
Produtores de borracha operam no prejuízo e setor enfrenta risco de colapso no Brasil
Custos acima de R$ 6,50 e preços próximos de R$ 4 expõem crise estrutural, falta de contratos e forte concorrência internacional.
A cadeia produtiva da borracha natural no Brasil vive um momento crítico, marcado por prejuízos recorrentes aos produtores, desequilíbrios na estrutura do setor e aumento da concorrência internacional. O alerta é do presidente da Câmara Setorial da Borracha do Ministério da Agricultura, Antônio Carlos Carvalho Gerin, que classifica o cenário como uma “crise silenciosa” com potencial de impactar toda a economia nacional.
Borracha é insumo essencial para a economia
A borracha natural é considerada estratégica para o funcionamento do país, com aplicações que vão desde o transporte até a saúde pública e o cotidiano da população.
Segundo Gerin, a ausência do insumo comprometeria rapidamente atividades essenciais. Pneus, equipamentos hospitalares e até sistemas básicos domésticos dependem diretamente da borracha. “A sua torneira não funcionaria corretamente sem componentes de borracha”, exemplifica.
Produtor rural é o elo mais vulnerável da cadeia
Apesar da importância do setor, o produtor rural é o mais afetado pela atual estrutura da cadeia produtiva.
O cultivo da seringueira exige investimentos de longo prazo, com cerca de dez anos até o início da produção. Após esse período, o produtor passa a operar em um ambiente de alta instabilidade, sem garantias comerciais.
A cadeia é dividida em três etapas: produção no campo, beneficiamento nas usinas e industrialização. No entanto, a ausência de contratos formais entre esses elos fragiliza principalmente quem está na origem.
Falta de contratos gera desequilíbrio no setor
A inexistência de acordos formais de compra e venda entre produtores e usinas cria um cenário de insegurança e distorção de preços.
Sem contratos, a comercialização ocorre de forma pontual, com pouca previsibilidade. Isso permite que compradores definam valores de forma unilateral, deixando o produtor com poucas alternativas.
Preços abaixo do custo tornam atividade inviável
Atualmente, o custo de produção da borracha gira em torno de R$ 6,50 por quilo, enquanto o valor recebido pelo produtor está próximo de R$ 4,00.
Essa diferença torna a atividade economicamente inviável. Mesmo assim, muitos produtores continuam vendendo para evitar perdas totais, já que a borracha não colhida não pode ser armazenada para negociação futura.
Concorrência internacional pressiona mercado interno
Outro fator que agrava a crise é a forte concorrência de países como Malásia, Indonésia e Vietnã.
Esses países operam com custos mais baixos, favorecidos por legislações ambientais e trabalhistas menos rigorosas, além de políticas de subsídios à produção.
No Brasil, a importação segue ativa e protegida por contratos internacionais, garantindo a entrada contínua do produto estrangeiro, independentemente das condições do mercado interno.
Falta de políticas públicas agrava cenário
O setor também enfrenta a ausência de políticas públicas de apoio. Segundo Gerin, programas de subvenção que existiram até 2004 foram descontinuados sem substituição.
A falta de incentivos compromete a competitividade da produção nacional e amplia o desequilíbrio frente ao mercado internacional.
Impactos ambientais e sociais preocupam
Além das perdas econômicas, a crise da borracha traz impactos ambientais e sociais relevantes.
A seringueira possui alta capacidade de captura de carbono e contribui para a sustentabilidade ambiental. No entanto, áreas cultivadas vêm sendo erradicadas devido à falta de rentabilidade.
No campo social, a atividade é importante para a geração de empregos e fixação de trabalhadores no meio rural. Com a queda da rentabilidade, há aumento do êxodo rural e dificuldade de reposição de mão de obra.
Dependência externa acende alerta estratégico
A redução da produção nacional pode aumentar a dependência do Brasil em relação à importação de borracha, o que levanta preocupações estratégicas.
Segundo o presidente da Câmara Setorial, o país já enfrenta desafios semelhantes em setores como combustíveis e fertilizantes, o que reforça a necessidade de atenção ao tema.
Falta de investimentos limita competitividade
Outro ponto crítico é a ausência de investimentos na modernização da indústria nacional de borracha.
Sem avanços tecnológicos e ganhos de eficiência, o setor brasileiro perde competitividade frente aos principais produtores globais.
Continuidade da atividade está ameaçada
Diante desse cenário, a permanência dos produtores na atividade está em risco. Operar com prejuízo contínuo não é sustentável no longo prazo.
A avaliação do setor é de que medidas estruturais são urgentes para reequilibrar a cadeia produtiva, garantir remuneração adequada ao produtor e preservar um insumo essencial para o desenvolvimento econômico do país.
Fonte: Portal do Agronegócio

O fim do apodrecimento? Cientistas brasileiros revolucionam a durabilidade da madeira
Pesquisadores da Ufes utilizam técnicas de modificação térmica para elevar a durabilidade da madeira de eucalipto e espécies amazônicas, criando soluções sustentáveis que eliminam o apodrecimento e agregam valor ao setor florestal brasileiro.
A barreira histórica que limitava o uso da madeira na construção civil brasileira — a vulnerabilidade ao tempo e a pragas — está sendo derrubada pela ciência capixaba. Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão liderando estudos de ponta em modificação térmica para elevar drasticamente a durabilidade da madeira.
O objetivo é transformar espécies de rápido crescimento, como o eucalipto, em materiais de altíssima resistência, capazes de competir em pé de igualdade com o concreto e o aço, mas com a vantagem da sustentabilidade.
Eucalipto e Tauari
Conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL) no campus de Alegre, o grupo de pesquisa “Modificação da Madeira” direciona seus esforços para espécies com relevância econômica estratégica. O eucalipto, pilar da silvicultura brasileira devido ao seu rápido ciclo de colheita, é o protagonista dos testes. No entanto, a ciência nacional também olha para a Amazônia: a madeira de tauari, muito utilizada em movelaria e pisos, passa por processos laboratoriais para ganhar mercado e maior vida útil.
Segundo os dados da instituição, a meta é gerar conhecimento científico robusto sobre matérias-primas nativas e exóticas, permitindo que o produtor rural e a indústria entreguem produtos com maior valor agregado e resistência superior à biodeterioração.
Resistência sem o uso de tóxicos
Diferente dos métodos tradicionais que dependem de tratamentos químicos pesados, a técnica brasileira foca na modificação térmica. O processo envolve submeter a madeira (especialmente o Eucalyptus grandis) a variações controladas de calor em sistemas abertos ou fechados. Essa tecnologia altera a composição química do material, tornando-o “menos apetecível” para fungos e cupins, além de reduzir a capacidade de absorção de umidade do ambiente.
Essa abordagem não apenas amplia a durabilidade da madeira, como também se alinha às exigências globais de ESG (Ambiental, Social e Governança), uma vez que elimina o uso de produtos tóxicos e reduz o descarte precoce de materiais na construção civil.
Redes globais reforçam a durabilidade da madeira no Brasil
A excelência da pesquisa brasileira atraiu uma rede de cooperação internacional que inclui universidades da Alemanha e Espanha, além de centros de pesquisa na França. No cenário doméstico, a Ufes atua em conjunto com universidades federais do Paraná (UFPR), Lavras (UFLA), Mato Grosso (UFMT), Oeste do Pará (Ufopa) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
O apoio da Fapes e do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro reforça a viabilidade técnica do projeto. Para o setor produtivo, o avanço significa segurança: com o aumento comprovado na durabilidade da madeira, o mercado pode reduzir custos com manutenção e retrabalhos, superando a percepção de risco que ainda trava a adoção de estruturas de madeira em grandes obras urbanas.

Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50% o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e ampliação. O Governo do Paraná apresentou nesta segunda-feira (23) o anteprojeto da obra.
A Secretaria de Estado do Planejamento (SEPL), por meio do Paraná Projetos, apresentou o trabalho que forma as bases para ampliação da unidade militar em madeira engenheirada – sistema em que a madeira passa por um processo industrial para ser utilizada na construção civil.
O sistema construtivo de madeira engenheirada consiste em um processamento industrial da madeira para melhorar o desempenho das edificações. Nesse processo, as peças passam por uma seleção que elimina imperfeições e organiza as fibras em tábuas e lâminas. Com isso, são fabricados painéis, vigas e pilares fora do canteiro de obras e prontos para montagem. Essa inovação torna a construção mais rápida e eficiente e pode reduzir o tempo das obras em até 50%.
“A ampliação 5º Batalhão de Bombeiro Militar, aqui em Maringá, é uma importante ação para melhorar ainda mais o combate a incêndios e atividades de defesa civil. Estamos entregando mais esse projeto para a Secretaria de Segurança Pública em um trabalho da Secretaria do Planejamento, por meio do Paraná Projetos, para dar condições das obras saírem do papel. Assim, proporcionamos ao cidadão paranaense mais segurança e qualidade de vida”, comentou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
O projeto utiliza o conceito de “pele-dupla” na fachada, que garante um sistema projetado para remover calor, vapores e outras partículas, ficando o espaço menos quente sem a necessidade de aparelhos de ar-condicionado para climatização. A área total construída, considerando o térreo e os três pavimentos, é de 1.895 metros quadrados.
“Esse projeto é mais um passo importante na expansão do trabalho das forças de segurança no estado do Paraná, sempre impulsionado pelos investimentos promovidos pelo governador Ratinho Júnior. A parceria com a Secretaria de Planejamento nos possibilita mais estrutura aos bombeiros na região, ajudando a salvar vidas e proteger a população”, ressaltou o secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira.
A cerimônia se deu em meio ao IV Fórum Estadual de Gestores Públicos, encontro estratégico voltado a prefeitos e lideranças para discussão de temas ligados à gestão. O evento contou com painéis de especialistas e palestras, lançamento do Curso de Desenvolvimento Territorial e espaço interativo para suporte direto sobre o ProGov e ProLegis.
“Esse projeto representa um grande passo para nós no atendimento da comunidade de Maringá. São novas instalações em que a gente vai poder dar um conforto maior para nossa tropa e dar condições melhores de trabalho para eles. Vamos ter condições de acondicionar viaturas, materiais e uma série de outros bens. Esse projeto vai nos proporcionar estar atendendo o nosso público interno e refletir no atendimento externo da comunidade”, destacou o tenente-coronel Andrey Falkiner do 5º Batalhão.
PARANÁ PROJETOS – O Serviço Social Autônomo Paraná Projetos, vinculado à Secretaria do Planejamento (SEPL), tem por finalidade a promoção, a elaboração e o gerenciamento de projetos, visando à implementação do desenvolvimento integrado do território paranaense, segundo princípios de sustentabilidade local e regional.

Arauco Brasil contrata: lista reúne oportunidades para técnicos, analistas e gestores em várias regiões
A Arauco, uma das maiores empresas do setor florestal e de produção de painéis de madeira do mundo, anunciou a abertura de diversos processos seletivos para suas unidades no Brasil. As oportunidades abrangem níveis técnicos, operacionais e de gestão, com forte concentração de vagas para o estado de Mato Grosso do Sul, além de posições em cidades do Paraná e na capital paulista.
As vagas estão distribuídas em municípios estratégicos como Inocência, Três Lagoas, Paranaíba, Ponta Grossa, Araucária, Curitiba e São Paulo.
Lista de Oportunidades por Localidade
Confira as principais funções disponíveis conforme as atualizações mais recentes da companhia:
Mato Grosso do Sul
- Inocência: Gerente Funcional de Inovação e Tecnologia, Coordenador(a) de Manutenção Logística, Supervisor(a) de Manutenção Logística (Carretas), Consultor de Processos (Fibras/Caustificação), Analista de Facilities Pleno, Técnico(a) Mecânico III, Laboratorista de Controle de Processos III e Analista de Certificação Florestal.
- Três Lagoas: Analista de Planejamento Florestal Sênior, Coordenador de Negócios Florestais, Técnico Eletrônico (níveis II e III) e Analista de Remuneração Sênior.
- Paranaíba: Supervisor(a) de Manutenção Mecânica (Colheita) e Técnico em Segurança do Trabalho.
Paraná
- Ponta Grossa: Técnico(a) de Controle de Qualidade Jr e Técnico(a) de Manutenção Elétrica Pleno.
- Araucária: Assistente de Logística (Vaga exclusiva para PcD) e Técnico(a) de Controle de Qualidade Jr.
- Curitiba: Analista de Remuneração Sênior (Corporativo).
São Paulo
- São Paulo (Capital): Analista de Remuneração Sênior (Logística).
Como se Candidatar e Configurar Alertas
A Arauco Brasil utiliza o sistema de Candidatura Simplificada via LinkedIn para agilizar o processo de recrutamento. Para concorrer a uma das vagas ou acompanhar novas aberturas, siga o passo a passo:
- Acesse a página oficial da empresa no LinkedIn: linkedin.com/company/araucobrasil/.
- Clique na aba Vagas.
- Ao selecionar a vaga desejada, utilize o botão de candidatura para enviar seu currículo atualizado diretamente pela plataforma.
Dicas para o Processo Seletivo
Muitas das vagas listadas são presenciais e exigem qualificações específicas para o setor florestal e industrial. Manter o perfil do LinkedIn completo e com as certificações técnicas visíveis aumenta as chances de ser identificado pelos recrutadores da Arauco, que já possui um quadro de funcionários altamente qualificado vindo de grandes centros universitários do país.
Fonte: Andra Virtual

Florestas plantadas garantem 94% da madeira usada pela indústria no Brasil
Quase toda a madeira usada pela indústria no Brasil vem de florestas plantadas. Em 2024, elas responderam por cerca de 94% da produção nacional, segundo o Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF). Ao todo, o país produziu quase 200 milhões de metros cúbicos de toras.
Mesmo com essa alta produção, as áreas de cultivo ocupam apenas 1,47% do território brasileiro. Esse modelo é apontado como uma forma de atender à demanda por madeira sem aumentar a exploração de florestas nativas.
O consumo global de madeira já chega a cerca de 1,6 bilhão de metros cúbicos por ano e pode crescer até 2050, de acordo com a Embrapa Florestas. Com isso, cresce também a importância de áreas destinadas ao plantio.
No Brasil, espécies como eucalipto e pinus são cultivadas principalmente em áreas degradadas ou que não são usadas para agricultura. A ideia é concentrar a produção nessas regiões e preservar as matas naturais.
A legislação ambiental também exige a conservação de parte das propriedades rurais. Na Região Sul, por exemplo, pelo menos 20% da área deve ser mantida como reserva legal ou área de preservação permanente.
Dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) mostram que o país tem 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas. Além disso, empresas do setor mantêm cerca de 7 milhões de hectares de vegetação nativa conservada.
No Paraná, áreas de preservação chegam a ser iguais ou até maiores do que as áreas de plantio, segundo levantamento do setor. Empresas ligadas à atividade mantêm cerca de 564 mil hectares protegidos no estado.
Além de produzir madeira, as florestas plantadas também são associadas à geração de empregos, captura de carbono e recuperação de áreas. O setor estima cerca de 2,6 milhões de empregos diretos e indiretos no país.
Especialistas avaliam que o uso de florestas plantadas pode ajudar a suprir a demanda por madeira e, ao mesmo tempo, reduzir a pressão sobre as florestas nativas.

Projeto financiado pelo BNDES impulsiona inovações em silvicultura de espécies nativas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reuniu nesta terça-feira (17) representantes da academia, de órgãos governamentais, do setor privado e do terceiro setor para celebrar o apoio do Banco ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN), iniciativa de âmbito nacional lançada em 2021 pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. No evento, foram apresentados os Protocolos de Pesquisa do programa, resultado do trabalho de 53 pesquisadores de 29 instituições diferentes, e as principais linhas de ação. Os participantes também conheceram as formas para participação no projeto.
A silvicultura é a ciência dedicada ao cultivo, manejo e conservação de florestas e áreas arborizadas. Ela abrange desde o planejamento e o plantio até a colheita e o processamento de produtos florestais, como madeira e celulose. A finalidade do projeto é desenvolver e disseminar inovações tecnológicas, contribuindo para que a silvicultura de espécies nativas ganhe escala no Brasil, a exemplo do que ocorreu com a silvicultura de eucalipto. A expectativa é de que o país possa ocupar uma posição de liderança na produção sustentável de madeira tropical.
O investimento do BNDES no PP&D-SEN será de R$ 24,9 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Tecnológico do Banco (Funtec), aos quais se somarão até R$ 5,9 milhões em contrapartidas não financeiras e pelo menos R$ 2,8 milhões em contrapartidas financeiras. Os aportes serão feitos ao longo dos cinco anos da primeira fase do programa, que pode chegar a 30 anos. O objetivo é impulsionar a inovação e o avanço tecnológico na silvicultura de espécies nativas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro e para fortalecimento da bioeconomia.
Na mesa de abertura, o superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, destacou que a agenda de valorização das florestas nativas e de restauração florestal é vista pelo Banco com prioridade institucional altíssima. “Desde 2023, nós conseguimos construir uma plataforma muito complexa, o BNDES Florestas, que envolve recursos financeiros, instrumentos não financeiros e parcerias com diversas instituições. Chegamos a 2026 com uma carteira que já mobilizou R$ 7 bilhões, com geração estimada de 70 mil empregos e expectativa de plantar mais de 280 milhões de árvores. Em três de anos de trabalho, estamos entregando um plano de plantio de mais de uma árvore por habitante do Brasil”, afirmou.
“Defendemos que o segmento de restauração de espécies nativas seja visto como um motor de desenvolvimento econômico nos territórios. É importante reafirmar esses compromissos publicamente para que fique muito claro o nosso esforço para o desenvolvimento dessa agenda”, completou o superintendente.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, transformar a silvicultura de espécies nativas em uma atividade econômica de escala é investir em ciência, inovação e formação de capacidades: “Com esse projeto, queremos ampliar a capacidade de gerar renda, empregos e valor nos territórios e, ao mesmo tempo, contribuir para a conservação das florestas e o fortalecimento da bioeconomia do país.”
O programa – O PP&D-SEN prevê a implementação de 14 Sítios de Estudo de Longa Duração, distribuídos inicialmente na Amazônia e na Mata Atlântica, onde serão cultivadas 30 espécies prioritárias nativas destes biomas. Também serão criados seis Polos de Referência – áreas com plantios consolidados que vão antecipar o fornecimento de informações. “Os Polos de Referência são importantes porque são essas áreas que vão gerar resultados primeiro”, explicou o professor Ricardo Viani, representante do Conselho Diretivo do PP&D-SEN.
O programa parte da premissa de que o Brasil precisa de políticas públicas e incentivos que promovam o plantio em larga escala de espécies nativas de alto valor econômico. Hoje, apesar da crescente procura por madeira de alta qualidade, as plantações comerciais para a produção sustentável destas espécies ainda permanecem em uma fase inicial, diante do seu enorme potencial.
Além de suprir a demanda por madeira nativa nos mercados nacional e internacional, a silvicultura de espécies nativas também contribui para a redução do desmatamento ilegal e da degradação florestal, ao mesmo tempo que promove a conservação da biodiversidade, aumento o sequestro de carbono, gera empregos e renda e atrai investimentos públicos e privados.
Parceiros – A coordenação técnica do projeto está dividida entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável pelas ações na Amazônia, e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à frente das atividades na Mata Atlântica. A iniciativa conta com a gestão administrativa, financeira e logística da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI- UFSCar), entidade sem fins lucrativos que apoia a UFSCar.

Material de divulgação do PP&D-SEN
Para Selma Beltrão, diretora de Governança e Informação da Embrapa, é preciso dar escala à silvicultura de espécies nativas e, com a execução desta primeira fase na Amazônia e Mata Atlântica, ampliar o Programa para outros biomas, como o cerrado. A visão é compartilhada pela gerente-executiva da Coalizão Brasil, Carolle Alarcon, que enxerga o apoio do BNDES e de novas instituições de pesquisa como uma alavanca para ampliação dos impactos. “Esse projeto permite consolidar as bases estruturais para uma nova economia florestal ancorada em ciência, inovação, coordenação institucional e visão de longo prazo. Precisamos de escala para que a silvicultura de nativas deixe de ser uma atividade de nicho e torne-se parte central da agenda de uso da terra no Brasil”, sustentou.
“Nosso papel, enquanto fundação de apoio, é dar segurança e agilidade aos pesquisadores para que eles possam dedicar todo o seu tempo à pesquisa”, disse o diretor da FAI, Targino Filho, na abertura do evento. Segundo ele, o projeto tem potencial para alterar a participação do Brasil na produção mundial de madeira tropical, hoje de apenas 10%.
A reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, destacou que o fortalecimento de redes colaborativas é um caminho fundamental para avançar na agenda do desenvolvimento sustentável. “Temos o compromisso de trabalhar em defesa dessa pauta, assim como defenderemos sempre a ciência, a tecnologia e a educação como caminhos para a nossa soberania”, afirmou.
O professor Daniel Piotto, pesquisador da Universidade Federal do Sul da Bahia, defendeu o crescimento da silvicultura de nativas não apenas para restauração florestal, mas para produção comercial e desenvolvimento econômico, incluindo as populações tradicionais. “A silvicultura no Brasil é bem evoluída, mas ainda focada em monocultivo de espécies exóticas. Estamos em um processo de mudança de paradigma, com entrada de novas tecnologias e maior diversidade de produtos florestais”, explicou.
A professora Fátima Piña-Rodrigues, pesquisadora da UFSCar, chamou a atenção para a “coragem” do BNDES de apoiar um modelo de gestão participativo. “Temos um conselho gestor formado por técnicos e representantes de todos os parceiros e instituições envolvidas. Esse trabalho de longo prazo vai gerar um banco de dados que ficará como herança para a silvicultura nacional”, disse.
O pesquisador da Embrapa Florestas e coordenador do Projeto na Amazônia, Silvio Brienza, abordou detalhes da estrutura do projeto e enfatizou a importância de finalizar a obtenção de informações de trabalhos implantados no passado. O coordenador também falou sobre a versatilidade de produtos gerados com a silvicultura de nativas, como alimentos, cosméticos, produtos medicinais e madeira. “A silvicultura nos permite construir um cardápio de opções que podem atender desde o agricultor familiar ao empresarial. Por isso, precisamos focar em explorar e direcionar sistemas e formas de produzir para o futuro”.
Legislação e ambiente regulatório – Em mesa com representantes do setor privado, foi unânime a avaliação de que é preciso aprimorar a legislação do setor para garantir previsibilidade aos produtores. “Precisamos ter certeza de que vamos conseguir colher essas espécies nativas”, disse o gerente florestal da holding Ibemapar, Filemom Mokochinski. Ele também destacou a necessidade de ampliar pesquisas e levantar mais dados econômicos para que a silvicultura de nativas ganhe maior visibilidade entre as empresas.
Na mesma linha, o professor Luiz Estraviz, da Universidade de São Paulo (USP), defendeu mudanças no ambiente econômico e institucional, além da implementação de políticas públicas favoráveis ao setor. Na visão da pesquisadora Noemi Leão, da Embrapa Amazônia Oriental, os plantios florestais só ganharão escala se houver apoio da iniciativa privada.
O interesse das empresas foi destacado por Márcio Costa, engenheiro da Área de Meio Ambiente do BNDES. “Estamos vivendo um momento de efervescência no setor de restauração florestal no Brasil. A atual carteira do BNDES mostra a pujança e a capacidade do setor privado de participar desses projetos”, destacou.
Resultados esperados – Além de criar protocolos de manejo florestal, produzir sementes de boa qualidade e acelerar pesquisas de melhoramento genético, o PP&D-SEN espera estabelecer uma rede de pesquisadores de instituições em todo o país. “Talvez o maior ganho desse projeto seja o número de pessoas que serão capacitadas e formadas para atuar com espécies nativas. Meu sonho é que, com essa rede qualificada, a madeira tropical se torne para o Brasil o que o eucalipto já foi”, disse a professora Fátima Piña-Rodrigues.
Na frente regulatória, o programa espera criar um arcabouço legal simplificado e desburocratizado para reduzir o risco de plantio e manejo de espécies nativas. Outro resultado esperado é propiciar a maior adesão de produtores e um melhor ambiente para negócios e investimentos. “Lá na frente, podemos ter produtores rurais adotando soluções de silvicultura nas suas áreas de baixa aptidão agrícola”, disse o engenheiro do BNDES, Márcio Costa.
Fonte: Assessoria de imprensa BNDES

Suzano destaca iniciativa que reutiliza resíduo industrial para redução no consumo de água no processo de irrigação
Irrigação em áreas de plantio de eucalipto.
Uma iniciativa desenvolvida na área de silvicultura da Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, vem contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos hídricos nas operações florestais da companhia. No Maranhão, a empresa implementou uma tecnologia de irrigação que utiliza lodo primário – resíduo orgânico gerado no processo de produção da celulose, para aumentar a retenção de umidade no solo e reduzir o consumo de água durante a irrigação dos plantios de eucalipto.
No dia 22 de março, quando é celebrado o Dia Mundial da Água, a Suzano reforça, por meio de ações como essa, seu compromisso com estratégias voltadas à conservação deste recurso essencial para o planeta. A prática contribui ainda para o compromisso de longo prazo da companhia que visa reduzir em 70% os resíduos industriais destinados a aterros até 2030. Além disso, a iniciativa fortalece a estratégia de economia circular, ao dar novo uso a um subproduto do processo industrial.
Inovação sustentável e biodegradável – O lodo primário é um material formado por resíduos fibrosos gerados nas etapas iniciais do tratamento de efluentes industriais. Após passar por tratamento, ele adquire uma consistência semelhante a um gel e é aplicado no solo, formando uma camada orgânica que ajuda a reduzir a evaporação da água, aumentando a retenção de umidade e diminuindo a frequência e o volume de irrigação necessários para o desenvolvimento das plantas.
A estrutura do lodo permite maior armazenagem de água entre as irrigações, diminuindo o estresse hídrico nas plantas. Entre os resultados observados nas áreas de teste, está uma economia estimada de cerca de 60 mil litros de água por ano no processo de irrigação.
“Esse resíduo orgânico passou a ser estudado e pesquisado e, neste processo, foi identificada a oportunidade de evitar o seu descarte por meio da sua utilização nas etapas de irrigação em nosso plantio, uma vez que o lodo ajuda na retenção da umidade para a muda de eucalipto, especialmente nos períodos em que as temperaturas são elevadas.”, explica Marina Valin, gerente de silvicultura da Suzano.
Atualmente, a tecnologia é aplicada em uma área operacional de aproximadamente 12 mil hectares por ano, com consumo anual de cerca de 1,7 mil toneladas de lodo primário.
Benefícios para as comunidades – Além dos ganhos ambientais, o material também gera benefícios para o território. Por possuir efeito aglutinante, ele contribui para a redução da poeira nas estradas rurais, um ganho importante para as comunidades próximas. A região abriga comunidades extrativistas de babaçu, e a aplicação do material nas vias rurais ajuda a melhorar as condições de circulação, reduzindo a poeira e proporcionando mais qualidade de vida para quem vive e transita nessas áreas.
Reconhecido pelo potencial de inovação, o projeto recebeu o Prêmio ABTCP 2022, na categoria Inovação e Sustentabilidade, uma das principais premiações do setor de base florestal no Brasil.
“Destinamos os resíduos gerados em nossas operações com responsabilidade, sempre respeitando todas as exigências legais. Nosso objetivo é ampliar a circularidade desses materiais, permitindo que possam ser utilizados em outras cadeias produtivas. Seguimos buscando soluções de destinação e continuaremos investindo no desenvolvimento de alternativas cada vez mais sustentáveis.”, finaliza Marina.

Senai forma 100 profissionais por ano para setor de celulose em MS
Cursos técnicos em Celulose, Química e Florestas atendem demanda do setor que gera mais de 22 mil empregos.
O crescimento da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul impulsiona não apenas a economia, mas também a formação profissional e a geração de empregos. Os cursos técnicos oferecidos pelo Senai entregam cerca de 100 profissionais por ano para o setor, que atualmente emprega mais de 22,6 mil pessoas entre atividades florestais e industriais.
De acordo com o gerente regional da Costa Leste do Senai, Rodrigo Bastos, a região, que inclui Três Lagoas, Chapadão do Sul, Aparecida do Taboado e Ribas do Rio Pardo, passa por um momento de expansão no setor florestal, base da produção de celulose e responsável por toda a cadeia produtiva.
“Esse avanço impacta diretamente a qualificação profissional, aumentando a procura por cursos ligados a celulose, química e floresta. Antes, os estudantes precisavam sair do Estado para se formar. Hoje, eles têm a oportunidade de estudar aqui e já ingressar no mercado de trabalho”, explica Bastos.
O mercado aquecido faz com que alguns alunos sejam contratados antes de concluir os cursos, recebendo salários atrativos. O Senai mantém parcerias com indústrias como Bracell, Arauco, Eldorado e Suzano, oferecendo inclusive bolsas de incentivo à formação.
Segundo dados do Observatório da Indústria da Fiems, utilizando informações do Caged de janeiro de 2026, o setor florestal emprega formalmente 15.947 trabalhadores, enquanto a indústria de celulose conta com 6.683 profissionais, totalizando 22.630 empregos diretos.
O economista-chefe do Observatório, Ezequiel Resende, destaca que os empregos indiretos podem elevar o total para mais de 40 mil trabalhadores, considerando terceirizados em transporte, alimentação, segurança e limpeza.
Inscrições abertas
Os cursos mais procurados são técnicos em Celulose, Química e Florestas, com vagas ainda disponíveis para 2026. Interessados podem se inscrever nos cursos técnicos pelo site meufuturoagora.com.br. Já para graduações, o Vestibular 2026 está aberto em graduacaosenai.com.br.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 99263-9000.

Celulose brasileira bate recorde de produção e exportação em 2025
A produção brasileira de celulose atingiu 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior. Já as exportações somaram 20,7 milhões de toneladas, 11,6% mais que em 2024. Ambos os recordes históricos podem ser vistos na mais recente edição do Boletim Mosaico, publicação trimestral da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Os números reforçam a competitividade do setor e sua relevância para a economia brasileira, combinando escala produtiva, presença internacional e base sustentável.
“O desempenho reflete a pujança dos investimentos do setor, com a abertura de novas fábricas a cada ano e meio e ampliação da capacidade produtiva”, diz Paulo Hartung, presidente da Ibá.
O papel, por sua vez, manteve a produção do ano anterior, com 11,3 milhões de toneladas. As exportações do produto cresceram 4,8% e as vendas domésticas, 2%. Os painéis tiveram um aumento de 1,3% nas vendas domésticas e queda de 4,2% nas exportações.
Em valores, as exportações totais do setor de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração totalizaram US$ 14,9 bilhões. A variação de -4,8% reflete principalmente o cenário internacional de preços, sem comprometer a competitividade da indústria brasileira. A participação do setor na balança comercial brasileira em 2025 foi de 4,3%; já na balança do agronegócio, foi de 8,8% —trata-se do quinto item da pauta de exportações do agro.
A China segue sendo o principal destino dos produtos dessa indústria, tendo sido registrado um crescimento de 5% das exportações do setor para o país asiático. Na sequência, estão Europa, América do Norte e América Latina, que tiveram queda no valor total de exportações em relação ao ano anterior.
“Olhando o conjunto da obra, é notável o desempenho do setor em meio a um ano desafiador, com uma conjuntura internacional complicada, protecionismos, guerras e graves disputas por hegemonia”, conclui Hartung.

Trabalhe na Suzano: Empresa abre seleção para colheita florestal em Água Clara, Bataguassu e Três Lagoas
Suzano contrata em MS: Vagas para mecânico, operador e jovem aprendiz em Três Lagoas e região.
A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, anunciou a abertura de novas oportunidades de trabalho e capacitação para suas operações florestais e industriais no Mato Grosso do Sul. As vagas contemplam os municípios de Água Clara, Bataguassu e Três Lagoas, com prazos de inscrição que se estendem até o final de abril de 2026.
As oportunidades estão divididas entre cargos técnicos especializados e o Programa de Aprendiz, focado no desenvolvimento de jovens talentos da região.
Oportunidades no Setor Florestal
Para as operações de colheita, a companhia busca profissionais com experiência em maquinário pesado. Confira os detalhes:
Mecânico(a) de Máquina Florestal
As inscrições para esta função permanecem abertas até o dia 30 de março de 2026. O cargo exige atuação direta na manutenção da frota de colheita.
- Requisitos: Ensino Fundamental completo e CNH categoria B ou superior.
- Experiência: É necessário possuir vivência anterior em manutenção florestal ou de máquinas pesadas.
- Localidade: Candidatos devem residir ou ter disponibilidade para morar em Água Clara, Bataguassu ou Três Lagoas.
Operador(a) de Máquinas Florestais
Focado na operação de Harvester (HV) ou Forwarder (FW), este cargo também recebe candidaturas até 30 de março de 2026.
- Requisitos: Ensino Fundamental completo e CNH categoria B ou superior.
- Diferencial: Possuir curso de Operador de Máquina Florestal é considerado um diferencial importante.
- Regime de Trabalho: Disponibilidade para trabalhar em turnos e em regime de campo.
Programa de Aprendiz em Três Lagoas
A Suzano também está com foco na renovação de seu quadro de colaboradores através do Programa de Aprendiz – Manutenção, com inscrições válidas até o dia 30 de abril de 2026. O programa visa jovens que buscam a primeira experiência profissional em áreas operacionais e administrativas.
Critérios de Seleção:
- Idade: Entre 18 e 22 anos completos (até o final do processo seletivo).
- Escolaridade: Ensino Médio completo ou cursando no período noturno.
- Inclusão: Para pessoas com deficiência (PCD), não há limite de idade para a candidatura.
- Residência: É obrigatório residir em Três Lagoas/MS.
Como se candidatar
Os interessados devem realizar a inscrição exclusivamente de forma online, através da plataforma de recrutamento Gupy. Abaixo estão os links diretos para cada processo seletivo:
| Cargo | Link de Inscrição |
| Mecânico(a) Florestal | Acesse aqui |
| Operador(a) de Máquinas | Acesse aqui |
| Programa de Aprendiz | Acesse aqui |

Ribas do Rio Pardo se consolida como polo florestal e diversifica economia
Município avança na celulose e aposta em novas culturas como citricultura e amendoim.
O avanço das florestas plantadas e da indústria de celulose vem consolidando Ribas do Rio Pardo como um dos principais polos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Inserido no chamado Vale da Celulose, o município também passa por um processo de diversificação produtiva, com a adoção de novas culturas agrícolas e o uso de tecnologias no campo.
Durante a ExpoRibas 2026, o secretário estadual Jaime Verruck destacou a transformação econômica do Estado. “Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul passou por uma transformação produtiva significativa, com a conversão de áreas de pastagens de baixa produtividade em lavouras, florestas plantadas e cana-de-açúcar”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o modelo alia crescimento econômico e preservação ambiental, com cerca de 38% do território mantendo vegetação nativa.
Verruck também enfatizou a importância das políticas públicas no fortalecimento do setor. “Esse ambiente favorável é resultado de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, desburocratização e segurança jurídica”, disse, citando o papel de programas como o Profloresta no desenvolvimento da atividade florestal no Estado.
O secretário destacou o crescimento expressivo da área plantada e o protagonismo do Estado no setor. “A área de florestas plantadas saiu de 341 mil hectares em 2010 para aproximadamente 1,9 milhão de hectares na safra 2024/2025”, explicou. Segundo ele, Mato Grosso do Sul possui atualmente a segunda maior área de eucalipto do país e concentra grande parte da expansão nacional recente.
Sobre o futuro, Verruck reforçou a visão estratégica do Estado. “O Mato Grosso do Sul construiu um ambiente extremamente favorável ao desenvolvimento do setor florestal, com segurança jurídica, políticas públicas consistentes e compromisso com a sustentabilidade. Ribas do Rio Pardo é hoje um símbolo desse novo ciclo de crescimento”, concluiu. O Estado segue alinhado à meta de se tornar carbono neutro até 2030, reforçando o compromisso com inovação, desenvolvimento e preservação ambiental.
Fonte: Capital News

Parceria entre Suzano, governo do estado e prefeitura de Ribas do Rio Pardo impulsionam infraestrutura do município
Integração garante avanços em segurança, logística e qualidade de vida.
O avanço acelerado de Ribas do Rio Pardo (MS) tem evidenciado um modelo de desenvolvimento baseado na integração entre iniciativa privada e poder público. Um dos exemplos mais recentes dessa estratégia é a inauguração do novo quartel da Polícia Militar, viabilizado por meio de uma parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura Municipal e a Suzano.

Com investimento de R$ 15 milhões, a nova estrutura da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar amplia a capacidade de atuação das forças de segurança e acompanha o crescimento populacional e econômico impulsionado pela cadeia florestal na região. A entrega do quartel ocorre em um momento simbólico, durante as comemorações dos 82 anos do município, marcando uma nova fase de organização urbana e fortalecimento institucional.
Mais do que uma obra isolada, o investimento reflete um movimento estruturado de apoio ao desenvolvimento local, dentro do Plano Básico Ambiental (PBA) da Suzano, que reúne ações voltadas à mitigação de impactos e à promoção de crescimento sustentável nos territórios onde a empresa atua.
Nos últimos anos, a companhia destinou mais de R$ 30 milhões apenas para a área de segurança pública em Ribas do Rio Pardo. Entre os avanços estão a construção da Delegacia de Polícia Civil, a implantação da unidade da Polícia Rodoviária Federal na BR-262 e investimentos em tecnologia, como sistemas de videomonitoramento e radiocomunicação.
Para o vice-presidente da Suzano, Aires Galhardo, iniciativas como essa fazem parte da própria lógica de atuação da empresa. “O desenvolvimento da empresa não passa apenas pelo que acontece dentro da fábrica, mas também fora dela. Somos uma companhia que impacta diretamente a sociedade, gerando divisas, empregos e oportunidades, mas isso também traz desafios, como nas áreas de educação, saúde e segurança”, destacou.
Segundo ele, a parceria com o poder público é fundamental para equilibrar esse crescimento. “É uma construção conjunta para que a população receba estruturas compatíveis com essa nova realidade. O quartel entregue em Ribas, por exemplo, está entre os mais modernos do Estado, já preparado para o desenvolvimento dos próximos anos”, afirmou.
Galhardo também ressaltou o ambiente favorável de negócios em Mato Grosso do Sul, marcado pela articulação entre governo e setor produtivo. “O Estado tem uma visão muito alinhada com o desenvolvimento, criando incentivos e promovendo parcerias. É um modelo que poderia ser seguido por outras regiões do país”, avaliou.
Essa convergência de esforços também foi destacada pelo governador Eduardo Riedel, que enfatizou o papel das parcerias na transformação do Estado. “O que vemos em Ribas do Rio Pardo é o resultado direto da integração entre Estado, município e iniciativa privada. Estamos falando de investimentos em segurança pública, educação, saneamento, saúde e infraestrutura, que juntos elevam a qualidade de vida da população”, afirmou.
De acordo com o governador, o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul, com taxas entre 6% e 8% ao ano, está diretamente ligado à confiança do setor privado. “Esse ambiente de crescimento só acontece porque há investimento, geração de emprego e renda, além de parcerias concretas, como essa que viabilizou o novo quartel da Polícia Militar”, destacou.
Riedel também chamou atenção para os investimentos em logística e infraestrutura que sustentam essa expansão, como obras rodoviárias, ferrovias e o avanço da rota bioceânica. “Estamos estruturando o Estado para o futuro, com foco em competitividade e integração logística, o que beneficia diretamente setores como o florestal”, completou.
O caso de Ribas do Rio Pardo ilustra como o desenvolvimento industrial, especialmente impulsionado pela cadeia da celulose, exige planejamento e ação coordenada. A chegada de grandes empreendimentos traz crescimento econômico, mas também amplia a demanda por serviços públicos e infraestrutura.
Nesse contexto, as parcerias público-privadas se consolidam como ferramentas essenciais para garantir que o avanço econômico seja acompanhado por qualidade de vida, segurança e organização urbana — pilares fundamentais para a sustentabilidade de longo prazo.





