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‘UEMS Ribas’ convoca para matrícula classificados no curso de Silvicultura, 3ª chamada

Moradores de Ribas do Rio Pardo estão tendo uma grande oportunidade com o Curso de Silvicultura, Tecnológico UEMS 2025, totalmente gratuito, com aulas na Escola Estadual Dr. João Ponce de Arruda e que tem curta duração. Um curso como esse vira a chave da vida daqueles que persistem e chegam até o fim, pois, tem alta empregabilidade e ótimos ganhos.

Infelizmente, muitos estão deixando a oportunidade passar. Ribas do Rio Pardo faz parte da rota da celulose, e também municípios importantes como Santa Rita do Pardo, Três Lagoas, Inocência, Água Clara e Bataguassu.

Essa pode ser a grande oportunidade da sua vida. Aproveite.

UEMS CHAMA PARA TERCEIRA CHAMADA

A Diretora de Registro Acadêmico, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), CONVOCA os candidatos classificados, conforme abaixo, a efetuarem matrícula: 3ª Chamada do Processo Seletivo para o Curso de Silvicultura, Tecnológico UEMS 2025  no sistema de vagas AMPLA CONCORRÊNCIA e RESIDENTES EM MATO GROSSO DO SUL.

EDITAL 027/2025/DRA/UEMS: Vagas AC e RMS 

Matrícula Presencial: 20, 21 e 24 Março

Matrícula On-line: 20 a 24 Março

Confira o edital em: https://www.uems.br/anexos/download/23474

Saiba mais em: https://www.uems.br/diretoria/dra/Editais/2025

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Com ação sustentável, empresa de MS reutiliza 2 milhões de litros de água em um ano

Águas das chuvas e dos sistemas de ar-condicionado são tratadas e reutilizadas

Em alusão ao Dia Mundial da Água, uma empresa sul-mato-grossense divulgou os resultados de uma de suas principais iniciativas ambientais, destacando o compromisso com o uso consciente e a sustentabilidade. De acordo com Júlio Morais, coordenador de Sustentabilidade e ESG do Grupo Real, só em 2024, aproximadamente 2 milhões de litros de água foram reutilizados na área industrial da companhia, resultado direto de ações que envolvem captação, tratamento e reaproveitamento de água da chuva e de reuso.

A capacidade atual de captação, tratamento e armazenamento de água da chuva do Grupo Real já ultrapassa 500 mil litros. Esse volume é direcionado à reutilização dentro da empresa, incluindo processos industriais, limpeza, irrigação de áreas internas e no sistema de combate a incêndios. “No último levantamento, identificamos que 33% da água utilizada na indústria provém de fontes alternativas, sem necessidade de captação direta do poço. É uma economia significativa e um ganho ambiental ainda maior”, destaca Morais.

Para alcançar esse resultado, a empresa implementou um rigoroso mapeamento hídrico nas instalações, com a instalação de hidrômetros em pontos estratégicos. O objetivo foi identificar os maiores focos de consumo e prevenir perdas por vazamentos. A água captada das chuvas passa por um processo de tratamento, com carvão ativado e cloro, até retornar em plenas condições de uso.

Outras ações pontuais ocorrem com sistemas de ar-condicionado, cuja água proveniente dos aparelhos é captada e armazenada para uso em lavagem de calçadas ou para regar plantas. Segundo Morais, o objetivo da empresa é reduzir ainda mais a utilização de água de poço. “O objetivo da diretoria é chegar a, pelo menos, 50% de utilização de água da chuva ou de reuso”, explica Júlio. Para alcançar essa meta, além da ampliação das iniciativas já existentes, a empresa planeja novos investimentos, incluindo a construção de uma estação de tratamento de esgoto para atender à sua planta industrial.

Parte dessas iniciativas integra o programa Ciclos, que norteia as ações de sustentabilidade do Grupo Real com foco nos eixos ambiental, social e de governança. O programa tem como missão estimular atitudes sustentáveis entre colaboradores e multiplicar boas práticas, contribuindo para uma sociedade mais consciente e eficiente no uso dos recursos naturais.

“Mesmo pequenas ações, como o reaproveitamento da água de condensação do ar-condicionado para regar plantas e lavar calçadas, fazem parte de um esforço maior que está sendo abraçado pela equipe. Nossa meta é continuar ampliando essas soluções e inspirar outras empresas a fazer o mesmo”, finaliza Júlio.

ESG-FIEMS

A ação foi um dos pontos que colocaram o Grupo Real como apto a receber o título de primeira indústria ESG de Mato Grosso do Sul, concedido pelo Programa ESG-FIEMS, que tem como objetivo orientar e apoiar as indústrias na construção de agendas ESG, operacionalizando um sistema robusto de análise e validação de práticas sustentáveis. O programa tem como referência diretrizes internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, e proporciona às empresas uma avaliação abrangente de suas ações ambientais, sociais e de governança.

Informações: AsseCom/Grupo Real.

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Captação e uso inteligente faz viveiro da MS Florestal economizar 5 litros de água por muda

No Dia Mundial da Água, o uso consciente e maneiras de economia são os principais desafios

Mato Grosso do Sul, março de 2025 – Água, um recurso natural tão importante que até a Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, criou uma data para celebrar: 22 de março. Com o mundo em mudança climática com secas extremas e alagamentos nunca vistos antes, a sustentabilidade e modernização devem caminhar juntas. Então isso é o que acontece no viveiro da MS Florestal no município de Água Clara.

No local, softwares ajudam na tomada de decisão para quantidade de irrigação necessária, evitando desperdício e realizando a irrigação somente no melhor momento para as mudas. A implementação dessa tecnologia faz com que o consumo gire em torno de 13 a 15 litros por muda produzida.

Em um sistema antigo, por exemplo, o consumo gira em torno de 20 litros por muda.

Além do sistema modernizado, uso o controle automatizado das estruturas físicas que suportam a produção de mudas. Também tem os telhados retráteis para melhorar a eficiência do viveiro, menor uso de recursos naturais como a água e menor uso de produtos químicos (fertilizantes).

Quem explica sobre a captação de água é o gerente de viveiros da MS Florestal, Maurício Prieto. “No viveiro de Água Clara, nós utilizamos poços, a gente capta água de poço via bomba. Essa água é armazenada em cisternas, como se fosse um piscinão, utilizada no viveiro”.

O gerente explica ainda que cada setor do viveiro tem um tipo de bico de irrigação específico. “Isso garante a maior eficiência com o menor uso possível de água. E toda a água que a gente utiliza no viveiro, o restante ela drena naturalmente para o lençol freático, e assim, não há o uso excessivo e nem desperdício”.

Sobre a irrigação, Maurício fala ainda que depende do tipo de muda e a quantidade de água necessária para ela. “Até porque para a produção de muda de eucalipto, a água em excesso é um meio de transporte de várias doenças. Então, água em excesso em viveiro é sempre prejudicial e quanto menor a quantidade de água que a gente usa, mais rápido a gente consegue rustificar a muda, melhor ela vai para campo, com as condições do solo de Mato Grosso do Sul”.

Portanto, o processo da companhia é de reduzir o consumo de água, contribuir com o meio ambiente e colaborar com a operação para preparar a muda para uma condição de campo.

A água captada no viveiro e reutilizada é direcionada para outra cisterna que pode ser utilizada para combate a incêndios ou para plantio em campo também, para abastecimento de plantio em campo.

Quem fala mais sobre esse processo é o coordenador do viveiro em Água Clara, Gilvan Cercundo da Cruz. “Temos no local, duas caixas de captação onde a água é armazenada. O que não é utilizado deixamos em uma cisterna e pode ser designada para um futuro plantio em campo ou na ajuda a combate a incêndios nas épocas de seca. Nosso uso é consciente sendo apenas o necessário”.

Sobre a MS Florestal

A MS Florestal é uma empresa sul-mato-grossense que fortalece as atividades de operação florestal do Grupo RGE no Brasil, um conglomerado global com foco na manufatura sustentável de recursos naturais. Especializada na formação de florestas plantadas e na preservação ambiental, além do desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua, a MS Florestal participa de todas as etapas, desde o plantio do eucalipto até a manutenção da floresta. Para mais informações, acesse: www.msflorestal.com

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Exclusiva – 2º Congresso Plantações Florestais acontecerá em maio na cidade de Piracicaba (SP); inscrições já estão abertas  

A programação será repleta de informações técnicas e científicas a respeito do manejo e uso dos recursos naturais no âmbito da silvicultura das plantações florestais, com espécies de rápido e médio crescimento, informa coordenador científico do evento; saiba mais

A cidade de Piracicaba, no interior do Estado de São Paulo, irá receber entre os dias 13 a 15 de maio, a segunda edição do Congresso Plantações Florestais. O evento irá reunir toda a cadeia produtiva florestal, profissionais e pesquisadores de diversas instituições nacionais e internacionais, para discutir temas relevantes, estratégicos e inovadores sobre como as plantações florestais têm contribuído para a sociedade, de forma expressiva, envolvendo aspectos econômicos, sociais e o atendimento de serviços ecossistêmicos.

O evento é promovido pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais – IPEF, em parceria com a Indústria Brasileira de Árvores- Ibá, Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel – ABTCP e a International Union of Forest Research Organizations – IUFRO. Clique aqui para conferir a programação completa do congresso.

A diretoria do evento alerta para os interessados em participar deste, que já é um dos maiores fóruns do Brasil sobre o setor florestal, para se atentarem ao prazo para inscrições, que tendem a se esgotar rapidamente.

A redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br) falou com o Mauro Schumacher Prof. Titular Dr.nat.techn. no Departamento de Ciências Florestais/UFSM e Coordenador Científico do Congresso Plantações Florestais, que com exclusividade passou mais detalhes sobre a programação do evento.

Mais Floresta – O que o público pode esperar desta edição do Congresso Plantações Florestais?

Prof. Schumacher – Nesta segunda edição os participantes do congresso poderão obter informações sobre temas inovadores, técnicos, científicos e estratégicos sobre o manejo das plantações florestais, com foco na contribuição dessa cadeia produtiva, no contexto de questões econômicas, sociais e de serviços ecossistêmicos.

Mais Floresta – Quais as principais novidades do setor serão apresentadas no evento?

Prof. Schumacher – O evento será repleto de informações técnicas e científicas a respeito do manejo e uso dos recursos naturais no âmbito da silvicultura das plantações florestais, com espécies de rápido e médio crescimento. A programação irá contar com sessões plenárias e paralelas com autoridades, pesquisadores e professores de renome nacional e internacional.

Mais Floresta – Quais temas em destaque /ou tema central serão abordados na programação desta edição?

Prof. Schumacher – Entre as sessões plenárias e as paralelas com a apresentação de trabalhos e os Talk Shows pode-se destacar os seguintes temas: Ecofisiologia, Mecanização florestal, Uso de tecnologias em plantações, O setor florestal e as COPs, Manejo das plantações florestais e os serviços ecossistêmicos, Plantações e as mudanças climáticas, Logística e Inovação entre outros.

Mais Floresta – Em relação ao mercado, quais oportunidades destacaria para empresários que participarem do evento?

Prof. Schumacher – A participação de empresários vai ser muto importante pois empresas do setor de celulose e papel, madeira serrada, painéis e chapas, bem como de fornecimento de tecnologia, máquinas e insumos para a cadeia produtiva da silvicultura estarão presentes. O congresso vai aproximar os diferentes setores quer seja através de novos produtos ou mesmo pela troca de experiências.

Mais Floresta – Quais as expectativas para esta edição do Congresso?

Prof. Schumacher – As expectativas são as melhores possíveis uma vez que a primeira edição foi um grande sucesso e o setor sinalizou pela continuidade deste que é um dos maiores e melhores encontros do setor florestal brasileiro.

Mais Floresta – Quais os principais ganhos na participação de um evento como o Congresso de Plantações Florestais?

Prof. Schumacher – Aos participantes do Congresso de Plantações Florestais posso garantir que os ganhos pessoais, na forma de ampliação de net working e ganhos científicos, através de novos conhecimentos adquiridos, mediante todas as palestras, apresentações de trabalhos e Talk Shows, serão de grande relevância.

Mais Floresta – Quais as expectativas para o setor florestal nos próximos anos em relação a inovação e sustentabilidade?

Prof. Schumacher – O setor florestal é uma das atividades que esta em constante transformação, pois o mesmo é muito dinâmico já que se utiliza dos recursos naturais. Em função das mudanças climáticas e por sua vez do surgimento de períodos de seca com queimadas, inundações, pragas e doenças entre outros, o uso de novas tecnologias incluindo a inteligência artificial, entre outras, vão ser fundamentais para que o setor possa continuar suas atividades de forma sustentável.

Mais Floresta – Qual convite gostaria de fazer para os parceiros e público do congresso?

Schumacher – Eu gostaria de convidar a todas as pessoas envolvidas com a atividade florestal para participarem do maior fórum de discussão do setor florestal brasileiro. Serão três dias de muita informação, troca de experiências e principalmente de conscientização da necessidade de busca contínua de melhorias no setor, visando sempre a manutenção da perpetuidade da capacidade produtiva dos recursos naturais do nosso planeta.

Inscrições Congresso Plantações Florestais 2025

O Congresso Plantações Florestais 2023 foi um sucesso! As inscrições foram esgotadas com antecedência, alcançando um número superior ao esperado de mais de 400 participantes por dia. Em 9 sessões plenárias, 14 talk shows e 14 sessões de trabalhos voluntários, o evento – que foi carbono neutro – contou com o envolvimento de mais de 65 palestrantes, onde foram selecionados mais de 130 trabalhos científicos.

Acesse o link, e garanta já sua participação no Congresso Plantações Florestais 2025! https://lets.4.events/congresso-plantacoes-florestais-2025-2%C2%AA-edicao-C16407E76

Submeta seu trabalho! Haverá premiações!

Serviço

Congresso Plantações Florestais 2025 – 2ª edição

Data: 13 a 15 de maio | 08h às 19h

Local: R. Cezira Giovanoni Moretti, 580 – Santa Rosa, Piracicaba – SP, 13414-157, Brasil (Faculdade Pecege)

Escrito por: redação Mais Floresta.

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Dia de Campo CV apresentou resultados da ILPF com eucalipto

Evento reuniu cerca de 250 participantes na Fazenda Campina, em Caiuá (SP)

No dia 13 março, a Fazenda Campina, localizada no município de Caiuá (SP), foi palco da 10ª edição do Dia de Campo Nelore Mocho CV, um evento que evidenciou os resultados da implementação do sistema agrossilvipastoril ILPF com eucalipto. Cerca de 250 participantes receberam orientações técnicas para otimizar a produção por meio de manejos corretos, sem a necessidade de expansão de áreas.

O encontro, organizado pela Embrapa e Rede ILPF, reuniu um público diversificado, incluindo produtores rurais, pesquisadores, técnicos e estudantes de Ciências Agrárias. Também esteve presente o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai. Em seu pronunciamento, ele destacou a importância da ILPF para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e para a ampliação da capacidade do setor em produzir alimentos para a população.

Em pouco mais de uma década, a Fazenda Campina elevou seu padrão produtivo ao adotar, inicialmente, a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e, posteriormente, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), com a inclusão do componente florestal. A propriedade optou pelo eucalipto devido ao seu rápido crescimento, complementando outras espécies arbóreas que, embora de crescimento mais lento, produzem madeira nobre de alto valor agregado.

O dia de campo destacou a importância da ILPF no sistema agrossilvipastoril estabelecido há uma década em uma área de 60 hectares, demonstrando a viabilidade e os benefícios desse sistema, os diversos arranjos (linhas simples, duplas, triplas e quádruplas) e diferentes genótipos de eucalipto.

Iniciando com uma palestra do presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, o encontro destacou a importância das parcerias para a expansão dos sistemas ILPF. Em seguida, os participantes foram divididos em grupos para visitar três estações temáticas, distribuídas em diferentes áreas da fazenda.

Nas estações, foram abordados temas como “Cultivares forrageiras e recuperação de pastagens em sistema ILPF”, “Alternativas de mercado e produção de madeira em sistema ILPF” e “Bem-estar animal e conforto térmico em sistema ILPF”, apresentados por empresas parceiras do Grupo Nelore Mocho CV.

Luiz Adriano Maia Cordeiro, pesquisador da Embrapa Cerrados, destacou a excelente organização do evento, que contou com o forte apoio das empresas parceiras da Rede ILPF. Ele também enfatizou a importância da abordagem sobre o componente florestal nos sistemas de integração. “Para a Embrapa, foi gratificante acompanhar o processo de implementação dos sistemas ILP e ILPF na Fazenda Campina, onde observamos uma evolução notável na produtividade vegetal e animal”, afirma.

O titular da Nelore Mocho CV, Carlos Viacava, explica que é motivo de grande orgulho ver a propriedade se transformar ao longo de uma década, desde a implementação da ILP até a adoção da ILPF com eucalipto. “A floresta é importante para o bem-estar e, consequentemente, para melhor desempenho dos animais. Por isso, acreditamos que a integração lavoura-pecuária-floresta é o futuro da produção sustentável, e o evento foi uma prova disso”, ressalta.

“Agradecemos a todos que estiveram presentes, e aos nossos parceiros, que tornaram este dia inesquecível. Estamos ansiosos para continuar compartilhando nossos resultados e contribuindo para o desenvolvimento da pecuária brasileira”, finaliza Viacava.

O evento contou com as parcerias da Embrapa, Rede ILPF, Cocamar, John Deere, Unoeste, SOESP, Bradesco, Minerva Foods, Suzano, Syngenta e Timac Agro.

Informações: Notícias Agrícolas.

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Epagri desenvolve araucárias enxertadas para produção de pinhão precoce no Planalto Norte (SC)

A produção de pinhão, um alimento típico da flora catarinense, tem se consolidado como uma importante fonte de renda sustentável para milhares de famílias no estado. Buscando melhorar a qualidade e a rapidez na produção da semente, a Epagri, em parceria com a Embrapa Florestas, desenvolve um experimento com araucárias enxertadas no Planalto Norte de Santa Catarina.

A Epagri realiza estudos para tornar a atividade cada vez mais profissional e perene (Foto: Pablo Gomes/Epagri).

Localizado em Papanduva, o pomar de araucárias enxertadas ocupa mais de cinco hectares e tem o objetivo de acelerar a produção de pinhão. O processo de enxerto consiste na união de duas plantas com características desejáveis, permitindo o desenvolvimento de cultivares mais produtivos e rápidos. O experimento, conduzido pela Estação Experimental da Epagri em Canoinhas, utiliza exemplares coletados de diversas regiões do Brasil para obter resultados mais eficazes.

O experimento ainda está no início, na fase de estabelecimento das plantas (Foto: Pablo Gomes/Epagri).

Embora o projeto ainda esteja em sua fase inicial, a expectativa entre os pesquisadores é otimista. O engenheiro agrônomo Gilcimar Adriano Vogt, gerente da estação, prevê que em sete anos a produção de pinhão será comercializada com qualidade e precocidade, tornando-se um produto importante para a economia da região do Planalto Norte Catarinense. A iniciativa promete transformar a produção de pinhão em uma atividade mais profissional e perene.

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Setor florestal de Mato Grosso defende ajustes em normas para destravar planos de manejo

Padrões de licenciamentos para exploração de espécies florestais comerciais motivaram reunião com o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e, em paralelo reunião com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema).

Representantes do setor florestal reportaram, durante o encontro, as dificuldades enfrentadas pelos produtores devido às regras de transição da Instrução Normativa (IN) 28, que estabelece procedimentos para atividades de Manejo Florestal Sustentável das espécies ipê, cumaru e cedro rosa, listadas na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), que representam uma parcela significativa da produção de madeira mato-grossense. A norma foi publicada em dezembro de 2024.

Foto: divulgação

Presidente do Cipem, Ednei Blasius, considera que a paralisação das análises e liberações de planos de manejo no estado ocorre em razão desse regramento da IN 28, que impõem exigências de difícil execução, como a coleta de materiais para herbários. Situação agravada pelos impactos de outras regulamentações, como a Instrução Normativa 19 (IN-19), que requer a análise e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para aprovação dos planos de manejo florestal.

Blasius ressalta que, em Mato Grosso, o licenciamento ocorre de forma distinta de outros estados, com a emissão de uma licença florestal sem a necessidade de validação prévia do CAR. A exigência potencializa os riscos de paralisação do setor devido à morosidade na análise do cadastro, comprometendo a manutenção da floresta em pé e a atividade produtiva. Com a IN-19, uma grande quantidade de processos de manejo florestal no estado poderá ser inviabilizada, assim como a extração de outras espécies arbóreas comerciais destinadas à exportação a exemplo do tauari, cedro amazonense, garapeira, jatobá e muiracatiara, colocando em risco a sustentabilidade econômica do setor.

Para atender à IN 28 do Ibama são necessárias algumas retificações dos inventários florestais, como respeito ao diâmetro mínimo de corte para cada gênero e tipo de vegetação, correção da intensidade máxima de exploração – registrando no inventário como “corte” apenas a quantidade permitida, classificação dos indivíduos remanescentes como “porta semente” garantindo a manutenção mínima exigida de árvores com DAP (Diâmetro à Altura do Peito) superior ao diâmetro mínimo de corte. Também requer a aplicação dos critérios mais restritivos em áreas de contato entre diferentes tipos de vegetação – especialmente quando houver floresta ombrófila densa, alinhamento na análise dos processos para minimizar impactos sobre a comercialização da madeira e melhor aproveitamento dos inventários já realizados.

Os representantes do Ibama, Allan Valezi Jordani, coordenado geral de Gestão e Monitoramento do Uso da Flora e a diretora de Uso Sustentável de Biodiversidade e Florestas, Lívia Martins, acolheram as reivindicações apresentadas pelo Cipem e pelo FNBF. Dentro de aproximadamente 15 dias está prevista publicação de uma revisão da IN-28 para permitir que os estados possam dar continuidade à análise e liberação dos planos de manejo que envolvem as espécies em questão. Enquanto a publicação de nova redação da norma está em análise jurídica pelo Ibama, o Cipem pede à Sema que as análises dos processos que contenham as espécies ipê, cumaru e cedro rosa não sejam prejudicadas. A Sema manifestou que apresentará ao Ibama medidas mitigadoras e compensatórias. A reunião ocorreu por meio de videoconferência, na semana passada. O Cipem e o FNBF reforçaram o compromisso em continuar contribuindo com sugestões para aprimorar a legislação ambiental, visando segurança jurídica para o setor.

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Bahia atenta aos novos investimentos florestais previstos para o Brasil

Poderemos fortalecer a cadeia produtiva de florestas plantadas no estado, de forma que atenda sua própria demanda

*Artigo de Wilson Andrade.

Os investimentos florestais crescem de forma acelerada no Brasil. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) já estão em andamento projetos em plantio de árvores, pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura e implantação de novas fábricas, ultrapassando o valor de R$ 100 bilhões até 2028.

Acompanhando o movimento global pela nova “Economia Verde” e o aumento da demanda por bioprodutos, há a perspectiva de novos empreendimentos florestais para os quais a Bahia precisa estar atenta.

Os investimentos florestais significam mais empregos qualificados, capacitações permanentes, tecnologia, renda, impostos e contribuições sociais e ambientais de elevada significância – contribuindo com a desconcentração da economia.

Com capacidade própria de investimento e com alta tecnologia de ponta, somos um setor de bioeconomia em larga escala, que produz sustentavelmente mais de 5 mil itens de uso cotidiano.

Este segmento florestal, de grande dinamismo econômico, com positivo impacto socioambiental, cresceu e se consolidou como referência internacional, com competitividade global. Nacionalmente é um setor que gera 2,6 milhões de empregos diretos e indiretos, exporta US$ 14,3 bilhões anualmente e planta 1,8 milhões de árvores todos os dias.

Somando quase 10 milhões de hectares em árvores plantadas para fins industriais e 7 milhões de hectares de vegetação nativa preservada, trata-se de um segmento que está do lado certo da equação climática e que tem grande potencial para mitigação das mudanças do clima, principalmente em função das remoções e estoque de carbono nas árvores, servindo como substituição de produtos de origem fóssil.

E na Bahia não é diferente! No estado são 700 mil hectares de plantações florestais e 400 mil hectares de florestas nativas destinadas à preservação ambiental. Por aqui, plantamos 250 mil árvores por dia.

E podemos crescer mais, prestando serviços de restauração das áreas degradadas na Bahia que totalizam 8 milhões de hectares, e que representam um potencial para aumento de até 14 vezes a área atual ocupada com silvicultura.

Com parcerias do setor privado e Governo, com mais segurança jurídica e foco na maior inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira, podemos estimular ainda mais o uso dessas novas áreas com sistemas como o de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

Assim, poderemos fortalecer a cadeia produtiva de florestas plantadas no estado, de forma que a Bahia atenda sua própria demanda de madeira para uso múltiplo (importamos 80% de Santa Catarina e Paraná) que abastece diversas cadeias produtivas, como construção civil, carvão vegetal, movelaria, pisos laminados, entre outros.


*Wilson Andrade é Diretor Executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf).

Publicação original: Jornal Correio: https://www.correio24horas.com.br/colunistas/bahia-atenta-aos-novos-investimentos-florestais-previstos-para-o-brasil-0325

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Fundo quer levantar R$1 bi até 2030 para empréstimos a pequenos produtores de cacau no Brasil

Quatro organizações brasileiras lançaram nesta quinta-feira, 20, um fundo com o objetivo de arrecadar 1 bilhão de reais até 2030 para empréstimos a pequenos produtores de cacau no país para ajudar na expansão de suas operações.

fundo Kawa, lançado pelo filantrópico Instituto Arapyau, pela plataforma de investimentos Violet, pelo grupo Taboa e pelo investidor de impacto MOV Investments, emprestará inicialmente cerca de 30 milhões de reais a 1.200 pequenos produtores nos Estados da Bahia e do Pará.

Tradicionalmente, esses produtores têm dificuldades de acesso a crédito para suas operações ou ao know-how para melhorar a produtividade, disse Vinicius Ahmar, gerente de bioeconomia do Instituto Arapyau, à Reuters, à margem do encontro da Fundação Mundial do Cacau, em São Paulo, na quarta-feira.

“A maior parte da produção está nas mãos de pequenos produtores e produtores em pequenas propriedades… nas quais eles não têm condições de investir e não têm acesso à assistência técnica”, disse Ahmar.

O lançamento do fundo ocorre em um momento crítico para o setor, uma vez que os principais produtores, Costa do Marfim e Gana, sofreram perdas de safra devido a condições climáticas adversas, doenças, contrabando e redução das plantações em favor da mineração ilegal de ouro, elevando os preços do cacau.

A produção de cacau do Brasil também caiu quase 20% no ano passado e 2025 está se configurando como um “desafio”, disse à Reuters a presidente-executiva da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Anna Paula Losi.

O fundo Kawa dará aos produtores de cacau três anos para pagar os empréstimos, com um período médio de carência de seis meses, de acordo com um comunicado anunciando o novo fundo. Os empréstimos — normalmente usados para comprar fertilizantes, irrigação e equipamentos — cobrarão juros de 12% ao ano.

No Brasil, 85% dos produtores de cacau estão à margem do sistema financeiro do país e lutam para ter acesso a empréstimos, disse o comunicado, citando o Ministério da Agricultura do país.

Com cerca de 80% da produção de cacau do Brasil é proveniente de pequenos agricultores, um situação que leva à baixa renda e baixa produtividade, disse o comunicado.

Informações: Dinheiro Rural.

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Vollebak cria protótipo de jaqueta de madeira a partir de 250.000 peças de nogueira americana

A marca de roupas experimentais Vollebak fez um protótipo de jaqueta com 250.000 peças de nogueira americana cortadas a laser, e criou o Wooden Jacket para mostrar que a madeira poderia ser um material viável para fazer roupas.

“Como ex-arquiteto, sou fascinado por todos os materiais e como eles podem ser usados”, disse o cofundador da Vollebak, Nick Tidball.

A jaqueta de madeira tem um formato quadradoO bloco foi colado em sarja de algodão. Foto: crédito Sun Lee, cortesia da Vollebak.

“A madeira é um dos materiais de construção mais abundantes do planeta e tem sido assim desde o início da humanidade”, ele continuou. “Trinta por cento de todos os edifícios do mundo são feitos de madeira, então para mim é um material que vale a pena explorar para a indústria de vestuário.”

A jaqueta de aparência quadrada foi feita de folhas de nogueira americana de 0,5 milímetro de espessura que foram cortadas a laser em aproximadamente 250.000 blocos.

Esses blocos foram colados em uma sarja de algodão trançado, e as peças foram conectadas com 60 costuras coladas.

“Adoramos explorar novos materiais e ideias”, disse Nick Tidball.

“Acredito que eventualmente ele se tornará um material altamente viável e estamos interessados ​​em explorar como podemos fazer isso na Vollebak.”

Feita em uma fábrica na Itália, a jaqueta é um protótipo, e a Vollebak pretende lançá-la comercialmente em cerca de dois anos.

“Precisamos fazer muito mais experimentos primeiro”, acrescentou Nick Tidball.

A jaqueta é a mais recente peça de roupa feita com materiais experimentais pela Vollebak, que Nick Tidball criou em 2015 com seu irmão gêmeo Steve.

A marca já havia fabricado uma jaqueta quase indestrutível de Dyneema , uma fibra 15 vezes mais forte que o aço, uma jaqueta que mata vírus feita de 11 quilômetros de cobre e um casaco de grafeno que atua como um radiador .

Informações: Apre Florestas.

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