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Suzano está com vagas abertas para Três Lagoas e Ribas (MS)

Oportunidades vão de áreas florestais a indústria e finanças; seleção é gratuita e aberta a candidatos de todo o país

A Suzano, gigante global na produção de celulose e referência em bioprodutos, segue com nove processos seletivos abertos para atuação em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas. As inscrições estão disponíveis para candidatos e candidatas de qualquer região do Brasil, sem distinção de gênero, etnia, idade, deficiência ou orientação sexual.

Os interessados devem se inscrever diretamente pela Plataforma de Oportunidades da companhia: http://www.suzano.gupy.io

Vagas em Três Lagoas

Polo industrial e sede de uma das maiores plantas de celulose do planeta, Três Lagoas conta com duas oportunidades abertas:

  • Analista de Automação Pleno — inscrições até 21/11/2025
  • Motorista de Logística Florestal — até 30/11/2025

Vagas em Ribas do Rio Pardo

O município, que abriga uma das principais operações florestais da Suzano, concentra a maior parte das oportunidades, distribuídas nas áreas de logística florestal, produção, finanças e operações industriais. Confira:

  • Consultor(a) de Produção II — até 23/11/2025
  • Operador(a) de Abastecimento de Madeira I (Grua) — até 23/11/2025
  • Operador(a) de Logística Florestal III (Balança) — até 23/11/2025
  • Técnico(a) de Logística Florestal I (Malha Viária) — até 23/11/2025
  • Analista de Planejamento Financeiro Sênior (temporário) — até 25/11/2025
  • Técnico(a) de Logística Florestal II (Pátio de Madeiras) — até 25/11/2025

Processos gratuitos e Banco de Talentos

A Suzano reforça que todo o processo seletivo é gratuito. Além das vagas em Mato Grosso do Sul, interessados podem conferir outras oportunidades pelo país e se cadastrar no Banco de Talentos da empresa, disponível na mesma plataforma.

Sobre a Suzano

Com mais de um século de atuação, a Suzano é a maior produtora de celulose do mundo e uma das principais fabricantes de papéis da América Latina, além de liderar o segmento de papel higiênico no Brasil. A empresa desenvolve soluções sustentáveis a partir de matéria-prima renovável e atende mais de 2 bilhões de pessoas globalmente.

No portfólio estão produtos como celulose, papéis para imprimir e escrever, embalagens, guardanapos, copos, canudos e itens das marcas Neve®, Pólen®, Suzano Report® e Mimmo®. A companhia opera nas Américas, Europa e Ásia e tem ações negociadas na B3 (SUZB3) e na bolsa dos EUA (SUZ).

Bracell Integrantes do grupo Delícias de Mato Limpo, na Bahia Foto Acervo Bracell

Da colmeia ao coletivo: como mulheres estão reinventando o empreendedorismo rural com apoio da Bracell

De bolachas quilombolas a bolsas feitas de fertilizante, projetos na Bahia, em Mato Grosso do Sul e São Paulo mostram como inovação social liderada por mulheres pode mover a economia local

Brasil, novembro de 2025 – Elas transformam mel em receita, resíduo em renda e territórios em potência. Mulheres de diferentes regiões do Brasil são beneficiadas por meio de projetos sociais que aliam geração de renda, sustentabilidade e protagonismo feminino, com apoio direto da Bracell, por meio do programa Bracell Social e das metas de impacto do plano Bracell 2030. A empresa, que é uma das maiores produtoras globais de celulose de eucalipto, já investiu R$ 8,4 milhões em ações sociais em 2024, beneficiando mais de 150 mil pessoas.

Entre os destaques desse impacto estão elas: mulheres que desafiam estigmas e constroem novos caminhos para suas comunidades com criatividade, gestão e afeto. Conheça, a seguir, as iniciativas regionais para se inspirar:

Bahia: quando o mel vira marca e autonomia

Criado em 2017, o Programa de Fomento a Negócios de Impacto apoia comunidades rurais e tradicionais situadas em suas áreas de influência, com foco no empreendedorismo social e na inclusão produtiva de mulheres.

Na comunidade quilombola de Mato Limpo, no município de Araçás (BA), o projeto transformou a vida de 23 mulheres que integram o grupo Delícias de Mato Limpo, vinculado à Associação Quilombola dos Agricultores Familiares. Com capacitação técnica e de gestão, o grupo passou a atuar com autonomia e maturidade administrativa, fortalecendo a comercialização de produtos locais como biscoitos e ovos.

O resultado é expressivo: a renda do grupo cresceu 530% em 2024, alcançando R$ 136 mil, além da conquista de R$ 205 mil em recursos externos via edital da Fundação Banco do Brasil. O valor será usado na compra de um veículo para escoamento da produção, ampliando o alcance dos produtos e a sustentabilidade do negócio.

O projeto reforça ainda o protagonismo feminino na agricultura familiar e o acesso a políticas públicas como os programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que priorizam a compra de alimentos de produtores locais e quilombolas.

Mato Grosso do Sul: resíduos que viram estilo e pertencimento

Em Mato Grosso do Sul, o projeto Costura Sustentável, realizado em Bataguassu pela MS Florestal, em parceria com o Bracell Social, Sebrae/MS e o apoio da Prefeitura, é exemplo de como a sustentabilidade pode andar de mãos dadas com o empoderamento feminino.

O projeto capacitou um grupo de artesãs que hoje compõem a Associação das Empreendedoras da Costura Ipê Rosa. Elas produzem bolsas, sacolas, nécessaires e outros itens a partir de materiais reciclados – como embalagens de fertilizantes e uniformes usados pela empresa –, transformando resíduos em arte e geração de renda.

Além das oficinas técnicas de costura e pintura, as participantes recebem capacitação em empreendedorismo, gestão e qualidade de produção, o que tem fortalecido a autogestão e a identidade coletiva da associação. Desde 2024, a renda média das participantes aumentou 16%, refletindo a valorização do trabalho artesanal e o amadurecimento da governança do grupo.

O projeto contribui para os compromissos do Bracell 2030, alinhados à Agenda 2030 da ONU.

São Paulo: rede de apoio para prosperar juntas

Nos arredores da unidade industrial de Lençóis Paulista (SP), o projeto Dona Della, realizado em parceria com a Rede Mulher Empreendedora (RME), já capacitou mais de 300 mulheres com formações em competências empreendedoras e socioemocionais.

Uma dessas histórias é a de Angelita Marieli Rochetti, que aplicou o que aprendeu nos cursos para expandir sua padaria. “Os três primeiros anos são os mais difíceis. Hoje, fidelizamos clientes e conquistamos novos. Estamos crescendo com os pés no chão – quando começamos, tínhamos apenas 8 funcionários e, hoje, já estamos na casa dos 20”, relata. A empreendedora destaca ainda que em 2017, quando iniciou o negócio, atendia clientes apenas da cidade. Depois de ter feito a capacitação conseguiu organizar e expandir atendendo também o corporativo em cidades da região, um raio de 300 km de Lençóis Paulista.

Na padaria liderada por Angelita junto à sua irmã, a equipe formada majoritariamente por mulheres é um exemplo vivo de como formação técnica, apoio em rede e protagonismo feminino caminham juntos para gerar impacto local.

Essas iniciativas têm sinergia direta com as metas do plano Bracell 2030, especialmente no pilar Empoderando Vidas, que estabelece o compromisso de aumentar em 20% a renda das famílias participantes de projetos sociais e de garantir que pelo menos 60% dos negócios de impacto apoiados sejam liderados por mulheres.

Sobre o Bracell Social

O Bracell Social é o programa de investimento social privado da Bracell, estruturado nos pilares de Educação, Empoderamento e Estar Bem, com foco em inclusão produtiva, fortalecimento da educação pública e geração de renda. Em 2024, o programa impactou mais de 150 mil pessoas e investiu R$ 8,4 milhões em projetos sociais. Um de seus marcos é a Casa Bracell Social, inaugurada em Lençóis Paulista (SP), que funciona como centro de capacitação, cultura e articulação comunitária. A iniciativa está alinhada às metas do plano Bracell 2030, como aumentar em 20% a renda das famílias atendidas e garantir que ao menos 60% dos negócios de impacto apoiados sejam liderados por mulheres.

Sobre a Bracell 

 A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e especial, se destaca por sua expertise no cultivo sustentável do eucalipto, que é a base para a produção de matéria-prima essencial na fabricação de celulose de alta qualidade. Atualmente a multinacional conta com mais de 11 mil colaboradores e duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Singapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com  

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Exclusiva – Aprovado projeto histórico: Silvicultura no RS é isenta de licenciamento ambiental

PL 332/2025 moderniza a legislação florestal gaúcha, alinhando-a às normas federais para destravar o setor que enfrentava burocracia há quase duas décadas. Expectativa é de atração de novas indústrias e geração de empregos e renda

Em uma votação decisiva em 18 de novembro de 2025, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul selou um momento crucial para a sua economia. Foi aprovado o Projeto de Lei nº 332/2025, proposto pelo deputado Carlos Búrigo, que promove uma modernização profunda do setor florestal ao isentar a silvicultura do licenciamento ambiental. A medida alinha, finalmente, a legislação gaúcha ao novo marco federal estabelecido pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

Essa medida representa a desburocratização imediata da atividade florestal no estado, sendo celebrada pelo setor produtivo como o fim de um longo período de entraves. A expectativa é que o fim da exigência de licenciamento estadual impulsione o desenvolvimento econômico e elimine os obstáculos que, por anos, limitaram os investimentos e o crescimento da silvicultura gaúcha.

Fim de quase 20 anos de bloqueio

Desde 2006, o setor de base florestal gaúcho vinha enfrentando um complexo e lento processo de licenciamento ambiental. Essa rigidez regulatória, conforme apontado por especialistas e entidades, inviabilizou a expansão das florestas plantadas e, pior, contribuiu diretamente para a migração de grandes investimentos da indústria de celulose e outras cadeias produtivas para regiões com legislação mais favorável, como Mato Grosso e Minas Gerais.

Ao assumir a presidência da Frente Parlamentar da Silvicultura em 2023, o Deputado Búrigo estabeleceu como prioridade o destravamento do crescimento do setor. O PL 332/2025 é o ápice desse esforço.

Alinhamento à legislação federal

A nova lei estadual consolida o Rio Grande do Sul no contexto do novo marco regulatório brasileiro. A isenção do licenciamento ambiental se fundamenta em duas importantes leis federais recentes:

  1. Lei Federal 14.876/24: Retirou a silvicultura da lista de atividades consideradas potencialmente poluidoras.
  2. Lei Federal 15.190/25 (nova lei geral do licenciamento ambiental): Estabelece, em seu artigo 9º, que culturas agrícolas temporárias, semiperenes e perenes estão isentas de licenciamento, categoria que agora inclui o setor de base florestal plantada no estado.

Além da aprovação do PL, outro marco preparatório foi a atualização do Zoneamento Ambiental da Silvicultura, aprovada pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) em julho de 2025. Essa atualização substituiu regras antigas baseadas em critérios de tamanho e distância dos plantios por uma metodologia moderna, com foco em conectividade e permeabilidade da paisagem, reforçando a visão de sustentabilidade.

Perspectivas de crescimento, empregos e renda

A expectativa é que a segurança jurídica e a simplificação dos processos administrativos promovam um “novo ciclo” de prosperidade para a economia gaúcha. A silvicultura é uma das principais fornecedoras de matéria-prima renovável para indústrias de papel, celulose, móveis e energia.

A modernização da legislação coloca o Rio Grande do Sul novamente no radar de grandes investidores nacionais e internacionais. A harmonização com as normas federais reforça a competitividade do estado e permite que o setor de base florestal cumpra seu papel estratégico na geração de riquezas, sempre em equilíbrio com a conservação ambiental.

O Deputado Carlos Búrigo destacou em recente entrevista à Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais) a importância da aprovação para o desenvolvimento socioeconômico do estado:

“O setor inicia um novo ciclo de desenvolvimento no Estado. Teremos novos investimentos, novas indústrias e, naturalmente, mais empregos, renda e arrecadação para o Rio Grande do Sul”.

Daniel Chies, presidente da Ageflor, reflete sobre o novo cenário regulatório, destacando como as mudanças — especialmente a aprovação do Zoneamento Ambiental — proporcionam maior segurança e previsibilidade para os investimentos e o planejamento da atividade florestal na região:

“O cadastro de produtor florestal será obrigatório para acompanhar a evolução dos plantios e subsidiar a construção de políticas públicas. Novos plantios deverão respeitar o novo Zoneamento Ambiental, aprovado recentemente pelo Consema (julho/2025). O Zoneamento estabelece zonas de maior ou menor permeabilidade e conectividade, definindo as áreas mais adequadas para o cultivo de florestas no Rio Grande do Sul. Ele constitui-se agora como um instrumento de Planejamento de Uso e Ocupação do Solo – e não mais impeditivo – orientando, através de sistemas de informações geográficas, as regiões prioritárias para o desenvolvimento da atividade, onde os impactos são reduzidos”.

O presidente do Sindimadeira-RS, Leonardo Souza de Zorzi, destaca que a tecnologia avançada e a mão de obra qualificada são pilares essenciais para garantir a eficiência e a competitividade do setor, em vista da expansão da base florestal na região. A estratégia da entidade, portanto, foca diretamente no incentivo à inovação e na preparação contínua dos profissionais do setor.

“O Sindimadeira, sempre incentiva a busca por novas tecnologias e aprimoramento constante da qualificação profissional. Por isso, estamos sempre abertos a receber instituições e empresas que tragam novidades, tanto no setor florestal quanto no industrial. Promovemos eventos através de parcerias estratégicas justamente para deixar o nosso filiado apto a ter mais competitividade e estar pronto para o crescimento e para a expansão das suas unidades.”

Escrito por: redação Mais Floresta.

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RH da Eldorado Brasil Celulose é eleito o melhor do país

Gestão orientada para a valorização das pessoas foi reconhecida pela plataforma Melhor RH, em cerimônia realizada em São Paulo

São Paulo, 19 de novembro de 2025 – Reforçando a liderança da Eldorado Brasil Celulose na construção de um ambiente de trabalho inovador, humano e alinhado às transformações do setor, o diretor de RH, Sustentabilidade e Comunicação, Elcio Trajano Jr., recebeu o prêmio Destaque Brasil, como Melhor RH do país na categoria focada em empresas de base florestal. A premiação, realizada na primeira quinzena de novembro, pela Plataforma Melhor RH, em São Paulo, destaca iniciativas de líderes que fortalecem uma cultura organizacional baseada em desenvolvimento humano, valorização de talentos e estímulo à inovação.

Para Elcio Trajano Jr., o reconhecimento reflete o trabalho desenvolvido desde a implantação e consolidação da Eldorado. “Desde sempre a Eldorado Brasil tem no seu modelo de gestão a valorização de pessoas como pilar fundamental. Esse é o nosso diferencial competitivo e que faz com que os nossos colaboradores tenham orgulho de trabalhar aqui, construir suas carreiras e contribuírem para manter a companhia na vanguarda do setor”, afirmou Trajano.

Somado ao reconhecimento das práticas de recursos humanos, o CEO da Eldorado Brasil, Carmine De Siervi Neto, ficou entre os dez líderes de companhias mais votados do Prêmio Melhor RH Brasil.

Os líderes destacados representam diversos setores da economia e têm em comum um estilo de gestão pautado pela autenticidade, colaboração e entendimento de que o sucesso das organizações nasce da força de suas equipes.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

Wilson Andrade na COP30

Setor florestal baiano participa de importantes iniciativas na primeira semana da COP30

A primeira semana da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém (PA), foi marcada por agendas estratégicas para a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF). Integrando a delegação oficial do Brasil e com acesso à Zona Azul da Conferência, o diretor-executivo da entidade, Wilson Andrade, participou de debates centrais sobre clima, bioeconomia, inovação e o papel das florestas baianas e brasileiras no enfrentamento da crise climática.

Durante a semana, Andrade participou de um almoço promovido pela Embaixada da Finlândia, que contou com um pavilhão ativo na programação da COP30. A agenda reuniu representantes do setor florestal e instituições dos dois países. Da Finlândia, participaram o novo embaixador Antti Kaski e os ministros de Ciência e Desenvolvimento Econômico e o de Relações Exteriores.

“Continuamos acompanhando e participando do trabalho exemplar feito durante a COP30 pela CNI, CNA, pela Abit e Ibá, inclusive servindo como elo entre algumas delas e a Finlândia. Reconheço a liderança desse país como exportador de tecnologias e equipamentos, não somente na área de madeira, como também em economia circular, energias renováveis, segurança pública e defesa militar, tecnologia da informação e educação”, declara Andrade, Cônsul Honorário Emérito da Finlândia e Diretor Regional Nordeste da Finncham, entidades responsáveis por apoiar iniciativas de cooperação econômica e institucional entre Brasil e Finlândia.

Outro ponto marcante da primeira semana foi a participação de Andrade no painel “Sistemas Florestais – Benefícios dos Produtos de Base Florestal”, realizado na AgriZone COP30 e promovido pelo Sistema CNA/Senar. O debate contou também com Isadora Vilela (Coordenadora ESG da Melhoramentos), representantes da Ellen MacArthur Foundation e Adriano Scarpa (Gerente da Ibá). O painel foi transmitido ao vivo como parte da programação oficial da conferência e abordou temas como o papel das florestas plantadas na redução de emissões, inovação em produtos de base florestal e os avanços do setor na transição para uma economia de baixo carbono. A presença da ABAF no painel reforçou a contribuição do setor para soluções estruturais de longo prazo, articulando ciência, setor produtivo e políticas públicas na agenda climática.

“Podemos também destacar também a intensa e importante participação das empresas associadas da ABAF, como a Bracell, a Suzano e a Veracel. O setor de base florestal já pratica aquilo que muitos segmentos ainda precisam acelerar: alta produtividade, competitividade e processos que resultam naturalmente em descarbonização. Assim, com os avanços na silvicultura do eucalipto, mostramos que é possível produzir mais, emitir menos e gerar resultados econômicos.” afirma o diretor-executivo da ABAF.

Andrade, que é também presidente da Câmara Setorial de Fibras Naturais (CSFN/MAPA) participou do seminário “Bambu: ativo ambiental inclusivo e suas contribuições para a bioeconomia e tecnologia” promovido pela Rede Brasileira do Bambu (RBB). “Descarbonizar, adequação aos novos tempos, promover a economia circular e reflorestar. Esses são os principais pontos discutidos e que serão o norte das novas definições na COP30. E as fibras naturais também têm muito a contribui com isso. Mas é preciso avançar. Nós aproveitamos 5% do peso da planta, que é a fibra extraída das folhas e que vendemos para o mercado internacional para várias atividades. Mas é preciso utilizar 100% da planta. Essa é a política que a ONU prega, que as políticas de combate ao aquecimento do planeta pregam e recomendam”, explica.

A agenda de comunicação também foi intensa. Wilson concedeu entrevistas a veículos presentes na COP30, destacando a contribuição do setor florestal para a mitigação das mudanças climáticas, a preservação de áreas nativas e o potencial da bioeconomia brasileira.

“Este é um momento crucial para reforçar que o setor brasileiro de árvores cultivadas é parte da solução climática global, unindo produtividade, conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico”, destacou Andrade.


Wilson Andrade – (71) 98801-3000 / wilsonandrade@terra.com.br  

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Aprovado projeto de Búrigo que impulsiona a retomada da silvicultura no RS

O dia 18 de novembro de 2025 marcou um avanço histórico para o setor de base florestal do Rio Grande do Sul. Após quase duas décadas de entraves ambientais, a silvicultura deverá retomar seu crescimento no estado. O plenário da Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei nº 332/2025, de autoria do deputado Carlos Búrigo, que moderniza e desburocratiza a atividade florestal ao isentá-la do licenciamento ambiental, alinhando a legislação gaúcha às normas federais.

Carlos Búrigo – Foto: crédito Raul Pereira/ALRS

Desde 2006, o setor enfrentava um processo de licenciamento considerado burocrático, complexo e lento, o que inviabilizou a expansão das florestas plantadas no estado. As restrições também contribuíram para a migração de grandes investimentos da indústria de celulose para outras regiões do país, como Mato Grosso e Minas Gerais.

Em 2023, ao assumir a presidência da Frente Parlamentar da Silvicultura, Búrigo estabeleceu como prioridade destravar o crescimento do setor. Um dos marcos desse esforço ocorreu em julho de 2025, quando o Consema aprovou a atualização do Zoneamento Ambiental da Silvicultura. A mudança substituiu regras antigas, baseadas apenas em critérios de tamanho e distância entre plantios, por uma metodologia mais atual, focada em conectividade e permeabilidade da paisagem.

Com a aprovação do PL 332/2025, o Rio Grande do Sul passa a se adequar à Lei Federal 14.876/24, que retirou a silvicultura da lista de atividades potencialmente poluidoras, e à Lei Federal 15.190/25 — a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Esta última estabelece, em seu artigo 9º, que culturas agrícolas temporárias, semiperennes e perenes estão isentas de licenciamento, o que inclui o setor de base florestal.

“O setor inicia um novo ciclo de desenvolvimento no Estado. Teremos novos investimentos, novas indústrias e, naturalmente, mais empregos, renda e arrecadação para o Rio Grande do Sul”, destacou o deputado Búrigo.

Informações: AGEFLOR. Foto: crédito Raul Pereira/ALRS.

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O novo serviço digital da Ponsse revoluciona o monitoramento das emissões da exploração florestal

A Ponsse é uma fabricante líder mundial de máquinas florestais e pioneira no desenvolvimento de soluções responsáveis para a exploração florestal. O sistema PONSSE Manager da empresa coleta dados produzidos por máquinas florestais e os visualiza em relatórios de fácil utilização. Disponível como pacote de serviços na versão paga PONSSE Manager Pro e na versão gratuita PONSSE Manager Standard, o sistema traz maior transparência e controle ao trabalho de proprietários de máquinas florestais, operadores e funcionários administrativos.

“Estamos constantemente desenvolvendo soluções digitais para atender às necessidades de nossos clientes. Assim, desenvolvemos os novos recursos, Relatório de Emissões e Ferramentas de Mapa, em cooperação com a nossa rede. “Estamos constantemente aprimorando o pacote PONSSE Manager Pro para ajudar proprietários de máquinas florestais, operadores e funcionários administrativos a planejar e monitorar melhor suas atividades, tornando seu trabalho diário mais fácil e produtivo”, afirma Petteri Tuomisto, Gerente de Vendas de Serviços Digitais .

As Ferramentas de Mapa fornecem uma visão mais completa dos locais de exploração madeireira

As Ferramentas de Mapa são um novo recurso essencial do pacote de serviços PONSSE Manager Pro. Elas podem mostrar tanto as rotas das máquinas quanto as taxas de produção dos harvesters por combinação em um mapa. Isso permite que os operadores de forwarders verifiquem facilmente quantos troncos estão aguardando transporte na floresta, bem como o que já está armazenado.

“Em áreas de exploração florestal de eucalipto, os operadores de forwarders conseguem ver facilmente onde o operador anterior parou o trabalho, agilizando o planejamento das cargas seguintes. No escritório, a gerência tem uma visão geral mais clara: onde as máquinas estiveram trabalhando, quanto foi colhido e quanto foi transportado para o armazenamento. Isso facilita a logística e a comunicação oportuna para o processamento posterior.

Na floresta, os operadores de harvestsers podem encontrar locais que precisam ser sinalizados para os forwarders, incluindo obstáculos, terrenos macios e outras características importantes. A função Ferramentas de Mapa permite que o operador marque esses locais em um mapa como pontos de interesse (POI, na sigla em inglês), diz Tuomisto.

O relatório de emissões ajuda a cumprir os requisitos ambientais

Como o primeiro fabricante de máquinas florestais do mundo, a Ponsse apresenta a função Relatório de Emissões, incluída no pacote de serviços Manager Pro, que calcula e exibe as emissões atmosféricas de CO₂ de harvesters e forwarders em nível de máquina, local e empresa para um determinado período.

“O monitoramento das emissões específicas de cada local ajuda a reduzir o consumo de combustível, o que contribui efetivamente para o cumprimento tanto das exigências ambientais quanto dos objetivos comerciais. O relatório de emissões também ajuda a identificar quais máquinas são mais adequadas para diferentes locais de exploração florestal. Os relatórios oferecem diferentes perspectivas sobre as emissões: desde máquinas individuais até o nível da empresa, por método de trabalho ou período”, afirma Tuomisto.

Inscreva-se já no PONSSE Manager Pro e aproveite um período de teste gratuito de três meses em  https://manager2.ponsse.com/pt/


Para obter mais informações envie e-mail para petteri.tuomisto@ponsse.com, tel. +358 40 528 9835.

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Eldorado Brasil Celulose recebe prêmio TOP 100 Open Corps do Brasil

Reconhecimento celebra as empresas que mais se conectam com startups e ecossistemas de inovação no país

São Paulo, novembro de 2025 – A Eldorado Brasil Celulose foi reconhecida entre as TOP 100 Open Corps do Brasil, ranking nacional que destaca as empresas que mais se conectam com startups e ecossistemas de inovação. O levantamento, que chega à sua 10ª edição neste ano, celebra uma década de incentivo à inovação aberta e, de forma especial, reconhece as companhias com maior consistência e impacto ao longo dos últimos dez anos. A cerimônia de premiação foi realizada nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, reunindo líderes empresariais e especialistas em inovação de todo o país.

A edição 2025 do ranking considera o período de julho de 2024 a junho de 2025 e reflete o avanço contínuo das empresas na promoção da inovação em todas as suas frentes de atuação. No último ciclo, a Eldorado Brasil apresentou crescimento expressivo na pontuação, saltando de 320 para 520 pontos. Esse avanço reforça a solidez de sua estratégia de inovação colaborativa que a manteve em destaque no setor.

A pontuação do ranking leva em conta o número de contratos firmados com startups, além de critérios como tempo de parceria, valor investido e impacto gerado. As conexões da Eldorado Brasil são registradas no portal oficial do movimento, incluindo projetos com startups como, por exemplo, com soluções de automação e dados, além de iniciativas próprias de Tecnologia e Inovação nas áreas Florestal, Industrial e de Tecnologia da Informação. Também são consideradas parcerias com ambientes e instituições de inovação, como FIESP, IPEF, Vale da Celulose, Reflore e Senai, que ampliam o alcance e a aplicação de novas tecnologias no setor de base florestal.

“Esse reconhecimento consolida a imagem da Eldorado Brasil que traz a inovação no DNA e tem em sua cultura a abertura para colaboração de startups. O trabalho consistente e integrado de nossas equipes resultou neste prêmio que, sem dúvidas, nos dá orgulho e reafirma que estamos no caminho certo da inovação e do fortalecimento do setor”, afirma Jozébio Gomes, gerente de Competitividade e Facilities.

Desde a sua fundação, a Eldorado Brasil tem mantido a inovação como um de seus pilares estratégicos, integrando tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional. Essa cultura impulsiona o desenvolvimento de soluções que fortalecem a competitividade do setor e reforçam o compromisso da companhia com o avanço tecnológico e a transformação sustentável da indústria de celulose.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

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Exclusiva – Expedição Silvicultura consolida o maior mapeamento florestal do país

Iniciativa inédita percorreu 40 mil km e 14 estados, encerrando a fase de eventos presenciais no Rio Grande do Sul e focando agora na análise de um vasto acervo de dados estratégicos

A Expedição Silvicultura, um projeto ambicioso e inovador da Canopy Remote Sensing Solutions, completou uma jornada impressionante que cobriu mais de 40 mil quilômetros e mapeou 14 estados — abrangendo 98% da área plantada do Brasil. O projeto atingiu um marco crucial ao concluir no início deste mês sua série de nove eventos presenciais. O encerramento ocorreu na capital gaúcha, Porto Alegre, onde o último encontro selou o fim desta fase do levantamento.

Sucesso: a Expedição Silvicultura conclui integralmente seu roteiro, cruzando 14 estados do Brasil e totalizando um percurso de mais de 14 mil km nas principais regiões produtivas do setor

O ponto principal do projeto é a geração de informações de alta qualidade e detalhamento para impulsionar a competitividade do setor. Com o encerramento da coleta em campo, o foco da equipe técnica se volta integralmente para a análise final do vasto material reunido entre setembro e novembro deste ano.

Em uma avaliação sobre o sucesso do levantamento e a quantidade de dados obtidos na primeira edição, Bruno Montibeller, sócio da Canopy Remote Sensing Solutions e coordenador geral do projeto, declarou: “O balanço foi realmente positivo. Conseguimos um conjunto de informações que nos deixa muito satisfeitos e que demandará agora um intenso trabalho de análise. Nos dedicaremos a processar esses dados coletados para, então, publicarmos o relatório final da Expedição”.

Bruno Montibeller

Referência para o futuro do setor

O material resultante da Expedição está programado para ser divulgado no início de 2026. A expectativa é que o levantamento se torne uma referência fundamental para o planejamento e desenvolvimento da silvicultura brasileira, sobretudo ao incluir dados de produtividade de pequenas e médias propriedades, incluindo atenção especial a culturas como o Pinus na Região Sul.

O sucesso da iniciativa reside, em grande parte, na sua estratégia de troca de conhecimento e Inovação. Os eventos presenciais, oferecidos gratuitamente, viabilizaram uma intensa e produtiva troca de informações entre produtores, técnicos e líderes, consolidando a colaboração e a sinergia de toda a cadeia produtiva florestal.

Bruno também destacou como o trabalho em campo e o diálogo com o setor foram essenciais para validar as diferenças regionais e os desafios específicos de cada polo produtivo: “Realizamos este grande levantamento em mais de 40 mil quilômetros. Ao longo da rota, pudemos reafirmar algumas percepções que já tínhamos sobre a diferença entre os polos de produção florestal do país. Durante a Expedição, confirmamos essas particularidades ao conversar com produtores e agentes do setor de silvicultura, entendendo os desafios específicos de cada região e as percepções que cada um desses profissionais compartilhou conosco”.

Um novo inventário anual vem aí!

Com a conclusão da primeira edição, a Expedição Silvicultura já se consolida como um evento contínuo e estratégico para o setor. Em resposta à alta demanda e ao entusiasmo de parceiros e produtores, a iniciativa tem a previsão de uma nova edição para 2026, reafirmando sua proposta de se estabelecer como um inventário anual que fornecerá uma valiosa série histórica de dados para o futuro da silvicultura no país.

Fábio Gonçalves, cofundador e CEO da Canopy Remote Sensing Solutions, reforça que o projeto superou as expectativas iniciais e destacou a gratidão pelo apoio maciço que garantiu o sucesso do levantamento inédito: “A Expedição Silvicultura foi um sucesso total. Este é um projeto audacioso, que começamos a planejar em 2024. Demandou um planejamento intenso e confesso que não tínhamos tanta certeza do que esperar. Conseguimos coletar dados em centenas de propriedades, além de milhares de pontos de validação do mapeamento. Só temos a agradecer por todo o apoio dado pelos patrocinadores que acreditaram na iniciativa, a todas as instituições que nos apoiaram, e a todas as pessoas que compareceram aos eventos e acompanharam o projeto nas redes sociais”.

Fábio Gonçalves

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions, Embrapa Florestas e Paulo Cardoso Comunicações, contando com o apoio das principais empresas e instituições do setor.

Escrito por: redação Mais Floresta.

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Empresa brasileira vence prêmio do príncipe William com projeto que usa IA para reflorestar Amazônia

Re.green combina tecnologia e dados ecológicos em projetos de reflorestamento na Amazônia e na Mata Atlântica. Empresa quer plantar 65 milhões de mudas até 2032

Uma combinação de inteligência artificial, imagens de satélite e dados ecológicos que tem como objetivo restaurar um milhão de hectares de floresta na Amazônia e na Mata Atlântica.

Esse é o projeto desenvolvido pela re.green, empresa brasileira de reflorestamento vencedora de uma das categorias do Earthshot Prize 2025.

🌱 O Earthshot Prize foi criado em 2020 pelo Príncipe William e tem como propósito buscar exemplos de liderança climática e resolução de problemas ambientais. O prêmio sempre destaca os 15 finalistas mais inspiradores e tem cinco vencedores anualmente, que ganham 1 milhão de libras cada para investirem em seus projetos.

A re.green, fundada em 2021, foi a ganhadora na categoria “Protect & Restore Nature” (“Proteger e Restaurar a Natureza”, em inglês). A empresa trabalha com toda a cadeia de restauração, desde a coleta das sementes até a comercialização do crédito de carbono. (entenda mais abaixo)

“Às vezes, as pessoas acham que restaurar um ecossistema é igual a plantar árvores. Mas não é. Exige um monte de considerações sobre métodos a serem usados, sobre quais espécies têm que estar presentes”, detalha Thiago Picolo, CEO da re.green.

A empresa diz que cerca de 6 milhões de mudas já foram cultivadas desde 2021, e há previsão para plantio de mais de 65 milhões até 2032. A companhia atua em mais de 34 mil hectares em quatro estados (Bahia, Pará, Maranhão e Mato Grosso), sendo que metade dessa área já está em processo de restauração.

Mapeamento e compra de terras

A empresa brasileira combina tecnologia com manejo de espécies para garantir um processo eficiente de restauração.

Primeiro, são utilizados drones e imagens de satélite, além de dados ecológicos e financeiros, para identificar as áreas com maior potencial de recuperação.

Projeto de reflorestamento da floresta amazônica no Maranhão. — Foto: Divulgação/re.green

Projeto de reflorestamento da floresta amazônica no Maranhão. — Foto: Divulgação/re.green

É nessa etapa que entra também uma análise feita com o uso de inteligência artificial. A empresa desenvolveu algoritmos que conseguem entender, dentro de uma área específica, qual é o recorte restaurável e qual alocação de modelo de restauração é necessária.

📈Isso permite que seja estimado o custo de cada projeto e até qual a curva de carbono capturada estimada no local, a partir do reflorestamento.

“Uma vez que a gente definiu quais são esses lugares que a gente vai estabelecer uma presença, a gente precisa encontrar propriedades específicas que possam ser negociadas ou adquiridas pela empresa”, comenta Picolo.

👉Atualmente, a re.green conta com dois principais modelos nessa etapa do processo:

  • Compra de propriedades pecuárias de baixa produtividade – as terras tornam-se propriedade da empresa e passam a ser usada para reflorestamento.
  • Arrendamento de terras com os proprietários – o proprietário se torna parceiro da empresa, com participação nos lucros gerados pela terra pela restauração.

Apesar de ainda atuar apenas em propriedades privadas, a empresa vê com bons olhos a possibilidade de, no futuro, desenvolver o projeto também em áreas públicas, por meio de concessões do governo.

Modelos de restauração e monitoramento

A partir daí, são desenvolvidos modelos de restauração baseados em espécies nativas e regionais, personalizados para cada região.

“Entendemos que para conseguir restabelecer todos os processos ecossistêmicos e recuperar uma floresta resiliente, é fundamental que as plantas escolhidas sejam parte natural do bioma da região”, afirma a empresa.

Thiago ainda destaca que os modelos são desenvolvidos considerando o contexto de cada terra, isto é, como ela foi utilizada no passado e qual seu estado de degradação.

“A restauração pode ir desde um processo mais intensivo, com muito plantio, até uma restauração menos intensiva, que chamamos de regeneração natural – quando a gente só ajuda a natureza a tomar o caminho que ela tem potencial para tomar”, compara.

🌱Para isso, a re.green trabalha com 22 parceiros, incluindo a Bioflora, um dos maiores viveiros de espécies nativas brasileiras, com capacidade de produzir cerca de 3 milhões de mudas por ano.

Projeto da re.green de restauração da Mata Atlântica na Bahia. — Foto: Divulgação/re.green

Projeto da re.green de restauração da Mata Atlântica na Bahia. — Foto: Divulgação/re.green

Após o plantio nas áreas selecionadas a empresa monitora a restauração e recuperação das florestas.

Essa parte do processo é importante para garantir que as operações previstas na área sejam executadas da forma correta.

“As avaliações são periódicas, tanto para entender se é necessário algum manejo adaptativo, como para mensurar o quanto de carbono está sendo sequestrado naquelas áreas”, explica Picolo.

Só então, são comercializados os créditos de carbono com as empresas que contratam os serviços da re.green.

Além de ter como objetivo restaurar um milhão de hectares de floresta, a empresa pretende capturar 15 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

Expansão do projeto

Diretamente da COP30, no Pará, Thiago comenta que o objetivo da empresa é seguir expandindo sua atuação no Brasil e fazendo cada vez mais negócios com grandes companhias.

“Se eu fechar o olho e imaginar a empresa nos próximos anos, eu gostaria de ter um rol de clientes tão bom quanto o que já temos, mas mais numeroso e com representatividade mais ampla em termos de geografias e setores”, deseja.

Ele pondera que cada projeto exige um investimento inicial considerável, mas a geração de valor acontece de forma consistente ao longo de muitos anos.

Além do aumento no número de clientes, a empresa também mira no investimento público, para expandir as ações para áreas ainda maiores, inclusive por meio de concessões governamentais.

“A gente é bem ambicioso com as metas que a gente coloca. Então, temos que ter um ritmo de crescimento ousado tanto na oferta quanto na demanda”, projeta.

Informações: G1.

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Google fecha acordo para reflorestar Amazônia

Parceria com a brasileira Mombak prevê remoção de 200 mil toneladas de CO₂ e marca o maior contrato de carbono já firmado pela big tech

O Google anunciou nesta quinta-feira (6) seu maior contrato de remoção de carbono até agora ao fechar parceria com a Mombak, startup brasileira especializada em reflorestamento de áreas degradadas na Amazônia. O acordo prevê a compensação de 200 mil toneladas de CO₂ e torna a empresa brasileira a principal fornecedora de créditos de carbono da big tech.

A iniciativa ocorre às vésperas da COP30, em Belém (PA), e reforça o papel do Brasil no mercado global de soluções climáticas baseadas em natureza. A empresa não revelou o valor da negociação.

A Mombak restaura antigas áreas de pastagem com espécies nativas e monitoramento de longo prazo, modelo considerado mais confiável do que projetos tradicionais de preservação florestal. Segundo o Google, a escolha se baseou em critérios de rastreabilidade, impacto social e segurança científica.

Randy Spock, líder global de créditos de carbono do Google, afirmou que o reflorestamento se tornou peça-chave para compensar as emissões geradas por data centers usados para treinar e operar sistemas de inteligência artificial. As emissões indiretas da empresa triplicaram desde 2020, superando 3 milhões de toneladas de CO₂ em 2024.

O acordo também é o primeiro a atender aos parâmetros da Symbiosis Coalition, aliança criada por Google, Meta, Microsoft, Salesforce e McKinsey para contratar 20 milhões de toneladas de créditos até 2030, com padrões mais rígidos de validação.

A demanda crescente por créditos de alta rastreabilidade vem elevando o valor do mercado de carbono brasileiro, que já ultrapassa US$ 100 por tonelada em alguns contratos.

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MS Florestal prorroga inscrições para 15 vagas de trainee em manutenção automotiva

Vagas são destinadas principalmente a interessados da cidade de Água Clara e região

A MS Florestal prorrogou até o dia 18 de novembro as inscrições para o Programa de Trainee em Manutenção Automotiva na cidade de Água Clara, a 190 km de Campo Grande. Além disso, para ocupar as vagas, a empresa também incluiu a candidatura de interessados que possuem CNH categoria B.

Com 15 vagas disponíveis, o programa é uma oportunidade para profissionais ingressarem na área de manutenção de máquinas pesadas utilizadas nas operações de colheita florestal.

Diferente de outros processos seletivos, os aprovados já são contratados como colaboradores CLT, sem prazo determinado, desde o início da capacitação.

Nos dias 26 e 28 de novembro acontecem as etapas presenciais, em Água Clara, que incluem avaliação psicológica e entrevista individual.

Quem pode participar

“Ampliamos a exigência da CNH para categoria B para que mais pessoas possam participar. O programa busca candidatos com Ensino Fundamental completo, que residam em Água Clara ou região, e que tenham vontade de aprender e crescer com a empresa”, explica Helen Branício, coordenadora de Recrutamento e Seleção da MS Florestal.

“Quem já tiver noções básicas de manutenção diesel, máquinas pesadas, oficinas automotivas ou curso técnico na área também sai na frente.”

Como requisito, estão Ensino Fundamental completo, CNH categoria B ou D, e disponibilidade para turnos e viagens.

O programa combina formação teórica e prática, com acompanhamento técnico e comportamental, preparando os trainees para atuar diretamente nas frentes operacionais da empresa.

Segundo a empresa, como o foco é o fortalecimento do emprego local, não há auxílio-moradia nem alojamento disponível, por isso, a prioridade é para candidatos que já residam em Água Clara ou municípios próximos.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/traineemanutencao. Em caso de dúvidas, é possível contatar a empresa pelo WhatsApp: (67) 98465-7734.

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