As vagas são para atuação nas cidades de Água Clara, Cassilândia, Inocência e Paranaíba. Ao todo, 110 profissionais devem ser contratados na região
Focada no desenvolvimento sustentável das comunidades onde está inserida, a Arauco abriu 110 vagas em Mato Grosso do Sul, para atuação na operação florestal da empresa, nas cidades de Água Clara, Cassilândia, Inocência e Paranaíba.
O processo seletivo será realizado na terça-feira (27/8), às 7h30, na Casa do Trabalhador de Paranaíba. São vagas para as funções de líder florestal (10); auxiliar florestal (40); motorista com CNH das categorias C ou D (25); operador florestal I (25); e operador florestal II (10).
Os benefícios oferecidos pela empresa são: plano de saúde (Unimed) e odontológico, vale alimentação / refeitório interno, transporte fretado / alojamento, seguro de vida em grupo, previdência privada, gympass, prêmio de produtividade, prêmio de assiduidade mensal e semestral, cestas de natal e brinquedo, material escolar.
Os candidatos devem comparecer na data, horário e local informados, portando seus documentos pessoais (RG e CPF/CNH – no caso das vagas para motorista) e currículo atualizado.
DATA E LOCAL DA SELEÇÃO:
Paranaíba
Data: 27/08 (terça-feira), às 7h30
Local: Casa do Trabalhador – Rua Barão do Rio Branco, 607-417 – Jardim Santana (entrada pela rua Visconde de Taunay) – Paranaíba – MS
Arauco em MS
Presente em Mato Grosso do Sul desde 2009, a Arauco prioriza a contratação de colaboradores em cidades próximas à sua operação. Primeira empresa florestal do mundo a ser certificada como Carbono Neutro, a empresa está comprometida com o desenvolvimento sustentável da região.
O Projeto Sucuriú estará localizado a 50km do centro urbano de Inocência. O investimento industrial previsto para o projeto, que terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada ao ano, é de aproximadamente R$ 15 bilhões.
Inicialmente, o empreendimento terá capacidade de produção de 2,8 milhões de toneladas de celulose
Mato Grosso do Sul segue nos holofotes para as grandes indústrias do setor florestal. Nesta sexta-feira (23), a redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br) obteve a informação em primeira mão de mais um projeto que visa o estado como berço para instalação de uma nova fábrica de celulose. A Bracell protocolou no Imasul, um Termo de Referência para fazer o Estudo de Impacto Ambiental para instalação para do megaempreendimento em Água Clara (MS), com capacidade estimada de produção de 2,8 milhões de toneladas de celulose.
Nos bastidores do segmento, o assunto já circulava, e nesta data, foi formalizado, conforme informou com exclusividade ao Mais Floresta, Jaime Verruck, Secretário de Estado de Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc/MS): “Tivemos nas duas últimas semanas reuniões com a diretoria do Bracell, inclusive juntamente com o Governador Eduardo Riedel, e na data de hoje a Bracell protocolou no Imasul, o Termo de Referência para fazer o estudo EIA/RIMA para instalação de fábrica, à 15km de Água Clara, com capacidade estimada de 2,8 milhões de toneladas de celulose.”
Secretário de Estado – Jaime Verruck
“Havíamos já há um tempo conversado com a diretoria da Bracell, mas foi nesta sexta, que nos foi permitido que fizessémos a comunicação, e, inclusive que ela protocolou. Agora a gente entra no processo de EIA/RIMA. Então esse processo tem a duração de no mínimo 12 meses, até um pouquinho mais, para a autorização da licença ambiental. Então o foco nesse momento é o licenciamento ambiental. Já fizemos a primeira reunião hoje cedo com a equipe, para emitir o Temo de Referência, e a partir dessa primeira etapa, a empresa poder proceder com todos outros estudos necessários para instalação no município de Água Clara, no Mato Grosso do Sul”, finalizou Verruck.
Secretário Jaime Verruck – SEMADESC, faz anúncio oficial sobre a nova fábrica, em Água Clara.
Investimentos recentes
A multinacional asiática é uma das gigantes do mercado global de papel e celulose e investiu R$ 2,5 bilhões em uma nova planta em Lençóis Paulista (SP), empregando mais de 2 mil pessoas durante as obras, e gerando mais de 500 vagas permanentes ao longo da operação. A fábrica entrou em operação no início deste ano.
A Bracell tem ainda outros investimentos anunciados, como a construção de uma fábrica de Clorato de Sódio e Peroxido de Hidrogênio, componentes químicos utilizados no processo produtivo de celulose, uma fábrica de óleo de palma e a linha férrea até Pederneiras.
Nova fábrica opera com energia 100% renovável por meio de painéis fotovoltaicos.
Vale da Celulose
Em 2024, o Mato Grosso do Sul (MS) deve atingir uma produção de quase 6 milhões de toneladas de celulose. A nova fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, que entrou em operação em 21 de julho de 2024, deve produzir cerca de 900 mil toneladas até o final do ano. A fábrica tem a maior linha única de produção de celulose do mundo e foi construída com um investimento de R$ 22,2 bilhões. Com o início das operações, a capacidade instalada de produção da empresa saltou de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneladas anuais, o que representa um aumento de mais de 20% na produção atual da companhia.
O MS também está a construir outras fábricas de celulose, como o Projeto Sucuriú, que terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada ao ano. O investimento industrial previsto para o projeto, que estará localizado a 50km do centro urbano de Inocência, é de aproximadamente R$ 15 bilhões.
O novo investimento da Bracell vem de encontro para elevar ainda mais as potencialidades do setor florestal do Mato Grosso do Sul, prospectando-o como um pólo em destaque a nível internacional, colaborando diretamente para o desenvolvimento do estado, e geração de renda.
Setor de base florestal no Brasil
Recentemente a Ibá – Ibá – Indústria Brasileira de Árvores, divulgou o dinamismo e a potencialidade da indústria de árvores cultivadas brasileira, apontando ser a mais sustentável do mundo. O setor planta 1,8 milhão de árvores por dia. Confira no quadro abaixo, os investimentos previstos e anunciados para os próximos anos:
Setores moveleiro, da silvicultura e de papel e celulose debatem insegurança jurídica geradapor notificações que sobrepõem legislação no estado já aprovada pelo STF
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação diante das recentes ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que, segundo a entidade, desconsideram o Código Florestal Brasileiro e o Código Ambiental catarinense.
Em reunião realizada na última quarta-feira (21/08/24) entre as Câmaras de Assuntos Legislativos, de Desenvolvimento da Indústria Florestal e de Desenvolvimento da Indústria do Mobiliário, foi destacada a necessidade de defender e valorizar as legislações já aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A mobilização da FIESC contra as ações do IBAMA se deve à percepção de que o órgão federal está emitindo notificações que desconsideram a legislação ambiental estadual, especialmente o Código Florestal Brasileiro e o Código Ambiental Catarinense. Esse tipo de ações geram insegurança jurídica para as indústrias locais, como as dos setores moveleiro, de silvicultura e de papel e celulose. A assessoria de imprensa não detalhou situações específicas.
Gilberto Seleme, vice-presidente da entidade, enfatizou a importância de uma defesa firme das legislações ambientais existentes, que, segundo ele, estão embasadas em critérios técnicos e adaptadas à realidade regional. Odelir Battistella, presidente da
Câmara da Indústria Florestal, destacou que a regulamentação e implementação imediata do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado são essenciais para a efetivação das medidas de proteção e desenvolvimento previstas na legislação estadual.
Carlos José Kurtz, diretor jurídico da FIESC, lembrou que o Código Ambiental catarinense foi resultado de ampla negociação e teve aprovação unânime na Assembleia Legislativa, representando um avanço pioneiro na legislação ambiental do país. A insegurança jurídica gerada por notificações recentes do IBAMA a empresas catarinenses, segundo José Mário Ferreira, presidente da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), representa um retrocesso e ignora a prerrogativa do estado de legislar regionalmente.
Arnaldo Huebl, presidente da Câmara do Mobiliário, concluiu que o desrespeito às legislações vigentes prejudica tanto a preservação ambiental quanto o desenvolvimento econômico do estado.