Foi realizada na noite desta última terça-feira (23), no Kinoplex do Itaim Bibi, o evento de estreia do documentário “Novas Raízes – Escolhas do Futuro”, coprodução da Warner Bros. Discovey e Casa Redonda, e uma iniciativa Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). O evento contou com um público de cerca de 200 pessoas com a presença de importantes autoridades do cenário político e de grandes executivos do setor de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração de nativas, como o chanceler Celso Lafer, o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o presidente do Conselho da Klabin e Conselho Deliberativo da Ibá, Horacio Lafer Piva, o presidente do Conselho Consultivo da Ibá e do ICC Brasil, Daniel Feffer, e o ex-governador do Espírito Santo e presidente da Ibá, Paulo Hartung. A Warner Bros. Discovery esteve representada por Eduardo Teixeira, diretor de Creative Ad Lab, e Marina Pedral, gerente de Conteúdo Não-Ficção.
O documentário inova ao apresentar, pela primeira vez, o setor de árvores cultivadas para fins industriais e para restauração de espécies nativas, evidenciando as singularidades desse modelo de negócio sustentável com forte DNA nacional. Também compareceram ao lançamento Andrezza Rosalém (secretária de Desenvolvimento Social do estado de São Paulo), David Feffer (presidente do Conselho da Suzano), Beto Abreu (CEO da Suzano), Cristiano Teixeira (CEO da Klabin), Denis Gomes (CEO da Gerdau), Ingo Plöger (conselho Melhoramentos), José Roberto Mendonça de Barros (economista), entre outros.
Além da exibição do filme, a noite foi enriquecida por debates significativos, refletindo um forte compromisso com as questões ambientais. “A presença desses convidados ressalta a relevância do tema abordado no documentário, que busca promover reflexões importantes sobre sustentabilidade e as escolhas que moldam o futuro do nosso planeta”, afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá.
Com direção de Eduardo Rajabally e pesquisa e roteiro de Kenya Zanatta, o filme ainda conta com o apoio de 15 empresas da indústria de base florestal: Bracell, Eldorado, Klabin, Smurfit Westrock, Suzano, CMPC, Papirus, BO Paper, Ibema, Irani, Norflor, Quick-Step, RMS, TTG Brasil e Veracel. A produção será exibida às 23h45 no canal Discovery e estará disponível na HBO Max, plataforma de streaming da Warner Bros. Discovery. Para conferir as fotos, acesse.
Trailer | Novas Raízes – Escolhas do Futuro.
Canais e horários de exibição
O documentário estará disponível no streaming HBO Max a partir de 23 de setembro e contará também com exibições especiais no canal Discovery. Veja as datas:
A Warner Bros. Discovery (NASDAQ: WBD) é uma empresa líder global de mídia e entretenimento que cria e distribui o portfólio de conteúdo e marcas mais diferenciado e completo do mundo em televisão, filmes e streaming. Disponível em mais de 220 países e territórios e em 50 idiomas, a Warner Bros. Discovery inspira, informa e entretém o público em todo o mundo por meio de suas marcas e produtos icônicos, incluindo: Discovery Channel, Max, discovery+, CNN, DC, Eurosport, HBO, HBO Max, HGTV, Food Network, OWN, Investigação Discovery, TLC, Magnolia Network, TNT, truTV, Travel Channel, MotorTrend, Animal Planet, Science Channel, Warner Bros. Film Group, Warner Bros. Television Group, Warner Bros. Games, New Line Cinema, Cartoon Network, Adult Swim, Turner Classic Movies, Discovery en Español, Hogar de HGTV e outros. Para obter mais informações, acesse aqui.
SOBRE A IBÁ
A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas para fins industriais e de restauração de nativas junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 50 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas. Esse é um setor protagonista da bioeconomia de larga escala, oferecendo soluções para um mundo que precisa descarbonizar com serviços ecossistêmicos, como a remoção de carbono, e dando origem a produtos recicláveis, biodegradáveis e provenientes de fonte renovável.
A Casa Redonda é uma produtora cultural brasileira com atuação internacional nas áreas de cinema e TV, artes visuais, consultoria cultural e plataformas criativas. A empresa fundada em 2004, cria, planeja e produz conteúdos audiovisuais e expositivos e empreende plataformas de desenvolvimento do setor cultural brasileiro por meio de concursos, editais, fundos de investimento, seminários, laboratórios e residências revelando novos talentos e fomentando novos conhecimentos, negócios e intercâmbios. É responsável pela produção dos documentários Espaço Além – Marina Abramovic e o Brasil, CRAVOS, Pessoas – Contar para Viver, Moto Contínuo e Meu Querido Supermercado. Para mais informações, acesse aqui.
Processo seletivo acontece no dia 27 de setembro, com oportunidades para Auxiliares de Campo, Operadores e Auxiliares de Qualidade
A MS Florestal, empresa referência em silvicultura no Mato Grosso do Sul, anuncia a abertura de 53 novas oportunidades de trabalho no município de Santa Rita do Pardo. O processo seletivo será realizado no dia 27 de setembro (sábado), das 9h às 12h, no Anfiteatro Paço Municipal Geraldo Martins.
As vagas são para Auxiliares de Campo (42), Operadores (8) e Auxiliares de Qualidade (3). Os candidatos aprovados terão acesso a um pacote de benefícios completo, incluindo plano médico e odontológico, auxílio farmácia, seguro de vida, cartão alimentação, refeição no local, PLR, prêmio por produção mensal, além de programas de bem-estar como Wellhub (academias) e Levemente, de apoio psicológico e emocional.
Com a iniciativa, a empresa reforça seu compromisso em gerar emprego e renda, fortalecendo suas operações no Mato Grosso do Sul e contribuindo para o desenvolvimento local.
Serviço Processo Seletivo MS Florestal – 53 vagas Local: Anfiteatro Paço Municipal Geraldo Martins – Rua Geraldo da Silva Souza, S/N – Santa Rita do Pardo Data: 27/09/2025 (sábado) Horário: 09h às 12h Envio de currículos: (67) 99963-5230 ou via QR Code disponível no material oficial
Sobre a MS Florestal
A MS Florestal é uma empresa sul-mato-grossense que fortalece as atividades de operação florestal do Grupo RGE no Brasil, um conglomerado global com foco na manufatura sustentável de recursos naturais. Especializada na formação de florestas plantadas e na preservação ambiental, além do desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua, a MS Florestal participa de todas as etapas, desde o plantio do eucalipto até a manutenção da floresta. Mais informações: www.msflorestal.com
Mobilização anual, apoiada pela Reflore/MS, prevê capacitações, cursos e ações educativas contra os incêndios florestais
Uma vitória para o setor de florestas plantadas e para a preservação ambiental em Mato Grosso do Sul: a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei nº 127/2025, de autoria do deputado Pedrossian Neto (PSD), que inclui a Campanha Fogo Zero no Calendário Oficial de Eventos do Estado. A medida segue agora para sanção.
A iniciativa é resultado direto da mobilização da Reflore/MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), por meio do Grupo de Trabalho de Combate aos Incêndios, que reúne empresas do setor e parceiros estratégicos em torno da causa.
Realizada anualmente no mês de maio, a Campanha Fogo Zero terá como objetivo reforçar a cultura de prevenção aos incêndios florestais, com ações educativas, capacitações e medidas de proteção que fortalecem o patrimônio ambiental e produtivo do Estado.
Segundo Vanessa Bonfim, coordenadora do GT de Combate aos Incêndios da Reflore/MS, a aprovação da lei consolida um trabalho que já vem sendo construído coletivamente. “A inclusão da Campanha Fogo Zero no Calendário Oficial é um reconhecimento do esforço do setor florestal em mobilizar a sociedade contra os incêndios. Agora, teremos uma mobilização anual oficializada, que amplia o alcance das ações de prevenção, educação e conscientização, fortalecendo ainda mais a proteção das áreas de floresta e a segurança da população”, destacou.
O autor do projeto, deputado Pedrossian Neto, reforçou a importância da iniciativa para Mato Grosso do Sul. “É um projeto extremamente importante. Nosso Estado tem um patrimônio ambiental muito grande. Somos um Estado do agro, da produção e da agropecuária. O Estado precisa se conscientizar da necessidade de combater as queimadas e fazer um trabalho mais forte, envolvendo todos os agentes sociais, para que possamos evitar ao máximo esse problema. Essa campanha é para que a gente possa incluir essa ação no calendário oficial e mobilizar toda a sociedade”, afirmou.
Vanessa Bonfim e Pedrossian Neto.
Com a sanção da lei, Mato Grosso do Sul dará um passo a mais na consolidação de políticas públicas permanentes para a prevenção de incêndios florestais, reconhecendo a relevância do trabalho conjunto entre poder público, setor produtivo e sociedade civil.
O encontro recebeu um grupo seleto de convidados para conhecer as tecnologias que a Canopy e seus parceiros aplicam no levantamento de dados sobre a produtividade e a sanidade das plantações florestais
O terceiro evento presencial da Expedição Silvicultura ocorreu na segunda-feira (22.09), na cidade de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, e contou com o apoio da ABAF – Associação Baiana das Empresas de Base Florestal e da ASPEX – Associação dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da Bahia.
As palestras de Wilson Andrade, Diretor da ABAF, e Caio Zanardo, Diretor-presidente da Veracel Celulose, constituíram um dos momentos centrais do evento. Zanardo apresentou as ações da Veracel para o aumento da produtividade florestal da empresa.
Wilson Andrade, afirmou: “Sensacional. A expedição vai de fato avançar em tecnologias que nós precisamos, é a união do satélite, da tecnologia mais avançada com a realidade que a gente tem no campo. Isso está sendo conferido e ajustado para maior precisão das análises finais. Foi muito bom poder apresentar também os dados da ABAF para o Estado da Bahia e do Brasil e discutir e conversar com os companheiros. Mas eu fiquei impressionado com o nível de tecnologia que aqui foi mostrado. Acho que a Canopy com a Embrapa Florestas, com o Paulo Cardoso Comunicações e mais os patrocinadores desse evento vão fazer sucesso. Os resultados serão, por certo, muito positivos.”
Caio Zanardo, Diretor-presidente da Veracel, declarou: “Primeiramente, parabenizar a expedição, porque eu acho que está sendo um sucesso até então. A gente pela primeira vez vai conseguir ter um retrato do solo desse Brasil inteiro. Fiquei muito feliz de saber que vão rodar mais de 40.000 quilômetros e por enquanto foram só 5000 quilômetros rodados e já com muitas interações nessa expedição. Eu acredito que vai trazer um ótimo benchmark comparativo, um benchmark que a gente possa comparar os melhores manejos e retomar uma produtividade nacional e poder avançar e quiçá 10, 15, 20% a mais no futuro. Parabéns!”
Zanardo detalhou as ações da Veracel Celulose para aumentar a produtividade de suas florestas de eucalipto. Ele mencionou: “Nos últimos cinco anos nós tivemos incremento de mais de 30% aqui na produtividade da Veracel e eu abordei na minha palestra justamente o básico fenótipo igual genótipo mais ambiente. E por trazer um pouquinho do que nós estamos fazendo na genética da Veracel hoje, são mais de 3000 materiais genéticos sendo testados nesse momento, além de todo o trabalho da verótima de alocação clonal, e, também, na parte do fenótipo e do ambiente, toda a gestão que a gente tem do meio ambiente hoje, no ambiente de trabalho, mais o manejo sendo feito através das tecnologias aplicadas no setor hoje.”
A iniciativa é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions, Embrapa Florestas e Paulo Cardoso Comunicações.
O quarto evento presencial da Expedição Silvicultura vai acontecer na cidade de Lucas Do Rio Verde (MT), no dia 09 de outubro a partir das 08h. Na sequência serão em Três Lagoas no dia 16/10, Botucatu no dia 22/10, Curitiba no dia 27/10, Lages no dia 31/10 e termina em Porto Alegre no dia 07/11. Todos a partir das 13 horas.
Setor amplia produção e exportações enquanto enfrenta exigências ambientais e sociais
O Brasil é o maior exportador mundial de celulose, com aproximadamente 18 milhões de toneladas exportadas em 2023, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). A atividade gera cerca de 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos e representa mais de R$60 bilhões em exportações anuais. Essa relevância econômica, entretanto, vem acompanhada de cobranças crescentes por práticas que reduzam impactos ambientais relacionados ao uso intensivo de água, energia e recursos florestais.
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) aponta que a indústria enfrenta barreiras ligadas à modernização de maquinário, à necessidade de qualificação de mão de obra e ao cumprimento de certificações internacionais, como FSC e PEFC, que garantem rastreabilidade e manejo responsável das florestas plantadas. No plano regulatório, normas internacionais, como as ISSB IFRS S1 e S2, reforçam a exigência de relatórios climáticos mais detalhados para empresas de capital aberto, aumentando a pressão por transparência em toda a cadeia produtiva.
Para o engenheiro químico João Carlos Negrão, especialista em linhas de secagem e enfardamento de celulose, a crescente pressão regulatória e de mercado impõe às fábricas desafios cada vez mais tangíveis na rotina operacional percepção construída ao longo de mais de duas décadas de experiência no Brasil, Finlândia e Estados Unidos.
‘Cada vez mais, os clientes buscam que os grandes fornecedores apresentem soluções de produção que tragam real, seja de água, vapor ou energia – fatores que hoje influenciam diretamente nos custos operacionais e definem a competitividade no setor de celulose. Já existem inúmeras soluções de diferentes fornecedores que proporcionam esses benefícios’, explica.
As declarações do especialista se conectam a uma das principais preocupações do setor: o consumo de água. A produção de celulose é uma das atividades industriais mais intensivas nesse recurso, e iniciativas de eficiência hídrica passaram a ser centrais. ‘Equipamentos que trazem economia de água estão diretamente ligados à sustentabilidade e ao meio ambiente, já que a produção de papel e celulose demanda grande consumo de água. Como resultado, esses equipamentos proporcionam uma produção mais eficiente, medida em toneladas de papel por tonelada de água’, observa João.
Outro ponto destacado é a relação entre energia e vapor no processo produtivo. De acordo com Negrão, o aproveitamento integrado pode gerar ganhos de eficiência e aumentar a capacidade produtiva: ‘Energia e vapor andam lado a lado, pois o próprio vapor pode ser utilizado para gerar energia para a fábrica e, ao mesmo tempo, contribuir para o retorno de energia ao grid da planta. O aumento da eficiência no uso do vapor pode ainda gerar incremento de produção, por exemplo, quando a máquina tem capacidade de aumentar a velocidade para gerar maior produção.’
No aspecto social, a opinião do profissional é de que a indústria de celulose têm impacto direto em comunidades locais situadas em regiões de cultivo florestal e operação industrial.
‘A geração de empregos, programas de capacitação profissional, investimentos em saúde e segurança no trabalho e ações de responsabilidade social são pontos cada vez mais observados. Certificações internacionais, como FSC (Forest Stewardship Council) e PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification), não são apenas exigências técnicas, mas também instrumentos que assegurem que esse impacto social seja positivo, transparente e duradouro’, pontua.
Para João, que traz no currículo atuações nos mercados da América do Norte, Europa e China, com a relevância econômica e pressões ambientais globais em constante crescimento, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma meta e passou a ser uma condição essencial para a continuidade e competitividade da indústria de celulose. ‘Na Europa, o tema já ocupa posição central nas decisões estratégicas orientando regulações, investimentos e decisões de mercado. No Brasil o avanço é real, considerando os investimentos realizados nos últimos anos’, comenta.
O especialista destaca que, para se diferenciar, as empresas precisam enxergar a sustentabilidade não só como requisito do setor, mas como motor estratégico e verdadeiro valor de marca.
“Tarifaço” compromete exportações, gera demissões e pressiona economia regional; empresários pedem reação do Governo Federal
O setor de base florestal em Mato Grosso enfrenta um dos momentos mais delicados das últimas décadas em razão das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, conhecida como “tarifaço”, atingiu diretamente as exportações de madeira, sobretudo das indústrias que produzem pisos e decks de ipê, item de alta demanda no mercado norte-americano e com pouca saída em outros países.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Extremo Norte de Mato Grosso (Simenorte), Dioni Brezovsky Domiciano, o impacto foi imediato. Diversas empresas reduziram turnos, cortaram linhas de produção e já iniciaram processos de demissão.
“Há companhias que trabalhavam há anos exclusivamente nesse nicho e hoje estão à beira do colapso. Isso significa desemprego e um efeito cascata sobre toda a economia regional”, destacou o dirigente.
A dificuldade em redirecionar a produção de ipê para outros mercados intensifica a crise. Com os Estados Unidos absorvendo grande parte da madeira, o setor agora enfrenta estoques encalhados, queda nos preços e perda de competitividade.
“Ficamos praticamente engessados. Não conseguimos repassar o custo das tarifas ao consumidor e a viabilidade do negócio foi comprometida”, afirmou Dioni.
Sindicatos e federações já encaminharam um documento ao Governo Federal pedindo uma posição firme nas negociações internacionais. Apesar do cenário adverso, Dioni acredita que será preciso buscar alternativas para superar o momento.
“Precisamos ser otimistas. O desafio é testar novas espécies e encontrar mercados que possam absorver nossa produção. Mas, neste momento, quem paga a conta somos nós empresários e nossos trabalhadores”, concluiu.
Agora faltam apenas trâmites burocráticos para a assinatura do contrato, prevista para até dezembro
O Consórcio Caminhos da Celulose, liderado pela XP Investimentos, teve sua documentação considerada habilitada para assumir o contrato da chamada Rota da Celulose, conjunto de rodovias no leste de Mato Grosso do Sul que abrange trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e das rodovias federais BR-262 e BR-267. A Comissão Especial de Licitação se reuniu no dia 18 e conferiu os documentos apresentados no início de setembro.
Conforme ata publicada pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas), responsável por esta fase, o consórcio é formado pelas empresas XP Infra V Fundos de Investimentos e Participações, CDL Construtora, Laços Detetores Eletrônica, Conter Construções e Comércio S/A, Construtora Caiapó Ltda, Ética Construtora Ltda, Distribuidora Brasileira de Asfalto Ltda e Conster Construções e Terraplanagem Ltda. O grupo comprovou capacidade jurídica, trabalhista, fiscal, econômico-financeira e técnica, apresentando experiências anteriores, como a atuação na Rodovia BR-116/SP/PR – trecho São Paulo–Curitiba.
A convocação para a entrega da documentação havia sido publicada em 27 de agosto, após a desclassificação do Consórcio K&G Rota da Celulose por falta de atestado de qualificação técnica. Na ocasião, as empresas haviam apresentado a concessão da BR-393, a Rodovia do Aço, no Rio de Janeiro, cujo contrato teve a caducidade declarada pela União.
Com a aprovação dos documentos, o processo administrativo entra em fase de encerramento. Ainda cabe a possibilidade de impugnação da habilitação do consórcio. Após a publicação do resultado definitivo, haverá prazo de 60 dias para o cumprimento das obrigações prévias à assinatura do contrato.
O leilão – Realizado em 8 de maio, o leilão da Rota da Celulose contou com quatro concorrentes e terminou com a vitória do Consórcio K&G, formado pela K-Infra Concessões e Galápagos Participações. O grupo havia apresentado a melhor proposta financeira, com 9% de desconto sobre a tarifa máxima de pedágio e aporte de R$ 217,3 milhões.
A segunda melhor oferta foi justamente do Consórcio Caminhos da Celulose, com 8% de desconto e aporte de R$ 195,6 milhões. Também participaram da disputa as empresas Rotas do Brasil, que ofereceu 5% de desconto, e o BTG Pactual, com 4%.
O contrato – A concessão prevê 30 anos de gestão sobre 870 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul, com investimentos de R$ 6,9 bilhões, incluindo R$ 3,2 bilhões em custos operacionais. Estão previstas praças de pedágio em cidades estratégicas como Três Lagoas, Campo Grande, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina e Nova Alvorada do Sul.
As obras incluem 146 km de duplicações (sendo 115 km já previstos), 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível e 4 em desnível. Também estão programados 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² em obras de arte especiais. Após as intervenções, toda a malha passará a contar com acostamento.
No dia 25 de setembro, a Embrapa Florestas, em Colombo (PR), abre suas portas para celebrar o Dia da Árvore, comemorado em 21/09, em parceria com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A iniciativa deve reunir cerca de 150 crianças de escolas públicas, que terão a oportunidade de participar de atividades educativas e interativas ao longo de todo o dia.
Organizado em quatro estações temáticas, o evento vai proporcionar momentos de imersão em diferentes aspectos do meio ambiente e do setor florestal.
Na estação Erva-mate e Araucária, as crianças irão conhecer mais sobre espécies nativas que fazem parte da cultura, da história e da economia do Paraná. Já na estação Solo, os especialistas da Embrapa Florestas explicarão a importância da conservação e do manejo adequado para a saúde das florestas, além da relação do solo e das florestas com as mudanças climáticas.
Na estação Florestas Plantadas, representantes da APRE Florestas apresentarão o papel do setor na economia e como o manejo sustentável garante benefícios ambientais e sociais. Além disso, a APRE Florestas e o Laboratório de Produtos Florestais da UFPR também vão abordar a presença da floresta e seus produtos no cotidiano das crianças, ressaltando a importância da escolha consciente.
Na estação Insetos Florestais, por sua vez, o objetivo é explicar a biodiversidade e a função dos insetos no equilíbrio dos ecossistemas, bem como estratégias de controle biológico quando alguns insetos se tornam pragas. Cada grupo deve passar cerca de 20 minutos em cada estação, com linguagem adaptada para a faixa etária dos alunos, garantindo um aprendizado dinâmico e acessível.
Educação ambiental na infância
De acordo com os organizadores, a ação tem como objetivo despertar nas crianças a consciência ambiental, a sustentabilidade e o entendimento sobre o equilíbrio entre conservação e produção. Para Edina Moresco, chefe adjunta de Transferência de Tecnologias da Embrapa Florestas, trabalhar esse tema com as crianças é uma grande oportunidade para formar futuros adultos mais conscientes do papel central das árvores nos diferentes processos de produção sustentável. “As árvores são muitas e com várias aplicações, madeira, celulose, ornamentais, urbanas, entre outras. Queremos mostrar um pouco disso tudo e, quem sabe, fazer parte da memória de infância destas crianças, além de despertar nelas essa consciência”, afirma.
O presidente da APRE Florestas, Fabio Brun, destaca o impacto positivo da iniciativa. “É fundamental aproximar as crianças da natureza e mostrar, de forma prática, como o setor florestal está presente no nosso dia a dia. Quando a educação ambiental começa cedo, criamos uma geração mais consciente, que entende a importância das árvores para o futuro do planeta”.
Um futuro mais sustentável
A celebração do Dia da Árvore é mais do que um mero passeio escolar. É uma experiência didática e lúdica, na qual os alunos têm contato direto com a ciência, a cultura e o meio ambiente. Para a Embrapa Florestas e a APRE, a expectativa é de que iniciativas como esta multipliquem conhecimentos e formem cidadãos engajados na construção de um futuro sustentável.
Serviço Evento Dia da Árvore Data: 25/09 Horário: 8h30 às 16h Local: Embrapa Florestas (Estrada da Ribeira, Km 111 – Parque Monte Castelo, Colombo) Organização: Embrapa Florestas, APRE Florestas e UFPR
Estudos de caso sobre sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta ( ILPF ) e agroflorestais ( SAFs ) no Cerrado e na Amazônia mostram ganhos em produtividade, segurança alimentar, conservação ambiental e resiliência climática, além de gerar empregos e renda. Com base nesses levantamentos, pesquisadores da Embrapa elaboraram, em parceria com o Banco Mundial , uma visão geral que reúne as evidências econômicas e traz recomendações para superar barreiras e ampliar a adoção de sistemas de produção sustentáveis.
“As informações sobre o desempenho econômico de sistemas integrados de produção na Amazônia e no Cerrado servirão de subsídio para as políticas do Banco Mundial. Além disso, podem contribuir para inserir esses sistemas nas políticas nacionais de crédito, como o Plano Safra da Agricultura Familiar . O documento evidencia ainda que, principalmente na Amazônia, existe uma necessidade de ampliá-los”, declara o pesquisador da Embrapa Acre (AC) Judson Valentim .
Para o economista agrícola sênior do Banco Mundial em Brasília, Leonardo Bichara Rocha, o trabalho traz evidências importantes para orientar políticas públicas e instrumentos financeiros que promovam o uso mais inclusivo, intensivo e ambientalmente sustentável da terra. “O estudo é inovador ao mostrar que, além dos benefícios ambientais e agronômicos, os sistemas de ILPF e os SAFs trazem maiores retornos econômicos e financeiros ao agricultor e ao pecuarista, em comparação aos sistemas tradicionais. Foi um passo importante no novo marco de colaboração do Banco Mundial com a Embrapa, assinado em 2024”, conclui.
Os sistemas de ILPF integram diversas atividades produtivas – agrícola, pecuária e florestal – numa mesma área por meio de sucessões, consórcios ou rotações de culturas, envolvem a sinergia entre os componentes do agroecossistema, o que permite maior produtividade, intensificação do uso da terra e redução da necessidade de abertura de novas áreas, entre outros benefícios.
Já os SAFs ( foto à esquerda ) se adequam à agricultura familiar pelo menor nível de mecanização e uso de mão de obra intensiva. Eles associaram, na mesma área e em determinados períodos, espécies perenes (como árvores frutíferas ou madeireiras), cultivos semiperenes (como banana, abacaxi, mandioca e algumas espécies de forrageiras) e plantios de ciclo curto, como grãos.
Segundo Valentim, os dados atualmente disponíveis são limitados, considerando a diversidade ambiental, social e econômica da Amazônia, que corresponde a 60% do território nacional. “Conseguimos avaliar cinco sistemas que possuíam dados sistematizados, e isso foi importante porque organizamos as informações sobre o que existe e as lacunas para a pesquisa agropecuária”, afirma.
Análises econômicas abrangem diferentes municípios dos dois biomas
A síntese mostra os resultados da análise econômica comparativa entre um sistema de ILPF (ILPF-A), em Nova Canaã do Norte (MT), na Amazônia Legal; outro (ILPF-C), em Nova Xavantina (MT), região do Cerrado; e as duas estratégias de uso da terra mais representativas em Mato Grosso: um sistema de trabalho em grande escala e outro de pecuária extensiva. Também são apresentados resultados econômicos de quatro modelos de SAFs com diferentes estratégias de diversificação de cultivos no bioma amazônico, sendo dois ( BR SAF RO 1 e BR SAF RO 2 ) em Nova Califórnia, distrito de Porto Velho (RO), no Projeto RECA e dois (SAF 3 e SAF 4) em Tomé-Açu (PA), operações no Projeto Tipitamba ( veja infográfico abaixo ).
“São estudos de caso representativos de sistemas ILPF, ILP (Integração laboral e pecuária) e SAFs, que comprovam seu potencial de adoção por agricultores de pequeno, médio e grande porte nos dois biomas”, complementa o pesquisador Júlio César dos Reis , da Embrapa Cerrados (DF), responsável pelo trabalho. Além dele e de Valentim, também participaram, pela Embrapa, os pesquisadores: Mariana de Aragão Pereira , da Embrapa Gado de Corte (MS), e Flávio Wruck , da Embrapa Agrossilvipastoril (MT).
ILPF apresenta melhor desempenho econômico no Cerrado e na Amazônia
Os sistemas de ILPF tiveram desempenho econômico mais econômico ( tabela 1 ). O lucro bruto foi maior no ILPF-C, sendo 8% maior que o da fazenda de trabalho e mais que o dobro da fazenda de pecuária, devido, segundo os pesquisadores, ao elevado rendimento do componente florestal associado à estratégia de comercialização de gado, aproveitando a vantagem logística fornecida pela localização da fazenda, próxima à divisa com Goiás. Já o alto custo de produção do sistema ILPF-A e a demanda limitada por madeira na região reduziram o lucro bruto. Ainda assim, as taxas de retorno interno e o retorno sobre o investimento foram superiores às fazendas de agricultura e de pecuária extensiva ( tabela 2 ).
Os indicadores de previsão econômica mostram que o sistema ILPF-C é o mais atraente financeiramente, apresentando um Valor Presente Líquido Anual (VPLA) 13 vezes maior que o da fazenda de trabalho e 41 vezes maior que o da fazenda de pecuária, além do maior índice de lucratividade – 1,36 ou 36 centavos de lucro para cada dólar investido. A fazenda de trabalho, apesar do investimento inicial semelhante ao do sistema ILPF-C, apresentou retorno 35% inferior e índice de lucratividade de 1,03 devido a riscos econômicos e de mercado, mesmo em projetos projetados de preços. Por outro lado, o sistema de pecuária extensivo gerou apenas dois centavos de lucro para cada dólar aportado, sendo o menos lucrativo.
“Os resultados demonstram que os sistemas de ILPF são mais resilientes, controlados pelos custos unitários de produção, promovem o uso mais eficiente dos recursos ambientais e podem contribuir para políticas de redução do desmatamento. O componente agrícola tem menor dependência de insumos externos e a produtividade animal é superior devido à melhor qualidade das pastagens”, comenta Reis.
Foto: Ronaldo Rosa (SAF)
SAFs com cultivos de maior valor agregado são mais rentáveis
Valentim explica que nos anos iniciais dos SAFs o gasto é maior devido ao uso de insumos, mão de obra e equipamentos para o estabelecimento das culturas, além da menor diversificação dos produtos comercializados. “Para um SAF se manter rentável ao longo dos anos, é preciso considerar o tempo para cada componente produzido, bem como possibilitar uma safra de ciclo rápido, de baixo custo e que mantenha um fluxo de caixa positivo”, afirma, acrescentando que o período de análise econômica precisa ser longo para que as receitas das espécies principais, geralmente florestais nativas, sejam consideradas – como ocorre com as avaliações dos SAFs BR SAF RO 01 (15 anos), BR SAF RO 02 (20 anos) e SAFs 3 e 4 (30 anos).
No SAF BR RO 1, as vendas de milho, arroz, mandioca e feijão garantem as receitas nos primeiros anos, papel fortalecendo as sementes de pupunha e os frutos do cupuaçu a partir do quarto ano. No SAF BR RO 2, a banana respondeu por 60% da receita do sistema nos três primeiros anos, sendo sucedida pelo palmito de pupunha, que predominou a partir do quarto ano e foi substituída pela andiroba e pela pupunha para sementes ao longo dos anos seguintes. A pimenta-do-reino foi a principal geradora de receita nos anos iniciais dos SAFs 3 e 4, com a diversificação ocorrida a partir do quinto ano com as vendas de cupuaçu (receita principal), açaí e madeira de paricá no SAF 3; de amêndoas de cacau a partir do sétimo ano e, principalmente, do açaí a partir do oitavo ano no SAF 4.
Os quatro sistemas foram capazes de cobrir os custos de produção nos períodos avaliados. Os SAFs 3 e 4 obtiveram os maiores lucros (tabela 3) devido aos custos de produção inferiores e à venda de produtos de maior valor agregado, como o açaí e o cacau.
De acordo com os índices de soluções econômicas para um período de 15 anos (veja tabela 4), o BR SAF RO 1 obteve lucro anual de US$ 1.720,49/ha e retorno de US$ 2,50 para cada dólar investido. Apesar do investimento inicial 1,8 vez maior, o BR SAF RO 2 obteve lucro 60% inferior, mas ainda se apresentou competitivo, com retorno de US$ 1,75 por dólar gasto. O SAF 3, com US$ 636,11/ha de investimento inicial, retornou US$ 5,60 para cada dólar investido, enquanto no SAF 4 o investimento foi de US$ 1.819,24/ha, retornando US$ 9,20 por dólar gasto, devido à venda do açaí e da amêndoa do cacau.
Para Valentim, os resultados demonstram que as políticas de financiamento, principalmente para os SAFs, devem prever um tempo de carência mais longo. “Estimamos em seis anos o retorno positivo para que os produtores consigam pagar os financiamentos. Os SAFs são um instrumento importante de diversificação dos sistemas produtivos e de aumento da resiliência frente às mudanças climáticas porque, se em um ano, uma lavoura apresenta um preço ruim, há um segundo produto que pode ter um preço melhor. Isso aumenta a resiliência do produtor, que não vai depender de apenas um produto”, explica, concluindo que o estudo é uma base importante para a implementação de políticas públicas de crédito rural, sobretudo para a produção familiar na Amazônia.
Barreiras e lacunas de conhecimento precisam ser superadas para ampliação adoção
A área ocupada com sistemas de ILPF no País, em 2017, era de 17 milhões de hectares, o que representa 7% de toda a área ocupada pela agropecuária, de acordo com dados da Rede ILPF . No documento, os pesquisadores elencaram uma série de barreiras financeiras, ambientais, sociais e técnicas e de infraestrutura e de mercado para a adoção dos sistemas de ILPF e dos SAFs na Amazônia e no Cerrado, além das políticas públicas e dos incentivos existentes, com sugestões de melhorias para a expansão dessas práticas sustentáveis. Eles também apontam lacunas no conhecimento relacionado à avaliação econômica dos sistemas.
Entre as barreiras financeiras, estão as políticas de crédito, que não estão alinhadas à dinâmica de fluxo de caixa dos sistemas de produção sustentáveis, pois focam em resultados anuais. Apesar do Plano Safra e do Plano ABC oferecerem empréstimos a juros baixos para investimentos em diversificação produtiva, são sugeridos ajustes para que os mecanismos de crédito considerem resultados econômicos, sociais e ambientais de longo prazo.
A falta de regulamentação da Lei 14.119/2021 , que institui a Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais, é uma das barreiras ambientais. Mesmo com o novo Código Florestal, os pesquisadores ressaltam a necessidade de fortalecer o investimento público em pesquisa para desenvolver indicadores e análises que sirvam de referência para políticas ambientais, além da priorização da criação do Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais e do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa.
A falta de assistência técnica e a disponibilidade limitada de mão de obra comprometida para tarefas complexas dos sistemas de ILPF e SAFs são as principais barreiras quanto aos aspectos sociais e técnicos. Apesar das pesquisas e iniciativas de extensão rural reforçadas pelo governo federal, bem como das unidades demonstrativas para produtores, sugere-se o fortalecimento do vínculo entre o acesso ao crédito e a prestação de assistência técnica especializada, além da ampliação dos recursos humanos e financeiros da Agência Nacional de Extensão Rural ( Anater ) e da implementação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural.
Foto: Ronaldo Rosa (SAF)
Como principal barreira de infraestrutura e mercado, é apontada a ausência de infraestrutura agrícola em regiões mais distantes das áreas consolidadas de produção de soja e milho no Cerrado. São investimentos sugeridos especialmente em ferrovias e hidrovias para potencializar a competitividade e a abertura de novos mercados.
Diversos fatores são planejados para explicar a escassez de conhecimento para as análises econômico-financeiras de sistemas sustentáveis na Amazônia e no Cerrado. Entre eles, a dificuldade de coleta de informações econômicas em estudos de campo; a dependência, em muitos estudos, de experimentos controlados ou estudos de caso em fazendas, o que restringe a extrapolação de dados; uma grande variabilidade nas abordagens metodológicas; e, diante da disponibilidade limitada de dados, a tendência de avaliação dos componentes dos sistemas isoladamente, sendo que a característica fundamental da ILPF e dos SAFs são as interações sinérgicas entre eles.
“Ao apontar não apenas o potencial como também barreiras para a adoção e lacunas de conhecimento sobre os sistemas de ILPF e os SAFs, esperamos que esta síntese possa estimular uma agenda de pesquisa que leve à construção de um banco de dados econômico, social e ambiental robusto sobre esses sistemas no Brasil”, conclui Reis.
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), autorizou investimento de R$ 26,89 milhões na implantação e pavimentação de dois acessos na rodovia MS-377, trecho que liga Três Lagoas a Inocência, na região leste do Estado. Conhecida como Vale da Celulose, a área se consolida como um dos mais novos polos industriais do país.
A obra tem como principal objetivo dar suporte logístico ao avanço do Projeto Sucuriú, da Arauco do Brasil, considerado um dos maiores investimentos privados em andamento no Brasil. O cronograma prevê execução e conclusão em até 360 dias a partir da emissão da ordem de serviço.
Infraestrutura alinhada à nova geografia econômica
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que a obra integra um plano estratégico de expansão da malha viária regional, pensado para atender às demandas crescentes do setor produtivo.
“A pavimentação desses acessos à planta da Arauco representa mais do que infraestrutura: ela traduz nossa política de antecipação às demandas do setor produtivo. Estamos estruturando corredores logísticos para garantir que grandes investimentos, como o do Projeto Sucuriú, operem com eficiência desde o primeiro dia”, afirmou.
Alcântara também ressaltou que os acessos foram projetados com interseções modernas, priorizando segurança viária e previsibilidade operacional.
Detalhes técnicos dos acessos
O projeto contempla a construção de dois acessos distintos para a planta industrial:
Acesso principal (km 94): construído em dois níveis, com interconexão do tipo “trombeta”, modelo comum em rodovias de alto fluxo. Inclui faixas de desaceleração e aceleração, garantindo segurança para carretas e composições de carga.
Acesso secundário (km 97): segue o modelo de rótula alongada, que melhora a fluidez do tráfego na própria MS-377.
A combinação desses dispositivos permitirá maior eficiência logística, redução de gargalos e diminuição dos riscos de acidentes, beneficiando trabalhadores, fornecedores e a comunidade local.
Projeto Sucuriú: megainvestimento em celulose
O Projeto Sucuriú, da Arauco do Brasil, envolve aporte estimado em US$ 4,6 bilhões. A unidade terá capacidade inicial de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com possibilidade de expansão futura.
A planta deve gerar 14 mil empregos no pico das obras e aproximadamente 6 mil postos de trabalho permanentes após o início da operação. Localizada em Inocência, a unidade conecta áreas de plantio de eucalipto ao sistema rodoviário estadual e aos corredores de exportação pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).
Impacto regional e projeção para 2026
O investimento faz parte da estratégia do Governo do Estado de consolidar o Vale da Celulose como polo competitivo da cadeia florestal brasileira. A pavimentação com soluções técnicas diferenciadas atende diretamente às necessidades de operações industriais de larga escala.
Com entrega prevista para 2026, os novos acessos serão fundamentais para ampliar a capacidade de escoamento da produção, atrair novos investimentos e fortalecer toda a cadeia produtiva florestal do Estado.