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Os desafios da silvicultura frente às mudanças climáticas

*Artigo por MARCOS LEANDRO KAZMIERCZAK.

Este artigo apresenta em primeira mão os resultados preliminares da análise de 521.705 imóveis rurais com Silvicultura no Brasil. Foram realizadas operações de álgebra espacial entre os limites destes imóveis (base de setembro de 2025) e as seguintes variáveis climatológicas: Precipitação total anual; Precipitação diária extrema (em um dia); Número máximo de dias secos consecutivos; Temperatura máxima; e Número de dias muito quentes no ano.

A análise foi realizada com base em dois cenários de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE):

  • O Cenário RCP 4.5 representa um caminho intermediário em termos de emissões de GEE, considerando uma certa estabilização na atmosfera ao longo deste século. No entanto, mesmo nesse cenário, as temperaturas globais continuariam a aumentar, embora em um ritmo mais lento do que em cenários com emissões mais altas. Considera o equilíbrio entre o otimista e o pessimista, oferecendo uma visão do futuro em que as ações de mitigação das mudanças climáticas começam a surtir efeito, mas os impactos já sentidos continuarão a se manifestar por décadas.
  • Já o Cenário RCP 8.5 Representa o cenário mais extremo de emissões de GEE, delineando um futuro em que as emissões continuam a crescer em um ritmo acelerado ao longo deste século. Essa trajetória de altas emissões tem implicações profundas para o clima global, com consequências potencialmente devastadoras para diversas regiões do planeta. Ao utilizar o RCP 8.5 em modelos climáticos, se busca entender os possíveis impactos de um cenário onde as ações de mitigação são mínimas e a dependência de combustíveis fósseis permanece elevada.

As cinco variáveis foram processadas em relação ao Cenário Histórico (1961-1990) e nestes dois cenários futuros, pois os resultados das suas projeções permitem analisar a tendência e a magnitude da variação da temperatura, do volume de chuva, do risco de estiagem e de temporais, bem como das ondas de calor, que podem desencadear eventos climáticos extremos ainda mais frequentes e intensos. Entender os possíveis impactos destes cenários é fundamental para tomar decisões mais assertivas para a Silvicultura das próximas décadas.

A seguir, uma breve contextualização de cada variável e os respectivos resultados, considerando-se estes dois cenários acima, comparando os valores gerados pelas simulações até 2040 com o referencial 1961-1990.

Análise dos Cenários de Precipitação Anual

Expressa a distribuição espacial do volume de chuva anual, e permite a comparação entre diferentes locais, o que facilita identificar regiões com maior ou menor variabilidade na precipitação, crucial para estudos de regionalização climática e análise de tendências. Esta informação é fundamental para a gestão de recursos hídricos e a avaliação de riscos. Em estudos de modelagem climática, o coeficiente de variação é utilizado para calibrar e validar os modelos, garantindo que eles sejam capazes de reproduzir a variabilidade observada na precipitação.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento e redução no volume anual de chuva para os cenários RCP 4.5 (estabilização das emissões) e RCP 8.5 (continuidade do aumento das emissões).

  • No cenário RCP 4.5 (estabilização), a maioria dos imóveis rurais com Silvicultura (60,86%) tem uma projeção de aumento na precipitação anual.
  • No cenário RCP 8.5 (aumento contínuo), essa porcentagem é menor (56,71%), indicando que a aceleração das emissões não necessariamente leva a mais chuvas para todos os imóveis, mas sim a uma distribuição mais irregular.
  • A porcentagem de imóveis com projeção de redução de chuva é maior no cenário RCP 8.5 (43,29%) do que no RCP 4.5 (39,14%). Isso indica que, no cenário de emissões mais altas, a tendência de redução de chuva se torna mais pronunciada para mais de 40% das propriedades rurais analisadas.

A principal conclusão é que a variabilidade da precipitação se intensifica em ambos os cenários, não havendo áreas de estabilidade. O cenário de emissões mais altas (RCP 8.5) não apenas aumenta a probabilidade de redução de chuvas, mas também diminui a porcentagem de imóveis que experimentariam um aumento. Isso aponta para um futuro onde a gestão da água se torna um desafio crescente e mais crítico para a Silvicultura no Brasil.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Precipitação Diária Extrema

Esta análise permite quantificar a variabilidade na ocorrência e intensidade de chuvas torrenciais, auxiliando na caracterização desses eventos extremos e na identificação de padrões de comportamento. Fornece informações essenciais para o planejamento e gestão de recursos hídricos, dimensionamento de obras de drenagem e desenvolvimento de sistemas de alerta precoce.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento, ausência de alteração e redução na ocorrência de precipitação diária extrema para os dois cenários:

  • No cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões), a maioria dos imóveis (67,77%) tem uma projeção de aumento na frequência ou intensidade de chuvas extremas em 24 horas.
  • No cenário RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), a porcentagem de imóveis com aumento na precipitação diária extrema é ligeiramente menor (62,90%), mas ainda representa uma vasta maioria.
  • No cenário RCP 8.5, uma porcentagem maior de imóveis (37,10%) tem uma projeção de redução na ocorrência de temporais em comparação com o cenário RCP 4.5 (32,23%). Essa diferença sugere que, à medida que as emissões aumentam, a frequência de eventos extremos de chuva pode diminuir em algumas regiões, provavelmente concentrando-se em outras.

A principal conclusão é que, independentemente do cenário, a Silvicultura enfrentará uma intensificação da dinâmica da precipitação diária extrema, que usualmente trazem consigo vendavais. Enquanto o cenário de emissões moderadas (RCP 4.5) aponta para um aumento mais generalizado de temporais, o cenário de altas emissões (RCP 8.5) indica uma distribuição mais irregular desses eventos, onde algumas áreas terão redução e outras, um aumento significativo. Isso destaca a necessidade de estratégias de gestão de riscos e adaptação específicas para cada região, considerando a variabilidade do clima futuro.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Dias Secos Consecutivos

Este tipo de análise caracteriza períodos secos, quantificando a variabilidade da sua duração, ou seja, quão diferentes podem ser esses períodos em termos de extensão temporal. Permite avaliar riscos, pois a variabilidade dos períodos secos é fundamental para a avaliação de riscos associados à seca, como a redução da disponibilidade de água para os plantios. Subsidia o planejamento e gestão de recursos hídricos, essencial para o dimensionamento de reservatórios e desenvolvimento de procedimentos internos de uso da água.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento, ausência de alteração e redução no número máximo de dias secos consecutivos para os dois cenários:

  • No cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões), a imensa maioria dos imóveis (97,72%) tem uma projeção de aumento no número de dias secos consecutivos.
  • No cenário RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), essa porcentagem é ligeiramente menor, mas ainda extremamente alta (97,34%). Isso sugere que, em ambos os cenários, o risco de estiagem se tornará um problema generalizado.
  • A porcentagem de imóveis com projeção de redução no número de dias secos consecutivos é extremamente pequena em ambos os cenários (2,28% para RCP 4.5 e 2,65% para RCP 8.5). Essa redução é marginal e não compensa o aumento esmagador na maioria das propriedades.

A principal conclusão do gráfico é que o aumento no número de dias secos consecutivos é a tendência dominante em ambos os cenários, independentemente do nível de emissões. Isso indica que a Silvicultura brasileira enfrentará um aumento significativo e generalizado no risco de estiagem. O cenário mais extremo (RCP 8.5) não traz um alívio notável para esse problema; em vez disso, a diferença entre os cenários é mínima, confirmando que a seca é uma ameaça iminente e onipresente para o setor, exigindo estratégias robustas de adaptação e gestão de recursos hídricos.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Temperatura Máxima

O aumento da temperatura máxima é um fator crítico para a produtividade de florestas plantadas. Temperaturas elevadas podem causar estresse térmico nas árvores, o que afeta diretamente seus processos fisiológicos. A fotossíntese, por exemplo, que é a base da produção de biomassa e crescimento, pode ser inibida em condições de calor extremo, já que as árvores fecham os estômatos para economizar água, mas, ao fazer isso, reduzem a absorção de dióxido de carbono. Além disso, temperaturas muito altas podem acelerar a evapotranspiração, aumentando a demanda por água e agravando os efeitos de períodos de seca.

Esse estresse térmico, somado à maior frequência de dias muito quentes, afeta o metabolismo da planta e pode comprometer o crescimento e a qualidade da madeira. A imagem da “Dinâmica da Temperatura Máxima” mostra que 100% dos imóveis rurais com Silvicultura no Brasil terão um aumento na temperatura máxima e no número de dias muito quentes, independentemente do cenário de emissões. Essa tendência universal e inevitável representa um desafio significativo para a produtividade futura, pois o calor extremo pode limitar o potencial genético das árvores de crescimento rápido e tornar as florestas mais vulneráveis a pragas e doenças, além de aumentar o risco de incêndios florestais.

  • Tanto no cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões) quanto no RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), 100% dos imóveis rurais com silvicultura no Brasil têm uma projeção de aumento na temperatura máxima.
  • Para ambos os cenários, a projeção é de 0% de imóveis sem alteração ou com redução na temperatura máxima.

A análise da imagem leva a uma conclusão direta e inequívoca: o aumento da temperatura máxima é um fenômeno universal e inevitável para a Silvicultura brasileira, independentemente do nível de emissões futuras. Isso significa que não há áreas de refúgio climático em relação ao calor. O risco de ondas de calor, estresse térmico em plantas e trabalhadores e o aumento da evapotranspiração se tornam ameaças onipresentes para o setor, exigindo estratégias de adaptação urgentes e generalizadas.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Dias Muito Quentes no Ano

Esta última análise caracteriza ondas de calor, ou seja, dias extremamente quentes. As ondas de calor podem ter impactos significativos na saúde humana, agricultura, infraestrutura e ecossistemas. Ao entender a variabilidade da temperatura máxima, podemos avaliar melhor os riscos associados a esses eventos extremos e planejar medidas de adaptação.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento, ausência de alteração e redução no número de dias muito quentes.

  • Tanto no cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões) quanto no RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), a projeção é de 100% dos imóveis rurais com silvicultura no Brasil experimentando um aumento no número de dias muito quentes.
  • Para ambos os cenários, a projeção é de 0% de imóveis sem alteração ou com redução no número de dias muito quentes.

A análise da imagem leva a uma conclusão direta e alarmante: o aumento no número de dias muito quentes é um fenômeno universal e inevitável para a Silvicultura no Brasil, independentemente do nível de emissões futuras. Isso significa que não há áreas de refúgio climático em relação às ondas de calor. O risco de estresse térmico em plantas e trabalhadores e o aumento da vulnerabilidade a incêndios florestais se tornam ameaças onipresentes para o setor, exigindo estratégias de adaptação urgentes e generalizadas.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

*Marcos Leandro Kazmierczak é Consultor Sênior de Geotecnologias na KAZ Tech.

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Prêmio AGEFLOR de Jornalismo abre inscrições no Rio Grande do Sul para a edição de 2025

A Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor) abriu inscrições para a segunda edição do seu Prêmio de Jornalismo do setor, abrangendo notícias relativas ao plantio de árvores cultivadas no Rio Grande do Sul como fonte de matérias-primas para múltiplos e inovadores usos. Assim, o prêmio abrange pautas que destaquem de modo criativo os inúmeros produtos oriundos de florestas plantadas – madeireiros e não-madeireiros -, seus processos do cultivo à industrialização, suas diversas aplicações no cotidiano e as mais novas soluções sustentáveis para a chamada bioeconomia. 

primeira edição, realizada em 2024, premiou reportagens com a temática das florestas plantadas aliadas ao combate às mudanças climáticas. Um jantar para premiados, associados, entidades parceiras e autoridades marcou a edição e acontecerá novamente na noite de 13 de novembro no Instituto Ling, em Porto Alegre.

Aberta para profissionais de veículos de todo o Brasil, respeitado o critério de abrangência versando sobre cultivos e produção no RS, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail comunicacao@ageflor.com.br com o título “Inscrição para o Prêmio Ageflor de Jornalismo” até o dia 30 de setembro deste ano. Serão aceitos trabalhos de outubro de 2024 até o prazo final de inscrições, tendo o português como idioma, assinados individualmente ou com mais de um autor.

Serão três categorias, cada uma delas reconhecendo os três primeiros colocados: reportagem escrita para veículo impresso ou de internet, reportagem em rádio ou áudio online e reportagem em televisão ou vídeo online. O valor dos prêmios foi atualizado e agora o primeiro lugar em cada categoria recebe R$ 3.500,00, o segundo R$ 1.750,00 e o terceiro R$ 875. 

A Ageflor terá em sua comissão julgadora profissional representante da imprensa, professor membro de universidade de Engenharia Florestal, um representante da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS e representação da entidade. Entre os critérios avaliados estão a fidelidade ao tema central, relevância, conteúdo (riqueza de detalhes e das informações que sustentam a reportagem, levando em conta aspectos como variedade de fontes, criatividade na abordagem e construção textual)  e regras gramaticais.

O objetivo do Prêmio AGEFLOR de Jornalismo é incentivar a cobertura sobre o setor de florestas plantadas no Rio Grande do Sul, sua importância para a economia e os benefícios sociais e ambientais gerados, destacando sua presença no cotidiano e sua multiplicidade de usos. A entidade ao reconhecer a excelência de trabalhos da imprensa também busca reforçar seu papel da AGEFLOR como porta-voz do setor no Estado.

Para mais informações, contate a Ageflor através do e-mail comunicacao@ageflor.com.br.

CLIQUE PARA LER E BAIXAR O REGULAMENTO

Confira como foi a 1ª edição  em 2024 e os trabalhos vencedores.

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Arefloresta participa do lançamento da Expedição Silvicultura em Belo Horizonte (MG)

A diretoria da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) participou na quarta-feira (10/09), em Belo Horizonte (MG), do primeiro evento presencial da Expedição Silvicultura, campanha inédita que percorrerá nove cidades em todo o Brasil. A iniciativa tem como objetivo aprofundar o mapeamento da silvicultura no país e fomentar a troca de experiências entre produtores, pesquisadores, investidores e representantes do setor público e privado.

O presidente da Arefloresta, Clair Bariviera, participou da rodada de negócios que reuniu empresas como John Deere, Treevia, Fototerra, ABPMA, Katan, Mogai e Canopy. “Aproveitamos essa oportunidade para mostrar o potencial produtivo das florestas plantadas em Mato Grosso e atrair novos parceiros e investidores”, ressaltou. A rodada de Negócios fez parte da programação do evento.

A Arefloresta integra a iniciativa como apoiadora e reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso, destacando o potencial das florestas plantadas como atividade econômica rentável e ambientalmente responsável. Atualmente, o Brasil possui cerca de 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas com a geração de 690 mil empregos diretos e 2 milhões de empregos indiretos, e o setor projeta investimentos previstos de R$ 105 bilhões até 2028.

O evento em Belo Horizonte contou com painéis sobre mapeamento e caracterização dos plantios florestais em Minas Gerais, cenários de mercado, políticas públicas e incentivos para o setor. Também foram realizadas apresentações técnicas com destaque para soluções em tecnologia, manejo florestal e impactos das mudanças climáticas na produtividade.

A Expedição Silvicultura percorrerá mais de 40 mil quilômetros em 14 estados que concentram 98% das áreas plantadas no país. Durante dois meses, especialistas realizarão entrevistas, rodadas de negócios e coleta de dados em cerca de mil parcelas amostrais, abrangendo espécies como eucalipto, pinus, teca e acácia-negra. Além do levantamento técnico, a iniciativa investigará custos de produção, práticas socioambientais e tendências de investimento.

O roteiro inclui eventos em Vitória (ES), Eunápolis (BA), Lucas do Rio Verde (MT), Três Lagoas (MS), Botucatu (SP), Curitiba (PR), Lages (SC) e Porto Alegre (RS). Em Mato Grosso, o encontro está programado para o dia 9 de outubro, em Lucas do Rio Verde.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions (www.canopyrss.com.br), em parceria com a Embrapa Florestas (www.embrapa.br/florestas), Paulo Cardoso Comunicações (www.paulocardosocom.com.br), e conta com apoio das principais instituições e empresas do setor.

Acesse o cronograma completo dos próximos eventos presenciais da Expedição Silvicultura, e inscreva-se gratuitamente: https://expedicaosilvicultura.com.br/index.html.

Fonte: Arefloresta.

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Silvicultura se consolida como importante pilar do agronegócio paulista, com destaque para o eucalipto e o pinus

Segundo o relatório Panorama da Indústria Florestal Paulista, o estado tem 1,29 milhão de hectares com um Valor Bruto da Produção de R$ 4,45 bilhões

A silvicultura, impulsionada principalmente pelas culturas de eucalipto e pinus, se firmou como uma das grandes forças do agronegócio paulista e brasileiro. A produção desses gêneros registrou um crescimento de 31,7% entre 2022 e 2023, evidenciando a relevância do segmento para a economia. Os dados fazem parte do relatório produzido pela Indústria Florestal Paulista (Florestar), e divulgado em setembro de 2025, que traz uma análise completa dos valores econômicos, sociais e ambientais do setor. “Esses resultados reforçam a vocação da área no fornecimento de matéria-prima para a indústria de alta escala. Um exemplo é a produção de resina de pinus. São Paulo é hoje o maior produtor de resina do Brasil, respondendo por 59% do Valor Bruto da Produção (VBP) e da quantidade nacional”, destaca Fernanda Abilio, diretora da Florestar. 

A pesquisa mostra que a cadeia produtiva baseada em eucalipto e pinus alia crescimento econômico, conservação ambiental e qualidade de vida. Atualmente, mais de cinco mil bioprodutos são gerados a partir das florestas plantadas. A celulose, por exemplo, tem aplicações diversas, começando pela fabricação de papel e embalagens; passando pela indústria alimentícia, como estabilizante e substituto de gordura, produção de tripas artificiais para embutidos; e na chamada celulose fluff, base de absorventes femininos e fraldas descartáveis. O pinus, por sua vez, é fonte de madeira para produtos serrados, móveis, construção civil, resinas aplicadas em vernizes, tintas, adesivos, colas e vedantes, entre outros. 

Mais de 12% da área nacional

O levantamento da Indústria Florestal Paulista (Florestar) aponta que São Paulo é um dos principais estados brasileiros com florestas plantadas, somando 1,29 milhão de hectares, o equivalente a 12,6% da área nacional. O eucalipto predomina com 1 milhão de hectares, seguido por 154 mil hectares de pinus, 124 mil hectares de seringueira e sete mil de outros gêneros. Nos últimos quatro anos, a área cultivada cresceu mais de 68 mil hectares (6%), principalmente em áreas com algum grau de degradação reestabelecendo a produtividade ao solo, sendo 85% em novos plantios de eucalipto. “Essa base industrial é sustentada por uma extensa rede de serviços especializados, como empresas de silvicultura, colheita, transporte de madeira, fornecimento de insumos e suporte técnico”, explica Fernanda. 

As florestas plantadas estão presentes em 76% dos municípios paulistas, com grande concentração em regiões como Avaré, Bauru, Botucatu, Capão Bonito, Itapetininga e Itapeva, que respondem por 46% do total plantado no estado. Além das condições naturais favoráveis, São Paulo se destaca por sua infraestrutura logística, com malhas rodoviária, ferroviária, hidroviária e acesso ao Porto de Santos. “Esse conjunto facilita o escoamento da produção e amplia a competitividade do setor no mercado nacional e internacional”, acrescenta a diretora da Florestar. 

Com movimentação de R$ 4,45 bilhões em Valor Bruto da Produção (14,1% do total brasileiro), o setor florestal paulista é o que mais emprega no país, com mais de 877 mil vagas diretas e indiretas. No comércio exterior, São Paulo também mantém protagonismo: em 2024, foram US$ 3,29 bilhões em exportações. 19,5% do total nacional do setor florestal, um crescimento de 15,9% em relação ao ano anterior. Ao todo, 5,62 milhões de toneladas de produtos florestais foram exportados, com destaque para celulose (52,4%), papel (35,8%) e resina (5,1%). Os principais destinos foram China (33,7%), Estados Unidos (9,8%), Países Baixos (5,3%), Itália (4,7%) e Peru (4,6%). 

Sobre a Florestar

A Indústria Florestal Paulista (Florestar) é a associação que reúne empresas da indústria de árvores cultivadas. Articulada nacionalmente, tem atuação dedicada à representação institucional da cadeia produtiva florestal no estado de São Paulo. Atua para fortalecer a competitividade dos associados, transformando suas demandas em soluções. Com foco estratégico, alia crescimento produtivo à preservação ambiental e ao cuidado com toda a cadeia florestal. A entidade contribui para fortalecer o debate e a importância do setor durante a COP 30, evento da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizado em novembro em Belém (PA), e colocará a Amazônia no centro das discussões globais sobre eventos climáticos extremos. 

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Eunápolis (BA) receberá a Expedição Silvicultura, evento contará com o apoio da Aspex e outras representações do setor

Eunápolis, na Bahia, será palco, no próximo dia 22 de setembro, de um dos eventos mais importantes do setor florestal brasileiro: a Expedição Silvicultura. A iniciativa, lançada em setembro de 2025, percorre 14 estados brasileiros com o objetivo de realizar um amplo levantamento sobre a produtividade e os desafios das florestas plantadas no país.

A expedição é organizada pela Canopy Remote Sensing Solutions e utiliza alta tecnologia de monitoramento remoto para consolidar um censo inédito. O trabalho reúne informações essenciais sobre produtividade, manejo florestal e os impactos das mudanças climáticas na silvicultura.

Durante dois meses, equipes de especialistas viajarão mais de 40 mil quilômetros, visitando as principais regiões produtoras, responsáveis por 98% da área total plantada no Brasil. Ao longo do percurso, serão coletados dados em mais de 40 mil pontos de controle, além de entrevistas com produtores e gestores florestais em centenas de propriedades. Também está prevista a coleta de informações detalhadas em cerca de 1.000 parcelas amostrais, gerando um banco de dados robusto para o setor.

Segundo a organização, a campanha busca não apenas levantar informações técnicas, mas também estimular a troca de experiências entre os principais profissionais e instituições ligados à silvicultura no país.

Em Eunápolis, o encontro regional acontecerá no dia 22 de setembro, das 13h às 18h30, na Loja Maçônica 5 de Novembro, localizada no Centro da cidade. O evento contará com o apoio da Aspex e da Veracel Celulose e reunirá representantes do setor produtivo florestal, autoridades e pesquisadores.

A Expedição Silvicultura se consolida como uma iniciativa pioneira para compreender os atuais desafios da produção florestal no Brasil e projetar caminhos mais sustentáveis para o futuro do setor.

Cronograma completo dos próximos eventos:

  • Eunápolis, BA: 22 de setembro
  • Lucas do Rio Verde, MT: 09 de outubro
  • Três Lagoas, MS: 16 de outubro
  • Botucatu, SP: 22 de outubro
  • Curitiba, PR: 27 de outubro
  • Lages, SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre, RS: 06 de novembro

As inscrições para os eventos são gratuitas e podem ser feitas no site www.expedicaosilvicultura.com.br.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions (www.canopyrss.com.br), em parceria com a Embrapa Florestas (www.embrapa.br/florestas), Paulo Cardoso Comunicações (www.paulocardosocom.com.br), e conta com apoio das principais instituições e empresas do setor.

Informações: A Gazeta Bahia.

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Bracell investe em técnicas sustentáveis que contribuem para a proteção das florestas nativas

A companhia investe em práticas ambientais sustentáveis para a conservação ambiental, como os mosaicos florestais, a manutenção de RPPNs e manejo florestal sustentável

Os mosaicos florestais, principal técnica de ocupação do solo adotada pelas empresas de base florestal do setor de celulose e papel do Brasil, é uma das iniciativas mais conhecidas pelo público em prol da proteção das florestas nativas. Mas não é a única contribuição feita pelas empresas do segmento, especialmente as que cultivam eucalipto em larga escala, para a proteção da flora e fauna silvestres. A Bracell, por exemplo, mantém quatro reservas particulares de patrimônio natural (RPPNs), investe em tecnologia que ampliam o alcance do serviço de vigilância patrimonial a fim de combater o desmatamento, caça e captura de animais silvestres, forma parcerias com governos em projetos de conservação e ainda realiza projetos consistentes de educação ambiental voltados às comunidades vizinhas.

Estas iniciativas, de acordo com Meryellen Baldim, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell Bahia, representam um somatório de esforços integrados em favor da manutenção dos remanescentes de mata nativa, habitat não apenas de centenas de espécies de plantas, mas também de animais, além de abrigar inúmeras nascentes e cursos d’água importantes para a manutenção de rios e riachos, como o Farje. 

“As ações desenvolvidas pela empresa mesclam diversas técnicas para a preservação ambiental, como os mosaicos florestais, que são plantios de eucalipto entre corredores de vegetação nativa, contribuindo para um melhor equilíbrio ambiental, e as reservas particulares, que são unidades de conservação que apresentam grande relevância social e ambiental devido aos serviços ecossistêmicos, como controle do clima e do ciclo das águas. Um exemplo é a RPPN Lontra, que é uma das principais áreas de conservação de Mata Atlântica do Litoral Norte da Bahia, com 1.377 hectares de vegetação nativa”, afirma.

Ela ainda destaca uma iniciativa inédita desenvolvida pela Bracell no Brasil, o Compromisso Um para um, que contribui para a conservação das áreas de vegetação nativa em tamanho igual às áreas de plantio de eucalipto na Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. “Essa iniciativa quer igualar cada um hectare plantado de floresta de eucalipto a um hectare de vegetação nativa conservada. Essa meta deve ser alcançada até o final deste ano, mas vale ressaltar que, se Bracell aumentar as áreas da base florestal, será ampliada, proporcionalmente, às áreas conservadas, de forma a manter o nosso compromisso contínuo”, salienta Meryellen, acrescentando que, para atingir a meta, a empresa firmou parceria com governos estaduais para preservação e manutenção de áreas públicas.

Um dos exemplos desse compromisso na Bahia é a parceria com o governo estadual, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para a conservação do Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador.  “Ao investir na conservação e na manutenção de um espaço ambiental como esse, contribuímos com a preservação da fauna e da flora de uma das poucas áreas remanescentes da Mata Atlântica da cidade. E fazemos isso porque acreditamos que a conservação de espaços naturais é extremamente importante para o equilíbrio do meio ambiente e da vida”, afirma João Fernando Silva, gerente de Silvicultura da Bracell Bahia.

Ele salienta também que a Bracell, dentro das ações de preservação das florestas nativas, desenvolve outros programas e iniciativas para administrar com responsabilidade os recursos florestais. Para isso, são firmadas parcerias com universidades, instituições de pesquisa e com outras empresas do setor a fim de contribuir para o estabelecimento do manejo florestal sustentável, evitando, desta forma, o desmatamento. 

“A iniciativa consiste em um conjunto de práticas que visa a garantir a manutenção a longo prazo, conciliando a produção de bens e serviços florestais com a preservação do ecossistema. Na Bracell, por exemplo, as áreas destinadas para plantio de eucalipto eram ocupadas, antes, por culturas agrícolas ou pastagens, não utilizando a prática do desmatamento. Esse manejo, que ajuda a recuperar o solo e a qualidade ambiental, segue as diretrizes da política de sustentabilidade da empresa, além de atender às legislações aplicáveis”, pontua.

Além das técnicas sustentáveis, a companhia reforça o trabalho com as comunidades na área de influência da empresa por meio de uma série de iniciativas focadas na educação ambiental. Um exemplo é a manutenção do Núcleo de Educação Ambiental da Bracell, na Fazenda Salgado, no município de Inhambupe, que desenvolve atividades de cunho ambiental com estudantes e educadores de toda a região.  “A isso, somam-se as atividades realizadas dentro do projeto Ecomunidade, que forma ecoagentes nas comunidades rurais que realizam diversas ações de conscientização, especialmente relacionadas ao descarte correto de lixo e ao reaproveitamento de resíduos, contribuindo para a preservação da natureza nas comunidades onde vivem e para estimular práticas agrícolas domésticas sustentáveis”, acrescenta.

Sobre a Bracell

A Bracell é uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, com expertise no cultivo sustentável de eucalipto, base para a fabricação de celulose de alta qualidade. Com operações no Brasil desde 2003, a empresa integra o grupo Royal Golden Eagle (RGE), com sede em Singapura. Conta com mais de 11 mil colaboradores e duas unidades industriais no país — em Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP) — além de escritório administrativo em Singapura e estruturas comerciais na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com 

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Exclusiva – Evento da Expedição Silvicultura em Vitória (ES) reforça a importância de dados para o setor

Vitória, Espírito Santo – O segundo evento presencial da Expedição Silvicultura, realizado com grande êxito na capital capixaba, consolidou-se como um marco para o setor florestal do estado. Com palestras de altíssima qualidade, o encontro que aconteceu nesta última quarta-feira (17/09), proporcionou um fluxo de informações valiosas que deverão guiar as próximas ações para o fomento da silvicultura no Espírito Santo.

A iniciativa de coleta de dados da Expedição Silvicultura, em particular, foi alvo de grandes expectativas e elogios. O Professor Gilson Fernandes, da UFES, ressaltou o impacto acadêmico e a inovação da ação.

“Excelente o evento e a ideia da Expedição de fazer esse levantamento fantástico. Vai com certeza revolucionar a maneira de a gente ver inventário florestal no Brasil. Essa base que a Expedição vai coletar nesses dois meses, que é um trabalho enorme de ir a campo coletar dados, vai gerar uma base de estudos acadêmicos extraordinária. Dessa primeira, com toda a certeza.”

Organizado em uma parceria estratégica entre a Canopy Remote Sensing Solutions, a Embrapa Florestas e a Paulo Cardoso Comunicações, o evento reuniu um público engajado de especialistas e profissionais do setor. Durante a programação, foram debatidos temas cruciais e compartilhadas experiências que visam impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva florestal. A qualidade do conteúdo apresentado e a importância do levantamento de dados em campo foram pontos constantemente destacados.

A necessidade de dados precisos e confiáveis para o Espírito Santo foi um ponto enfático nas discussões. Pedro Galveas, pesquisador da Embrapa Florestas, sublinhou como o trabalho da Expedição preencherá lacunas existentes.

“Nós do Espírito Santo temos números, mas não são totalmente confiáveis, né? Mas agora, com esse levantamento que a Expedição está fazendo, nós vamos ter também, não só o número de hectares, mas também a produtividade das áreas do Estado do Espírito Santo, como está a saúde desses eucaliptos. E é isso que vai nos ajudar e muito.”

Gilmar Dadalto, presidente da Cedagro, complementou a visão sobre a metodologia inovadora e a importância do trabalho de campo para a precisão das informações.

“E o diferencial é que, além da parte aérea, de geoprocessamento, vai ter a parte de campo, apoio de campo é muito interessante, ele é básico para ter precisão nas informações do Estado do Espírito Santo. Não só de cobertura e área florestal, mas também de produtividade e produção, e de inventário que é necessário se fazer no Estado do Espírito Santo.”

O sucesso do evento em Vitória reforça a importância da iniciativa em promover o intercâmbio de saberes e a colaboração entre os diversos atores do setor. Fábio Gonçalves, Cofundador & CEO da Canopy Remote Sensing Solutions, e um dos organizadores da Expedição, fez um balanço extremamente positivo dos trabalhos realizados até o momento e já adiantou os próximos passos:

“Até agora a Expedição Silvicultura está indo muito bem, a gente percorreu muitas áreas do Estado de Minas Gerais, agora do Espírito Santo. Já fizemos dois eventos presenciais. O primeiro evento em BH. Hoje a gente concluiu o segundo evento presencial aqui em Vitória no Espírito Santo. Palestras de altíssimo nível, a coleta de dados correndo bem no campo, a gente tem visitado muitas florestas, conversado com muito produtor e a expectativa só melhora para o que está por vir. A gente faz mais uns dias no estado do Espírito Santo e na sequência vai para a Bahia para fazer o evento em Eunápolis no dia 22.”

Confira no vídeo um resumo de como foi o evento em Vitória (ES):

Agenda dos próximos eventos presenciais:

  • Eunápolis, BA: 22 de setembro
  • Lucas do Rio Verde, MT: 09 de outubro
  • Três Lagoas, MS: 16 de outubro
  • Botucatu, SP: 22 de outubro
  • Curitiba, PR: 27 de outubro
  • Lages, SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre, RS: 06 de novembro

A Expedição Silvicultura segue firme em seu propósito de contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro. Para participar dos próximos eventos presenciais e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, basta se cadastrar gratuitamente no site oficial.

Participe gratuitamente dos próximos eventos presenciais da Expedição Silvicultura! Cadastre-se em www.expedicaosilvicultura.com.br.

Escrito por: redação Mais Floresta.

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John Deere oferece portfólio completo de soluções para o setor florestal

Empresa explica os principais equipamentos e tecnologias que são utilizados na silvicultura e na colheita

 A silvicultura, ou o cultivo de árvores para fins comerciais, é um setor estratégico para o Brasil — tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Porém, ainda é pouco conhecido pela população em geral. Há muitas dúvidas sobre o assunto, como: quais são os sistemas utilizados no cultivo de florestas plantadas? O trabalho ainda é feito de forma manual? O setor utiliza tecnologia e inteligência artificial? Qual o impacto na economia? Quais produtos são provenientes da silvicultura?

Com a intenção de esclarecer alguns desses questionamentos, a John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, apresenta uma gama de produtos e soluções que atendem os diferentes tipos de produção da silvicultura.

Dois sistemas, uma cadeia de alta tecnologia

A produção de florestas plantadas refere-se ao cultivo intencional de árvores, feito para a recuperação de áreas degradadas ou para fins comerciais, como a produção de celulose ou painéis de madeira. A prática combina a demanda por produtos provenientes do setor com a conservação do meio ambiente e um desenvolvimento sustentável. No Brasil, esse tipo de trabalho está concentrado nos estados de Minas Gerais, Bahia, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Diante disso, a colheita de florestas plantadas pode ocorrer de duas formas: CTL (Cut to Length) e Full Tree. No sistema CTL, o corte, o desgalhamento e o preparo da madeira são realizados ainda na floresta. Já o Full Tree remove a árvore inteira (exceto as raízes), transportando-a para processamento posterior em outro local.

No sistema CTL, os principais equipamentos são os Harvesters, que realizam a colheita, descascamento e corte dos troncos na medida pré-determinada; e os Forwarders, que fazem o transporte dos troncos. Para a América Latina, a nova série H da John Deere conta com dois modelos de harvesters de pneus (1270H e 1470H) e dois de forwarders (2010H e 2510H).

Para áreas essencialmente planas, a John Deere também oferece, além da série H, um modelo de harvester de esteira 2144G, fabricado no Brasil, que pode atuar como harvester, log loader, processador ou mesmo ser equipado com garra traçadora.

Já no sistema Full Tree, são utilizados os Feller bunchers, que realizam o corte e acumulação de toras, e os Skidders, para o arraste da madeira. A John Deere oferece opções com pneus (643L) e esteiras (linhas 800M e 900M), além de cinco modelos de skidders da família LII. A previsão é que a geração III da série L de skidders esteja disponível a partir de 2026.

A John Deere é atualmente a única fabricante que disponibiliza linhas completas para ambos os sistemas.

Mesmo com o sistema de colheita florestal já consolidado, a John Deere decidiu investir na mecanização da silvicultura para apoiar clientes com falta de mão de obra e impulsionar a produtividade. Por isso, a plantadora 1516G já está em testes, e o Skidder está disponível pronto de fábrica para preparo de solo e tratos culturais”, afirma Roberto Marques, diretor da divisão de Florestal da John Deere para América Latina.

Tecnologia embarcada do plantio ao processamento

“O setor florestal opera com alto nível de tecnologia. As máquinas da John Deere contam com sistemas integrados de conectividade, geolocalização, monitoramento em tempo real, alertas inteligentes e softwares de gestão que permitem controle total da operação — do plantio à colheita”, explica Marques.

Conheça algumas das soluções presentes nos equipamentos John Deere:

TimberMaticMaps™: sistema baseado em mapas que mostra a localização exata das toras derrubadas, os volumes estimados e os tipos de madeira – tudo com base em dados de GPS e sensores do equipamento. As informações são compartilhadas entre máquinas via nuvem, permitindo que todos os operadores vejam o progresso e planejem rotas de forma eficiente.

TimberOffice™: software completo para planejamento de colheita, controle de estoques, custos em tempo real e análise de variáveis. Permite que o cliente gerencie o inventário e a produtividade de forma eficiente, tomando decisões fundamentadas para otimizar a operação.

TimberManager™: plataforma baseada na web que permite a gestão remota e em tempo real das operações florestais. Complementa o TimberMatic Maps™, oferecendo uma visão mais ampla e estratégica para empreiteiros, supervisores e gestores. É uma ferramenta online acessível por computador, tablet ou celular, que permite acompanhar o progresso das operações florestais em tempo real. O TimberManager™ mostra dados como volume de madeira colhida, produtividade das máquinas, consumo de combustível e estimativas de conclusão dos trabalhos.

Service Advisor Remote: solução de suporte técnico remoto que permite aos técnicos da John Deere diagnosticar e resolver problemas nas máquinas a distância. É uma ferramenta que permite acessar remotamente os sistemas da máquina para analisar códigos de falha (DTCs), realizar diagnósticos, atualizações de software e até definir alertas, tudo isso em tempo real. Isso reduz o tempo de máquina parada e melhora a eficiência do atendimento técnico.

IBC (Intelligent Boom Control): sistema automático que ajusta a posição do cabeçote de colheita ou da lança do forwarder com base no terreno e nas árvores, garantindo uma operação eficiente e precisa. Ele detecta obstáculos em tempo real, protegendo o equipamento e tornando a operação mais segura.

  • IBC para Harvester: operador controla o cabeçote enquanto o sistema cuida do movimento da lança. O IBC 3.0 oferece recursos adicionais de proteção, registrando a posição da tora e evitando que ela se coloque em direção à cabine.
  • IBC para Forwarder: operador controla diretamente a ponta da lança, eliminando movimentos independentes da articulação. O sistema IBC possui amortecimento elétrico para todas as direções da lança principal.

Expert Alerts e Service express diagnostic: sensoriamento remoto para monitorar os equipamentos em tempo real e alertar os clientes e a equipe de suporte da John Deere sobre qualquer anomalia ou tendência preocupante. O Expert Alert pode monitorar vários aspectos do desempenho do equipamento, incluindo: temperatura do motor, pressão do óleo, nível de fluidos, desgaste de peças, consumo de combustível, velocidade do motor e tensão da bateria.

Os alertas incluem informações detalhadas sobre a natureza do problema e as ações recomendadas para corrigi-lo, além de análises de tendências a longo prazo, ajudando os clientes a identificar padrões em seu equipamento e antecipar problemas futuros. Com o Service Express Diagnostic, esses alertas são tratados por uma equipe de especialistas e muitos pontos resolvidos com rapidez e eficiência.

John Deere Operations Center™: plataforma digital desenvolvida pela John Deere para auxiliar os clientes a criarem planos de trabalho otimizados, monitorar a qualidade do serviço, analisar e receber insights de dados a qualquer hora e em qualquer lugar. Ao centralizar o trabalho e os dados em um só lugar, o aplicativo aumenta produtividade, lucratividade e sustentabilidade dos clientes.

“A tecnologia se tornou uma grande aliada dos produtores e a conectividade é fundamental para que ele possa usufruir de toda a inovação disponível para obter a máxima produtividade da operação, tornando-a mais rentável, sustentável e produtiva”, afirma Marques.

Produtos florestais

As florestas plantadas no Brasil — compostas por espécies como eucalipto, pinus, teca e paricá — cobrem atualmente mais de 10 milhões de hectares, segundo o mais recente Relatório Anual da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Essas áreas fornecem matérias-primas renováveis para uma variedade de produtos, que vão muito além do papel e da madeira.

Do setor industrial ao varejo, os produtos florestais incluem celulose, carvão vegetal, pellets, pisos laminados, embalagens, papel, lenha, painéis de madeira, fraldas, roupas, cosméticos, medicamentos, esmaltes, sucos, molho barbecue, ração, fibras de carbono, mantas asfálticas, biocombustíveis, solventes e muito mais.

“O Brasil é hoje o maior exportador mundial de celulose e o segundo maior produtor global desse insumo, reafirmando a importância estratégica das florestas plantadas na matriz produtiva nacional e internacional. Por isso, é necessário oferecer um portfólio completo de equipamentos e tecnologias inovadoras que auxiliem os clientes a atenderem as demandas do setor”, acrescenta Marques.

John Deere no Show Florestal 2025, em Três Lagoas (MS).

Sobre a John Deere

Não importa se você nunca dirigiu um trator, cortou a grama ou operou uma escavadeira. Com o papel de ajudar a produzir alimentos, fibras, energia e infraestrutura, a John Deere trabalha para cada pessoa no planeta. Tudo começou há quase 200 anos, com um arado de aço autolimpante. Hoje, a John Deere impulsiona a inovação nos setores de agricultura, construção, florestal, jardinagem, sistemas de energia e muito mais. Para mais informações sobre a Deere & Company, acesse Link.

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No boom do etanol de milho, biomassa é o gargalo

A indústria de etanol de milho pode quase dobrar a demanda por biomassa em dois anos. Quem não se planejar pode ter problemas

O rápido crescimento da indústria de etanol de milho no Brasil tem um gargalo potencial: a oferta de biomassa para geração de energia nas usinas planejadas para os próximos anos.

Segundo a Unem (União Nacional do Etanol de Milho), o número de unidades produtoras de etanol de milho deve mais que dobrar na próxima década, passando de 24 para 56, chegando a novos estados e regiões. Caso a oferta de biomassa não acompanhe o ritmo dos projetos, algumas empresas podem ter problemas.

A indústria de etanol de milho demanda quase 19 milhões de metros cúbicos de cavacos de madeira por ano, ou 34% da produção de lenha do Brasil, segundo um estudo aprofundado sobre o setor elaborado recentemente pelo JP Morgan.

Se a produção de etanol de milho subir dos atuais 8,5 bilhões de litros para 15,5 bilhões até o final de 2026 (cenário-base do banco), seriam necessários mais 16 milhões de metros cúbicos de cavacos de madeira. Em outras palavras, o setor de etanol de milho pode quase dobrar a demanda por biomassa em dois anos.

Em algumas regiões do País, uma relativa desestruturação da cadeia de fornecimento já tem gerado situações “inadmissíveis” de entrega de lenha ou cavaco a 600 quilômetros de distância, segundo Glauber Silveira, diretor da Abramilho. O raio máximo ideal é de 200 quilômetros.

“Quando você pega o preço do frete, por exemplo, no Mato Grosso, em alguns casos está saindo mais caro do que a própria biomassa. Vai ficando inviável. Creio que em dois anos a gente pode ter um problema”, alerta Silveira.

Planejar é preciso

No mesmo estudo, o JPMorgan ressalta a necessidade de planejamento para o suprimento de biomassa.

Do plantio ao primeiro corte, o eucalipto requer de seis a sete anos, enquanto uma usina de etanol de milho pode ser construída em dois anos, aproximadamente. Ou seja, para evitar o risco de desabastecimento, o planejamento da oferta de biomassa deve começar com pelo menos cinco anos de antecedência.

Algumas empresas estão bem posicionadas. A FS, por exemplo, tem mais de 80 mil hectares de base florestal própria em Mato Grosso, onde estão concentradas as suas usinas. “Temos autossuficiência para rodar todas as nossas unidades com florestas plantadas mais o nosso plano de expansão”, disse o CEO da empresa, Rafael Abud, em entrevista ao The AgriBiz neste mês.

A FS tem, inclusive, uma empresa só de ativos florestais, a FS Florestal, que em março um CRA (Certificado de Recebíveis do AGRONEGÓCIO) de R$ 500 milhões. A companhia também vem testando alternativas ao eucalipto, como o bambu, como fonte de energia.

A Enebra, especializada em eucalipto, levantou R$ 100 milhões em um CRA lastreado no contrato para abastecer a usina que a 3tentos está construindo em Porto Alegre do Norte (MT) — a empresa também fornece para a Inpasa, a líder no setor.

Também há modelos de terceirização, com empresas como a ComBio não apenas fornecendo a biomassa, mas assumindo a operação das caldeiras.

Além disso, parte das novas usinas adotam modelo híbrido — ou “flex” — no qual alternam matérias-primas, principalmente cana-de-açúcar e milho, com o bagaço da primeira servindo de biomassa. Será assim na usina da São Martinho em Quirinópolis (GO), após um investimento de R$ 1,1 bilhão anunciado no início do mês.

Para o JPMorgan, o desafio no suprimento da biomassa é, inclusive, um fator chave que impulsiona a implementação das usinas flex.

A importância das certificações

As pesquisadoras Luciane Bachion e Sofia Arantes, da Agroicone, dizem que há muito espaço para ampliar a produção de eucalipto sem avançar sobre a vegetação nativa.

“No etanol de milho, a maior parte da biomassa vem de eucalipto, que historicamente expande sobre áreas de pastagem degradada”, diz Bachion.

Guilherme Nolasco, presidente da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), reforça essa visão. Segundo ele, “foram incorporadas terras marginais consolidadas, mais arenosas e de baixa produtividade”.

Arantes lembra que as certificações estrangeiras exigidas na exportação do etanol, com due dilligences da procedência ambiental, evitam que o aumento da demanda gere desmatamento.

“Hoje em dia, ao escolher um fornecedor, uma trade ou um frigorífico precisam checar no Ibama para assegurar que nem a matéria-prima nem a biomassa vieram de desmatamento. E as grandes de biocombustíveis são severas na análise ambiental. Não querem nem que seja mais barato, pois o estresse pode ser enorme”, observa Silveira, da Abramilho.

A Agroicone estima que haja 110 milhões de hectares de terras regeneráveis no País. Para as pesquisadoras, esse saldo, combinado com os movimentos recentes da indústria e as inovações científicas, serão suficientes para evitar um cenário de escassez.

Fontes alternativas

Em outra frente, academia e empresas pesquisam fontes alternativas e microrganismos capazes de converter plantas — e até lixo — em biomassa.

“Em consequência da demanda apertada por cavaco, as usinas estão começando a testar opções, como resíduos agroindustriais e bambu”, diz Arantes, da Agroicone.

Algumas têm vantagens, como ciclos produtivos mais curtos — caso do bambu, que cresce em três a quatro anos, contra cinco a sete anos no eucalipto.

Em certos casos, a motivação é a falta de utilidade — por exemplo, o caroço de algodão, um resíduo da cotonicultura que pode ser usado como biomassa. Em outros casos, o ponto a favor é a ampla disponibilidade nos biomas brasileiros.

“A macaúba é uma palmeira nativa com alto rendimento de óleo que pode ser cultivada em áreas degradadas”, diz Felipe Cammarata, sócio da Bain & Company, em um relatório recente da consultoria sobre biocombustíveis.

No laboratório, a conta fecha, explica Gonçalo Pereira, coordenador do Laboratório de Genômica e BioEnergia da Unicamp.

“Toda a energia do mundo vem do sol, com raríssimas exceções da geotérmica e do urânio. A gente recebe 5,5 bilhões de exajoules de energia. Desses, 3,8 bilhões de exajoules chegam na superfície. E disso, a humanidade usa apenas 600 exajoules. Ou seja, somos incompetentes em converter a luz do sol em energia”, ele diz.

A biomassa, afirma, é onde a natureza estoca a energia solar. “Os fótons fazem a fotossíntese, que cria glicose e gera biomassa. A biomassa é uma bateria de carbono.”

Pereira atua em diversas frentes. Por exemplo, desenvolvendo microrganismos que melhoram a conversão das biomassas em etanol e biometano. Ou criando formas de gerar biogás a partir do lixo, como na Dinamarca.

Ele também tenta desenvolver biomassa baseada na palma e no agave, nativo do sertão — que, lembra Pereira, tem mais de 100 milhões de hectares. As plantas podem servir de fonte de energia ou serem convertidas em biocombustíveis.

A iniciativa está sendo testada no programa Brave, uma parceria entre Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Unicamp, Senai e Climatec, com investimento de R$ 100 milhões da Shell.

Informações: The AgriBiz.

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Soluções de automação mais avançadas do mundo serão implementadas pela Valmet no Projeto Sucuriú

Multinacional finlandesa fornecerá o estado da arte em automação na nova fábrica da Arauco 

A Arauco anunciou neste ano o Projeto Sucuriú, que consiste em uma nova unidade industrial, a maior do mundo construída em etapa única, e que terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de mercado por ano. A Valmet, multinacional líder em tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia, será a principal parceira tecnológica e fornecedora de equipamentos da nova unidade, que terá o mais alto nível de automação e digitalização do setor. 

A empresa finlandesa foi escolhida como fornecedora-chave por oferecer um portfólio completo e integrado, com tecnologias de ponta e uma ampla base instalada no setor. Ao todo, serão aproximadamente 60 mil sinais de interface de comunicação, 35 mil instrumentos, 30 mil metros de cabos de comunicação, 1004 núcleos de processamento em servidores em clusters redundantes e ambiente virtualizado e 323 gabinetes de automação que garantirão a conectividade da unidade industrial.

“A Valmet é líder na promoção de operações cada vez mais autônomas. Nossas soluções são desenvolvidas com base em uma combinação única de tecnologia de processos, serviços e automação. A inteligência incorporada nos equipamentos possibilitam operações mais previsíveis e autônomas, enquanto os serviços baseados em dados e o sistema de controle operacional permitirão otimizar custos, qualidade e produtividade em toda a unidade”, detalha o Diretor de Operações de Automação da Valmet,  Sérgio Bandeira Junior. 

Com a construção da nova unidade, a Arauco fortalece sua atuação no Brasil e reforça sua posição de destaque no mercado global, já que é uma das líderes mundiais em capacidade produtiva no setor. A fábrica terá controles de processos e simuladores para treinamentos operacionais e com a integração de soluções de conectividade, do processamento da madeira até o controle de qualidade da celulose, o que trará segurança e otimização para a operação e contribuirá para excelência na eficiência do uso de recursos. 

“A inclusão do software de gerenciamento de ativos – o FDM (Field Device Manager) – com integração à DTM e posteriormente FDI irá suportar uma correta tomada de decisão orientada na Indústria 4.0, no qual também terá um suporte pelo Valmet PlantTriage, um recurso para análises de performance de malhas de controles, no qual será possível realizar análises correlacionais de processos”, explica Leonardo Crociati, gerente executivo do projeto na Arauco.

O sistema de automação virtualizado Valmet DNAe é um dos primeiros a ser implementado no mundo, em uma escala da magnitude do projeto Arauco, e integrará todos os dados de processo da fábrica. Ele fornece recursos exclusivos de coleta e utilização de dados, permitindo decisões ágeis e assertivas. Ele fornece uma plataforma sólida para avançar em direção a operações mais digitalizadas e autônoma, totalmente baseada em web, consolidando um grande diferencial tecnológico, e a interface de usuário comum para controles, análises, configuração e manutenção traz uma das últimas novidades da Valmet, o conceito UX, que através de estudos aprofundados da metodologia de trabalho do cliente e seus principais objetivos buscam possibilitar uma operação mais segura, eficiente e ergonômica, proporcionando uma experiência personalizada para cada função da equipe da nova planta. A arquitetura do sistema possui cibersegurança por design, com controle de acesso baseado em função, autenticação, mecanismos de criptografia e recursos de auditoria para prevenção proativa de ameaças cibernéticas.

As aplicações de Internet Industrial — também chamadas de Indústria 4.0 — permitirão ajustes contínuos na curva de produção, com o suporte de diversas ferramentas analíticas. A nova fábrica da Arauco contará com um robusto pacote destas aplicações como: monitoramento da performance das plantas, ferramentas analíticas, análise de Troubleshooting, balanço da fábrica, rastreamento da qualidade em todas as áreas de processo, suporte remoto de especialistas de outros países, entre outras. Todas as ilhas de processo serão monitoradas e contarão com Controles Avançados de Processos (APCs),  que podem otimizar a capacidade produtiva ao reduzir variações operacionais e, consequen-temente, seus custos. Além disso, a operação contará com suporte remoto de especialistas de todo o mundo por meio do Valmet Performance Center. Simuladores de operação também serão utilizados em 16 áreas da fábrica, acelerando a curva de aprendizado das equipes e contribuindo para uma operação mais segura e assertiva. Para antecipar diferentes situações produtivas, a ferramenta Digital Twin permitirá a análise de múltiplos cenários, oferecendo suporte estratégico à tomada de decisão.

A aplicação Mill-Wide Optimization (MWO) será responsável por elevar a performance da planta em direção a uma operação cada vez mais autônoma. “A solução MWO modela o comportamento e as interações entre os diversos processos da planta, permitindo que a fábrica seja otimizada como um sistema integrado atingindo custos mínimos por tonelada de produção e a referida orquestração evita que ocorra subutilização de areas de processo, permitindo alinhar tais áreas às metas globais da operação extraindo a máxima performance possível de cada ilha, ao mesmo tempo em que se equilibra sustentabilidade ambiental com produção, qualidade e custo”, complementa Bandeira. 

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$ 4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Valmet: 

A Valmet possui uma base global de clientes em diversas indústrias de processo. Somos líderes globais no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia e, com nossas soluções de automação e Flow Controlatendemos uma base ainda mais ampla de indústrias de processo. Nossos mais de 19.000 profissionais em todo o mundo trabalham próximos aos nossos clientes e estão comprometidos em impulsionar o desempenho de nossos clientes – todos os dias. A empresa tem mais de 225 anos de história industrial e um forte histórico de melhoria e renovação contínuas. As vendas líquidas da Valmet em 2024 foram de aproximadamente 5,4 bilhões de euros. As ações da Valmet estão listadas na Nasdaq Helsinki e sua sede fica em Espoo, na Finlândia.

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