
BNDES aprova mais de R$ 400 milhões para a Suzano ampliar inovação e modernizar fábricas no Brasil
Investimentos em tecnologia, digitalização e pesquisa devem elevar competitividade da indústria de celulose e fortalecer produção em cinco estados.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou um pacote de financiamentos que soma R$ 411,4 milhões para a Suzano, com foco na modernização industrial e no avanço de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Os recursos fazem parte do programa BNDES Mais Inovação e devem impulsionar a competitividade da companhia no setor de celulose.
Investimentos em tecnologia e modernização industrial
Do total aprovado, R$ 280 milhões serão destinados à modernização das unidades industriais, incluindo a aquisição de máquinas e equipamentos com tecnologias avançadas, como internet das coisas (IoT), além de sistemas de controle e monitoramento remoto das operações.
Outros R$ 131,4 milhões serão aplicados em projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados à inovação tecnológica, reforçando a digitalização dos processos produtivos da empresa.
Os investimentos abrangem unidades localizadas em cinco estados: Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Foco em inovação e transformação digital
Os recursos permitirão à Suzano ampliar a conectividade industrial, com a aquisição de bens de informática, automação e sistemas digitais. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e consolidar a empresa entre as líderes globais em custo de produção de celulose.
O plano de PD&I contempla 49 iniciativas, distribuídas em diferentes áreas:
- Projetos de genética e melhoramento florestal
- Manejo florestal
- Desenvolvimento de papel, bens de consumo e produtos fluff
- Produção de celulose
- Gestão da inovação e projetos transversais
- Parcerias com universidades e centros de pesquisa
As iniciativas contam com a colaboração de diversas instituições, incluindo universidades federais e estaduais, além de organizações como a Embrapa, o Senai e a Embrapii.
Essas parcerias fortalecem o desenvolvimento tecnológico e ampliam o potencial de inovação no setor florestal e industrial.
Expansão industrial e novos aportes recentes
Além do novo financiamento, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social já havia aprovado, no fim de 2025, outro aporte de R$ 451,7 milhões para a empresa, voltado à modernização de estruturas e ampliação da capacidade de armazenagem.
Os recursos vieram de linhas como o Finem e o Fundo Clima, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a eficiência produtiva.
Sustentabilidade e alinhamento global
Os investimentos estão alinhados a metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com impactos em áreas como crescimento econômico, inovação industrial e redução das desigualdades.
A Suzano também mantém práticas sustentáveis em sua operação, com uso de matérias-primas renováveis, certificações ambientais como FSC e Cerflor, e foco na captura de carbono por meio de florestas plantadas.
Liderança global no setor de celulose
Com cerca de um século de atuação, a Suzano é líder mundial na produção de celulose e uma das maiores produtoras de papel da América Latina. A empresa possui capacidade anual de produção de 13,4 milhões de toneladas de celulose e 2 milhões de toneladas de papel, além de exportar para mais de 100 países.
Com os novos investimentos, a companhia busca fortalecer sua posição global, aumentar a produtividade e se preparar para diferentes cenários de mercado, mantendo competitividade mesmo em ambientes de maior volatilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio

Inocência entra no mapa global com megaprojeto bilionário de celulose
Projeto Sucuriú, da Arauco, deve transformar economia local e consolidar Mato Grosso do Sul como potência no setor.
O município de Inocência vive uma mudança de escala que promete reposicioná-lo no cenário industrial brasileiro e internacional. Com a implantação do Projeto Sucuriú, a cidade passa a abrigar o maior empreendimento de celulose do mundo construído em etapa única, um feito que reúne investimentos bilionários, engenharia de alta complexidade e impacto direto na geração de empregos.
A iniciativa liderada pela Arauco coloca Mato Grosso do Sul no centro de uma disputa global por competitividade no setor florestal. O Estado já figura entre os principais polos de produção de celulose do país, ao lado de gigantes como Três Lagoas, e deve ampliar ainda mais sua participação nas exportações brasileiras, que somaram mais de US$ 10 bilhões em 2024, segundo dados do setor.
Em Inocência, o projeto avança com uma estrutura que impressiona pelo porte. Equipamentos de dimensões extraordinárias já começaram a chegar ao Brasil, como o balão da caldeira, uma peça de 312 toneladas e 32 metros de comprimento, fabricada na China. O transporte até o canteiro de obras mobiliza uma operação logística inédita na região, com carretas especiais, escoltas da Polícia Rodoviária e planejamento detalhado das concessionárias de rodovias.
TECNOLOGIA
A complexidade da obra também se reflete na tecnologia embarcada. A fornecedora finlandesa Valmet é responsável por sistemas de automação e equipamentos estratégicos, garantindo eficiência produtiva e padrões elevados de sustentabilidade. O objetivo é reduzir consumo de energia e água, além de otimizar o aproveitamento de insumos florestais.
O impacto econômico já é sentido antes mesmo do início das operações. A expectativa é de milhares de empregos diretos e indiretos ao longo da construção e da fase operacional, além da movimentação de cadeias produtivas ligadas ao transporte, comércio e prestação de serviços. Pequenos negócios locais começam a se adaptar à nova demanda, enquanto investimentos em infraestrutura urbana e logística ganham ritmo.
A transformação também reforça o papel de Mato Grosso do Sul como destino de grandes investimentos industriais. Com ambiente favorável, incentivos fiscais e localização estratégica, o Estado consolida sua vocação para o setor de base florestal, ampliando sua relevância no mercado internacional de celulose, cuja demanda segue aquecida, especialmente na Ásia.
AVANÇO LOGÍSTICO E COMPROMISSO SUSTENTÁVEL IMPULSIONAM MEGAPROJETO INDUSTRIAL E COLOCAM INOCÊNCIA NO MAPA ESTRATÉGICO DA ECONOMIA NACIONAL
Para 2026, a previsão é de intensificação do fluxo logístico, com a chegada de mais de 150 peças de grande porte aos portos brasileiros, destinadas ao complexo industrial em Inocência. Entre os equipamentos estão filtros e separadores fundamentais para o processo produtivo, etapa decisiva para a entrada em operação da planta.
Ao mesmo tempo em que avança em escala e tecnologia, o Projeto Sucuriú também se ancora em compromissos ambientais e sociais. A proposta da empresa é aliar produtividade com responsabilidade, adotando práticas sustentáveis, manejo florestal certificado e diálogo com as comunidades locais.
Com isso, Inocência deixa de ser apenas um município do interior e assume protagonismo em um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira. Um salto que mistura aço, logística e planejamento, mas que, acima de tudo, redefine o futuro da região.
Por: Redação Notícias do Cerrado

Bracell inaugura Learning Institute Nordeste, espaço voltado à capacitação dos colaboradores
Instalada na unidade da empresa no Polo Industrial de Camaçari, a iniciativa visa promover trilhas de formação planejadas e fortalecer competências.
Com o objetivo de promover o desenvolvimento e a capacitação dos colaboradores, a Bracell, líder global na produção de celulose solúvel, inaugurou o Bracell Learning Institute Nordeste (BLI). O espaço, instalado na unidade da companhia no Polo Industrial de Camaçari, irá oferecer diversos cursos e programas de aprendizagem, com foco no desenvolvimento dos profissionais da Bracell e da Bracell Papéis no Nordeste, que possui unidades na Bahia e em Pernambuco.
O novo prédio do Bracell Learning Institute Nordeste tem 923 m² de área e capacidade para atender cerca de 280 pessoas simultaneamente, distribuídas em nove espaços, incluindo salas de reunião, anfiteatro, salas de treinamento e biblioteca. O local visa proporcionar uma estrutura moderna e acolhedora para apoiar o aprendizado contínuo, oferecendo trilhas de formação planejadas de forma didática e alinhadas às expectativas das lideranças, além de fortalecer competências, ampliar oportunidades de crescimento e valorizar a mão de obra local.
Rudine Antes, diretor-geral da Bracell Bahia, destaca a importância do Learning Institute e o benefício para o desenvolvimento e a qualificação dos colaboradores: “Nossa unidade cresce, se moderniza e se torna cada vez mais estratégica. Para acompanhar essa evolução, é essencial que nosso time esteja preparado, atualizado e seguro, e o Bracell Learning Institute Nordeste chega exatamente para isso: reduzir a curva de aprendizado, aumentar a eficiência, impulsionar a produtividade e garantir a excelência operacional que nos diferencia”.
Eduardo Penhalosa, gerente de Recursos Humanos da Bracell Bahia, ressalta que o Bracell Learning Institute nasce como um espaço vivo de aprendizagem, capaz de integrar diferentes frentes do negócio, como as áreas industrial e florestal da Bracell e da Bracell Papéis. “O BLI é o lugar onde o aprendizado acontece de forma contínua, colaborativa e prática. É um ambiente que conecta pessoas, conhecimentos e propósitos, funcionando como um ponto central dos nossos programas de capacitação, desenvolvimento e jornadas de liderança”, afirma.
Segundo Penhalosa, mais do que uma infraestrutura física, o Learning Institute representa um movimento permanente de desenvolvimento. “Cada sala, cada trilha e cada iniciativa foram pensadas para refletir a nossa realidade, as ambições das nossas pessoas e os desafios do nosso negócio. Aqui, os colaboradores aprendem, ensinam, trocam experiências e desenvolvem habilidades que impulsionam suas carreiras, fortalecem a cultura organizacional e potencializam os resultados da Bracell”, completa.

Cenário externo instável muda dinâmica das exportações de madeira em 2026
Em um ambiente de incertezas, empresas buscam maior segurança nas negociações e fortalecem parcerias comerciais no mercado internacional.
A instabilidade econômica internacional, somada às oscilações cambiais e às tensões geopolíticas, tem ampliado o nível de incerteza no comércio global. Para empresas brasileiras que atuam na exportação de madeira, esse cenário tem impactado diretamente a capacidade de planejamento e tomada de decisão, especialmente em negociações que envolvem prazos, preços e logística.
Segundo Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, a combinação de fatores recentes tem contribuído para esse ambiente de insegurança. “Está difícil prever o próximo passo. A guerra envolvendo os EUA e o Irã, a instabilidade no preço do petróleo, a volatilidade do dólar e o vai e vem das tarifas comerciais dos Estados Unidos criam um cenário delicado. Isso afeta diretamente a confiança e o planejamento dos exportadores”, afirma.
Em 2026, os exportadores de madeira abriram novos mercados e esse movimento deve ser ainda mais fortalecido devido ao avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul. “A perspectiva de novas oportunidades comerciais para o setor e a possível ampliação do acesso a mercados europeus tende a estimular o interesse de exportadores brasileiros, porém também impõe um novo nível de exigência em termos de organização, competitividade e previsibilidade nas operações e sobretudo em legalidade, com a iminência do EUDR”, acrescentou.
Diante desse contexto, observa-se um volta a um comportamento muito comum no em um passado próximo: a busca por parceiros comerciais. A prioridade volta a ser a construção de relações comerciais mais seguras e estruturadas, com maior atenção à previsibilidade de preços e prazos, além da redução de riscos ao longo das negociações.
De acordo com Milazzo, esse movimento já é perceptível no dia a dia das negociações. “Em conversas com exportadores e compradores ao redor do mundo, temos observado uma valorização crescente de relações sólidas. A troca de informações, o alinhamento entre as partes e a transparência nunca estiveram tão presentes como agora. Sinto que a demanda não é apenas por suprir estoques, mas sim em estabelecer parcerias”, diz.
Esse movimento ocorre em um contexto de transformação do comércio internacional, em que empresas buscam maior previsibilidade e segurança nas operações, ao mesmo tempo em que se preparam para aproveitar novas oportunidades de acesso a mercados. “2025 ensinou o empresário brasileiro a ser resiliente e acredito que este ano teremos o foco maior em futuro e relações comerciais mais duradouras”, finalizou Gustavo.

Celulose da 5ª megafábrica de MS pode ser escoada por hidrovia
Inicialmente a Bracell estuda levar madeira por hidrovia até a fábrica de Lençóis Paulista. Se der certo, pretende escoar a celulose até a mesma região e depois seguir por ferrovia.
Em contagem regressiva para obtenção da licença de instalação de sua fábrica em Bataguassu, na região leste de Mato Grosso do Sul, a Bracell, do grupo indonésio Royal Golden Eagle (RGE), estuda a possibilidade de despachar por hidrovia sua produção anual de até 2,9 milhões de toneladas de celulose previstas para serem produzidas na nova fábrica, a quinta do setor em Mato Grosso do Sul.
De acordo com declarações do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jaime Verruck, feitas ao jornal Valor Econômico, inicialmente a Bracell pretende utilizar a hidrovia para levar eucalipto de Mato Grosso do Sul para sua fábrica em Lençóis Paulista (SP).
“Se funcionar bem para o eucalipto, eles estudam usar com a celulose também”, afirmou o secretário, que no começo de abril deve deixar o cargo para disputar uma das oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados.
Embora ainda não tenha feito oficialmente o pedido de instalação de sua fábrica, a Bracel já cultiva áreas de eucalipto há cerca de seis anos em Mato Grosso do Sul, quando anunciou o plantio de 50 mil hectares.
Além disso, adquiriu uma série de plantações de terceiros e atualmente leva esta madeira utilizando caminhões. De Bataguassu até fábrica paulista são em torno de 450 quilômetros de estrada. E são estes caminhões que a empresa pretende substituir por barcaças.
Estas embarcações sairiam das imediações de Bataguassu, subiriam pelo Rio Paraná até a hidrelétrica de Jupiá, onde existe eclusa para transpor a barragem.
Eta eclusa permite a passagem de grandes embarcações e comboios. Inaugurada em 1998, a estrutura foi construída para transpor o desnível de cerca de 26 metros. A câmara da eclusa tem cerca de 210 metros de comprimento, 17 metros de largura e cinco de profundidade.
Depois disso, as embarcações seguiriam até a foz do Rio Tietê e continuariam em território paulista até um terminal intermodal (ferrovia, hidrovia e rodovia) no município de Pederneiras, a 35 quilômetros da fábrica de celulose da Bracell em Lencóis Paulista. No caso da madeira, ela seria industrializada nesta fábrica.
Porém, se o transporte hidroviária se mostrar viável, a celulose seria levada até esta região e depois disso seria despachada por ferrovia até o porto de Santos, percorrendo mais 550 quilômetros por trilhos. A Bracell de São Paulo já despacha sua celulose pelo terminal que serviria também para a celulose de Bataguassu.
A viabilidade depende basicamente da análise dos impactos e custos dos múltiplos transbordos de carga. Porém, a hidrovia é mais competitiva que o transporte rodoviário e reduz em 80% as emissões de CO.
Além disso, existe o risco de transporte ser afetado por períodos de estiagem, como o registrado no início de 2026, quando houve um recuo momentâneo na movimentação devido à estiagem.
Se esta alternativa for inviável, o mais provável é que a produção tenha de ser despachada por cerca de 300 carretas diariamente em uma distância da ordem de 270 quilômetros até Ferronorte, em Aparecida do Taboado, de onde seguiria até o porto de Santos pela ferrovia.
Neste percurso, além de terem de passar pela área urbana de Bataguassu, que deve receber um contorno rodoviário, estas carretas terão de passar por cidades como Brasilândia, Três Lagoas e Selvíria. Outra alternativa seria levar até o terminal da própria Bracell em Lençóis Paulista, um percurso de 460 km.
Estas 300 carretas diárias, conforme os estudos de impacto ambiental da Bracell, serão necessárias somente para escoar a produção.
Outras 500 passarão a circular na região para abastecer a fábrica com madeira e demais insumos. A estimativa é de que sejam consumidos anualmente 12 milhões de metros cúbicos de madeira, o equivalente à produção de cerca de 50 mil hectares de eucaliptos.
LICENÇA
Inicialmente havia a previsão de que a licença para instalação da fábrica, orçada em R$ 16 bilhões, fosse concedida até o fim março. Porém, até agora a empresa não fez o pedido formal, o que está previsto para acontecer até o fim da próxima semana. Embora não haja confirmação oficial, impasses sobre o local exato de instalação da fábrica atrasou os planos iniciais da empresa.
Depois que o pedido for feito, o Governo do Estado deve levar em torno de 60 dias para fazer as análises finais e liberar as obras. Então, se não ocorrerem novos atrasos, estas obras devem ter início ainda no segundo semestre de 2026 e a previsão oficial é de que se estendam por 38 meses. Ou seja, se tiverem início em meados de 2026, devem se estender até o final de 2029.
O PROJETO
De acordo com a previsão inicial, a fábrica, a primeira de Mato Grosso do Sul a produzir celulose para fabricação de tecidos , ficará às margens da BR-267, a nove quilômetros da área urbana de Bataguassu, entre a cidade e o lago da hidrelétrica de Porto Primavera, a quase quatro quilômetros do lago, que agora também pode ser utilizado para escoar a produção.
E é deste lago, resultado do represamento do Rio Paraná, que a indústria vai coletar os 11 milhões de litros de água por hora que serão necessários para viabilizar o funcionamento da indústria. Cerca e 9 milhões de litros serão devolvidos ao lago depois da utilização. Segundo a Bracell, todos os efluentes serão tratados e trarão impacto mínimo na qualidade da água.
No pico dos trabalhos devem ser gerados 12 mil empregos e em torno de dois mil depois que o empreendimento entrar em operação.
Em anos sem interrupção para manutenção dos equipamentos serão produzidos, conforme o estudo de impacto ambiental, 2,9 milhões de toneladas de celulose. Dependendo da demanda, a unidade terá condições de produzir celulose solúvel, como já ocorre com a fábrica do grupo asiático em Lencóis Paulista (SP).
Esse tipo de celulose é usado na produção fibras têxteis, produtos de higiene (fraldas, lenços umedecidos), alimentos (sorvetes, molhos), fármacos (cápsulas) e produtos químicos (tintas, esmaltes).
Além da produção de celulose, o estudo informa que será gerada energia suficiente para abastecer a indústria e um excedente que será injetado na rede de energia da região.
E esta infraestrutura para receber energia e no futuro despachar o excedente enfrenta um sério gargalo. Ainda não existe uma linha de transmissão de energia para abastecer a fábrica e depois escoar o excedente de energia.
A companhia aguarda o leilão de uma subestação em Ivinhema, a 155 km da unidade, que deve ocorrer ainda este ano, para obter a autorização para implementação desse linhão. Em Ribas do Rio Pardo e em Inocência, as próprias empresas providenciaram estes linhões extras de energia.
Mas, mesmo que este linhão saia do papel, também haverá necessidade de investimentos para conseguir levar esta energia a partir da subestação de Ivinhema, o que não depende da Bracell.
Para o início de operação, a Bracell precisará de 66 megawatts. E, depois de entrar em operação, deve gerar 400, sendo que a metade será vendida para transmissão e consumo no restante do país. Até agora, porém, estas linhas de transmissão ainda não estão garantidas.
QUINTA FÁBRICA
A indústria de Bataguassu será a quinta do setor em Mato Grosso do Sul. A primeira, da Suzano, entrou em operação em 2009, em Três Lagoas. Depois, em 2012, foi ativa a unidade do grupo J&F, a Eldorado, também em Três Lagoas.
Em julho de 2024 começou a funcionar a fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, que atualmente é a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, com capacidade para 2,55 milhões de toneladas por ano.
Este título, porém, passará a ser da Arauco, que no segundo semestre do próximo ano promete ativar uma fábrica em Inocência, onde será produzidas 3,5 milhões de toneladas por ano. As obras estão a todo vapor e atualmente abrigam em torno de dez mil trabalhadores.
Leia mais em: https://correiodoestado.com.br/cidades/celulose-da-5a-mefabrica-de-ms-pode-ser-escoada-por-hidrovia/464237/

Engenheiro cria método de reflorestamento que transforma pequenos terrenos em florestas densas usando biomassa local
Fonte: Click Petróleo e Gás
Método de reflorestamento acelera crescimento de florestas usando biomassa local e reduz custos de recuperação ambiental.
Em 2011, o engenheiro industrial indiano Shubhendu Sharma, na Índia, iniciou um projeto que chamou a atenção global ao adaptar uma técnica japonesa para criar florestas densas em áreas degradadas. Segundo a própria organização Afforestt, fundada por Sharma, o método permite transformar pequenos terrenos degradados em ecossistemas florestais completos em poucos anos, utilizando biomassa local e espécies nativas. A técnica é baseada no método desenvolvido pelo botânico japonês Akira Miyawaki, amplamente documentado na literatura científica. De acordo com estudos publicados sobre o método Miyawaki, como os compilados pela Organização das Nações Unidas e pesquisas acadêmicas sobre reflorestamento acelerado, essa abordagem pode acelerar significativamente o crescimento florestal e aumentar a densidade vegetal em comparação com processos naturais de regeneração.
O dado mais impactante é que áreas que levariam décadas para se regenerar naturalmente podem atingir estágios avançados de desenvolvimento em poucos anos. Segundo análises sobre florestas Miyawaki aplicadas em diferentes países, incluindo estudos de caso e relatórios ambientais, o método promove rápida recuperação da biodiversidade e da estrutura florestal, alterando a lógica tradicional de custos e tempo no reflorestamento.
O que é o método Miyawaki e como ele foi adaptado na Índia
O método Miyawaki foi desenvolvido no Japão a partir da década de 1970, com base na ideia de recriar florestas nativas densas utilizando espécies locais plantadas de forma intensiva.
Shubhendu Sharma teve contato direto com o próprio Akira Miyawaki durante um projeto da Toyota na Índia, onde a técnica foi aplicada para restaurar áreas industriais degradadas.
A partir dessa experiência, Sharma adaptou o método às condições climáticas e de solo da Índia, criando um modelo mais acessível e replicável em diferentes regiões.
A principal inovação foi o uso intensivo de biomassa local para enriquecer o solo, reduzindo a necessidade de insumos externos e tornando o processo mais econômico.
Como funciona o reflorestamento acelerado na prática
O processo começa com uma análise detalhada do solo. Amostras são coletadas para identificar deficiências nutricionais e características físicas.
Com base nisso, o solo é preparado utilizando materiais orgânicos disponíveis localmente, como:
- restos agrícolas
- folhas secas
- cascas
- composto orgânico
Essa biomassa melhora a retenção de água e aumenta a fertilidade. Em seguida, são plantadas diversas espécies nativas em alta densidade, geralmente entre 3 a 5 mudas por metro quadrado, o que é significativamente superior ao reflorestamento tradicional.
Essa densidade elevada cria uma competição natural entre as plantas, fazendo com que cresçam mais rápido em busca de luz solar.
Crescimento acelerado e formação de microecossistemas
Um dos aspectos mais impressionantes do método é a velocidade de crescimento. Enquanto reflorestamentos convencionais podem levar décadas para atingir maturidade, as florestas criadas com esse método começam a se estruturar em poucos anos.
Em cerca de:
- 1 ano: crescimento inicial intenso
- 2 a 3 anos: formação de dossel
- 10 anos: estrutura semelhante a florestas maduras
Esse crescimento acelerado ocorre porque o ambiente é projetado para imitar as condições naturais ideais de uma floresta desde o início. Além disso, essas áreas passam a atrair insetos, aves e outros organismos, criando um ecossistema funcional.
Redução de custos com uso de biomassa local
Um dos fatores que tornam esse método atrativo é o custo relativamente mais baixo em comparação com projetos tradicionais de reflorestamento. Ao utilizar biomassa disponível no próprio local, o método reduz gastos com:
- fertilizantes industriais
- transporte de materiais
- manutenção prolongada
Embora não seja um sistema de custo zero, a redução de insumos externos pode tornar o processo significativamente mais acessível, especialmente em projetos urbanos e de pequena escala.
Além disso, a necessidade de manutenção é concentrada nos primeiros anos. Após esse período, a floresta se torna autossustentável.
Aplicações em áreas urbanas e industriais
O método ganhou destaque não apenas em áreas rurais, mas também em ambientes urbanos. Cidades passaram a utilizar essa técnica para criar:
- florestas urbanas
- corredores ecológicos
- áreas de recuperação ambiental
Empresas também adotaram o método para compensação ambiental e melhoria de imagem sustentável. Essas florestas densas ocupam espaços pequenos, mas oferecem benefícios significativos, como redução de temperatura, melhoria da qualidade do ar e aumento da biodiversidade.
Impacto ambiental e recuperação de áreas degradadas
A recuperação de áreas degradadas é um dos principais desafios ambientais globais. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, milhões de hectares de terras sofrem degradação todos os anos.
Métodos tradicionais de reflorestamento muitas vezes são lentos e caros, o que limita sua aplicação em larga escala. A abordagem baseada em densidade elevada e uso de biomassa local surge como uma alternativa eficiente para acelerar esse processo e aumentar a taxa de sucesso.
Além disso, essas florestas contribuem para:
- sequestro de carbono
- retenção de água no solo
- redução da erosão
Diferença entre reflorestamento tradicional e método Miyawaki
O reflorestamento tradicional geralmente envolve o plantio espaçado de mudas, com crescimento mais lento e necessidade de manutenção prolongada. Já o método Miyawaki trabalha com alta densidade e diversidade de espécies.
Essa diferença estrutural cria um ambiente mais competitivo e equilibrado, resultando em crescimento acelerado e maior resiliência ecológica.
Outra diferença importante é o foco em espécies nativas, que são adaptadas às condições locais e exigem menos intervenção ao longo do tempo.
Limitações e desafios do método
Apesar das vantagens, o método não é aplicável em todas as situações. Ele é mais eficaz em áreas pequenas ou médias e pode não ser ideal para grandes extensões de reflorestamento comercial.
Além disso, o custo inicial pode ser mais elevado em comparação com métodos convencionais, devido à preparação intensiva do solo. Outro desafio é a necessidade de conhecimento técnico para seleção adequada de espécies e preparação do terreno.

Com o avanço das mudanças climáticas e a crescente necessidade de recuperação ambiental, métodos mais rápidos e eficientes ganham relevância. Projetos baseados no método Miyawaki já foram implementados em diversos países, incluindo Índia, Europa e América Latina.
A tendência é que soluções baseadas em biomassa local e alta densidade de plantio continuem sendo exploradas como alternativas viáveis para acelerar a regeneração ambiental.
O trabalho iniciado por Shubhendu Sharma representa uma mudança significativa na forma como o reflorestamento é conduzido. Ao combinar conhecimento ecológico com práticas adaptadas às condições locais, o método demonstra que é possível acelerar processos naturais sem comprometer a sustentabilidade.
Com crescimento rápido, uso eficiente de recursos e impacto ambiental positivo, essa abordagem se consolida como uma das alternativas mais promissoras para enfrentar a degradação ambiental em escala global.

Líder em florestas plantadas, Minas mira expansão com avanço da bioeconomia
Projeções de maior demanda por madeira impulsionam o setor a ampliar a base de plantio no Estado.
Dona da maior área de florestas plantadas no país, com aproximadamente 2,3 milhões de hectares, e com participação de quase 23% na composição do valor bruto da produção da silvicultura brasileira, Minas Gerais está se preparando para assegurar a futura expansão do setor.
O cenário aponta para um aumento no consumo de biomassa de madeira, motivado pela tendência de descarbonização das economias e pelas mudanças dos consumidores em direção a produtos mais sustentáveis. E Minas Gerais dispõe de espaço para aumentar a oferta. Parte da demanda deve vir localmente, considera Adriana Maugeri, presidente da Associação Mineira da Indústria Florestal (Amif). “Nesse horizonte, se os projetos anunciados se concretizarem, ainda deveremos observar o avanço da usinas de etanol de milho em Minas Gerais, grandes consumidoras de biomassa da madeira”, diz.
As projeções da Organização das Nações Unidas, segundo a executiva, sugerem que a demanda global por madeira deverá dobrar até 2050. Para ela, o crescimento esperado para o consumo deve “fortalecer os plantios e propiciar a recuperação de áreas degradadas, mas para que isso ocorra será preciso comprovar que toda madeira vem de manejos sustentáveis e tem origem legal”. Maugeri destaca a importância da certificação e da rastreabilidade nesse processo.
Num mapeamento recente, realizado com base nos passivos ambientais declarados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) pelos produtores do Estado, foram identificados 3,3 milhões de hectares em áreas degradadas aptas à implantação de florestas cultivadas, o que permitiria mais que dobrar o espaço hoje destinado à produção florestal.
Ela aposta na posição estratégica do Estado não apenas porque hoje ele já detém a maior área de plantio, mas também porque as florestas plantadas estão presentes em 811 dos 853 municípios mineiros. Além disso, afirma que os principais clones do eucalipto cultivado em todo o país foram desenvolvidos pelo setor privado em Minas Gerais, sobretudo pela siderurgia, e “isso significa uma vantagem competitiva importante”.
Na sua avaliação, os investimentos na indústria florestal mineira ficaram travados até 2024 pelo processo moroso de licenciamento ambiental dos empreendimentos. Em julho daquele ano, conforme a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), o governo do Estado e o Ministério Público Estadual firmaram acordo, homologado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, simplificando o licenciamento ambiental de plantios acima de mil hectares.
Além disso, numa medida controversa, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) eliminou a exigência de estudo e relatório de impacto ambiental para novos empreendimentos de silvicultura. Os prazos de licenciamento, de acordo com Maugeri, foram reduzidos de seis ou dez anos para até seis meses.
Única fabricante de aço inoxidável na América Latina e produtora ainda de aços elétricos para transformadores e motores, entre outras aplicações, a Aperam mantém em hibernação seus projetos de investimentos, afirma Rodrigo Vilela, CEO da siderúrgica. Segundo ele, o momento atual não tem favorecido a siderurgia, que enfrentou no ano passado a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, destino de metade de suas exportações, e ainda importações recordes, na faixa de 6,4 milhões de toneladas, num salto de 170,6% desde 2019.
O movimento mais recente da empresa, realizado entre 2022 e 2024, resultou num investimento de R$ 588 milhões na aquisição de 30 mil hectares de área florestal, na troca de laminador a quente, destinado a melhorar a qualidade e acrescentar novas opções de produtos na usina instalada em Timóteo, na região conhecida como Vale do Aço.
A área de florestas aproxima-se de 150 mil hectares no Vale do Jequitinhonha, dos quais 90 mil destinados à produção, base para 440 mil toneladas de carvão vegetal que movimentam integralmente os dois altos-fornos da Aperam todos os anos, desde 2011.
Com capacidade para 630 mil a 650 mil toneladas de produtos siderúrgicos acabados, a indústria registra uma pegada de carbono equivalente a 340 quilos por tonelada de placa de aço produzida, quase 60% abaixo da média do mercado mundial, na faixa de 800 quilos por tonelada de aço, graças ao uso do carvão vegetal.
Resultado de tecnologias desenvolvidas internamente, a Aperam produz ainda o biochar, biocarbono aplicado nas áreas de floresta por sua capacidade de retenção de água e de incremento da fertilidade das árvores. Desenvolvido pela Aperam BioEnergia, maior produtora de carvão vegetal no mundo, instalada no Vale do Jequitinhonha, a siderúrgica iniciou a produção há dois ou três anos do bio-óleo a partir da condensação de gases gerados durante o processo de transformação do eucalipto em carvão, evitando emissões de carbono. As vendas do produto, que substitui o óleo diesel no processo produtivo, aproximam-se de 5 mil toneladas anuais.
Entre outros clientes, a Nexa Resources utiliza o biocombustível em 12 de seus 47 fornos em Três Marias, reduzindo o uso de fósseis na prod

Eldorado Brasil lança seu primeiro Anuário de Integridade
Iniciativa reúne dados, políticas e resultados do programa de integridade da companhia, com foco em transparência e fortalecimento da governança.
A Eldorado Brasil Celulose lançou a primeira edição do seu Anuário de Integridade, publicação que reúne indicadores, políticas e iniciativas relacionadas à ética, compliance e governança corporativa desenvolvidas pela companhia ao longo de 2025. O documento consolida as principais frentes do programa de integridade da empresa, reunindo informações sobre estrutura de governança, ações de prevenção, mecanismos de monitoramento e iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura ética entre colaboradores e parceiros. A publicação passa a integrar o conjunto de relatórios institucionais da companhia.
A Eldorado tem uma área dedicada ao tema, com atuação conjunta nas frentes de Integridade, Auditoria Interna e Segurança da Informação. As atividades são acompanhadas pelo Conselho de Administração, pela presidência da companhia e pelo Comitê de Ética, responsável por avaliar demandas registradas nos canais oficiais e orientar as tratativas e encaminhamentos.
“O anuário se conecta diretamente com a cultura da Eldorado porque mostra como os valores da companhia se refletem nas práticas do dia a dia. Mais do que diretrizes, a integridade está incorporada às decisões de gestão e à forma como a empresa conduz suas relações”, afirma André Tourinho, head de Integridade da Eldorado Brasil Celulose.
O relatório apresenta a estrutura do programa de integridade da companhia, organizada em quatro pilares: Prevenção, Detecção, Correção e Fomento.
Prevenção – No pilar de prevenção, o anuário reúne ações voltadas à disseminação das políticas corporativas e do Código de Conduta e Ética entre os colaboradores. Em 2025, foram trabalhados 30 temas relacionados à integridade, abordados em 55 comunicações internas por canais como e-mail, intranet, cartazes em áreas operacionais, Rádio Eldorado, Revista Conexão e o periódico Radar.


A capacitação é uma das bases do programa de integridade e, ao longo de 2025, a empresa realizou uma agenda contínua de treinamentos para que os colaboradores pudessem compreender, na prática, como aplicar o Código de Conduta e Ética e as políticas da companhia no dia a dia. “Esse processo começa já na integração de novos profissionais e se estende às lideranças, que têm um papel essencial na construção de um ambiente ético e transparente dentro da organização”, destaca o head de Integridade.
Detecção de irregularidades – O Programa de Integridade da Eldorado tem mecanismos voltados à identificação e avaliação de eventuais desvios em relação ao Código de Conduta e Ética, às políticas internas ou à legislação. A principal ferramenta é a Linha Ética, canal acessível a colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros para registro de relatos por site, telefone, e-mail ou contato direto com a área de Integridade, com possibilidade de anonimato.
Para assegurar independência, os registros passam por triagem inicial de uma empresa especializada antes da apuração interna. Segundo o anuário, o tempo médio de análise é de 12 dias, desempenho 71% mais ágil que a média nacional de canais de denúncia, de acordo com a Pesquisa Nacional de Canais de Denúncias 2025, da Be.Aliant.


Ações de correção – Quando são identificadas situações que exigem ajustes de conduta ou revisão de procedimentos, a área de Integridade conduz análises para interromper práticas inadequadas, aprimorar processos e fortalecer controles internos. O objetivo é reduzir a possibilidade de recorrência e aprimorar continuamente o programa de integridade da companhia.
Disseminação da cultura de integridade – O anuário também destaca iniciativas voltadas à ampliação da cultura ética dentro e fora da empresa. Entre elas está o programa Integridade na Área, criado para levar orientações sobre conduta a colaboradores com menos acesso a canais digitais. Em 2025, a iniciativa realizou 16 visitas, alcançando 10 áreas e impactando 467 colaboradores, do campo ao porto de Santos (SP). A companhia também analisou 200 fornecedores parceiros no último ano considerando aspectos de integridade, e lançou a newsletter trimestral Ética em Foco, dedicada à discussão de boas práticas no ambiente corporativo.
Compromissos e reconhecimentos – O relatório reúne compromissos públicos assumidos pela empresa na agenda de integridade, como a adesão ao Pacto Global da ONU, ao Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção e ao Movimento Empresarial pela Integridade e Transparência, iniciativa do Instituto Ethos. Entre os reconhecimentos externos, a Eldorado recebeu pela segunda vez o Selo Mais Integridade, concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (MAPA), além de medalha de ouro na avaliação da EcoVadis, com nota 85 em ética. Desde 2019, a empresa também participa do Aprofundamento Temático dos Indicadores Ethos e, em 2025, registrou nota 8,5, acima da média das empresas participantes, de 7,1.
O Anuário de Integridade 2025 está disponível para download no site da companhia, bem como os demais relatórios.

Escalada entre EUA e Irã eleva custo de fertilizantes e pressiona setor florestal
Dados recentes apontam que a ureia — um dos principais fertilizantes nitrogenados — registrou aumento de até 13% no início de março de 2026, saltando de cerca de US$ 485 para US$ 550 por tonelada em mercados internacionais.
Em atualização posterior, a alta acumulada chegou a 35%, refletindo a instabilidade geopolítica e o risco sobre rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
O cenário também impacta diretamente os custos de produção de fertilizantes, já que o gás natural, insumo essencial na fabricação, sofre variações com o aumento das tensões no Oriente Médio.
Brasil exposto: dependência externa amplia impacto
O Brasil segue altamente dependente do mercado internacional de fertilizantes. Em 2025, o país importou 45,5 milhões de toneladas, um recorde histórico. Atualmente, cerca de 97,8% do consumo nacional de fertilizantes, em volume, vem do exterior.
Essa dependência amplia os efeitos de crises internacionais, tornando o custo de produção agrícola mais sensível a variações cambiais, logísticas e geopolíticas.
Eucalipto sente pressão no custo de implantação
No setor florestal, o impacto é ainda mais sensível. No cultivo de eucalipto, os fertilizantes representam, em média, 31% do custo de implantação, sendo um dos principais componentes do investimento inicial.
Com a alta dos insumos:
O custo por hectare aumenta significativamente
Há maior pressão sobre o retorno financeiro dos projetos
Empresas podem revisar cronogramas de expansão florestal
A adubação é um fator determinante para o desenvolvimento do eucalipto, influenciando diretamente o crescimento e a produtividade das florestas. Com fertilizantes mais caros, o desafio passa a ser manter eficiência sem comprometer o potencial produtivo.
Vale da Celulose no radar do impacto
O efeito é especialmente relevante em Mato Grosso do Sul, principal polo florestal do país. O estado concentra cerca de 1,4 milhão de hectares de eucalipto e responde por aproximadamente 24% da produção nacional de celulose.
A região conhecida como Vale da Celulose, que inclui municípios como Três Lagoas, é diretamente impactada pela elevação dos custos de manejo, uma vez que a base produtiva depende fortemente de fertilização adequada para garantir produtividade e competitividade.
Agricultura também enfrenta aumento generalizado
Além do setor florestal, culturas como soja, milho e cana-de-açúcar também são impactadas. Os fertilizantes estão entre os principais custos operacionais dessas lavouras, e o aumento nos preços pode levar a:
Redução de margens de lucro
Revisão de estratégias de adubação
Maior busca por eficiência no uso de insumos
O cenário exige planejamento técnico e financeiro mais rigoroso por parte dos produtores.
Cenário exige estratégia e eficiência
Diante da instabilidade internacional, o agronegócio brasileiro enfrenta mais um ciclo de pressão nos custos. Para produtores florestais e agrícolas, o momento exige decisões mais técnicas, com foco em eficiência, manejo racional de insumos e otimização da produtividade por área.
A escalada do conflito entre EUA e Irã reforça a conexão direta entre geopolítica e o campo brasileiro. No Vale da Celulose e em todo o agronegócio, o aumento no preço dos fertilizantes acende um alerta: produzir seguirá possível, mas com custos mais altos e exigência crescente de eficiência.

Em Ribas, Suzano abre três processos seletivos para vagas operacionais
Há oportunidades para ajudante de viveiro e mecânico I e II, com inscrições gratuitas pela plataforma da companhia.
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, está com três processos seletivos abertos em Ribas do Rio Pardo (MS). As oportunidades são para as áreas operacionais. As vagas estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência ou orientação sexual, por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).
Para o cargo de ajudante de viveiro, os pré-requisitos são: ensino fundamental completo; experiência em viveiros será considerada um diferencial; e disponibilidade para residir em Ribas do Rio Pardo (MS). As inscrições seguem abertas até o dia 29/03, pelo link da vaga: Página da vaga | Ajudante de viveiro.
Já para a vaga de mecânico(a) I – Logística, as pessoas interessadas devem ter CNH categoria “B”, ensino fundamental completo e cursos de mecânica básica, elétrica básica, hidráulica básica e solda com eletrodo revestido, além de experiência com manutenção de ônibus e caminhões e curso de direção defensiva. Como diferenciais, são desejáveis curso técnico em Mecânica e conhecimentos básicos em Pacote Office. As inscrições seguem até o dia 30/03, pela página: Página da Vaga – mecânico(a) I – Logística.
Para a posição de mecânico(a) II – Logística, os requisitos incluem CNH categoria “C”, ensino fundamental completo e cursos de mecânica básica, elétrica básica, hidráulica básica e solda com eletrodo revestido, além de experiência com manutenção de caminhões e carretas e curso de direção defensiva. Como diferencial, é desejável conhecimento básico em Pacote Office. As inscrições seguem até o dia 30/03, pela página da vaga: Página da vaga | mecânico(a) II – Logística.
Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no estado e em outras unidades da Suzano no país, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

Museu do Eucalipto celebra 110 anos de fundação em Rio Claro
Único no país dedicado exclusivamente ao tema, o Museu do Eucalipto reúne um acervo científico, histórico e cultural de relevância internacional.
O único espaço dedicado à história do eucalipto no Brasil, o Museu do Eucalipto da Floresta Estadual ‘Edmundo Navarro de Andrade’ (Feena), em Rio Claro, celebra 110 anos de fundação nesta quinta-feira, 26 de março. O espaço, que se tornou referência na comunidade científica mundial, foi criado em 1916 por iniciativa do engenheiro florestal que dá nome ao antigo Horto Florestal.
O espaço está atualmente fechado. Isto por que obras de revitalização estão em andamento desde 2023 num investimento grandioso. A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), informou ontem ao JC que as obras seguem em ritmo avançado e têm previsão de entrega ainda para 2026. O projeto contempla a reforma do local, incluindo a revitalização da unidade histórica, com investimentos de R$ 4,6 milhões em obras de adequação das estruturas da Feena, incluindo as intervenções no Museu do Eucalipto.
Quando criado em 1916 pelo engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, o museu nasceu com o objetivo de reunir, preservar e difundir os resultados das pesquisas pioneiras sobre o cultivo de eucalipto no Brasil, desenvolvidas no então Horto Florestal de Rio Claro. A iniciativa foi decisiva para a consolidação da base florestal paulista e para o avanço da produção de madeira, especialmente no contexto da expansão ferroviária no início do século XX.
Único no país dedicado exclusivamente ao tema, o museu reúne um acervo científico, histórico e cultural de relevância internacional, resultado de décadas de estudos sobre a adaptação de espécies de eucalipto trazidas da Austrália. Parte dessas pesquisas permitiu identificar espécies com alto potencial produtivo no território brasileiro, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de cadeias produtivas como a de papel e celulose.
Instalado em um edifício histórico dentro da Feena, o espaço expositivo é composto por 16 salas temáticas que apresentam a trajetória da silvicultura no Estado de São Paulo, a relação entre o cultivo do eucalipto e a expansão ferroviária e os diferentes usos da madeira ao longo do tempo. O acervo inclui mobiliário, painéis, utensílios e estruturas construídas com a própria madeira de eucalipto, além de exemplares utilizados nas pesquisas conduzidas por Navarro de Andrade.
“O Museu do Eucalipto é um patrimônio histórico e científico que traduz a origem da silvicultura no Brasil e a capacidade do Estado de São Paulo de produzir conhecimento e inovação a partir da relação com seus recursos naturais. A Fundação Florestal tem atuado para valorizar esse espaço, ampliando o acesso da população e fortalecendo seu papel como instrumento de educação ambiental”, afirma o diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz.
Sob gestão da Fundação Florestal, o Museu do Eucalipto integra as estratégias de valorização do patrimônio histórico e de fortalecimento do uso público das unidades de conservação do Estado. Inserido em uma área de mais de 2 mil hectares, o equipamento conecta pesquisa, memória e educação ambiental, oferecendo ao visitante uma experiência que articula conhecimento científico e contato direto com a natureza.

Sulboro reforça protagonismo no setor florestal com Borotop durante o Mais Floresta Expo Ribas 2026
O sucesso do Mais Floresta Expo Ribas 2026 evidenciou o protagonismo da Sulboro no fornecimento de boro para o setor florestal. Com 25 anos de atuação dedicada exclusivamente a esse micronutriente essencial, a empresa consolida sua posição no mercado com o Borotop, produto reconhecido pela eficiência no manejo nutricional das culturas.
A importância do boro para o desenvolvimento estrutural, metabólico e fisiológico das plantas foi destaque em matéria publicada pelo portal Mais Floresta, referência em informação do setor florestal. O conteúdo ressalta que o uso adequado do micronutriente é fundamental para prevenir deficiências nutricionais que impactam diretamente a produtividade e a sanidade das florestas.
Entre os principais problemas associados à deficiência de boro estão a seca de ponteiro, quebra de galhos, fendilhamento de casca e maior suscetibilidade ao ataque de pragas, como psilídeos. Além disso, a carência do nutriente compromete a eficiência de outros elementos essenciais, como potássio, fósforo e zinco, agravando ainda mais os prejuízos produtivos.
Outro ponto de atenção é que plantas deficientes em boro tendem a liberar maiores quantidades de sacarose e aminoácidos, substâncias que favorecem o desenvolvimento de pragas e patógenos, intensificando os desafios fitossanitários no campo.
Diante desse cenário, a Sulboro reforça a importância do manejo nutricional equilibrado e do uso de fontes de alta qualidade, como o Borotop, para garantir o pleno desenvolvimento das florestas e maior retorno produtivo ao produtor.




