O objetivo é impedir que calotes milionários, como os aplicados por terceirizadas da Suzano, repitam-se em Inocência
A Arauco, que constrói em Inocência a maior linha única de produção de celulose do planeta, intensificou o trabalho de compliance no Projeto Sucuriú, para que os calotes verificados em obras semelhantes, como na recém-inaugurada megafábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, não se repitam.
“Falando sobre o que a Arauco tem feito, nós temos um compliance muito forte, muito rígido. Temos toda a cadeia documental dos nossos parceiros, buscamos todas as garantias possíveis para termos esses acordos firmados”, disse ao Correio do Estado o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, Teófilo Militão.
Em Inocência, cidade distante 330 quilômetros de Campo Grande, a Arauco vai investir US$ 4,6 bilhões (R$ 27,8 bilhões, na cotação de sexta-feira) para levantar, nas margens do Rio Sucuriú, a 50 km da zona urbana da cidade de 7 mil habitantes, a maior planta processadora de celulose em linha única do mundo, com capacidade para processar 3,5 milhões de toneladas por ano do composto feito a partir de florestas plantadas.
Para levantar tal empreendimento nos próximos três anos, a empresa deverá empregar 18 mil pessoas durante todo o processo (mais que o dobro da população da cidade), com um pico de 12 mil trabalhadores no auge da obra.
Um projeto dessa magnitude envolve dezenas de empresas terceirizadas e quarteirizadas, além de grandes fornecedores nacionais e pequenos fornecedores locais. E é para fazer com que esta cadeia não tenha atritos que Militão diz que o setor de compliance da empresa está trabalhando com afinco.
O calote em Ribas
A ideia é que os calotes aplicados por empresas terceirizadas, como ocorreu com as parceiras da Suzano em Ribas do Rio Pardo, não se repitam. Em março deste ano, meses antes de a maior fábrica de celulose do mundo entrar em operação (que será superada pela unidade da Arauco), começaram a aparecer os primeiros calotes.
Quem puxou a fila foi a VBX Transportes Ltda., empresa mineira parceira da Suzano e de outras fábricas pelo Brasil em outros empreendimentos, mas que, desde novembro de 2023, desapareceu da cidade de Ribas do Rio Pardo sem pagar seus parceiros e trabalhadores.
O custo da mão de obra, na época, foi assumido pela Suzano. A medida evitou sanções mais severas por parte da Justiça do Trabalho, uma vez que a finalidade de todo o trabalho da cadeia de serviços foi para atender a Suzano.
Ficaram para trás os fornecedores privados. Eles vão de pequenos hotéis e postos de combustíveis de Ribas do Rio Pardo até mesmo ao gigante do comércio de combustíveis Ipiranga Produtos de Petróleo S.A.
Tamanho do calote
Somados, os valores das causas dos 14 processos contabilizados na Justiça de MS contra a VBX, segundo apurado pelo Correio do Estado, já se aproxima de R$ 2,5 milhões. Muitos deles têm como devedor solidário a Suzano S.A.
Também há outra empresa acusada na Justiça de aplicar calote em quarteirizadas: a Enesa S.A., que é apontada pela GD Fabricação e Montagem de Equipamentos Industriais Ltda. como devedora de R$ 7 milhões em danos materiais, lucros cessantes em contrato e mais indenização por dano moral.
A Enesa alega não ter dado calote e, inclusive, tenta trabalhar no canteiro de obras da Arauco, desde que passe pelo compliance.
Ribas do Rio Pardo
Lista das empresas que sofreram calote de terceirizada da Suzano
Agro Máquinas e Terraplanagem: R$ 317 mil
PH Agropastoril: R$ 286,5 mil
M2 Tratores: R$ 9,8 mil
Vieira Construção: R$ 44,8 mil
TTZ Martins: R$ 109,9 mil
CRG Hotel: R$ 490 mil
Locatruck: R$ 132,2 mil
LOB Terraplanagem: R$ 120,1 mil
Pousada LME Ltda.: R$ 357,6 mil
Empresa locadora de máquinas (processo tramita em MG): R$ 1,5 milhão
O Senai, em parceria com as empresas Eldorado, MS Florestal e Suzano, por meio da Escola Florestal, selecionam participantes para curso de Operador de Máquinas Agrícolas, com oferta de bolsa de R$ 1 mil e vale refeição. Realizado em Água Clara, o projeto tem o objetivo de formar mão de obra para atuar nas indústrias de celulose na região.
A qualificação profissional será realizada em tempo integral, durante um período de 30 dias, e possui carga horária de 240 horas. O início está previsto para fevereiro de 2025. Além de curso, está prevista a contratação do aluno pelas empresas parceiras.
Podem participar do processo seletivo maiores de 18 anos, com ensino fundamental, CNH B, residentes no município de Água Clara.
Serviço
Os interessados em participar podem entrar em contato com Call Center do Senai pelo telefone (67) 99263-9000.
Com 365 dias de operações seguras, equipe de Três Lagoas (MS) recebe o “Capacete Dourado”e reforça o compromisso com altos padrões de segurança e eficiência no setor florestal
A Reflorestar Soluções Florestais foi homenageada pela Suzano, no Mato Grosso do Sul, ao completar 365 dias sem acidentes com afastamento. A entrega do “Capacete Dourado” faz parte do programa “365 Dias Cultivando Vidas”. O evento ocorreu no local de trabalho dos colaboradores, em Três Lagoas (MS), reunindo também outros parceiros.
Composta por 44 profissionais, a equipe é responsável pelo carregamento de madeira para a Suzano, uma das maiores produtoras de celulose do mundo. Segundo Cláudio Gonçalves, gerente de operações florestais da Reflorestar no Mato Grosso do Sul, o reconhecimento reflete os valores da empresa.
“A Reflorestar é centrada nas pessoas, no cuidado e na segurança dos colaboradores. Concluir um ciclo de 1 ano sem acidentes com afastamento reforça nosso comprometimento com a missão, visão e valores da empresa”, afirma Gonçalves.
Durante a cerimônia, a Suzano destacou o uso de práticas preventivas por parte da equipe da Reflorestar, como o “direito de recusa”. Essa ferramenta do código de segurança permite ao trabalhador interromper suas atividades caso identifique riscos graves à sua segurança.
“Manter uma equipe atenta, comprometida e competente para a prevenção de acidentes é inegociável. Em qualquer etapa das nossas operações, a execução só ocorre após uma rigorosa avaliação de riscos e a adoção de medidas preventivas”, explica o gerente florestal.
Homenagens internas
A Reflorestar também aproveitou o evento para homenagear quatro colaboradores que se destacaram por mudanças comportamentais e excelência no trabalho, integrando-se à cultura de segurança da empresa. Entre os homenageados estavam um mecânico, um operador, um líder de operações e um técnico de segurança, reconhecidos por atitudes exemplares, como o uso correto de ferramentas preventivas e a promoção de um ambiente seguro.
“A dedicação e o comprometimento desses profissionais refletem nossa busca por operações cada vez mais seguras e eficientes”, destaca.
Diferencial em segurança
A Reflorestar adota uma abordagem mecanizada e prioriza a segurança em suas operações, demonstrando que é possível combinar produtividade com elevados padrões de proteção. Diferentemente de algumas empresas do setor florestal, onde os técnicos de segurança estão subordinados ao gestor de operações, a Reflorestar estruturou uma Gerência de Segurança e Qualidade independente. Essa organização permite que os técnicos de segurança façam análises e tomem decisões diretamente com os líderes de campo, garantindo maior autonomia e agilidade na resolução de questões técnicas.
Ao implementar uma gerência de segurança robusta e independente, a empresa reforça seu foco em pessoas e demonstra mais um compromisso com a excelência no setor florestal brasileiro.
Sobre a Reflorestar
Empresa integrante do Grupo Emília Cordeiro, especializada em soluções florestais, incluindo colheita mecanizada, carregamento de madeira e locação de máquinas. Atualmente com operações em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, ela investe em capacitação técnica e comportamental, gestão integrada e confiabilidade dos equipamentos para oferecer as soluções mais adequadas para cada particularidade dos clientes.
Fundada em 2004 no Vale do Jequitinhonha (sede em Turmalina, MG), originou-se da paixão pelo cuidado com o solo e o meio ambiente. Prestes a completar 20 anos de atuação (novembro), a Reflorestar se consolidou no mercado pela visão inovadora no segmento florestal e pela oferta de serviços de qualidade, atendendo clientes em todo o Brasil. Para mais informações, visite: www.reflorestar.ind.br
Os resultados celebram não somente a quantidade, mas a excelência dos materiais genéticos produzidos pela empresa
Reafirmando seu potencial e liderança em genética avançada e produção de mudas para a indústria de base florestal, a ArborGen Brasil www.arborgen.com.br alcançou, em novembro, o marco de 15 milhões de mudas expedidas – o maior volume em vendas mensais de sua história no país. Atendendo aos principais players do setor, a ArborGen está presente no país há 20 anos semeando inovação genética, e há 10 anos atua na comercialização de mudas de pinus e eucalipto com base em ciência de ponta. Somadas as capacidades internas e de parceiros, a empresa tem uma oferta anual de cerca de 150 milhões de mudas.
Viveiro de eucalipto – ArborGen. Viveiro de pinus – ArborGen.
A sinergia do time ArborGen é apontada como um de seus grandes diferenciais. Segundo a diretoria, essa união é a força motriz por trás dos resultados expressivos. São mais de 700 colaboradores no Brasil que, com preparo técnico e engajamento, contribuem para perpetuar novas conquistas e consolidar a liderança da empresa no setor.
Adriano Almeida, diretor da ArborGen Brasil, enfatiza que o recorde é reflexo de um trabalho contínuo de evolução: “Melhoria de processos, estratégia, qualidade das mudas, parcerias alinhadas aos nossos valores e proximidade com os clientes. Tudo isso é impulsionado por um time que ama o que faz e se dedica integralmente para tornar nossos objetivos realidade. Mais do que números, valorizamos as pessoas. O bem-estar de cada colaborador é o que sustenta nossa história e constrói nosso futuro”.
Sobre as perspectivas para o setor, Adriano acrescenta: “O mercado de florestas plantadas no Brasil é promissor. Não há no mundo outra região com tantos investimentos nessa área como aqui. A demanda por mudas supera 1 bilhão de unidades anuais, e novos projetos em indústrias de base florestal devem ampliar ainda mais essa necessidade. Isso exige materiais genéticos de alta qualidade, adaptados a condições cada vez mais desafiadoras, como déficit hídrico e altas temperaturas”.
Adriano Almeida.
A ArborGen investe continuamente em pesquisa, com equipes dedicadas no Brasil e nos Estados Unidos. Seus programas de melhoramento genético acumulam décadas de avanços, oferecendo materiais superiores para aplicações variadas, como celulose, carvão, energia e produtos sólidos.
Além disso, a empresa mantém parcerias estratégicas com líderes do mercado, licenciando materiais genéticos de alta performance que combinam crescimento acelerado, qualidade da madeira e resistência a condições adversas.
Lais Madaschi, Gerente de Operações de Eucalipto, destaca o papel do engajamento do time: “O principal ativo de qualquer empresa é o seu time. Colaboradores valorizados são a base do sucesso, e isso reflete diretamente na satisfação dos clientes e no crescimento sustentável. Alcançarmos 15 milhões de mudas expedidas – sendo 12 milhões de Eucalipto – só foi possível graças a um time alinhado e comprometido com os mesmos objetivos.”
Sobre sua trajetória na ArborGen, Lais comenta: “Completo 10 anos na empresa em 2024, e cada ano simboliza uma nova semente germinando, com crescimento e aprendizado constantes. É gratificante ver o trabalho desenvolvido e contribuir para resultados tão expressivos.”
Lais Madaschi.
Carlos de França, Gerente de Operações de Pinus, também celebra o recorde alcançado: “Entregamos 3 milhões de mudas de Pinus na região Sul, somando forças ao volume de Eucalipto. Isso só foi possível graças a um time resiliente e dedicado, que enfrenta desafios com competência e tranquilidade. Nosso compromisso com a qualidade do produto e o atendimento próximo ao cliente reforça a confiança no plantio de nossas mudas.”
Carlos também destaca o impacto do trabalho realizado: “Nosso objetivo é produzir árvores de desempenho superior, beneficiando proprietários de terras, futuras gerações e o meio ambiente. Cada colaborador da ArborGen tem a sensação de que está contribuindo para transformar o mercado.”
Carlos de França.
A ArborGen conta com nove viveiros próprios espalhados pelo país, localizados em: Erval Grande – RS (Pinus e Eucalipto), Canoinhas – SC (Pinus), Luiz Antônio – SP (Eucalipto), Inimutaba – MG (Eucalipto), Martinho Campos – MG (Eucalipto), Ribas do Rio Pardo – MS (Eucalipto), Rondonópolis – MT (Eucalipto) e Teresina – PI (Eucalipto).
Com DNA de inovação, a ArborGen Brasil já planeja novos lançamentos em 2025, incluindo materiais genéticos em fase final de estudos e a ampliação de produtos validados anteriormente, que serão disponibilizados em escala comercial.
Sobre a ArborGen
A ArborGen é líder global em genética avançada de mudas para a indústria florestal comercial. Utilizando tecnologia de ponta, desenvolve produtos que aumentam significativamente a produtividade por hectare, garantindo árvores de alta qualidade em menos tempo. Para mais informações, visite www.arborgen.com.br.
O ministro Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu que a 1ª Vara Federal de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul (MS), é a competente para julgar as ações relacionadas à transferência do controle acionário da Eldorado Brasil Celulose. A decisão, desta segunda-feira (16/12), resolve o conflito de competência entre dois processos movidos em diferentes jurisdições, reafirmando que o caso deve tramitar na Vara do MS onde ocorreu a alienação em discussão.
Considerado a maior disputa societária do Brasil, o caso envolve a J&F – holding dos irmãos Batista – e a Paper Excellence, que adquiriu a Eldorado em 2017, mas ainda não obteve o controle acionário da empresa. A controvérsia está centrada nas restrições legais à venda de terras para empresas com capital estrangeiro, tema abordado em duas ações judiciais: uma Ação Civil Pública ajuizada em Três Lagoas pela Fetagri-MS, e outra Ação Popular apresentada em Chapecó (SC) por um ex-prefeito. Ambas visam suspender a transferência do controle acionário da Eldorado para a CA Investment, subsidiária da Paper Excellence no Brasil.
O desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), havia concedido uma liminar atendendo aos pedidos da J&F, o que paralisou a operação e suspendeu os investimentos planejados pela Paper para uma segunda fábrica no Mato Grosso do Sul. A CA Investment recorreu ao STJ alegando risco de decisões contraditórias entre as ações e questionando a atuação do TRF-4 no caso.
Na decisão desta segunda-feira, o ministro Gurgel, destacou que o prosseguimento das ações em jurisdições diferentes poderia gerar “soluções distintas e até inconciliáveis”, comprometendo a segurança jurídica e os interesses públicos envolvidos. O relator determinou que a competência para julgar as ações seja fixada provisoriamente na 1ª Vara Federal de Três Lagoas (MS), justificando que a Ação Civil Pública foi a primeira a ser protocolada e está diretamente vinculada ao local da alienação em disputa.
Com isso, a liminar concedida pelo desembargador Favreto, que havia suspendido a transferência do controle acionário, será reavaliada pelo juiz Roberto Polini, responsável pela 1ª Vara Federal de Três Lagoas (MS).
Ação conecta fragmentos de vegetação nativa no interior paulista e reforça compromisso da empresa com a sustentabilidade
São Paulo, 16 de dezembro de 2024 – A Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel, deu mais um passo em prol do meio ambiente ao plantar 8 mil árvores nativas em uma área de 4,5 hectares próxima a Bauru, no interior de São Paulo. A iniciativa criou um corredor ecológico, conectando fragmentos de vegetação nativa e promovendo o fluxo de espécies, um fator essencial para o equilíbrio ecológico e a conservação da biodiversidade.
O projeto, realizado em parceria com o Jardim Botânico de Bauru, integra áreas de vegetação nativa com florestas plantadas de forma sustentável, reafirmando o compromisso da companhia com práticas regenerativas e a proteção de serviços ambientais. “A implantação de corredores ecológicos é essencial para a conservação da biodiversidade, pois possibilita a dispersão de espécies e a recuperação de ecossistemas. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com o manejo florestal sustentável, conectando áreas produtivas e vegetação nativa”, afirma Gilberto Moraes, Gerente Sênior de Planejamento e Controle Florestal da Bracell.
Essa ação está diretamente conectada às metas do Bracell 2030, o plano de sustentabilidade da empresa que inclui um conjunto de metas e ações voltadas para a regeneração da natureza, a promoção da biodiversidade e a neutralização de carbono. Entre as iniciativas da agenda, destaca-se o Compromisso Um-Para-Um, em que a Bracell se compromete a conservar 1 hectare de vegetação nativa para cada hectare plantado de eucalipto. Essa abordagem inovadora equilibra a produção sustentável com a preservação ambiental, consolidando a liderança da empresa em práticas florestais responsáveis.
Para alcançar esses objetivos de forma mais ampla e impactante, a companhia também aposta em parcerias estratégicas que impulsionam a preservação da biodiversidade. Com o Jardim Botânico, por exemplo, já foram realizados treinamentos para combate a incêndios, doação de equipamentos de monitoramento da fauna e cursos especializados para coleta de sementes. Essas ações reforçam a visão da companhia de unir forças com comunidades e instituições locais para promover impactos positivos na sociedade e no meio ambiente.
“Parcerias entre instituições públicas e privadas são fundamentais para ampliar o impacto de ações ambientais. Projetos como este demonstram o potencial de colaboração para promover benefícios ambientais de longo prazo”, afirma Gislaine Magrini, Secretária de Meio Ambiente de Bauru.
Sobre a Bracell
A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e especial, se destaca por sua expertise no cultivo sustentável do eucalipto, que é a base para a produção de matéria-prima essencial na fabricação de celulose de alta qualidade. Atualmente, a multinacional conta com mais de 11 mil colaboradores e duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Singapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com
A premiação será realizada na próxima quarta-feira, 18, em Alagoinhas
Estudantes de sete escolas públicas dos territórios do Recôncavo e do Litoral Norte e Agreste Baiano participarão, na próxima quarta-feira, 18, da grande final do concurso do projeto de Iniciação à Robótica da Bracell. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento de práticas de robótica educacional alinhadas aos conceitos de sustentabilidade e preservação ambiental aplicados ao cotidiano. O evento de premiação, que elegerá o melhor projeto elaborado pelos alunos, ocorrerá no Centro de Vivência da Bracell, na rua Dr. José Tiago Correia, s/n, Alagoinhas Velha, em Alagoinhas.
Dentre os projetos concebidos pelos estudantes, ao longo de quatro meses de aprendizado, estão o “Sistema de irrigação automatizado”, feito por alunos do 7⁰ ano do Escola Municipal Professora Maria Alves Pimenta Batista, em Entre Rios; o “Sistema de alerta de incêndio”, desenvolvido pelos estudantes do 5º ano do Escola Municipal Rômulo Galvão, em Catu; e o “Sistema de reutilização de água de chuva”, elaborado por alunos do 3⁰ e 4⁰ anos do Escola Municipal Ananias de Moura Requião, em Santo Amaro (confira todos os concorrentes abaixo).
“A cerimônia de premiação será um momento para celebrar as conquistas e o empenho desses estudantes, bem como de todo o corpo docente, no desenvolvimento de projetos sustentáveis. Com o uso do conhecimento de robótica, eles elaboraram soluções práticas para o dia a dia. Além disso, o evento será uma oportunidade de valorizar ainda mais o compartilhamento de conhecimento e o papel da educação na formação de uma nova geração conectada à tecnologia”, afirma Cíntia Liberato de Mattos, gerente de Comunicação e Relações Institucionais da Bracell para o Nordeste.
Ela acrescenta que o trabalho desenvolvido no âmbito do projeto de Iniciação à Robótica – parte do Ecomunidade, iniciativa do Bracell Social que capacita moradores das comunidades da região de atuação da empresa para atuarem como ecoagentes – tem como objetivo orientar, monitorar e prover suporte para a aplicação de práticas de robótica educacional por meio de ferramentas tecnológicas. O projeto desenvolve nos estudantes a capacidade de elaborar conceitos e propor soluções para desafios cotidianos em ambientes escolares e na comunidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de todos os envolvidos.
Na edição de 2024, o projeto Iniciação à Robótica – que existe desde 2021 e já beneficiou 162 estudantes – foi realizado em parceria com a Código Kid Alagoinhas – Escola de Robótica e Programação. Durante a formação, foram oferecidas oficinas práticas para a produção de projetos e a criação de dispositivos e sistemas robóticos com abordagens voltadas para questões socioambientais e de sustentabilidade.
>> ESCOLAS E PROJETOS FINALISTAS:
Escola Municipal Alaíde Santana Santos
· Município: Alagoinhas (Comunidade Tombador)
· Projeto: Estufa Automatizada com Arduino
· Grupo escolar: alunos do 4º ano
Escola Municipal Professora Maria Alves Pimenta Batista
· Município: Entre Rios
· Projeto: Sistema de irrigação automatizado
· Grupo escolar: alunos do 7⁰ ano
Escola Municipal Rômulo Galvão
· Município: Catu
· Projeto: Sistema de alerta de incêndio
· Grupo escolar: alunos do 5⁰ ano
Escola Municipal Professora Carminha
· Município: Santo Amaro
· Projeto: Monitoramento da qualidade da água
· Grupo escolar: alunos do 4⁰ ano
Escola Municipal Josiane Santos da Conceição
· Município: São Sebastião do Passé
· Projeto: Energia renovável com painéis solares
· Grupo escolar: alunos do 6⁰ ano
Escola Municipal Ananias de Moura Requião
· Município: Santo Amaro
· Projeto: Sistema de reutilização de água de chuva
· Grupo escolar: alunos do 3⁰ e 4⁰ anos
Escola Municipal Angelina Garcia Avenas
· Município: Itanagra
· Projeto: Automação de lâmpadas e dispositivos domésticos
· Grupo escolar: alunos do 7⁰ ano
Sobre o Bracell Social
O Bracell Social é o braço de investimento social da Bracell, guiado por três pilares fundamentais: educação, empoderamento e bem-estar. A iniciativa visa contribuir para o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades onde a multinacional atua. Por meio de 23 iniciativas distribuídas nas três vertentes, a Bracell fortalece práticas educacionais e ambientais, conta com ações de capacitação, empreendedorismo e geração de renda, além de iniciativas de promoção à saúde, cidadania e cultura.
Sobre a Bracell
A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e especial, se destaca por sua expertise no cultivo sustentável do eucalipto, que é a base para a produção de matéria-prima essencial na fabricação de celulose de alta qualidade. Atualmente, a multinacional conta com mais de 11 mil colaboradores e duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Singapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com
Produção local chinesa e concorrência com fábricas da América do Sul farão com que a produção global supere a demanda até 2028, segundo a empresa
Empresas chinesas de papel que buscam produzir sua própria celulose estão reduzindo a demanda pelo principal produto da empresa brasileira, conhecido como celulose de fibra curta. Isso, combinado com o aumento da oferta proveniente de novas fábricas na América do Sul, fará com que a produção global supere a demanda até 2028, segundo Leonardo Grimaldi, vice-presidente executivo de celulose comercial e logística da Suzano.
Os comentários vêm após o diretor-presidente João Alberto Abreu dizer em outubro que os negócios na China mostram alguns sinais de estabilização depois de uma queda adicional no terceiro trimestre. A Suzano depende da China para cerca de 40% de suas vendas.
“Qualquer novo projeto de investimento em celulose enfrentará um cenário mais desafiador”, disse Grimaldi a jornalistas na quinta-feira (12).
As ações da Suzano subiram cerca de 25% no Brasil no último ano.
A empresa acaba de inaugurar sua maior fábrica de celulose no estado do Mato Grosso do Sul. Como a madeira utilizada nessas plantas vem de florestas plantadas que levam sete anos para crescer, agora seria a hora de começar a pensar no próximo passo.
Mas os planos para adicionar uma nova fábrica foram questionados, pois o retorno potencial seria reduzido em um cenário de excesso de oferta e preços mais baixos, disse Grimaldi.
Ainda assim, a Suzano acredita que há possíveis oportunidades. As fábricas da empresa possuem um baixo custo de produção, enquanto um ambiente de preços mais fracos pode forçar outros produtores de celulose com custos mais altos a fechar suas fábricas, disse ele.
Abreu afirmou na quinta-feira que a Suzano não se envolverá em fusões e aquisições “transformacionais”. No início deste ano, a empresa tentou comprar a International Paper, sem sucesso.
Aquisições menores ainda podem ocorrer. A empresa continua buscando crescimento no setor de embalagens nos Estados Unidos e vê oportunidades tanto para investimentos orgânicos quanto para fusões e aquisições, disse Fabio Almeida de Oliveira, vice-presidente executivo de papel e embalagens.
A lei que cria o mercado regulado de carbono no Brasil e estabelece limites para emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), sancionada esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é importante passo para o país cumprir as metas do Acordo de Paris e aprimorar a transição para uma economia de baixo carbono, apontam especialistas do setor.
A lei também é uma oportunidade para Minas Gerais, no âmbito do mercado voluntário, com a geração de créditos de carbono a partir de projetos conhecidos pela sigla REDD+ – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, mais atividades de conservação e aumento dos estoques de carbono florestal e do manejo sustentável de florestas.
Professora de Direito Ambiental do Insper e sócia-fundadora do escritório DCLC Advogados, Daniela Stump aponta que as obrigações da nova lei, como limitação de emissões para setores grandes emissores de GEE, como as indústrias siderúrgica, minerária e do cimento, possibilitam que o Brasil cumpra sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), assumida no Acordo de Paris.
“O Brasil conta com esse mercado de carbono, essa limitação de emissões, mais a possibilidade de a gente transacionar essas permissões, para que cumpra os seus compromissos”, declarou Daniela Stump.
A criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), explica Daniela Stump, era necessária para o Brasil participar do mecanismo de crédito do Acordo de Paris. O sistema de registro evita a dupla contagem do crédito, para que um país não contabilize a redução de carbono já contabilizada em outro.
O professor de Economia de Baixo Carbono da Fundação Dom Cabral, Fábio Marques, explica que a nova legislação permite mais efetividade em relação aos custos que os agentes econômicos terão, em geral, para fazer a transição rumo à descarbonização da economia.
“A lei busca otimizar a transição para economia de baixo carbono, descarbonizar da forma mais efetiva possível”, disse. “Vai dar mais previsibilidade e gerar incentivos para que empresas possam conduzir suas estratégias de descarbonização”, completa.
A nova lei estimulará que os agentes do setor produtivo, ao longo dos processos de produção e prestação de serviços, façam mais conexões com a economia de baixo carbono. “Uma vez que você tem esse compromisso, toda a cadeia produtiva sente o efeito”, afirma Marques.
REDD+ do mercado de carbono é oportunidade para Minas
O REDD+ foi desenvolvido pela Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). O mecanismo pode ser uma oportunidade financeira para o setor florestal em Minas Gerais, aponta Daniela Stump. “Tanto para que as indústrias possam compensar parte das emissões, como também para exportar para países que não conseguem cumprir suas metas no Acordo de Paris”.
Marcello Rodante, advogado especialista em Políticas Públicas e Mudanças do Clima, disse que uma boa parcela do mercado voluntário, regulamentado pela nova lei de mercado de carbono, é baseada em projetos dessa natureza. O mecanismo pode ser uma fonte de receita para proprietários de terra, que poderão fazer projetos na área e vender seus créditos, quanto e para o Estado, com um programa estadual de REDD+.
Rodante foi consultor jurídico de um projeto nesta seara para o governo do Pará, que realizou uma venda internacional de mais de R$ 1 bilhão em créditos de carbono REDD+. Agora o advogado trabalha com outros estados para que permita a produção desses créditos dentro dos seus respectivos territórios.
Ele ressalta que parte dos recursos arrecadados com esses créditos têm de ser repartidos com comunidades que vivem nas florestas e são mais afetadas pelas mudanças climáticas.
“Minas Gerais, pelo que sei, é um estado que não tem uma legislação específica de REDD+, mas que poderia ter. Não está no bioma amazônico, mas tem uma grande parte no Cerrado”, disse. “Seria possível fazer uma análise e um programa de ação para diminuir o desmatamento no Estado e, com base nisso, gerar esses créditos”, finaliza.
Relembre duas grandes inaugurações feitas pela Eldorado neste ano, e entrevista exclusiva com o Diretor Florestal da empresa
A Eldorado Brasil Celulose (www.eldoradobrasil.com.br), reconhecida globalmente como uma das empresas de celulose mais competitivas e inovadoras do mundo, celebrou nesta quinta-feira (12), 12 anos de história, mantendo um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, sua produção anual é de aproximadamente 1,8 milhão de toneladas por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional, e coleciona recordes e cases inéditos e relevantes no setor.
Atualmente a empresa conta com o trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera a EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países.
A empresa escreve seu histórico de crescimento junto ao setor florestal, e agrega com inovação, sustentabilidade e oportunidades.
Inovação & genética avançada
Um dos principais marcos neste ano da empresa, e que a consolida nos campos da inovação e pesquisas florestais, foi a inauguração do ELDTECH Centro de Tecnologia Florestal, em Andradina (SP). Anexo ao seu viveiro de mudas na cidade, o novo espaço possui 728 m2 e é um marco projetado para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento em manejos de pragas e doenças, e de solos e nutrição. Também conta áreas dedicadas à meteorologia e ecofisiologia florestal, melhoramento genético florestal, biotecnologia e tecnologia da madeira.
Um dos 7 laboratórios do ELDTECH. Imagem: Mais Floresta.Mudas Eld-08: Clone desenvolvido pela empresa e que atende atualmente, com excelentes resultados e capacidade de adaptabilidade para a região. Imagem: Mais Floresta.
O programa de melhoramento genético da empresa, desde 2012, já selecionou e registrou 7 clones próprios. E com o ELDTECH, essa capacidade será expandida com a geração de clones de alto desempenho, adaptados às condições climáticas das áreas de plantio da Eldorado. Um dos diferenciais é o Banco de Germoplasma, que permite o beneficiamento e armazenamento de sementes e pólen, garantindo a preservação da diversidade genética.
Energia Verde
O complexo industrial da Eldorado Brasil é autossuficiente em energia renovável, gerada a partir da biomassa de materiais não aproveitados no processo produtivo como a lignina e resíduos de madeira. Essa biomassa é processada em uma caldeira especial, que produz vapor e movimenta duas turbinas responsáveis pela geração da energia. Essa dinâmica garante energia verde, de base renovável, para as operações da nossa planta e para as indústrias parceiras localizadas no nosso complexo industrial. Em 2023 foram gerados 1.536 mil MWh de energia verde, dos quais 21% foram injetados no sistema elétrico nacional para comercialização.
UTE Onça Pintada – Localizada anexa à unidade fabril da Eldorado Brasil Celulose, gera energia verde através de tocos e raízes de eucalipto que antes seriam descartados. Imagem: divulgação.
Nesse mesmo contexto, em agosto deste ano, a empresa inaugurou outro relevante projeto em seu complexo industrial, um sistema inédito no mundo para a geração de energia verde. O BFTEs (Bombas Funcionando como Turbinas com Efluentes), que funciona como uma mini hidrelétrica, irá abastecer seu prédio administrativo e anexos, em Três Lagoas (MS). Com mais um case de inovação no segmento, desta vez aproveitando efluentes tratados para reverter o fluxo de água e gerar energia, a indústria otimiza o processo antes da devolução ao rio Paraná, tornando ainda mais eficiente a gestão operacional de seus recursos hídricos na região.
Inauguração do sistema BFTEs. Imagem: Mais Floresta. O BFTEs conta com duas turbinas, que foram instaladas para reverter o fluxo da água e gerar energia antes da devolução ao rio. Imagem: Mais Floresta.
A tecnologia com bombas inversas, funcionando como turbinas, já é modelo no mercado de refluxo para águas, mas para fins de efluentes é algo inédito e reforça a essência da Companhia em ser inovadora e estar alinhada com práticas ESG (Ambiental, Social e Governança).
Referência em sustentabilidade
De acordo com o Relatório de Sustentabilidade da Eldorado, a empresa alcançou em 2023 a marca de 42 milhões de toneladas de carbono capturadas da atmosfera desde o início de suas operações. Atualmente possui 293 mil hectares de florestas de eucalipto plantadas e 121 mil hectares de áreas de conservação no Mato Grosso do Sul, números que demonstram o compromisso da empresa com a redução das emissões de CO2 e evidenciam como as florestas plantadas contribuem significativamente para o equilíbrio ambiental, ajudando a regular as temperaturas e a conservar a biodiversidade.
Como signatária do Pacto Global da ONU, a empresa segue alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que entre eles está manter uma indústria inclusiva e sustentável e ações para conter a mudança climática global.
Floresta Eldorado Brasil Celulose. Imagem: divulgação.
O documento anual também destaca uma conquista significativa ocorrida em 2023, a certificação pelos Serviços Ecossistêmicos, que reconhece o papel da Eldorado na captura de carbono e a atuação na Fazenda Pântano, em Selvíria (MS), considerada Área de Alto Valor de Conservação (AAVC), com manutenção da qualidade do corpo d’água. O mesmo local também foi reconhecido pela proteção da biodiversidade, servindo como refúgio para espécies ameaçadas. As ações de sustentabilidade também garantiram 100% de conformidade na auditoria externa de manejo florestal.
Geradora de oportunidades
A Eldorado Brasil também se destaca por ser uma das principais geradoras de empregos em Mato Grosso do Sul, demonstrando o papel crucial das florestas plantadas e seu envolvimento com as comunidades locais, além disso, proporciona benefícios e plano de carreira para os seus colaboradores. Através de programas de estágio como o Super Talentos, jovens de todo o país podem participar de um processo seletivo para trilhar uma carreira em uma empresa pautada pela inovação, aprendizado e colaboração. As inscrições vão até 6 de janeiro de 2025, com vagas abertas para quatro localidades: Três Lagoas (MS), São Paulo, Santos e Andradina (SP). Clique aqui e saiba mais.
Empresa é um das principais propulsoras no Estado em geração de emprego e renda. Imagem: divulgação.
A redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br) falou com o Diretor Florestal da Eldorado Brasil Celulose, Germano Vieira, que destacou o que contribui para o histórico de crescimento da empresa, a relevância da comemoração, expectativas para o mercado de base florestal – em especial o de celulose –, entre outros detalhes. Confira.
Diretor Florestal da Eldorado Brasil Celulose, Germano Vieira. Imagem: divulgação.
Mais Floresta – A Eldorado Brasil possui um histórico de crescimento e conquistas contribuindo diretamente para o desenvolvimento da região e Estado de MS. Ao que e a quem são atribuídos esses resultados?
Germano – Os resultados alcançados pela Eldorado Brasil Celulose são atribuídos a um conjunto de fatores estratégicos compostos por pilares: competitividade, sustentabilidade, inovação e valorização das pessoas. Sem dúvidas, esses eixos transversais a todas as áreas, incluindo nossa equipe altamente comprometida e as parcerias construídas ao longo dos anos são os agentes que contribuem para o sucesso. Desde a fundação da Eldorado, priorizamos práticas sustentáveis, investimentos em infraestrutura de ponta e valorizamos as comunidades locais.
Em Três Lagoas (MS), contribuímos para o desenvolvimento econômico e social da região por meio da geração de empregos, do fortalecimento da cadeia produtiva e de ações voltadas à cultura e capacitação profissional, além de incentivar constantemente a preservação ambiental. Nosso crescimento é resultado de um trabalho coletivo muito bem articulado e engajado de todos os nossos colaboradores, fornecedores, parceiros e do apoio das autoridades locais, consolidando a Eldorado Brasil como uma referência no setor de celulose.
Mais Floresta – O que os 12 anos da Eldorado Brasil, celebrados nesta semana em 12/12, representa para a empresa?
Germano – Para a Eldorado Brasil Celulose essa celebração não é apenas uma conquista interna e sim um marco compartilhado com a comunidade e todos aqueles que integraram a jornada da empresa. Com os olhos voltados para o futuro e os novos desafios, reafirmamos nossa posição como líderes em sustentabilidade e inovação, e seguimos comprometidos com a transformação da indústria de celulose em uma cadeia logística cada vez mais equilibrada e próspera.
A Eldorado Brasil continuará entregando valores e tendo orgulho do seu crescimento pautado na sustentabilidade, sendo uma das líderes do mercado de celulose global. A companhia pode olhar para esses 12 anos e sentir orgulho do que foi construído até aqui, com engajamento de todos os times, com uma cultura muito própria da empresa e sempre apostando em tecnologia, inovação e formação.
Mais Floresta – Na parte operacional, o quanto é possível mensurar em crescimento da empresa em produção? Sabemos que empresa bateu próprios recordes. Isso já era esperado inicialmente para este projeto?
Germano – Os resultados alcançados estão sempre alinhados com as nossas metas e expectativas projetadas, mas obviamente que, quando a fábrica começou a operar, não sabíamos que alguns anos depois ela estaria produzindo 20% mais celulose, na mesma estrutura. Porém, foi algo construído aos poucos. A integração entre a tecnologia de ponta, a sustentabilidade e a gestão estratégica faz com que o nosso crescimento seja consistente e alcance patamares de produtividade que solidificam a posição da empresa como uma das maiores referências globais.
Mais Floresta – Como é olhar para trás e relembrar a planta deste projeto quando estava ainda no papel, e agora, depois de 12 anos concretizado, e em plena operação e com recordes em produção alcançados, sendo uma das principais referências produtoras de celulose do mundo?
Germano – A Eldorado Brasil é uma empresa consolidada ao comemorar 12 anos de operação e isso é motivo de orgulho para todos que participaram dessa construção. A concretização do projeto da Eldorado virou realidade e hoje é referência nacional em celulose. Os registros de progressos de produção e o reconhecimento no mercado mundial reforçam que o sucesso é fruto desse trabalho consistente que realizamos ao longo dos últimos 12 anos. Ver que tudo o que planejamos está de pé e segue com olhar no futuro e com perspectivas desafiadoras, sem dúvidas é muito satisfatório e motivo de inspiração para novos passos com a mesma determinação.
O projeto inicial da fábrica em Três Lagoas previa 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. Ao longo dos anos, fomos avançando neste número e chegamos a 1,8 milhão. Isso só foi possível com trabalho e tecnologia de ponto aplicada na produção industrial, nos tornando ainda mais eficientes.
Mais Floresta – Qual sua visão para o mercado de base florestal de anos atrás para o atual? O que destacaria em evolução e novas expectativas?
Germano – O mercado de base florestal, especialmente no segmento de celulose, evoluiu significativamente ao longo dos últimos anos, impulsionado por diversos avanços tecnológicos, e sempre com foco importante na sustentabilidade. No passado, os processos eram menos automatizados e as questões ambientais, mais limitadas. Hoje, o cenário é diferente e as empresas investem fortemente em inovação tecnológica, como automação, inteligência artificial e digitalização, o que permite uma gestão florestal mais precisa e maior produtividade. A sustentabilidade se tornou um pilar fundamental e com isso as organizações estão comprometidas com práticas de manejo florestal sustentável e certificações ambientais.
Essa mudança é notada na diversificação do mercado de celulose, pois antes a celulose era quase que totalmente destinada à produção de papéis para impressão e escrita, já hoje está presente em embalagens sustentáveis, papéis tissue e até em bioprodutos inovadores. A demanda global também aumentou, especialmente com o consumo na Ásia, liderado pela China.
O setor de celulose está mais integrado à agenda de inovação e sustentabilidade e no desenvolvimento de soluções renováveis para substituir materiais de origem. É um setor que evolui para atender às demandas do presente e se preparar para desafios e possibilidades ainda mais promissoras. O Brasil, principal player de celulose no mundo, é crucial no setor e a Eldorado, uma das principais empresas produtoras de celulose no país, tem ciência da sua importância no segmento.