Material, com dados relativos a 2023, revela que o Brasil se tornou sexto maior produtor de papelão ondulado do mundo
A Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) acaba de lançar seu Anuário Estatístico 2024, elaborado em parceria com o Ibre/FGV. O material traz os principais indicadores do setor de papelão ondulado como produção anual, distribuição geográfica, faturamento, empregos diretos, exportação, entre outros dados relevantes.
Em 2023, a expedição de papelão ondulado alcançou 4.043.813 toneladas, o segundo maior volume na série histórica. Com o resultado, o país ultrapassou a Itália e se tornou o sexto maior produtor de papelão ondulado do mundo.
O segmento de produtos alimentícios segue como o principal setor usuário de caixas e acessórios de papelão ondulado, sendo responsável pelo uso de 48,91% do volume expedido em 2023.
“O Anuário Estatístico da Empapel é uma ferramenta consolidade e bastante tradicional no mercado. Para esta edição, além dos números relativos a 2023, também trazemos no encerramento uma análise de 2024 e algumas perspectivas. São números que demonstram a força das embalagens de papel e o momento aquecido deste mercado”, comenta o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr., presidente-executivo da Empapel.
Segundo o Anuário, o faturamento do setor de papelão ondulado ultrapassou os R$29 bilhões de reais pela primeira vez em sua história.
Dados são de 5ª feira (24.out.2024); Maranhão é o Estado com mais focos de incêndio: são 230 ocorrências do tipo
O Brasil registrava 1.273 focos de incêndio na 5ª feira (24.out.2024). Os dados são do sistema BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados nesta 6ª feira (25.out). A Caatinga concentra a maior parcela dos focos de incêndio, com 322 –ou 25,3%. Maranhão é o Estado com o maior número de queimadas, com 230 focos registrados em 24h. É seguido por Mato Grosso do Sul (203) e Mato Grosso (136).
Dos 6 biomas brasileiros, 5 registraram a incidência de fogo. O Pantanal teve o 2º maior número, com 317 focos –24,9% do total.
O Brasil encerrou o mês de agosto de 2024 com o pior número de queimadas em 14 anos. Foram 68.635 ocorrências –o 5º maior da série histórica, iniciada em 1998. Foi uma alta de 144% em relação ao mesmo período de 2023. Setembro teve 83.157 focos de incêndio –o pior mês do ano em número de queimadas até o momento. O mês passado foi o setembro com maior número de queimadas desde 2010, quando foram contabilizados 109.030 focos de incêndio.
Em relação ao último ano, que registrou 46.498 pontos de fogo em setembro, o aumento foi de 78,74%. Tradicionalmente, este é o mês em que costuma ser registrado o pico de queimadas no Brasil, que segue até outubro. O país acumula, em outubro, 26.307 focos de incêndio. Em 2024, já são 236.515 ocorrências do tipo.
O país vive, além da alta dos focos de incêndio, uma seca histórica, com a pior estiagem em 75 anos, segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes da Conservação e Biodiversidade).
Entenda as causas:
A seca e a estiagem que afetam grande parte dos municípios são comuns no inverno brasileiro. A temporada teve início em junho e segue até o final de setembro. No entanto, a intensidade em que ocorrem na estação, este ano, é atípica. São 2 os fatores que mais impactam no cenário:
fortes ondas de calor – foram 6 desde o início da temporada, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Por outro lado, as ondas de frio foram somente 4;
antecipação da seca – em algumas regiões do Brasil, o período de seca começou antes do inverno. Na amazônica, por exemplo, a estiagem se intensificou quase 1 mês antes do previsto, já no início de junho.
Na região da Amazônia, além dos focos de incêndio, a seca toma formas preocupantes. Os municípios amazônicos enfrentam cerca de 1 ano de estiagem. É a seca mais longa já registrada. São 3 as principais causas:
intensidade do El Niño – o regime de chuvas foi impactado pelo fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico. Ele teve o pico no início deste ano e influenciou o começo da seca;
aquecimento anormal das águas do Atlântico Tropical Norte – a temperatura na região marítima, que fica acima da América do Sul, chegou a aumentar de 1,2 °C a 1,4 °C em 2023 e 2024;
temperaturas globais recordes – em julho, o mundo bateu o recorde de maior temperatura já registrada na história. O cenário cria condições para ondas de calor mais fortes.
Resultado 132% superior ao do 3T23 é impulsionado por maior volume de vendas e câmbio
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, divulga hoje o balanço referente ao terceiro trimestre de 2024 (3T24), com uma geração de caixa operacional de R$ 4,4 bilhões, elevação de 132% em relação ao terceiro trimestre de 2023 (3T23). O Ebitda ajustado totalizou R$ 6,5 bilhões, alta de 77% em igual base de comparação. Já a receita líquida somou R$ 12,3 bilhões, o melhor dado trimestral desde 2022, com alta de 37% em relação ao 3T23.
Os fortes resultados do período decorrem principalmente do maior volume de vendas e do preço líquido médio mais alto dos produtos exportados, com contribuição favorável do câmbio. As vendas de celulose somaram 2,6 milhões de toneladas, expansão de 6% em relação ao terceiro trimestre de 2023. As vendas de papéis totalizaram 360 mil toneladas, alta de 9% em relação ao 3T23.
O desempenho do trimestre também já começa a refletir os primeiros impactos positivos provenientes do início de operação da fábrica construída em Ribas do Rio Pardo (MS), ocorrido em 21 de julho. A nova fábrica encerrou o trimestre com 80% da curva de aprendizado, acima da expectativa inicial de 71%. O custo caixa de produção de celulose sem parada atingiu R$ 863 por tonelada, uma elevação de 4% ante o 3T23.
O aumento do Ebitda ajustado dos últimos doze meses proporcionou uma redução da alavancagem da companhia. Em dólares, a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado caiu de 3,2 vezes para 3,1 vezes. Da mesma forma, os fortes resultados operacionais e o impacto cambial positivo no resultado financeiro ocasionaram um resultado líquido positivo de R$ 3,2 bilhões na última linha do balanço.
Ainda no terceiro trimestre, a empresa concluiu a aquisição de participação acionária de 15% da companhia austríaca Lenzing por 230 milhões de euros e de ativos florestais no valor de R$ 2,1 bilhões. Em 1º de outubro, finalizou a compra de duas fábricas da Pactiv Evergreen nos Estados Unidos, por US$ 110 milhões.
“Registramos avanços significativos no terceiro trimestre em diversas áreas estratégicas. Estamos muito animados com o desempenho inicial da nova fábrica em Ribas do Rio Pardo, nossos volumes de vendas foram fortes, o nível de endividamento continua a melhorar e seguimos com nosso avanço internacional com as aquisições nos Estados Unidos e na Áustria. A evolução deste trimestre reforça a convicção de que a companhia, que neste ano completa 100 anos, está muito bem preparada para o futuro”, afirma Beto Abreu, presidente da Suzano.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, líder no segmento de papel higiênico no Brasil e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras a partir de matéria-prima de fonte renovável. Nossos produtos e soluções estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, abastecem mais de 100 países e incluem celulose, papéis para imprimir e escrever, papéis para embalagens, copos e canudos, papéis sanitários e produtos absorventes, além de novos bioprodutos desenvolvidos para atender a demanda global. A inovação e a sustentabilidade orientam nosso propósito de “Renovar a vida a partir da árvore” e nosso trabalho no enfrentamento dos desafios da sociedade e do planeta. Com 100 anos de história, temos ações nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais na página www.suzano.com.br
Ao todo, são 224 vagas ofertadas para atuação nas áreas Florestal, Industrial e Corporativa da companhia em todo o Brasil
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir de árvores plantadas de eucalipto, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio Técnico 2025 “Plante o Futuro”. Ao todo, são 224 vagas para atuação nas áreas Florestal, Industrial e Corporativa da companhia nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Bahia e Ceará. Somente em Mato Grosso do Sul, são 65 vagas ofertadas, sendo 36 delas direcionadas à Unidade de Três Lagoas e 29 para a Unidade de Ribas do Rio Pardo.
Para participar do processo seletivo, as pessoas interessadas precisam ter 18 anos ou mais; estar cursando o nível técnico no período noturno, EAD ou aos sábados, com formação prevista para março de 2026 ou posterior, mantendo o vínculo com a instituição de ensino por pelo menos um ano letivo, a partir da data de admissão. Também é preciso ter acesso e/ou mobilidade aos locais de trabalho e disponibilidade para trabalhar por 6 horas diárias.
Os(as) candidatos(as) interessados(as) em concorrer a uma das vagas ofertadas na unidade de Três Lagoas, precisam estar matriculados (as) nos seguintes cursos: Manutenção Mecânica, Manutenção Elétrica, Automação Industrial, Papel e Celulose, Química, Administração, Logística, Contabilidade, Florestal, Agrícola e Segurança do Trabalho.
Já na unidade de Ribas do Rio Pardo (MS), as pessoas interessadas devem cursar Ensino Técnico em: Manutenção Mecânica, Manutenção Elétrica, Automação Industrial, Papel e Celulose, Química, Florestal, Agrícola, Administração e Logística.
As inscrições ficam abertas até 05 de novembro e podem ser feitas por todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual pela página: https://suzanoestagiotecnico.gupy.io/.
Após finalizada a etapa inscrição, as pessoas selecionadas serão convidadas para participar de etapas de dinâmicas e entrevistas no mês de novembro. O início das atividades dos novos talentos está previsto para os meses de março e abril de 2025.
O programa
Com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável das regiões onde mantém operações e atrair novos talentos, o programa Plante o Futuro é uma das principais portas de entrada da empresa para uma carreira nos setores florestal e de papel e celulose. Além de um plano de carreira, o programa também oferece benefícios como bolsa-auxílio compatível com o mercado, assistência médica e seguro de vida, refeitório nas unidades industriais e vale-transporte ou fretado.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, líder no segmento de papel higiênico no Brasil e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras a partir de matéria-prima de fonte renovável. Nossos produtos e soluções estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, abastecem mais de 100 países e incluem celulose; papéis para imprimir e escrever; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis sanitários e produtos absorventes; além de novos bioprodutos desenvolvidos para atender a demanda global. A inovação e a sustentabilidade orientam nosso propósito de “Renovar a vida a partir da árvore” e nosso trabalho no enfrentamento dos desafios da sociedade e do planeta. Com 100 anos de história, temos ações nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais na página: www.suzano.com.br
Para atender a demanda de suas operações florestais na área de silvicultura em Ribas do Rio Pardo (MS), a Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, realiza hoje(25/10), das 13h às 16h30, nova edição do evento “Você na Suzano”, destinado a pessoas interessadas em ingressar na empresa, em Campo Grande (MS). A exemplo do evento da última semana, os(as) colaboradores(as) da companhia estarão à disposição para receber currículos, realizar entrevistas com candidatos(as) e prestar informações sobre o processo seletivo e a empresa. O encontro ocorre na sede do Instituto Mirim, na Avenida Fábio Zahran, número 520, Vila Carvalho, na Capital.
As oportunidades estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e os cadastros podem ser feitos por também pela internet por meio da página: https://suzano.gupy.io/jobs/7703880?jobBoardSource=gupy_public_page. Além das vagas para ajudante de silvicultura, no evento também serão entrevistadas e cadastradas pessoas interessadas a participar dos processos seletivos para motorista e operador(a) de máquinas florestais (tratoristas).
Para participar dos processos seletivos, é preciso ter mais de 18 anos, possuir o Ensino Fundamental incompleto e comparecer ao evento na data e horário marcados portando documento de identificação com foto (RG e/ou CNH) e um currículo atualizado. Para a vaga de operadora(a) de máquinas florestais ainda é necessário possuir CNH categoria “B” ou “C”. Já para o processo seletivo de motorista é essencial ter CNH categoria “C” ou acima.
Além de salário conforme o mercado, os(as) selecionados(as) contarão com benefícios como alojamento fornecido pela empresa, planos de saúde e odontológico, cartão alimentação, auxílio creche para colaboradoras com filhos, auxílio para famílias com filhos PcDs, auxílio farmácia, participação nos lucros e muitos outros.
“É uma satisfação realizarmos mais uma edição do ‘Você na Suzano’ em Campo Grande. Ações como esta fazem parte do compromisso da companhia em contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde operamos e valorizar a mão de obra local. A Suzano segue um direcionador que diz que ‘só é bom para nós, se for bom para o mundo’ e, ao levar esse evento à Vila Carvalho, e permitir esse contato direto das pessoas interessadas com o nosso time de colaboradores, estamos promovendo a valorização da mão de obra local, aproximando as oportunidades da comunidade, apostando principalmente na diversidade e inclusão”, destaca Rodrigo Zagonel, diretor de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul
Plataforma de Oportunidades
As oportunidades da empresa em Mato Grosso do Sul, assim como para todas as unidades da empresa no país, podem ser acessas na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). Na página, as pessoas interessadas também poderão conferir os benefícios ofertados pela empresa, além de poder se cadastrar no Banco de Talentos da Suzano. A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, líder no segmento de papel higiênico no Brasil e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras a partir de matéria-prima de fonte renovável. Nossos produtos e soluções estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, abastecem mais de 100 países e incluem celulose; papéis para imprimir e escrever; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis sanitários e produtos absorventes; além de novos bioprodutos desenvolvidos para atender a demanda global. A inovação e a sustentabilidade orientam nosso propósito de “Renovar a vida a partir da árvore” e nosso trabalho no enfrentamento dos desafios da sociedade e do planeta. Com 100 anos de história, temos ações nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais na página: www.suzano.com.br
Cinco palestras repletas de inovação e tecnologias no setor preencheram a programação do quarto dia do congresso
O Florestas Online – Primeiro Congresso Florestal Online do Brasil (https://florestasonline.com.br), há nove anos agrega e promove o setor através de conteúdos exclusivos e carregados de inovação. Com esta proposta, a edição 2024 trouxe uma programação repleta de novidades, com a participação de 22 renomados palestrantes atuantes nas principais empresas e instituições do setor, para atualizar e enriquecer em conhecimento os seus participantes.
O evento que é gratuito, e garante certificação, nesta edição contou com mais de 3 mil inscritos, e foi realizado entre os dias 14 a 18 de outubro, na modalidade online e ao vivo no Canal do Youtube https://www.youtube.com/@FlorestasOnline, com o intuito de oferecer maior conforto e possibilidades aos participantes.
Estiveram em pauta nas palestras do quarto dia do evento, os seguintes temas: biomassas para geração de energia, floresta de sementes, manutenção de máquinas móveis e colheita florestal.
Cada palestrante contribuiu com temas que foram destaque em cada uma das palestras apresentadas no dia, confira:
“A ideia de fazer mescla da biomassa tradicional com a biomassa alternativa é para ajustar, equalizar o poder calorífico, a entrega de energia e diminuir também o teor de cinzas no processo. Para evitar incrustação, diminuir as paradas para limpeza, e etc. Quando pensamos nisso, fizemos os briquetes juntos. Juntamos as biomassas a título de viabilidade técnica do estudo no laboratório”, informou em sua participação Marina Moura Morales, pesquisadora na Embrapa/Florestas, que abordou sobre: ‘Biomassas para geração de energia’, no evento.
“Quando a gente pensa em semeadura direta de floresta, a gente tem um conceito. É a mistura de sementes nativas, sementes agrícolas, podendo ser sorgo, sementes de adubação verde, feijão de porco, e um material de preenchimento para homogeneização dessas sementes. Então, via de regra, a gente tem uma redução, utilizando sementes, de 50% no custo de uma de uma de uma restauração, se comparado ao valor plantio de mudas nativas”, ressaltou Paolo Sartorelli, engenheiro florestal, especialista em restauração ecológica, e proprietário da Baobá Florestal, que falou no congresso sobre: ‘Floresta de sementes: semeadura direta que reduz custos da restauração florestal’.
“No início dos anos 90, nós começamos a trazer harvester, cabeçote de harvester e produzir forwarder no Brasil. Então nós já temos aí, 32 anos atrás que já se falava em harvester e forwarder. Nesse começo, talvez os mais novos não se lembrem, mas o Brasil era uma economia fechada, então eram só tratores agrícolas e adaptados para atividade florestal. Então não tinha nenhuma máquina específica profissional. Quando houve abertura econômica, em 1990, que as taxas de importação foram reduzidas drasticamente, de repente o Brasil começou a trazer essas máquinas de fora. Mas a cultura de utilização de máquinas teve que ser criada de repente. As máquinas surgiram como se ‘tivessem caído da lua’ aqui no Brasil”, lembrou em sua palestra, Gilson Santos engenheiro mecânico, e diretor na GSantos Engenharia, que falou sobre ‘A inteligência de dados aplicada a manutenção de máquinas móveis’ no Florestas Online.
“Continuum é um termo que a gente praticamente não utiliza na área Florestal, mas a gente trouxe ele emprestado da psicologia positiva, que traz o continuum como uma série de acontecimentos sequenciais e ininterruptos que trazem uma continuidade entre um ponto inicial e o ponto final. E quando a gente pensa em negócio florestal, a gente consegue entender perfeitamente a lógica do continuum. Se a gente pensar no início do setor florestal no Brasil ou pelo menos o primeiro grande boom do setor na década de 70, até hoje é impressionante o que a gente alcançou, como os mais de 9,6 milhões de hectares plantados para cultivos industriais no Brasil. E esse número eu acredito que talvez já tenha passado dos 10 milhões de hectares”, enfatizou Anderson Bobko, gerente de colheita florestal da Eldorado Brasil, que abordou sobre ‘O continuum da inteligência na Colheita Florestal’ no evento.
“A alta produtividade diz respeito a uma soma de acerto. É respeitar cada detalhe da operação florestal, tais como o ambiente de produção, solo, clima, temperatura e umidade, precipitação – que são fatores que não há controle – , bem como a genética, que hoje temos clones para as mais diversas finalidades e cenários do país, também a silvicultura, que é a prescrição, a engenharia direcional (protocolo silvicultural), e a operação, que é execução do projeto”, disse Pedro Francio Filho, consultor e diretor na Francio Soluções Florestais, que no evento abordou sobre ‘Alta produtividade florestal: silvicultura aplicada – Ciência na Prática’.
Assista abaixo as palestras completas do 4º dia do Florestas Online:
A Figura a seguir resume o comportamento do mercado mundial do setor de Celulose, Papel, Papelão, Embalagens gerais de Papel e Papelão e demais produtos oriundos. Os comprovam forte dependência do mercado doméstico, uma vez que menos de 30% da produção mundial é destinada ao comércio internacional. Este cenário é normal, uma vez que dentro do Setor há uma infinidade de produtos e aplicações, cada qual com sua dinâmica própria de mercado.
A produção vem crescendo de modo sustentado a uma taxa média de 1% ao ano. Já os preços enfrentaram situação complexa até 2020, passando então para um cenário de forte recuperação. No montante do período de análise, o crescimento médio dos preços é de 1,4% a.a. (em termos nominais, em Dólar).
*Marcio Funchal é administrador de empresas, Mestre em administração estratégica e Especialista em Planejamento e Gerenciamento Estratégico. Coordena equipes multidisciplinares há mais de 27 anos nos mais diversos negócios. Nos últimos 21 anos tem se concentrado à atividade agroflorestal, industrial e de gestão de negócios. Possui grande vivência em praticamente todas as regiões do país, atuando como consultor de estratégia, gestão e mercado. Implementou e auditou as operações de silvicultura e colheita de 3 das maiores TIMOs em operação no Brasil. Participou de diversos projetos empresariais para apoio de tomada de decisões e investimentos em negócios no Brasil e alguns países da América Latina, América Central e África. Já atuou como Consultor do BID, IFC e do Banco Mundial.
Restauração, operação florestal em projetos de carbono, a realidade do mogno africano no Brasil, inovações sustentáveis na silvicultura de Teca, e manejo de florestas naturais foram temas abordados na programação
Para quem não conseguiu conferir ao vivo as palestras do Florestas Online – Primeiro Congresso Florestal Online do Brasil (https://florestasonline.com.br), que aconteceu entre os dias 14 a 18 de outubro, é possível conferir no Canal do Youtube https://www.youtube.com/@FlorestasOnline. Nesta edição o evento teve mais de 3 mil inscritos e 22 palestrantes, e contou com temas diversificados, exclusivos, e atualizados sobre o setor. As inscrições foram gratuitas, e todos os participantes recebem certificação.
Entre os temas destaques, inovação e novas tecnologias na indústria de base florestal, mercado, manejo, indústria e gestão florestal, mudanças climáticas, estratégias para o enfrentamento a incêndios florestais e iniciativas que impulsionam o setor, fizeram parte do hall de palestras pensadas estrategicamente para o evento, garantindo informação de qualidade e atual.
Palestras – Dia 3
Cada palestrante contribuiu com informações que foram destaque em cada uma das cinco palestras apresentadas no terceiro dia, confira:
“O clone adequado é o nosso blend de espécies que vai determinar o potencial produtivo daquele site. Então trabalhar muito bem na escolha das espécies para cada projeto é essencial”, comentou Mário Grassi, diretor de operações da Mombak, na abertura das palestras do dia, na qual abordou sobre: ‘Operação Florestal em Projetos de Carbono de Alta Integridade’.
“Um grande problema que havia dentro da Associação, e entre os produtores, que é um mundo que eu vivo já desde 2012, era saber o quanto a gente tinha de área plantada. Procuramos os IBGE, e não obtivemos retorno algum para este levantamento em específico. Tenho 40 anos de área florestal, conheço a maioria dos produtores de Khaya, todos os viveiros, produtores de sementes que existem no país, então eu resolvi estimar, vamos dizer assim. Fiz um levantamento de quanto poderia existir de Khaya no Brasil. Então eu fiz um Censo do Mogno Africano no Brasil, através dessas informações que tive condições de levantar”, informou Milton Frank, Consultor Técnico Florestal da ABPMA: Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano, durante sua participação, que teve como tema: ‘A realidade do mogno africano no Brasil’. Clique no link para conferir o Censo do Mogno Africano no Brasil – https://www.maisfloresta.com.br/exclusiva-censo-inedito-sobre-o-cultivo-de-mogno-africano-no-brasil/
“Então um destaque hoje da Teca, é que ainda tem muitos estoques em plantações de seminal, que é o plantio feito através de sementes, mas os novos plantios – desde de 2018 – tem predominado o uso de mudas clonais. Então, o processo de produção de mudas clonais da Teca copia o eucalipto, dadas as devidas proporções e a fisiologia da técnica. Então o processo de forma, tais como mini jardim clonal, formação de miniestacas, etc”, apontou Fausto Takizawa, diretor relações institucionais e pesquisa na TRC – Teak Resources Co e Secretário-Geral da AREFLORESTA-MT, que falou sobre ‘Transformando a Silvicultura de Teca: Inovações Sustentáveis do Plantio à Colheita’ em sua palestra.
“Acredito que o estímulo ao manejo de florestas naturais, certas facilidades, reduções de cargas burocráticas, um direcionamento mais voltado para a revisão técnica dos planos de manejo menos burocrática e mais fiscalizatória, a formatação das fiscalizações sendo mais técnicas, acredito que colaboraria para dificultar o mercado ilegal, inclusive para a profissão de quem trabalha com pesquisa florestal e manejo. Quanto mais a parte técnica for robustecida, mais valor agregaria à nossa profissão. Então, o caminho seria os Governos Estaduais, Federais e Municipais estimularem ao máximo o plano de manejo, que muitas vezes é tido como um vilão, e sabemos que não é”, destacou Evaldo Muñoz Braz, pesquisador na Embrapa/Florestas, ao responder uma questão sobre ‘como lutar contra o mercado de madeira ilegal’. Ele teve como tema em sua palestra: ‘Manejo de Florestas naturais: o único uso sustentável para áreas florestais’.
“A recuperação das APPs, e áreas de reserva legal é fundamental, não só para conservação da biodiversidade e para reabilitação nesses processos ecológicos que ali ocorrem, mas também para produção, para as atividades econômicas das propriedades rurais. Portanto, como digo, qualquer tipo de atividade de restauração é fundamental, quando a gente pensa na atividade agropecuária, e aqui vamos dar foco para atividade florestal”, ressaltou Sandra Bos Mikich, pesquisadora na Embrapa/Florestas, que no evento falou sobre ‘Interdependência entre restauração florestal, biodiversidade, dispersão de sementes e polinização’.
Assista abaixo as palestras completas do 3º dia do Florestas Online:
O segundo dia de palestras abordou sobre competitividade no setor, controle de qualidade de mudas, e qualidade da madeira; confira
O Florestas Online – Primeiro Congresso Florestal Online do Brasil (https://florestasonline.com.br), chegou em sua 9ª edição, e trouxe com ele muitas novidades para agregar e promover o setor. O evento aconteceu entre os dias 14 a 18 de outubro, ao vivo no Canal do Youtube https://www.youtube.com/@FlorestasOnline, e contou com programação repleta de informação atualizada e relevante sobre o setor, promovida através da participação de renomados profissionais.
A robusta programação do evento, contou 22 palestrantes atuantes nas principais instituições e empresas do setor, trazendo conteúdos 100% focados ao tema central. O evento, que é gratuito e acontece na modalidade online e ao vivo, proporciona mais praticidade e liberdade aos participantes, foi transmitido no canal oficial do YouTube Florestas Online.
Entre os temas destaques, inovação e novas tecnologias na indústria de base florestal, mercado, manejo, indústria e gestão florestal, mudanças climáticas, estratégias para o enfrentamento a incêndios florestais e iniciativas que impulsionam o setor, fizeram parte do hall de palestras pensadas estrategicamente para o evento, garantindo informação de qualidade e atual.
Palestras – Dia 2
Cada palestrante contribuiu com informações que foram destaque nas palestras apresentadas no segundo dia:
“Cada vez mais temos que buscar a nossa competitividade com um olhar interno. Porque os problemas estruturais do setor a gente sabe que existe. Como por exemplo, a falta de mão de obra, a questão da lentidão na mecanização na silvicultura, questões climáticas… Então são questões que sim, temos uma equipe espetacular trabalhando nisso, estamos na vanguarda desse processo, atuando nas soluções. Mas de forma geral o que dá para fazer agora? Então, foi isso que a gente pensou quanto buscávamos um modelo de gestão onde pudéssemos avançar e sermos cada vez mais competitivos”, informou Márcio Veiga, diretor florestal da Veracel Celulose, em sua palestra: ‘Fator chave para impulsionar a competitividade’.
“A silvicultura é a base de tudo aquilo que nós almejamos produzir com grande qualidade evidentemente, através do controle de qualidade de mudas florestal. Atualmente acredito que o Brasil já tenha ultrapassado as 800 milhões de mudas produzidas em grande escala, e nós temos que ver isso com um certo cuidado, sobre o ponto de vista de quais seriam os parâmetros que nós estamos utilizando para avaliar as qualidade dessa tão importante matéria-prima”, frisou Adalberto Brito, professor do curso de Engenharia Florestal – UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), em sua participação, com o tema: ‘Controle de qualidade de mudas florestais’.
“O meu muito obrigado ao Paulo pelo convite, realmente é um grande prestígio estar aqui participando do Florestas Online, um evento do nosso setor que vai completar 10 anos, e que veio para ficar. E confesso também que, esses últimos anos que eu assistia o Florestas Online, não como professor ainda, muito contribuiu para mim, na parte profissional principalmente, sempre trazendo debates e discussões importantes dentro do campo da ciência florestal e de florestas plantadas”, destacou Humberto Eufrade Junior, professor ESALQ/USP, que falou no evento sobre: ‘A qualidade da madeira e suas interações com a silvicultura, indústria e produtos’.
Assista abaixo as palestras completas do 2º dia do Florestas Online:
Brasil consumiu mais de 4 milhões de m3 de embalagens de madeira e pallets em 2023
Cerca de 108 milhões de pallets foram consumidos no Brasil, em 2023. O dado, segundo o CEO da Haas madeiras e coordenador do Comitê de pallets e Embalagens da Abimci, José Carlos Haas Junior, faz parte da primeira estimativa de consumo e produção feita de pallets e embalagens de madeira no Brasil e revela que metade de toda produção de madeira serrada que fica no mercado interno é destinada a produção de pallets e embalagens de madeira.
O tema foi debatido durante o nono episódio do Podcast WoodFlow. A conversa, conduzida pelo CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo, contou ainda com a participação do Head de Desenvolvimento Estratégico da STCP, Marcelo Wiecheteck.
Quando se fala de mercado externo, o pallet é exportado desmontado e classificado como madeira serrada. Os principais mercados são México, EUA e Oriente Médio, segundo Junior o principal produto do mercado externo é o pallet pinus. “Nós ainda não temos a segmentação na classificação de produtos para que possamos separar o que é madeira serrada do que é madeira para pallets. Mas temos feito um trabalho, enquanto Abimci, para levantar esses números e conseguir estratificar como se comporta o mercado externo de embalagens de madeira”, destacou Júnior.
Consumo de pallets no Brasil
Como citado no início do texto, foram 108 milhões de unidades de pallets consumidas em 2023 no Brasil, são aproximadamente 4 milhões de metros cúbicos de madeira serrada. Ao mesmo tempo, a produção de madeira serrada no Brasil, segundo Júnior, foi de 8,2 milhões de m3, no mesmo ano. Isso revela que metade da madeira serrada, seja de pinus ou eucalipto, é destinada a produção de embalagens de madeira.
No Brasil, atualmente, 30% do volume de madeira serrada utilizada para pallet é de pinus e 70% de eucalipto. “Foi a madeira serrada de eucalipto que democratizou o acesso ao pallet de madeira no país. Em primeiro lugar porque se encontram plantações de eucalipto em diferentes estados brasileiros, por termos mais espécies adaptadas aos climas do nosso país. Em segundo lugar, é uma madeira que tem características interessantes, como resistência e densidade ideais para embalagens. Outra vantagem é que é uma madeira que não precisa estar seca. Com ela verde podemos montar o pallet e utilizá-lo, sem perder as suas características.”, explicou Júnior.
Sobre as regiões que mais consomem pallets, um estudo da associação americana de pallets e embalagens destaca que está diretamente ligado ao PIB Industrial. “Onde se tem PIB Industrial, se tem consumo de pallets. Esse estudo mostra a ligação linear entre esses dois elementos. Então, no Brasil o consumo mais elevado está na porção sul do país, sobretudo no Sudeste, onde a industrialização é maior.
Futuro
Entre os desafios para o futuro desse setor está a disponibilidade de madeira devido à competição com outros mercados do setor florestal, como o da celulose. “Até pouco tempo atrás, as empresas de celulose procuravam por florestas maiores. Para nós sobravam florestas de um ou dois hectares, em lugares de difícil acesso. Porém agora, com o aquecimento do mercado de fibra, até mesmo as florestas menores estão na mira das grandes produtoras de celulose, isso gera uma competição no mercado por madeira”, acrescentou Júnior.
Essa competição, segundo análise do empresário, deve ser ainda mais acirrada nos próximos anos, com o advento de novos projetos de celulose anunciados para o Brasil.
Marcelo, da STCP, completa que “quando uma grande empresa compra a floresta, ela está levando a árvore toda e não mais destinando os diferentes sortimentos que iriam para a indústria da madeira sólida por exemplo”.
“A associação americana tem um dado que 93% das indústrias que armazenam e transportam produtos, utilizam pallets de madeira, não se conhece tecnologia que substitua o pallet e não se conhece material que substitua a madeira. Então, pallet é necessário e a floresta para fazer pallet compete com a empresa de celulose”, disse Júnior.
Sobre o Podcast WoodFlow
O Podcast WoodFlow é uma iniciativa da startup de exportação de madeira WoodFlow, e visa debater, uma vez ao mês, sobre o mercado de madeira. O CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo conduz as entrevistas sempre retratando o cenário e o futuro da madeira. O Podcast WoodFlow é o primeiro do país a debater temas do mercado madeireiro e pode ser acessado diretamente no youtube ou nas plataformas de streaming de áudio.
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