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Vem aí o 5º Congresso Brasileiro de Eucalipto em Vitória (ES)

O Congresso Brasileiro de Eucalipto (CBE) está de volta em sua quinta edição, prometendo ser um dos mais importantes Fóruns Brasileiros de intercâmbio e atualização sobre o setor florestal. O evento, que ocorrerá nos dias 08 e 09 de maio, no Auditório do Centro de Treinamento Dom João Batista, na Praia do Canto, em Vitória (ES), é uma realização do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro). A última edição do evento foi realizada em 2019.

Este ano, o tema central do congresso será “Uso Múltiplo Sustentável”, refletindo o compromisso do setor com práticas que respeitam o meio ambiente e promovem o desenvolvimento econômico e social. O evento visa reunir empresários, gestores, pesquisadores, professores, profissionais do setor, produtores rurais, entre outros agentes de desenvolvimento.

Com a participação esperada de diversos segmentos, como celulose e papel, indústria moveleira e madeireira, carvão vegetal, energia, e atividades afins, o congresso oferecerá oportunidades únicas de aprendizado, networking e troca de experiências. As inscrições já estão abertas no site oficial e as vagas são limitadas.

O setor florestal baseado em florestas plantadas tem ganhado reconhecimento nos últimos anos pela sua importância e contribuição ao desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. Com 9,94 milhões de hectares plantados de eucalipto, pinus e outras espécies, o Brasil se destaca na produção de celulose, papel, painéis de madeira, pisos laminados, biomassa, entre outros usos.

O eucalipto, representando 76% da área total de florestas plantadas no país, se destaca pela sua diversidade de uso, adaptação a diferentes ambientes naturais, velocidade de crescimento, desenvolvimento tecnológico e retorno econômico. O Estado do Espírito Santo se destaca como líder, possuindo a 9ª maior área plantada de eucalipto no Brasil.

Foto da última edição do evento, em 2019. (*Reprodução site oficial)

Apesar das condições favoráveis, o setor enfrenta desafios como adversidades climáticas, burocratização do licenciamento ambiental, exigências legais e tributárias, e infraestrutura deficiente. O Congresso Brasileiro de Eucalipto surge como uma iniciativa para discutir, sugerir e encaminhar alternativas que solucionem esses desafios, além de apresentar avanços tecnológicos e cenários prospectivos do complexo florestal brasileiro.

Com uma programação rica e diversificada, o congresso abordará temas como cenários e tendências do setor de florestas plantadas, mercado consumidor da madeira de eucalipto, mercado de créditos de carbono, inovação tecnológica, sustentabilidade, restauração florestal, Código Florestal Brasileiro, uso múltiplo de eucaliptos, sistemas agroflorestais, impacto de projetos florestais nas comunidades e mecanização florestal em áreas acidentadas.

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Com fábrica quase pronta, Ribas do Rio Pardo viverá “nova dor do crescimento”

Prefeitura aponta que chegarão os moradores definitivos e exigirão infraestrutura e lazer

O prefeito de Ribas do Rio Pardo, João Alfredo Danieze (PT), acredita que a cidade viverá uma “nova dor do crescimento”, agora que se aproxima a conclusão da obra da fábrica da Suzano, prevista para ser ativada em junho, e chegarão à cidade os trabalhadores permanentes e suas famílias. Ele comentou que no segundo semestre do ano passado houve o pico da obra, com cerca de 12 mil pessoas envolvidas.

O empreendimento envolve cerca de R$ 22 bilhões, segundo a empresa divulga em seu site, com a criação da maior fábrica de celulose do mundo. Esse é o maior volume de recursos privados sendo investidos no País.

A chamada dor do crescimento vira e mexe é mencionada. A cidade vivenciou um crescimento abrupto e demanda emergencial de serviços públicos. Já agora em março, o prefeito estima que ocorrerá nova redução do fluxo de pessoas temporárias na cidade, com cerca de cinco a seis mil pessoas.

Ele elenca dois gargalos que precisam de solução : habitação e a BR-262, que, com o aumento considerável do tráfego de veículos pesados passou a ser palco de muitos acidentes. A BR atravessa a cidade. O governador Eduardo Riedel disse que pretende vê-la entregue ao setor privado este ano, junto com trecho da 267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul, e a MS-040, de Campo Grande a Santa Rita do Pardo. Há estimativa de sejam necessários R$ 5 bilhões para melhorar as condições das rodovias.

Danieze explica que os “moradores definitivos” demandarão mais oportunidades de lazer e iniciativas culturais, já que permanecerão na cidade. Outros serviços essenciais ele aponta como encaminhados. Na educação, o Estado tem duas escolas, fez reformas e ampliação e há uma terceira prevista. Para as crianças de até 3 anos, a prefeitura vai entregar duas unidades, mas há falta de cerca de 200 vagas enquanto isso.

Na saúde, o prefeito mencionou que o hospital local saltou de um para três médicos atendendo, com mais dois disponíveis para emergências. O quadro subiu de 14 para 53 médicos prestando serviço na cidade, disse.

A cidade se deparou com mais problemas, mas também passou a contar um volume muito maior de recursos, diante do crescimento econômico. Em receita própria, a prefeitura recolhe mais ISS (Imposto Sobre Serviços) e dos repasses constitucionais, como cota de ICMS e demais receitas do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), Danieze estimou que o incremento tenha sido de 40%.

Moradores definitivos- Quando a fábrica da Suzano começar a operar, a unidade terá quadro de cerca de 600 trabalhadores. Já a cadeia de produção deve envolver 3 mil pessoas.  Os envolvidos com a produção da celulose tiveram acesso a cursos e receberam bolsa durante os estudos. A prática na atividade envolveu atuar por seis meses na unidade da Suzano em Três Lagoas.

A empresa está construindo na cidade 950 moradias para os funcionários, segundo o gerente industrial da unidade, Leonardo Pimenta. Além disso, a empresa já tinha informado em 2023 que fez parceria com o poder público em uma série de ações, como a melhoria da estrutura do hospital local e na segurança pública, somando cerca de R$ 32 milhões.

Escola particular – Ribas também ganhará uma escola particular a partir do ano que vem, tendo como público prioritário os filhos dos industriários. Trata-se de um empreendimento do Sesi (Serviço Social da Indústria), que utilizará salas de aula contêiner, o que permitirá a ampliação conforme a demanda. Segundo o superintendente do Sesi, Regis Borges, os filhos de funcionários da indústria terão descontos a partir de 20% nas mensalidades.

Informações: Campo Grande News.

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Mecanização é o caminho para a produtividade na silvicultura

A mecanização veio trazer novos ventos de prosperidade para a silvicultura. Nos últimos anos, a pesquisa e o investimento em maquinários mostraram-se como as soluções mais sábias para impulsionar o segmento, trazendo mais produtividade e melhores condições de trabalho na área. Atualmente, no Brasil, o plantio de florestas é predominantemente manual ou semimecanizado, por isso, a mecanização deste processo se faz tão desafiadora.

A ideia é nova e como tudo que sai do senso comum é preciso conhecimento, análise, visão de mercado a longo prazo e planejamento para ser solidificado. Atuando há mais de uma década na área, o gerente de Operações Florestais de Silvicultura da Reflorestar Soluções Florestais, Paulo Gustavo Souza, acredita que o mercado da silvicultura “demorou muito para evoluir”.

“Percebo que, neste momento, não existe outro caminho a não ser o da mecanização para manter o setor produtivo”, avalia Souza. O silvicultor descreve que o setor demorou muito tempo para investir “de fato” em projetos voltados especificamente para a área. “Isso acabou trazendo dificuldades para muitas companhias em relação à sua produção”, pontua.

PIONEIRISMO – Na contramão do tradicionalismo da atividade, que é essencialmente manual no país, nos últimos meses, a Reflorestar ingressou no mercado da silvicultura, mas com um diferencial já de início: ao oferecer serviços 100% mecanizados na área.

A empresa já é reconhecida por oferecer soluções totalmente mecanizadas nas fases da colheita e do carregamento de madeira. “Acreditamos ser a primeira empresa prestadora de serviços (EPS) no Brasil a investir totalmente na mecanização da silvicultura. É uma proposta promissora para nosso setor”, prevê o gerente, que é especialista em Gestão Florestal pela Universidade Federal do Paraná.

Além do plantio mecanizado, explica, com diferentes modelos de plantadoras, a Reflorestar está investindo e desenhando em seu escopo de soluções, todas as demais operações mecanizadas para silvicultura. “Nisso, inclui desde preparo especializado de solo (da limpeza à sulcagem antes do plantio), à pulverização feita com drone”, exemplifica.

A tecnologia por meio dos “drones agrícolas” ou “drones pulverizadores”, por exemplo, promove mais segurança para o profissional técnico, rapidez no trabalho e versatilidade na aplicação de defensivos, já que atua em terrenos com qualquer tipo de declividade. Neste caso, o processo de mecanização já evolui quase que à automatização, devido ao controle remoto do equipamento. “Nas áreas mais declivosas, até então, estas operações eram realizadas em sua maioria, apenas de forma manual”, lembra Souza, sobre outras empresas no setor.

O processo da silvicultura mecanizada não só proporciona alta performance, integrando plantio, adubação e irrigação, mas também, resulta em baixo índice de reposição de mudas. Além disso, destaca-se pelo baixo consumo de combustível, contribuindo para uma eficiência energética aprimorada e garantindo total segurança para o operador. “Este é um projeto desafiador além de totalmente inovador e promissor para nosso setor”, anuncia Souza.

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Greenplac anuncia investimento de R$ 70 Milhões para 2024

Fabricante de painéis de madeira Greenplac anuncia investimento em mais performance industrial, florestal e consolidação de seus produtos

A Greenplac, indústria brasileira fabricante de painéis de madeira em MDF, anunciou investimento para conquistar ainda mais performance industrial, florestal e de consolidação de seus produtos unicolores e madeirados no setor moveleiro. Serão investidos R$ 70 milhões para o ano de 2024 especialmente direcionados para algumas áreas da empresa.

“Como o mercado está cada mais competitivo, temos que dedicar nossos esforços para alcançar o máximo de performance no que já foi investido do marco zero da indústria até o momento e desta forma, contribuir com o crescimento previsto para o segmento moveleiro brasileiro.”, disse José Roberto Colnaghi, presidente do conselho administrativo da Asperbras Brasil.

Dos R$ 70 milhões, R$ 50 milhões serão investidos na frente florestal, dedicados ao plantio e manutenção. Além disso, R$ 20 milhões serão investidos na planta industrial para expansões, bem como em software para automatização de processos para obter melhorias em estoque e expedição.

– Abicol realiza I Encontro Mundial da Indústria de Colchões

A empresa também investirá novamente em sistemas e softwares para acompanhar a constante evolução da tecnologia na automatização de processos nas frentes administrativas, PPCP (Planejamento, Programação e Controle da Produção), expedição e estoque, além de, atualizar as versões atuais de B.I. (Business Intelligence) para um atendimento cada vez mais otimizado e independente.

Além disso, a Greenplac MDF tem como objetivo alcançar um crescimento de 9% para 2024. “É uma projeção de crescimento ousada, considerando que a Greenplac é uma indústria nova e enfrentará o mercado moveleiro ainda mais concorrido em 2024. Por esse motivo, queremos entregar nosso melhor em atendimento, agilidade, além de excelente qualidade.” diz Valmir Souza, diretor geral da Greenplac MDF.

Para José Roberto Colnaghi, o sucesso do ano está em resgatar o que a Greenplac tem de melhor como diferencial. “Vamos buscar nosso melhor dentro de casa para entregar aos nossos clientes, uma ampla satisfação em todas as frentes de atendimento.”, conclui.

Padrões

Além do olhar atento às questões ambientais, a companhia atua com foco na qualidade e variedade de padrões do MDF oferecido à indústria moveleira. Atualmente oferece seis linhas de produtos que totalizam 40 padrões distintos.

Em 2023, a GreenPlac conquistou o Prêmio Internacional IF Design Award, o mais importante do mundo, na categoria Feiras de Tendências e Exibições. O troféu se refere ao estande da empresa na Formóbile 2022, onde foi lançada a coleção Estilo. A instalação, projetada pelo Estúdio Brunato de arquitetura, homenageou a natureza e a beleza árida do cerrado brasileiro, reforçando o futuro de um design cada vez mais sustentável e natural.

Além disso, seus produtos já foram contemplados nacionalmente com o Prêmio POPAI – Oscar do Varejo em 2021 e internacionalmente com a textura da linha Essenziale, premiada na Interzum, a maior feira da Alemanha, em 2017.

Greenplac

Inaugurada em 2018, a Greenplac se destaca por ser uma indústria moderna, com tecnologia alemã e ter seus processos produtivos pautados na transparência, qualidade e responsabilidade socioambiental. Está entre os principais players do setor moveleiro no Brasil e tem seu complexo industrial instalado na cidade de Água Clara (MS).

Atualmente gera 1.200 empregos, entre diretos e indiretos. A Greenplac se mantém alinhada com as principais tendências e oferece ao mercado padrões e texturas de revestimentos, que atendem aos mais diferentes gostos, culturas e necessidades.

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O uso da biomassa florestal como fonte energética no Brasil

Artigo de Marcelo Schmid, CSO do Grupo Index.

A energia de biomassa representa atualmente menos de 10% da capacidade instalada de energia elétrica no país, apesar de ser a terceira forma de energia mais competitiva no Brasil perdendo apenas para a energia eólica e para as centrais geradoras hidrelétricas.

Entre as fontes de biomassa utilizadas, destaca-se o bagaço da cana-de-açúcar como a principal delas, seguida do licor negro (bastante utilizado pelas fábricas de celulose) e, em terceiro lugar, os resíduos de origem florestal.

Muito embora o setor florestal tenha se agitado por anos diante da oportunidade de fazer do mercado de energia um novo e importante nicho para produtos de base florestal, até então nosso setor se depara sempre com os mesmos gargalos: baixa viabilidade (ou inviabilidade) de projetos florestais dedicados, falta de suprimento diante da demanda crescente por madeira, que leva à competição com mercados muito maiores, que não estão dispostos a perder suprimento para os rivais, como a celulose. 

Por outro lado, mesmo com todos os desafios na mesa, sabemos que a demanda energética do Brasil é constante e que a matriz energética precisa de diversificação, para que não tenhamos que enfrentar novamente o perigo de um apagão. Soma-se à demanda nacional, a pressão mundial pela redução das emissões de gases de efeito estufa, tornando a energia de biomassa florestal uma opção interessante.

Mas se há demanda de mercado e anseio da sociedade, como superar as barreiras que impedem o desenvolvimento da energia de biomassa florestal? Será que não está na hora de se pensar mais criativamente e parar de fazer mais do mesmo? Um sistema adequado e criativo de gestão de suprimentos pode certamente resolver ou minimizar as dificuldades, mesmo nos mercados mais competitivos! 

Ao invés de depender somente de plantios dedicados, que tal combinar um volume menor de plantios com aquisição de biomassa de outras fontes disponíveis no mercado, tirando vantagem da sazonalidade (e preço) de cada produto? A tecnologia das caldeiras permite tirar vantagem do uso diversificado de biomassa, então porque não explorá-la?

Ao invés de competir com grandes players pela floresta, que tal deixar os troncos das árvores para eles e explorar energeticamente resíduos, casca, tocos, e galhadas? Temos exemplos de países que estão utilizando resíduos florestais com excelência, alguns desses, países com muito menos tradição florestal que o Brasil!

A biomassa está em uma região de grande competição por madeira, altamente industrializada? Melhor ainda, pois nesse ambiente diversificado há grande volume de geração de resíduos, pequenos e médios produtores, negócios paralelos, vantagens logística, ou seja, diversas oportunidades que permitirão criar uma rede de fornecimento sustentável. 

A gestão adequada e dinâmica é a solução que empresas modernas estão utilizando para sobrepor os desafios do mercado de energia de biomassa. Para que colocar todos os ovos na mesma cesta? A resposta para tornar a energia de biomassa florestal viável, pode estar justamente não na floresta, mas em volta dela!

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