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Pastagens degradadas recuam 52% em MS com mudança no manejo e expansão da ILPF

Tecnologia, crédito rural e sistemas integrados puxam recuperação do solo.

Mato Grosso do Sul conseguiu reduzir de forma significativa a área de pastagens degradadas nos últimos anos, em um movimento puxado menos por discurso e mais por investimento, tecnologia e mudança no manejo da pecuária.

Mato Grosso do Sul registrou uma redução significativa de 52% nas áreas de pastagens degradadas entre 2010 e 2024, passando de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares, segundo dados do MapBiomas analisados pela Semadesc. A transformação foi impulsionada por investimentos em tecnologia e mudanças no manejo da pecuária.A recuperação das áreas foi possível graças à adoção de sistemas produtivos mais intensivos, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que ocupa 3,6 milhões de hectares no estado. O governo disponibilizou mais de R$ 500 milhões em 2024 através do Fundo Constitucional do Centro-Oeste para projetos de correção do solo e recuperação de pastagens.

Dados do MapBiomas analisados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) indicam que as áreas de pastagens com baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024, uma redução de cerca de 52% no Estado.

O problema, histórico em regiões de pecuária extensiva, sempre esteve ligado ao uso intensivo do solo sem reposição de nutrientes, baixa taxa de lotação animal e manejo inadequado, cenário agravado por solos arenosos e longos períodos de estiagem. Em 2023, ainda havia cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, segundo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas.

A virada começou com a adoção mais ampla de tecnologias e sistemas produtivos mais intensivos, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que hoje já ocupa mais de 3,6 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. A lógica é simples: produzir mais na mesma área, reduzir a pressão por abertura de novas fronteiras agrícolas e recuperar o solo ao mesmo tempo.


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El Niño eleva risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul

Fenômeno deve intensificar calor e irregularidade de chuvas, com alerta ao Pantanal.

A influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul deve aumentar significativamente o risco de incêndios florestais ao longo deste ano, especialmente nos biomas do Cerrado, da Mata Atlântica e, de forma mais crítica, no Pantanal. O fenômeno altera o regime de chuvas, as temperaturas e o padrão dos ventos, criando condições favoráveis à propagação do fogo.

No Estado, o El Niño atua de maneira direta, elevando as temperaturas e provocando irregularidades nas precipitações. Em 2026, inclusive, há previsão de temperaturas mais elevadas durante o período de inverno. Diante desse cenário, o Governo do Estado mantém uma estrutura de resposta considerada estratégica, que inclui monitoramento tecnológico, atuação terrestre e aérea, além de bases avançadas para ações rápidas de prevenção e combate aos focos de incêndio.

Segundo a meteorologista Valesca Fernandes, do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a situação tende a se agravar nos próximos meses, reflexo das chuvas abaixo da média registradas até janeiro. “Mesmo com a mudança do cenário a partir de fevereiro, quando alguns municípios já ultrapassaram a média de chuva do mês, o estado ainda permanece em alerta”, explicou.

De acordo com Valesca, o trimestre de fevereiro a abril apresenta condições de neutralidade climática, mas há indícios de retorno do El Niño no segundo semestre. “Esse cenário pode favorecer temperaturas acima da média e a ocorrência de ondas de calor”, afirmou. Ela acrescenta que o período seco coincide com fatores críticos. “Altas temperaturas, baixa umidade do ar e ondas de calor formam um conjunto de condições que intensificam o risco de incêndios florestais.”

Os dados utilizados no monitoramento climático são consolidados a partir de informações de 48 municípios, com apoio da Semadesc, Inmet, ANA e Cemaden. A previsão geral aponta que o próximo período seco será marcado por chuvas irregulares e abaixo da média histórica, reforçando a necessidade de ações preventivas contínuas em todo o território sul-mato-grossense.

Informações: Capital News

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Celulose consolida força econômica em 2025 e amplia protagonismo de MS para 2026

Resultados financeiros, novos projetos e investimentos bilionários reforçam Três Lagoas e região como eixo estratégico do setor.

O setor de celulose segue como um dos pilares da indústria brasileira em 2025, sustentado por resultados financeiros robustos, eficiência operacional e novos investimentos de grande porte a partir de 2026. Em Mato Grosso do Sul, especialmente em Três Lagoas e municípios do entorno, o segmento consolida sua posição estratégica com impactos diretos na geração de empregos, na arrecadação e na expansão da cadeia florestal-industrial.

Desempenho recente do setor

Mesmo diante de oscilações nos preços internacionais, a celulose mantém competitividade apoiada em escala produtiva, disciplina de custos e forte inserção no mercado externo. O segmento continua entre os mais relevantes da indústria nacional, com foco especial nas exportações para Ásia e Europa.

Entre as empresas acompanhadas pelo mercado estão Suzano, Klabin, Dexco, Eldorado Brasil Celulose, além de novos projetos liderados por Arauco e Bracell no Estado.

Suzano

Data de referência: 3º trimestre de 2025.

A Suzano registrou vendas de aproximadamente 3,6 milhões de toneladas de celulose e papel, com crescimento anual próximo de 20%. O custo caixa de produção ficou em torno de R$ 801 por tonelada, enquanto o EBITDA ajustado do segmento alcançou cerca de R$ 5,2 bilhões.

A unidade instalada no município de Três Lagoas, está entre as maiores do mundo e tem papel central na economia local, com reflexos diretos sobre empregos, logística, cadeia florestal e arrecadação.

Klabin

Data de referência: projeções e análises de mercado de 2025.

Estimativas indicam crescimento aproximado de 13% no EBITDA em comparações recentes, impulsionado pelo aumento de volumes e pela eficiência operacional. A receita líquida projetada supera R$ 12 bilhões. Mesmo sem planta em Três Lagoas, a empresa influencia preços, contratos e estratégias do setor em Mato Grosso do Sul.

Dexco

Data de referência: análises setoriais de 2025.

A Dexco apresenta desempenho estável no segmento de base florestal, com resultados ligados à demanda por madeira, painéis e celulose. A atuação da companhia fortalece fornecedores e prestadores de serviços ligados à cadeia florestal no Estado.

Eldorado Brasil Celulose

Data de referência: 2º e 3º trimestres de 2025.

Em 2025, a Eldorado apresentou resultados expressivos. No segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 751 milhões, com EBITDA ajustado de aproximadamente R$ 811 milhões. No terceiro trimestre, o lucro líquido alcançou R$ 458 milhões, com EBITDA ajustado em torno de R$ 604 milhões e margem superior a 40%.

A fábrica localizada em Três Lagoas opera com capacidade próxima de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano, acima do previsto no projeto original. A operação movimenta a economia local por meio da geração de empregos diretos e indiretos, impulsionando os setores de silvicultura, transporte, logística e serviços industriais.

Arauco

Projeto Sucuriú – Inocência (MS)

Situação: em obras

Data de referência: 2025

A Arauco conduz em Inocência a implantação do Projeto Sucuriú, considerado o maior complexo de celulose em linha única do mundo. O investimento estimado é de aproximadamente US$ 4,6 bilhões, com capacidade produtiva prevista entre 3,5 e 3,8 milhões de toneladas de celulose por ano após a conclusão.

Durante o pico das obras, o projeto deve empregar até 14 mil trabalhadores, com estimativa de cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos na fase de operação. Mesmo antes do início das operações, o projeto já movimenta a economia regional, gerando empregos, demandando serviços, ampliando a infraestrutura e fortalecendo a cadeia florestal em municípios vizinhos, incluindo Três Lagoas.

Bracell MS

Projeto industrial – Bataguassu (MS)

Situação: fase de implantação

Data de referência: 2025

A Bracell anunciou investimento estimado em cerca de US$ 4 bilhões para a instalação de uma nova fábrica de celulose em Bataguassu. A unidade terá capacidade produtiva prevista de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas por ano.

Durante a fase de construção, a expectativa é de geração de cerca de 10 mil empregos, com aproximadamente 3 mil postos diretos e indiretos na fase operacional. O projeto deve ampliar a base industrial do leste sul-mato-grossense, atrair fornecedores, fortalecer a logística e gerar oportunidades de trabalho, com efeitos indiretos sobre a economia de Três Lagoas e região.

Com plantas em operação e novos projetos em implantação, Mato Grosso do Sul consolida-se como um dos principais polos de celulose do mundo. A concentração de investimentos, empregos e produção fortalece o desenvolvimento regional e posiciona Três Lagoas como referência nacional do setor.

Perspectivas

A expectativa para os próximos anos é de manutenção da relevância do setor, com atenção à evolução dos preços internacionais, aos custos de produção e à maturação dos novos projetos industriais. Para Três Lagoas e região, o cenário confirma a celulose como eixo estruturante da economia.

A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

Informações: Vale Celulose / Hoje Mais

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20 mil vagas de emprego: gigante chilena abre contratações em massa para megafábrica no Brasil

Construção da megafábrica de celulose já emprega 7 mil pessoas em pequena cidade do MS e empresa pretende dobrar oportunidades em 2026.

A megafábrica de celulose da Arauco começou a ser construída em Inocência, Mato Grosso do Sul, em 2025. Segundo a empresa chilena, a obra já emprega 7 mil pessoas atualmente, número que deve dobrar no primeiro semestre de 2026.

A Arauco prevê que o complexo industrial vai gerar 20 mil empregos ao todo, sendo 14 mil na fase de obras e 6 mil empregos quando entrar em operação, nas áreas de industrial, florestal e operações de logística.

Batizado de Projeto Sucuriú, a construção da megafábrica no Brasil é estimada em $ 4,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões), maior investimento da história da companhia chilena. O complexo deve entrar em operação até o fim de 2027.

A megafábrica no Brasil terá capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas de celulose de mercado por ano. Desse volume, entre 95% e 98% serão destinados à exportação, principalmente para China, Europa e América do Norte.

Gigante da celulose aposta em capacitação para megafábrica no Brasil

A Arauco defende que a megafábrica no Brasil deve impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região, com aumento da renda, arrecadação de impostos e atração de novos investimentos em infraestrutura, transporte e energia.

Em parceria com o Senai, empresa chilena promove cursos de capacitação para a megafábrica no BrasilFoto: Divulgação/Senai/ND

Em parceria com o Senai, empresa chilena promove cursos de capacitação para a megafábrica no Brasil

Foto: Divulgação/Senai/ND

Em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a empresa lançou a iniciativa “Abrace este Projeto”, que oferece cursos técnicos em eletrotécnica e mecânica em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O objetivo é capacitar a mão de obra para a indústria de celulose.

Outra parceria, com o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), abre vagas em capacitações de hospedagem e alimentação para moradores de Inocência e do distrito de São Pedro. São 27 cursos nas áreas de saúde, hospedagem e gastronomia, como camareira, higiene e manipulação de alimentos.

Conheça o Projeto Sucuriú em números

Fundada em em 1979, a Arauco está entre as maiores empresas globais de celulose e produtos de madeira, com cerca de 1 milhão de hectares de florestas plantadas na América do Sul.

A companhia atende aproximadamente 5 mil clientes nos cinco continentes e mantém plantas industriais em 11 países. Também atua em bioenergia, produção de energia limpa e geração de créditos de carbono.

Presente no Brasil desde 2002, a empresa emprega mais de 3 mil colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais no país, localizadas em Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR), Piên (PR), Araucária (PR) e Montenegro (RS).

O que esperar da megafábrica no Brasil:

  • Investimento: U$ 4,6 bilhões (ou R$ 25 bilhões)
  • Capacidade produtiva: 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano
  • Empregos no pico da obra: 14 mil
  • Empregos na operação: 6 mil nas áreas industrial, florestal e logística
  • Área florestal: 400 mil hectares de plantação de eucalipto
  • Autossuficiência energética: 400 MW de energia limpa, dos quais 200 MW excedentes serão injetados no sistema elétrico nacional

Informações: ND Mais

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Suzano divulga oito oportunidades de trabalho em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, por meio da Plataforma de Oportunidades da empresa.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos de origem renovável, está com oito novos processos seletivos abertos para atuação nas unidades de Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). As oportunidades contemplam diferentes áreas, incluindo produção industrial, silvicultura, manutenção, operações florestais e programas de aprendizagem.

Para Ribas do Rio Pardo, há oportunidades para os cargos de Gerente de Silvicultura, Aprendiz de Produção, Operador(a) de Máquina de Usinagem I, Analista de Manutenção Industrial (Custos e Contratos), Analista de Manutenção Pleno, Mecânico(a) I e Operador(a) de Máquinas Florestais. Já em Três Lagoas, há uma vaga para Consultor(a) de Produção Secagem.

As inscrições estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e podem ser realizadas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).

Confira abaixo a lista completa das vagas disponíveis e os respectivos prazos de inscrição. Nas páginas, é possível consultar os pré-requisitos, atribuições e benefícios oferecidos pela empresa.

Ribas do Rio Pardo

Gerente de Silvicultura – inscrições até 05/02/2026: Página da vaga | Gerente de Silvicultura

Aprendiz de Produção – inscrições até 08/02/2026: Página da vaga | Aprendiz de Produção

Operador(a) de Máquina de Usinagem I – inscrições até 08/02/2026: Página da vaga| Operador(a) de Máquina de Usinagem I

Analista de Manutenção Industrial (Custos e Contratos) – inscrições até 09/02/2026:  Página da vaga | Analista de Manutenção Industrial (Custos e Contratos)

Analista de Manutenção Pleno – inscrições até 09/02/2026: Página da vaga | Analista de Manutenção Pleno

Mecânico(a) I – inscrições até 09/02/2026:  Página da vaga | Mecânico (a) I 

Operador(a) de Máquinas Florestais – inscrições até 09/02/2026:  Página da vaga | Operador(a) de Máquinas Florestais

Três Lagoas

Consultor(a) de Produção Secagem – inscrições até 09/02/2026:  Página da vaga | Consultor(a) de Produção Secagem

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

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Três Lagoas mantém protagonismo no comércio exterior em 2025 e se destaca na exportação de celulose

Três Lagoas encerrou o ano de 2025 reafirmando sua posição de destaque no comércio exterior, com desempenho expressivo nas exportações e saldo comercial amplamente positivo. Os dados fazem parte da Retrospectiva 2025 do Observatório do Comércio Exterior, elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI), por meio da Diretoria de Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade.

De acordo com o levantamento, o município alcançou US$ 3,05 bilhões em exportações, com crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior. O volume exportado ultrapassou 2,7 milhões de toneladas, resultado que consolida Três Lagoas como um dos principais polos exportadores industriais de Mato Grosso do Sul e do Vale da Celulose.

As importações somaram US$ 415,8 milhões, registrando crescimento de 1,2%, o que resultou em um saldo comercial positivo de US$ 2,63 bilhões. O desempenho evidencia a força da base produtiva local e o alto valor agregado da pauta exportadora do município.

O grande destaque das exportações foi a celulose, responsável por mais de 90% do valor total exportado, reforçando o papel estratégico do setor florestal-industrial na economia local. Outros produtos, como soja processada, papel e cartão, também contribuíram para a diversificação, ainda que em menor escala.

A China manteve-se como o principal destino das exportações de Três Lagoas, absorvendo a maior parte do volume e do valor exportado. Países como Holanda, Estados Unidos, Itália e Argentina também estão entre os principais parceiros comerciais do município, demonstrando a inserção consolidada da produção local em mercados globais.

O Observatório do Comércio Exterior é uma ferramenta estratégica que permite o acompanhamento contínuo dos fluxos de exportação e importação, subsidiando políticas públicas, atração de investimentos e planejamento econômico.

“A Retrospectiva 2025 confirma que Três Lagoas segue em trajetória de crescimento sustentável, com forte integração ao comércio internacional e papel relevante no desenvolvimento econômico regional e estadual”, afirmou Frank Moraes, diretor de Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade.

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Integração pecuária-floresta fortalece produção rural sustentável no RS

Integração pecuária-floresta fortalece sustentabilidade e reduz emissões.

Na região Central do Rio Grande do Sul, árvores e animais dividem o mesmo espaço em um sistema que garante equilíbrio e vantagens para o produtor e para a natureza. O silvipastoril, que integra pecuária e floresta, melhora o conforto dos rebanhos, protege o solo e auxilia na manutenção da qualidade da pastagem durante o ano todo. Após assistir a uma reportagem de televisão, Derli Monteiro decidiu implantar o sistema em São Francisco de Assis. A iniciativa gerou bons resultados, e hoje o produtor rural mantém piquetes de 25×200 metros em uma área de 13 hectares, onde cerca de 60 animais fazem o pastejo rotativo.

“O sistema silvipastoril é bastante eficiente e resiliente, e é fácil de se manejar. O seu Derli, por exemplo, consegue ter uma lotação alta de animais na área, com retorno sempre garantido”, comenta o extensionista da Emater/RS-Ascar, Mauro Bruno.

Os benefícios da integração podem ser observados no manejo do gado de leite, de corte e até de ovinos. O sombreamento reduz o estresse térmico dos animais no verão, já no inverno a floresta ajuda a proteger contra os efeitos da geada. A cobertura vegetal também diminui a suscetibilidade à erosão, auxilia na incorporação de matéria orgânica no solo e melhora a infiltração da água. E o produtor vê vantagem financeira com a possibilidade de diversificação da renda a partir da venda de madeira.

Outro produtor que decidiu apostar na integração pecuária-floresta é Laurindo Beling, de Agudo. Depois de décadas cultivando eucalipto, ele implantou uma área de dois hectares de silvipastoril por incentivo da Emater/RS-Ascar. O resultado deu tão certo que o trabalho foi premiado na Feira da Floresta, em 2017, tornando-se uma referência na região.

“Eu achei que não podia fazer mais nada, e veio a minha premiação. Daí de tanto que eu gostei, falei com a Emater e marcamos mais dois hectares. Agora eu não paro mais”, celebra o produtor.

Segundo a extensionista da Emater/RS-Ascar Luana Tironi, o trabalho desenvolvido por Beling é referência no município. “A gente fica muito contente e incentiva outros produtores a aderirem, porque o sistema dá um resultado muito produtivo”, avalia.

MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS DOS GASES DE EFEITO ESTUFA

Além de contribuir para o conforto térmico dos animais e a manutenção da produtividade da pecuária, o sistema silvipastoril garante ganhos ambientais, dentre os quais está o auxílio no sequestro de carbono, reduzindo os impactos dos gases de efeito estufa.

“A implantação de árvores é uma das formas mais eficientes de se sequestrar carbono para neutralizar os efeitos dos gases de efeito estufa. O sistema também possibilita incorporar matéria orgânica no solo, o que resulta ainda na melhoria da infiltração de água no solo”, afirma o extensionista Gilmar Deponti.

Considerando as características da propriedade da família de Laurindo Beling, como a quantidade de árvores e a velocidade com que elas crescem, Deponti calcula que um hectare de floresta consegue compensar a emissão de metano liberado por cerca de 10 bovinos. Na prática, isso significa que aproximadamente 15 árvores são suficientes para neutralizar as emissões de um único animal.

“Quando analisamos esses números, percebemos o quanto é fácil a agropecuária ser positiva em termos de acumulação de carbono, e não em geração de gases de efeito estufa. Basicamente, trabalhando com o plantio de árvores”, enfatiza.

A integração entre lavoura, pecuária e floresta é inclusive uma das ações que compõem o projeto ABC+, da Emater/RS-Ascar. A iniciativa interna da Instituição está ligada ao Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (ABC+ RS), realizado no Estado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

“No ABC+ trabalhamos algumas práticas de produção sustentável que visam melhorar a produtividade, melhorar a eficiência das atividades e, como consequência, melhorar o balanço da emissão de gases de efeito estufa”, explica o coordenador do projeto na Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá.

ESTUDO AVALIA BENEFÍCIOS AMBIENTAIS DO SISTEMA

A prática é também objeto de pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com a Emater-RS/Ascar e outras instituições. O estudo envolve professores e estudantes de graduação e contará com coletas em Agudo, São Francisco de Assis, Dilermando de Aguiar e Cacequi, incluindo as propriedades de Monteiro e Beling.

O docente da UFSM e coordenador da pesquisa, Jorge Farias, ressalta que dentre as soluções baseadas na natureza, o plantio de florestas é a melhor alternativa para retirar carbono da atmosfera e mitigar os efeitos do aquecimento global. “Nosso estudo, basicamente, está voltado para isso, mostrar que o produtor rural pode melhorar a sua produtividade, o conforto dos animais, melhorar a sua renda e contribuir com a sociedade global a partir do plantio de florestas”, reforça.

De acordo com o professor, a pesquisa analisa diferentes aspectos, que vão desde o crescimento das árvores até o estudo sobre quanto o plantio continuado de florestas está fixando carbono no solo a partir da decomposição de matéria orgânica.

O extensionista Gilmar Deponti completa destacando a importância de pesquisas como essa para o desenvolvimento de soluções sustentáveis na agricultura. “Quanto mais a gente conhece o assunto, mais a gente percebe o quanto é fascinante trabalhar com esses números, e o quanto isso pode ajudar até mesmo a esclarecer para a sociedade que o agronegócio é viável, inclusive na questão dos gases de efeito estufa, com um balanço muito favorável”, finaliza.

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Inmet emite novo alerta e aponta risco de incêndios florestais em estados sob onda de calor

Em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a umidade relativa do ar varia entre 20% e 30%, o que aumenta o risco do fenômeno.

Áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, já afetadas pela onda de calor que atinge a região, entraram em alerta amarelo do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) nesta quarta-feira (4), às 10h05, por baixa umidade relativa do ar. Nesses locais, o índice varia entre 20% e 30%.

Incêndios florestais podem ocorrer devido à baixa umidade relativa do ar.
Incêndios florestais podem ocorrer devido à baixa umidade relativa do ar
Foto: Canva/ND Mais
Áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, já afetadas pela onda de calor que atinge a região, entraram em alerta amarelo do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) nesta quarta-feira (4), às 10h05, por baixa umidade relativa do ar. Nesses locais, o índice varia entre 20% e 30%.

Há baixo risco de incêndios florestais e de problemas à saúde, mas o órgão ainda assim mantém o aviso. As regiões afetadas são:

  • Serrana;
  • Sudoeste Rio-grandense;
  • Noroeste Rio-grandense;
  • Oeste Catarinense;
  • Centro Ocidental Rio-grandense;
  • Sudeste Rio-grandense;
  • Nordeste Rio-grandense;
  • Centro Oriental Rio-grandense;
  • Metropolitana de Porto Alegre.

Fonte: ND Mais

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Pena por incêndios florestais pode subir para 10 anos de prisão

Projeto que tramita em caráter conclusivo prevê ainda penas específicas para incêndios em APPs e em Unidades de Conservação.

A pena para quem comete incêndios em florestas ou vegetação nativa deve aumentar, podendo chegar a até 10 anos de prisão. É o que prevê o Projeto de Lei 3577/24, do deputado Júnior Mano (PSB-CE), que acaba de ser aprovado na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Atualmente, a pena para incêndio em mata ou floresta é de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. Pelo novo texto, a pena passará a ser de dois a cinco anos de reclusão e multa, quando houver dano ambiental relevante ou risco de propagação para vizinhos.

O projeto ainda prevê que a punição pode chegar de três a sete anos de reclusão se o incêndio ocorrer durante o período oficial de emergência ambiental federal com restrições ao uso do fogo. E nos casos mais graves, que envolvam morte de vítimas, prejuízo econômico expressivo ou comprovação de ação intencional, a pena poderá chegar a até 10 anos de prisão.

Áreas de preservação
Áreas protegidas também são citadas no projeto de lei, podendo ter penas agravadas em ⅓ em caso de incêndios em Áreas de Preservação Permanente (APP) e dobradas em Unidades de Conservação de Proteção Integral, como parques nacionais.

A proposta, que pretende alterar a Lei de Crimes Ambientais, tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, mas ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agro Estadão

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Incêndios devastam mais de 40 mil hectares de floresta na Patagônia argentina

Fogo iniciado de forma intencional ou por negligência já afetou milhares de hectares na província de Chubut.

Mais de 40 mil hectares de floresta foram devastados por incêndios na Patagônia argentina, segundo autoridades locais. Os focos de incêndio começaram em meados de dezembro de 2025 na província de Chubut, no extremo sul do país, causando graves prejuízos ambientais à região.

De acordo com Rubén Oliva, presidente da Federação de Bombeiros Voluntários da jurisdição, os incêndios tiveram origem em ações intencionais ou por negligência humana. “Já ultrapassamos os 40.000 hectares queimados até o momento, mas esse número está sendo constantemente atualizado”, afirmou Oliva à Sputnik.

Investigações forenses confirmaram o uso de acelerantes para propagar o fogo, informação já repassada à Justiça pelas autoridades locais.

Informações: Sputnik Brasil

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