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CMPC Celulose e a Neltume Ports firmam joint venture para implantação de terminal portuário em Rio Grande/RS

A CMPC Celulose e a Neltume Ports uniram forças para a constituição da joint venture Terminal Rio Grande do Sul S/A, com o objetivo de implantar um terminal dedicado à movimentação de carga geral, com foco na celulose, no Porto do Rio Grande (RS).

No início deste mês, o Terminal Rio Grande do Sul obteve, junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), após consulta pública, o reconhecimento da viabilidade para a celebração de um Contrato de Adesão. O instrumento viabiliza a construção e a exploração de um Terminal de Uso Privado (TUP) no município do Rio Grande, a ser firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, na condição de Poder Concedente, e a empresa.

Na última sexta-feira, foi assinado o Contrato de Adesão entre a Secretaria Nacional de Portos, o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ e o Terminal Rio Grande do Sul S/A, concedendo à empresa o direito de implantar e explorar suas instalações portuárias.

O projeto prevê a construção de dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando de forma significativa a capacidade logística do Porto do Rio Grande.

Os investimentos estimados somam R$ 1,5 bilhão. Durante a fase de implantação, a expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos. Na fase operacional, o terminal deverá criar cerca de 450 empregos diretos e mais de 2.100 empregos indiretos, incluindo trabalhadores avulsos e caminhoneiros.

O projeto também contempla um repasse de R$ 142,7 milhões à Portos RS, destinado especificamente à execução da dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Novo, beneficiando todas as cargas operadas nessa área portuária.

Os próximos passos incluem a Cessão de Uso do terreno, atualmente em tramitação junto à Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Na sequência, estão previstas a realização de audiência pública, bem como a obtenção da Licença Prévia e da Licença de Instalação junto à FEPAM/RS.

Informações: Portos RS

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Uruguaio investe US$ 800 milhões no bilionário mercado de celulose

O Uruguai está prestes a inaugurar um novo projeto industrial de grande escala em 2027 no mercado bilionário de celulose, no qual, o Brasil é líder.

Um grupo investidor liderado pelo empresário uruguaio Ignacio Genta, vinculado ao negócio do papel tissue no país, trabalha na preparação de um projeto para construir uma planta integrada de celulose e papel tissue (insumo com o qual se elaboram produtos como papel higiênico e guardanapos) no centro do país, com um investimento estimado de US$ 800 milhões (R$ 4,3 bilhões, segundo a cotação atual).

A iniciativa, ainda em etapa inicial mas com números definidos, mira produzir 144.000 toneladas anuais de papel a partir de celulose elaborada na mesma planta, o que permitiria abastecer parte do mercado regional e exportar para vários destinos do continente.

Embora a localização exata seja mantida sob estrito sigilo, o terreno avaliado está na zona central do país, com acesso a água e logística adequada.

Segundo explicou Genta à Forbes Uruguay, o empreendimento já foi apresentado a autoridades do país do Ministério da Indústria, Energia e Mineração (MIEM) e do Ministério da Economia e Finanças (MEF), que manifestaram interesse em considerá-lo como projeto de interesse nacional dado sua magnitude e potencial exportador.

Uma indústria integrada: da celulose ao papel pronto

O projeto, denominado Paper Cell, apresenta como objetivo a fabricação de bobinas de papel prontas para transformação ou comercialização, à diferença das grandes fábricas instaladas no país, que produzem para exportar a celulose como commodity.

Em termos industriais, trata-se de um complexo que processará celulose em estado líquido e a transformará in situ em papel tissue. Esta integração vertical, explica Genta, permite capturar maior valor agregado. A capacidade projetada inclui duas máquinas de papel com uma produção combinada de cerca de 12.000 toneladas mensais.

Atualmente, o Uruguai não produz essa classe de papel nesta escala. Segundo um estudo feito pelo grupo, existe um mercado regional dinâmico com a Argentina como principal destino potencial, já que o país vizinho importa milhares de toneladas mensais por falta de novos investimentos locais.

Informações: Forbes

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Megaobra de R$ 270 milhões no MS promete ligar cidades e acelerar a economia do Vale da Celulose

O anúncio da implantação e pavimentação da MS-320 recoloca o Vale da Celulose no centro do debate sobre infraestrutura e desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul. Com investimento previsto de R$ 276 milhões, a nova rodovia deve encurtar distâncias entre Três Lagoas, Inocência e outros municípios da Costa Leste, criando um corredor mais ágil para o transporte de cargas e passageiros e integrando o pacote de financiamentos do Governo do Estado junto ao BNDES.

Como será o novo eixo de ligação no Vale da Celulose?

O projeto prevê a pavimentação de 62,9 quilômetros ligando a MS-377 à BR-158, trecho estratégico para a circulação de matéria-prima e produtos industrializados. A ordem de serviço foi assinada em Três Lagoas, com início das obras previsto para o começo de 2026 e prazo contratual de 18 meses, em dois lotes simultâneos para acelerar a entrega.

No chamado Vale da Celulose, onde se concentram plantas industriais do setor florestal, a nova rodovia deve oferecer maior previsibilidade de transporte e menor desgaste de frota. A pavimentação reduz a dependência de estradas de terra em períodos de chuva e favorece o deslocamento diário de trabalhadores entre municípios da região Leste.

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Quais os impactos econômicos da MS-320 na região Leste?

MS-320 é tratada como investimento voltado à redução de custos logísticos e ao fortalecimento do corredor econômico da região Leste. A ligação entre MS-377 e BR-158 cria uma rota mais curta para cargas que seguem a grandes rodovias, terminais ferroviários e, indiretamente, portos e centros de distribuição em outros estados.

Durante o período de implantação, o pacote de obras apoiado pelo BNDES tende a gerar empregos diretos e indiretos, especialmente na construção civil e em serviços de apoio. Após a pavimentação, a região pode se tornar mais atrativa para empreendimentos industriais, silos, armazéns e centros de logística, ampliando a base produtiva do Vale da Celulose:

  • Setor florestal: simplificação e maior regularidade no transporte de madeira e celulose.
  • Agronegócio: escoamento mais ágil de grãos, fertilizantes e insumos agrícolas.
  • Comércio e serviços: maior circulação de pessoas e mercadorias entre cidades da Costa Leste.
  • Receita municipal: potencial aumento de arrecadação com novos investimentos privados.

Quais os impactos na segurança viária e mobilidade com megaobra?

Além do aspecto econômico, a pavimentação da MS-320 é apresentada como medida de segurança viária. Estradas asfaltadas, com sinalização adequada e geometria planejada, oferecem tráfego mais previsível do que vias de terra, sobretudo em períodos chuvosos, reduzindo riscos de acidentes e avarias.

A criação de uma rota alternativa entre municípios da Costa Leste também tende a redistribuir o fluxo de caminhões, aliviando outros trechos já sobrecarregados. Para moradores, isso significa deslocamentos mais rápidos a serviços de saúde, educação e comércio em polos regionais como Três Lagoas, que se consolida como principal referência urbana.

Quais os próximos passos para o corredor econômico Leste?

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Com a MS-320 em operação, o Vale da Celulose tende a se consolidar como um dos principais eixos logísticos de Mato Grosso do Sul. A integração entre rodovias estaduais e federais cria condições para ampliar parcerias com outros estados e conectar a região a cadeias nacionais e internacionais de produção.

O cronograma que prevê início das obras em 2026 e conclusão em até 18 meses coloca a rodovia no horizonte de curto e médio prazo. Enquanto isso, municípios e setor produtivo acompanham o projeto, ajustando o planejamento urbano, serviços de apoio e oportunidades de negócios em torno do novo corredor de desenvolvimento. Veja os benefícios do projeto na região:

CategoriaBenefícios
Econômico• Redução de custos logísticos para produtores e indústrias. • Facilita o escoamento da produção agrícola e industrial. • Fortalecimento do corredor econômico no Leste de MS.
Social• Melhora da segurança viária para motoristas e comunidades locais. • Aumento de integração entre municípios (ex.: Três Lagoas, Inocência e outras). • Geração potencial de empregos diretos e indiretos (construção e operação).
Logístico• Criação de um novo corredor rodoviário estratégico, ligando MS-377 à BR-158.• Melhora na conectividade entre cidades e regiões produtoras.
Produtividade• Maior eficiência no transporte de insumos e produtos. • Redução de tempo de viagem e desgaste de veículos.

Informações: Terra Brasil Notícias

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Peças gigantes atravessam oceano e vão seguir por 120 dias de estrada até MS

Projeto da Arauco avança com operação logística no Porto de Paranaguá e mobiliza cargas rumo à futura fábrica.

O Projeto Sucuriu, da multinacional chilena Arauco, enfrenta um dos mais complexos desafios logísticos do Brasil com o transporte de equipamentos superdimensionados. Após 52 dias de viagem marítima da China, as peças iniciaram uma jornada de 120 dias por rodovias brasileiras, partindo do Porto de Paranaguá até Inocência (MS). Entre os equipamentos está o separador de topo de digestor, com 62 toneladas e dimensões equivalentes a um prédio de dois andares. O projeto, com investimento de R$ 25 bilhões, resultará na maior fábrica de celulose em linha única do mundo, com capacidade de 3,5 milhões de toneladas anuais e previsão de conclusão em 2027.

Peças gigantes que cruzaram oceanos agora enfrentam um dos mais complexos deslocamentos terrestres já realizados no Brasil. O Projeto Sucuriu, da multinacional chilena Arauco, que está sendo construída em Inocência, a 331 quilômetros de Campo Grande, alcançou mais um marco logístico com o desembarque de equipamentos superdimensionados no Porto de Paranaguá, no Paraná.

Após 52 dias de transporte marítimo, as cargas vindas da China iniciam uma longa jornada por rodovias brasileiras, que pode levar até 120 dias até o canteiro de obras, a cerca de mil quilômetros de distância do local de desembarque.

Entre os itens descarregados estão os separadores de topo de digestor, considerados alguns dos maiores e mais complexos equipamentos previstos no cronograma da obra. Com 62 toneladas, 6,6 metros de altura (o equivalente a um prédio de dois andares) e aproximadamente 10 metros de comprimento, tamanho semelhante ao de um ônibus, as peças simbolizam a magnitude e os desafios técnicos envolvidos na logística do empreendimento. A operação no terminal paranaense exigiu planejamento detalhado, engenharia especializada e integração entre diferentes equipes e modais de transporte.

“São peças extradimensionais que precisam de um desenho dedicado para o içamento de cada uma delas por excederem medidas de largura, comprimento, altura e peso principalmente. Na TCP somos reconhecidos como uma plataforma logística completa, realizando operações especiais de carga-projeto desenhado para cada cliente. A nossa equipe especializada conta com experiência para fazer a operação de forma segura e atendendo a necessidade do cliente. E por isso que estamos participando desse projeto com os gigantes Arauco e Valmet”, explicou Fábio Henrique Matos, gerente de operações logísticas do terminal de contêineres de Paranaguá.

O recebimento dessas estruturas no Porto de Paranaguá integra um processo logístico global que envolve os modais marítimo, rodoviário e, eventualmente, ferroviário. Cada etapa requer cuidados rigorosos com definição de rotas especiais, obtenção de licenças e apoio de órgãos públicos, como a Polícia Rodoviária Federal e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Coordenada pela finlandesa Valmet, responsável pelo fornecimento de tecnologia, automação e equipamentos industriais, a logística do Projeto Sucuriu está entre as maiores já realizadas no país. Ao longo de todo o cronograma da obra, a movimentação pode envolver mais de 60 mil carretas. Apenas na fase inicial, mais de 4 mil veículos já circulam pelas estradas, número que deve chegar a 12 mil até junho do próximo ano.

Grande parte dos equipamentos utilizados na construção da nova fábrica de celulose é importada de 18 países, incluindo China, Alemanha, Finlândia, Índia e Japão. Isso exige cronogramas complexos de transporte marítimo antes da etapa terrestre até Inocência.

“Os equipamentos empregados no processo são de alta tecnologia. Esse em particular é o separador de topo, um componente essencial do digestor dentro do processo de produção de celulose. Cada unidade possui cerca de 62 toneladas e mais de 10 metros de comprimento, exigindo operações de manuseio extremamente precisas. Fabricados na China, seguem agora para o projeto Sucuriu, reforçando a importância de uma logística segura e garantindo a entrega com qualidade e confiabilidade para o nosso cliente final”, afirmou Thiago Brandalize, gerente de projetos da linha de fibras da Valmet.

No transporte rodoviário, os desafios se multiplicam. As cargas percorrem rodovias estaduais e federais, passando por áreas urbanas e trechos de infraestrutura sensível, o que demanda autorizações especiais, escoltas e, em alguns casos, intervenções pontuais, como reforço de pontes e retirada temporária de sinalização.

Entre os equipamentos que mais chamam a atenção está o Balão da Caldeira, com 28 metros de comprimento, seção de 3 por 3 metros e peso superior a 500 toneladas. Esse tipo de carga trafega com escolta especial e velocidade controlada, que pode chegar a apenas 20 km/h em determinados trechos, evidenciando a complexidade da operação.

As rotas marítimas do projeto estão divididas em dois eixos estratégicos: o Porto de Santos, em São Paulo, por onde chegam equipamentos de grandes dimensões como o Balão da Caldeira, e o Porto de Paranaguá, responsável por receber a maior parte das cargas especializadas destinadas ao empreendimento.

Mais do que um desafio logístico, o Projeto Sucuriu representa um marco industrial para o país. Com investimento superior a R$ 25 bilhões, a unidade será, quando concluída, a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, com capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas por ano e previsão de entrada em operação até o final de 2027. Durante a construção, o projeto deve gerar mais de 14 mil empregos e, na fase operacional, cerca de 6 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

Conforme o site Perfil News, com cronogramas mensais de entrega que podem alcançar até 400 cargas entre janeiro e maio do próximo ano, a logística do Projeto Sucuriu seguirá testando os limites técnicos e operacionais de equipes nacionais e internacionais, enquanto o Brasil consolida sua posição de destaque no mercado global de celulose.

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Bracell investe R$ 3,5 mi em projeto com caminhões elétricos

A Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, dá mais um passo importante na consolidação de uma logística de baixo carbono. Dois novos caminhões elétricos de 74 toneladas cada um passam a operar no transporte de madeira e de celulose em larga escala. A iniciativa marca um avanço inédito no setor, com o teste do primeiro caminhão 100% elétrico de grande porte em operação no Brasil destinado ao transporte de madeira em larga escala, que representa uma inovação para a Bracell e para o setor. Já no caso do transporte de celulose, após o sucesso da fase de testes – iniciada em 2023 -, a companhia avança e passa a utilizar o veículo com maior capacidade, reforçando o pioneirismo na adoção de soluções logísticas mais limpas e eficientes.

O veículo destinado à operação florestal fará o transporte de toras de eucalipto entre as fazendas e a fábrica da Bracell, em Lençóis Paulista (SP), em um raio de até 100 quilômetros. O outro caminhão elétrico será utilizado no transporte de celulose entre essa mesma unidade fabril e o Terminal Intermodal de Pederneiras.

O projeto, que totaliza o investimento de R$ 3,5 milhões, integra a estratégia de descarbonização da companhia e reforça os compromissos assumidos com a Agenda Bracell 2030. Entre as principais metas ambientais, está a redução de 75% das emissões de carbono por tonelada de produto, além da adoção de tecnologias mais limpas em todas as etapas das operações industriais e logísticas.

“Essa é uma inovação que une escala, tecnologia e impacto ambiental positivo. Ao incorporar caminhões elétricos de grande porte à nossa operação, reforçamos o compromisso com a eficiência logística e com a construção de soluções sustentáveis para o setor. Além disso, temos orgulho de sermos a primeira empresa do setor a conquistar a Autorização Especial de Trânsito (AET) de caminhões elétricos para transporte de madeira e de celulose em conjuntos de 74 toneladas no país, o que reforça a priorização pelo bem-estar e segurança dos nossos condutores e das demais pessoas que estiverem nas vias”, afirma Patrick Silva, vice-presidente de Logística da Bracell.
Com autonomia de até 250 quilômetros por carga e tempo médio de recarga de 1h30, os veículos já estão integrados à estrutura logística da companhia e contam com pontos de recarga instalados na fábrica de Lençóis Paulista.

“A operação será monitorada para avaliar ganhos ambientais, operacionais e econômicos, com possibilidade de ampliação da frota nos próximos ciclos”, completa o executivo.

Celulose
A utilização do caminhão elétrico com AET para 74ton representa um avanço do projeto iniciado pela Bracell em 2023, quando a companhia se tornou pioneira no setor ao adotar veículos pesados com mais de 40 toneladas movidos a eletricidade para o transporte de celulose. Após os resultados positivos deste primeiro piloto, a companhia avança de forma consistente na eletrificação das operações logísticas, alinhada à Agenda Bracell 2030, e reforça seu compromisso com a descarbonização das operações e o enfrentamento das mudanças climáticas, por meio de ações concretas que unem inovação, eficiência e responsabilidade ambiental.

Madeira
Todos os testes seguem rigorosamente as legislações e normas aplicáveis, atendendo aos requisitos legais de transporte, segurança veicular e saúde ocupacional. O projeto foi estruturado com base nas melhores práticas e reforça a visão da Bracell de que soluções sustentáveis devem caminhar junto à integridade operacional e ao bem-estar das pessoas e comunidades envolvidas.

VERACEL

Veracel Celulose inicia novo ciclo sob a liderança de Alexandre Lanna

A Veracel Celulose comunica oficialmente a posse de Alexandre Lanna como novo diretor-presidente da companhia. O executivo acaba de assumir o cargo com a missão de liderar o novo ciclo de crescimento, modernização e fortalecimento da competitividade da operação no Sul da Bahia.

Com uma trajetória de mais de 25 anos no setor de papel e celulose, Alexandre Lanna construiu uma carreira sólida e reconhecida na gestão de grandes operações industriais, com forte atuação em eficiência operacional, inovação e desenvolvimento tecnológico. Antes de ingressar na Veracel, o executivo atuou por cerca de duas décadas na Suzano, onde ocupou posições estratégicas de liderança, incluindo a de Diretor Industrial. Nesse período, foi responsável pela gestão de unidades industriais de grande porte e por pilares essenciais relacionados à segurança, produtividade e excelência operacional.

Ao longo de sua carreira, Lanna também acumulou experiências relevantes em empresas que marcaram a história do setor no Brasil, o que lhe confere amplo conhecimento da cadeia produtiva florestal e industrial e uma visão integrada do negócio. Sua atuação é reconhecida pela busca consistente por alta performance, aliada a práticas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Graduado em Engenharia Química, Alexandre Lanna possui especializações e MBAs voltados à gestão industrial e empresarial, base que sustenta uma liderança estratégica orientada a resultados, inovação e geração de valor compartilhado.

À frente da Veracel Celulose, o novo diretor-presidente será responsável por conduzir o atual ciclo de modernização da companhia, ao mesmo tempo em que reforça o papel da empresa como referência em bioeconomia e como motor de desenvolvimento econômico e social no Sul da Bahia. Nos últimos meses, Lanna contou com o apoio de seu antecessor, Caio Zanardo, em um processo estruturado de imersão em temas estratégicos, assegurando uma transição consistente, colaborativa e com plena preservação do legado construído ao longo dos últimos anos.

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Setor florestal amplia protagonismo e projeta novo ciclo de crescimento em 2026 

O setor florestal de Mato Grosso do Sul inicia 2026 consolidado como um dos principais vetores de crescimento econômico do Estado. A presença de fábricas de celulose em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, a unidade em construção em Inocência e novos projetos em análise reforçam a posição do Estado como maior polo de celulose do país e referência internacional em silvicultura.

Levantamento recente indica que a área plantada de eucalipto alcançou 1,88 milhão de hectares, com projeção de chegar a 2,5 milhões nos próximos anos. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, o avanço confirma Mato Grosso do Sul como uma das principais fronteiras florestais do mundo, sustentada por planejamento, tecnologia e atração de investimentos. De acordo com Verruck, existe um horizonte de pelo menos seis anos de novos aportes com a entrada em operação e ampliação das fábricas da Arauco, Bracell e Eldorado Brasil.

A produção estadual de celulose deve ultrapassar 7,5 milhões de toneladas e pode alcançar entre 18 e 19 milhões nos próximos anos, impulsionada pela expansão industrial e pela ampliação das áreas de plantio. O Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, representa um dos maiores investimentos do setor, com aporte estimado em 4,6 bilhões de dólares e capacidade prevista de 3,5 milhões de toneladas por ano.

Outros empreendimentos reforçam o cenário de crescimento para 2026. A Bracell anunciou a instalação de uma fábrica em Bataguassu e há tratativas em andamento para uma nova unidade em Água Clara, ampliando a cadeia produtiva florestal e fortalecendo a Costa Leste como eixo estratégico da indústria de celulose.

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O diretor-executivo da Reflore MS, Benedito Mário, destaca que o setor atravessa a melhor fase no Estado, com potencial para absorver novos investimentos. Segundo ele, existe um horizonte de aproximadamente 13,5 milhões de hectares aptos para a atividade florestal, permitindo a expansão sustentável e a recuperação de áreas degradadas.

Além do crescimento das áreas plantadas e da produção, o setor florestal segue avançando em mecanização e sustentabilidade. Empresas de celulose investem em tecnologia para aumentar a eficiência das operações e reduzir impactos ambientais. Entre os desafios acompanhados para 2026 estão a ampliação da infraestrutura logística e a formação de profissionais para atender a cadeia produtiva, especialmente nas atividades florestais.

Com novos projetos industriais, expansão das florestas plantadas e investimentos públicos e privados, o setor florestal de Mato Grosso do Sul projeta manter em 2026 o ritmo de crescimento que posiciona o Estado como um dos principais polos globais da celulose.

Informações: RCN 67

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Indústria de celulose faz balanço das atividades no Sindpacel Day

O Sindpacel, sindicato da indústria de Celulose, Papel, Papelão e Artefatos do estado da Bahia, encerrou o ano de 2025 com a realização do V Sindpacel Day, reunião anual de balanço das atividades do sindicato. Na oportunidade, foram apresentados os dados e o desempenho da indústria de celulose no estado pela equipe do Observatório da Indústria e traçadas as estratégias de atuação para 2026.

Para Fernando Branco, presidente do sindicato, 2025 foi um ano desafiador e muito produtivo para o setor. No balanço das realizações, ele destaca o compromisso das indústrias associadas no apoio a programas sociais e a realização, na Bahia, do 31º Sinpel, maior evento sindical do país. Luís Henrique Tapia e Caio Zanardo, da Veracel também participaram do encontro e destacaram o fortalecimento das ações socioambientais do setor.

O Sinpel discutiu as perspectivas econômicas e regulatórias que impactam o setor de celulose e papel, iniciativas para fortalecer o papel dos sindicatos na defesa e desenvolvimento das indústrias do segmento e propostas conjuntas para ampliar a competitividade do setor.

O Sindpacel Day foi realizado na sede da FIEB, dia 17.12. No mesmo dia,  foi realizada a confraternização anual, no restaurante Veleiro, no Yatch Clube da Bahia, com a participação de executivos do Sistema FIEB e representantes da diretoria da FIEB.

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Agronegócio de MS cresceu 19% e celulose segue liderando o ranking de exportação

2025 também foi marcado por avanços logísticos. A retomada do contrato de concessão da BR-163/MS, agora sob gestão da Motiva, prevê R$ 16,6 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos, com duplicações, faixas adicionais, viadutos e áreas de descanso.

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 como um dos estados que mais avançaram no agronegócio brasileiro e Três Lagoas faz parte desse desenvolvimento, já que é a cidade que lidera o ranking quando o assunto é exportação. O setor foi impulsionado por uma safra recorde de 28 milhões de toneladas de soja e milho, recorde de abate de bovinos, crescimento de 19% no Valor Bruto da Produção e conquistas sanitárias que ampliam mercados.

O desempenho, aliado a investimentos em logística e à expansão de novas cadeias produtivas, consolidou o estado como referência nacional em produtividade, sustentabilidade e competitividade. Além de registrar crescimento expressivo em produção e exportações, o estado atraiu novas indústrias, o que fortaleceu seu papel estratégico no agronegócio brasileiro e abriu espaço para novas fronteiras produtivas.

A atuação integrada entre Famasul, Senar/MS, CNA, Governo do Estado e órgãos federais resultou em avanços estruturantes que fortaleceram as cadeias produtivas e ampliaram a competitividade do estado no cenário nacional e internacional. Confira alguns avanços que ocorreram em 2025.

PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE EM ALTA

A safra 2024/25 registrou crescimento expressivo. Somadas, a soja e o milho alcançaram 28 milhões de toneladas, aumento de 35% em relação ao ciclo anterior, garantindo ao estado o 5º lugar no ranking nacional. A produtividade do milho foi o grande destaque, com avanço de 62% frente à safra 2023/24, marcada por forte quebra e produção de apenas 8,4 milhões de toneladas.

Agronegócio de MS cresceu 19% e celulose segue liderando o ranking de exportação

Esse movimento foi impulsionado também pela chegada e expansão das indústrias de etanol de milho. Na safra atual, Mato Grosso do Sul produziu 1,58 bilhão de litros do biocombustível, crescimento de 58% e estímulo direto à demanda por grãos.

Outras cadeias despontam com força no estado. A citricultura avança com projeção de 30 mil hectares de laranja, enquanto o amendoim mantém ritmo acelerado, com área plantada de 43,5 mil hectares e produção estimada em 173,7 mil toneladas.

FLORESTAS PLANTADAS

O setor de florestas plantadas segue em grande expansão. A área de eucalipto superou 1,89 milhão de hectares, impulsionada pela expectativa de instalação de duas novas plantas industriais, sendo uma em Inocência e outra em Bataguassu, que devem ampliar a demanda por madeira nos próximos anos.

A adoção de práticas regenerativas e de manejo sustentável se intensificou em 2025. Sistemas integrados, rotação diversificada de culturas, manejo conservacionista do solo e estratégias de mitigação climática consolidaram uma agricultura mais resiliente e alinhada às exigências internacionais.

EXPORTAÇÕES E COMPETITIVIDADE EM ALTA

As exportações do agronegócio acumularam crescimento de 4% entre janeiro e novembro, com faturamento de US$ 9,2 bilhões. A celulose lidera as vendas externas, representando 31% da receita e somando US$ 2,84 bilhões, 20% acima de 2024.

Agronegócio de MS cresceu 19% e celulose segue liderando o ranking de exportação

Em seguida vêm a soja em grãos, com US$ 2,33 bilhões (25% do total), e a carne bovina, que cresceu 51% e chegou a US$ 1,70 bilhão, consolidando a força do setor.

INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA AVANÇAM COM NOVOS INVESTIMENTOS

O ano de 2025 também foi marcado por avanços logísticos. A retomada do contrato de concessão da BR-163/MS, agora sob gestão da Motiva, prevê R$ 16,6 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos, com duplicações, faixas adicionais, viadutos e áreas de descanso.

Outro projeto estratégico é a Rota da Celulose, que abrange cerca de 870 km de rodovias federais e estaduais, com investimentos estimados em R$ 10 bilhões, conectando regiões produtoras aos corredores de exportação.

A confirmação do leilão da Hidrovia do Rio Paraguai para 2026 representa mais um passo para reduzir custos logísticos, enquanto melhorias em aeroportos regionais ampliam o escoamento de cargas de maior valor agregado.

Informações: Perfil News

pib2025

Qual foi a contribuição da celulose para o PIB brasileiro em 2025?

Estimativas indicam que o segmento de papel e celulose pode receber entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos até 2028, com destaque para Mato Grosso do Sul, que se consolidou como o chamado “Vale da Celulose”.

A participação da indústria de celulose no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 ainda não foi divulgada de forma oficial e consolidada pelos órgãos responsáveis, como o IBGE ou pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Os dados disponíveis até o início de 2026 permitem, no entanto, traçar uma ordem de grandeza confiável, com base nos números mais recentes já publicados e no desempenho observado ao longo de 2024 e 2025.

O que dizem os dados mais recentes

Segundo os últimos levantamentos consolidados, em 2022, a cadeia de árvores plantadas que engloba celulose, papel, painéis, madeira processada e outros segmentos, respondeu por cerca de 1,3% do PIB brasileiro, segundo dados da Ibá.

Em 2023, esse percentual ficou próximo de 0,9% do PIB, de acordo com balanços setoriais divulgados por entidades do setor florestal.

Esse intervalo indica que, nos últimos anos, a contribuição direta da cadeia de árvores cultivadas tem oscilado em torno de 1% do PIB nacional, sem considerar os efeitos indiretos e induzidos sobre outros setores da economia.

Dentro dessa cadeia, a indústria de papel e celulose representa o núcleo econômico mais relevante. Em 2023, o setor registrou receita bruta estimada em cerca de R$ 260 bilhões, valor que corresponde, de forma aproximada, a 2% a 3% do PIB brasileiro quando se observa o valor bruto da produção industrial.

É importante destacar que esse percentual não aparece como dado oficial isolado nas contas nacionais, mas é amplamente utilizado em análises setoriais como uma estimativa de ordem de grandeza, baseada na escala produtiva, no faturamento e na participação do setor no PIB industrial.

O cenário de 2025: crescimento e protagonismo externo

Embora os dados consolidados do PIB de 2025 ainda não estejam disponíveis, os indicadores parciais apontam um ano de forte desempenho para a celulose:

– No primeiro semestre de 2025, o setor de árvores cultivadas respondeu por 4,8% das exportações totais do Brasil, em dólares, e por 9,7% das exportações do agronegócio.

– As exportações do setor somaram cerca de US$ 7,9 bilhões no período, impulsionadas principalmente pela celulose.

– O volume exportado de celulose cresceu 10,8%, alcançando aproximadamente 10,5 milhões de toneladas, com valor de US$ 5,37 bilhões no semestre.

Esses números reforçam o papel estratégico da celulose na geração de divisas e no equilíbrio da balança comercial brasileira em 2025.

Então, qual foi a contribuição da celulose ao PIB em 2025?

Com base nos dados disponíveis e nas tendências observadas, é possível afirmar que:

  • A cadeia de árvores cultivadas, liderada pela celulose, deve ter mantido uma participação próxima de 1% do PIB brasileiro em 2025, considerando apenas os efeitos diretos.
  • A indústria de papel e celulose, analisada pelo valor bruto da produção, provavelmente permaneceu na faixa de 2% a 3% do PIB, como estimativa, não como número oficial fechado.
  • Essas proporções são coerentes com o desempenho registrado em 2022 e 2023 e com o crescimento da produção, das exportações e dos investimentos ao longo de 2024 e 2025.

Vale da Celulose (Foto: Divulgação/Saul Schramm)

Investimentos e consolidação do “Vale da Celulose”

Outro fator que reforça a relevância econômica do setor é o volume de investimentos em curso. Estimativas indicam que o segmento de papel e celulose pode receber entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos até 2028, com destaque para Mato Grosso do Sul, que se consolidou como o chamado “Vale da Celulose”.

O estado concentra grandes projetos industriais e uma expansão expressiva das florestas plantadas, reposicionando o Brasil como um dos principais polos globais de produção de celulose.

Apesar de ainda não existir um número oficial que isole a participação da celulose no PIB brasileiro em 2025, os dados mais recentes permitem afirmar que o setor segue como um dos pilares da economia nacional. A contribuição direta gira em torno de 1% do PIB, enquanto a indústria de papel e celulose, em termos de valor bruto, ocupa uma faixa estimada entre 2% e 3%, com tendência de crescimento sustentada por exportações robustas e investimentos de longo prazo.

O governo de MS projeta que a expansão do setor florestal e de novas fábricas de celulose no estado pode criar quase 100 mil novos empregos (cerca de 24 mil diretos e 69 mil indiretos) até 2032.

Indústrias como Suzano, Eldorado, Klabin, Bracell e Arauco atuam como âncoras de desenvolvimento regional, gerando vagas na área industrial, florestal, logística, serviços e construção civil durante as fases de implantação e operação.

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Governo de MS articula soluções para viabilizar fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu

O secretário Jaime Verruck, da Semadesc, visitou na manhã e à tarde desta quinta-feira (8) o local das futuras instalações da fábrica de celulose da Bracell no município de Bataguassu, a sexta unidade industrial do segmento em Mato Grosso do Sul. A agenda incluiu reunião com a diretoria brasileira da multinacional para conhecer as principais demandas e desafios do empreendimento e buscar soluções conjuntas para viabilizar o projeto.

“Nós estivemos em Bataguassu e nos reunimos com toda a diretoria da Bracell, empresa que recentemente recebeu a licença prévia para a instalação de uma indústria de 2,5 milhões de toneladas de celulose no município. É a nossa sexta planta industrial, que vai começar a ser construída provavelmente ao longo deste ano, dependendo ainda da licença de instalação”, destacou o secretário.

Além de Verruck, participaram da visita o superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, o assessor de Logística da Semadesc, Eduardo Costa, e representantes da Bracell, entre eles Manoel Browne, diretor; Mauro Quirino, vice-presidente; Júlio Gama, vice-presidente institucional; Marcos Fabrício, diretor de projetos; e Bruno Madalena, gerente institucional.

A agenda teve início no escritório da MS Florestal, em Bataguassu, empresa do Grupo Bracell responsável pela gestão dos recursos florestais que vão abastecer a fábrica. Na ocasião, foram apresentadas as principais demandas da empresa. A Bracell também questionou sobre o andamento da licitação da Rota da Celulose, que prevê investimentos nas rodovias BR-262 e BR-267 e na MS-040.

“Discutimos as grandes questões que ainda envolvem a implantação dessa indústria. Tivemos a oportunidade de conhecer in loco onde será instalada a fábrica e de visualizar como será o acesso ao local. O município já está trabalhando na elaboração de um novo plano diretor, avaliando os impactos do crescimento com a implantação da indústria, e a Bracell está auxiliando nessa questão”, afirmou Verruck.

Segundo o secretário, a habitação aparece como um dos principais desafios diante do crescimento acelerado que o empreendimento deve provocar no município. “Uma das questões que a gente tem destacado, obviamente, é a habitação. Nós visitamos, junto com a Bracell, várias possíveis áreas para a construção de moradias, tanto por parte da empresa quanto do setor privado, visando exatamente atender ao crescimento da demanda. Nós sabemos que esse tem sido recorrentemente um desafio, as chamadas dores do crescimento, o desafio do Estado de Mato Grosso do Sul de ampliar a oferta de casas e, principalmente, de conjuntos habitacionais para atender ao aumento da demanda e do emprego”, completou.

Durante a visita, o superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, colocou à disposição o apoio do órgão e das entidades do Sistema S e federações para promover a capacitação de fornecedores locais que deverão atuar durante o período de obras da fábrica, com foco na priorização de empresas sul-mato-grossenses.

O secretário ressaltou a importância dessa estratégia para fortalecer a economia regional. “Essa é uma questão crucial: a qualificação e o atendimento a fornecedores locais. O superintendente do Sebrae, Cláudio Mendonça, esteve conosco e apresentamos a proposta do Encadear, que é um projeto do Governo do Estado em parceria com o Sebrae, que visa qualificar fornecedores para a obra da Bracell e também para o fornecimento continuado após o início das operações da indústria, que já aderiu ao programa”, explicou.

De acordo com Verruck, o Governo do Estado e o Sebrae vão iniciar reuniões para apresentar as demandas da empresa aos empresários locais e estruturar um amplo projeto de qualificação empresarial e formação de mão de obra. “Discutimos as necessidades em relação à mão de obra. O Sistema S, por meio do Senai e do Senac, vai apresentar um programa específico para as áreas florestal e industrial, assim como para toda a estrutura de comércio e serviços do município, que efetivamente sofrerá um grande impacto”, disse.

Sobre a Rota da Celulose, o secretário informou que o contrato com o Consórcio XP, vencedor da licitação, deve ser assinado até o fim de janeiro, com início das obras de melhoria previsto para março. As intervenções mais urgentes devem ser concluídas até dezembro de 2026. Diante das demandas apresentadas, Verruck anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar soluções integradas e reforçou o compromisso do Governo do Estado em apoiar o empreendimento.

Ainda pela manhã, o grupo visitou a área onde a fábrica será implantada, às margens da BR-267, a cerca de nove quilômetros de Bataguassu. A Licença Prévia que aprovou a localização e a estrutura básica do projeto foi ratificada em dezembro do ano passado pelo Conselho Estadual de Controle Ambiental (CECA). “Em março, a empresa deve receber a licença de instalação. Acho que esse será um marco importante dentro desse processo”, concluiu Jaime Verruck.

O projeto da Bracell em Bataguassu prevê investimento de R$ 16 bilhões, com geração de cerca de 12 mil postos de trabalho na fase de implantação e 2 mil empregos diretos na operação. A capacidade produtiva será de 2,92 milhões de toneladas anuais de celulose kraft na Composição A e mais 2,6 milhões de toneladas por ano de celulose kraft e celulose solúvel na Composição B. A unidade deverá consumir cerca de 12 milhões de metros cúbicos de eucalipto por ano e contará com sistemas de cogeração de energia, com caldeiras de recuperação, biomassa e turbogeradores, totalizando capacidade instalada de 462 MW.

João Prestes e Marcelo Armôa, Semadesc
Fotos: João Prestes

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Arauco compra vagões ferroviários por R$ 770 milhões para escoar celulose em MS

Contrato prevê entrega entre 2026 e 2027 e está ligado à nova fábrica em Inocência.

A Arauco Porto Brasil firmou um contrato estimado em R$ 770 milhões para a compra de vagões ferroviários que serão usados no escoamento da produção de celulose da nova fábrica em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. Os equipamentos serão fornecidos pela Randoncorp, com participação operacional da Rumo.

A Arauco Porto Brasil investirá R$ 770 milhões na aquisição de vagões ferroviários da Randoncorp para escoar a produção de celulose da nova fábrica em Inocência, Mato Grosso do Sul. A operação contará com a participação da Rumo, com entregas programadas entre maio de 2026 e novembro de 2027. O projeto inclui a construção de um ramal ferroviário de 48 quilômetros, que conectará a unidade industrial à Malha Norte, com investimento total de US$ 4,6 bilhões. A ANTT autorizou a exploração por 99 anos, com expectativa de escoamento anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose.

Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o acordo prevê o fornecimento de um volume considerado relevante de vagões, com fabricação e entrega programadas entre maio de 2026 e novembro de 2027. O número exato de unidades não foi informado.

O contrato envolve a Arauco e conta com a interveniência das operadoras Rumo Malha Norte e Rumo Malha Paulista, responsáveis pela operação ferroviária que atenderá o empreendimento.

A compra dos vagões está diretamente ligada à implantação da nova fábrica de celulose da Arauco em Inocência, projeto que recebe investimento estimado em US$ 4,6 bilhões. Em novembro, a empresa obteve licença prévia para a construção do ramal ferroviário que conectará a unidade industrial à Malha Norte.

A autorização ambiental foi concedida pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e é válida até novembro de 2029. O projeto prevê a implantação de 48 quilômetros de trilhos, além de uma ponte de 269 metros e dois viadutos.

Em abril, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a construção e a exploração do ramal ferroviário por um período de 99 anos. A expectativa é de escoamento anual de até 3,5 milhões de toneladas de celulose.

A licença ambiental impõe medidas de mitigação, como dispositivos para reduzir atropelamentos de fauna, monitoramento periódico de animais silvestres e recomposição das áreas impactadas pela obra.

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