PÁGINA BLOG
Featured Image

EUA vão plantar 1 bilhão de árvores para combater crise climática

Serviço Florestal americano planeja promover reflorestamento de 1,65 milhão de hectares

Para ajudar a revitalizar milhões de hectares de florestas queimadas e danificadas em todo o oeste americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos pretende plantar mais de um bilhão de árvores ao longo da próxima década. Incêndios florestais e outros problemas devastaram as florestas dos EUA nos últimos anos, mas o país reflorestou apenas 6% das terras danificadas pelas chamas e outros eventos climáticos extremos, o que criou um déficit de cerca de 1,65 milhão de acres, explica a Smithsonian Magazine.

Para isso, o órgão federal precisará contratar mais pessoas, buscar e coletar mais sementes e ampliar sua capacidade para produzir quatro vezes mais mudas. “As florestas são uma ferramenta poderosa na luta contra as mudanças climáticas”, diz Tom Vilsack, secretário de agricultura dos EUA, em comunicado anunciando a iniciativa nesta semana. “Cultivar sua regeneração natural e plantar em áreas com maior necessidade é fundamental para mitigar os piores efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, tornar essas florestas mais resilientes às ameaças que enfrentam.”

O governo federal norte-americano está focado em replantar árvores em terras públicas porque as florestas filtram e armazenam água, sequestram carbono, fornecem alimentos e madeira às comunidades indígenas e contribuem com mais de US$ 11 bilhões para a economia por meio de recreação ao ar livre, turismo, entre outros benefícios. Sem árvores, áreas destruídas por incêndios florestais também são mais suscetíveis a outros problemas potencialmente desastrosos, como deslizamentos de terra e inundações.

O Serviço Florestal dos EUA promete aumentar gradualmente seus esforços de reflorestamento. No ano passado, os funcionários replantaram cerca de 24 mil hectares de árvores. Nos próximos anos, esse número aumentará para cerca de 161 mil hectares por ano, diz o órgão. Os gastos também aumentarão, de cerca de US$ 100 milhões gastos em reflorestamento este ano para até US$ 260 milhões.

“Alcançar essa visão de cultivar e nutrir florestas resilientes para o amanhã requer ação hoje”, aponta o plano estratégico de reflorestamento do Serviço Florestal.

Os incêndios florestais são o principal fator de destruição das florestas. Até o final de julho, os incêndios já queimaram 2,2 milhões de hectares nos EUA este ano – o dobro do mesmo período de 2021 e três vezes mais que 2020. Pesquisadores alertam que as mudanças climáticas aumentarão ainda mais a intensidade e a frequência dos incêndios florestais.

Fonte: Um Só Planeta

Featured Image

Becomex e Deloitte debatem setor florestal durante evento promovido pela Embrapa

  • Empresas farão palestra com o tema “Agro 5.0: estratégias disruptivas no setor florestal”
  • Evento acontecerá nos dias 3 e 4 de agosto na sede da Embrapa Florestas, em Colombo/PR

A Becomex e Deloitte participam da nona edição do “Workshop Embrapa Florestas – APRE”, que acontece nos dias 3 e 4 de agosto na sede da Embrapa Florestas, na cidade paranaense de Colombo. Realizado pela Embrapa Florestas juntamente com a APRE – A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, nessa nossa edição o evento terá como tema “Produtividade florestal: como produzir mais para suprir a demanda crescente por madeira”.

O tradicional evento contará com a participação de profissionais renomados que são referência em diversas áreas do setor florestal como pesquisadores, especialistas, professores e, inclusive, universitários.

Durante os dois dias do workshop, quatro temas serão abordados: “O setor florestal: posicionamento e geopolíticas”; “Planejamento florestal: manejo avançado”; “Como produzir florestas para atender ao mercado de toras”; e “As florestas e a indústria de transformação”.

“Esse workshop realizado pela Embrapa Florestas juntamente com a APRE mostra que a atividade florestal e sua cadeia produtiva, que compreende uma grande diversidade de produtos, além de ser fundamental para a economia nacional também oferece importante contribuição ambiental. Durante a nossa palestra vamos mostra que com uma atuação inovadora e estratégica para a redução de custos na cadeia de fornecimento, incentivando o exportador e beneficiando o fornecedor com o desenvolvimento de uma estratégia colaborativa, todo o segmento pode ter ganhos em todos os elos da cadeia produtiva”, diz Renata Vicentin, Gerente de Contas Estratégicas da Becomex.

Palestra “Agro 5.0: estratégias disruptivas no setor florestal”

A aliança Becomex e Deloitte vai apresentar a palestra “Agro 5.0: estratégias disruptivas no setor florestal”, no dia 4 de agosto, às 14h30, com as participações da Renata Vicentin e do Alexandre Furman.

A Becomex é capaz de atuar lado a lado com as empresas do setor e promover a diminuição dos acúmulos de créditos tributários, o aumento do fluxo de caixa e a redução de custos, pois é líder em Regimes Especiais no Brasil, pioneira no desenvolvimento de uma estratégia colaborativa que permite ganhos em todos os elos da cadeia produtiva e atua com uma forte base de alta tecnologia. A Deloitte é a maior empresa de serviços do mundo e referência em temas tributários!

Serviço:

“9º Workshop Embrapa Florestas – APRE”

Dias 3 e 4 de agosto

Palestra da Becomex e Deloitte: dia 4 de agosto, às 14h30

Mais informações e inscrições em Mais informações e inscrições: https://apreflorestas.com.br/evento/9o-workshop-embrapa-florestas-apre/  

Fonte: APRE

Featured Image

9º Workshop Embrapa Florestas/APRE vai discutir produtividade florestal

Evento, que acontece nos dias 03 e 04 de agosto, retorna ao modelo presencial após dois anos

Na próxima semana, nos dias 03 e 04 de agosto, acontece a nona edição do Workshop Embrapa Florestas/APRE, um dos mais tradicionais eventos do setor florestal. Neste ano, o tema principal será “Produtividade florestal: como produzir mais para suprir a demanda crescente por madeira”. As inscrições seguem abertas até o dia 01 de agosto, pelo site www.apreflorestas.com.br.

Para o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), Zaid Ahmad Nasser, o assunto é bastante atual e importante. Ele lembra que o Paraná teve um avanço significativo no relatório preliminar do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Estado, alcançando 41% de valorização e chegando a R$ 6 bilhões. Esse é, segundo ele, um indício de que o consumo de madeira aumentou. Portanto, com o crescimento da demanda, que reflete também em novos investimentos, o foco na produtividade é o caminho para responder a esse cenário.

“O Brasil é líder em produtividade florestal. O Paraná também é referência. No pinus, por exemplo, estamos 10% acima da média nacional. Isso acontece graças aos investimentos dos setores público e privado em pesquisa e tecnologia, que trazem inúmeros benefícios, como avanço no melhoramento genético e no incremento de volume anual. Esse evento reforça a importância dessa parceria público-privada e mostra o quanto nosso setor busca a melhoria contínua. Reunir especialistas, profissionais, professores, pesquisadores e estudantes para falar sobre essa tema é fundamental para que continuemos trabalhando com excelência e oferecendo ao mercado produtos com cada vez mais qualidade”, destaca.

Complementando a fala do presidente da APRE, Erich Schaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas, explicou que o aumento da demanda por madeira também vem de um potencial gerado por novos tempos e que essa discussão é bastante atual e relevante.

“A madeira sustentável vai entrar grandemente na pauta da construção civil, pois é eficiente em termos de carbono. Além disso, nos últimos anos, o mercado internacional tem crescido. Devido ao valor do dólar frente ao real, está bom exportar e nossos preços são competitivos. Esse evento é uma oportunidade para discutirmos como está esse cenário e conhecer o que existe de mais atual sobre produtividade florestal. E, mais do que isso, uma chance ímpar de troca de experiências e networking entre os participantes”, afirma.

Programação

O 9º Workshop Embrapa Florestas/APRE será dividido em quatro painéis: Setor florestal – posicionamento e geopolíticas; Planejamento florestal – manejo avançado; Como produzir florestas para atender o mercado de toras; e As florestas e a indústria de transformação. No dia 03, às 09h, a abertura será com Erich Schaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas, e Zaid Ahmad Nasser, presidente da APRE. Em seguida, Albino Ramos, da Confal/Grupo Index, vai falar sobre “Produção, escassez e mercados de madeira – uma visão de longo prazo”; e Alan Lessa, do Grupo Index, fará a palestra “Mercado de Pinus: desafios econômicos e ambientais”.

Durante a tarde do dia 03, estão programadas cinco palestras. Uma delas será “Gestão da inovação”, com Mario Sant’anna Jr, da MPR3 Consultoria. O palestrante adiantou que o objetivo é trazer a visão conceitual desse tema, não somente na área florestal, para mostrar que a inovação deve ser entendida como um processo para se manter adaptável às mudanças e transformações. “Um dos primeiros desafios das organizações é conseguir criar um portfólio estrategicamente equilibrado de iniciativas capazes de ampliar a sua oferta de valor e manter ou elevar sua competitividade”, destaca.

Além dessa palestra, o primeiro dia terá também os temas “Logística: o grande desafio no ordenamento das florestas plantadas”, com Julio Eduardo Arce, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR); “Contribuição ao acesso e a análise dos dados do setor florestal”, com José Mauro Moreira, pesquisador da Embrapa Florestas; “Manejo com as novas versões dos softwares da série Sis, SisILPF e Planin da Embrapa”, com Edilson de Oliveira, também pesquisador da Embrapa Florestas; e “Manejo florestal avançado com uso de tecnologias híbridas e unificadas”, com Maurício Tolfo, da Trimble Brasil.

No dia 04, a programação começa às 08h30, com a palestra de Ananda Virginia de Aguiar, pesquisadora da Embrapa Florestas/Funpinus, sobre “Avanços no melhoramento florestal de Pinus no Brasil”. Depois, Sérgio Ricardo Silva, também da Embrapa Florestas, fará a palestra “Adubação de Pinus – avanços mundiais”; Vanderlei Porfirio-da-Silva, da Embrapa Florestas, trabalhará o tema “Diversificação da produção e aumento da rentabilidade – sistemas ILPF”; e Rafael Malinovski, da Golden Forest, vai mostrar “Como ampliar o valor da produção florestal”.

À tarde, para fechar o evento, serão mais quatro palestras. Amantino Ramos de Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), será um dos palestrantes, falando sobre a “Contribuição para a história do Pinus no Brasil”. Ele cita que fará um contexto histórico, contando um pouco sobre a introdução do Pinus no Brasil e sobre como as duas principais madeiras existentes hoje, pinus e eucalipto, vieram substituir as nativas pinho-do-Paraná e peroba rosa. Depois, o palestrante vai destacar como está o mercado, as novidades e o aumento da demanda.

“Quero esclarecer aos participantes que temos condições privilegiadas para o crescimento de árvores para todas finalidades. Mas há de se ter critério para plantar florestas: material certo – sementes ou clones selecionados, em solos e regiões apropriados para cada espécie. Só poderemos colher o que plantarmos”, adianta.

Após a palestra do presidente da SBS, Renata Vicentim e Alexandre Furman, da Becomex e Deloitte Brasil, falarão sobre “Agro 5.0: estratégias disruptivas no setor florestal”; e Armando Giacomet, diretor da Braspine, palestrará sobre “Mercado mundial para madeira de florestas plantadas”.

Paulo Roberto Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), ficará responsável por encerrar o evento, com a palestra “Mercado e tendências para madeira processada”. Durante a apresentação, Pupo vai destacar alguns números de suprimento e da produção de madeira processada para analisar o cenário.

“O Workshop organizado pela Apre e pela Embrapa Florestas já é tradicional e fundamental para o setor madeireiro e florestal, porque une a produção florestal com o mercado, abordando temas científicos e de produtividade florestal. Quero aproveitar esse encontro para trazer questionamentos sobre a nossa autossuficiência no que tange a madeira estrutural e algumas percepções de negócio, baseados no déficit habitacional brasileiro e nas oportunidades para o sistema wood frame”, antecipa.

O 9º Workshop é uma realização da APRE e da Embrapa Florestas, com patrocínio de Becomex, Lavoro/Florestal, Remsoft e Trimble; e apoio de Abimci, Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Sistema Fiep, Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef), Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Unicentro Paraná e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Para mais informações e inscrições, acesse www.apreflorestas.com.br/eventos.

Serviço

9º Workshop Embrapa Florestas/APRE

Data: 03 e 04 de agosto de 2022

Horário: 03 de agosto – 09h às 17h30 | 04 de agosto – 08h30 às 17h

Local: Sede da Embrapa Florestas – Estrada da Ribeira, km 111, s/n – Colombo/PR
Inscrições: R$ 300,00 para profissionais de empresas associadas à APRE; R$ 400,00 para profissionais de empresas ligadas a outras associações de base florestal; R$ 500,00 para profissionais de empresas não associadas; R$ 200,00 para professores e pesquisadores; e R$ 100,00 para estudantes.

Mais informações: https://apreflorestas.com.br/evento/9o-workshop-embrapa-florestas-apre/

Fonte: APRE

Featured Image

Paper Excellence vence na Justiça e passa a ter o direito de controle da Eldorado Brasil Celulose

Com decisão da 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem divulgada nesta sexta-feira (29), empresa passa a ser a única acionista da produtora de celulose brasileira

A Paper Excellence, uma das maiores produtoras de papel e celulose do mundo, obteve ganho de causa no processo para controle da Eldorado Brasil Celulose, da qual já detinha 49,41% das ações. Na decisão divulgada nesta sexta-feira (29/07) a juíza Renata Maciel, da 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem, manteve a decisão arbitral que obriga a J&F a transferir para a Paper 100% do capital da Eldorado, uma das maiores companhias do segmento no país, com sede em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

O tribunal arbitral, conduzido entre 2020 e 2021 pela Câmara de Comércio Internacional (ICC), reconheceu a razão e a boa-fé da Paper Excellence ao longo da negociação, decidindo por unanimidade (3 votos a 0) o direito da empresa de assumir o controle e, consequentemente, a gestão da produtora de celulose. Na época, o negócio de R$ 15 bilhões não foi finalizado, uma vez que a J&F não aceitou o resultado e decidiu pedir a anulação da arbitragem na Justiça.

Com a decisão judicial, proferida após quase um ano e meio de avaliação pela juíza Renata Maciel, a Paper Excellence poderá dar continuidade à transferência do restante das ações da Eldorado. A expectativa é que se inicie agora outro processo de arbitragem para avaliação da conta de perdas e danos a serem pagas em favor da Paper.

“Nosso foco agora será integrar e operar a nova unidade brasileira da Paper Excellence. Posteriormente, avaliaremos o momento adequado para a expansão da planta”, diz Cláudio Cotrim, diretor-presidente da Paper Excellence no Brasil, que acumula mais de uma década de experiência no setor de celulose.

A Paper Excellence atua na fabricação de celulose de fibra longa e curta, de pasta de alto rendimento e também de papel. Desde a sua fundação, em 2007, a empresa vem crescendo rapidamente por meio de uma sólida estratégia de aquisições pelo mundo. 

A Paper Excellence já havia concluído outras três aquisições desde o acerto inicial para a compra da Eldorado Celulose, em 2017. No início do mês de julho, adquiriu todas as ações ordinárias da norte-americana Resolute Forest Products, líder global na indústria de produtos florestais. A companhia também anunciou a compra bem-sucedida da Domtar no ano passado, a maior comerciante de papel para imprimir e escrever dos Estados Unidos. Anteriormente, em 2019, já havia adquirido a canadense Catalyst Paper.

Fonte: Paper Excellence

Featured Image

Suzano vende 3 milhões de toneladas de celulose e papéis no segundo trimestre de 2022

Com demanda positiva e maior volume de vendas, receita líquida atingiu R$ 11,5 bilhões no período

Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, comercializou 3 milhões de toneladas de celulose e diferentes tipos de papéis ao longo do segundo trimestre de 2022. O volume representa um acréscimo de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, a Suzano comercializou entre abril e junho um total 2,7 milhões de toneladas de celulose, matéria-prima utilizada na fabricação de papéis sanitários, embalagens, fraldas, máscaras e papéis de imprimir e escrever em geral, entre outros produtos essenciais para o dia a dia das pessoas. No segmento de papéis, com destaque para os produtos de imprimir e escrever, papelcartão e outros tipos de papéis especiais, as vendas somaram 324 mil toneladas.

O maior volume de vendas, influenciado pela demanda favorável, contribuiu para que a receita líquida trimestral da Suzano totalizasse R$ 11,5 bilhões, alta de 17% em relação ao mesmo período de 2021. Já a geração de caixa operacional somou R$ 5,1 bilhões entre abril e junho, com leve oscilação positiva de 2%.

“Os fortes resultados do segundo trimestre decorrem não apenas da alta de preços e da demanda positiva do mercado, mas também dos esforços das equipes da Suzano em todas as frentes de atuação para ampliar ainda mais nossa excelência operacional. A solidez financeira e o consistente desempenho operacional têm nos permitido ampliar nossa capacidade de gerar e compartilhar valor com nossos stakeholders“, afirma o presidente da Suzano, Walter Schalka.

Investimentos

A companhia ampliará de R$ 13,6 bilhões para R$ 16,1 bilhões o valor a ser investido ao longo de 2022. Deste total, R$ 7,3 bilhões permanecem sendo destinados ao Projeto Cerrado, que já atingiu 21% de seu progresso físico e avança conforme planejado. A fábrica de celulose em construção no município de Ribas do Rio Pardo (MS) demandará R$ 19,3 bilhões em investimentos acumulados até 2024. No pico das obras, serão gerados 10 mil postos de trabalho na região.

O ritmo de investimentos segue adequado à disciplina financeira da Suzano e alinhado com o objetivo da companhia de compartilhar valor com todos os stakeholders.

No decorrer dos últimos meses, a Suzano anunciou importantes investimentos e iniciativas, incluindo a constituição da Suzano Ventures, corporate venture capital para intensificar o investimento da empresa em startups no Brasil e no exterior; a intenção de construir uma nova fábrica de bens de consumo no Espírito Santo; duas transações de aquisição de ativos que irão aumentar a competitividade estrutural de madeira, principal matéria-prima na produção de bioprodutos; o pagamento de dividendos; e novos programas de recompra de ações.

Na frente social, a Suzano pretende dobrar o número de pessoas beneficiadas em 2022, alcançando cerca de 50 mil beneficiários por meio de seus projetos sociaisNa agenda ambiental, entre as muitas iniciativas em curso, destaque para um dos maiores esforços de restauração do país, com 35 mil hectares de áreas em restauração e o compromisso de conectar meio milhão de hectares de fragmentos florestais até 2030. Iniciativas sociais e ambientais da Suzano foram detalhadas durante o 2º ESG Call da companhia, realizado com o objetivo de ampliar a transparência e engajamento com partes interessadas sobre temas materiais relacionados ao negócio.

Sobre a Suzano

A Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 98 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br

Fonte: Suzano

Featured Image

Chile: La madera toma altura: nace nuevo centro de innovación 

Trabajo integrado entre el mundo académico, científico, gubernamental y empresarial, busca colocar a la industria maderera en el centro de la actividad económica nacional.

Con el fin de situar a la madera en el centro de la economía circular y de las economías verdes del futuro, se creó el Centro Nacional para la Industria de la Madera, CENAMAD. Organismo único en su tipo, que reúne por primera vez a representantes de universidades, empresas privadas, a los Ministerios de Ciencias y Vivienda, además de variados investigadores de regiones. 

Las expectativas son ambiciosas, entendiendo que solo el 20% de la construcción en el país es en madera. Por lo anterior, ya se prevé que esta iniciativa puede ser la solución para el cumplimiento de los compromisos del Estado, de dotar en un plazo razonable de soluciones habitacionales a miles de chilenos.

El presidente del directorio, Francisco Lozano, precisa que la madera es una de las actividades más importantes del país y que sin duda será el motor de cambio de la economía. “Por ello, este Centro va a ser de alto impacto. Creo que pasará a ser uno de los más importantes de Latinoamérica por la capacidad investigativa y de transferencia, con distintas miradas que incluyen desde empresas a universidades. Eso lo hace único. Estamos muy esperanzados, hay planes muy concretos y esperamos que tenga un impacto en mejorar la calidad de vida de las personas”.

Edificios en altura de madera

Uno de los primeros objetivos de CENAMAD, será generar nuevos productos, soluciones y capacidades. Entre ellos, construir edificios de 15 pisos. “El gran objetivo de aquí a algunos años, es que podamos subirnos a un edificio con sistema constructivo en madera, en un ambiente hidro como ocurre en otros países, pero en una construcción muy sustentable y en un hábitat superior”, detalla Lozano.

Al respecto, el presidente de la Corporación de la Madera, CORMA, Juan José Ugarte, plantea que una primera meta del CENAMAD, es brindar soluciones habitacionales frente al desafío de construir 260 mil viviendas en cuatro años. “Hemos comprometido a la industria y a la academia frente a las políticas públicas para entregar solución habitacional a los chilenos, y poder satisfacer la demanda de productos de tecnología, de vivienda de calidad hacia estas familias más necesitadas”. 

Ugarte añade que se necesitan edificios de mediana altura, edificios de altura, viviendas en extensión, viviendas rurales en base a construcción industrializada, “y eso significa, un encadenamiento entre la pequeña industria, la industria local, de la comuna rural con la gran empresa y con el bosque para poder satisfacer esa tremenda demanda social”.

El sur: nuevo centro de Chile 

CENAMAD es el resultado de un trabajo de colaboración que se prolongó por 10 años, relata la Gerente de Innovación y Madera21 de CORMA, Francisca Lorenzini. Por ello, dice que para la industria este es un hito. “Por primera vez se produce un encadenamiento desde el bosque, la madera y los bioproductos. Es una oportunidad real que el sector de la madera pueda aportar desde la ciencia hacia la industria y la sociedad, investigando en esta la cadena de valor”.

En tanto, el vicerrector de Investigación y postgrado de la Universidad de la Frontera, Rodrigo Navia, manifestó que “para nosotros como institución asociada, es muy importante participar de este centro basal. La temática es muy relevante para nuestra universidad, que está instalada en una región agrícola-forestal, todo lo que tenga que ver con revalorizar la industria de la madera para nosotros es muy importante”. 

Uno de los investigadores principales de la Universidad del Bío-Bío y que participa en CENAMAD, Mario Núñez, plantea que ser parte de esta iniciativa “es un orgullo”. A su juicio, uno de los desafíos principales de este centro es “promover el uso de la madera de manera transversal en diversas áreas. La mirada del país es impulsar los incentivos para que usen la madera para cuando se toma una decisión estratégica-política, como que los colegios, los hospitales, la arquitectura gubernamental considere a este material como un elemento importante. Eso ya es una tremenda señal respecto de lo que hay que hacer, para que todos los demás nos sumemos a ese desarrollo”.

Por su parte, el investigador de la Unidad de Desarrollo Tecnológico de la Universidad de Concepción, y uno de los investigadores principales de CENAMAD, Gustavo Cabrera, resalta que para el Bío-Bío, que es una región completamente maderera, esta es una propuesta de primer interés: “Este centro cobra mucha más importancia, porque puede aportar al desarrollo de la innovación en la región y de nuevos productos que les sirvan a las personas”.

Fonte: CORMA

Featured Image

 Klabin lança Resumo Público 2022 do Plano de Manejo Florestal de Santa Catarina

A publicação destaca a conquista inédita no Brasil de três certificações simultâneas de serviços ecossistêmicos da FSC® pela Companhia

Está disponível para consulta o Resumo Público 2022 do Plano de Manejo Florestal da Klabin em Santa Catarina. O documento reúne políticas socioambientais e de sustentabilidade, que são indicadores técnicos e econômicos da operação florestal da Companhia, e as ações realizadas junto às comunidades locais, podendo ser acessado na íntegra no site da Klabin.

O Resumo Público 2022 relata a conquista das Certificações FSC® pela Klabin, em novembro de 2021, em Serviços Ecossistêmicos para Conservação de Biodiversidade, Sequestro e Armazenamento de Carbono e Serviços em Bacias Hidrográficas, na Fazenda das Nascentes, localizada na Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual (RPPN) Complexo Serra da Farofa. Com este reconhecimento, a Companhia passou a ser a primeira empresa do país a conquistar os três selos simultaneamente. A tripla chancela da FSC® dos serviços ecossistêmicos está alinhada aos Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS) e reforça o compromisso da empresa em adotar as melhores práticas socioambientais e econômicas em seus plantios florestais.

Entre os indicadores apresentados no resumo, estão os resultados das atividades desenvolvidas pelas equipes de monitoramento de fauna e flora, que identificaram 880 plantas nativas nas florestas mantidas pela Klabin no estado, sendo que 90 são consideradas ameaçadas de extinção. O levantamento de fauna silvestre mapeou 528 espécies, com 49 delas também incluídas nas listas oficiais sob ameaça. Como exemplos no mapeamento de biodiversidade, podem ser citadas a identificação de espécies raras e endêmicas, como o anfíbio: perereca-de-vidro, nome popular da Vitreorana uranoscopa, encontrada na Fazenda Farrapos, localizada no município de Urubici, pertencente à RPPN Estadual Complexo Serra da Farofa.

Os bons índices de incidência de vida selvagem em florestas mantidas pela Klabin podem estar associados à adoção da técnica de plantio em forma de mosaico, no qual a Companhia é pioneira no Brasil, que mescla florestas plantadas com matas nativas, formando corredores ecológicos que possibilitam a convivência e o fluxo da fauna e flora nativa em seu habitat natural, contribuindo também para a proteção do solo e da biodiversidade.

Relacionamento com a comunidade

O Resumo Público 2022 traz também a listagem das ações e projetos socioambientais desenvolvidos junto à comunidade, como o Programa Klabin Caiubi, criado com o objetivo de disseminar conceitos de consciência ecológica entre professores e estudantes em escolas do planalto serrano. A 34ª edição da ação, realizada em 2021, foi desenvolvida de forma on-line com os municípios de Lages, Otacílio Costa, Monte Carlo e Petrolândia. Até o final de 2022, outras cidades da área de atuação da Companhia serão contempladas pelo programa. Até o momento, o Caiubi atingiu 652 escolas, 1.656 professores e 223.640 estudantes nas etapas realizadas no estado de Santa Catarina.

Além disso, o documento explica o funcionamento de mais 11 programas de engajamento que a Klabin mantém com a comunidade, como o Trilha Araucária, Protetores Ambientais e o Programa de Certificação Florestal para Apicultores, que em agosto de 2021 recebeu a certificação Imaflora. A certificadora identifica organizações e produtores que trabalham com matéria-prima de origem florestal, manipulada de forma sustentável, com a conservação das florestas naturais.

Sobre a Klabin

Maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e de soluções sustentáveis em embalagens de papel do Brasil, a Klabin desponta como empresa inovadora, única do País a oferecer ao mercado uma solução em celuloses de fibra curta, fibra longa e fluff, além de ser líder nos mercados de embalagens de papelão ondulado e sacos industriais. Fundada em 1899, possui 22 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina, responsáveis por uma capacidade produtiva anual de 4,2 milhões de toneladas de celulose de mercado e papéis.

Somente em Santa Catarina, gera mais de 6.800 empregos (diretos e indiretos). A empresa é pioneira na adoção do manejo florestal em forma de mosaico, que consiste na formação de florestas plantadas de diferentes idades, entremeadas a matas nativas preservadas, formando corredores ecológicos que auxiliam na manutenção da biodiversidade. A área florestal da companhia em Santa Catarina compreende o total de 168 mil hectares, sendo 78 mil hectares de mata nativa. A empresa também mantém no Estado uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual — RPPNE, o Complexo Serra da Farofa, uma área destinada exclusivamente à conservação da biodiversidade, estudos e pesquisas. A região abriga nascentes importantes como as que compõem os Rios Canoas e Caveiras, além de espécies de animais ameaçadas de extinção.

Toda a gestão da Klabin está orientada para o Desenvolvimento Sustentável e, em Santa Catarina, a Companhia desenvolve programas socioambientais, com destaque para “Matas Sociais — Planejando Propriedades Sustentáveis”, “Matas Legais”, “Klabin Caiubi”, “Protetores Ambientais” e “Programa de Certificação de Fornecedores de Madeira”.

A empresa também aderiu aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, é signatária do Pacto Global e do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, e busca fornecedores e parceiros que sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos princípios de sustentabilidade.

Fonte: Klabin

Featured Image

Bracell lança iniciativa inédita de preservação de áreas de vegetação nativa

A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e parte do grupo RGE, estabeleceu importante meta de sustentabilidade para a preservação da biodiversidade. A companhia lança o “Compromisso Um para Um”, uma iniciativa inédita no setor de celulose brasileiro, que contribuirá com a conservação das áreas de vegetação nativa em tamanho igual às áreas de plantio. Para cada um hectare plantado de eucalipto, a Bracell se compromete com a conservação de um hectare de área nativa. A meta será alcançada até o final de 2025.

“O Compromisso Um para Um é um passo importante da Bracell em sua estratégia de sustentabilidade e está totalmente alinhado com os valores da companhia. Seguimos nosso propósito de que tudo o que fazemos deve ser bom para o país, o clima, as comunidades e os clientes, pois só assim será bom também para a Bracell”, afirma Marcio Nappo, vice-presidente de Sustentabilidade e Comunicação corporativa da companhia.

Atualmente, a proporção entre áreas cultivadas da companhia e áreas de conservação é de 0,56. “Esta iniciativa inédita é importante porque amplia a área de atuação da empresa na conservação da biodiversidade para além das nossas áreas de operação. Adotamos esse compromisso de forma permanente. Assim, caso a companhia aumente as áreas de plantio de eucalipto após 2025, proporcionalmente, será ampliado também o total de áreas conservadas, de forma a manter o Compromisso Um para Um”, detalha Nappo. O investimento inicial previsto é de R$ 12 milhões, um valor que pode aumentar caso a empresa amplie as áreas de plantio.

Além da conservação de áreas nativas existentes nas áreas de produção da Bracell, o compromisso vai apoiar a conservação em áreas públicas e a recuperação de áreas degradadas por meio de parcerias com governos e outras instituições. Também vai atuar na prevenção e combate a incêndios florestais, ao desmatamento e furto de madeira nativa, caça ilegal e captura de animais silvestres.

“A preservação ambiental faz parte da essência da Bracell. As plantações de eucalipto intercaladas com vegetações nativas formam mosaicos florestais que proporcionam benefícios ambientais para nossos plantios e para biodiversidade. Além disso, o meio ambiente sadio proporciona benefícios para toda sociedade, por meio dos serviços ecossistêmicos que são gerados. ”, esclarece João Augusti, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell.

Outro elemento central na estratégia da Bracell para proteger a biodiversidade é a constituição de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Nessas áreas de conservação de domínio privado são permitidas apenas atividades de pesquisa científica, educação ambiental e visitação turística. A Bracell possui quatro RPPNs, totalizado mais de 3 mil hectares de proteção integral da vegetação nativa, fauna e flora. Entre estas, destaca-se a RPPN Lontra, que recebeu o título de Reserva Avançada da Biosfera da Mata Atlântica pela Unesco e abriga centenas de espécies da fauna e flora silvestres, muitas delas raras e ameaçadas de extinção.

Parcerias

Diversas parcerias já estão sendo firmadas para alcançar a meta um para um. Recentemente, a Bracell assinou um termo de compromisso com a Fundação Florestal de São Paulo para patrocinar ações de proteção em 66 mil hectares de matas nativas, que incluem áreas relevantes da Mata Atlântica e do Cerrado Paulista. Também assinou com a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia (Sema) um termo de cooperação mútua para executar ações conjuntas voltadas à proteção da biodiversidade em Unidades de Conservação (UCs) de Mata Atlântica no estado, como os Cânions do Subaé e a bacia do rio Subaúma. O objetivo é atuar em parcerias que contribuam para a conservação e a manutenção das UCs e salvaguardem o patrimônio natural, protegendo espécies endêmicas, raras e ameaçadas de extinção da fauna e da flora, e os recursos hídricos, garantidos pelas formações florestas. 

A companhia também firmou parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica na qual apoiará ações para promover a restauração da Mata Atlântica em Áreas de Preservação Permanente (APP) e áreas de Reserva Legal, contribuindo para a formação de corredores ecológicos, conectividade de fragmentos remanescentes e preservação de recursos hídricos.

Somado a isso, a Bracell, que desde 2021 é associada ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), aderiu, em abril, às nove metas do Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade, iniciativa alinhada com a estratégia de sustentabilidade e que visa a reforçar a importância das boas práticas para a proteção da biodiversidade.

“Todas estas ações e parcerias firmadas fazem parte dos primeiros passos que estamos dando em direção à nossa meta. A companhia fará um balanço do compromisso e dos seus resultados anualmente, que serão verificados por uma auditoria independente e reportados no relatório de sustentabilidade da Bracell, disponível no site da empresa, que reúne informações de todas as nossas iniciativas”, finaliza Nappo.

Sobre a Bracell


A Bracell é uma das maiores produtoras de celulose solúvel e celulose especial do mundo, com duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Cingapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. 

Sobre a RGE


A RGE Pte Ltd gerencia um grupo de empresas com operações globais de manufatura baseadas em recursos naturais. As atividades vão desde o desenvolvimento e a colheita de recursos sustentáveis, até a criação de diversos produtos com valor agregado para o mercado global. O compromisso do grupo RGE com o desenvolvimento sustentável é a base de suas operações. Todos os esforços estão voltados para o que é bom para a comunidade, bom para o país, bom para o clima, bom para o cliente e bom para a empresa. A RGE foi fundada em 1973 e seus ativos atualmente ultrapassam US$ 25 bilhões. Com mais de 60.000 funcionários, o grupo tem operações na Indonésia, China, Brasil, Espanha e Canadá, e continua expandido para envolver novos mercados e comunidades. www.rgei.com.

Fonte: Bracell

Featured Image

Setor de madeira, papel e celulose encerra primeiro semestre com alta de 17,6% no consumo de energia elétrica

CCEE diz que guerra entre Rússia e Ucrânia gerou restrições no mercado global e provocou
maior interesse pelo insumo brasileiro

Desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica — CCEE tem observado aumentos significativos no consumo de energia por empresas brasileiras do setor de madeira, papel e celulose. A guerra no leste europeu reduziu a oferta de insumos básicos no mercado global, o que, consequentemente, levou a uma maior procura pelo produto do Brasil. Colaborou também para o resultado a entrada em operação de um novo grande consumidor livre no segundo semestre de 2021 no estado do Paraná.

No primeiro semestre deste ano, o consumo no segmento foi de 1.572 megawatts médios, avanço de 17,6% em relação ao mesmo período de 2021. A alta foi quase toda puxada pela classe de fabricação de celulose e outras pastas para produção de papel, que mais do que quadruplicou sua demanda no período. Na avaliação regional, os maiores aumentos foram registrados no Paraná (58,8%), seguido por Minas Gerais (6,8%), Bahia (4,4%), São Paulo (4,3%) e Espírito Santo (3,9%).

Os dados fazem parte do acompanhamento periódico da demanda de indústrias e grandes empresas que compram energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre — ACL, o chamado mercado livre.

Sobre a CCEE

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia – no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo – por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo).

Fonte: CCEE

Featured Image

Setor de árvores cultivadas gera 2,8 milhões de oportunidades no Brasil

Levantamento inédito de Emprego e Renda no Brasil, desenvolvido em parceria com a Ibá e a FGV, destaca impactos sociais positivos da atividade de base florestal

Levantamento inédito da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), em parceria com a FGV-IBRE, indica que o setor de base florestal gera 2,8 milhões de oportunidades no país. O relatório Emprego e Renda no Setor de Árvores Cultivadas 2022, que está disponível no site da Ibá, mapeia o valor gerado para a cadeia produtiva e comunidades onde as companhias estão inseridas.

Das 2,8 milhões de oportunidades no Brasil, 536,4 mil são entre empregos diretos, 1,5 milhão indiretos e 805,4 mil de oportunidades e rendas induzidos. Para estes trabalhadores, presentes nos mais de 1.000 municípios em que o setor atua, é gerada uma renda que somou R$ 122,7 bilhões.

Toda esta força de homens e mulheres do país inteiro multiplica e compartilha valores. A receita do setor de árvores cultivadas totaliza R$ 116,8 bilhões, número recorde. Quando as produções indireta e induzida são somadas, o valor gerado por toda a cadeia florestal atinge R$ 388,8 bilhões.

O Emprego e Renda da Ibá é um verdadeiro mapa, com uma leitura bastante clara da força social e econômica desta indústria. “O trabalho com os dois pés fincados na bioeconomia vai além dos benefícios ambientais e os dados do estudo comprovam isso. Para cada R$ 1 milhão produzido pelo setor de árvores cultivadas brasileiro, é gerado R$1 milhão em renda indireta ou induzida. Ou seja, as companhias também impulsionam os serviços de terceiros e as economias das localidades onde estão inseridas, estimulando o desenvolvimento em regiões afastadas dos grandes centros. Isto tem um enorme valor, especialmente em conjunturas econômicas desafiadoras”, afirmou o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Ibá.

O setor de árvores cultivadas apresenta uma carteira de R$ 60,4 bilhões de investimentos em curso até 2028, em florestas, novas fábricas, expansões, ciência e tecnologia. Os avanços em novas aplicações para as fibras vegetais são constantes. A partir dessa importante cadeia, são feitos mais de 5.000 bioprodutos essenciais, como embalagens de papel, livros, cadernos, papel higiênico máscaras cirúrgicas, pisos laminados, painéis de madeira, carvão vegetal para produção de aço verde, entre tantos outros. Itens que são fundamentais em nosso cotidiano, têm origem renovável, são recicláveis e biodegradáveis.

Este é um setor que não para de investir em inovação, produtos e pessoas, impulsionando riqueza compartilhada que é verdadeiramente com a sociedade. Tudo isso está relacionado à nova consciência do consumidor, que busca produtos desenvolvidos em cadeias produtivas que sejam sustentáveis. 

Para trazer casos reais, o Caderno traz 9 casos de pessoas que tiveram oportunidades a partir da influência do setor de árvores cultivadas em suas respectivas regiões. Cases de qualificação profissional, desenvolvimento socioeconômico nas comunidades, geração de trabalho e renda na agricultura familiar, ações de reflorestamento, entre outros projetos, ganham luz e mostram caminhos voltados à sustentabilidade. Associadas da Ibá que participam do relatório com seus cases são Cenibra, Eldorado Brasil, Ibema, Melhoramentos, Norflor, Suzano, Sylvamo e WestRock.

Cenibra destacou a história de Roberto Carlos Alves, apicultor e professor com formação em Letras, tem mestrado e doutorando em temas relacionados ao mundo do campo e trabalha com abelhas há 35 anos. Ele afirma que a parceria com a Cenibra tem possibilitado melhorar a vida, ter a mesa farta, uma ocupação digna e muitas outras conquistas que “o dinheiro não compra”, como os estudos dele, da esposa e dos filhos.

Adriana Oliveira entrou no projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), da Eldorado Brasil. Aos 51 anos, atua na agricultura orgânica que é a principal renda da família.

Na Ibema, Gerson Nestor de Souza é gerente industrial da unidade de Embu das Artes. Sua história com a empresa começou quando ainda era criança e via seus pais irem para o trabalho na fábrica, no interior do Paraná. Em Turvo, por meio de um programa de pequeno aprendiz realizado pela empresa, começou a trabalhar na área administrativa – e não saiu mais.

No case da Melhoramentos, com o projeto Cata do Pinhão, Maria Vanda Maciel, 67 anos, conta que a parceria tem ajudado a gerar renda extra, auxiliando na construção da casa própria e garantindo o alimento para a família. Além de ampliar as possibilidades de geração de renda aos catadores de pinhão da zona rural, o projeto ganha ainda mais relevância por estar associado à segurança alimentar.

O Projeto Aflorar, da Norflor, atende mais de 100 famílias no Vale do Jequitinhonha (MG), orienta os participantes no plantio de hortas orgânicas e sistema agroflorestal, para a melhoria da qualidade de vida das famílias, segurança alimentar, incremento de renda e proteção do meio ambiente. José Aparecido Franco destaca “Eu agradeço muito. Se a empresa não ajudasse a gente, nós não estaríamos com essa plantação e não teríamos tirado esse tanto de verduras”.

No case da Suzano, Claudio Olímpio, de Caravelas (BA), se define orgulhosamente como agricultor, mas também é agente de saúde. “O projeto funciona com granjas agroflorestais, tem como pioneiro o café, que já está estabilizado, mas também temos banana, laranja, mandioca, abacate, hortaliças, uma diversidade de produtos que nos garantem a permanência na área rural e nossa segurança alimentar, diferentemente das pessoas que vive, na Zona urbana, que devem pagar aluguel e comprar seus alimentos.” Ele é uma das mais de 18 mil pessoas beneficiadas pelo Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT) da companhia.

Na Sylvamo, a história é de Mariana Mota e Paulo de Araújo, que integram o projeto Raízes do Mogi Guaçu, em Monte Sião/SP. Juntos, produzem café especial em sistema agroflorestal e a iniciativa foi vencedora do Prêmio Novo Agro promovido pelo Banco Santander e Esalq/USP. O sítio é também campo de pesquisa do Instituto Federal do Sul de Minas e tem o princípio da regeneração como pilar de atuação. Mariana e Paulo vislumbraram no projeto a oportunidade de ampliar sua biodiversidade e fortalecer sua atuação local, pautada em educação ambiental, pesquisa e comércio justo.

A economia circular foi destaque no caso da WestRock, com um ciclo que se inicia na reutilização e compostagem de resíduos industriais, que se transformam em um rico composto orgânico que é doado a produtores rurais da região de Santa Catarina, como o Antônio, e que, por sua vez,  comercializam parte dessa produção de hortifruti de volta à organização. Iniciativa que gera renda às comunidades locais e uma alimentação saudável e orgânica aos funcionários da empresa.

O documento ainda traz um detalhamento dos números por segmento e avanços sociais. Os dados do Relatório de Emprego e Renda do setor florestal são relativos ao ano de 2020.

SOBRE A IBÁ

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 48 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas – painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais.

Site: https://iba.org/

Instagram: https://www.instagram.com/iba_oficial/

Facebook: https://web.facebook.com/industriabrasileiradearvores

Fonte: IBÁ

Anúncios aleatórios