresta que amplia o cultivo de teca em áreas já utilizadas para pastagem. A iniciativa permite plantar cerca de 160 árvores por hectare em terrenos degradados, em sistema silvipastoril que mantém a atividade pecuária após a adaptação inicial.

“É uma forma de expandirmos sem precisar adquirir novas fazendas. O pecuarista entra com a terra e, em contrapartida, fica com 20% da produção”, afirmou o executivo. “No modelo tradicional, a pastagem precisa ser suspensa por um ano ou um ano e meio, até que as mudas alcancem quatro metros de altura. Depois disso, o gado volta a ocupar a área normalmente.”

De acordo com dados da Embrapa, o modelo de integração pode garantir até R$ 4,70 em retorno a cada R$ 1 investido, considerando o ciclo de crescimento das árvores. O faturamento estimado para um hectare de teca no sistema Boiteca pode variar entre R$ 120 mil e R$ 140 mil ao longo de 18 a 20 anos, prazo médio para o corte da madeira.

Metas de longo prazo

A TRC estabeleceu como meta alcançar 60 mil hectares de teca plantados até 2040, sendo 20 mil já nos próximos cinco anos. As regiões prioritárias de expansão são Cáceres e Rondonópolis, no Mato Grosso; Xinguara e Redenção, no Pará; além da Zona da Mata de Pernambuco e Barra de Lagoas, em Alagoas.

A estratégia é crescer de forma orgânica, sem fusões ou aquisições, mas com apoio de investidores institucionais interessados no horizonte de longo prazo do setor. “É um investimento de 18 a 20 anos até o corte da madeira. Por isso, temos sócios em algumas fazendas, mas a TRC segue como empresa brasileira controlada pela família Coutinho”, afirma Eduardo.

De acordo com a Embrapa, o modelo de integração pode garantir até R$ 4,70 em retorno a cada R$ 1 investido
Embrapa diz que modelo garante R$ 4,70 em retorno a cada R$ 1 investido

Apesar de a teca ser reconhecida cientificamente como captadora de carbono, projetos de monocultivo ainda enfrentam resistência em metodologias internacionais de crédito de carbono. A TRC participa ativamente do debate e esteve presente na última Climate Week, em Nova Iorque, evento que reuniu líderes empresariais de companhias como Apple e Amazon.

“O mercado voluntário de carbono tem se expandido de forma consistente, com empresas buscando descarbonizar suas cadeias de suprimento. Mesmo que falas políticas, como as do ex-presidente Donald Trump, criem ruídos, a movimentação privada é mais forte e tem sustentado esse mercado”, avaliou Prado.

Exportações e cadeia de valor

Segundo estimativas da companhia, um hectare de teca pode render em média R$ 140 mil ao longo do ciclo produtivo. Hoje, cerca de 15 empresas brasileiras exportam a madeira, mas a TRC se mantém como a maior player do setor.

A cadeia de valor da teca envolve desde viveiros especializados em mudas clonadas até uma rede de serrarias e marcenarias em países consumidores. Na Índia e na China, o mercado é altamente segmentado, com empresas que chegam a se especializar em itens específicos de móveis, como gavetas, puxadores ou pés de mesa.

Com um setor em crescimento e a teca consolidada como um produto de alto valor agregado no mercado internacional, a TRC aposta em inovação, sustentabilidade e integração com a pecuária para expandir suas operações.

“O Brasil tem 130 a 140 milhões de hectares de pastagem. Se o modelo silvipastoril for amplamente adotado, o potencial de expansão da teca é imenso. Queremos estar à frente desse movimento e reforçar o protagonismo do Brasil na produção de madeira de alto padrão”, acrescentou o executivo.

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“A expansão prevista do setor até 2032 deve gerar cerca de 93 mil novos empregos”

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (Sinpacems) e diretor de sustentabilidade, comunicação e recursos humanos da Eldorado Brasil, Elcio Trajano Júnior, comentou os avanços em capacitação, os desafios de atrair e reter talentos e o papel estratégico da indústria na transformação social e econômica do Estado.

Ele destacou que Mato Grosso do Sul vive um momento de expansão no setor de papel e celulose, que já responde por 10,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, e movimenta R$ 15,7 bilhões por ano.

“O impacto vai além da economia atual, de acordo com estudo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). A expansão prevista do setor até 2032 deve gerar cerca de 93 mil novos empregos, sendo 24 mil diretos e 69 mil indiretos, consolidando o chamado Vale da Celulose como um dos maiores polos florestais e industriais do mundo”, destacou. Confira abaixo a entrevista completa.

Como o senhor avalia o cenário atual de empregabilidade no setor de celulose em Mato Grosso do Sul?

O momento é muito positivo, mas também desafiador. Hoje, o setor florestal já é um dos que mais geram empregos formais no Estado. Só em 2024, fechou com saldo positivo de 12.412 empregos e, no primeiro semestre deste ano, já abriu 26.755 novos empregos formais, tendo a celulose como protagonista.

Mato Grosso do Sul vive um momento de expansão no setor de papel e celulose, que já responde por 10,7% do Produto Interno Bruto estadual e movimenta R$ 15,7 bilhões por ano.

O impacto vai além da economia atual, de acordo com estudo da Indústria Brasileira de Árvores. A expansão prevista do setor até 2032 deve gerar cerca de 93 mil novos empregos, sendo 24 mil diretos e 69 mil indiretos, consolidando o chamado Vale da Celulose como um dos maiores polos florestais e industriais do mundo.

Com a chegada de novos empreendimentos na região, e até algumas fábricas que já estão em construção, tudo indica que essa alta demanda por mão de obra se mantenha nos próximos anos. A Eldorado Brasil, por exemplo, de janeiro a agosto de 2025, fechou mais de 1.600 posições, e ainda temos 264 vagas em aberto.

Ou seja, embora o número de contratações siga em ritmo acelerado e crescente, o setor ainda enfrenta um deficit significativo de pessoas qualificadas, muito atrelado à competitividade da região e às diferentes oportunidades que o profissional encontra aqui.

Isso mostra o quanto precisamos investir em pessoas – e isso é feito por meio da capacitação, valorização e do cuidado com o colaborador e com a família dele.

Quais políticas ou práticas de retenção de talentos você considera mais importantes para o setor?

A retenção de talentos é uma prática multifacetada e requer estratégia e atualização constante, com equilíbrio entre bom ambiente de trabalho, remuneração compatível, benefícios e uma cultura organizacional forte. Vejo que o grande diferencial está em criar pertencimento, em que cada colaborador se sinta parte do projeto.

O setor de papel e celulose lança mão da profissionalização, de aperfeiçoamentos constantes e de estruturas de trabalho cada vez melhores, confortáveis e tecnológicas, incluindo as atividades no campo, em que se concentra grande parte dos trabalhadores.

Na Eldorado, trabalhamos com planos de desenvolvimento de carreira, programas de saúde e bem-estar, transporte e apoio à educação. São projetos que visam beneficiar não apenas o colaborador, mas também a família dele.

Nós temos até uma plataforma interna que cruza informações de profissionais que estão na empresa e de quem já saiu, justamente para entender esse movimento. Ou seja, contamos com um panorama real do que faz um colaborador permanecer e do que leva outro a sair, de forma a replicar as boas práticas e melhorar processos de gestão de pessoas.

Outro ponto-chave é a liderança, que tem o papel fundamental de acolher, desenvolver os profissionais e dar suporte à tomada de decisão sobre o futuro de cada um. Então, mais do que benefícios, o que faz a diferença é ter líderes preparados, um ambiente de pertencimento e a clareza de que cada colaborador faz parte de um projeto coletivo, que anda junto com o crescimento das pessoas e da região em que atuamos.

Quais são os avanços em capacitação de profissionais que a Eldorado tem promovido para atender essa demanda crescente?

Na Eldorado, acreditamos que o crescimento só faz sentido se vier junto com o desenvolvimento das pessoas. Por isso, investimos fortemente em capacitação em várias frentes, começando com o Programa de Jovem Aprendiz, que, para muitos, representa a primeira oportunidade no mercado de trabalho.

Além da experiência prática, os jovens recebem formação técnica ministrada por instituições parceiras, como o IEL/Senai e o Instituto João Bittar, em Três Lagoas.

Dentro de casa, promovemos treinamentos práticos, programas de mentoria, capacitação para o uso de novas tecnologias e temos uma academia de lideranças, que tem como objetivo preparar nossos colaboradores para assumirem novas responsabilidades e construírem carreiras de longo prazo.

Na área florestal, inauguramos no ano passado o Centro de Treinamento Itinerante Florestal (CTIF), uma escola única no setor voltada para a capacitação técnica dos nossos profissionais. Hoje, mais de 1.700 pessoas já foram treinadas pelo CTIF, reforçando nosso compromisso de formar e preparar colaboradores para assumir novas posições e crescer junto com a empresa.

Além do investimento em capacitação, há atuação direta com a qualidade de vida dos colaboradores?

A Eldorado implementou, em 2023, um diagnóstico ESG/Pesquisa Nossa Gente anual, para compreender como os colaboradores percebem o ambiente de trabalho, as práticas de responsabilidade social e a gestão de pessoas.

A partir desse aprendizado, intensificamos os investimentos em saúde e bem-estar, desenvolvendo novos programas voltados ao cuidado integral. Entre essas iniciativas está o Cuidadosamente, um canal exclusivo que oferece acesso direto a profissionais de saúde qualificados, permitindo que colaboradores compartilhem dificuldades, angústias e dúvidas.

O programa é voltado especialmente para a saúde mental e vem atendendo a uma demanda crescente, apresentando resultados significativos.

A Eldorado também incentiva a prática esportiva, com parcerias junto a academias como parte dos benefícios oferecidos. Além disso, promovemos as tradicionais Corridas Eldorado, abertas a colaboradores, familiares e à comunidade local nas regiões onde atuamos, fortalecendo vínculos e estimulando hábitos saudáveis.

Cuidar da saúde e do bem-estar, com atenção especial à saúde mental, é uma prioridade para a Eldorado. Isso reflete diretamente na produtividade, na satisfação e na qualidade de vida dos colaboradores dentro e fora da empresa.

Quais são os principais desafios para a contratação e gestão de um profissional do segmento de celulose e papel?

Os profissionais que já atuam, ou que desejam ingressar nesse setor, precisam demonstrar, sobretudo, atitude e conhecimento técnico. Trata-se de uma indústria em pleno crescimento, tanto no Brasil quanto no mundo, que oferece inúmeras oportunidades para quem deseja se desenvolver.

No entanto, como citei anteriormente, esse crescimento também traz grandes desafios. Alguns estudos, por exemplo, mostram que, com a chegada de novos empreendimentos, Mato Grosso do Sul deverá triplicar o número de trabalhadores na indústria em pouco tempo.

E se considerarmos os empregos indiretos, estima-se a criação de quase 100 mil vagas no Estado, nos próximos oito anos. Esse cenário exige dos municípios uma estrutura robusta em áreas como habitação, saúde e educação, impactando diretamente a atração e a retenção de talentos. 

Na Eldorado, entendemos que nosso papel vai além da contratação. Precisamos tornar essas oportunidades visíveis e atrativas, além de oferecer suporte para que os profissionais locais ou migrantes encontrem condições de se estabelecer com qualidade de vida. Isso inclui apoio em questões como moradia, acesso a boas escolas e integração à nova realidade.

Portanto, acredito que o maior desafio para o setor como um todo não é apenas contratar, mas garantir a permanência e o engajamento desses profissionais dentro das organizações. Para isso, buscamos criar um ambiente que proporcione oportunidades de crescimento, realização pessoal e orgulho em pertencer. 

Além disso, existem todas as avaliações que fazemos durante um processo seletivo. Na Eldorado, valorizamos não apenas as competências técnicas, mas também atributos comportamentais que refletem nossos valores e sustentam nosso modelo de gestão, como atitude de dono, disciplina, disponibilidade, humildade, determinação, franqueza, simplicidade e, sobretudo, vontade de crescer com a empresa, e encontrar pessoas que estejam alinhadas ao fit cultural da organização também é um desafio.

Qual é o papel que a Eldorado e o Sinpacems podem desempenhar para que o Estado se torne referência nacional, não só em volume de produção, mas também em inovação?

Eu vejo dois papéis muito claros e complementares. A Eldorado tem o compromisso de liderar com inovação e sustentabilidade, mostrando que é possível crescer combinando eficiência operacional com respeito ao meio ambiente e às comunidades. Por isso, investimos em tecnologia, geração de energia verde, educação e em todas as outras práticas que nos colocam como referência em qualidade de produção.

Mas, acima de tudo, acreditamos que inovação não está só na tecnologia. Está, também, em preparar pessoas, formar profissionais e oferecer condições para que a nossa gente cresça com a empresa. Do outro lado, ou melhor dizendo, do mesmo lado, temos o Sinpacems, que atua como articulador, aproximando empresas, governo e instituições de ensino para construir políticas que formem e retenham talentos no Estado.

Quando conseguimos alinhar inovação, sustentabilidade e o cuidado com as pessoas no centro, mostramos que o Vale da Celulose pode ser muito mais do que um polo de produção de celulose. Pode se tornar um modelo de desenvolvimento humano, social e econômico para o Brasil.

Falando em inovação, nós temos também uma geração nova no mercado de trabalho. Uma geração mais jovem, conectada e com muito mais pressa. Como a Eldorado lida e sente o impacto desses novos talentos?

Hoje, na Eldorado, nós temos quatro gerações atuando no mesmo ambiente de trabalho. É algo já percebido e que faz parte da realidade. O grande desafio, ou talvez até mesmo a solução, é entender que cada geração contribui com a outra.

Esses novos talentos que estão chegando ao mercado demonstram velocidade de aprendizado e são altamente conectados tecnologicamente. O mais interessante dessa diversidade é o respeito que se estabelece. Cada empresa tem seus processos, governança e ritmo próprios, e na Eldorado não é diferente. Mas conseguimos construir um equilíbrio saudável entre inovação e tradição.

Informações: Ibá e Correio do Estado.

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Eucalipto domina 86% da área de silvicultura no Tocantins em 2024, diz IBGE

Com 65.752 hectares cultivados, o eucalipto lidera a produção vegetal no estado, seguido por outras espécies e o pinus; silvicultura gerou mais de 4,9 milhões de m³ de madeira em tora

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados referentes à Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs) de 2024. Os dados mostram que a área total de espécies vegetais existentes, até 31 de dezembro do ano passado, no Tocantins foi de 74.676 hectares. A maior parte foi o eucalipto, com 65.752, representando 86% do total. Pinus representou somente 75 hectares ao todo e outras espécies somaram 8.849 hectares.

Goiatins (9.140), Araguaína (8.718) e Palmas (5.720) foram os maiores produtores de eucalipto em metros cúbicos do Tocantins. Toda a produção de pinus foi em Almas e, sobre outras espécies, São Bento do Tocantins (2.143), Angico (2.025) e São Miguel do Tocantins (1.632) foram destaques.

Os dados do IBGE mostram que o estado teve 347.074 metros cúbicos de lenha produzidos em 2024, o que significou quase R$23 milhões em valor de produção. Madeira em tora veio em seguida, com 11.473 metros cúbicos produzidos. Pequi e carvão vegetal também foram destaques, com 3.065 e 1.370 toneladas, respectivamente.

A amêndoa do babaçu obteve valor de produção de mais de R$8,2 milhões, sendo o segundo maior quantitativo do estado em 2024 na variável. O fruto do pequi rendeu R$4 milhões no mesmo período.

Sobre os municípios em destaque por tipo de produto extrativo, lenha teve Santa Rita do Tocantins, Novo Acordo e Carrasco Bonito com maiores produtores desse tipo, com 50.000, 30.000 e 21.600 metros cúbicos cada, respectivamente.

Dueré (4.879) e Porto Alegre do Tocantins (2.500) tiveram as maiores somas na produção de madeira em tora. A amêndoa do babaçu teve como destaque Tocantinópolis (374) e Darcinópolis (310), produtoras das maiores toneladas no estado. Já o fruto do pequi, em 2024, teve o maior quantitativo de toneladas em Pugmil (420) e Chapada de Areia (400).

Em metros cúbicos, a silvicultura no Tocantins registrou 4,9 milhões na produção de madeira em tora, sendo o maior número registrado na variável. Madeira em tora e madeira em tora de eucalipto para outras finalidades registraram 4,55 milhões e 4,54 milhões de metros cúbicos, respectivamente.

Madeira em tora de papel e celulose teve 408 mil metros cúbicos em 2024. Já a lenha foi de 47.828 metros cúbicos, sendo dividida entre a de eucalipto (34.981) e de “outras espécies” (12.841).

Gabes Guizilin cumpre estágio obrigatório por meio do convênio firmado entre o Jornal Opção e a Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Elâine Jardim.

Informações: Jornal Opção.

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Loveland amplia atuação no segmento florestal com tecnologias de alta performance

Manejo nutricional ganha protagonismo na silvicultura brasileira, e marca aposta em portfólio específico para o setor


O Brasil consolidou-se como líder mundial em produtividade florestal. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o país soma 9,9 milhões de hectares de florestas plantadas, com destaque para eucalipto e pinus, alcançando índices de produtividade superiores à média global — 36,7 m³/ha/ano no caso do eucalipto, uma das maiores taxas do mundo. Esse desempenho está diretamente ligado à adoção de tecnologias de manejo, em especial a nutrição florestal, que garante maior incremento produtivo, qualidade superior da madeira, redução da seca no ponteiro, aumento da lignificação, fortalecimento fisiológico e maior sustentabilidade dos plantios.

É nesse cenário que a Loveland Products, marca global do grupo Nutrien, amplia sua presença no segmento de florestas no Brasil. Reconhecida mundialmente por suas soluções de alta performance em nutrição e adjuvantes, a empresa aposta em um portfólio específico para atender às demandas da silvicultura brasileira, um setor que movimenta bilhões de reais em exportações e responde por cerca de 1,3% do PIB nacional.

“O setor florestal é estratégico para o Brasil e para os negócios da Loveland no país. Nossa entrada mais forte nesse segmento reforça o compromisso de oferecer tecnologias que sustentem a alta produtividade e a qualidade que fazem da silvicultura brasileira referência mundial”, destaca Gustavo Rocha, gerente da Loveland.

Portfólio de alta performance

A Loveland marca sua atuação no setor florestal com três tecnologias principais. Entre os destaques está o Liberate, adjuvante reconhecido como o melhor antideriva do mercado por silvicultores. Formulado com a tecnologia exclusiva Leci-Tech Inside, baseada na lecitina de soja, o produto melhora a compatibilidade da calda, padroniza o tamanho das gotas, reduz a deriva, aumenta a deposição e a penetração dos ativos, elevando a eficácia na aplicação de defensivos e fertilizantes.

Complementando o portfólio, os nutricionais LiquiFós e Liqui-N atendem às principais demandas fisiológicas dos plantios florestais. O LiquiFós é uma fonte de fósforo altamente eficiente, com liberação imediata e gradual, que melhora o desenvolvimento das plantas e ajuda na recuperação de estresses. Já o Liqui-N é uma fonte de nitrogênio de liberação gradual, com formulação segura e baixa salinidade, que garante suprimento prolongado do nutriente, maior eficiência e desempenho fisiológico das árvores.

“Nossa missão é trazer ao setor florestal tecnologias nutricionais de alta performance, que se destacam pela inovação em formulação e pelo impacto direto na produtividade e na sanidade dos plantios. O Liberate, o LiquiFós e o Liqui-N são apenas o início de uma estratégia mais ampla para o segmento, que ganhará novas soluções da Loveland nos próximos meses”, adianta Gustavo.

Distribuição exclusiva via Casa do Adubo

Os produtos Loveland chegam a todas as regiões produtoras do Brasil por meio da Casa do Adubo, outra empresa do grupo Nutrien e que há cerca de 15 anos atua de forma especializada no setor florestal. Com mais de 30 lojas e centros de distribuição, além de um CD exclusivo em Sete Lagoas e, a partir de novembro de 2025, também em Dourados/MS, a fim de atender de forma mais eficiente os clientes de Mato Grosso do Sul, estado com maior expansão de plantios florestais do Brasil. A rede garante capilaridade e eficiência logística, apoiada por equipes técnicas especializadas em todas as regiões produtoras.

Esse modelo de distribuição coloca as tecnologias Loveland ao alcance de silvicultores em todo o país, consolidando o segmento de florestas como a área de maior abrangência geográfica da Nutrien no Brasil. “Nosso compromisso é apoiar o silvicultor em todas as etapas: proteger, nutrir e cuidar dos plantios florestais com visão de longo prazo. Queremos contribuir com florestas cada vez mais produtivas e saudáveis, operações mais eficientes e resultados mais sólidos para o produtor”, destaca Marcelino Amaral Filho, gerente comercial de Florestas Brasil na Casa do Adubo.

Reforçando a força desta atuação conjunta, a Loveland e a Casa do Adubo tiveram uma participação de destaque na última edição do Show Florestal, realizada em agosto no Mato Grosso do Sul. Juntas, apresentaram aos visitantes as soluções do portfólio Loveland e a estrutura da Casa do Adubo, em um movimento que confirma a relevância crescente das duas marcas para o futuro da silvicultura no Brasil.

Loveland: 50 anos de tecnologia e liderança global

Com um centro global de operações em Loveland, Colorado (EUA) e mais de 50 anos de tecnologia e resultados comprovados, a Loveland é referência – e Líder absoluta em volume de produção – de adjuvantes e bioestimulantes nos mercados do Canadá e EUA. A expertise da marca em nutrição, fisiologia e adjuvantes agrícolas é um de seus grandes diferenciais, pautada em meio século de inovação.

No Brasil, desde 2018, a Loveland se destaca com produtos específicos como Liberate e Coach, que se tornaram referência para os produtores brasileiros. A força e a expressão global da marca se refletem na qualidade de seu portfólio, que inclui dezenas de produtos distribuídos no mercado nacional, além de seus próprios lançamentos de ponta.

Para saber mais sobre a Loveland e acompanhar as novidades da marca no Brasil, acesse o site e siga os perfis oficiais nas redes sociais.

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