
Suzano eleva preço da celulose em abril e ajusta valores globais
Reajuste atinge China, Europa e América do Norte e reforça tendência de alta no mercado internacional.
A Suzano anunciou um novo aumento no preço da celulose para abril, consolidando um movimento de alta no mercado global da commodity.
O reajuste atinge diferentes regiões estratégicas, como China, Europa e América do Norte, e reflete a recomposição de margens da indústria.
De acordo com informações divulgadas, os novos preços da celulose serão aplicados da seguinte forma:
- China: US$ 820 por tonelada
- Europa: US$ 1.020 por tonelada
- América do Norte: US$ 1.300 por tonelada
Reajuste da celulose acompanha cenário global
O aumento do preço da celulose anunciado pela Suzano está alinhado com a tendência global de recuperação dos preços da matéria-prima. Nos últimos meses, produtores vêm promovendo reajustes sucessivos diante da melhora gradual da demanda, especialmente no mercado asiático.
A China, principal consumidora mundial de celulose, segue como fator determinante para a formação de preços. A retomada da atividade industrial no país tem sustentado a elevação dos valores internacionais.
Pressão de custos e recomposição de margens
Além da demanda, o reajuste da Suzano também considera fatores como custos logísticos, variação cambial e despesas operacionais. O movimento faz parte de uma estratégia das fabricantes para recompor margens após períodos de preços mais baixos.
O novo patamar de preços da celulose reforça a expectativa de um ciclo de valorização no curto prazo, embora o mercado ainda permaneça sensível a oscilações econômicas globais.
Impacto no setor de papel e embalagens
O aumento do preço da celulose tende a impactar diretamente a cadeia produtiva, incluindo indústrias de papel, papelão e embalagens. Parte desse custo pode ser repassada ao consumidor final, dependendo das condições contratuais e da dinâmica de cada mercado.
No Brasil, estados com forte presença da indústria florestal, como Mato Grosso do Sul, acompanham o movimento com atenção, devido à relevância econômica do setor.
Perspectivas para o mercado de celulose
A expectativa do setor é de manutenção da pressão altista nos preços da celulose, especialmente se a demanda asiática continuar aquecida e não houver aumento significativo na oferta global.
Analistas avaliam que novos reajustes podem ocorrer ao longo do ano, consolidando um cenário de recuperação para a indústria de celulose.

Ferrovia própria e novas locomotivas fazem avançar projeto de celulose em MS
Estrutura em construção em Inocência deve conectar fábrica à Malha Norte e reduzir transporte rodoviário.
A implantação do projeto Sucuriú de celulose em Inocência, a 330 quilômetros de Campo Grande, avança com a chegada das primeiras locomotivas que irão operar em uma ferrovia própria, ainda em construção no leste de Mato Grosso do Sul.
A implantação do projeto de celulose em Inocência (MS) avança com a chegada das primeiras locomotivas que operarão em ferrovia própria. A linha férrea terá 45 quilômetros de extensão, além de 9 quilômetros dentro da área industrial, conectando a unidade à Malha Norte para escoamento até o Porto de Santos. O projeto, que deve iniciar operações no fim de 2027, foi dimensionado para movimentar 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A iniciativa representa um dos primeiros projetos de ferrovia privada após o novo marco legal do setor, aprovado em 2021, e promete reduzir significativamente o fluxo de caminhões nas rodovias da região.
A linha férrea, com cerca de 45 quilômetros de extensão — além de outros 9 quilômetros dentro da área industrial da Arauco — vai ligar a unidade produtiva à Malha Norte, corredor ferroviário utilizado para escoamento de cargas até o Porto de Santos (SP). A expectativa é que o sistema entre em operação junto com a fábrica, prevista para o fim de 2027.
A estrutura representa um dos primeiros projetos de ferrovia privada implantados no País após o novo marco legal do setor, aprovado em 2021, que ampliou a possibilidade de investimentos fora do modelo tradicional de concessões.
Logística voltada ao escoamento em larga escala
O projeto foi dimensionado para movimentar cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Para isso, a operação deve contar com uma frota de locomotivas e centenas de vagões, formando composições de grande porte.
A adoção do transporte ferroviário tem impacto direto na logística regional. A estimativa é de redução significativa do fluxo de caminhões nas rodovias, com potencial de retirar centenas de viagens diárias das estradas, além de diminuir emissões de gases de efeito estufa em comparação ao transporte rodoviário.
Integração entre indústria e ferrovia
A conexão direta entre a planta industrial e a ferrovia cria um modelo ainda pouco comum no Brasil: a integração entre produção e escoamento dentro do mesmo projeto. Esse formato busca reduzir gargalos logísticos e dar maior previsibilidade ao transporte da produção.
A nova linha também reforça o papel do modal ferroviário como alternativa para cargas de grande volume e longa distância, especialmente em regiões do interior do País com forte presença do setor florestal.
Tecnologia e segurança operacional
As locomotivas que irão operar no trecho fazem parte de uma nova geração voltada ao transporte de cargas pesadas. Os equipamentos contam com sistemas automatizados de controle de velocidade, monitoramento de operação e dispositivos de segurança capazes de atuar em situações de risco.
Também há previsão de uso de motores mais eficientes, com menor consumo de combustível e possibilidade de utilização de biocombustíveis, contribuindo para reduzir impactos ambientais da operação.
Projeto em expansão no leste do Estado
A fábrica em implantação é considerada um dos maiores investimentos industriais em andamento no Estado, com capacidade prevista de produção em larga escala.
As obras começaram com a fase de terraplanagem e seguem em etapas, envolvendo a construção da planta industrial, áreas florestais e infraestrutura logística associada — incluindo a ferrovia.
A expectativa é que o empreendimento amplie a movimentação econômica na região, com reflexos na geração de empregos e na dinâmica produtiva do leste sul-mato-grossense.
Fonte: Campo Grande News

Seminário apresenta Integração Lavoura-Pecuária (ILP) como caminho para uma agropecuária de baixo carbono
Cerca de 70 profissionais puderam acompanhar apresentações e debater o potencial dos sistemas produtivos integrados, com diversificação, resiliência e sustentabilidade.
A Embrapa Milho e Sorgo e a Cooperativa Central de Produtores Rurais (CCPR) realizaram o Seminário ILP: caminho para uma agropecuária de baixo carbono, diversificação, resiliência e sustentabilidade. Durante a manhã, os convidados foram recebidos no Auditório Renato Coimbra.

“Pretendemos mostrar o potencial que a região Central de Minas tem para alavancar a produção de grãos e toda a agropecuária. Temos o real mercado para a produção com a fábrica de rações da CCPR. Estamos com grande oportunidade para produtores que queiram atuar com sistemas sustentáveis”, comentou Botelho. “Sabemos das dificuldades da região, especialmente na segunda safra, com a indisponibilidade hídrica. Continuamos com nossa missão de apoiar os produtores nos próximos 50 anos”.
O presidente da CCPR, Marcelo Candiotto, destacou o seminário como a primeira grande atividade após a assinatura da parceria entre a CCPR e a Embrapa. “Esse é o início de um trabalho que trará resultados para produtores e para a região Central Mineira.”
Candiotto e Botelho ressaltaram a parceria com o Sicoob e que a programação uniu os técnicos da CCPR e os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo.
Feliciano Nogueira de Oliveira, superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, cumprimentou os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo e demais participantes. Ele destacou a crescente produção, produtividade e exportações mineiras. “Em 2024 e 2025, nosso estado teve mais exportações da agropecuária do que da mineração”.
Integração Lavoura-Pecuária
O pesquisador Ramon Alvarenga compartilhou experiências e aprendizados desenvolvidos ao longo de 21 anos de ILP na Embrapa Milho e Sorgo.
Na Unidade de Referência Tecnológica (URT), 22 hectares estão divididos em quatro glebas de 5,5 hectares, em que é feita a rotação dos cultivos a cada ano, já no sexto ciclo de rotação intensiva. Ramon explicou que a agropecuária intensiva busca reduzir riscos, aumentar a renda, a produção e a produtividade.
O pesquisador destaca a importância de fazer a recuperação do solo para dar sustentabilidade à produção. “A melhor época para isso é no final do período das chuvas, porque precisamos da umidade do solo para essas técnicas”. Ele recomenda eliminar sulcos de erosão, trilhos de gado, cupinzeiros, construir terraços, adequar estradas e adotar, necessariamente, o Sistema de Plantio Direto (SPD).
Ramon destaca que a ILP é uma estratégia intensiva, resiliente e sustentável de produção agropecuária. O pesquisador ainda salientou que, no momento, sistema resiliente e sustentável é aquele de baixo carbono. As experiências na URT da Embrapa Milho e Sorgo estão registradas no livro “Quinze anos de integração lavoura-pecuária e dez anos de integração lavoura-pecuária-floresta na Embrapa Milho e Sorgo”, disponível para baixar gratuitamente.
Potencialidade na região Central Mineira

Mesmo com o aumento das culturas agrícolas temporárias, sua área total corresponde a cerca de 10% da área de pastagens na região. Ou seja, há um potencial muito grande de crescimento da agricultura. A conversão de 10% da área de pastagem poderia dobrar a de agricultura.
Nos últimos anos, com valorização no preço de grãos, maior acesso a créditos e avanços tecnológicos, a tendência tem sido de incremento na produção agrícola. Miguel destacou o exemplo da Fazenda Lagoa dos Currais, onde houve recuperação de pastagens degradadas com Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. “É possível sair de um ambiente de baixa produtividade para um ambiente de alta produtividade com correção de fertilidade de solo, uso de insumos, fazendo bem feito”, ressalta o pesquisador.
Agropecuária de Baixo Carbono

Ele explicou como a agricultura pode ser uma grande aliada na redução dos Gases de Efeito Estufa (GEE): com a adoção de práticas e tecnologias que visam reduzir as emissões desses gases e, ao mesmo tempo, aumentar o sequestro de carbono no solo. “Esse é o conceito de Agricultura de Baixo Carbono”, afirmou o pesquisador.
A adoção dessas práticas parte da gestão estratégica da propriedade rural. “É preciso ter conhecimento do solo: compreender sua variabilidade e características; fazer o planejamento da adubação e do uso de insumos; escolher as culturas; definir coberturas vegetais. Essa organização permite identificar áreas com maior potencial para sistemas integrados ILP ou ILPF, ampliando a eficiência produtiva”.
Arystides também apresentou os programas Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono e convidou a conhecer os portais que apresentam esses trabalhos.
Programação da tarde
No segundo momento do Seminário, na impossibilidade de realizar o Dia de Campo previamente planejado devido às condições climáticas, os convidados estiveram no auditório do Núcleo de Biologia Aplicada (NBA). Ênio Gomes, da Brevant Sementes, apresentou o tema “Milho consorciado com capim: diversificação dos sistemas de produção”.
Décio Karam, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, tratou de “cultivo intercalar de forrageira na cultura da soja: resiliência e posicionamento estratégico”. “O cultivo intercalar antecipado permite reduzir o risco climático, pois aproveita melhor a água das chuvas que ocorrem antes da colheita da soja. Com isso, melhora a qualidade do solo, diminui a presença de plantas daninhas, reduz a perda de água por evaporação e mantém a temperatura do solo mais amena. Esses efeitos combinados tornam o sistema mais equilibrado e contribuem para maior estabilidade produtiva ao longo das safras”, disse o pesquisador.

E, encerrando as apresentações, Byron Ladeira, da CCPR, comentou sobre o componente pecuário: vaca de leite – cria de corte na ILP. Esta estratégia busca transformar a cria da pecuária leiteira em um ativo de melhor valor agregado, visando a eficiência e a rentabilidade da fazenda leiteira.
Sorgo na alimentação humana
Os produtos servidos na pausa para lanche da manhã foram produzidos pelas Produtoras de derivados do sorgo de Abaeté e região, tendo o sorgo como ingrediente básico. Quibe, empada, bolos e biscoitos formaram um cardápio farto e saboroso.

Suzano abre 25 vagas para formação de jovens no setor florestal em Ribas
Iniciativa realizada em parceria com o Senai oferece formação técnica e primeira experiência profissional para jovens da cidade.
Jovens de Ribas do Rio Pardo (MS) têm uma nova oportunidade de qualificação profissional. A Suzano, maior produtora mundial de celulose, está com 25 vagas abertas para o Programa de Aprendiz na cidade, iniciativa realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que combina formação técnica e experiência prática no setor florestal. O programa integra as ações da companhia voltadas à formação profissional e ao desenvolvimento local, com foco na geração de oportunidades para jovens da região.
As vagas são para a qualificação profissional em Mecânico(a) de Máquinas Florestais, com atividades realizadas na unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 31/03, por meio da página: https://suzano.gupy.io/jobs/10928974
Para participar do processo seletivo, é necessário ter entre 18 e 22 anos completos até o final da seleção; estar cursando ou já ter concluído o Ensino Médio (com conclusão obrigatória até o término do curso); residir em Ribas do Rio Pardo (MS); e ter disponibilidade para participar das atividades presenciais, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Pessoas com deficiência não possuem limite de idade para participar.
“O Programa de Aprendiz é uma importante porta de entrada para jovens que estão iniciando sua trajetória profissional. A iniciativa combina formação técnica e experiência prática, favorecendo o desenvolvimento de habilidades e a geração de oportunidades nos setores industrial e florestal na região. Além disso, o programa contribui para atender à demanda crescente por qualificação profissional no município, impulsionada pelo desenvolvimento econômico da região”, destaca Rafael de Carvalho Marçal, gerente de Gente e Gestão da Suzano em Ribas do Rio Pardo.
Benefícios
Os(as) jovens selecionados(as) participarão de atividades teóricas e práticas ao longo do curso, com a oportunidade de vivenciar o dia a dia das operações da companhia. As aulas serão ministradas pelo Senai, com apoio de lideranças da Suzano e equipes especializadas.
Além de bolsa-auxílio compatível com o mercado durante a formação, os(as) aprendizes também terão direito a benefícios como plano de saúde, seguro de vida, alimentação na fábrica, transporte fretado e/ou vale-transporte (para localidades sem fretado), além de acesso a iniciativas de bem-estar, como TotalPass e Wellz. Todos(as) os(as) participantes aprovados(as) receberão certificado emitido pelo Senai ao final da qualificação.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

SFB lança edital do X Prêmio em Economia e Mercado Florestal
Inscrições seguem até 22 de maio e vão selecionar estudos inéditos com foco na precificação de ativos florestais e aplicação prática no setor.
Oedital do X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal foi publicado nesta segunda-feira (23) e já está disponível para consulta. O documento reúne as diretrizes da iniciativa, incluindo critérios de avaliação e regras para a seleção dos três melhores trabalhos. A premiação pode chegar a R$ 55 mil. As inscrições estão abertas e seguem até 22 de maio, por meio da Plataforma Integrada Carlos Chagas, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A iniciativa busca incentivar a produção científica e valorizar trabalhos acadêmicos inéditos com análises, soluções e propostas aplicáveis à economia e ao mercado florestal, fortalecendo a conexão entre ciência, políticas públicas e setor produtivo. Podem participar estudantes, pesquisadores, profissionais e especialistas da área.
Em sua décima edição, o Prêmio se consolida como instrumento de estímulo à pesquisa aplicada. Ao longo de nove edições, mais de 45 monografias foram premiadas, abordando temas estratégicos como bioeconomia, gestão florestal, instrumentos econômicos e modelos de negócios sustentáveis. Os estudos contribuem para a geração de dados e evidências que apoiam decisões mais eficientes no uso e na conservação das florestas brasileiras.
EIXOS TEMÁTICOS
O X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal contempla eixos temáticos com foco em metodologias para a precificação de ativos florestais:
- Planejamento, avaliação e monitoramento das concessões florestais;
- Estudo de viabilidade econômica da geração de energia por meio de biomassa;
- Interface da Bioeconomia com as atividades de base florestal;
- Silvicultura de espécies nativas;
- Tecnologia e metodologias voltadas ao inventário florestal, modelos de crescimento e produtividade, geotecnologias ou sensoriamento remoto;
- Impacto das florestas nas comunidades locais e na sociedade, com foco em geração de emprego e renda no setor florestal, inclusão social em projetos de manejo sustentável ou no uso tradicional dos recursos florestais;
- Impacto do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) – Lei nº 15.042, 11 de dezembro de 2024;
- Sistemas de Contas Nacionais, Produto Interno Bruto (PIB Verde); e
- Instrumentos econômicos e financeiros, com ênfase em pelo menos um dos seguintes tópicos: Programa de Regularização Ambiental (PRA); Cota de Reserva Ambiental (CRA); Pagamento por Serviços Ambientais (PSA); e Crédito Rural e Sistema Tributário.
PARCERIA
O Prêmio em Estudos de Economia e Mercado Florestal é realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
CRONOGRAMA
- Lançamento do Edital: 23/03/2026
- Prazo para impugnação do Edital: 10 dias corridos após o lançamento do Edital
- Período de recebimento de inscrições: 23/03/2026 a 22/05/2026
- Avaliação dos trabalhos: Junho/2026
- Divulgação do resultado da análise de elegibilidade no DOU e nas páginas do CNPq e do SFB na internet: Julho/2026
- Prazo para interposição de recurso administrativo: 3 dias úteis
- Divulgação do resultado final e publicação no DOU e nas páginas do CNPq e do SFB na internet: Julho/2026
Data provável da cerimônia de premiação dos trabalhos vencedores (em Brasília – DF): Agosto/2026
Texto: Serviço Florestal Brasileiro

IPEF consolida parceria com Elysios em projeto para automação de viveiros
O viveiro do IPEF, mantido em parceria com o PCMAF (Programa Cooperativo sobre Mecanização e Automação Florestal), recebeu, na última semana de fevereiro, a visita da empresa Elysios.
A iniciativa consolida uma parceria entre o IPEF e a empresa voltada à automação de viveiros florestais e está alinhada ao posicionamento do Instituto de transformar o viveiro em um ponto central de tecnologia, com foco na modernização de processos, ganho de eficiência, melhoria da qualidade e aumento da competitividade do setor florestal.
Esse movimento também representa um avanço na estruturação do Grupo de Trabalho de Viveiros, atualmente em fase de organização pelo IPEF. Em breve, o grupo estará formalmente constituído e preparado para promover a integração e troca de informações técnicas entre empresas associadas e filiadas aos programas participantes.

Plantma Forestry, Suécia, anuncia operação própria no Brasil e reforça aposta na mecanização florestal
Subsidiária inicia atividades em Curitiba com foco em suporte técnico, pós-venda e expansão tecnológica no país.
A Plantma Forest do Brasil anuncia oficialmente o início de suas operações no país como subsidiária da Plantma Forestry AB, empresa sueca especializada em soluções para plantio florestal.
Com estrutura própria em Curitiba (PR), a operação brasileira centralizará atividades comerciais, montagem de equipamentos, instalações, estoque de peças de reposição, suporte técnico e serviços de pós-venda, reportando-se diretamente à matriz na Suécia. A iniciativa garante maior controle sobre padrões de serviço, consistência de qualidade e expansão operacional estruturada.


Brasil no centro da estratégia global
O Brasil é atualmente um dos mercados mais estratégicos para a companhia, impulsionado pelo alto potencial de mecanização na silvicultura. O estabelecimento de uma subsidiária integral reforça o compromisso de longo prazo da Plantma com o país e inclui investimentos graduais na expansão das equipes técnicas e comerciais, além do fortalecimento da estrutura local.
Segundo Jober Fonseca, diretor da Plantma Forestry Brasil, o foco inicial está na consolidação da operação e no atendimento à crescente demanda do mercado.
“Neste momento, a principal preocupação é nos estruturarmos para atender o aumento da demanda pelos nossos produtos e retomar o bom nível de serviço, atendendo os clientes dentro dos padrões internacionais da Plantma”, afirma.
Ele destaca ainda que a empresa pretende seguir evoluindo suas soluções para a realidade brasileira.
“Nosso objetivo é continuar desenvolvendo o produto para as necessidades do Brasil, tornando a Plantmax cada vez mais eficiente economicamente, com qualidade de plantio, alta produtividade e integração de operações em um único equipamento”, completa.
Tecnologia desenvolvida para o mercado brasileiro
A Plantma já vem desenvolvendo soluções específicas para o Brasil, incluindo sistemas voltados à subsolagem, fertilização, irrigação com hidrogel e uso de Big Data. A nova fase reforça a expansão do portfólio tecnológico, com recursos que visam cobrir integralmente as operações de plantio.
A empresa também tem investido na integração de suas tecnologias a equipamentos de diferentes fabricantes, ampliando a versatilidade das soluções no campo.
Entre os diferenciais, Jober destaca a capacidade operacional e a adaptabilidade da tecnologia.
“Sem dúvida, a qualidade no plantio, a produtividade e a possibilidade de agregar operações como subsolagem, limpeza de linha e adubação se destacam na Plantmax”, explica.
“Mas, acima de tudo, a flexibilidade para operar em diferentes condições de terreno e a capacidade de adaptação às demandas dos clientes — seja no plantio de pinus no Sul ou de eucalipto em outras regiões — é algo que ainda impressiona”, acrescenta.

Mecanização ainda é fronteira em expansão
Apesar dos avanços recentes, a mecanização do plantio florestal ainda é vista como uma fronteira a ser explorada no Brasil. Para a Plantma, o cenário atual é comparável ao início da mecanização da colheita florestal no país.
“A mecanização no plantio ainda é um campo virgem a ser explorado, como foi a colheita há cerca de 30 anos. Teremos a oportunidade de vivenciar grandes evoluções nos próximos anos”, avalia Jober Fonseca.
Ele ressalta que, historicamente, a silvicultura recebeu menos investimentos em pesquisa e desenvolvimento nesse aspecto, mas o cenário está mudando.
“Hoje vemos várias empresas buscando soluções com conceitos distintos, e temos convicção de que a Plantma fez uma escolha muito assertiva no seu modelo, o que se reflete na crescente demanda pelas nossas plantadeiras”, afirma.

Fortalecimento da cadeia de suprimentos local
Outro pilar estratégico da operação brasileira é a nacionalização gradual de componentes das plantadeiras e peças de reposição. A medida visa aumentar a competitividade, reduzir prazos de entrega e fortalecer fornecedores locais, consolidando a presença industrial da empresa no país.
A Plantma Forest do Brasil inicia suas atividades com uma equipe técnica experiente e um plano de crescimento alinhado à expansão da sua base instalada, reforçando sua posição como uma das principais fornecedoras de tecnologia para mecanização do plantio florestal no Brasil.

Produtores de borracha operam no prejuízo e setor enfrenta risco de colapso no Brasil
Custos acima de R$ 6,50 e preços próximos de R$ 4 expõem crise estrutural, falta de contratos e forte concorrência internacional.
A cadeia produtiva da borracha natural no Brasil vive um momento crítico, marcado por prejuízos recorrentes aos produtores, desequilíbrios na estrutura do setor e aumento da concorrência internacional. O alerta é do presidente da Câmara Setorial da Borracha do Ministério da Agricultura, Antônio Carlos Carvalho Gerin, que classifica o cenário como uma “crise silenciosa” com potencial de impactar toda a economia nacional.
Borracha é insumo essencial para a economia
A borracha natural é considerada estratégica para o funcionamento do país, com aplicações que vão desde o transporte até a saúde pública e o cotidiano da população.
Segundo Gerin, a ausência do insumo comprometeria rapidamente atividades essenciais. Pneus, equipamentos hospitalares e até sistemas básicos domésticos dependem diretamente da borracha. “A sua torneira não funcionaria corretamente sem componentes de borracha”, exemplifica.
Produtor rural é o elo mais vulnerável da cadeia
Apesar da importância do setor, o produtor rural é o mais afetado pela atual estrutura da cadeia produtiva.
O cultivo da seringueira exige investimentos de longo prazo, com cerca de dez anos até o início da produção. Após esse período, o produtor passa a operar em um ambiente de alta instabilidade, sem garantias comerciais.
A cadeia é dividida em três etapas: produção no campo, beneficiamento nas usinas e industrialização. No entanto, a ausência de contratos formais entre esses elos fragiliza principalmente quem está na origem.
Falta de contratos gera desequilíbrio no setor
A inexistência de acordos formais de compra e venda entre produtores e usinas cria um cenário de insegurança e distorção de preços.
Sem contratos, a comercialização ocorre de forma pontual, com pouca previsibilidade. Isso permite que compradores definam valores de forma unilateral, deixando o produtor com poucas alternativas.
Preços abaixo do custo tornam atividade inviável
Atualmente, o custo de produção da borracha gira em torno de R$ 6,50 por quilo, enquanto o valor recebido pelo produtor está próximo de R$ 4,00.
Essa diferença torna a atividade economicamente inviável. Mesmo assim, muitos produtores continuam vendendo para evitar perdas totais, já que a borracha não colhida não pode ser armazenada para negociação futura.
Concorrência internacional pressiona mercado interno
Outro fator que agrava a crise é a forte concorrência de países como Malásia, Indonésia e Vietnã.
Esses países operam com custos mais baixos, favorecidos por legislações ambientais e trabalhistas menos rigorosas, além de políticas de subsídios à produção.
No Brasil, a importação segue ativa e protegida por contratos internacionais, garantindo a entrada contínua do produto estrangeiro, independentemente das condições do mercado interno.
Falta de políticas públicas agrava cenário
O setor também enfrenta a ausência de políticas públicas de apoio. Segundo Gerin, programas de subvenção que existiram até 2004 foram descontinuados sem substituição.
A falta de incentivos compromete a competitividade da produção nacional e amplia o desequilíbrio frente ao mercado internacional.
Impactos ambientais e sociais preocupam
Além das perdas econômicas, a crise da borracha traz impactos ambientais e sociais relevantes.
A seringueira possui alta capacidade de captura de carbono e contribui para a sustentabilidade ambiental. No entanto, áreas cultivadas vêm sendo erradicadas devido à falta de rentabilidade.
No campo social, a atividade é importante para a geração de empregos e fixação de trabalhadores no meio rural. Com a queda da rentabilidade, há aumento do êxodo rural e dificuldade de reposição de mão de obra.
Dependência externa acende alerta estratégico
A redução da produção nacional pode aumentar a dependência do Brasil em relação à importação de borracha, o que levanta preocupações estratégicas.
Segundo o presidente da Câmara Setorial, o país já enfrenta desafios semelhantes em setores como combustíveis e fertilizantes, o que reforça a necessidade de atenção ao tema.
Falta de investimentos limita competitividade
Outro ponto crítico é a ausência de investimentos na modernização da indústria nacional de borracha.
Sem avanços tecnológicos e ganhos de eficiência, o setor brasileiro perde competitividade frente aos principais produtores globais.
Continuidade da atividade está ameaçada
Diante desse cenário, a permanência dos produtores na atividade está em risco. Operar com prejuízo contínuo não é sustentável no longo prazo.
A avaliação do setor é de que medidas estruturais são urgentes para reequilibrar a cadeia produtiva, garantir remuneração adequada ao produtor e preservar um insumo essencial para o desenvolvimento econômico do país.
Fonte: Portal do Agronegócio

O fim do apodrecimento? Cientistas brasileiros revolucionam a durabilidade da madeira
Pesquisadores da Ufes utilizam técnicas de modificação térmica para elevar a durabilidade da madeira de eucalipto e espécies amazônicas, criando soluções sustentáveis que eliminam o apodrecimento e agregam valor ao setor florestal brasileiro.
A barreira histórica que limitava o uso da madeira na construção civil brasileira — a vulnerabilidade ao tempo e a pragas — está sendo derrubada pela ciência capixaba. Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão liderando estudos de ponta em modificação térmica para elevar drasticamente a durabilidade da madeira.
O objetivo é transformar espécies de rápido crescimento, como o eucalipto, em materiais de altíssima resistência, capazes de competir em pé de igualdade com o concreto e o aço, mas com a vantagem da sustentabilidade.
Eucalipto e Tauari
Conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL) no campus de Alegre, o grupo de pesquisa “Modificação da Madeira” direciona seus esforços para espécies com relevância econômica estratégica. O eucalipto, pilar da silvicultura brasileira devido ao seu rápido ciclo de colheita, é o protagonista dos testes. No entanto, a ciência nacional também olha para a Amazônia: a madeira de tauari, muito utilizada em movelaria e pisos, passa por processos laboratoriais para ganhar mercado e maior vida útil.
Segundo os dados da instituição, a meta é gerar conhecimento científico robusto sobre matérias-primas nativas e exóticas, permitindo que o produtor rural e a indústria entreguem produtos com maior valor agregado e resistência superior à biodeterioração.
Resistência sem o uso de tóxicos
Diferente dos métodos tradicionais que dependem de tratamentos químicos pesados, a técnica brasileira foca na modificação térmica. O processo envolve submeter a madeira (especialmente o Eucalyptus grandis) a variações controladas de calor em sistemas abertos ou fechados. Essa tecnologia altera a composição química do material, tornando-o “menos apetecível” para fungos e cupins, além de reduzir a capacidade de absorção de umidade do ambiente.
Essa abordagem não apenas amplia a durabilidade da madeira, como também se alinha às exigências globais de ESG (Ambiental, Social e Governança), uma vez que elimina o uso de produtos tóxicos e reduz o descarte precoce de materiais na construção civil.
Redes globais reforçam a durabilidade da madeira no Brasil
A excelência da pesquisa brasileira atraiu uma rede de cooperação internacional que inclui universidades da Alemanha e Espanha, além de centros de pesquisa na França. No cenário doméstico, a Ufes atua em conjunto com universidades federais do Paraná (UFPR), Lavras (UFLA), Mato Grosso (UFMT), Oeste do Pará (Ufopa) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
O apoio da Fapes e do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro reforça a viabilidade técnica do projeto. Para o setor produtivo, o avanço significa segurança: com o aumento comprovado na durabilidade da madeira, o mercado pode reduzir custos com manutenção e retrabalhos, superando a percepção de risco que ainda trava a adoção de estruturas de madeira em grandes obras urbanas.

Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50% o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e ampliação. O Governo do Paraná apresentou nesta segunda-feira (23) o anteprojeto da obra.
A Secretaria de Estado do Planejamento (SEPL), por meio do Paraná Projetos, apresentou o trabalho que forma as bases para ampliação da unidade militar em madeira engenheirada – sistema em que a madeira passa por um processo industrial para ser utilizada na construção civil.
O sistema construtivo de madeira engenheirada consiste em um processamento industrial da madeira para melhorar o desempenho das edificações. Nesse processo, as peças passam por uma seleção que elimina imperfeições e organiza as fibras em tábuas e lâminas. Com isso, são fabricados painéis, vigas e pilares fora do canteiro de obras e prontos para montagem. Essa inovação torna a construção mais rápida e eficiente e pode reduzir o tempo das obras em até 50%.
“A ampliação 5º Batalhão de Bombeiro Militar, aqui em Maringá, é uma importante ação para melhorar ainda mais o combate a incêndios e atividades de defesa civil. Estamos entregando mais esse projeto para a Secretaria de Segurança Pública em um trabalho da Secretaria do Planejamento, por meio do Paraná Projetos, para dar condições das obras saírem do papel. Assim, proporcionamos ao cidadão paranaense mais segurança e qualidade de vida”, comentou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
O projeto utiliza o conceito de “pele-dupla” na fachada, que garante um sistema projetado para remover calor, vapores e outras partículas, ficando o espaço menos quente sem a necessidade de aparelhos de ar-condicionado para climatização. A área total construída, considerando o térreo e os três pavimentos, é de 1.895 metros quadrados.
“Esse projeto é mais um passo importante na expansão do trabalho das forças de segurança no estado do Paraná, sempre impulsionado pelos investimentos promovidos pelo governador Ratinho Júnior. A parceria com a Secretaria de Planejamento nos possibilita mais estrutura aos bombeiros na região, ajudando a salvar vidas e proteger a população”, ressaltou o secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira.
A cerimônia se deu em meio ao IV Fórum Estadual de Gestores Públicos, encontro estratégico voltado a prefeitos e lideranças para discussão de temas ligados à gestão. O evento contou com painéis de especialistas e palestras, lançamento do Curso de Desenvolvimento Territorial e espaço interativo para suporte direto sobre o ProGov e ProLegis.
“Esse projeto representa um grande passo para nós no atendimento da comunidade de Maringá. São novas instalações em que a gente vai poder dar um conforto maior para nossa tropa e dar condições melhores de trabalho para eles. Vamos ter condições de acondicionar viaturas, materiais e uma série de outros bens. Esse projeto vai nos proporcionar estar atendendo o nosso público interno e refletir no atendimento externo da comunidade”, destacou o tenente-coronel Andrey Falkiner do 5º Batalhão.
PARANÁ PROJETOS – O Serviço Social Autônomo Paraná Projetos, vinculado à Secretaria do Planejamento (SEPL), tem por finalidade a promoção, a elaboração e o gerenciamento de projetos, visando à implementação do desenvolvimento integrado do território paranaense, segundo princípios de sustentabilidade local e regional.

Arauco Brasil contrata: lista reúne oportunidades para técnicos, analistas e gestores em várias regiões
A Arauco, uma das maiores empresas do setor florestal e de produção de painéis de madeira do mundo, anunciou a abertura de diversos processos seletivos para suas unidades no Brasil. As oportunidades abrangem níveis técnicos, operacionais e de gestão, com forte concentração de vagas para o estado de Mato Grosso do Sul, além de posições em cidades do Paraná e na capital paulista.
As vagas estão distribuídas em municípios estratégicos como Inocência, Três Lagoas, Paranaíba, Ponta Grossa, Araucária, Curitiba e São Paulo.
Lista de Oportunidades por Localidade
Confira as principais funções disponíveis conforme as atualizações mais recentes da companhia:
Mato Grosso do Sul
- Inocência: Gerente Funcional de Inovação e Tecnologia, Coordenador(a) de Manutenção Logística, Supervisor(a) de Manutenção Logística (Carretas), Consultor de Processos (Fibras/Caustificação), Analista de Facilities Pleno, Técnico(a) Mecânico III, Laboratorista de Controle de Processos III e Analista de Certificação Florestal.
- Três Lagoas: Analista de Planejamento Florestal Sênior, Coordenador de Negócios Florestais, Técnico Eletrônico (níveis II e III) e Analista de Remuneração Sênior.
- Paranaíba: Supervisor(a) de Manutenção Mecânica (Colheita) e Técnico em Segurança do Trabalho.
Paraná
- Ponta Grossa: Técnico(a) de Controle de Qualidade Jr e Técnico(a) de Manutenção Elétrica Pleno.
- Araucária: Assistente de Logística (Vaga exclusiva para PcD) e Técnico(a) de Controle de Qualidade Jr.
- Curitiba: Analista de Remuneração Sênior (Corporativo).
São Paulo
- São Paulo (Capital): Analista de Remuneração Sênior (Logística).
Como se Candidatar e Configurar Alertas
A Arauco Brasil utiliza o sistema de Candidatura Simplificada via LinkedIn para agilizar o processo de recrutamento. Para concorrer a uma das vagas ou acompanhar novas aberturas, siga o passo a passo:
- Acesse a página oficial da empresa no LinkedIn: linkedin.com/company/araucobrasil/.
- Clique na aba Vagas.
- Ao selecionar a vaga desejada, utilize o botão de candidatura para enviar seu currículo atualizado diretamente pela plataforma.
Dicas para o Processo Seletivo
Muitas das vagas listadas são presenciais e exigem qualificações específicas para o setor florestal e industrial. Manter o perfil do LinkedIn completo e com as certificações técnicas visíveis aumenta as chances de ser identificado pelos recrutadores da Arauco, que já possui um quadro de funcionários altamente qualificado vindo de grandes centros universitários do país.
Fonte: Andra Virtual

Florestas plantadas garantem 94% da madeira usada pela indústria no Brasil
Quase toda a madeira usada pela indústria no Brasil vem de florestas plantadas. Em 2024, elas responderam por cerca de 94% da produção nacional, segundo o Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF). Ao todo, o país produziu quase 200 milhões de metros cúbicos de toras.
Mesmo com essa alta produção, as áreas de cultivo ocupam apenas 1,47% do território brasileiro. Esse modelo é apontado como uma forma de atender à demanda por madeira sem aumentar a exploração de florestas nativas.
O consumo global de madeira já chega a cerca de 1,6 bilhão de metros cúbicos por ano e pode crescer até 2050, de acordo com a Embrapa Florestas. Com isso, cresce também a importância de áreas destinadas ao plantio.
No Brasil, espécies como eucalipto e pinus são cultivadas principalmente em áreas degradadas ou que não são usadas para agricultura. A ideia é concentrar a produção nessas regiões e preservar as matas naturais.
A legislação ambiental também exige a conservação de parte das propriedades rurais. Na Região Sul, por exemplo, pelo menos 20% da área deve ser mantida como reserva legal ou área de preservação permanente.
Dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) mostram que o país tem 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas. Além disso, empresas do setor mantêm cerca de 7 milhões de hectares de vegetação nativa conservada.
No Paraná, áreas de preservação chegam a ser iguais ou até maiores do que as áreas de plantio, segundo levantamento do setor. Empresas ligadas à atividade mantêm cerca de 564 mil hectares protegidos no estado.
Além de produzir madeira, as florestas plantadas também são associadas à geração de empregos, captura de carbono e recuperação de áreas. O setor estima cerca de 2,6 milhões de empregos diretos e indiretos no país.
Especialistas avaliam que o uso de florestas plantadas pode ajudar a suprir a demanda por madeira e, ao mesmo tempo, reduzir a pressão sobre as florestas nativas.





