Missão bem-sucedida do FOREST-1: Um salto gigante para OroraTech

Sucesso na missão demonstrada pelo primeiro satélite infravermelho térmico da OroraTech

  • OroraTech testa tecnologia de nanossatélite para revolucionar o monitoramento de incêndios florestais a partir do espaço
  • O sistema é altamente econômico e escalável
  • Medições mundiais de temperatura permitem inúmeras aplicações ambientais 

Com sede em Munique, na Alemanha, a startup de inteligência NewSpace, OroraTech, completou com sucesso os objetivos da missão FOREST-1, o primeiro satélite dedicado para monitoramento ambiental, especialmente para detecção de incêndios florestais. Este satélite é o primeiro da categoria a combinar câmera termal, de infravermelho médio e visível em um design compacto que não requer refrigeração. Ele ainda opera uma Unidade de Processamento Gráfico (GPU, na sigla em inglês) no espaço, que é usada para a computação de dados em órbita e inclui um modem inter-satélite para downlink (transmissão de dados para a terra) de informações em tempo real. O satélite foi lançado em janeiro de 2022 como parte do lançamento da SpaceX, na Flórida, Estados Unidos.

Os satélites atuais em órbita terrestre baixa deixam a desejar no monitoramento de incêndios florestais à tarde, que é o horário de pico das ocorrências. Em alguns casos, oito horas podem se passar antes que um satélite possa reportar um incêndio florestal que pode ter resultados desastrosos. A tecnologia inovadora do FORES-1 permite uma precisão maior e uma cobertura mundial mais rápida, reduzindo o tempo de processamento de dados e fornecendo imagens de alta resolução a um custo menor do que era possível anteriormente.

Incêndios florestais em Borroloola, Australia, foram detectados pelo satélite FOREST-1 da OroraTech em 24 de maio, às 10h15, horário local. A imagem mostra uma composição entre os três principais instrumentos do satélite, todos com uma faixa de visão de 170 km. A nuvem de fumaça do fogo pode ser vista no canal RGB, enquanto o canal MWIR rastreia os focos precisos de calor dos incêndios. O canal LWIR, inserido na parte inferior da imagem, permite maior precisão na medição da temperatura do ambiente. 

“Este é um marco para a companhia, pois nossa equipe provou que a tecnologia infravermelha térmica em um nanossatélite pode superar a tecnologia atual”, disse Thomas Grübler, CEO da OroraTech. “Lançaremos os próximos oito satélites até o final de 2023, o que nos permitirá gerar informações para nossos clientes durante o período crítico do fogo, durante às tardes, onde atualmente não temos dados. Nos próximos anos, nós vamos alcançar o tempo de detecção de 30 minutos em todo o mundo com a nossa constelação de satélites”, completou. 

Para o momento, a companhia confia em fontes de dados de vários satélites externos para a plataforma de inteligência de incêndios florestais. O FOREST-1 é o primeiro passo para a futura constelação de nanossatélites. A tecnologia é altamente escalável e vai fornecer uma cobertura mundial de medições de temperatura em alta resolução extremamente econômica. Esses dados vão abrir caminho para melhorar nossa resiliência climática, atendendo a aplicativos que exigem um fluxo contínuo de informação, como o monitoramento de calor urbano, irrigação de terras agrícolas ou o rastreamento preciso de emissões de carbono.

Para mais informações, acesse: ororatech.com

Fonte: Ororatech

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