PÁGINA BLOG
Featured Image

Exclusiva – Expedição Silvicultura chega na região Sul e entra na reta final do maior mapeamento florestal do país

A Expedição Silvicultura entra em sua fase de conclusão. O roteiro seguiu para a região Sul do Brasil, onde a equipe cumpre mais um passo crucial em seu cronograma. O mais recente evento presencial, o sétimo de um total de nove, aconteceu nesta segunda-feira (27/10), em Colombo, Paraná, na sede da Embrapa Florestas, abrangendo a região da Grande Curitiba.

Através dos encontros, são apresentadas palestras técnicas com dados inéditos do setor, painéis sobre políticas públicas e inovações em manejo florestal, além de sessões estratégicas de networking.

O encontro no Paraná foi estratégico para a iniciativa, uma vez que o estado é uma referência nacional em inovação e manejo sustentável, com um papel de destaque na produção florestal brasileira. No evento, foi apresentado o resultado do Valor Bruto da Produção Silvicultural (VBP) do Paraná, que avançou 24% no faturamento e mantém a segunda melhor posição no país, reforçando a importância do mapeamento em andamento para o setor.

A voz do setor sobre a Expedição

A importância da Expedição Silvicultura para a geração de dados de alta qualidade e para o desenvolvimento do setor é destacada pelas principais instituições e empresas parceiras do projeto, que veem na iniciativa uma forma de impulsionar a produtividade e a tomada de decisão estratégica.

“Para a Embrapa Florestas, a Expedição representa uma oportunidade estratégica para compartilhar seu conhecimento e expertise. O foco está na exploração e análise aprofundada dos dados gerados pelas inúmeras coletas realizadas em diversas vertentes durante o projeto. Esperamos fortalecer nossa presença junto ao silvicultor e ao produtor florestal, estabelecendo novas parcerias e desenvolvendo formas inovadoras de utilizar esses dados. Nosso objetivo final é maximizar a produtividade e aprimorar a tomada de decisão no setor.”

– Edina Regina Moresco, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia na Embrapa Florestas


“A Expedição vai trazer bastante informação e eu vejo que isso vai nos ajudar a enxergar melhor a produtividade e como são os arranjos produtivos no Brasil, trazendo informações com muita qualidade para o futuro da silvicultura. E a nossa ideia é cruzar a mineralogia, ou seja, a tipologia de argila, com os dados de produtividade da Expedição Silvicultura, das parcelas, e começar a traçar os perfis de produtividade por clone e por tipologia de argila.”

– Rafael Malinowski, diretor da Treex


“A gente costuma dizer, que quanto maior a qualidade da informação que temos para decidir, mais assertivas tendem a ser nossas escolhas. O primeiro grande passo foi dado: estabelecemos um efeito de demonstração vital para o setor. Mas a jornada não para. A partir de agora, o desafio é buscar constantemente novos dados e insights para enriquecer a mesa e capacitar ainda mais nossos tomadores de decisão.”

– Ailson Loper, diretor executivo da APRE

Confira mais mais detalhes do evento no vídeo:

Últimos encontros acontecem no Sul

O foco em gerar dados de alta qualidade para aprimorar a competitividade da silvicultura nacional leva a Expedição aos seus dois compromissos finais na região Sul do país. As duas cidades a receberem os eventos presenciais da Expedição, a partir das 13h, são:

  • Lages/SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre/RS: 6 de novembro

Conhecimento, tecnologia & inovação para o setor

A Expedição Silvicultura é uma iniciativa inédita que está realizando o maior e mais detalhado levantamento de dados sobre a produtividade do setor florestal no Brasil. O projeto percorre entre setembro e novembro, 14 estados – responsáveis por 98% da área total plantada no país – e inclui uma série de 9 eventos presenciais. Esses encontros combinam palestras técnicas e sessões de networking nas principais regiões produtoras.

A Expedição se destaca por sua abordagem inovadora, combinando uma série de tecnologias de ponta e amplo know-how da Canopy Remote Sensing Solutions e parcerias  estratégicas para a coleta de dados e a geração de conhecimento. A jornada conta com o uso de sistemas avançados que digitalizam e otimizam o inventário florestal.

Últimas chamadas – Inscrição gratuitas (e limitadas)

Estão abertas as inscrições gratuitas para os dois encontros presenciais finais da Expedição Silvicultura. Esta é a oportunidade final para interagir diretamente com líderes de mercado, acessar dados inéditos do setor e fortalecer seu networking.

Garanta sua participação, pois as vagas são limitadas: www.expedicaosilvicultura.com.br.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions, Embrapa Florestas e Paulo Cardoso Comunicações.

Escrito por: redação Mais Floresta.

Featured Image

Disputa bilionária pela concessão a Rota da Celulose será julgada pelo TJMS

Empresa K Infra pede anulação do resultado da licitação e Justiça manda incluir secretário em ação

O juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 3ª Vara de Fazenda Pública de Campo Grande, determinou que a empresa K Infra Concessões e Participações Ltda. inclua o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, como autoridade responsável no mandado de segurança que contesta o resultado da licitação da Rota da Celulose.

A mudança foi determinada porque coube ao secretário, e não à servidora que presidiu a comissão de licitação, homologar o resultado final do certame. Depois dessa correção, o juiz determinou que o caso seja remetido ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), instância competente para julgar ações contra secretários de Estado, onde será analisado por uma das Seções Cíveis.

A K Infra faz parte do Consórcio K&G Rota da Celulose, junto com a Galápagos Participações Ltda. O grupo chegou a ser declarado vencedor da licitação, mas acabou desclassificado porque a K Infra perdeu a concessão da Rodovia do Aço, no Rio de Janeiro, o que, segundo a comissão, deixou o consórcio sem comprovação de qualificação técnica.

A decisão do juiz foi motivada por um recurso apresentado pela XP Infra V, fundo de investimentos que integra o Consórcio Caminhos da Celulose. Esse consórcio é formado pelas empresas CLD Construtora, Laços Detentores e Eletrônica Ltda., Construtora Caiapó Ltda., Ética Construtora Ltda., Distribuidora Brasileira de Asfalto Ltda., Conter Construções e Comércio S.A. e Conster Construções e Terraplanagem Ltda.

O grupo era o segundo colocado e acabou homologado como vencedor por Guilherme Alcântara, assumindo o direito de administrar o conjunto de rodovias.

A Rota da Celulose abrange as rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além de trechos das federais BR-262 e BR-267. Na decisão, o magistrado afirmou que há “flagrante ilegitimidade passiva” no processo, porque o ato que a empresa contesta, a homologação e adjudicação da licitação, foi praticado pelo secretário e não pela presidente da comissão. Ele também determinou que o consórcio vencedor seja incluído na ação, já que tem interesse direto no resultado.

O prazo para que a K Infra corrija a ação judicial ainda está em andamento. Na petição, a empresa afirma que seus argumentos foram rejeitados sem análise completa e que o resultado foi homologado antes de encerrar a discussão administrativa. A K Infra apresentou pedido de reconsideração e alega que a questão envolvendo a Rodovia do Aço ainda está em julgamento na Justiça Federal.

A empresa sustenta que, embora pertença ao mesmo grupo econômico, a concessionária da Rodovia do Aço não é a mesma empresa que participou do consórcio da Rota da Celulose. Diz ainda que a existência de um processo de caducidade contra a empresa que detém o atestado técnico não impede a participação do consórcio e que, portanto, não houve descumprimento da Lei 14.133/2021, a nova Lei de Licitações, nem do edital.

Com o pedido de tutela antecipada, a K Infra tenta fazer com que a Justiça anule os atos da licitação e declare o Consórcio K&G Rota da Celulose vencedor, com direito de administrar as rodovias por 30 anos.

O governo estadual ainda não se manifestou oficialmente no processo, mas divulgou nota no início do mês rebatendo as alegações da empresa. O resultado da licitação foi publicado em 26 de setembro, dando início ao prazo de 60 dias para que o consórcio vencedor adotasse as providências exigidas, com assinatura do contrato prevista para o início de dezembro.

Entre essas exigências estão a abertura de conta bancária, o aporte de 50% do valor oferecido na proposta, a criação de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) com capital mínimo de R$ 119,2 milhões, a oferta de garantia financeira de R$ 150 milhões, o pagamento de R$ 7.868.185,15 pelos estudos técnicos do edital, o custeio de R$ 571,9 mil referentes às despesas da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), onde ocorreu o leilão, e a contratação dos seguros obrigatórios previstos no contrato.

Detalhes da concessão

O contrato prevê 30 anos de gestão de 870 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul, com investimentos de R$ 6,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões em custos operacionais. As obras incluem 146 quilômetros de duplicações, 457 quilômetros de acostamentos, 245 quilômetros de terceiras faixas, 12 quilômetros de marginais e 38 quilômetros de contornos urbanos.

Também estão previstas 62 interseções em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 metros quadrados em obras de arte especiais. Após as intervenções, toda a malha terá acostamentos. As praças de pedágio serão instaladas em pontos estratégicos, nos municípios de Três Lagoas, Campo Grande, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina e Nova Alvorada do Sul.

Featured Image

AMIF elege novo Conselho Deliberativo para os próximos quatro anos

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) elegeu, na noite de segunda-feira (27), em Belo Horizonte, o novo Conselho Deliberativo que conduzirá a instituição no período de 2026 a 2030.

O encontro contou com a presença de lideranças das principais empresas mineiras e nacionais do setor agroindustrial florestal, associadas à AMIF. Segundo a Presidente Executiva da entidade, Adriana Maugeri, a eleição reforça o compromisso da Associação com a continuidade, a governança e o fortalecimento do setor florestal como motor estratégico da economia verde em Minas Gerais e no Brasil.

O novo Conselho será presidido pelo CEO da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), Júlio Ribeiro, e reúne lideranças de empresas associadas à AMIF com representatividade dos diversos segmentos da cadeia produtiva florestal mineira.

Além da eleição, o encontro foi marcado pela apresentação do balanço anual da AMIF e dos principais resultados da gestão 2021–2025, liderada pelo então presidente do Conselho e Diretor Industrial da Aperam Bioenergia, Edimar Cardoso, que encerra seu ciclo à frente do colegiado ao final deste ano.

Renovação com continuidade

Durante a Assembleia de eleição, Adriana Maugeri destacou o caráter de continuidade e fortalecimento institucional que marcará a nova gestão da AMIF.

“A palavra mestra é continuidade. A AMIF vem, nos últimos anos, com uma alavancagem muito interessante de resultados, de comunicação, de representatividade, trazendo o setor florestal mineiro para lugares de aceitação, admiração e conhecimento, especialmente nas pautas que mostram ser possível produzir muito e com muita conservação ambiental. Seguimos trazendo desenvolvimento sustentável”, afirmou Adriana.

Adriana Maugeri

O novo presidente do Conselho, Júlio Ribeiro, reforçou o propósito da Associação e a relevância do setor no contexto global.

“O que a gente vê no mundo é uma demanda muito grande por bioprodutos. Nós, na AMIF, estamos na vanguarda e temos grandes possibilidades de estender nossa área de atuação, não só em Minas Gerais, mas também no Brasil e, justamente, no mundo todo”, destacou.

Júlio Ribeiro

Ao comentar o novo cargo, Júlio ressaltou a importância da trajetória já consolidada pela AMIF:

“Para mim é uma grande honra. A AMIF tem sido uma Associação muito atuante em todo o Brasil. Em todos os locais que eu vou, é unânime o reconhecimento pela seriedade, avidez e conquistas da AMIF. Um dos pontos mais importantes é o planejamento estratégico delineado há tempos e que vem sendo seguido com consistência. Agora, é revisar o que for preciso e dar continuidade ao processo de internacionalização da instituição”, completou.

Homenagens

A cerimônia também foi marcada por momentos de emoção e reconhecimento.
A AMIF concedeu a Comenda Protagonismo Florestal Mineiro ao ex-presidente do Conselho Deliberativo, Edimar Cardoso, em homenagem à sua liderança à frente da entidade entre 2021 e 2025.

“Estou saindo da gestão do Conselho da AMIF com um saldo bastante positivo. O propósito de estar na agroindústria florestal é levar prosperidade à sociedade. Minha mensagem é continuar acreditando no nosso setor, pois temos muita coisa boa para contribuir com o desenvolvimento do nosso país e do mundo”, afirmou Edimar Cardoso.

Outra homenagem foi prestada ao Vice-presidente de Renováveis, BioFlorestas e Mineração da ArcelorMittal, Wagner Barbosa, que se aposentará em breve, após uma trajetória de mais de quatro décadas de trabalho.

O executivo foi reconhecido pela contribuição à agroindústria florestal mineira e por sua parceria com a AMIF ao longo dos anos. “O setor florestal estará sempre na minha vida. É interessante, porque não é a minha origem. Entrei no setor há cerca de oito anos e me apaixonei. Estou muito feliz. É uma emoção e um privilégio fazer uma aposentadoria planejada e receber essa homenagem tão especial da AMIF, uma associação cada vez mais forte”, declarou Wagner.

Novo Conselho Deliberativo da AMIF (2026–2030)

Presidente:

  • Júlio César Tôrres Ribeiro, Diretor-Presidente Executivo (CEO) da Cenibra.

Conselheiros titulares:

  • Carlos Alberto Guerreiro, Diretor-Presidente da TTG Brasil.
  • Bernardo Rosenthal, Diretor de Metálicos da ArcelorMittal Bioflorestas.
  • Ricardo Moura, Diretor Comercial da Plantar.
  • Henrique Zica, Diretor-Presidente da Minasligas.
  • Daniel Kaukal, Diretor Florestal da Rima Industrial.
  • André Dezanet, Gerente Geral da Vallourec Florestal.
  • Sílvio Costa, CEO da LD Celulose.
  • Ézio Santos, Diretor de Operações da Aperam Bioenergia.

Conselheiros suplentes:

  • Ivan Fadel, CEO da Bionow.
  • Arthur Santos, Diretor Executivo da SDS Siderúrgica.
  • Leonardo Fernandes, Gerente Geral da Gerdau.

Informações: AMIF.

Featured Image

Paraná avança 24% no faturamento da produção florestal e mantém a segunda melhor posição no Brasil

Resultado do Valor Bruto da Produção Silvicultural foi apresentado na etapa paranaense da Expedição Silvicultura, que percorre 14 estados brasileiros

O setor florestal do Paraná reafirma sua relevância nacional ao se posicionar novamente como segundo maior Valor Bruto da Produção Silvicultural (VBPS) do Brasil em 2024, somando R$ 6,34 bilhões, um crescimento expressivo de 24% em relação ao ano anterior. “Temos 5,5% do território coberto por florestas plantadas, o que nos coloca na segunda posição em valor bruto da produção silvicultural no país, atrás apenas de Minas Gerais. Esse resultado é fruto da integração produtiva e do comprometimento com o manejo sustentável”, aponta Ailson Loper, diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

Ailson Loper

Os dados foram apresentados durante o evento da Expedição Silvicultura, realizado no dia 27 de outubro, na Embrapa Florestas, em Colombo (PR), que reuniu especialistas, empresários, produtores e representantes de associações e órgãos públicos.

O resultado reflete a eficiência e a integração das cadeias produtivas de pinus e eucalipto, que abastecem segmentos industriais como madeira serrada, celulose, painéis, portas e molduras. O desempenho do Paraná, que responde por 15,6% dos empregos do setor florestal brasileiro e reúne 13,8% das empresas do segmento, mostra a força de uma cadeia que combina tradição, tecnologia e sustentabilidade.

Eficiência e sustentabilidade como diferenciais

O estudo setorial da APRE mostra que o Paraná possui 1,17 milhão de hectares de florestas plantadas, sendo 713 mil hectares de pinus e 442 mil de eucalipto. As empresas associadas à entidade, que representam quase 50% das áreas plantadas do estado, mantêm um índice exemplar de desenvolvimento sustentável. Para cada hectare plantado, há outro hectare de floresta nativa destinado à conservação. Além disso, 79% das áreas sob gestão das associadas são certificadas, o que demonstra a seriedade e comprometimento das empresas com os aspectos ambientais, sociais e econômicos, garantindo credibilidade e acesso a mercados exigentes.

A produtividade também se destaca. As empresas paranaenses registram índices 11% acima da média nacional para pinus e 27% superiores para eucalipto. Esse desempenho contribui para que o setor siga competitivo, mesmo diante de desafios logísticos e regulatórios. “O que diferencia o Paraná é a capacidade de transformar a produção florestal em uma cadeia integrada, com valor agregado e geração de renda em todas as etapas”, explicou Loper.

O setor florestal emprega mais de 100 mil pessoas no estado e movimenta economias locais, especialmente em municípios do interior, onde a atividade representa o principal empregador e motor de desenvolvimento.

Expedição Silvicultura: o Brasil florestal em movimento

O evento em Curitiba marcou a passagem da Expedição Silvicultura, iniciativa que percorre o país para levantar dados atualizados sobre a atividade florestal. A jornada, promovida pela empresa Canopy, em parceria com a Embrapa Florestas, Paulo Cardoso Comunicações e associações estaduais como a APRE, já completou mais de 80% do trajeto, que cobre 14 estados e mais de 40 mil quilômetros.

O relatório final com os resultados nacionais será divulgado em dezembro deste ano. “O Paraná se destaca não apenas pelo volume de produção, mas pela qualidade técnica e ambiental dos plantios. É um estado referência para o setor florestal”, afirma Fábio Gonçalves, CEO da Canopy.

Durante a expedição, pesquisadores e técnicos coletam informações em campo sobre estoque de madeira, produtividade, sanidade, manejo e percepção dos produtores. A iniciativa utiliza tecnologias de ponta para cruzar dados de inventário e imagens de satélite. “A expedição é uma grande campanha nacional de coleta de dados que vai ajudar a entender os desafios e as potencialidades da silvicultura brasileira”, informa Gonçalves.

Fábio Gonçalves

Ao longo das próximas semanas, a Expedição Silvicultura segue sua rota pelo Sul do Brasil. “A Expedição Silvicultura vai orientar ainda mais a tomada de decisão baseada em dados, que é a contribuição dessa iniciativa para o setor florestal. Com informações mais detalhadas, é possível ter um planejamento mais assertivo e prever ações de longo prazo que caracterizam a nossa atividade”, conclui Loper.

A Expedição Silvicultura é uma iniciativa da Canopy Remote Sensing Solutions, em parceria com a Embrapa Florestas, Paulo Cardoso Comunicações e apoio da APRE Florestas.

Informações: APRE Florestas.

Featured Image

Arauco é eleita Empresa do Ano no 3º Prêmio HDOM

Reconhecimento reforça o compromisso da Companhia com a sustentabilidade e a inovação

Outubro de 2025 – A Arauco, referência global em madeira, celulose e bioenergia, foi eleita Empresa do Ano na 3ª edição do Prêmio HDOM. A premiação aconteceu na noite de 26 de outubro, durante a 6ª edição do HDOM Summit, o principal encontro de líderes, gestores e investidores do setor florestal brasileiro, realizado no Espaço Apas – Centro de Convenções, da Associação Paulista de Supermercados, em São Paulo. O evento reuniu centenas de líderes do setor de base florestal brasileiro, dentre eles o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, Theófilo Militão, que recebeu o troféu em nome da Companhia.

O prêmio é concedido a instituições, empresas e profissionais que se destacaram e contribuíram para o fortalecimento do setor florestal brasileiro. De acordo com a HDOM, a premiação busca valorizar iniciativas que impulsionam a inovação, a sustentabilidade e a excelência na gestão florestal.

“Este reconhecimento é muito significativo para a Arauco, que está construindo em Inocência, no Mato Grosso do Sul, a maior fábrica de celulose do mundo em etapa única, com investimentos de U$ 4,6 bilhões. Ganhar o Prêmio HDOM, na categoria Empresa do Ano, em uma edição que reforça a importância do cuidado com o futuro, indica que estamos no caminho certo: rumo ao desenvolvimento, enquanto mantemos o nosso compromisso com as melhores práticas de gestão, a inovação, o uso responsável dos recursos naturais e com a construção de relações positivas com a comunidade”, ressalta Theófilo Militão. “Agradecemos a todos os colaboradores, parceiros e comunidades que caminharam conosco e tornam esse reconhecimento possível. Seguimos motivados a fazer mais e melhor com responsabilidade e propósito”, acrescenta o executivo.

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).

Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.

Featured Image

CMPC amplia manejo integrado de pragas com uso de controle biológico

Neste ano, mais de 700 hectares deixaram de ser afetados, evitando redução de produtividade e eliminando a aplicação de defensivos químicos

Com o objetivo de proteger a produção sem comprometer o meio ambiente, a CMPC vem ampliando o uso de práticas inovadoras dentro do manejo integrado de pragas. Uma das principais estratégias é o controle biológico, realizado por meio da aplicação de organismos vivos que atuam como agentes naturais, capazes de manter o equilíbrio nos cultivos e minimizar os danos causados pelas pragas.

Segundo o diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, a iniciativa representa um avanço importante. Estamos investindo em soluções que unem tecnologia, respeito à natureza e produtividade, garantindo a preservação para as futuras gerações”, destaca.

Entre as pragas controladas está principalmente o Thaumastocoris peregrinus (percevejo-bronzeado), inseto que se alimenta da seiva das folhas e compromete o desenvolvimento saudável das árvores. Nesse sentido, as equipes de pesquisa da companhia trabalham no desenvolvimento de um pequeno aliado natural que tem feito toda a diferença no campo: o Cleruchoides noackae, um inseto que parasita os ovos do percevejo, com atuação silenciosa, porém eficaz, e que não causa danos ambientais nos plantios. Desde 2015, a CMPC conta com o apoio desse agente, que age de maneira precisa, impedindo que a praga se reproduza e se espalhe.

Tecnologia e pesquisa

Criado no laboratório do viveiro, localizado na Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro (RS), o agente natural é liberado nas áreas monitoradas com o apoio de drones, em cápsulas biodegradáveis. A utilização potencializa o processo, garantindo maior precisão na aplicação, otimização de recursos e eficiência operacional, além de reduzir a dependência de defensivos químicos.

Os resultados do controle biológico têm sido expressivos. Em 2025, mais de 700 hectares deixaram de ser afetados, evitando a redução da produtividade de plantios e eliminando a aplicação de defensivos químicos.

Para o pesquisador Norton Borges Junior, um dos responsáveis pelo estudo em fitossanidade na CMPC, o diferencial da técnica está justamente na antecipação. “Quando começamos a identificar a presença do percevejo nas armadilhas, conseguimos agir rápido com o parasitoide. Isso evita que a praga alcance níveis críticos e garante um controle mais eficaz e duradouro”, explica.

Esse modelo também conecta a CMPC a outras empresas do setor por meio de parcerias e iniciativas com cooperativas para pesquisas. Ao apostar em soluções que respeitam a natureza e aumentam a eficiência no campo, a companhia reafirma seu compromisso com o desenvolvimento responsável.

Sobre a CMPC

A CMPC é uma empresa centenária do setor florestal que atua em três segmentos de negócio: celulose, itens de higiene pessoal (tissue) e embalagens. A companhia é uma representante da bioeconomia e possui suas operações alicerçadas na sustentabilidade e na economia circular. Presente no Brasil desde 2009, a CMPC possui operações em sete estados. O grupo CMPC conta com mais de 25 mil colaboradores, 54 unidades produtivas distribuídas em nove países da América Latina e cerca de 24 mil clientes atendidos ao redor do mundo. Em 2023, conquistou a 1ª posição do ranking de sustentabilidade corporativa da S&P Global. Em 2024, foi apontada pela segunda vez consecutiva como a Empresa Florestal Mais Sustentável do Mundo pelo Índice Dow Jones de Sustentabilidade e, com o BioCMPC, de forma inédita no Brasil, a CMPC levantou o Prêmio PMI Awards de Projeto do Ano de Engenharia, Construção e Infraestrutura, o reconhecimento mais importante do setor em nível global. O CEO do Grupo CMPC, Francisco Ruiz-Tagle, foi eleito pela Council of the Americas o CEO do Ano (2023) em Sustentabilidade.  Em 2024, Ruiz-Tagle recebeu o título de CEO do Ano pela Fastmarkets Forest Products PPI Awards, que também elegeu a CMPC como líder mundial em Sustentabilidade. Outras informações estão no site:   https://cmpcbrasil.com.br/

Featured Image

O tarifaço ontem e hoje: histórico e perspectivas para o setor florestal

Entenda o histórico das tarifas aplicadas ao comércio internacional e como a nova taxa de 10% sobre produtos brasileiros pode impactar as exportações florestais

*Artigo por Fabio Brun.

Sempre é bom olharmos para trás e relembrar o histórico que nos trouxe até os dias de hoje no setor florestal. No dia 2 de abril de 2025, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de tarifas recíprocas a praticamente todas as importações, incluindo uma tarifa base de 10% sobre produtos importados do Brasil. Três dias depois (05/04), a medida passa a vigorar e desperta apreensão entre os exportadores florestais.

O setor de produtos florestais logo percebeu os primeiros efeitos: produtos como madeira serrada, molduras, portas e painéis dependem fortemente do mercado norte-americano, e a introdução da tarifa de 10% representou um aumento de custo direto para os produtos brasileiros.

No entanto, esse choque foi apenas o começo. Em 30 de julho de 2025, o governo dos EUA elevou o patamar, aplicando uma tarifa de 50% sobre diversos produtos florestais brasileiros, medida que entrou efetivamente em vigor no dia 6 de agosto.

Com essa elevação, muitas empresas iniciaram medidas de contenção, como redução de estoques, suspensão temporária de exportações e adoção de férias coletivas. Tudo isso na tentativa de preservar empregos diante da queda abrupta da demanda.

Até agosto, estimava-se que 1,4 mil trabalhadores paranaenses já estavam em férias coletivas e 100 demissões foram confirmadas em empresas do setor de madeira processada logo nos primeiros dias após o tarifaço entrar em vigor.

No Paraná, entidades como a APRE e a Fiep  já relatavam cortes e risco iminente de até 10 mil demissões caso o momento perdurasse por mais dois meses, o que pode se efetivar até o final do ano caso a tarifa não seja revertida.

A escalada tarifária desencadeou uma crise setorial de grandes proporções. Empresas exportadoras competitivas no Brasil veem seus preços perderem atratividade frente a concorrentes de outros países, além de muitas exportações terem sido pausadas para readequar contratos.

O aumento repentino de tarifas também expôs fragilidades da cadeia produtiva, como a dependência do mercado americano de certos produtos e a falta de alternativas logísticas rápidas para escoamento da produção.

O governo federal brasileiro estima que o impacto agregado na economia será de uma retração de 0,2 ponto percentual no PIB entre agosto de 2025 e dezembro de 2026, e já identifica que setores específicos, como madeira e móveis, sofrerão mais fortemente. Algumas poucas medidas compensatórias foram anunciadas, mas elas não mitigam o efeito de um aumento de alíquota de 10% para 50%. 

Em resposta, entidades do setor vêm articulando medidas de curto e médio prazos junto ao governo federal, aos governos estaduais e até diretamente em Washington, como é a louvável iniciativa da entidade parceira ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente).

A Associação Sul-Brasileira de Empresas Florestais (ASBR), da qual a APRE Florestas faz parte, também está nessa força-tarefa. A entidade mantém uma consultoria em Brasília para monitorar as decisões executivas, por meio do consultor Fernando Castanheira. Assim, é possível promover articulações e abrir negociações de um setor estratégico e de forte representatividade para a economia brasileira e geração de empregos. É uma iniciativa inclusive de visibilidade de um setor que está presente na vida de muitos brasileiros e que precisa ser ouvido.

Desde o início da crise tarifária, a APRE Florestas tem atuado de forma ativa e intensa:

  • Em 4 de agosto de 2025, divulgou uma nota pública alertando para os riscos imediatos da tarifa de 50% sobre produtos florestais, destacando que o Paraná, onde muitos dos exportadores estão concentrados, seria fortemente afetado.
  • Participou de debates com lideranças do setor, reforçando a urgência da negociação entre Brasil e EUA. Em diversas entrevistas à imprensa, destacamos o fato de que já superamos outras crises e podemos sair mais fortes, desde que haja ação coordenada.
  • Participou ativamente em audiências públicas estaduais, como na Assembleia Legislativa do Paraná, para mobilizar apoio político institucional para medidas de mitigação.
  • Apresentou junto ao governo do estado do Paraná pleitos para minimizar os efeitos sobre o caixa das empresas.

Por meio dessas ações, a APRE buscou não apenas alertar sobre os impactos, mas também apresentar alternativas para redirecionamento de mercados, renegociação com compradores estrangeiros e apoio emergencial para empresas exportadoras.

Para que o setor sobreviva, é urgente avançar em três frentes:

  1. Negociação diplomática direta com os EUA: a reversão ou modulação das tarifas impostas depende em grande medida de entendimento bilateral.
  2. Diversificação de mercados e clientes: reduzir a dependência do mercado americano, sobretudo para os produtos mais vulneráveis à tarifa, o que é uma tarefa complexa e de longo prazo.
  3. Apoio institucional emergencial: medidas fiscais, crédito especializado, prorrogação de obrigações fiscais e ajuda direta às empresas exportadoras.

Seja qual for o desfecho, é fundamental que o governo brasileiro e as entidades representativas atuem de forma integrada, com estratégia clara e pressão diplomática. Esperamos que o diálogo entre o presidente Lula e o presidente Trump, recentemente iniciado, seja o ponto de partida para que a tarifa de 50% seja revista ou ajustada, e que as empresas possam recuperar competitividade sem sacrificar empregos nem investimentos.

O “tarifaço” ainda está em curso e, da parte das entidades, cada uma está atuando em prol do setor florestal. Cabe ao Brasil responder com firmeza, estratégia e união.


*Fabio Brun é presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

Featured Image

Governo do Paraná aposta na madeira engenheirada para construção do novo planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia

O Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, ganhará um novo planetário a partir de janeiro de 2026. A construção, conduzida pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), vinculado à Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), tem investimento estimado em cerca de R$ 50 milhões e será executada pela empresa vencedora da licitação marcada para 7 de novembro deste ano. A previsão é que o espaço fique pronto em oito meses, tornando-se nova referência em divulgação científica e tecnológica no estado.

O projeto se destaca por adotar madeira engenheirada como principal técnica construtiva. A solução acelera a execução, reduz impactos ambientais e consolida o planetário como uma das obras públicas mais inovadoras do país.

Com cerca de 5.500 metros quadrados, a estrutura abrigará uma cúpula de 18 metros de diâmetro, com uma sala de projeção capaz de simular o céu e a movimentação de mais de 9 mil corpos celestes em alta definição, um auditório para 300 pessoas, salas multiuso, um relógio solar e um observatório astronômico indígena, além de áreas expositivas e outros espaços. Estima-se que o planetário poderá receber 140 mil visitantes por ano.

“A construção deste planetário é simbólica para a educação no Paraná. Será um espaço que une ciência, tecnologia e inovação, e que aproximará continuamente nossos estudantes de experiências reais de aprendizagem”, afirma o secretário estadual de Educação, Roni Miranda.

“Com o planetário, o Paraná não apenas investe em ciência e educação, mas também se coloca na vanguarda da construção pública sustentável no Brasil”, destaca a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona.

ESTRUTURA INOVADORA – Embora já utilizada há décadas em outros países, a madeira engenheirada é novidade nas construções brasileiras. Também conhecida como madeira laminada colada (MLC), a técnica utiliza camadas de madeira de reflorestamento, coladas sob alta pressão para criar peças estruturais com grande resistência e durabilidade. A estrutura de MLC retém grande quantidade de CO2 da atmosfera, o que minimiza a pegada de carbono (medida da quantidade total de gases de efeito estufa liberados na atmosfera) da edificação. Ao contrário dos métodos de construção tradicionais, como concreto e aço, por exemplo, a montagem com MLC é mais ágil, não exige o uso intensivo de água e cimento, gera menos resíduos e desperdício de material, além de um canteiro de obras mais organizado e sustentável.

“As peças são pré-fabricadas em indústria, o que permite que elas cheguem prontas ao canteiro de obras para fazer a montagem. Isso torna o processo muito mais rápido e limpo”, explica o Diretor Técnico de Engenharia (DITE) do Fundepar, Marcello Marcondes de Albuquerque. Ele acrescenta que, em comparação com uma obra convencional de concreto de mesmo porte, o uso da madeira engenheirada pode reduzir o tempo de execução em até 30%.

DESAFIOS – O projeto que será executado foi o vencedor do primeiro concurso público de arquitetura promovido pelo Estado, em maio de 2024. O arquiteto do Fundepar, Diego Nogossek da Rocha, responsável pela análise arquitetônica dos projetos, explica que a proposta vencedora se inspirou no sistema solar e no movimento dos corpos celestes.

“Toda a estrutura irradia a partir do centro, onde está a cúpula de projeção, com capacidade para 156 pessoas. O entorno abriga auditório, salas de aula, sanitários e dezenas de áreas de apoio para o Parque da Ciência”, detalha.

Assinado pelo escritório Nardo Grothge Arquitetos, de São Paulo, o projeto competiu com outras 21 propostas enviadas de todo o Brasil. O concurso priorizou soluções técnicas inovadoras de acessibilidade, manutenção e segurança, além de viabilidade construtiva, sustentabilidade e integração com o ambiente do parque.

A construção apresenta desafios técnicos, especialmente pelo uso de uma tecnologia nova no Brasil para uma obra desse porte, a exemplo da execução de grandes vãos com madeira engenheirada. “Estamos falando de vigas de até 30 metros de extensão, algo que exige precisão e expertise técnica. Mas o Fundepar tem um know-how de quase 60 anos cuidando da infraestrutura das escolas. Somos um órgão muito técnico e profissional, e por isso nossos processos licitatórios exigem muita documentação e comprovação de capacidade das empresas executoras”, reforça Albuquerque.

Ao todo, mais de 100 pessoas do Fundepar estão envolvidas no projeto, entre engenheiros, arquitetos e técnicos administrativos, além de outras pastas do Governo do Estado, a exemplo da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que está financiando o projeto com recursos do Fundo Paraná. Serão R$ 80,2 milhões destinados à aquisição do sistema de projeção do planetário e execução da obra onde serão instalados os equipamentos.

METODOLOGIA BIM – A obra do planetário também será um marco na aplicação da metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção), que permite integrar todas as disciplinas de um projeto, como o arquitetônico, o estrutural, o elétrico e o hidráulico em uma única plataforma digital.

“Com o BIM, todos os projetos conseguem conversar entre si. Assim, você minimiza erros, otimiza o tempo, faz uma orçamentação mais acertada e tem um controle melhor da obra e da construção. Para o planetário, isso é essencial”, explica Albuquerque. O Paraná é um dos estados pioneiros na implantação dessa tecnologia no setor público, com regulamentação própria, a partir do Decreto Estadual nº 10.086, de 2022, que estabelece normas de licitação e incentiva o uso do BIM.

REVITALIZAÇÃO DO PARQUE DA CIÊNCIA – Além da construção do planetário, o Parque da Ciência Newton Freire Maia, inaugurado em 2005, passará por uma ampla revitalização. O projeto prevê a reforma dos pavilhões existentes, implantação de novas passarelas e rotas acessíveis, modernização da infraestrutura, com climatização, cabeamento, segurança e sinalização, paisagismo e recuperação da trilha do Rio Canguiri. O investimento é de R$ 13 milhões. Atualmente, o Fundepar está concluindo a elaboração dos elementos técnicos que irão embasar a licitação da revitalização.

Informações: Seed-PR / Imagens: Divulgação.

Featured Image

Brasil foi o país que mais avançou na produção de papelão ondulado entre 2023 e 2024, revela Anuário da Empapel

Material aponta que o Brasil continua como sexto maior produtor de papelão ondulado do mundo

A Empapel – Associação Brasileira de Embalagens em Papel acaba de lançar seu Anuário Estatístico 2025, com dados relativos a 2024. A publicação, elaborada pela FGV/Ibre, ratifica o ano recorde de expedição em 2024, quando o setor atingiu 4.247.991 toneladas de caixas, chapas e acessórios fabricados (+5,0% em relação a 2023).

Com esse resultado, o Brasil se consolida na sexta posição do ranking de países produtores de papelão ondulado, neste ano com uma novidade: o avanço de 5,0% na comparação entre 2024 e 2023 posiciona o país como aquele que mais avançou na expedição no período, entre os 10 maiores fabricantes. Em seguida, vieram da China (3,3%), Itália (3,0%) e Índia (2,3%).

“O papel é resiliente e, ao longo do tempo, com planejamento e inovação, as companhias souberam se reinventar para estarem prontas para atender às demandas do mercado, com qualidade e sustentabilidade. O setor de embalagens de papel, em especial de papelão ondulado, está intimamente ligado ao poder de compra das famílias, por ser um material utilizado para embalar sobretudo bens de consumo não duráveis, como alimentos, hortifruti, produtos farmacêuticos, entre outros. Em 2024 o desemprego esteve em níveis reduzidos, a massa salarial aumentou e os programas de transferência de renda ajudaram a aquecer a economia, o consumo das famílias e, portanto, as vendas no varejo. Como consequência, as embalagens de papel acabaram sendo mais demandadas”, comenta o presidente-executivo da Empapel, Embaixador José Carlos da Fonseca Jr.

De acordo com o Anuário, em 2024 a categoria de Produtos Alimentícios, que engloba carnes, laticínios, óleos e gorduras vegetais e animais, foi responsável pelo consumo de 51,49% de todo papelão ondulado expedido. Químicos e derivados ficam em segundo lugar, com 8,65%.

“Atualmente são mais de 20 segmentos industriais que utilizam papelão ondulado para proteger, transportar e armazenar seus produtos. Com o avanço da digitalização, as impressões nas embalagens de papelão ficam mais detalhistas e atraentes, o que faz do item um vetor de comunicação do valor da marca. Isso também estimula o uso do papelão ondulado, assim como de outros materiais de embalagem”, comenta José Carlos.

O Anuário de 2025 também retrata o dinamismo econômico e destaca a receita setorial de mais de R$30 bilhões. Além disso, são R$7,12 bilhões de contribuição por meio de impostos (ICMS, COFNIS, IPI e PIS). O número de colaboradores alcançou 28.489 profissionais contratados de forma direta.

Para acessar o anuário completo, é necessário requisitar por meio do endereço:  https://empapel.org.br/publicacoes/anuario_estatistico_2025/.

Sobre a Empapel

A Empapel, Associação Brasileira de Embalagens em Papel, surge em 2020 no lugar da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) – que desde 1974 representou aquele segmento. Com a ambição de ir além do papel ondulado, a entidade tem como missão ser reconhecida como uma associação que transforma o diferencial ambiental das embalagens de papel.

A Empapel quer promover uma ampliação de mercados e de oportunidades de negócios para seus associados, além de alcançar protagonismo em soluções para embalagens.

Featured Image

Exclusiva – Expedição Silvicultura alcança 80% do maior mapeamento florestal do Brasil no interior de SP

Focado em gerar dados de alta qualidade para aprimorar a competitividade da silvicultura nacional, o roteiro avança para a reta final

Com mais 80% do roteiro concluído, a Expedição Silvicultura deu mais um importante passo ao realizar um evento presencial de sucesso em Botucatu, no interior de São Paulo, no dia 22 de outubro. O campus da Unesp sediou o encontro do projeto, que foi marcado por discussões aprofundadas e uma valiosa troca de experiências entre os especialistas do setor florestal. A colaboração estratégica com a Florestar-SP e a Invest-SP foi crucial para o êxito desta etapa.

Status e alcance atual do roteiro – Alcance em mais de 80% (acompanhe aqui).

A Expedição Silvicultura é uma iniciativa inédita que está realizando o maior e mais detalhado levantamento de dados sobre a produtividade do setor florestal no Brasil. O projeto percorre entre setembro e novembro, 14 estados – responsáveis por 98% da área total plantada no país – e inclui uma série de 9 eventos presenciais. Esses encontros combinam palestras técnicas e sessões de networking nas principais regiões produtoras.

Destaques do evento em Botucatu

O encontro realizado em Botucatu ofereceu uma programação completa, focada em aprimoramento e oportunidades:

  • Palestras Técnicas: Apresentações detalhadas sobre os dados levantados no estado de São Paulo e as projeções futuras para a silvicultura local.
  • Painel de Discussão: Um fórum de debates sobre políticas públicas essenciais e as novas oportunidades que se apresentam para o setor florestal.
  • Inovações Científicas e Tecnológicas: Demonstrações de soluções de ponta e inovações aplicáveis ao manejo florestal.
  • Networking e Negócios: Espaço dedicado para o fortalecimento de parcerias existentes e a prospecção de novos negócios no mercado.

Consenso de Sucesso – Opiniões de líderes do setor

“O evento foi excelente, é muito bom quando a gente consegue unir o setor produtivo, a academia e as empresas que estão liderando as melhores tecnologias do nosso setor. A Florestar, como Associação Paulista da Indústria de Florestas Plantadas, se orgulha muito de ter apoiado este evento de hoje. A gente entende que foi um sucesso, e esperamos que os resultados que a Canopy vai apresentar ainda este ano, serão de muita valia para o nosso setor e com certeza vão nos ajudar, não só no estado de São Paulo, mas no país inteiro, para trazer mais desenvolvimento para o setor.”

– Marcos Coellho, vice-presidente da Florestar


“A Expedição Silvicultura foi muito bem organizada, e a gente está agregando valor, mais tecnologia, e isso é muito legal. Estamos visitando, conhecendo pessoas do Brasil inteiro, e o projeto tem sido muito bem recebido nos estados. As pessoas já chegam com uma expectativa grande, e essa expectativa eu percebo que tem sido superada, tanto para quem vem assistir, quanto para nós que estamos aqui apresentando. Então está sendo muito bom.”

– Franco Machado, CEO da Mogai


“Estou muito feliz de estar aqui participando, e a Treevia está muito contente de estar apoiando este projeto, que é super importante para o cenário da silvicultura internacional.”

– Vitor Werneck, diretor Comercial da Treevia

Confira mais detalhes do evento no vídeo:

Próximos destinos

Focado em gerar dados de alta qualidade para aprimorar a competitividade da silvicultura nacional, o roteiro avança para a reta final do percurso. A equipe chegou nesta semana na região Sul do país, e na data de ontem (27/10), esteve na região da ‘grande Curitiba’, com evento presencial em Colombo, na sede da Embrapa Florestas. A etapa final prevê as seguintes cidades e datas:

  • Lages/SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre/RS: 6 de novembro

Os eventos presenciais ocorrerão a partir das 13 horas.

Networking florestal de alto nível (inscrições gratuitas e limitadas)

Estão abertas as inscrições gratuitas para os próximos encontros presenciais da Expedição Silvicultura. Este é o momento ideal para mergulhar nos dados inéditos do setor, interagir diretamente com líderes de mercado e fortalecer seu networking. Atenção, vagas gratuitas e limitadas. Garanta sua participação, contribua para o futuro produtivo e sustentável do setor florestal brasileiro e inscreva-se agora: www.expedicaosilvicultura.com.br.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions, Embrapa Florestas e Paulo Cardoso Comunicações, e conta com o apoio das principais empresas e instituições do setor.

Escrito por: redação Mais Floresta.

Anúncios aleatórios