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Silvicultura de precisão impulsiona qualidade e desempenho das mudas de eucalipto na Bahia

A adoção das chamadas “janelas de plantio” permitiu aumento de 15% na qualidade das florestas e deverá refletir em ganho de produtividade para os plantios de eucalipto.

Líder mundial na produção de celulose solúvel especial, a Bracell consolidou em 2025 um marco relevante na gestão florestal ao aplicar uma nova abordagem da silvicultura de precisão, com uma inovação no manejo, na escolha de melhores épocas de plantio na Bahia. O aperfeiçoamento, fruto de um estudo iniciado em 2023, trouxe ganhos significativos, incluindo um aumento de 15% na qualidade do cultivo, com redução da incidência de doenças, menor mortalidade e práticas de manejo adequadas, resultando no melhor desempenho no 1º ano.

Para determinar as melhores épocas de plantio foram instalados experimentos ao longo de todos os meses do ano, utilizando materiais genéticos representativos e em três regiões, com características ambientais diferentes contrastantes (condições de clima, tipo de solo e relevo). Após o 1º ano de avaliação, os resultados demonstraram forte potencial de aplicação em escala operacional.

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A partir dessa evidência técnica, a equipe operacional estruturou, em julho de 2024, cenários mensais de plantio capazes de identificar o nível de compatibilidade de cada material genético conforme o período em que foi plantado. Dessa forma, por exemplo, clones suscetíveis à determinadas doenças apresentaram melhor desempenho em períodos pós-inverno, com a redução das chuvas, tornando-se escapes às condições mais favoráveis para estas doenças.

Em contrapartida, o plantio de clones resistentes foi priorizado no início da estação chuvosa, buscando aumentar a sobrevivência, reduzir o uso de água e o custo de irrigação de plantio. A nova técnica permitiu direcionar cada clone para a “janela de plantio” mais adequada, considerando restrições climáticas, escape às principais doenças e condições ambientais específicas de cada regional de plantio da empresa. Isso elevou de forma consistente a qualidade dos plantios no 1º ano de desenvolvimento. Em 2025, toda a base de plantio da Bracell Bahia passou a seguir integralmente esse modelo, consolidando a aplicação da silvicultura de precisão, com a inovação do manejo, como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade e reduzir perdas.

Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell Bahia, destaca que a iniciativa já se posiciona como uma das ações mais impactantes na performance florestal recente da companhia. “Observamos uma correlação direta entre a qualidade da floresta aos 12 meses e a produtividade futura. Antes, enfrentávamos problemas recorrentes de plantio de clones em períodos que não potencializavam a performance da floresta, o que resultava em maior incidência de doenças, aumento da mortalidade e menor desempenho no primeiro ano. Com a introdução dessa técnica, conseguimos direcionar cada material genético para a sua melhor época e para o talhão mais adequado. Isso fez com que as plantas crescessem de forma mais saudável e consistente. Uma floresta de alta qualidade aos 12 meses representa, de forma muito clara, uma floresta mais produtiva no futuro. O ganho de 15% que alcançamos, até o momento, é extremamente representativo para a operação e evidencia o impacto positivo dessa mudança”, afirma.

Ele acrescenta ainda que a adoção dessa nova abordagem da silvicultura de precisão consolidou um novo patamar tecnológico na operação florestal. “Ao integrar dados climáticos, análises de solo e o comportamento dos materiais genéticos ao longo do ano, conseguimos transformar informação em decisão estratégica. Essa previsibilidade operacional nos permite planejar melhor, reduzir riscos e assegurar que cada hectare plantado atinja seu máximo potencial produtivo. Trata-se de uma inovação que não só fortalece a performance da floresta no curto prazo, mas também reforça os pilares de sustentabilidade, eficiência e competitividade que orientam o nosso planejamento de longo prazo”, conclui.

Informações: Correio 24 Horas

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Novo satélite revela mapa inédito do carbono escondido nas florestas da Terra

Pela primeira vez, a humanidade consegue observar de forma detalhada como o carbono está distribuído na superfície da Terra. Uma nova imagem espacial, gerada por um satélite de última geração, revela padrões invisíveis a olho nu e mostra como florestas, pântanos e pastagens armazenam diferentes quantidades de biomassa, o principal indicador de carbono nos ecossistemas terrestres.

A imagem foi obtida sobre o rio Beni, na Bolívia, uma região estratégica por reunir diferentes tipos de vegetação e sofrer forte pressão de desmatamento. Em cores falsas, áreas densamente florestadas aparecem em tons de verde, enquanto campos agrícolas, zonas alagadas e cursos d’água ganham colorações distintas. O resultado é um verdadeiro raio-X ecológico do planeta.

Logo após sua divulgação, a imagem chamou atenção por revelar não apenas paisagens, mas também informações críticas sobre o estoque global de carbono. Principais dados extraídos:

  • florestas tropicais concentram a maior parte da biomassa;
  • áreas convertidas em pastagem apresentam baixa retenção de carbono;
  • zonas úmidas armazenam carbono de forma diferente, porém relevante;
  • corpos d’água praticamente não contribuem para biomassa terrestre.

A tecnologia que vai além da fotografia

Diferentemente de satélites convencionais, a missão Biomass utiliza radar polarizado de alta frequência, capaz de atravessar copas densas e medir a estrutura tridimensional da vegetação. Isso permite calcular com precisão a quantidade de matéria orgânica acima do solo, algo essencial para estimar quanto carbono está sendo absorvido ou liberado.

Além disso, esse tipo de radar não depende de luz solar e consegue operar mesmo sob nuvens, o que garante monitoramento contínuo de regiões tropicais, frequentemente encobertas por nebulosidade.

O satélite que monitora a saúde ecológica da Terra em tempo real

O grande objetivo da missão é acompanhar, em escala planetária, como os ecossistemas estão respondendo às mudanças climáticas, ao desmatamento e à expansão agrícola. Com varreduras completas a cada seis meses, será possível detectar a perda ou ganho de biomassa, a degradação florestal silenciosa, a recuperação de áreas reflorestadas e o impacto real das políticas ambientais.

Outro avanço crucial é a liberação pública dos dados, o que permitirá que pesquisadores do mundo inteiro analisem a dinâmica do carbono terrestre, aprimorem modelos climáticos e desenvolvam estratégias mais eficazes de conservação ambiental.

Dessa maneira, a missão Biomass representa uma mudança de paradigma: não estamos mais apenas observando a Terra, mas medindo sua saúde ecológica em tempo quase real. Pela primeira vez, o planeta pode ser monitorado com base em um de seus ativos mais valiosos, o carbono, que sustenta a vida e regula o clima.

Informações: R7

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Com preço menor, fábricas de celulose de MS freiam exportações

Volume das exportações de celulose de MS caiu 26% em janeiro deste ano na comparação com igual mês de 2025. Faturamento, porém, despencou 46%.

Principal produto da balança comercial de Mato Grosso do Sul, a exportação de celulose rendeu 46,2% a menos no primeiro mês de 2026 na comparação com igual período do ano passado, recuando US$ 394,1 milhões para US$ 212 milhões. 

E por conta deste recuo, os dados da balança comercial como um todo apresentaram recuo de quase 6,4% na comparação com janeiro do ano passado, caindo de  US$ 755 milhões  para US$ 636,9 milhões. Se a comparação for com dezembro de 2025, o recuo é ainda mais significativo, de 28,3%. Naquele mês, as vendas externas somaram US$ 869 milhões. 

O principal motivo da queda significativa no faturamento das três indústrias de celulose que exportam a partir de Mato Grosso do Sul é a redução no preço, já que o volume exportado foi apenas 26% menor que no começo de 2025.  

No primeiro mês do ano passado, conforme mostram os dados da Carta da Conjuntura do Comércio Exeterior, divulgada pela secretaria de Meio Ambente e Desenvolvimento Sustentável (Semadesc) a tonelada de celulose rendeu  US$ 538 por tonelada. Agora, o valor médio foi de apenas US$ 394. 

Esta queda na cotação vem ocorrendo desde meados do ano passado e por conta disso as indústrias estão colocando o pé no freio da produção e das ofertas ao mercado externo. As vendas caíram principalmente para China. 

No primeiro mês do ano passado, as vendas totais ao país asiático, incluindo soja, carnes e outros produtos, significaram 41,5% de tudo aquilo que Mato Grosso do Sul exportou. Agora, o principal parceiro comercial foi responsável por apenas 30,6% das vendas externas.

Os números da balança comercial em janeiro somente não tiveram baque maior porque a venda de soja e carnes começou o ano com números bem melhoras que  em 2025. O faturamento com carne bovina fresca aumentou em 41%, passando de US$ 102 milhões para US$ 145 milhões. 

E, ao contrário da celulose, os preços tiveram significativo aumento. O volume exportado subiu 25%, passando de 20 mil para 25 mil toneladas. Porém, o preço médio da tonelada saiu de US$ 5,1 mil para US$ 5,8 mil por tonelada. 

No caso da soja, os embarques dispararam, passando de 53 mil toneladas para 163 mil toneladas. Assim, o faturamento aumentou em quase 240%. No caso do milho, o cenário foi parecido. O volume saltou de 38 mil toneladas para 170 mil. 

PREOCUPAÇÃO

Embora as exportações normalmente signifiquem motivo de comemoração do setor econômico. Em Mato Grosso do Sul a importação de gás boliviano é motivo de festa, já que rende ICMS para os cofres locais. 

E, assim como já vinha acontecendo ao longo de todo o ano passado, 2026 começou com mais uma significativa retração, da ordem de 40%. Em janeiro do ano passado as importações foram da ordem de US$ 97,6 milhões. Agora, este valor ficou em apenas US$ 58 milhões. 

Para os cofres estaduais isso siguifico uma perda de cerca de R$ 1 milhão por dia. Em janeiro do ano passado o gás importado da Bolívia garantiu em torno de R$ 80 milhões aos cofres estaduais. Agora, este valor recuou para cercad e R$ 50 milhões.

Informações: Correio do Estado

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Restrições em oferta elevam preços do papel e celulose, mas analistas têm cautela

Mesmo com preços elevados, cenário no setor é de cautela.

Em janeiro, o aumento dos preços da celulose de eucalipto em todas as regiões fortaleceu os mercados de celulose. Os mercados globais também se beneficiaram de interrupções do lado da oferta, que jogaram os preços para cima. Mesmo com o cenário relativamente positivo, os analistas ainda enxergam o setor com cautela.

Na China, o aumento do preço da celulose de eucalipto foi US$ 560-570/tonelada (t), em dezembro, para US$ 580-590 no mês seguinte. Para fevereiro, já foi anunciado um aumento de mais ou menos US$ 10/t, mantendo o ritmo dos meses anteriores. O preço deve ser implementado a partir de março.

Ao mesmo tempo que os preços subiam, de acordo com a XP Investimentos, as restrições ambientais na Indonésia levantavam preocupações em relação à disponibilidade de madeira para os principais produtores.

De acordo com a Fastmarkets RISI, a mudança na política afeta cerca de 1 milhão de hectares de plantações, o que pode levar a uma perda anualizada de cerca de 8 milhões de toneladas de biomassa (BDMT) de madeira, equivalente a uma redução de cerca de 4 milhões de toneladas na oferta de celulose. Outros desafios como as tempestades na Europa e os desafios ambientais na América do Sul, como os incêndios no Chile, têm provocado um efeito parecido.

A expectativa do Bradesco BBI é de que esses fatores, combinados com a demanda aquecida na China, impulsionem ainda mais os preços no curto prazo.

Mesmo com esses fatores, o cenário do mercado ainda mostra cautela. Conforme a XP, sem uma racionalização adicional da oferta ou uma disponibilidade global mais restrita de madeira, a valorização sustentada dos preços parece desafiadora.

As estimativas da instituição mostram que os produtores chineses têm custos marginais de aproximadamente US$ 490/t, enquanto os que precisam de madeira importada chegam a gastar próximo dos US$ 550.

Informações: Info Money

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Rota da Celulose: concessão garante segurança viária e inovações a Mato Grosso do Sul

O contrato estipula melhorias e ampliação da capacidade de trechos que integram a Rota da Celulose: as rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267.

Foi firmado sexta-feira (6) o contrato de concessão da Rota da Celulose entre o Governo do Estado e a empresa XP Infra líder do consórcio Caminhos da Celulose, durante cerimônia oficial de lançamento da pedra fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuruí, em Inocência.

O contrato estipula melhorias e ampliação da capacidade de trechos que integram a Rota da Celulose: as rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267.

Serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais. Modelada pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, a concessão prevê recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade do sistema rodoviário ao longo dos próximos 30 anos.

O contrato prevê diversas obras de melhorias, entre elas 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas; A Rota da Celulose contará ainda com 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.

Dentre as inovações tecnológicas contratuais estão os pórticos de cobrança de pedágio automático (Free-Flow), a pesagem eletrônica dinâmica (HS-WIN), instalação de no mínimo 484 câmeras de reconhecimento óptico de caracteres (OCRs) e sistemas de comunicação com os usuários.

Obras iniciais e cobrança de pedágio

Após a assinatura do contrato, a empresa tem 12 meses para cumprir todas as obras iniciais antes de começar a cobrança do pedágio. As obras iniciais que precisam ser atendidas são para conservação rodoviária do pavimento, como flechas, trincas; sinalização horizontal e vertical para proteção e segurança, recuperação de pontes e viadutos, drenagem, pleno funcionamento de bueiros, valetas, meio-fio, estruturas de contenção, substituição de postes, iluminárias, limpeza e retirada de entulhos de canteiros centrais e de toda faixa de domínio e conservação das edificações existentes.

De acordo com o cronograma do Consórcio Caminhos da Celulose, as obras dos próximos 100 dias compreendem principalmente os dispositivos de segurança viária. Recuperação de 1.680 metros de proteção contínua (defensa metálica), 22,5 km de revitalização da sinalização, 5 mil tachas refletiva e reposição de 490 placas.

O pedágio automático (Free-Flow) não dispõe de cabines de cobrança. O usuário trafega normalmente, sem parar na rodovia. Ao passar pelo pórtico de pedágio a cobrança será realizada conforme a escolha do motorista. As opções são por TAG eletrônica fixa no parabrisa do veículo, site ou aplicativo da concessionária ou mesmo por pontos físicos ao longo da rodovia (postos de atendimento, SAU, postos de combustíveis ou restaurantes credenciados).

Segurança viária e inovações tecnológicas

A concessionária deverá implantar e operacionalizar veículos de inspeção para controle do tráfego, que circularão continuamente no trecho concedido verificando as condições de segurança na rodovia, prestando auxílio aos usuários, detectando ocorrências e acionando recursos necessários ao atendimento.

O contrato prevê também a instalação de pontos de apoio aos usuários (SAU), disponíveis 24 horas por dia, com informações, fraldário e sanitários, água potável, telefones de emergência, acesso à internet, estacionamento e pontos de recarga para carros elétricos.

Serão instalados três Postos de Parada e Descanso (PPD), um posto em cada uma das principais rodovias (MS-040, BR-262 e BR-267). São locais seguros, destinado aos motoristas profissionais para reduzir a fadiga, prevenir acidentes e garantir condições adequadas ao repouso.

As paradas oficiais precisam garantir estacionamento iluminado e com vigilância para evitar roubos de carga. Banheiros limpos com chuveiros disponíveis com água quente e fria, lavatórios e condições sanitárias adequadas para higiene pessoal. Áreas de descanso, refeitórios ou lanchonetes, que permitam conforto e dignidade após longas horas de trabalho.

A medida visa promover segurança nas estradas e preservar as vidas dos usuários. Locais estruturados permitem o cumprimento das 11 horas de descanso diários previstos na legislação, reduzindo drasticamente o risco de acidentes.

Informações: Correio de Corumbá

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Maior fábrica de celulose do mundo atinge 44% de construção no Brasil

A empreitada contará com 47 quilômetros de trilhos, começando dentro da própria estrutura, no galpão onde ficará armazenada a celulose e se somando aos demais até chegar à malha da Ferronorte, que vem de Mato Grosso, rumo ao Porto de Santos. O ponto de travessia do Rio Paraná é uma ponte rodoferroviária em Aparecida do Taboado.

Roncatti descreveu a localização de cada estrutura na fábrica, como depósitos para materiais químicos para o processo produtivo, como para branquear a madeira; tubulações; estação de tratamento de água, que poderá tratar 12 mil m³ por hora. A fábrica foi idealizada para aquela região para aproveitar água do Rio Sucuriú, que dá nome ao empreendimento, para o processo produtivo, com a devolução após o tratamento dos resíduos. Prédios administrativos também já começam a ganhar forma.

Serão várias etapas de produção: receber a madeira cozida (submetida a tratamento químico em alta temperatura), movimentar o processo de prensagem (com 20 máquinas) e realizar o branqueamento. A elaboração resulta em uma polpa branca que passa pela secagem e forma a matéria final. A celulose será acondicionada em fardos e embalada para permanecer em um armazém antes do transporte por trem.

A água inicialmente terá um tratamento inicial, depois será aquecida em caldeiras para o uso na indústria e ao final será resfriada. A lógica é de reaproveitamento no processo industrial, com o máximo uso possível do recurso natural, menciona o gerente.  Esse modelo de fábrica prevê o uso dos resíduos para a produção de energia, que permite movimentar todo o processo industrial e ainda venda de excedente. No caso da Arauco serão cerca de 200 MW excedentes, que poderiam atender cidade de 800 mil habitantes. Serão três turbos geradores.

A construção envolve uma logística gigantesca, com transporte de materiais, peças e equipamentos em cerca de 60 mil caminhões, com recebimento de produtos de 18 países. A matéria-prima, o eucalipto, virá de 400 mil hectares de áreas plantadas na região.

A capacidade de produção anual está estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose, co estimativa diária de 11 mil toneladas. Quando estiver operando, a fábrica deverá ter cerca de mil trabalhadores, além de outros dois mil ligados à logística e aproximadamente três mil às atividades florestais.

Informações: Campo Grande News

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Fumaça de incêndios florestais pode causar 24 mil mortes por ano nos EUA, aponta estudo

A exposição à fumaça de incêndios florestais pode estar associada a cerca de 24,1 mil mortes por ano nos Estados Unidos, segundo estudo publicado na revista científica Science Advances. A pesquisa analisou dados entre 2006 e 2020 e reforça alertas sobre os impactos da crise climática na saúde pública.

Os incêndios têm se tornado mais frequentes, intensos e duradouros com o aquecimento global. Apesar disso, os efeitos da exposição prolongada à fumaça ainda são pouco compreendidos.

“Não encontramos evidências de um nível seguro para exposição crônica à fumaça de incêndios florestais. Trata-se de um problema de saúde pública muito preocupante”, afirmou o autor principal do estudo, Min Zhang, pesquisador da Escola de Medicina Icahn, do hospital Mount Sinai, em Nova York, em entrevista à AFP.

Os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a necessidade de políticas para reduzir as emissões que impulsionam o aquecimento global e também de medidas locais de adaptação. Entre as recomendações estão sistemas de alerta precoce para poluentes e o uso de filtros portáteis em residências, escolas, hospitais e escritórios.

O tema ganhou ainda mais relevância após os incêndios recordes no Canadá, em 2023, que expuseram centenas de milhões de pessoas à fumaça tóxica.

Associação com doenças neurológicas

Para estimar os impactos da fumaça, os cientistas cruzaram registros de mortalidade de 3.068 condados dos Estados Unidos continentais com dados de satélite sobre incêndios. O estudo focou em partículas finas liberadas pela queima de vegetação, que podem conter compostos cancerígenos e metais pesados.

Os resultados apontaram aumento na mortalidade geral associado à exposição prolongada à poluição. As doenças neurológicas, como demência e Parkinson, apresentaram a relação mais forte, seguidas por enfermidades cardiovasculares, distúrbios endócrinos e câncer.

“Tradicionalmente, o foco está nas doenças respiratórias e cardiovasculares, mas nossos dados sugerem que o cérebro pode ser ainda mais vulnerável”, disse o pesquisador Yaguang Wei, coautor do estudo.

Impactos maiores em áreas rurais e entre jovens

Os efeitos foram mais intensos em regiões rurais, possivelmente por estarem mais próximas das áreas de incêndio. A pesquisa também indicou maior impacto entre pessoas mais jovens, possivelmente porque passam mais tempo ao ar livre.

Os autores observaram ainda que temperaturas mais baixas podem aumentar os riscos. Verões mais amenos incentivam atividades externas, enquanto invernos frios dificultam a dispersão da fumaça.

O número estimado de mortes é mais que o dobro de uma projeção anterior, publicada em 2024 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Ainda assim, os pesquisadores afirmam que o total pode estar subestimado, já que a análise foi feita com dados amplos, por condado, e não em escala mais detalhada.

Informações: Um Só Planeta

Pesquisadores-da-Ufes-investigam-como-aumentar-a-durabilidade-da-madeira-na-industria-e-na-construcao-civil-Foto-Acervo-do-projeto-Ufes (Pequeno)

Pesquisadores da Ufes investigam como aumentar a durabilidade da madeira na indústria e na construção civil

O grupo de pesquisa Modificação da Madeira, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL) do campus de Alegre, vem se dedicando a estudar os processos de modificação da madeira destinada à construção civil e à indústria com o objetivo de aumentar a resistência à biodeterioração (degradação ou dano provocado por seres vivos, principalmente fungos e insetos). O principal objeto de estudo do grupo tem sido a madeira de eucalipto, oriunda de plantios de rápido crescimento e rotações curtas. O grupo pesquisa também a madeira tropical da Amazônia brasileira, com foco na madeira de tauari, ideal para pisos, móveis, portas e painéis, porém ainda pouco valorizada no mercado nacional.

O professor e coordenador do grupo, Djeison Cesar Batista, explica que a modificação da madeira, uma subárea da proteção da madeira, é muito desenvolvida em termos científicos e industriais, principalmente na Europa. Entretanto, é um tema pouco estudado no Brasil. “A nossa produção industrial de madeira modificada é muito pequena. Assim, os principais focos do nosso grupo de pesquisa são gerar conhecimento sobre o processo aplicado às matérias-primas brasileiras; divulgar o assunto; fornecer orientação a empresários interessados e cooperar com pesquisadores brasileiros interessados”, afirma.

As pesquisas contam com parcerias de instituições brasileiras como as universidades federais de Lavras (UFLA), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), do Mato Grosso (UFMT), do Oeste do Pará (Ufopa) e do Paraná (UFPR); o Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro; e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), além de instituições internacionais como a Universidade Georg-August (Alemanha); a Universidade do País Basco (Espanha); e o Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad).

Modificação térmica

Uma das integrantes do grupo de pesquisa na Ufes é a doutoranda do PPGCFL Anna Clara Rupf, que estuda os efeitos da modificação térmica da madeira de Eucalyptus grandis em sistema fechado (pressurizado) e aberto (não pressurizado). A pesquisa dá continuidade ao trabalho do mestrado, que teve o objetivo de avaliar a influência desses diferentes sistemas de modificação térmica da madeira na composição química do produto, na sua resistência a fungos apodrecedores e na sua higroscopicidade, que é a propriedade de absorver a umidade do ambiente.

Na avaliação da pesquisadora, a modificação térmica é uma alternativa sustentável aos tratamentos químicos convencionais, pois aumenta a durabilidade da madeira sem o uso de produtos tóxicos. “Ao prolongar a vida útil da madeira, também contribui para a diminuição da pressão sobre florestas nativas e para o uso mais eficiente dos recursos florestais plantados”. Rupf destaca que os resultados da pesquisa “podem agregar valor à madeira de eucalipto, que é a principal essência florestal cultivada no Brasil, ampliando suas possibilidades de aplicação em produtos de maior valor agregado”.

Proteção da madeira

Doutorando na University of the Sunshine Coast (UniSC), na Austrália, o biólogo Paulo Henrique Silvares começou a pesquisar a modificação térmica da madeira durante o mestrado no PPGCFL/Ufes, com foco na proteção de uma espécie tropical amazônica (tauari) contra fungos e cupins. No doutorado na Austrália, Silvares vai trabalhar com madeira de pinus e “investigar a relação entre umidade, desenvolvimento de mofo e durabilidade da madeira aplicada à construção civil, com foco em produtos de madeira engenheirada (processada industrialmente) e madeira maciça”.

Na avaliação do pesquisador, “do ponto de vista ambiental, a pesquisa contribui para a ampliação da vida útil da madeira, reduzindo perdas por descarte precoce e incentivando o uso de um material renovável – quando vêm de florestas plantadas ou manejadas de forma responsável, com reposição contínua – e de menor impacto ambiental na construção civil se comparado a materiais como concreto e aço”.

“Em termos econômicos”, explica Silvares, “o trabalho tem potencial para reduzir custos associados a falhas por mofo, retrabalho e remediações ineficientes, oferecendo à indústria ferramentas para tomada de decisão mais precisa, técnica e baseada em risco”. Ele destaca que essas contribuições são particularmente relevantes para o Brasil, onde a adoção da madeira na construção civil ainda é limitada por questões relacionadas à durabilidade, manutenção e percepção de riscos.

Texto: Sueli de Freitas / Grafiti News

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Mais 2 rodovias do Vale da Celulose vão a leilão este ano, garante Riedel

Ligando Água Clara, Inocência e Paranaíba, trechos são estratégicos para o escoamento da produção.

Previstas no Plano Estadual de Parcerias 2026, as rodovias estaduais MS-377 e MS-240 vão a leilão na B3, na Bolsa de Valores de São Paulo (SP), ainda este ano. A expectativa do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), é que, até o fim do seu mandato, as empresas privadas já estejam à frente da gestão dos novos trechos no Vale da Celulose.

O governo de Mato Grosso do Sul planeja realizar o leilão das rodovias estaduais MS-377 e MS-240 na Bolsa de Valores de São Paulo ainda este ano. As vias, que conectam Água Clara a Inocência e Inocência a Paranaíba, são estratégicas para o setor de celulose, ligando-se à BR-262 com acesso a Minas Gerais e São Paulo. A MS-377, que margeia a construção da nova fábrica da Arauco em Inocência, já apresenta sinais de desgaste devido ao intenso tráfego de veículos pesados. O governo estadual anunciou investimentos emergenciais de R$ 30 milhões para recuperação de trechos críticos da rodovia, enquanto aguarda sua concessão à iniciativa privada.

A MS-377 liga Água Clara a Inocência, já a MS-240 faz a ligação entre Inocência e Paranaíba. As rotas são estratégicas para o setor de celulose, conectando a BR-262, com acesso a Minas Gerais e São Paulo.

“Até o final do ano, a gente leva para a B3 a concessão. A previsão é que, no fim do ano, a MS-377 e a MS-240, que liga até Paranaíba, já estejam concessionadas”, disse Riedel, nesta sexta-feira (6), durante o lançamento da pedra fundamental do ramal da ferrovia que ligará a planta do Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, à malha ferroviária nacional.

A empresa chilena iniciou, no ano passado, a construção da fábrica de celulose à margem da MS-377. O trecho de cerca de 130 quilômetros da rodovia estadual é caminho para o transporte de matéria-prima e produção de outras fábricas já instaladas no Estado.

Pela MS-377 também circulam veículos com maquinário e material de construção, e, com o fluxo pesado, ela já apresenta sinais de “exaustão”, com elevação na lateral e fissuras no pavimento. O trecho mais desgastado, com buracos e remendos, está localizado próximo de Inocência.

A demanda adicional de veículos pesados também levou o governo a contratar a recuperação de parte da MS-377, diante da deterioração de trechos. “A MS-377 tem uma primeira ação do Governo do Estado agora, de caráter emergencial. Esse acesso aqui tem essa intervenção, e tem também lá a segunda entrada. São cerca de R$ 30 milhões”, completou o governador.

Rota da Celulose – No ano passado, o governo fez a concessão da Rota da Celulose, que abrange trechos das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, formando um corredor logístico para escoamento da produção industrial e agropecuária do Estado.

Informações: Campo Grande News

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Vale da Celulose impulsiona investimentos e consolida Mato Grosso do Sul como polo global do setor

Crescimento industrial, infraestrutura logística e novos aportes fortalecem economia e geração de empregos no Estado.

Mato Grosso do Sul vive uma transformação econômica acelerada a partir da expansão da cadeia produtiva da celulose, que vem impulsionando o desenvolvimento de diversos municípios e posicionando o Estado entre os principais polos globais do setor. A região oficialmente denominada Vale da Celulose reúne territórios estratégicos voltados à produção de eucalipto, bioprodutos e celulose, tornando-se referência nacional e internacional em produção florestal e industrial.

O reconhecimento institucional desse protagonismo ocorreu em 2025, quando o governador Eduardo Riedel sancionou a lei que oficializa o nome “Vale da Celulose” para a região, destacando sua relevância econômica e social para Mato Grosso do Sul.

A base florestal plantada segue em expansão contínua e deve crescer cerca de 40% até 2028, alcançando aproximadamente 2,5 milhões de hectares. O avanço fortalece a produção sustentável e amplia a inserção do Estado no mercado global de celulose. O impacto econômico também se reflete no emprego: apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 27 mil postos formais foram gerados em municípios como Água Clara, Bataguassu, Inocência, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, consolidando o setor como um dos principais motores de renda no interior.

Um dos marcos recentes desse processo foi o leilão da Rota da Celulose, realizado em maio de 2025 na Bolsa de Valores de São Paulo. O projeto prevê a concessão de mais de 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais, incluindo trechos das BR-262, BR-267 e das MS-040, MS-338 e MS-395, com foco na modernização da malha viária, aumento da segurança e melhoria do escoamento da produção florestal e industrial.

Inicialmente, o Consórcio K&G foi declarado vencedor ao apresentar maior desconto financeiro. No entanto, após a desclassificação, o Governo do Estado convocou o segundo colocado, o Consórcio Caminhos da Celulose, ligado à XP Infra. A decisão foi homologada em setembro de 2025, consolidando a concessão que prevê cerca de R$ 10,1 bilhões em investimentos privados e a implantação de até 12 praças de pedágio.

No fim de 2025, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido de suspensão do leilão apresentado por uma das empresas envolvidas, mantendo o resultado do certame. A decisão considerou o interesse público e ressaltou que uma eventual paralisação poderia atrasar obras e melhorias fundamentais para a logística estadual.

A assinatura do contrato da Rota da Celulose marca um passo decisivo para a modernização da infraestrutura logística sul-mato-grossense. A concessão formaliza a parceria entre o Governo do Estado e o Consórcio Caminhos da Celulose, responsável pela administração de cerca de 870 quilômetros de rodovias estratégicas para o transporte da produção florestal, industrial e agrícola. O projeto contempla recuperação total das estradas, duplicações, implantação de acostamentos, dispositivos de segurança viária, passagens de fauna, áreas de descanso e sistemas modernos de atendimento aos usuários.

O avanço logístico também ganhou reforço com o anúncio de um investimento federal de R$ 2,8 bilhões para a construção de uma ferrovia voltada ao escoamento da produção de celulose no Vale da Celulose. O novo trecho integra a logística multimodal do Estado, conectando áreas produtivas aos principais corredores de exportação e reduzindo gargalos, custos de transporte e impactos ambientais.

Além disso, o Governo do Estado anunciou a restauração de rodovias estratégicas, como a MS-377, atendendo à expansão produtiva em regiões como Três Lagoas e Inocência e fortalecendo a integração viária da área que mais cresce no setor florestal.

Com a combinação de investimentos públicos e privados, o Vale da Celulose deixa de ser apenas um centro regional de produção e se consolida como pilar estratégico da economia de Mato Grosso do Sul. A integração entre agricultura florestal, indústria de base, infraestrutura e logística sustenta a perspectiva de crescimento contínuo, posicionando a região como um dos vetores mais dinâmicos do desenvolvimento socioeconômico do Estado e do Brasil.

Informações: Capital News

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Arauco lança Pedra Fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú

A primeira shortline do Brasil após o novo marco regulatório inaugura capítulo para a logística sustentável do setor de celulose.

A Arauco celebrou, nesta sexta-feira (6), o lançamento da Pedra Fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS). O evento reuniu, em um marco histórico para o setor e para a infraestrutura logística do país, executivos da companhia, o prefeito de Inocência, Antonio Ângelo Garcia dos Santos, o Toninho da Cofap, Paulo Hartung, presidente executivo da IBÁ, Guilherme Theo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Senadora Tereza Cristina, Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, Ministro dos Transportes, Renan Filho, além de parceiros como AFRY, Castilho, Comexport, Construcap, EPYA, GBMX, Randon, Rumo e Wabtec.

A adoção do modal ferroviário trará ganhos expressivos para a operação e para o Estado. “Essa shortline representa um marco dentro do novo arcabouço regulatório ferroviário brasileiro. Um modelo moderno, que amplia a capacidade logística do país, fortalece a integração com as malhas nacionais e cria condições reais para novos investimentos privados em infraestrutura”, comenta Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil. “Quando falamos em conectar, falamos de algo maior do que infraestrutura. Falamos em levar o Brasil, o Mato Grosso do Sul e a cidade de Inocência ao mundo. De transformar um território produtivo em referência global, capaz de inserir a celulose brasileira de forma competitiva nos principais mercados internacionais”, finalizada o executivo.

A nova ferrovia permitirá reduzir até 94% das emissões de CO₂ e eliminar aproximadamente 190 viagens por dia de caminhões das rodovias, fortalecendo a segurança e consolidando um modelo logístico mais sustentável e eficiente.

Com investimento estimado em R$ 2,4 bilhões, o projeto terá 26 locomotivas, 721 vagões e capacidade para transportar até 9.600 toneladas por composição — uma solução moderna, tecnológica e alinhada ao DNA inovador do Projeto Sucuriú.  “Hoje, ao lançarmos a Pedra Fundamental dessa linha férrea, mostramos que sonhos bem planejados saem do papel, e quando saem do papel, movem desenvolvimento, sustentabilidade e futuro”, reforça Alberto Pagano, diretor de Logística e Suprimentos da Arauco Celulose Brasil.

O traçado contempla 45 quilômetros de linha férrea, além de 9 quilômetros dentro da fábrica, seguindo paralelamente às rodovias MS-377 e MS-240 até a conexão com a Rumo Malha Norte. A obra deve gerar aproximadamente mil postos de trabalho, e tem previsão de ser concluída ao final de 2027, alinhado ao início das operações da fábrica.

Desenvolvimento integrado

Para Pedro Palma, CEO da Rumo, “a visão de longo prazo da Arauco e a confiança depositada na Rumo com esta conexão ao corredor ferroviário de exportação pelo Porto de Santos contribuem para alavancar a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva da celulose. Desta forma, o país reforça seu protagonismo global neste mercado e o estado de Mato Grosso do Sul se consolida com o maior exportador, por meio de uma solução logística eficiente, segura e de baixo carbono”.

Guilherme Theo Sampaio, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), afirma que “projetos bem estruturados e uma regulação bem feita trazem tudo o que o investidor, nacional ou estrangeiro, busca: estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. E isso significa integração multimodal, tornando o Brasil eficiente ‘da porteira para dentro’ e ‘da porteira para fora’. Quem ganha com isso é o Brasil e os brasileiros”.

Na opinião do Ministro dos Transportes, Renan Filho, “a ferrovia significa uma nova rota para o desenvolvimento. É a reintegração do Estado do Mato Grosso do Sul com a malha ferroviária nacional. Hoje é um dia marcante para o Estado, para o país e para a Arauco, e eu tenho muito felicidade de estar aqui”.

Já o governador Eduardo Riedel ressalta que “este é um grande projeto, fruto de um Estado que possui um ambiente de negócios que atrai investimentos privados e que governa com uma visão clara de desenvolvimento e crescimento”. Segundo ele, “o Governo do Estado continuará sendo parceiro de Inocência e da Arauco para viabilizar essa infraestrutura que consolida o Mato Grosso do Sul como protagonista global no setor de florestas plantadas e transforma o imenso potencial da nossa região em oportunidades reais para a população.”

O prefeito Antônio Ângelo, enfatiza a união de esforços entre o setor público e privado como o motor do desenvolvimento regional: “Quero destacar a importância das parcerias que tornaram este projeto possível. O diálogo com a Arauco, com o Governo do Estado, com o Governo Federal e com as demais instituições envolvidas foi fundamental para que este marco se tornasse realidade. Quando há cooperação, os projetos saem do papel. Em breve, veremos locomotivas e vagões cruzando este território, não apenas como símbolo de progresso, mas como parte de uma história que avança com muito trabalho e responsabilidade.”

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Pastagens degradadas recuam 52% em MS com mudança no manejo e expansão da ILPF

Tecnologia, crédito rural e sistemas integrados puxam recuperação do solo.

Mato Grosso do Sul conseguiu reduzir de forma significativa a área de pastagens degradadas nos últimos anos, em um movimento puxado menos por discurso e mais por investimento, tecnologia e mudança no manejo da pecuária.

Mato Grosso do Sul registrou uma redução significativa de 52% nas áreas de pastagens degradadas entre 2010 e 2024, passando de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares, segundo dados do MapBiomas analisados pela Semadesc. A transformação foi impulsionada por investimentos em tecnologia e mudanças no manejo da pecuária.A recuperação das áreas foi possível graças à adoção de sistemas produtivos mais intensivos, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que ocupa 3,6 milhões de hectares no estado. O governo disponibilizou mais de R$ 500 milhões em 2024 através do Fundo Constitucional do Centro-Oeste para projetos de correção do solo e recuperação de pastagens.

Dados do MapBiomas analisados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) indicam que as áreas de pastagens com baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024, uma redução de cerca de 52% no Estado.

O problema, histórico em regiões de pecuária extensiva, sempre esteve ligado ao uso intensivo do solo sem reposição de nutrientes, baixa taxa de lotação animal e manejo inadequado, cenário agravado por solos arenosos e longos períodos de estiagem. Em 2023, ainda havia cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, segundo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas.

A virada começou com a adoção mais ampla de tecnologias e sistemas produtivos mais intensivos, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que hoje já ocupa mais de 3,6 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. A lógica é simples: produzir mais na mesma área, reduzir a pressão por abertura de novas fronteiras agrícolas e recuperar o solo ao mesmo tempo.


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