Líder mundial de embalagens sustentáveis recebe certificação do Top Employers Institute de excelência em boas práticas de gestão de pessoas
A Smurfit Westrock, líder global na produção de embalagens de papel e papelão ondulado, foi certificada pelo Top Employers Institute como uma das 73 empresas brasileiras que apresentam excelência na gestão de pessoas. O reconhecimento destaca a companhia pelas suas práticas de desenvolvimento profissional e valorização de seus funcionários em áreas como diversidade e inclusão, bem-estar, desenvolvimento de carreiras e ambiente de trabalho. No mundo, mais de 2.400 empresas de 125 países participaram.
Na avaliação, a Smurfit Westrock se destacou especialmente na categoria Unir (diversidade e senso de pertencimento), com uma das pontuações mais altas. Também teve um bom desempenho em Desenvolvimento (capacitação e crescimento profissional), reforçando seu compromisso com a qualificação dos funcionários. Para obter a certificação, a empresa submeteu mais de 60 evidências de suas práticas voltadas ao bem-estar, saúde e segurança dos profissionais. O material foi analisado em sessões de auditoria antes da concessão do reconhecimento.
Presente em seis estados – Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, a Smurfit Westrock possui 10 unidades de conversão, quatro fábricas de papel reciclado, duas máquinas de papel kraft e 55 mil hectares de florestas no país, além de 4 mil funcionários. Além de reconhecer as empresas, o processo também permite que elas identifiquem oportunidades de melhoria em suas práticas de gestão de pessoas.
A presença da Smurfit Westrock na lista de Top Employers Brasil 2025 reforça seu papel como uma das principais empregadoras da região, consolidando sua atuação na valorização de talentos e no fortalecimento do ambiente corporativo.
Sobre a Smurfit Westrock
A Smurfit Westrock é um líder global de embalagens sustentáveis, com presença em mais de 40 países e 100.000 funcionários. Possui mais de 500 operações de conversão e 63 fábricas de papel que oferecem soluções sob medida para clientes, com qualidade e confiabilidade. No Brasil, conta com cerca de 5.000 colaboradores e está presente em seis estados brasileiros, com seis unidades de produção de papel, 10 unidades fábricas de conversão e 54 mil hectares de floresta.
Um projeto de pesquisa inovador começa a ser desenvolvido no Sul do Brasil com o objetivo de avaliar e otimizar a produção sustentável de erva-mate em áreas de Floresta com Araucária. A pesquisa, coordenada pela Embrapa Florestas, se concentra na análise da atividade e da diversidade microbiana do solo em diferentes sistemas de produção de erva-mate, incluindo áreas de floresta nativa, sistemas agroflorestais e monocultura. O objetivo é identificar os microrganismos que promovem o crescimento das plantas e otimizar o manejo do solo, a fim de garantir uma produção sustentável e ecologicamente correta. Os trabalhos terão duração de três anos e contam com o apoio de pesquisadores de diversas áreas. O objetivo será encontrar o equilíbrio entre a produção da erva-mate e a conservação do ecossistema.
Intitulado “Atividade e diversidade microbiana em sistemas de produção sustentável de erva-mate em Florestas com Araucária”, o projeto é de grande importância para a região Sul do país, onde a erva-mate é um produto de destaque na economia local. A produção sustentável da erva-mate é fundamental para garantir a conservação da Floresta de Araucária, um ecossistema rico e ameaçado de extinção.
A pesquisa
“Acreditamos que este projeto possa trazer resultados significativos para a produção de erva-mate na região, além de contribuir para a conservação da Floresta de Araucária”, afirma Krisle da Silva, pesquisadora da Embrapa Florestas responsável pelo projeto. “Ao analisar a atividade microbiana do solo, podemos identificar os melhores métodos de manejo e cultivo, garantindo uma produção sustentável e ecologicamente correta”.
Espera-se que esta pesquisa permita avaliar de forma precoce e eficaz as alterações no solo, diminua os manejos e promova cultivos mais sustentáveis para a região. Além disso, um dos objetivos será a seleção de microrganismos eficientes para a produção de mudas de espécies nativas, o que poderá contribuir para a recuperação de áreas degradadas e para a promoção de sistemas de produção mais resilientes e ecologicamente equilibrados”, acrescenta a pesquisadora.
O Brasil abriga a maior parte da Floresta Amazônica e outros biomas ricos em biodiversidade. No entanto, enfrenta desafios significativos relacionados ao desmatamento ilegal, exploração ilegal de madeira, degradação ambiental e governança das terras.
O Projeto de Lei Complementar (PLC) 18/2024, recentemente aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), propõe mudanças na classificação dos biomas, gerando intensos debates e manifestações.
Mato Grosso necessita de um Plano de Desenvolvimento Florestal. Um estudo detalhado, realizado por uma empresa especializada com a colaboração da EMBRAPA FLORESTAS, IBGE, IBAMA, SEMA-MT, CREA-MT e universidades, poderia identificar as fitofisionomias do estado em escalas compatíveis. Um exemplo positivo é o Mato Grosso do Sul, que implementou seu Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Florestas e se tornou o maior exportador de celulose do Brasil.
Os Planos de Desenvolvimento Florestal (PDFs) são fundamentais para a construção de políticas públicas, pois oferecem diagnósticos para a gestão sustentável dos recursos florestais. Essas ferramentas contribuem para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, buscando consolidar a cadeia produtiva da política agrícola e florestal, aumentar a produtividade e melhorar a infraestrutura, ao mesmo tempo em que garantem a conservação das florestas naturais. Assim, os PDFs promovem a qualidade de vida e o bem-estar social, estabelecendo conexões entre os setores primário, secundário e terciário da economia.
Importância dos Planos de Desenvolvimento
Os PDFs são essenciais para:
1. Aplicação da Lei Ambiental: Garantir a correta destinação da área para reserva legal em cada bioma.
2. Consolidação de Cadeias Produtivas: Facilitar a integração entre produtores, processadores e consumidores, fortalecendo a política florestal.
3. Aumento da Produtividade: Promover práticas que elevem a eficiência na utilização dos recursos florestais sem comprometer a sustentabilidade.
4. Conservação Ambiental: Proteger florestas naturais, assegurando a sustentabilidade dos ecossistemas.
5. Melhoria da Infraestrutura: Desenvolver condições logísticas adequadas para a cadeia produtiva, beneficiando outros segmentos.
6. Qualidade de Vida: Aumentar o bem-estar das comunidades locais através da inclusão econômica e social.
Objetivos dos Planos de Desenvolvimento Florestal
Os PDFs têm objetivos claros e estratégicos:
•Estabelecer Políticas Públicas: Criar um novo modelo de crescimento que impulsione o setor agrícola e florestal.
•Estimular o Desenvolvimento do Setor Florestal: Incentivar práticas do manejo florestal sustentável e florestas plantadas.
•Inclusão de Produtores: Ampliar a participação de pequenos e médios agricultores na cadeia produtiva, garantindo que esses produtores possam acessar recursos, técnicas e mercados, promovendo uma economia mais justa e inclusiva.
•Atrair Investimentos: Buscar recursos que fortaleçam a indústria madeireira e produtos derivados e criar um ambiente favorável para investidores, como exemplo indústria celulose, com políticas que incentivem a sustentabilidade e a inovação.
•Uso Múltiplo da Floresta: Ampliar a utilização de recursos florestais para diversas finalidades, através do manejo florestal sustentável, em diferentes escalas, incluindo a produção de madeira e produtos florestais não madeireiros, especialmente por pequenos produtores e comunidades.
O Papel dos Planos como Instrumentos de Política Pública
Os Planos de Desenvolvimento Florestal contribuem para:
1. Uso Adequado do Solo: Promover práticas que maximizem a produtividade sem comprometer o meio ambiente.
2. Melhoria da Logística: Facilitar o transporte e a comercialização de produtos florestais.
3. Recuperação de Florestas Nativas: Implementar ações de restauração e conservação.
4. Incremento de Novos Negócios: Apoiar o surgimento de iniciativas econômicas sustentáveis.
5. Equilíbrio de Oferta e Demanda: Garantir que a produção florestal atenda às necessidades do mercado.
6. Atração de População Rural: Incentivar a migração para áreas rurais, aliviando a pressão nas cidades.
Em resumo, os Planos de Desenvolvimento Florestal são essenciais para a implementação de políticas públicas eficazes no Brasil. Eles não apenas promovem o desenvolvimento sustentável, mas também integram diferentes setores da economia, beneficiando a sociedade como um todo. Com a execução desses planos, o país pode avançar rumo a um futuro mais equilibrado e sustentável, utilizando a riqueza das florestas de maneira responsável e justa. No caso de Mato Grosso, o fortalecimento das atividades florestais pode promover o desenvolvimento em harmonia com a conservação dos recursos naturais.
*Cícero Ramos é engenheiro florestal e vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais.
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