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Empresários de Mato Grosso vão à China tentar ampliar exportações de madeira para mercados globais

Com foco no fomento e ampliação de negócios, empresários do setor de base florestal de Mato Grosso irão participar nos dias 21 e 22 deste mês do Fórum Global da Madeira, em Macau, na China. O presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Ednei Blasius, lidera a comitiva empresarial.

Antes de embarcar para o país asiático, Blasius participou de reunião com a equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Durante o encontro, realizado ontem, em Brasília, o presidente do Cipem destacou o processo de produção sustentável de madeira rastreada por meio do manejo florestal. Apresentou um catálogo de 13 indústrias mato-grossenses aptas à exportação de produtos florestais, adequadas às normas e legislações e com potencial de atender a demanda consumidora da China.

Blasius também esteve reunido com a ministra e conselheira Econômica e Comercial da Embaixada da China no Brasil, Shao Yingjun para apresentar e debater propostas de parceria visando a promoção comercial da madeira mato-grossense. Na sequência, o presidente do Cipem também participou de reunião com o diretor da Divisão Comercial da Índia, Suraj Jadhav. Na ocasião, falou sobre o potencial produtivo de madeira e tratou das condições para inserção dos produtos florestais de Mato Grosso naquele país.

Novas missões de negócios dos empresários de base florestal estão programadas para ocorrer em 2024 com destino à China e à Índia. “Faz parte do planejamento estratégico do Cipem aumentar as exportações de madeira para estes dois países asiáticos, uma vez que Mato Grosso tem variedade, qualidade, volume e boa procedência de produtos florestais para suprir a demanda consumidora internacional”, destaca Blasius. “A China está muito interessada em nossos produtos e irá nos ajudar a organizar uma nova missão no ano que vem”, conclui.

No próximo ano, empresários do setor de base florestal de Mato Grosso também participam de feira de negócios em Nantes, na França, além da 10ª edição da Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira (ForMóbile), de 2 a 5 de julho, em São Paulo.

Quase metade do total de municípios de Mato Grosso possuem indústrias do setor de base florestal. Ao todo, são 66 cidades ou 46,8% dos 141 municípios mato-grossenses com empresas do ramo, destacando-se a produção de tora, especialmente nos municípios de Colniza e Aripuanã, que lideram com participação de 0,6% e 18%, respectivamente, na produção estadual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste ano, as vendas de madeira mato-grossense para outros países movimentaram US$ 70,9 milhões. Comparado com os demais estados exportadores brasileiros, Mato Grosso ocupa o 4º lugar no ranking nacional, ao embarcar 68.677 toneladas do produto florestal para o exterior, de janeiro a setembro de 2023. No contexto global, China e Índia se destacam como importantes consumidores de produtos madeireiros, extraídos de áreas com projeto de manejo florestal sustentável. Neste ano, até setembro, a Índia adquiriu 38.101 toneladas de madeira de Mato Grosso pelo montante de US$ 20,5 milhões e a China importou 8.964 toneladas do produto ao valor total de US$ 6,8 milhões, conforme estatísticas do sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Neste mesmo intervalo, o Brasil direcionou 6 milhões de toneladas de madeira para o exterior e que resultaram em US$ 3 bilhões faturados. À frente de Mato Grosso, os maiores saldos de exportação de produtos florestais em 2023 são atribuídos a Santa Catarina (US$ 1 bilhão), Rio Grande do Sul (R$ 436,7 milhões) e Pará (US$ 177,1 milhões), incluindo madeira nativa e de florestas plantadas em todos os estados.

Outra dado importante apontado pelo presidente é sobre o volume de exportação para a Índia ser basicamente de madeira de reflorestamento, da espécie Teca. “Precisamos inserir nesse volume madeiras nativas, de origem de Manejo Florestal Sustentável”, defendeu Blasius.

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Bahia sai na frente em meta de sustentabilidade da Bracell

Empresa quer igualar área de preservação à destinada a produzir celulose

Se adiantou

A operação da Bracell na Bahia é a que está mais próxima de alcançar a meta de um hectare conservado para cada um dos outros em que a empresa planta eucalipto. O um para um é uma das metas que foi apresentada pela fabricante de celulose no seu plano Bracell 2030 – que reúne uma série de metas ligadas à sustentabilidade. O objetivo é alcançar o um para um nos estados da Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul até 2025. “Cada região tem a sua realidade, tem algumas metas onde algumas regiões estão mais avançadas do que outras. Por exemplo, no caso do um para um, a Bahia está muito próxima já de chegar a 100%”, explica Marcio Napo, vice-presidente de sustentabilidade e comunicação corporativa da Bracell. Segundo ele, posteriormente a empresa deverá especificar que contribuição espera de cada operação.

Impacto econômico

Presente ao evento em que a Bracell apresentou o seu plano de sustentabilidade, Paulo Hartung, presidente da Ibá – Indústria Brasileira de Árvores, destacou a relevância socioeconômica do setor florestal para o país. “Nosso setor é destaque em termos de investimento, nossa carteira passa ddos R$ 28 bilhões até 2028”, destacou, lembrando ainda que os empregos mantidos passam de 2,6 milhões. “O setor planta, colhe e replanta em 9,6 milhões de hectares e conserva 6,6 milhões de hectares, que é quase o estado do Rio de Janeiro”, compara. Hartung destacou ainda o ganho de produtividade das florestas plantadas no país, que passaram de uma média de 10 toneladas produzidas por hectare, para 36 toneladas. “Isso não se deve às condições naturais, mas a muita tecnologia e investimentos, feitos pelas empresas do setor”, destacou.

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Escolha segura

A busca por seguro de vida na Bahia cresceu 6,1% na Bahia entre janeiro e julho de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). A facilidade da contratação por meio de ferramentas digitais e dos valores, já que há planos a partir de mensalidades de R$ 12,00, explicam o crescimento, que representa uma movimentação de R$ 424,4 milhões no estado. Janaína Leal, diretora do Sindicato das Seguradoras da Bahia, Sergipe e Tocantins (Sindseg BA/SE/TO), explica que o crescimento se deu em diferentes faixas econômicas, ganhando mais espaço entre os mais jovens e as mulheres.

Voo para Boipeba

A Fazenda Pontal, em Boipeba-BA, um dos principais destinos turísticos do estado, receberá voos da Abaeté Linhas Aéreas em sua pista de pouso particular, a partir de 14 de dezembro. A operação aérea será realizada, inicialmente, duas vezes por semana, com partidas de Salvador e Barra Grande. A venda das passagens já está disponível no site da Abaeté Linhas Aéreas. Além de uma pista de pouso totalmente estruturada para voos de grande porte e noturnos, a Fazenda Pontal dispõe de um píer com dois catamarãs, que atenderão aos traslados de quem pousar na fazenda para Boipeba.

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ACR completa 48 anos de fundação

Neste dia 03 de novembro de 2023, a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), está completando 48 anos de fundação. Ao longo do tempo, diversas linhas de atuação direcionaram os esforços da associação, sempre buscando o melhor para as empresas e profissionais que atuam no setor catarinense de árvores plantadas.

Desde a primeira gestão, 12 profissionais passaram pela presidência da associação. Para o atual presidente, Jose Mario Ferreira, o cenário de agora é desafiador e a representatividade é fundamental para a defesa do setor. “A ACR conta hoje com 45 associados. As principais demandas da nossa associação são relativas às partes legislativa e política. O ambiente se encontra extremamente desafiador para o nosso setor. Isto requer da associação uma representatividade cada vez maior. Nós conquistamos isto recentemente através da criação da Frente Parlamentar da Silvicultura, dentro da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. E estamos constantemente discutindo nossa representatividade em Brasília, em nível federal”, explica o presidente.   

Alex Wellington dos Santos que presidiu a ACR entre 2019 e 2022, teve a missão de liderar a associação durante o período mais difícil que o mundo passou nos tempos atuais: a pandemia de Covid 19. “Tive inúmeras situações vivenciadas nesta instituição, muito respeitada em âmbito nacional e do agronegócio. Tivemos a experiência de passar por uma pandemia, que nos forçou outro formato de vivência e de trabalho. E geramos expectativas com um dos maiores crescimentos do setor, de forma exponencial, devido à dificuldade das pessoas em transitar e havendo a necessidade de receber produtos em embalagens de madeira e de papel.”

Para o ex-presidente, a associação é formada por profissionais dedicados à profissão. “A ACR tem este formato e é formada não só por empresas, mas também por amigos que trabalham com o que gostam e procuram administrar as florestas de Santa Catarina como um negócio de respeito.”   

O atual presidente, Jose Mario Ferreira, conclui destacando a importância do associativismo para manter o setor forte e atuante. “Eu gostaria de destacar a importância do associativismo. Como diz o ditado: a união faz a força! E nos momentos como os atuais, a nossa associação tem um papel muito importante. Temos troca de conhecimento, cooperação e principalmente a solução de conflitos e conquistas de objetivos comuns, a um custo extremamente baixo e sem exposição de cada associado”, finaliza Jose Mario.    

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Suzano reforça relevância da celulose de fibra curta

Executivos da companhia destacaram as oportunidades do mercado durante o Suzano Investor Day

Durante o Suzano Investor Day, promovido pela Suzano hoje, 27/10, o time de alta gestão da companhia destacou a mensagem que o futuro do setor está na celulose de fibra curta, enfatizando a assertividade na diversificação de seus negócios a partir da matéria-prima para os resultados obtidos que moldaram a estrutura atual da empresa.

Atuando nos vários segmentos e, agora, com maior ênfase no mercado de bens de consumo, os executivos apontaram ainda para o ganho de competitividade a partir do fechamento de plantas de fibra longa ao redor do globo, com a saída de 1,4 milhão de toneladas do mercado, além de outras plantas de celulose que estão inativas, totalizando cerca de 3 milhões de toneladas fora do mercado.

Além das condições vantajosas das plantações de eucalipto frente às demais fibras, a fibra curta tem demonstrado propriedade superior para produtos com celulose fluff, por exemplo.

E é saindo de uma produção de 100 mil toneladas atuais de celulose fluff, que a empresa anunciou seu fortalecimento nesse mercado, onde a empresa destinará R$ 490 milhões para ampliar a oferta, elevando a capacidade nominal de produção para 440 mil toneladas por ano. O investimento será feito na Unidade Limeira (SP), a partir da conversão de uma máquina na unidade, para uma produção híbrida.

Schalka observou que, embora o volume atual seja modesto para uma empresa do porte da Suzano, ele é “escalável”, pontuando que a celulose de eucalipto tem potencial para aumentar sua participação de mercado para 30% a 40%, apesar de um mercado tradicionalmente abastecido pela fibra longa de pinus.

Leonardo Grimaldi, diretor comercial de celulose e de gestão e gente da Suzano, demonstrou a dinâmica do mercado sinalizando essa oportunidade. Ele afirmou que o mercado global de celulose fluff tem a possibilidade de alcançar 7,8 milhões de toneladas até 2027, representando um crescimento anual de 4,2% em relação aos 6,4 milhões de toneladas registrados em 2022. “Além disso, o mercado conta com apenas três fornecedores, localizados na América do Norte, que atendem cerca de 80% do mercado global e 48% da demanda concentrada na Ásia”, enfatizou.

Para o presidente da companhia, a competitividade da Suzano na produção de papéis sanitários e de celulose fluff e o crescimento desses mercados no longo prazo, fruto da mudança nos hábitos de consumo, fundamentam a estratégia de fortalecimento da presença da companhia nesses segmentos. “Somos líderes no mercado brasileiro de papéis higiênicos e pioneiros na produção de celulose fluff a partir do eucalipto, por isso precisamos estar sempre prontos para atender nossos clientes”, afirmou Schalka.

A fala faz referência ao anúncio do investimento total de R$ 1,66 bilhão, quando serão investidos, além da ampliação da oferta de celulose fluff, mais R$ 650 milhões na construção de uma fábrica de papel tissue a ser instalada no município de Aracruz-ES, com produção de 60 mil toneladas por ano e outros R$ 520 milhões na substituição de uma caldeira de biomassa.

A questão da madeira para a Suzano

Até 2024, a Suzano planeja alcançar 1,7 milhões de hectares de eucalipto plantados, conforme o diretor florestal, logística e suprimentos da Suzano, Carlos Aníbal. Trata-se de um adicional de 300 mil hectares para a companhia.

Para enfrentar a pressão dos custos, pensando em dirimir o impacto da alta de preços da madeira, que representa um etapa do processo responsável por mais de 40% do custo total de produção, Aníbal informou que a companhia tem investido na aquisição de terras e, com isso, buscando reduzir os intermediários no processo.

A companhia trabalha também para diminuir o raio médio de suas florestas às plantas, tendo como referencial o projeto Cerrado, que terá a distância de apenas 65 km, entre elas. A meta é alcançar para as demais unidades o raio médio de 150 km.

Schalka afirmou que indicadores como inflação, custos de preços e preços da madeira são cruciais para determinar o desempenho das empresas do setor, mas, neste caso, a companhia garante seu abastecimento para os projetos anunciados.

Resultados do 3T23

O período foi beneficiado por nova queda do custo caixa de produção para R$ 861 por tonelada, em meio a um cenário ainda marcado pelos menores preços da celulose no mercado global. Com isso, reportou EBITDA ajustado de R$ 3,7 bilhões e geração de caixa operacional de R$ 1,9 bilhão. A comercialização de celulose totalizou 2,5 milhões de toneladas e as vendas de papéis atingiram 331 mil toneladas. A receita líquida do período somou R$ 8,9 bilhões e, por fim, a companhia registrou resultado líquido negativo de R$ 729 milhões, em decorrência do efeito da desvalorização cambial que impactou a parcela da dívida em dólar e derivativos.

“Mesmo em um cenário adverso, performamos muito bem. A operação e os custos fixos foram menores, onde concentramos um dos maiores CAPEX da nossa história. Estamos preparados para o futuro, que será muito melhor para o novo ciclo de investimentos. No setor de bens de consumo, reafirmamos nossa posição e, surpreendentemente, o segmento de imprimir e escrever está indo bem, assim como a celulose fluff, contradizendo as tendências. Trabalharemos ainda mais a operação e a alocação de capital no futuro. Além disso, estamos focados em atrair, desenvolver e reter pessoas, investindo na cultura da nossa organização”, disse o presidente da Suzano, ao resumir o desempenho e perspectivas para a trajetória da empresa.

Sobre a retomada dos preços do mercado, Schalka disse que o cenário é favorável para a companhia, uma vez que os estoques estão baixos na Europa e já reduziram na China, indicando que não vê influência para a companhia de algum fator geopolítico interferindo no curto prazo.

Grimaldi afirmou durante sua apresentação que a companhia tem observado as encomendas de papel se recuperando na Europa e na China. “Essa, inclusive, tem divulgado dois dígitos de crescimento sobre um ano antes em produção de papel”, afirmou.

Isso favorece, inclusive, a entrada do Projeto Cerrado, em Ribas do Rio Pardo, que teve seu startup adiantado e permitirá à companhia disponibilizar 700 mil toneladas de celulose ainda no quarto trimestre do próximo ano.

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Fomento, Difusão, Crédito e Capacitação na ILPF

Em sua 45ª edição, a Live ILPF da próxima semana vai abordar o tema Fomento, Difusão, Crédito e Capacitação na ILPF, que desempenha um trabalho de suma importância para a divulgação e expansão dos modelos. Para isso, vale-se de ações conjugadas para implantação da ILPF, por meio de palestras, cursos, workshops, seminários, dias de campo, Caravana ILPF e apoio a outros eventos. Todas realizadas com suporte técnico da Embrapa e apoio financeiro das parcerias público-privadas. A live acontece no dia 8 de novembro, a partir das 19h.

De acordo com Ronaldo Trecenti, engenheiro agrônomo, professor, consultor e moderador do evento, a proposta deste encontro é apresentar os desafios, os resultados obtidos e as perspectivas na implementação dos Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, pela Rede ILPF, composta por Embrapa, Bradesco, Cocamar, John Deere, Minerva Foods, Soesp, Suzano, Syngenta, Timac Agro, pela Secretaria de Agricultura de São Paulo e pela Credicitrus.

Destaques da Live ILPF 45:

  • Isabel Ferreira – Advogada e internacionalista, doutoranda e mestre em Direito Internacional Econômico pela Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne, foi advogada junto ao Ministério das Relações Exteriores e membro da Rede Brasileira de Clima, atual Diretora Executiva da Rede ILPF; 
  • Francisco Matturro – Empresário do Agro, Fundador e Presidente da Agrishow, ex-presidente da CSMIA-ABIMAQ, ex-secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Pres. do Conselho de Adm. da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio – FUNDEPAG e do LIDE Agronegócios; 
  • Walmir Fernandes Segatto – Engenheiro agrônomo, MBA em Gestão Estratégica de Negócios e Administração e em Marketing, ex-superintendente de Agronegócios do Banco Santander, CEO da Sicoob Credicitrus, Bebedouro, SP.

 Ao final, haverá abertura para perguntas, respostas e debates, com duração de 30 minutos. Para assistir, acesse o link www.youtube.com/@ronaldotrecenti270. O projeto Live ILPF é uma iniciativa do próprio Trecenti e conta com o apoio da FEBRAPDP. Não perca a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre agricultura sustentável com informações de qualidade e profissionais de alto nível.

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Brasil pode ficar sem madeira para construção civil, alerta estudo

Cultivos florestais implantados, em grande parte, com incentivos fiscais existentes até a década de 1980 têm sido intensamente pressionados pelo aumento da demanda para a produção de celulose e geração de energia

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) alerta que o Brasil pode estar a caminho de um “apagão florestal” nos próximos anos, o que poderá comprometer o desempenho do setor e forçar a substituição por materiais mais poluentes e com maior pegada de carbono, como o concreto. O país seguiria em uma direção contrária à tendência mundial de maior uso da madeira para a implantação de cidades mais sustentáveis. O alerta ocorre após a realização de um estudo sobre o papel das florestas plantadas para suprir madeira sólida à construção civil.

O estudo é um esforço inicial para compreender as oportunidades e os gargalos da produção de madeira sólida a partir de florestas plantadas e os possíveis cenários futuros para a construção civil.  Madeira sólida é o termo usado na construção civil para se referir a um tipo de produto composto inteiramente por material lenhoso, sem ser misturado a outros insumos. É utilizada em diversas aplicações, incluindo estruturas, revestimentos, pisos e móveis.

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Briga de 5 anos por fábrica de celulose em Três Lagoas está perto do fim

Classificada inclusive como a “maior briga societária do Brasil”, a disputa pela fábrica Eldorado Brasil Celulose de Três Lagoas – travada há cinco anos entre J&F Investimentos e Paper Excellence – está prestes a chegar ao fim já que o negócio foi descrito como irregular e deve ser anulado.

Durante audiência na 1ª Vara Federal de Três Lagoas, na sexta-feira (27), os procuradores afirmaram que “todo o negócio deve ser considerado nulo”, como detalha a revista especializada Consultor Jurídico, já que a Paper Excellence não teve autorização para comprar terras brasileiras.

Diante disso, o Ministério Público Federal (MPF) moveu Ação Civil Pública (ACP), dando apenas duas saídas: ou o negócio é desfeito, ou um acordo pode fazer com que a empresa indonésia movimente parte dos ativos da fábrica, sem acesso às terras da empresa.

Conforme previsto em lei, uma empresa de capital estrangeiro precisa de autorização do Congresso para ter terras em território nacional. Com isso, ambas as empresas devem ser multadas pelo negócio irregular, já que a chance desse negócio é mínima, uma vez que J&F e Paper brigam desde 2018 com trocas de ações judiciais.

Ainda, a J&F se colocou disposta a devolver os recursos pagos pela Paper em até 30 dias, para assim desfazer o negócio, numa tentativa de escapar das prováveis multas.

O negócio 

Em 2017, por um valor de quase quatro bilhões de reais, a indonésia conquistou quase metade (49,5%) da Eldorado, com um prazo de um ano para atender às condições e liquidar para si as ações que restavam. Foi justamente nesse primeiro ano que os desentendimentos começaram.

O MPF, em audiência, negou a proposta de acordo da Paper visando regularizar a situação das terras tupiniquins, na tentativa de uma eventual tomada de controle da fábrica.

Ainda ontem (27), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na figura de um representante, confirmou que a Paper Excellence jamais teve autorização necessária para comandar os cerca de 450 mil hectares de terra da fábrica.

Com a ideia de vender as terras da Eldorado e mudar a nomenclatura dos contratos de arrendamento para parceria agrícola, a Paper Excellence diverge do que trata a chamada “Lei de Terras”.

Até por isso, a proposta da empresa foi descrita pelos procuradores como uma “burla ao Congresso Nacional” além de “violação ao Estado brasileiro e à Constituição”.

Segundo o diretor-presidente da Paper Excellence no Brasil, Claudio Cotrim, em entrevista à Folha de S. Paulo à época, a família Batista teria solicitado R$ 6 bilhões a mais do que teria direito em contrato para finalizar a venda da fábrica de celulose Eldorado.

“Achávamos que nosso contrato era forte, mas não há contrato que se defenda de má-fé”, disse.

Ainda em outubro de 2022 um revés chegou a acontecer, com a 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) revertendo uma decisão e permitindo a transferência para o grupo indonésio.

A Paper Excellence acusa os irmãos Batista de terem agido de má-fé e não cooperarem para a liberar as garantias, e que a J&F quer elevar o valor acertado.

Já a J&F, através dos assessores dos irmãos Wesley e Joesley Batista, ressaltou que a liberação das garantias era uma obrigação da Paper Excellence.

Por: Correio do Estado.

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Florestas plantadas abastecem indústria de móveis do RS

força do polo moveleiro mobiliza toda a cadeia produtiva dos fornecedores dessa indústria. Estão na Serra, por exemplo, três municípios com algumas das maiores áreas de floresta plantada no Estado – São Francisco de Paula, Cambará do Sul e Bom Jesus. De acordo com o Sindimadeira, todo o pinus fornecido para a fabricação de chapas para móveis gaúchos vem de florestas de pinus plantadas no Rio Grande do Sul.

O Sindmóveis contabiliza, somente na região de Bento Gonçalves, uma cadeia de 60 empresas fornecedoras de insumos, máquinas, ferramentas e softwares. “Além do cenário favorável para empreender na área moveleira, a nossa região tem grandes oportunidades para empresas que fornecem ao setor. São locais e até mesmo estrangeiras. Mantemos um programa, chamado Orchestra Brasil, que qualifica e potencializa esta cadeia de fornecimento”, aponta Gisele Dalla Costa, presidente do Sindmóveis.

Municípios de destaque no setor florestal

  • São Francisco de Paula
  • Cambará do Sul
  • Bom Jesus
  • São José dos Ausentes
  • Jaquirana

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Veracel quebra barreiras com mulheres operando máquinas florestais

01/11/23 –  Para fomentar a inclusão das mulheres no mercado florestal e o desenvolvimento regional do sul baiano, a Veracel Celulose abriu, em setembro do ano passado, uma capacitação inédita em parceria com o SENAI Bahia: um curso exclusivo para mulheres na área de Operação de Máquinas Florestais. Agora em outubro, a empresa ofereceu uma colocação para cada uma das 20 mulheres formadas e fez história ao ter sua primeira turma de operadoras totalmente feminina.

O curso teve duração de um ano, incluindo módulos teóricos ministrados por especialistas do SENAI e um período de estágio na própria empresa. Foram mais de 650 mulheres inscritas e, desse total, 20 foram selecionadas para o curso. Já na contratação, 19 aceitaram a proposta da Veracel e iniciaram suas atividades como operadoras trainee em outubro.

A efetivação do grupo ocorreu após a aprovação de todas na prova teórica e de um período de estágio prático das alunas na empresa. “A entrega das operadoras foi excepcional. Esperávamos um desenvolvimento de produtividade regular para quem está iniciando na função, mas todas elas superaram essas expectativas, e algumas chegaram a entregar 120% de produtividade durante o estágio”, destaca Jacks Missel, gerente de Suprimento de Madeira da Veracel.

O projeto faz parte das iniciativas de diversidade da empresa, que tem objetivos em prol da equidade de gênero e da inserção de mais talentos femininos para o setor florestal, ainda composto majoritariamente por homens.

Segundo dados do último Panorama de Gênero do Setor Florestal, a presença feminina no setor é de 19%, sendo que nas áreas de Colheita e Carregamento a diferença é ainda maior: 97,8% da mão de obra é composta por homens; e 2,2%, por mulheres. A pesquisa foi realizada em 2021 pela Rede Mulher Florestal.

Além dos benefícios sociais, a oferta de um curso de formação pela própria companhia representa uma grande vantagem na contratação de profissionais. “Tínhamos a opção de ampliar o nosso estoque de máquinas com colheita terceirizada ou apostar nas mulheres que estavam fazendo o curso. Apostamos nelas”, afirma Jacks Missel.

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Florestas preservadas da Eldorado Brasil são refúgio de animais ameaçados de extinção

Atualmente, 28% das áreas da companhia são voltadas à preservação de vegetação nativa, demonstrando seu compromisso com a integração ecossistêmica

Entre os mais de 117 mil hectares de florestas nativas preservados pela Eldorado Brasil, está uma Área Alto Valor de Conservação, com 1.341 hectares. Além de ser fundamental para a biodiversidade e serviços ambientais contra enchentes, regulação de fluxo de recursos d’água e na manutenção da qualidade hídrica, lá são encontradas espécies ameaçadas ou vulneráveis à extinção.

Na Fazenda Pântano, em Selvíria, encontram abrigo o mutum-de-penacho, o tatu-canastra, a anta e o tamanduá-bandeira, classificados como vulneráveis à extinção pela IUCN (International Union for Conservation of Nature). O cachorro-vinagre e a onça-parda também estão entre as espécies que circulam por ali, além de diversos outros animais endêmicos.

Cachorro-vinagre (Speothos venaticus), espécie rara, ameaçada e portadora de hábitos ainda pouco conhecidos. Recentemente, um adulto e dois filhotes foram vistos em florestas plantadas de eucalipto da empresa, em Inocência (MS) . O flagrante aconteceu durante monitoramento de rotina feito por um funcionário da empresa. Imagem: internet.

Na flora, destaque para plantas protegidas pelo estado do Mato Grosso do Sul e características do Cerrado, como pequi, gonçalo-alves e amburana -esta última ameaçada na categoria “em perigo” pela IUCN.

“Constantemente, nosso time vai a campo e mantém o plano de monitoramento com o inventário atualizado. Como também somos verificados, comprovamos essa riqueza da biodiversidade no Relatório de Sustentabilidade e Plano de Manejo Florestal, que são atualizados anualmente e de acesso público”, destaca o gerente de Sustentabilidade da Eldorado, Fábio de Paula.

Entre as medidas adotadas para proteção das áreas nativas estão placas de sinalização, vigilância patrimonial, educação ambiental, programa de prevenção e controle de incêndios florestais e microplanejamento das atividades florestais. Essas ações visam manter ou melhorar os atributos, além de reduzir qualquer ameaça na AAVC, como danos operacionais, incêndios, atividades ilegais (caça, pesca predatória, extração de madeira nativa etc.), afugentamento e/ou atropelamento de animais e diminuição da biodiversidade.

Por seguir rigorosamente as normas ambientais, produzir com respeito à natureza e contribuir para o desenvolvimento social e econômico das comunidades da região, adotando o manejo florestal responsável, a Eldorado Brasil conquistou importantes certificações internacionais. Comprometida em seguir os princípios e critérios dessas certificações em todas as etapas do manejo florestal, a companhia atua em linha com os Dez Princípios Universais do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).

O que é uma AAVC

Área de Alto Valor de Conservação é uma área florestal ou de outro tipo de vegetação que tem importância particularmente elevada por razões sociais ou ambientais. Para que tenha essa classificação, deve possuir, pelo menos, um dos seguintes atributos: 1) diversidade significativa de espécies; 2) ecossistemas e mosaicos em nível de paisagem e paisagens florestais intactas; 3) ecossistemas e hábitats raros; 4) serviços ecossistêmicos; 5) necessidades das comunidades; ou 6) valores culturais.

A Fazenda Pântano possui uma área de charco com excepcionalidades consistentes com AVC ambiental do tipo 1, ou seja, é habitada por espécies de modo sazonal ou em determinadas fases da vida, como migração e reprodução. Esses locais se tornam vitais também para a prevenção contra enchentes, a regulação de fluxo de cursos d’água e a manutenção da qualidade da água (AVC do tipo 4).

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose, é uma das mais eficientes e sustentáveis empresas de base florestal para produção de celulose do mundo. A companhia opera em Três Lagoas (MS) uma fábrica com capacidade para produzir 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano. Em energia limpa, há geração de 50 megawatts/hora de energia na usina termelétrica Onça Pintada, além da mesma quantidade na planta de celulose – que é autossuficiente. A base florestal é de mais de 260 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul. Para dar condições para operar em níveis de excelência, a companhia conta com o trabalho de mais de 5 mil colaboradores no Brasil e em escritórios internacionais. Em Santos (SP), está construindo um dos maiores terminais portuários multimodais da América Latina, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2023.

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