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Cidade turística de 12 mil habitantes no Sul vai ganhar nova fábrica de R$ 24 bilhões

A chilena CMPC avançou mais uma etapa no projeto de instalação de sua nova fábrica de celulose no Brasil ao assinar, nesta semana, o contrato de concessão do terreno e de construção de um Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Também foram firmados contratos para a construção de novas embarcações, reforçando a logística do empreendimento. Com os novos avanços, a companhia reafirmou o cronograma de entrega do projeto para o segundo semestre de 2029.

Investimento bilionário e cronograma mantido

Os investimentos relacionados à estrutura portuária e logística devem consumir cerca de R$ 3 bilhões do total aproximado de R$ 24 bilhões previstos para a implantação da unidade industrial em Barra do Ribeiro, município localizado a cerca de 30 quilômetros ao sul de Porto Alegre, às margens do Lago Guaíba. Segundo o diretor de celulose da CMPC, Antonio Lacerda, a estimativa é que as obras do terminal sejam concluídas em meados de 2029, com a fábrica iniciando operação dois meses depois. “Tudo está dentro do cronograma”, afirmou o executivo em entrevista ao Valor.

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Foto: Reprodução

Batizado de Projeto Natureza, o empreendimento terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano de celulose de eucalipto. O investimento ainda depende da aprovação do conselho de administração da empresa, condicionada à obtenção das licenças ambientais. De acordo com Lacerda, a companhia está na fase final dessas autorizações, com expectativa de levar o projeto ao conselho em meados deste ano.

Base florestal e desafio da mão de obra

Na frente florestal, a CMPC afirma já possuir madeira plantada suficiente para abastecer, por cinco anos, tanto a nova fábrica em Barra do Ribeiro quanto a unidade que a empresa já opera no Brasil. Outro desafio estratégico é a formação de mão de obra. Atualmente, a companhia conta com cerca de 6,5 mil colaboradores diretos e indiretos, número que deve ultrapassar 10 mil com a entrada em operação da segunda fábrica.

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Foto: Reprodução

Segundo o executivo, a empresa já mapeou as necessidades futuras de pessoal, as habilidades exigidas e o tempo de capacitação necessário. A CMPC vem trabalhando em parceria com entidades do Rio Grande do Sul para preparar os profissionais que atuarão no projeto. “É um grande desafio, e a tendência é ficar mais complexo, mas estamos nos preparando para minimizar esse impacto”, afirmou Lacerda.

Mercado global em ajuste e impacto regional

O avanço do projeto ocorre em um momento de ajustes no mercado global de celulose. Em 2025, o preço da celulose de fibra curta (BHKP) na China — principal referência para a commodity — registrou forte queda, passando de US$ 540 por tonelada, no início do ano, para US$ 495 em julho. A partir de agosto, houve recuperação, com o preço encerrando o ano em torno de US$ 560 por tonelada.

Apesar da instabilidade gerada por fatores como o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e a desaceleração do setor de construção na China, a CMPC avalia que a principal pressão sobre os preços veio do aumento da oferta, impulsionado pela entrada de novos volumes no mercado e pelo avanço de fábricas integradas no país asiático. “Ninguém esperava uma oferta de madeira tão grande aos produtores chineses em função da queda da demanda do mercado de construção. Isso alterou a dinâmica do mercado”, observou Lacerda, acrescentando que, ainda assim, a celulose brasileira segue competitiva.

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Foto: Reprodução

Com pouco mais de 12 mil habitantes, Barra do Ribeiro tem origem histórica ligada à instalação de uma charqueada em 1780 e se emancipou de Porto Alegre em 1959. Conhecida pelas praias de água doce, áreas de mata nativa e atrativos culturais, como a Fábrica de Gaiteiros, a cidade deve passar por transformações significativas com a chegada do novo empreendimento industrial, que promete impactar a economia local e regional nos próximos anos.

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Pelo terceiro ano consecutivo, CMPC é reconhecida como a empresa florestal mais sustentável do mundo

A companhia foi classificada na categoria Paper & Forest Products, de acordo com o índice Dow Jones Best-in-Class Index.

Pelo terceiro ano consecutivo, a CMPC obteve o primeiro lugar como indústria florestal e de papel mais sustentável do mundo no Dow Jones Best-in-Class Index. O ranking considera o período de 2025 e novamente reconhece a posição da empresa como referência global no setor.

O DJBCI avalia anualmente cerca de 2.500 das empresas de capital aberto mais relevantes do mundo, selecionando aquelas com o melhor desempenho por indústria, com base em critérios econômicos, ambientais, sociais e de governança corporativa. Nesse contexto, a CMPC voltou a liderar a categoria Paper & Forest Products, dando continuidade ao primeiro lugar alcançado nas medições de 2023 e 2024.

“Ser reconhecidos pela terceira vez consecutiva como a empresa florestal mais sustentável do mundo reflete uma trajetória construída com visão de longo prazo, padrões exigentes e uma profunda responsabilidade com nossos impactos. Este resultado valida uma forma de fazer empresa que entende a sustentabilidade como um eixo central em toda a sua cadeia de valor”, afirmou Francisco Ruiz-Tagle, CEO da CMPC.

É importante reforçar que, para a CMPC, a sustentabilidade é um pilar estratégico essencial que impulsiona sua competitividade e liderança global, integrando-se de forma transversal em toda a sua cadeia de valor. Este enfoque se materializa por meio de certificações internacionais (FSC/PEFC), operações industriais eficientes e sólidas políticas de governança corporativa, garantindo o cumprimento dos mais altos padrões de transparência e resiliência em todas as suas áreas funcionais.

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Chilena CPMC confirma cronograma para nova fábrica de celulose no Brasil

Nesta semana, a chilena CMPC deu mais um passo no projeto de instalação de sua nova fábrica de celulose no Brasil ao assinar o contrato de concessão do terreno e construção de um Terminal de Uso Privado (TUP), no Porto de Rio Grande (RS). Também foram firmados contratos para a construção de novas embarcações. Com esses avanços, a companhia reafirmou o cronograma de entrega do projeto para o segundo semestre de 2029.

As iniciativas devem consumir cerca de R$ 3 bilhões do montante aproximado de R$ 24 bilhões previsto pela empresa para a construção da unidade industrial em Barra do Ribeiro (RS). “A estimativa de término das obras [do terminal portuário] é em meados de 2029, com a fábrica entrando em operação dois meses depois, ou seja, tudo está dentro do cronograma”, disse Antonio Lacerda, diretor de celulose da CMPC, em entrevista ao Valor.

O Projeto Natureza, como o empreendimento foi batizado, terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano de celulose de eucalipto. O investimento ainda precisa ser aprovado pelo conselho de administração. “Precisamos ter as licenças ambientais para ir ao conselho. Estamos na fase final de aprovações”, afirmou Lacerda. Segundo ele, isso deve acontecer em meados deste ano.

Em relação à base florestal, o executivo disse que a CMPC já possui madeira plantada suficiente para rodar as duas fábricas no país por cinco anos. Além da nova unidade em Barra do Ribeiro, a empresa chilena já opera uma fábrica de celulose no município de Guaíba (RS), com capacidade anual de 2,4 milhões de toneladas de celulose de eucalipto.

Outra frente importante para o projeto é a de capacitação de mão de obra, que tem sido um desafio comum para diversas empresas do setor. Hoje, a CMPC conta com 6,5 mil colaboradores diretos e indiretos, número que deve superar a marca de 10 mil com a entrada em operação da segunda fábrica.

Segundo Lacerda, a empresa já mapeou quando precisará dos novos colaboradores, quais habilidades serão necessárias e o tempo de formação exigido. “Estamos trabalhando junto com entidades do Rio Grande do Sul para capacitar essas pessoas. É um grande desafio, e a tendência é ficar mais complexo, mas estamos nos preparando para que ele seja um pouco menor”, disse.

Momento de ajustes sob efeitos da China e do tarifaço dos EUA
O mercado de celulose atravessa um momento de ajustes após um ano de oscilações. Em 2025, o preço da celulose de fibra curta (BHKP) na China — mercado de referência para a commodity — teve forte recuo, saindo de US$ 540 por tonelada, nos primeiros meses, para US$ 495, em julho. Uma recuperação começou a se desenhar em agosto, com a cotação encerrando o ano em cerca de US$ 560 por tonelada.

A leitura é que, embora o tarifaço de Donald Trump tenha gerado instabilidade no comércio global, a entrada de novos volumes no mercado — principalmente da nova fábrica da Suzano — e o avanço de fábricas integradas na China (que produzem a própria celulose) foram as principais explicações para o cenário desafiador de preços observado no ano passado.

“Ninguém esperava uma oferta de madeira tão grande aos produtores chineses em função da queda da demanda do mercado de construção. Isso alterou a dinâmica do mercado”, observou Lacerda. Na sua avaliação, o movimento de integração de produtores chineses vai continuar, mas a celulose brasileira continua sendo mais competitiva.

Embora os preços da fibra tenham apresentado um leve incremento nos últimos meses, Lacerda avalia que o patamar atual continua desafiador, especialmente para produtores da Europa e dos Estados Unidos, onde as fábricas são mais antigas e menos eficientes. “Temos visto vários fechamentos, e esse movimento deve continuar”, disse. Diante desse cenário, ele mantém um “otimismo cauteloso” em relação ao mercado.

Informações: Valor Econômico

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Parada Geral da Veracel deve gerar cerca de 1.200 empregos temporários e movimentar R$ 8,5 milhões na economia

A Parada Geral 2026 da Veracel Celulose, que terá início no dia 26 de janeiro, deve gerar um impacto positivo significativo para a economia do sul da Bahia. Durante o período, a empresa prevê a contratação direta de aproximadamente 1.200 profissionais, com prioridade para a mão de obra local, além de um investimento estimado em R$ 8,5 milhões em serviços de transporte, alimentação e hospedagem na região.

A mobilização envolve fornecedores e prestadores de serviço de diferentes estados do Brasil e dos municípios do entorno da fábrica, contribuindo para o fortalecimento da cadeia local e para a geração de renda em setores estratégicos, como industrial, hotelaria, alimentação e logística. A Parada Geral é considerada uma das principais iniciativas industriais da Veracel com reflexos diretos na economia regional, ao estimular a circulação de recursos e a contratação temporária de trabalhadores.

“Além do impacto socioeconômico, a Parada Geral integra o compromisso contínuo da Veracel com a segurança operacional, a confiabilidade de seus processos industriais e a sustentabilidade do negócio, assegurando a estabilidade da fábrica e a eficiência de longo prazo da operação”, explica Fabrício Stange, diretor industrial da Veracel.

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Chile prendeu 111 pessoas por incêndios florestais, incluindo o principal suspeito de causar 21 mortes

Os incêndios florestais no Chile das últimas semanas deixaram um saldo trágico de 21 vítimas fatais e milhares de desabrigados no sul do país.

Em consequência disso, as autoridades informaram que detiveram 111 pessoas relacionadas com esses sinistros, incluindo o presumido responsável pela maioria das mortes.

Desde dezembro, devastadores incêndios florestais que ainda não pararam assolam as regiões de Ñuble e Biobío no Chile.

Os sinistros destruíram aproximadamente 800 residências e deixaram milhares de pessoas sem lar.

A maioria dos falecimentos foi registrada na região de Biobío, especificamente nas zonas de Lirquén e Penco.

As chamas avançaram rapidamente para áreas povoadas devido aos ventos intensos do verão austral.

A captura do principal suspeito pelos incêndios no Chile
A Fiscalia do Chile anunciou a captura do presumido autor do incêndio que causou a maioria das vítimas. Trata-se de um homem chileno de 39 anos que será apresentado à justiça.

“A polícia deteve um quarto homem que acaba provocando as até hoje 21 mortes” em Biobío, declarou a fiscal regional Marcela Cartagena em conferência de imprensa em Concepción. A outra vítima faleceu em Ñuble.

O detido tem “antecedentes policiais por lesões graves e infrações à lei de propriedade industrial e intelectual”, afirmou Claudia Chamorro, inspetora da polícia civil de investigações.

Operação massiva de detenções
As autoridades prenderam 111 pessoas no total durante o último mês por sua relação direta com os incêndios florestais no Chile. A maioria enfrenta acusações de negligência e intencionalidade.

As acusações incluem:

  • Uso de ferramentas que geram faíscas
  • Atividades agrícolas inadequadas
  • Problemas com linhas elétricas
  • Queimadas intencionais por motivos econômicos
  • Um dos detidos foi capturado durante o toque de recolher no setor de Punta de Parra, Biobío.

“O sujeito portava um isqueiro, um bastão retrátil e cocaína base“, informou um comunicado da Polícia de Investigações.

As autoridades alertam que as pessoas culpadas de causar esses incêndios podem enfrentar até 20 anos de prisão ou pagar uma multa de 12 milhões de pesos.

Situação atual e resposta governamental
O presidente Gabriel Boric realizou sua segunda visita à região de Biobío em 21 de janeiro. O mandatário assegurou que continuam os trabalhos para desobstruir ruas, retirar escombros e combater os incêndios.

A zona permanece em estado de emergência enquanto os bombeiros lutam contra 18 focos ativos.

Os incêndios florestais no Chile consumiram mais de 42.000 hectares de floresta e terrenos até o momento.

“A situação continua complexa. Ainda não podemos baixar a guarda”, afirmou o ministro do Interior, Álvaro Elizalde. O governo estima em 20.000 o número de desabrigados por esta catástrofe.

Cerca de 2.000 residências foram afetadas segundo o balanço oficial. Durante o dia, o mandatário Gabriel Boric decretou dois dias de luto nacional.

Em Punta de Parra, uma localidade de cerca de 3.000 habitantes rodeada de florestas de eucalipto, os incêndios deixaram poucas residências de pé.

“É pura maldade, só para fazer dano, não há outra explicação”, disse Felicia Lara, de 68 anos.

As investigações continuam enquanto as autoridades trabalham para controlar completamente os incêndios florestais que afetam o sul do Chile.

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Papel de nota fiscal feito de madeira elimina contaminantes perigosos

Sabe aqueles cupons fiscais e recibos de banco, impressos em um papel amarelo, que você guarda como documento, mas cujos dados já desapareceram quando você mais precisa deles?

Estamos falando da impressão térmica, na qual o calor desencadeia uma reação entre um corante incolor e um revelador, produzindo texto escuro onde o papel termal é aquecido.

Mas não é só o sumiço do texto que incomoda: O papel térmico é feito com componentes químicos que se espalham pela água, pelo solo e pelos seres humanos. Durante décadas, os principais responsáveis por essa contaminação foram o bisfenol A (BPA) e, mais recentemente, o bisfenol S (BPS). Ambos podem afetar organismos vivos, interferindo na sinalização hormonal, e ambos são detectados no meio ambiente e em pessoas que manuseiam recibos com frequência.

Tom Nelis e colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, demonstraram agora que dá para fabricar papel térmico a partir de derivados de madeira, juntamente com um sensibilizador derivado de açúcares vegetais, virtualmente eliminando os riscos ambientais e de saúde das versões atuais.

“Nós desenvolvemos formulações de papel térmico – comumente encontradas em produtos do dia a dia, como recibos de pagamento, etiquetas de embalagens, passagens aéreas etc. – feitas a partir de moléculas de origem vegetal que apresentam níveis de toxicidade muito baixos ou inexistentes,” resumiu o professor Jeremy Luterbacher, que ganhou fama ao desenvolver um método para extrair lignina de plantas de forma barata, evitando sua destruição.

Papel térmico feito de madeira elimina contaminantes perigosos

Os materiais podem ser feitos de biomassa não comestível, incluindo grama.
[Imagem: Tom Nelis et al. – 10.1126/sciadv.adw9912]

Mais barato e mais seguro

O trabalho se baseia na lignina, o ingrediente natural da madeira que dá suporte e rigidez às árvores, mas que também contém grupos químicos que podem funcionar como reveladores de cor.

Para isolar a lignina, uma tarefa desafiadora por si só, a equipe desenvolveu um método de extração controlada, denominado “fracionamento sequencial assistido por aldeídos”, para produzir polímeros de lignina de cor clara com menos grupos escuros, que absorvem a cor e podem interferir na impressão. Sua composição química também permitiu uma boa mistura na camada térmica, um pré-requisito fundamental para a reatividade adequada.

Para tornar a lignina reativa às temperaturas de impressão, a equipe adicionou um sensibilizador, um composto que derrete quando aquecido e ajuda o corante e o revelador a interagirem. Em vez de usar sensibilizadores convencionais à base de petróleo, eles testaram a diformilxilose, uma molécula feita a partir do xilano, um açúcar encontrado nas paredes celulares das plantas. Em seguida, aplicaram as misturas resultantes como revestimentos finos sobre o papel e as testaram usando aquecimento controlado e impressoras comerciais.

O papel térmico à base de lignina produziu imagens impressas nítidas, com valores de densidade de cor na mesma faixa apresentada pelo papel térmico comercial. Os revestimentos permaneceram estáveis quando armazenados perto de uma janela por meses, e os logotipos impressos permaneceram legíveis após um ano. Embora o contraste da imagem ainda seja inferior ao do papel comercial totalmente otimizado, o desempenho se igualou ao dos papéis térmicos à base de BPA.

Os testes de segurança também mostraram uma clara vantagem, já que os reveladores de lignina apresentaram atividade semelhante à do estrogênio de duas a quatro ordens de magnitude menor que a do BPA. O sensibilizador à base de açúcar não apresentou perfil estrogênico ou de toxicidade nas condições testadas.

Bibliografia:

Artigo: Sustainable Thermal Paper Formulation Using Lignocellulosic Biomass Fractions
Autores: Tom Nelis, Manon Rolland, Claire L. Bourmaud, Etiënne L. M. Vermeirssen, Ghezae Tekleab, Harm-Anton Klok, Jeremy S. Luterbacher
Revista: Science Advances
DOI: 10.1126/sciadv.adw9912

Informações: Inovação Tecnológica

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Silvicultura de precisão eleva produtividade do setor florestal

A silvicultura brasileira vive uma transformação estrutural impulsionada pela adoção intensiva de tecnologia em todas as etapas do ciclo produtivo. Conhecida como silvicultura de precisão, essa abordagem combina genética avançada, sensoriamento remoto, automação, análise de dados e inteligência artificial para planejar, implantar, conduzir e colher florestas plantadas com alto nível de controle técnico.

Segundo o diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), Ailson Loper, a prática já está consolidada no Paraná e representa uma mudança profunda na forma de produzir.

“A silvicultura de precisão é o uso coordenado de todas as tecnologias disponíveis para maximizar a produtividade e garantir a sustentabilidade. Hoje, conseguimos trabalhar em escalas cada vez menores, chegando ao nível da árvore individual”, afirma.

Genética avançada e viveiros altamente tecnológicos

O processo começa muito antes do plantio, nos viveiros clonais e pomares de sementes, onde a base genética das florestas é definida. Técnicas como polinização controlada, embriogênese somática, hibridação e clonagem são utilizadas para garantir maior vigor, sanidade e adaptação das mudas às condições locais.

A automação já está presente nesses ambientes, com sistemas que controlam irrigação, nutrição e temperatura em tempo real. O uso de bioinsumos e inimigos naturais reduz a dependência de defensivos químicos e fortalece o equilíbrio ecológico desde a fase inicial.

“Cada muda é resultado de um planejamento preciso, sustentado por dados de solo, clima, relevo e material genético”, destaca Loper.

Plantio orientado por dados e microplanejamento

Ao chegar ao campo, a implantação florestal segue um planejamento altamente detalhado. Mapas de produtividade, análises de solo, modelos altimétricos e dados climáticos são integrados para definir a espécie e o clone mais adequados a cada área.

A silvicultura de precisão rompe com o modelo tradicional baseado apenas no hectare e passa a operar em microtalhões, ajustando práticas de manejo conforme a variabilidade do terreno. Sensores, estações meteorológicas e softwares de planejamento espacial orientam o uso eficiente de água, fertilizantes e insumos, aumentando o índice de sobrevivência das mudas e reduzindo perdas.

Monitoramento remoto e inteligência artificial no manejo

Após o plantio, o monitoramento da floresta é sustentado por drones equipados com sensores multiespectrais, câmeras térmicas e radares de alta resolução. Essas ferramentas permitem identificar falhas de plantio, estresse hídrico, pragas e áreas de baixa produtividade com elevada precisão.

As informações são processadas em plataformas digitais que geram mapas de vigor, biomassa e alertas operacionais. “Hoje, a tomada de decisão no setor florestal é cada vez mais baseada em evidências. A inteligência artificial nos permite antecipar riscos climáticos, ciclos de pragas e ajustar o manejo de forma muito mais assertiva”, explica Ailson Loper.

Colheita de alta precisão

Durante o ciclo de crescimento, operações como poda, desbaste e manejo de pragas são definidas a partir de modelos de crescimento e prognoses produtivas. Máquinas florestais modernas, com sistemas automatizados, executam essas atividades com menor impacto ao solo e maior segurança operacional.

Na colheita, a mecanização atinge seu ponto máximo. Harvesters e forwarders são máquinas florestais que trabalham em conjunto na colheita mecanizada. O harvester corta, desgalha e secciona a árvore em toras, enquanto o forwarder transporta essas toras processadas. Elas operam com sistemas embarcados de georreferenciamento e otimização de sortimentos, permitindo que cada árvore seja processada de forma precisa, reduzindo perdas e aumentando o rendimento industrial. Centros de comando integrados coordenam rotas, cronogramas e sequências de corte.

Uma tendência que já é realidade no setor florestal

O volume de dados gerado ao longo de todo o ciclo florestal alimenta sistemas de modelagem preditiva e mineração de dados, que orientam decisões estratégicas de longo prazo. Para a APRE Florestas, a silvicultura de precisão não é uma promessa futura, mas uma prática já consolidada nas empresas do setor. 

“Estamos produzindo mais, com menor impacto ambiental e com base em conhecimento científico. Esse é o novo paradigma da silvicultura brasileira e ele já está presente nas empresas de base florestal no Paraná”, conclui Ailson Loper

Informações: Minuto Rural

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Projeto propõe arranha céu de madeira em Tóquio com 350 metros e 70 andares, usando 185 mil m³ de madeira para armazenar carbono, reduzir emissões em até 60% e reposicionar a engenharia do Japão

Em Tóquio, a Sumitomo Forestry propôs uma torre de 350 metros com grande volume de madeira para armazenar carbono e diminuir emissões da construção, provocando debate técnico e chamando atenção do setor.

A ideia de arranha céu de madeira deixou de ser apenas curiosidade e passou a entrar no radar de engenheiros e urbanistas por um motivo direto: emissões.

A construção civil responde por uma fatia relevante das emissões globais, principalmente por causa do cimento, do aço e da energia usada nas obras, o que transforma cada grande prédio em um tema climático, além de urbano.

Nesse cenário, a madeira engenheirada aparece como alternativa porque mantém na estrutura o carbono que as árvores já capturaram durante o crescimento, funcionando como uma forma de armazenamento por décadas.

O que é o W350 Project e por que ele virou assunto em Tóquio

O caso que mais se aproxima dessa proposta é o W350 Project, um conceito de arranha céu de madeira com 350 metros de altura planejado para o centro de Tóquio, no Japão.

A proposta chama atenção por unir dois pontos raros em um mesmo projeto: altura extrema e uso massivo de madeira como material estrutural.

Se for construído, o W350 Project pode se tornar o prédio de madeira mais alto do mundo e também o edifício mais alto do Japão, segundo descrições do conceito.

Como a estrutura mistura madeira e aço para chegar aos 350 metros

O projeto foi pensado como uma torre híbrida, combinando madeira e aço em um sistema estrutural voltado para suportar cargas elevadas e ventos fortes em grande altura.

A estrutura prevê colunas e vigas em timber, com aço atuando no travamento em um sistema do tipo braced tube, solução usada para dar rigidez e estabilidade a edifícios muito altos.

Outro detalhe que mais chamou atenção é o visual proposto: grandes varandas com vegetação, criando a imagem de uma floresta vertical no meio da cidade.

Os números do projeto, 185 mil m³ de madeira e o que essa escala revela

A torre é descrita com 70 andares e um volume estimado de cerca de 185 mil m³ de madeira, o que deixa claro o tamanho do desafio técnico e logístico.

Esse número também reforça por que o tema entrou no centro do debate sobre construção sustentável. Quanto maior a estrutura, maior o potencial de reduzir emissões quando se troca parte do concreto e do aço por madeira engenheirada.

Especialistas citam que cada tonelada de madeira pode manter armazenado até cerca de 1,8 tonelada de CO₂, já capturado pelas árvores durante o crescimento.

Por que madeira pode funcionar como cofre de carbono em vez de emitir como concreto

A lógica do chamado “armazenamento de carbono” é simples, mas poderosa: enquanto concreto e aço costumam estar associados a emissões relevantes no ciclo de produção, a madeira carrega carbono que já foi absorvido.

Na prática, esse carbono fica retido na estrutura por décadas, desde que o material continue em uso, transformando o edifício em uma espécie de cofre de carbono urbano.

Estudos citados por especialistas apontam que substituir concreto por madeira em edifícios de múltiplos andares pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 50% a 60%, dependendo do tipo de construção e do método aplicado.

Projeto propõe arranha céu de madeira em Tóquio com 350 metros e 70 andares, usando 185 mil m³ de madeira para armazenar carbono, reduzir emissões em até 60% e reposicionar a engenharia do Japão

Vantagens, desafios e o que isso sinaliza para a engenharia em 2026

Entre as vantagens apontadas para o uso de madeira engenheirada estão menor pegada de carbono, boa performance térmica, menor peso estrutural e montagem mais rápida com elementos pré fabricados.

Por outro lado, existem desafios importantes. O custo inicial ainda pode ser mais alto do que o de um prédio convencional e, no caso do W350 Project, estimativas apontam que o valor pode chegar perto do dobro.

Também entram na conta as exigências de normas rígidas contra incêndio e a necessidade de garantir manejo florestal sustentável, para evitar que a solução ambiental se transforme em um novo problema.

O que pode acontecer agora é uma aceleração desse tipo de conceito em projetos reais, impulsionada por tendências de 2026 que combinam inovação, sustentabilidade e tecnologia, com uso de materiais de baixo carbono e ferramentas digitais como BIM e gêmeos digitais para otimizar obras complexas.

No fim, a proposta do W350 Project chama atenção por inverter a lógica da construção em altura: em vez de uma torre vista apenas como consumo de recursos e emissões, o projeto tenta transformar o prédio em um grande estoque de carbono no meio de Tóquio.

Informações: Click Petróleo e Gás

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Suzano seleciona trabalhadores em duas cidades de MS

Inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem ou etnia.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está com cinco processos seletivos abertos em diferentes áreas para atender suas operações em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). As inscrições são destinadas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e podem ser realizadas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).

Para Ribas do Rio Pardo, há oportunidade para o cargo de Supervisor(a) de Manutenção (Planejamento e Controle de Manutenção). Já em Três Lagoas, estão abertas vagas para Aprendiz Administrativo, Analista de Manutenção Industrial Sênior (Preditiva e Lubrificação), Analista de Projeto Pleno (Projetista), e Consultor(a) de Manutenção (Controle Avançado de Processos).

Segue a lista completa dos processos seletivos da Suzano em andamento no estado e os respectivos links para inscrições. Nas páginas, é possível consultar os pré-requisitos de cada vaga, detalhamento da função e benefícios ofertados pela empresa.

Ribas do Rio Pardo – Supervisor(a) de Manutenção – (Planejamento Controle Manutenção) – inscrições até 25/01/2026: Página da vaga | Supervisor(a) de Manutenção (Planejamento Controle Manutenção

Três Lagoas – Analista de Projeto Pleno – (Projetista) – inscrições até 25/01/2026: Página da vaga | Analista de Projeto Pleno (Projetista)

Analista de Manutenção Industrial Sênior – (Preditiva e Lubrificação) – inscrições até 26/01/2026: Página da vaga | Analista de Manutenção Industrial Sênior (Preditiva e Lubrificação)

Consultor(a) de Manutenção – (Controle Avançado de Processos) – inscrições até 26/01/2026: Página da vaga | Consultor(a) de Manutenção (Controle Avançado de Processos)

Aprendiz Administrativo – inscrições até 14/02/2026: Página da vaga | Aprendiz Administrativo

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa

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Consórcio liderado pela XP assume Rota da Celulose no fim de janeiro

Termo de transferência deve ser assinado na terça-feira (27) e a cobrança de pedágio começa até 1 ano após o cumprimento de exigências.

As rodovias federais e estaduais que integram a Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul serão entregues à iniciativa privada neste mês e, no início de fevereiro, o governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a concessionária, a XP Investimentos, pretendem realizar um evento para marcar a transferência dos ativos para a empresa vencedora da concorrência realizada no ano passado.

A assinatura do termo de transferência dos ativos está prevista para terça-feira, segundo informou o governador Eduardo Riedel (PP). Após essa formalização, a XP Investimentos passa a ser responsável por 870,3 quilômetros de rodovias federais e estaduais na região leste do Estado.

Os trechos que ficarão sob responsabilidade da XP são os da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas; da MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo; da MS-338, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu; e da BR-267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul.

A companhia sob controle da XP Investimentos que administrará o conjunto de quatro rodovias receberá um nome semelhante ao do conjunto de rodovias denominado no edital do leilão: “Caminhos da Celulose”.

MS-040 é uma das rodovias que integram a Rota da Celulose

O contrato entre a XP Investimentos e o governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do escritório de parcerias estratégicas (EPE), prevê investimentos de mais de R$ 10 bilhões nas rodovias ao longo dos próximos 30 anos.

Entre os investimentos previstos ao longo da concessão estão a duplicação de 115 km de rodovias, 245 km de terceiras faixas, 38 km de contornos urbanos e 12 km de vias marginais, além da criação de 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes.

“As primeiras obras serão as adequações de sinalização, pavimento, construção de serviços de atendimento ao usuário, entre outras melhorias”, explicou ao Correio do Estado o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

PEDÁGIO

O contrato prevê que a Rota da Celulose só passe a cobrar pedágio depois de atender a todas as exigências contratuais para tal. 

Até o início das cobranças, as rodovias sob responsabilidade da XP terão de apresentar padrões mínimos de regularidade do pavimento; sinalização horizontal e vertical em conformidade com as normas vigentes, inclusive com elementos retrorefletivos; revisão completa dos sistemas de drenagem, com ausência total de trechos com empoçamento de água; correção de todos os aterros da rodovia, de modo a zerar qualquer risco de deslizamento; além da adoção de práticas de manutenção permanente, como roçada das margens da rodovia e correção do pavimento.

O cumprimento de todas essas exigências deve fazer com que o usuário das rodovias já perceba uma grande diferença ao trafegar por elas.

Depois que as exigências forem cumpridas, a Rota da Celulose instalará o sistema de pedágio no modelo free flow, um sistema eletrônico que elimina praças físicas e cancelas e permite que os veículos passem sem parar, com a cobrança feita automaticamente por pórticos que leem tags ou placas (OCR) e registram a passagem e o trecho percorrido.

Serão 12 pórticos de cobrança, e o valor da tarifa variará de R$ 5,15 por veículo ou eixo a até R$ 16,55.

O consórcio Caminhos da Celulose, que vai administrar as rodovias, é composto pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações (FIV), CLD Construtora, Ética Construtora, Distribuidora Brasileira de Asfalto, Conter Construções e Comércio e Conster Construções e Terraplanagem.

As obras de duplicação devem ter início no segundo ano da concessão, já com a cobrança de pedágio em vigor. O contrato prevê que as duplicações na BR-262, em um trecho de 86 km entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, e de 3,2 km próximo a Três Lagoas, estejam concluídas até o sexto ano da concessão.

O trecho de duplicação da BR-267, entre Bataguassu e o Rio Paraná, com extensão de 13,5 quilômetros, deve começar no sétimo ano da concessão e ser concluído no oitavo ano.

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