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Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical abre vaga de pós-doutorado

Bolsista participará de projeto sobre estoque de carbono e silvicultura. Vaga requer experiência em florestas multifuncionais e plantadas.

Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) está com inscrição aberta até a próxima quarta-feira (18/02) para uma oportunidade de pós-doutorado em estoque de carbono e silvicultura com bolsa da FAPESP.

O CCARBON é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba.

São requisitos para a vaga: doutorado em engenharia florestal, engenharia agronômica ou áreas correlatas; experiência em florestas multifuncionais e florestas plantadas; experiência em análise de dados; fluência em inglês; carteira de motorista válida; e disponibilidade para residir em Piracicaba.

Mais informações sobre a vaga e as inscrições em: www.fapesp.br/oportunidades/8885/.

A oportunidade de pós-doutorado está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 12.570,00 mensais e Reserva Técnica equivalente a 10% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio fora da cidade na qual se localiza a instituição-sede da pesquisa e precise se mudar, poderá ter direito a um auxílio-instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades.

Informações: Agência FAESP

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Efeito cancro no mogno africano – Khaya grandifoliola

Embora muitos aleguem que o cancro não causa danos a madeira do Khaya Grandifoliola, estudos recentes revelam que o cancro do córtex altera significativamente a qualidade da madeira de Khaya grandifoliola. Embora alguns analisem o impacto técnico nas propriedades, a doença é amplamente vista como um problema comercial e estrutural. 

Aqui estão os principais efeitos que alguns estudos recentes afirmam que essa doença causa na madeira:

  • Alteração da Estrutura e Densidade: O cancro é capaz de modificar a estrutura interna da madeira, podendo elevar sua densidade em áreas afetadas.
  • Danos Mecânicos: A infecção, frequentemente causada por fungos como Cryphonectria cubensis ou Lasiodiplodia theobromae, provoca danos diretos que podem comprometer a resistência mecânica das peças serradas.
  • Necrose e Lesões no Tronco: O fungo ataca a casca e o câmbio, gerando lesões que podem ser localizadas ou se estender por grandes áreas do tronco, causando a morte dos tecidos (necrose).
  • Deformações no Fuste: Em estágios avançados, a árvore apresenta áreas de lenho expostas circundadas por tecidos protuberantes, o que prejudica o aproveitamento do fuste para serraria.
  • Desvalorização Comercial: Por afetar o aspecto visual e a integridade física, a madeira de árvores doentes perde valor de mercado, dificultando seu uso em movelaria de luxo. 

Para evitar perdas, recomenda-se o controle precoce por meio da raspagem dos tecidos afetados seguida da aplicação de calda bordalesa ou soluções de sulfato de cobre, preferencialmente durante o período de estiagem. 

Artigo por Milton Frank

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Arauco fortalece proteção às mulheres, crianças e adolescentes em Inocência

Parceria com o TJMS e a Prefeitura amplia ações educativas e reforça a rede de apoio no município.

A Arauco formalizou um Termo de Cooperação Mútua com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Prefeitura de Inocência que consolida uma parceria estratégica voltada à proteção das mulheres e à promoção dos direitos da infância e da juventude no município e em toda a região. A iniciativa amplia e fortalece as ações sociais e preventivas já desenvolvidas pelo Judiciário.

Com vigência de 60 meses, o acordo prevê a atuação integrada das instituições, reforçando a rede de apoio local e promovendo uma cultura de paz, justiça e cidadania — princípios alinhados à proposta apresentada pelo Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU). Uma reunião de alinhamento sobre os programas do TJMS para 2026 está marcada para o dia 6 de fevereiro, quando serão discutidas as iniciativas a serem implementadas em Inocência.

Para o diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Arauco, Theófilo Militão, apoiar programas já consolidados do Judiciário reforça a responsabilidade compartilhada na promoção da proteção social. Ele destaca que “a Companhia reafirma sua visão de que o cuidado com as pessoas deve ser um compromisso de todos os atores sociais”.

O prefeito de Inocência, Antônio Ângelo, também ressalta o impacto da colaboração, afirmando que “a parceria fortalece a capacidade de resposta ao enfrentamento da violência contra a mulher, crianças e adolescentes com mais eficiência e agilidade”.

Na Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, a desembargadora Jaceguara Dantas reforçou a importância do trabalho conjunto. “Parcerias com instituições privadas, como a Arauco, são fundamentais para ampliar o alcance das iniciativas, especialmente no município de Inocência e seu entorno”. Após três anos à frente do setor, a magistrada se afastou para assumir a cadeira de conselheira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A desembargadora Elizabete Anache, coordenadora da Infância e Juventude do TJMS, destaca que o crescimento da região precisa caminhar lado a lado com os avanços sociais. Segundo ela, “o desenvolvimento econômico deve ser acompanhado de desenvolvimento humano, dignidade e segurança social”, reafirmando que nenhum progresso é completo se não incluir a proteção e a valorização das pessoas.

A assinatura do Termo de Cooperação Mútua soma-se a outras iniciativas da Arauco voltadas ao fortalecimento dos serviços públicos de saúde, educação e segurança. Com isso, a Companhia reafirma seu compromisso com uma atuação integrada ao poder público e à sociedade, contribuindo para um desenvolvimento territorial equilibrado e sustentável.

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ALSV Drone Florestal aposta em novas aplicações para drones na silvicultura durante a Feira Mais Floresta ExpoRibas

Empresa apresenta soluções que ampliam o uso de drones para pulverização, adubação, controle de formigas e logística em áreas de difícil acesso.

Em uma região marcada pelo avanço acelerado da silvicultura e pela chegada de grandes empreendimentos florestais, a ALSV Drone Florestal chega à Feira Mais Floresta ExpoRibas com expectativas elevadas e um portfólio que reflete a evolução do uso de drones no campo. Com mais de 100 mil hectares atendidos na silvicultura, a empresa se consolidou como referência nacional e foi a primeira a obter licença da Adapar para aplicação aérea com drones no Brasil.

Para André Veiga, sócio-fundador da ALSV, o evento tem um significado que vai além da exposição de tecnologias. “A melhor possível. Uma região que cresce de forma acelerada, como o entorno de Ribas do Rio Pardo, merece respeito. Pequenas cidades que recebem grandes empreendimentos têm um valor único de transformação da sociedade”, afirma.

Drones que vão além da pulverização

Embora os drones de pulverização já façam parte da realidade operacional do setor florestal, a ALSV aposta em soluções que ampliam significativamente as aplicações dessa tecnologia. Nesta edição da feira, a empresa destaca três frentes principais.

A primeira é a distribuição de sólidos, com uso de drones para adubação com NPK, ampliando a eficiência operacional em áreas onde o acesso mecanizado é limitado.

Outro destaque é o lançamento de isca formicida, já autorizado pelo MAPA para aplicação aérea de uma nova molécula, trazendo mais precisão e segurança ao controle de formigas em florestas plantadas.

A terceira inovação é o transporte de cargas com o sistema Lifting da DJI, que permite o deslocamento de mudas e outros insumos para locais de difícil acesso a veículos tradicionais.

Eficiência operacional e tomada de decisão

Segundo Veiga, o ganho de produtividade é um dos principais diferenciais do uso de drones no setor florestal. “Os drones são mais eficientes que tratores na produtividade diária de pulverização. Esse é um fator decisivo em um mercado que sofre alta pressão por eficiência”, explica.

Além disso, os drones de monitoramento têm papel estratégico na identificação rápida de falhas operacionais, pragas e problemas de desenvolvimento, contribuindo para decisões mais ágeis e assertivas no manejo florestal.

Tendências para os próximos anos

Ao olhar para o futuro, a ALSV enxerga que a evolução da tecnologia continuará ocorrendo por meio de avanços pontuais, porém altamente estratégicos. Entre as tendências, Veiga destaca o desenvolvimento de jatos direcionados para aplicação em entrelinhas, aumentando a precisão das operações.

Outra frente promissora é a aplicação de produtos mais concentrados ou até “puros”, sem adição de água, o que pode reduzir o volume de calda, aumentar a efetividade dos tratamentos e acelerar os resultados no campo.

“Acreditamos que esses avanços vão continuar surgindo nos próximos anos e ampliando ainda mais o papel dos drones como ferramentas centrais da silvicultura moderna”, conclui.

Seja também um patrocinador da feira Mais Floresta ExpoRibas26. Entre em contato com comercial@maisfloresta.com.br e whatsapp 34-9164-3122 e fale com a Aline Brandão.

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Gigantes chilenas de celulose reforçam infraestrutura no Brasil

Grandes empresas chilenas de celulose estão investindo em infraestrutura no Brasil, em meio a projetos ambiciosos ligados ao setor no maior país da América Latina.

As produtoras Arauco e CMPC avançam com investimentos logísticos para apoiar novas fábricas de celulose no território brasileiro, reforçando ferrovias e terminais portuários voltados à exportação.

A Arauco iniciou a construção de uma linha ferroviária de 47 quilômetros no estado do Mato Grosso do Sul. A empresa planeja investir R$ 2,8 bilhões no projeto.

“O projeto prevê a implantação de um novo trecho ferroviário com 47 quilômetros de extensão, que ligará a futura fábrica da Arauco à Malha Norte. A partir dessa conexão, os trens seguirão até o porto de Santos, em São Paulo, com destino aos mercados internacionais, especialmente Estados Unidos, Europa e Ásia. A infraestrutura foi projetada para movimentar até 3,5 milhões de toneladas por ano de celulose, por meio da operação de trens com até 100 vagões”, disse o ministério dos Transportes do Brasil em comunicado.

As obras devem ser concluídas até o segundo semestre de 2027.

A linha férrea integra o Projeto Sucuriú, da Arauco. 

No ano passado, o conselho de administração da empresa aprovou um investimento de US$4,6 bi para a construção da primeira fábrica de celulose do grupo chileno no Brasil, a ser instalada no Mato Grosso do Sul, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra de eucalipto por ano. Os recursos abrangem tanto a construção da fábrica quanto a infraestrutura logística associada.

Em janeiro, a produtora chilena de papel e celulose CMPC anunciou o pontapé inicial de um investimento de R$1,5bi para a construção de um terminal portuário no estado do Rio Grande do Sul.

A obra faz parte do Projeto Natureza, que contempla a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com aporte total superior a R$27 bi.

O terminal, referente a um contrato de concessão de 25 anos, contará com dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194.000 toneladas (t) de celulose. A construção será realizada por meio de uma joint venture entre a CMPC e a Neltume Ports.

O setor brasileiro de celulose tem atraído investimentos expressivos de empresas locais e internacionais, impulsionado pela elevada produtividade das terras do país para o cultivo de eucalipto, principal insumo da indústria.

Informações: BNAmericas

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Silvicultura de precisão impulsiona qualidade e desempenho das mudas de eucalipto na Bahia

A adoção das chamadas “janelas de plantio” permitiu aumento de 15% na qualidade das florestas e deverá refletir em ganho de produtividade para os plantios de eucalipto.

Líder mundial na produção de celulose solúvel especial, a Bracell consolidou em 2025 um marco relevante na gestão florestal ao aplicar uma nova abordagem da silvicultura de precisão, com uma inovação no manejo, na escolha de melhores épocas de plantio na Bahia. O aperfeiçoamento, fruto de um estudo iniciado em 2023, trouxe ganhos significativos, incluindo um aumento de 15% na qualidade do cultivo, com redução da incidência de doenças, menor mortalidade e práticas de manejo adequadas, resultando no melhor desempenho no 1º ano.

Para determinar as melhores épocas de plantio foram instalados experimentos ao longo de todos os meses do ano, utilizando materiais genéticos representativos e em três regiões, com características ambientais diferentes contrastantes (condições de clima, tipo de solo e relevo). Após o 1º ano de avaliação, os resultados demonstraram forte potencial de aplicação em escala operacional.

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A partir dessa evidência técnica, a equipe operacional estruturou, em julho de 2024, cenários mensais de plantio capazes de identificar o nível de compatibilidade de cada material genético conforme o período em que foi plantado. Dessa forma, por exemplo, clones suscetíveis à determinadas doenças apresentaram melhor desempenho em períodos pós-inverno, com a redução das chuvas, tornando-se escapes às condições mais favoráveis para estas doenças.

Em contrapartida, o plantio de clones resistentes foi priorizado no início da estação chuvosa, buscando aumentar a sobrevivência, reduzir o uso de água e o custo de irrigação de plantio. A nova técnica permitiu direcionar cada clone para a “janela de plantio” mais adequada, considerando restrições climáticas, escape às principais doenças e condições ambientais específicas de cada regional de plantio da empresa. Isso elevou de forma consistente a qualidade dos plantios no 1º ano de desenvolvimento. Em 2025, toda a base de plantio da Bracell Bahia passou a seguir integralmente esse modelo, consolidando a aplicação da silvicultura de precisão, com a inovação do manejo, como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade e reduzir perdas.

Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell Bahia, destaca que a iniciativa já se posiciona como uma das ações mais impactantes na performance florestal recente da companhia. “Observamos uma correlação direta entre a qualidade da floresta aos 12 meses e a produtividade futura. Antes, enfrentávamos problemas recorrentes de plantio de clones em períodos que não potencializavam a performance da floresta, o que resultava em maior incidência de doenças, aumento da mortalidade e menor desempenho no primeiro ano. Com a introdução dessa técnica, conseguimos direcionar cada material genético para a sua melhor época e para o talhão mais adequado. Isso fez com que as plantas crescessem de forma mais saudável e consistente. Uma floresta de alta qualidade aos 12 meses representa, de forma muito clara, uma floresta mais produtiva no futuro. O ganho de 15% que alcançamos, até o momento, é extremamente representativo para a operação e evidencia o impacto positivo dessa mudança”, afirma.

Ele acrescenta ainda que a adoção dessa nova abordagem da silvicultura de precisão consolidou um novo patamar tecnológico na operação florestal. “Ao integrar dados climáticos, análises de solo e o comportamento dos materiais genéticos ao longo do ano, conseguimos transformar informação em decisão estratégica. Essa previsibilidade operacional nos permite planejar melhor, reduzir riscos e assegurar que cada hectare plantado atinja seu máximo potencial produtivo. Trata-se de uma inovação que não só fortalece a performance da floresta no curto prazo, mas também reforça os pilares de sustentabilidade, eficiência e competitividade que orientam o nosso planejamento de longo prazo”, conclui.

Informações: Correio 24 Horas

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Novo satélite revela mapa inédito do carbono escondido nas florestas da Terra

Pela primeira vez, a humanidade consegue observar de forma detalhada como o carbono está distribuído na superfície da Terra. Uma nova imagem espacial, gerada por um satélite de última geração, revela padrões invisíveis a olho nu e mostra como florestas, pântanos e pastagens armazenam diferentes quantidades de biomassa, o principal indicador de carbono nos ecossistemas terrestres.

A imagem foi obtida sobre o rio Beni, na Bolívia, uma região estratégica por reunir diferentes tipos de vegetação e sofrer forte pressão de desmatamento. Em cores falsas, áreas densamente florestadas aparecem em tons de verde, enquanto campos agrícolas, zonas alagadas e cursos d’água ganham colorações distintas. O resultado é um verdadeiro raio-X ecológico do planeta.

Logo após sua divulgação, a imagem chamou atenção por revelar não apenas paisagens, mas também informações críticas sobre o estoque global de carbono. Principais dados extraídos:

  • florestas tropicais concentram a maior parte da biomassa;
  • áreas convertidas em pastagem apresentam baixa retenção de carbono;
  • zonas úmidas armazenam carbono de forma diferente, porém relevante;
  • corpos d’água praticamente não contribuem para biomassa terrestre.

A tecnologia que vai além da fotografia

Diferentemente de satélites convencionais, a missão Biomass utiliza radar polarizado de alta frequência, capaz de atravessar copas densas e medir a estrutura tridimensional da vegetação. Isso permite calcular com precisão a quantidade de matéria orgânica acima do solo, algo essencial para estimar quanto carbono está sendo absorvido ou liberado.

Além disso, esse tipo de radar não depende de luz solar e consegue operar mesmo sob nuvens, o que garante monitoramento contínuo de regiões tropicais, frequentemente encobertas por nebulosidade.

O satélite que monitora a saúde ecológica da Terra em tempo real

O grande objetivo da missão é acompanhar, em escala planetária, como os ecossistemas estão respondendo às mudanças climáticas, ao desmatamento e à expansão agrícola. Com varreduras completas a cada seis meses, será possível detectar a perda ou ganho de biomassa, a degradação florestal silenciosa, a recuperação de áreas reflorestadas e o impacto real das políticas ambientais.

Outro avanço crucial é a liberação pública dos dados, o que permitirá que pesquisadores do mundo inteiro analisem a dinâmica do carbono terrestre, aprimorem modelos climáticos e desenvolvam estratégias mais eficazes de conservação ambiental.

Dessa maneira, a missão Biomass representa uma mudança de paradigma: não estamos mais apenas observando a Terra, mas medindo sua saúde ecológica em tempo quase real. Pela primeira vez, o planeta pode ser monitorado com base em um de seus ativos mais valiosos, o carbono, que sustenta a vida e regula o clima.

Informações: R7

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Com preço menor, fábricas de celulose de MS freiam exportações

Volume das exportações de celulose de MS caiu 26% em janeiro deste ano na comparação com igual mês de 2025. Faturamento, porém, despencou 46%.

Principal produto da balança comercial de Mato Grosso do Sul, a exportação de celulose rendeu 46,2% a menos no primeiro mês de 2026 na comparação com igual período do ano passado, recuando US$ 394,1 milhões para US$ 212 milhões. 

E por conta deste recuo, os dados da balança comercial como um todo apresentaram recuo de quase 6,4% na comparação com janeiro do ano passado, caindo de  US$ 755 milhões  para US$ 636,9 milhões. Se a comparação for com dezembro de 2025, o recuo é ainda mais significativo, de 28,3%. Naquele mês, as vendas externas somaram US$ 869 milhões. 

O principal motivo da queda significativa no faturamento das três indústrias de celulose que exportam a partir de Mato Grosso do Sul é a redução no preço, já que o volume exportado foi apenas 26% menor que no começo de 2025.  

No primeiro mês do ano passado, conforme mostram os dados da Carta da Conjuntura do Comércio Exeterior, divulgada pela secretaria de Meio Ambente e Desenvolvimento Sustentável (Semadesc) a tonelada de celulose rendeu  US$ 538 por tonelada. Agora, o valor médio foi de apenas US$ 394. 

Esta queda na cotação vem ocorrendo desde meados do ano passado e por conta disso as indústrias estão colocando o pé no freio da produção e das ofertas ao mercado externo. As vendas caíram principalmente para China. 

No primeiro mês do ano passado, as vendas totais ao país asiático, incluindo soja, carnes e outros produtos, significaram 41,5% de tudo aquilo que Mato Grosso do Sul exportou. Agora, o principal parceiro comercial foi responsável por apenas 30,6% das vendas externas.

Os números da balança comercial em janeiro somente não tiveram baque maior porque a venda de soja e carnes começou o ano com números bem melhoras que  em 2025. O faturamento com carne bovina fresca aumentou em 41%, passando de US$ 102 milhões para US$ 145 milhões. 

E, ao contrário da celulose, os preços tiveram significativo aumento. O volume exportado subiu 25%, passando de 20 mil para 25 mil toneladas. Porém, o preço médio da tonelada saiu de US$ 5,1 mil para US$ 5,8 mil por tonelada. 

No caso da soja, os embarques dispararam, passando de 53 mil toneladas para 163 mil toneladas. Assim, o faturamento aumentou em quase 240%. No caso do milho, o cenário foi parecido. O volume saltou de 38 mil toneladas para 170 mil. 

PREOCUPAÇÃO

Embora as exportações normalmente signifiquem motivo de comemoração do setor econômico. Em Mato Grosso do Sul a importação de gás boliviano é motivo de festa, já que rende ICMS para os cofres locais. 

E, assim como já vinha acontecendo ao longo de todo o ano passado, 2026 começou com mais uma significativa retração, da ordem de 40%. Em janeiro do ano passado as importações foram da ordem de US$ 97,6 milhões. Agora, este valor ficou em apenas US$ 58 milhões. 

Para os cofres estaduais isso siguifico uma perda de cerca de R$ 1 milhão por dia. Em janeiro do ano passado o gás importado da Bolívia garantiu em torno de R$ 80 milhões aos cofres estaduais. Agora, este valor recuou para cercad e R$ 50 milhões.

Informações: Correio do Estado

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Restrições em oferta elevam preços do papel e celulose, mas analistas têm cautela

Mesmo com preços elevados, cenário no setor é de cautela.

Em janeiro, o aumento dos preços da celulose de eucalipto em todas as regiões fortaleceu os mercados de celulose. Os mercados globais também se beneficiaram de interrupções do lado da oferta, que jogaram os preços para cima. Mesmo com o cenário relativamente positivo, os analistas ainda enxergam o setor com cautela.

Na China, o aumento do preço da celulose de eucalipto foi US$ 560-570/tonelada (t), em dezembro, para US$ 580-590 no mês seguinte. Para fevereiro, já foi anunciado um aumento de mais ou menos US$ 10/t, mantendo o ritmo dos meses anteriores. O preço deve ser implementado a partir de março.

Ao mesmo tempo que os preços subiam, de acordo com a XP Investimentos, as restrições ambientais na Indonésia levantavam preocupações em relação à disponibilidade de madeira para os principais produtores.

De acordo com a Fastmarkets RISI, a mudança na política afeta cerca de 1 milhão de hectares de plantações, o que pode levar a uma perda anualizada de cerca de 8 milhões de toneladas de biomassa (BDMT) de madeira, equivalente a uma redução de cerca de 4 milhões de toneladas na oferta de celulose. Outros desafios como as tempestades na Europa e os desafios ambientais na América do Sul, como os incêndios no Chile, têm provocado um efeito parecido.

A expectativa do Bradesco BBI é de que esses fatores, combinados com a demanda aquecida na China, impulsionem ainda mais os preços no curto prazo.

Mesmo com esses fatores, o cenário do mercado ainda mostra cautela. Conforme a XP, sem uma racionalização adicional da oferta ou uma disponibilidade global mais restrita de madeira, a valorização sustentada dos preços parece desafiadora.

As estimativas da instituição mostram que os produtores chineses têm custos marginais de aproximadamente US$ 490/t, enquanto os que precisam de madeira importada chegam a gastar próximo dos US$ 550.

Informações: Info Money

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Rota da Celulose: concessão garante segurança viária e inovações a Mato Grosso do Sul

O contrato estipula melhorias e ampliação da capacidade de trechos que integram a Rota da Celulose: as rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267.

Foi firmado sexta-feira (6) o contrato de concessão da Rota da Celulose entre o Governo do Estado e a empresa XP Infra líder do consórcio Caminhos da Celulose, durante cerimônia oficial de lançamento da pedra fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuruí, em Inocência.

O contrato estipula melhorias e ampliação da capacidade de trechos que integram a Rota da Celulose: as rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267.

Serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais. Modelada pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, a concessão prevê recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade do sistema rodoviário ao longo dos próximos 30 anos.

O contrato prevê diversas obras de melhorias, entre elas 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas; A Rota da Celulose contará ainda com 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.

Dentre as inovações tecnológicas contratuais estão os pórticos de cobrança de pedágio automático (Free-Flow), a pesagem eletrônica dinâmica (HS-WIN), instalação de no mínimo 484 câmeras de reconhecimento óptico de caracteres (OCRs) e sistemas de comunicação com os usuários.

Obras iniciais e cobrança de pedágio

Após a assinatura do contrato, a empresa tem 12 meses para cumprir todas as obras iniciais antes de começar a cobrança do pedágio. As obras iniciais que precisam ser atendidas são para conservação rodoviária do pavimento, como flechas, trincas; sinalização horizontal e vertical para proteção e segurança, recuperação de pontes e viadutos, drenagem, pleno funcionamento de bueiros, valetas, meio-fio, estruturas de contenção, substituição de postes, iluminárias, limpeza e retirada de entulhos de canteiros centrais e de toda faixa de domínio e conservação das edificações existentes.

De acordo com o cronograma do Consórcio Caminhos da Celulose, as obras dos próximos 100 dias compreendem principalmente os dispositivos de segurança viária. Recuperação de 1.680 metros de proteção contínua (defensa metálica), 22,5 km de revitalização da sinalização, 5 mil tachas refletiva e reposição de 490 placas.

O pedágio automático (Free-Flow) não dispõe de cabines de cobrança. O usuário trafega normalmente, sem parar na rodovia. Ao passar pelo pórtico de pedágio a cobrança será realizada conforme a escolha do motorista. As opções são por TAG eletrônica fixa no parabrisa do veículo, site ou aplicativo da concessionária ou mesmo por pontos físicos ao longo da rodovia (postos de atendimento, SAU, postos de combustíveis ou restaurantes credenciados).

Segurança viária e inovações tecnológicas

A concessionária deverá implantar e operacionalizar veículos de inspeção para controle do tráfego, que circularão continuamente no trecho concedido verificando as condições de segurança na rodovia, prestando auxílio aos usuários, detectando ocorrências e acionando recursos necessários ao atendimento.

O contrato prevê também a instalação de pontos de apoio aos usuários (SAU), disponíveis 24 horas por dia, com informações, fraldário e sanitários, água potável, telefones de emergência, acesso à internet, estacionamento e pontos de recarga para carros elétricos.

Serão instalados três Postos de Parada e Descanso (PPD), um posto em cada uma das principais rodovias (MS-040, BR-262 e BR-267). São locais seguros, destinado aos motoristas profissionais para reduzir a fadiga, prevenir acidentes e garantir condições adequadas ao repouso.

As paradas oficiais precisam garantir estacionamento iluminado e com vigilância para evitar roubos de carga. Banheiros limpos com chuveiros disponíveis com água quente e fria, lavatórios e condições sanitárias adequadas para higiene pessoal. Áreas de descanso, refeitórios ou lanchonetes, que permitam conforto e dignidade após longas horas de trabalho.

A medida visa promover segurança nas estradas e preservar as vidas dos usuários. Locais estruturados permitem o cumprimento das 11 horas de descanso diários previstos na legislação, reduzindo drasticamente o risco de acidentes.

Informações: Correio de Corumbá

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