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Nova malha ferroviária da celulose em MS reposiciona logística, reduz custos e fortalece rota até o Porto de Santos

A iniciativa reflete a consolidação de Mato Grosso do Sul como um dos maiores polos globais de celulose e responde à necessidade de substituir gradualmente o transporte rodoviário em longas distâncias, especialmente em trajetos superiores a mil quilômetros.

A implantação de uma nova malha ferroviária dedicada ao transporte de celulose em Mato Grosso do Sul representa uma mudança estrutural na logística do setor florestal. Com destaque para o Projeto Sucuriú, da Arauco, o Estado passa a priorizar o modelo ferroviário como principal estratégia de escoamento da produção até o Porto de Santos (SP), em um movimento alinhado à expansão industrial, à redução de custos logísticos e às metas ambientais do setor.

A iniciativa reflete a consolidação de Mato Grosso do Sul como um dos maiores polos globais de celulose e responde à necessidade de substituir gradualmente o transporte rodoviário em longas distâncias, especialmente em trajetos superiores a mil quilômetros.

Estudos e projeções do setor indicam que o transporte ferroviário pode proporcionar redução de até 50% no custo do frete em comparação ao modal rodoviário em distâncias próximas a 1.000 km, além de maior previsibilidade operacional. No caso do projeto da Arauco, está prevista a utilização de trens dedicados, com até 100 vagões, exclusivos para o transporte de celulose.

Do ponto de vista ambiental, a migração para os trilhos pode resultar em redução estimada de até 94% nas emissões de gases de efeito estufa, além de diminuir significativamente o fluxo de caminhões pesados nas rodovias. No Projeto Sucuriú, a expectativa é de retirada de cerca de 7 mil viagens de caminhão por mês, o que também contribui para a segurança viária e a conservação da infraestrutura rodoviária regional.

Investimentos e impacto econômico

O investimento total anunciado pela Arauco no Projeto Sucuriú é de aproximadamente US$ 4,6 bilhões, valor que corresponde a uma parcela relevante da economia estadual quando comparado ao PIB de Mato Grosso do Sul (base 2021). Durante a fase de implantação, as estimativas apontam para picos de 14 mil a 17 mil empregos, com estabilização posterior em torno de 6 mil a 7 mil postos diretos e indiretos na etapa operacional.

Esses números reforçam o papel da ferrovia não apenas como solução logística, mas como vetor de desenvolvimento regional, articulando indústria, serviços, infraestrutura e geração de renda.

A nova estratégia logística envolve a construção de ramais ferroviários privados, conectados à malha nacional existente:

  • Ramal da Arauco: entre 47 km e 48 km, ligando a fábrica em Inocência (MS) à Malha Norte, operada pela Rumo;
  • Ramal da Eldorado: cerca de 97 km, conectando Três Lagoas a Aparecida do Taboado;
  • Trajeto ferroviário total até Santos: estimado em aproximadamente 1.050 km entre Inocência e o litoral paulista;
  • Malha Oeste: projeto de relicitação prevê a reativação e modernização de cerca de 600 km dentro de MS, ligando Corumbá a Mairinque (SP), com potencial para ampliar o escoamento de celulose e minérios;
  • Expansão da Malha Norte: a ampliação em 743 km, no Mato Grosso, reforça o Porto de Santos como principal hub logístico do Centro-Oeste.

Em fevereiro, está previsto o lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário da Arauco, que terá terminal integrado dentro da própria planta industrial em Inocência, marcando o início físico da implantação dessa nova rota logística.

Terminais portuários e estratégia em Santos

Toda a produção de celulose de Mato Grosso do Sul tem como destino o Porto de Santos, onde as principais empresas do setor, Eldorado, Suzano, Bracell e Arauco, possuem terminais próprios ou projetos em implantação, estratégia que garante escala, eficiência e controle da operação portuária.

O terminal da Arauco será voltado a navios do tipo break bulk, com capacidade estimada entre 50 mil e 80 mil toneladas por embarque. Já o projeto da Bracell (STS14A) prevê a construção de um armazém com 44.590 m² e capacidade estática de 126 mil toneladas de celulose. A logística também se integra ao mega terminal ferroviário da Rumo, em Rondonópolis, que consolida cargas do Centro-Oeste rumo ao litoral paulista.

Com a ferrovia assumindo papel central no escoamento da produção, Mato Grosso do Sul avança para um novo modelo logístico, mais eficiente, sustentável e competitivo. A combinação entre grandes projetos industriais, ramais ferroviários dedicados e terminais portuários especializados cria um corredor estratégico alinhado às exigências do mercado internacional.


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Suzano restaura mais de 1,7 mil hectares de Mata Atlântica no Estado de São Paulo

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, registrou a restauração de mais de 1,7 mil hectares de Mata Atlântica em 2024. O dado integra o Resumo Público do Plano de Manejo Florestal 2025 da Unidade de Negócio Florestal de São Paulo (UNF-SP), documento que consolida informações sobre conservação ambiental, manejo florestal, segurança, monitoramento e relacionamento com comunidades em 114 municípios de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde se concentram mais de 98% das áreas manejadas pela companhia. O documento completo está disponível no site da Suzano no link: https://bit.ly/4qlmjjI.

“Nosso propósito de renovar a vida a partir da árvore reflete o compromisso em desenvolver soluções sustentáveis com base em recursos renováveis. A restauração ecológica realizada em 2024 integra práticas contínuas de manejo florestal responsável, fundamentais para equilibrar produtividade, conservação ambiental e relacionamento com comunidades. O Resumo Público do Plano de Manejo é uma ferramenta central para garantir transparência e orientar os próximos ciclos”, afirma Mariana Appel, gerente de Sustentabilidade na Suzano.

A UNF-SP administra uma base florestal de aproximadamente 382 mil hectares, dos quais 143 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, o equivalente a 37% das áreas florestais da empresa. As ações de restauração priorizaram Áreas de Preservação Permanente (APP), com suporte de tecnologias avançadas, como o Sistema LiDAR (Light Detection and Ranging), que realiza o escaneamento da superfície terrestre e gera modelos tridimensionais da vegetação, permitindo caracterização precisa da estrutura e do uso do solo. O monitoramento é reforçado por imagens de satélite, sobrevoos com drones e inspeções periódicas em campo conduzidas por equipes especializadas.

Áreas de Alto Valor de Conservação e monitoramento da fauna

A companhia mapeou 23 Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), que somam mais de 10 mil hectares e reúnem atributos ambientais, sociais e de serviços ecossistêmicos considerados críticos, como ecossistemas raros, recursos hídricos essenciais e habitats de espécies ameaçadas, além de locais com relevância cultural e comunitária.

O Plano também apresenta resultados do Programa de Monitoramento de Fauna, que registrou em 2024 240 espécies de aves, 47 de mamíferos, 20 de anfíbios e 4 de répteis, incluindo espécies ameaçadas como muriqui-do-sul, onça-parda e mico-leão-preto. Para proteger esses habitats, a Suzano mantém brigadas especializadas em combate a incêndios florestais, sistema de monitoramento via satélite e 19 torres equipadas com câmeras de alta definição para vigilância contínua.

Manejo sustentável e impacto social

O manejo florestal responsável, adotado pela UNF-SP, busca equilibrar produtividade e preservação ambiental, assegurando a continuidade dos serviços ecossistêmicos e a sustentabilidade do negócio. Toda a produção é baseada em plantios renováveis de eucalipto, com rastreabilidade garantida pelas certificações FSC® e PEFC (NBR 14789), assegurando conformidade com padrões internacionais de manejo florestal.

Além dos aspectos ambientais, o manejo florestal responsável também gera impactos sociais positivos. Em 2024, a companhia investiu em projetos que beneficiaram 70 municípios e mais de 960 localidades, com foco em educação, geração de renda e inclusão produtiva. No mesmo período, a UNF-SP foi responsável pela geração de mais de 4.500 empregos diretos e indiretos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico regional.

A divulgação do Resumo Público reforça o compromisso da Suzano com a transparência e a melhoria contínua, sendo um elemento fundamental para a manutenção das certificações FSC® (FSC-C009927) e PEFC (PEFC/28-23-26). Esses selos asseguram que o manejo florestal atende a rigorosos critérios ambientais, sociais e trabalhistas, promovendo a proteção da biodiversidade, o uso responsável dos recursos hídricos, condições seguras de trabalho e o diálogo permanente com as comunidades.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br  

Informações: SB 24 horas

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Arauco firma parceria para reabilitar animais atropelados em obra de megafábrica em MS

Termo de parceria foi firmado com o Imasul, onde a gigante da celulose se compromete a enviar profissionais para atender os animais em centros de reabilitação.

A fábrica de celulose da Arauco, que está em fase de construção em Inocência, firmou parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), para reabilitação dos animais capturados ou atropelados durante as fases de implantação do empreendimento.

A reabilitação será por intermédio do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em Campo Grande e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Três Lagoas. Os profissionais serão disponibilizados pela Arauco ao Imasul.

Estas unidades irão receber os animais que venham a ser feridos nas obras, com o objetivo de ” mitigar os impactos na malha viária, decorrentes da implantação do empreendimento Fábrica de Celulose Branqueada de Eucalipto”.

Conforme o termo de cooperação técnica, não haverá repasse de recursos financeiros estipulados e a execução da parceria será feita por meio da disponibilização de profissionais para atendimento no Cras e Cetas.

A parceria terá vigência de um ano, podendo ser prorrogada através de termo aditivo, pelo período equivalente a data de validade das licenças ambientais emitidas.

Arauco

A construção da megafábrica de celulose em Inocência é um dos maiores investimentos privados do Brasil e da América do Sul em andamento no momento.

A obra integra o Projeto Sucuriú, que inclui a megafábrica de celulose com capacidade para processar 3,5 milhões de toneladas por ano em uma única linha de produção.

A previsão é de que a fábrica, que demandará investimentos de US$ 4,6 bilhões, entre em operação no segundo semestre de 2027. Para ter matéria-prima, cerca de 400 mil hectares de eucaliptos já foram ou serão plantados no entorno. 

Além de celulose, a previsão é de que o Projeto Sucuriú, que ficará às margens do rio como mesmo nome, gere 400 megavats de energia. A metade será consumida pela própria fábrica e o restante será vendido, sendo suficiente para abastecer uma cidade com até 800 mil habitantes. 

Segundo o projeto original, a indústria da Arauco tem previsão de produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, 1,5 milhão de toneladas a mais do que é produzido no Chile.

Isso faria da Arauco a segunda maior planta de Mato Grosso do Sul (e do Brasil), ficando atrás somente da unidade da Suzano de Ribas do Rio Pardo (2,9 milhões de toneladas/ano).

Após a conclusão da primeira parte (edificação) serão cerca de 2 mil postos de trabalho para as operações industrial e florestal.

Antes mesmo de iniciar as obras da primeira etapa a direção da Arauco já fala em dobrar a capacidade de produção em uma segunda fase. 

Informações: Correio do Estado

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Florestar nos anos 2000: o período que estruturou a entidade para novos ciclos

Entre reorganização interna, diálogo técnico com o poder público e diplomacia setorial, a Florestar atravessou os anos 2000 preparando o terreno para novos ciclos de investimento e fortalecimento.

Em um setor marcado por ciclos longos, decisões estruturais e forte interação com políticas públicas, a história das entidades representativas é tão estratégica quanto a evolução tecnológica no campo. No estado de São Paulo, a Florestar construiu, ao longo de mais de três décadas, um papel central na articulação entre empresas, poder público e sociedade.

Se a fundação nos anos 1990 estabeleceu as bases dessa atuação, foi nos anos 2000 que a entidade passou por uma fase decisiva de reorganização institucional e avanço no diálogo técnico, preparando-se para enfrentar novos desafios e ciclos de crescimento do setor florestal.

Segundo Caio Zanardo, hoje diretor de Sustentabilidade da Suzano e à época membro do Conselho, a década foi marcada por um processo consciente de enxugamento da estrutura e redefinição de prioridades.

Caio Zanardo

“A Florestar passou a organizar melhor suas agendas, alinhar expectativas dos associados e reduzir uma atuação excessivamente reativa, adotando uma visão estratégica de médio prazo”, afirma Zanardo. Essa mudança permitiu maior clareza sobre o papel institucional da entidade e criou bases mais sólidas para sua atuação futura.

Relevância institucional e visão estratégica de longo prazo

O contexto do setor florestal paulista nos anos 2000 impunha desafios específicos. Mesmo sendo um estado com tradição, arcabouço regulatório robusto e histórico consolidado, São Paulo atravessava um período com poucos novos investimentos florestais.

Diante desse cenário, a Florestar optou por uma postura estratégica de preparação institucional. “A entidade fortaleceu o relacionamento com o poder público estadual, estruturou o monitoramento da legislação municipal e passou a acompanhar de forma sistemática as agendas regulatórias”, explica Zanardo.

Essa atuação preventiva contribuiu para criar um ambiente mais previsível e seguro, fundamental para que, anos depois, novos investimentos voltassem a ocorrer no estado.

Governança, técnica e diálogo com o poder público

João Carlos Augusti, que participou ativamente das discussões e articulações da entidade naquele período, destaca que os anos 2000 foram fundamentais para o fortalecimento da governança da Florestar e da sua credibilidade institucional.

“O diálogo técnico com órgãos como a CETESB e a Secretaria do Meio Ambiente foi intensificado, sempre com base em conhecimento técnico e coerência institucional”, afirma. Segundo ele, a entidade se consolidou como referência estadual ao integrar produtores e fornecedores de florestas plantadas, oferecendo uma visão multissetorial do setor.

João Carlos Augusti / Divulgação

Temas como manejo sustentável, expansão das plantações e adequação às normas ambientais dominaram a agenda, além do acompanhamento atento das discussões que culminariam, anos depois, na revisão do Código Florestal.

Fortalecimento das lideranças técnicas

Um diferencial importante da Florestar naquele período foi o fortalecimento das lideranças técnicas, que atuavam de forma constante nas relações com o poder público. Para Augusti, esse trabalho foi essencial para criar relações de confiança com as agências reguladoras.

“Esse relacionamento técnico e institucional garantiu coerência nas discussões e contribuiu para avanços importantes no alinhamento das pautas estratégicas”, avalia.

Transformações do setor e novos ciclos de crescimento

Já João Pedro Pacheco, que foi coordenador, presidente e vice-presidente da entidade, contextualiza a trajetória da Florestar dentro de um período mais amplo de transformações do setor florestal brasileiro. Segundo ele, a partir da década seguinte, especialmente entre 2010 e 2020, o setor viveu um ciclo de forte expansão, impulsionado pela valorização da celulose, entrada de fundos de investimento e avanço da mecanização.

“A profissionalização do setor, a chegada de grandes fundos e o salto em produtividade com melhoramento genético e mecanização mudaram o patamar da atividade florestal no Brasil”, destaca.

João Pedro Pacheco / Divulgação

Esse novo cenário encontrou uma Florestar mais estruturada, preparada institucionalmente e com governança amadurecida para representar os interesses do setor.

Reestruturação e reconstrução institucional

Pacheco também relembra que, a partir de 2014, a Florestar atravessou um período de transição, marcado por ajustes internos e pela reconfiguração do quadro associativo.

Algumas mudanças no cenário setorial e institucional levaram a uma redução temporária no número de associados, o que exigiu uma revisão da estrutura administrativa e financeira da entidade. Esse momento, no entanto, serviu como ponto de inflexão para uma reorganização profunda, que abriu espaço para um novo ciclo de fortalecimento, profissionalização da gestão e retomada do crescimento institucional.

“Foram feitas mudanças no estatuto, identidade visual, modelo de gestão e estrutura de custos. A associação passou a operar com governança corporativa, metas, indicadores e rigor orçamentário”, relata.

O comprometimento das empresas associadas foi decisivo nesse processo. “Quando os associados acreditam no trabalho coletivo, a entidade ganha força e legitimidade”, afirma.

O legado dos anos 2000

Na avaliação dos entrevistados, o principal legado dos anos 2000 foi a construção de uma Florestar resiliente, técnica e institucionalmente preparada para enfrentar diferentes ciclos do setor florestal.

A adoção de uma atuação baseada em diálogo, diplomacia corporativa e construção de pontes — em vez de confronto permanente — consolidou a entidade como interlocutora legítima junto ao poder público e demais atores do setor.

“Esse espírito construtivo, aliado à governança e ao comprometimento associativo, é um legado que permanece até hoje”, conclui Pacheco.

Saiba mais sobre a Florestar no link.

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Embrapa lança chamada para bolsas no projeto ILPF Regenera 

Seleção é voltada a especialistas e estudantes, com inscrições gratuitas e online até 28 de janeiro de 2026.

A Embrapa Agrossilvipastoril, em parceria com a Monsanto/Bayer e a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), lançou a Chamada Pública nº 12/2026 para a concessão de Bolsas de Estímulo à Inovação.

O objetivo é selecionar especialistas e estudantes para atuar no projeto “ILPF Regenera: Indicadores Ambientais de Sustentabilidade para Agropecuária de Baixa Emissão de Carbono”. As atividades abrangem pesquisa, desenvolvimento tecnológico e extensão em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet até o dia 28 de janeiro de 2026. O projeto busca avançar na mensuração de indicadores ambientais e no fortalecimento de práticas sustentáveis no agronegócio brasileiro, com foco em redução de emissões de carbono.

Mais informações podem ser obtidas no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Embrapa, disponível em www.embrapa.br/fale-conosco/sac/.

Informações: Agro Estadão

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Parceria entre Embrapa e CAT fortalece produção agropecuária sustentável em MT

Ações conjuntas levam sistemas agroflorestais e integração lavoura-pecuária-floresta aos produtores rurais, com ganhos ambientais, produtividade e renda no campo.

A promoção de ações de sustentabilidade na produção agropecuária no estado, das pequenas, médias e grandes propriedades rurais, tem encontrado solo fértil na parceria entre a Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) e a Embrapa Agrossilvipastoril, com sede em Sinop. O trabalho realizado por meio de acompanhamento técnico, divulgação de pesquisas e realização de eventos que unem o conhecimento científico à troca direta de experiências entre pesquisadores e produtores rurais tem demonstrado resultados na conservação ambiental e na produtividade no campo.

Um acordo de cooperação técnica foi firmado entre as instituições para o desenvolvimento de ações, projetos e programas com foco na implantação de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis, nas modalidades Sistema Agroflorestal (SAF) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Os produtores rurais terão acesso às vitrines de tecnologia, à casa de sementes e ao viveiro de produção de mudas, instalados na sede da Embrapa, em Sinop. “É o produtor quem ganha com essa parceria. Ele passa a ter ainda mais acesso às inovações desenvolvidas pela Embrapa. Por meio dessas visitas, poderá ver de perto as coberturas propostas no sistema regenerativo”, disse a coordenadora do CAT, Cristina Delicato.

Atualmente duas unidades de SAFs estão em andamento no Assentamento Jonas Pinheiro, que fica entre Sorriso e Vera. “Em função da necessidade de recomposição florestal no assentamento, uma das alternativas é ir além da simples recomposição, promovendo a implantação de florestas produtivas”, explica a chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Gonçalves Vendrusculo.

No sítio Vila Láctea, que trabalha com a pecuária leiteira de gado da raça Jersey, a necessidade é consorciar a pastagem com árvores. Elas melhoram a ambiência, oferecendo sombra e conforto térmico ao gado, o que possibilita a produção de leite com maior qualidade, algo que não seria viável em condições de pleno sol. Além do leite diferenciado, a produtora consegue agregar mais valor ao transformá-lo em queijos artesanais especiais.

“A floresta ajuda a pecuária, por meio da ambiência e da sombra; os dejetos da pecuária adubam o solo, melhoram a pastagem e também adubam a floresta. A simbiose dessas duas atividades promove a diversificação da produção na pequena propriedade”, esclarece o pesquisador da Embrapa, Flávio Jesus Wruck. Ele explica que, dessa forma, o sistema aumenta a sustentabilidade, a eficiência produtiva e a renda da propriedade rural.

Eventos aproximam pesquisa, tecnologia e produtores rurais

A parceria entre a Embrapa e o CAT ocorre há mais de 20 anos, com a promoção de eventos como o Workshop de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e de Sistemas Produtivos. “É uma grande oportunidade trabalhar juntos nesses eventos. A equipe do CAT tem um histórico e um arcabouço técnico importantes, além de uma ótima relação com os produtores rurais. A Embrapa contribui com tecnologias, inovações e resultados de pesquisas. Temos muitos resultados para apresentar”, destacou o pesquisador Flávio Wruck, que também atua como chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril.

Os eventos vão além da divulgação das pesquisas que interessam ao produtor, como destaca a chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril. “Essa troca de experiências entre pesquisadores e produtores rurais é fundamental. Os agricultores relatam o que funcionou, o que não funcionou, e isso é muito prático e importante para o dia a dia”, afirmou Laurimar Vendrusculo.

CAT Sorriso amplia atuação e parcerias

A Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) é uma instituição privada, sem fins lucrativos, criada há 23 anos por produtores rurais comprometidos com o avanço tecnológico do campo aliado à preservação ambiental. Desenvolve diversos projetos de apoio à agricultura familiar, certificação internacional da produção de soja sustentável, revitalização de nascentes de rios e educação ambiental junto à rede escolar e à comunidade de Sorriso. A associação está aberta a novas parcerias para a difusão de práticas da agricultura regenerativa, que contribuem para o equilíbrio climático do planeta. Para conhecer mais sobre ações acesse: catsorriso.org.br

Informações: Notícia Max

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Porto de Rio Grande (RS) terá R$ 24 bilhões em investimentos em celulose e logística de exportação

O ministro de Portos e Aeroportos participou, nesta terça-feira (20), ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de cerimônia no Porto de Rio Grande (RS), que marcou o anúncio do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP), vinculado ao Projeto Natureza, da CMPC, além da assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, voltados à renovação da frota de apoio marítimo.

O empreendimento portuário e logístico prevê investimentos de aproximadamente R$ 24 bilhões, destinados à implantação de uma nova unidade industrial de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e à estruturação da logística de exportação. Já os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões em investimentos para a construção de embarcações, com impacto direto na indústria naval e na logística marítima do país.

Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo está trabalhando para recolocar o Porto de Rio Grande no centro do desenvolvimento do país. “A gente quer criar todas as condições para que esse porto volte a funcionar com toda a força possível. Porto forte significa emprego, renda, indústria funcionando e comida chegando mais barata na mesa do povo. Quando o Estado investe, a economia cresce, o Brasil exporta mais e quem trabalha sente a diferença na vida real”, declarou.

Para o ministro Silvio Costa Filho, o projeto consolida o Porto de Rio Grande como um ativo estratégico para o crescimento econômico do país. “Estamos promovendo um salto de eficiência logística, que reduz custos, amplia a capacidade de escoamento da produção e fortalece a competitividade das exportações brasileiras. Ao integrar hidrovias e porto, criamos um ambiente mais atrativo para investimentos, geramos emprego e renda e ampliamos a participação do Brasil nos mercados internacionais”, afirmou.

O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios no Rio Grande do Sul e gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras e aproximadamente 1,5 mil após sua conclusão. Com a ampliação da produção, a expectativa é de um escoamento superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano, o que motivou a implantação de dois novos Terminais de Uso Privado no estado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão.

O TUP do Porto de Rio Grande terá capacidade de movimentar até 9 milhões de toneladas por ano, a partir do 11º ano de operação, com infraestrutura para armazenagem de cerca de 194 mil toneladas e operação simultânea de dois navios. A operação do terminal deve gerar mais de 400 empregos diretos e cerca de 2.100 indiretos, além de aproximadamente 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão foi assinado em 7 de janeiro de 2026.

Durante o evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a relevância do empreendimento para a economia estadual. “Estamos diante do maior investimento privado já realizado no estado. Esta área, que esteve parada desde 2014, passa agora a cumprir uma função estratégica no transporte de celulose, com reflexos diretos na economia gaúcha”, afirmou.

Programa Mar Aberto

A cerimônia também incluiu a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Ao todo, os contratos somam R$ 2,8 bilhões para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, com potencial de geração de mais de 9 mil postos de trabalho diretos e indiretos. As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros do Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina.

“Esse movimento está alinhado à estratégia do governo federal de reconstrução da indústria naval e offshore brasileira. A Petrobras cumpre seu papel como empresa indutora do desenvolvimento, ampliando investimentos, fortalecendo a logística e contribuindo para o crescimento sustentável do país”, afirmou Magda Chambriard, presidente da Petrobras.

Ainda em Rio Grande, a programação incluiu a entrega de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, reforçando a integração entre investimentos em infraestrutura logística, desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Bracell abre vagas de emprego para Camaçari e Alagoinhas; veja como se candidatar

Líder mundial na produção de celulose solúvel, a Bracell oferece seis vagas de emprego para quem deseja ingressar no setor florestal na Bahia, sendo duas exclusivamente voltadas para profissionais com deficiência (PCD). As oportunidades são para as cidades de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e Alagoinhas, no Litoral Norte da Bahia. Os interessados devem acessar o site www.bracell.com.br e clicar na aba “Carreiras e Pessoas”, em seguida em “Vagas Abertas”.

As oportunidades para a fábrica da Bracell no Polo Industrial de Camaçari são para condutor de empilhadeira; analista de suporte júnior, com ensino superior completo na área de TI (ciência da computação, redes ou cursos similares); e assistente administrativo de RH. Essas duas últimas vagas são destinadas para PCD.

Para a sede administrativa da empresa em Alagoinhas, há três oportunidades: pesquisador II, com formação superior em engenharia florestal, agronomia ou áreas afins e pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) em sua área de conhecimento ou correlatas; instrutor II, com formação técnica ou superior e experiência em operação de máquinas florestais (Harvester e Forwarder); e comprador sênior, com graduação completa em engenharia, administração, economia ou áreas correlatas, pós-graduação ou MBA em gestão de suprimentos, logística, negócios ou áreas afins e inglês avançado. 

Os candidatos selecionados receberão salários alinhados às atribuições dos cargos, além de um conjunto de benefícios que inclui plano de saúde e odontológico, transporte fretado, alimentação na unidade, vale-alimentação, auxílio-escola para dependentes elegíveis, prêmio de férias e seguro de vida em grupo.

A empresa oferece ainda participação no Programa de Participação nos Resultados (PPR) da Bracell e auxílio-educação, conforme a função, o que reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento e a qualificação contínua. 

Além das vagas abertas, a Bracell segue investindo na atração de profissionais para a área florestal e mantém aberto o cadastro de seu banco de talentos destinado a mulheres nas áreas de operação e manutenção, além de pessoas com deficiência. As inscrições devem ser feitas pelo site www.bracell.com, na seção “Carreiras e Pessoas”, acessando a opção “Banco de Talentos”. O cadastro não garante contratação imediata, mas permite que a empresa conheça o perfil profissional dos candidatos para futuras seleções.

Informações: Acorda Cidade

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Calor extremo e incêndios florestais deixam 19 mortos no Chile

Mais de 20 mil hectares foram destruídos até o momento.

Incêndios florestais no Chile deixaram pelo menos 19 pessoas mortas, informaram autoridades nesta segunda-feira (19), enquanto o governo realizava retiradas em massa e combatia quase duas dezenas de incêndios exacerbados pelo calor intenso e ventos fortes.

Embora as condições climáticas durante a noite tenham ajudado a controlar alguns incêndios, os maiores ainda estavam ativos, com condições adversas previstas para o dia todo, disse o ministro da Segurança, Luis Cordero, em uma coletiva de imprensa.

“A projeção que temos hoje é de altas temperaturas”, declarou Cordero, e a principal preocupação era que novos incêndios fossem provocados em toda a região.

Partes do centro e do sul do Chile estavam sob alertas de calor extremo, com previsão de temperaturas de até 37 graus Celsius.

Até o final do domingo, a agência florestal Conaf do Chile informou que os bombeiros estavam combatendo 23 incêndios em todo o país, sendo os maiores nas regiões de Ñuble e Bío Bío, onde o presidente Gabriel Boric declarou estado de catástrofe.

Mais de 20 mil hectares foram destruídos até o momento, com o maior incêndio ultrapassando 14 mil hectares nos arredores da cidade de Concepción.

O incêndio de rápida propagação atingiu as cidades de Penco e Lirquen no fim de semana, destruindo centenas de casas e matando várias pessoas, e as autoridades ainda estão avaliando os danos.

Tanto o Chile quanto a Argentina começaram o ano novo com ondas de calor que continuaram em janeiro. No início deste mês, incêndios florestais ocorreram na Patagônia argentina, queimando cerca de 15 mil hectares.

Informações: Agência Brasil

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Madeira superforte que pode substituir o aço é criada por cientistas

Pesquisadores da Universidade de Nanquim, na China, desenvolveram uma técnica inovadora capaz de ampliar de forma significativa a resistência mecânica da madeira, abrindo novas possibilidades para o uso desse material em aplicações estruturais.

O estudo, publicado no Journal of Bioresources and Bioproducts, descreve um método de autodensificação que a transforma em um material mais robusto, sem a necessidade de processos industriais de alto consumo energético.

Madeira superforte

O procedimento resulta em uma madeira com desempenho superior em tração, flexão e resistência a impactos, superando tanto a natural quanto materiais densificados por métodos tradicionais. Diferentemente desses processos, a técnica não exige prensagem a quente, reduzindo o consumo de energia e tornando o método mais eficiente ambientalmente.

O avanço atende a uma limitação estrutural conhecida da madeira: apesar de ser renovável, econômica e de baixo impacto ambiental, sua aplicação é restrita pela resistência relativamente baixa à tração. Essa fragilidade está ligada à microestrutura do material, cujas fibras de celulose e lignina apresentam lúmens — canais internos ocos para transporte de seiva — que diminuem a densidade e comprometem a resistência mecânica.

A técnica de autodensificação atua justamente sobre essa fragilidade estrutural.

  • Primeira etapa – remoção parcial da lignina: A madeira é fervida em uma solução de hidróxido de sódio e sulfito de sódio, tornando sua estrutura mais flexível para o processo de densificação.
  • Segunda etapa – preenchimento dos lúmens: O material é imerso em uma solução de cloreto de lítio e dimetilacetamida, que provoca a expansão da celulose e da lignina remanescente, preenchendo os canais internos ocos.
  • Terceira etapa – secagem controlada: A madeira é deixada para secar ao ar por cerca de dez horas. Durante esse período, ocorre uma retração uniforme, preservando praticamente o comprimento original da peça.
  • Comparação com métodos tradicionais: Ao contrário da madeira comprimida convencional, que pode apresentar deformações dimensionais, a madeira autodensificada mantém melhor sua forma, resultando em uma peça mais estável e resistente.

A estrutura final é mais compacta e homogênea, o que explica o aumento significativo das propriedades mecânicas observadas em testes laboratoriais. Com o avanço da tecnologia, a madeira autodensificada pode substituir materiais mais caros e pesados, como metais, especialmente na construção civil, ampliando seu potencial como material de alto desempenho que alia resistência estrutural e sustentabilidade.

Informações: Tribuna de Minas

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