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Expoforest 2027 é lançada em Mogi Guaçu e promete movimentar o setor florestal mundial

Maior feira florestal dinâmica do planeta será realizada dentro de uma fazenda de eucaliptos no segundo semestre de 2027

Foi lançada nesta terça-feira (3), em Mogi Guaçu, a sexta edição da Expoforest, considerada a maior feira florestal dinâmica do mundo. O anúncio oficial ocorreu durante evento realizado no Soberano Eventos, reunindo representantes do setor, empresários e convidados.

A programação teve início às 8h, com credenciamento e café de boas-vindas, seguida de apresentações sobre o histórico da feira e o panorama do setor de base florestal, no qual o Brasil ocupa posição de destaque mundial. Também houve espaço para empresas interessadas garantirem participação na edição de 2027. O encontro foi encerrado com visita técnica à fazenda de eucaliptos da empresa Sylvamo, onde a feira será realizada.

A Expoforest acontece a cada quatro anos e se diferencia por ser realizada dentro de uma floresta de eucaliptos, promovendo demonstrações reais de operações, com máquinas em atividade, sistemas de silvicultura, colheita mecanizada, transporte de madeira e produção de biomassa. O evento reúne profissionais do Brasil e do exterior em busca de inovação, tecnologia e oportunidades de negócios.

Na edição de 2023, realizada em Guatapará, a feira contou com 235 expositores, mais de 35 mil visitantes e representantes de 42 países. A estimativa foi de mais de R$ 1 bilhão em negócios fechados ou prospectados durante o evento.

O setor de base florestal é considerado estratégico para a economia e para o desenvolvimento sustentável. O Brasil possui 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas e é o segundo maior produtor mundial de celulose, além de líder em exportações no segmento. Em 2024, o setor foi responsável por cerca de 6% do PIB Industrial do país e registrou receita bruta de R$ 240 bilhões.

Com a confirmação de Mogi Guaçu como sede da edição de 2027, a expectativa é de que o município receba milhares de visitantes e consolide ainda mais sua relevância no cenário do agronegócio e da indústria florestal.

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Silvicultura de precisão: Bracell impulsiona a qualidade de mudas

A adoção das chamadas “janelas de plantio” na silvicultura de precisão permitiu aumento de 15% na qualidade das florestas e deverá refletir em ganho de produtividade para os plantios de eucalipto.

A Bracell consolidou, em 2025, um marco relevante na gestão florestal ao aplicar uma nova abordagem da silvicultura de precisão, com uma inovação no manejo, na escolha de melhores épocas de plantio na Bahia. O aperfeiçoamento, fruto de um estudo iniciado em 2023, trouxe ganhos significativos, incluindo um aumento de 15% na qualidade do cultivo, com redução da incidência de doenças, menor mortalidade e práticas de manejo adequadas, resultando no melhor desempenho no 1º ano.

Para determinar as melhores épocas de plantio foram instalados experimentos ao longo de todos os meses do ano, utilizando materiais genéticos representativos e em três regiões, com características ambientais diferentes contrastantes (condições de clima, tipo de solo e relevo). Após o 1º ano de avaliação, os resultados demonstraram forte potencial de aplicação em escala operacional.

A partir dessa evidência técnica, a equipe operacional estruturou, em julho de 2024, cenários mensais de plantio capazes de identificar o nível de compatibilidade de cada material genético conforme o período em que foi plantado. Dessa forma, por exemplo, clones suscetíveis à determinadas doenças apresentaram melhor desempenho em períodos pós inverno, com a redução das chuvas, tornando-se escapes às condições mais favoráveis para estas doenças.

Em contrapartida, o plantio de clones resistentes foi priorizado no início da estação chuvosa, buscando aumentar a sobrevivência, reduzir o uso de água e o custo de irrigação de plantio. A nova técnica permitiu direcionar cada clone para a “janela de plantio” mais adequada, considerando restrições climáticas, escape às principais doenças e condições ambientais específicas de cada regional de plantio da empresa. Isso elevou de forma consistente a qualidade dos plantios no 1º ano de desenvolvimento. Em 2025, toda a base de plantio da Bracell Bahia passou a seguir integralmente esse modelo, consolidando a aplicação da silvicultura de precisão, com a inovação do manejo, como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade e reduzir perdas.

Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell Bahia, destaca que a iniciativa já se posiciona como uma das ações mais impactantes na performance florestal recente da companhia. “Observamos uma correlação direta entre a qualidade da floresta aos 12 meses e a produtividade futura. Antes, enfrentávamos problemas recorrentes de plantio de clones em períodos que não potencializavam a performance da floresta, o que resultava em maior incidência de doenças, aumento da mortalidade e menor desempenho no primeiro ano. Com a introdução dessa técnica, conseguimos direcionar cada material genético para a sua melhor época e para o talhão mais adequado. Isso fez com que as plantas crescessem de forma mais saudável e consistente. Uma floresta de alta qualidade aos 12 meses representa, de forma muito clara, uma floresta mais produtiva no futuro. O ganho de 15% que alcançamos, até o momento, é extremamente representativo para a operação e evidencia o impacto positivo dessa mudança”, afirma.

Wallison de Souza, gerente de Silvicultura na Bracell na Bahia

Ele acrescenta ainda que a adoção dessa nova abordagem da silvicultura de precisão consolidou um novo patamar tecnológico na operação florestal. “Ao integrar dados climáticos, análises de solo e o comportamento dos materiais genéticos ao longo do ano, conseguimos transformar informação em decisão estratégica. Essa previsibilidade operacional nos permite planejar melhor, reduzir riscos e assegurar que cada hectare plantado atinja seu máximo potencial produtivo. Trata-se de uma inovação que não só fortalece a performance da floresta no curto prazo, mas também reforça os pilares de sustentabilidade, eficiência e competitividade que orientam o nosso planejamento de longo prazo”, conclui

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Épocas de incêndios florestais estão começando a sobrepor pelo planeta; entenda perigo que isso representa

Estudo mostra que a crise climática está fazendo regiões diferentes do mundo queimarem ao mesmo tempo, reduzindo a possibilidade de cooperação internacional entre equipes de emergência.

A crise climática está alterando não apenas a intensidade dos incêndios florestais, mas também a capacidade global de resposta a eles. Reportagem publicada pelo The New York Times, com base em estudo divulgado na revista científica Science Advances, aponta que as temporadas de incêndios em diferentes regiões do planeta estão começando a ocorrer simultaneamente — o que pode limitar o compartilhamento internacional de brigadistas, aeronaves e equipamentos de combate ao fogo.

A pesquisa mostra que as condições climáticas extremas que favorecem incêndios, como ondas de calor, secas prolongadas e baixa umidade, estão ocorrendo em mais dias ao longo do ano. Como consequência, períodos historicamente alternados de queimadas passam a se sobrepor entre continentes.

Durante décadas, essa diferença sazonal permitiu uma espécie de cooperação global no enfrentamento das chamas. Em janeiro de 2025, quando incêndios atingiram a região de Los Angeles por semanas, Canadá e México enviaram bombeiros e apoio logístico. Em 2023, durante grandes queimadas na Espanha e em Portugal, países distantes, como a África do Sul, também contribuíram com equipes especializadas.

De acordo com o cientista climático Cong Yin, da Universidade da Califórnia em Merced e autor principal do estudo, essa dinâmica pode mudar rapidamente.

“Se a temporada de incêndios aumenta e começa a se sobrepor, a janela de oportunidade para que os países ajudem uns aos outros diminui”, afirmou ao jornal dos EUA.
De acordo com ele, as mudanças observadas estão diretamente associadas ao aquecimento global.

O compartilhamento internacional de recursos funciona como uma rede de segurança diante de grandes emergências ambientais. Quando diferentes regiões enfrentam incêndios simultaneamente, essa flexibilidade operacional desaparece, pressionando sistemas nacionais já sobrecarregados.

Diferentemente de pesquisas anteriores, focadas em países ou regiões específicas, o novo estudo analisou padrões globais de clima favorável ao fogo e identificou uma tendência consistente de expansão simultânea do risco. O resultado aponta para um cenário em que incêndios extremos podem ocorrer ao mesmo tempo na América do Norte, América do Sul, Europa e Oceania.

Para os pesquisadores, o avanço das temporadas de fogo transforma os incêndios florestais em um risco climático global, com impactos que ultrapassam fronteiras e desafiam a capacidade internacional de resposta a desastres.

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Pesquisa do SFB atinge 99% de acerto na diferenciação entre a madeira pau-brasil nativa e de plantio

O método diferencia morfotipos e linhagens da madeira pau-brasil e pode ser uma ferramenta para auxiliar no combate ao comércio ilegal.

OServiço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu, por meio do Laboratório de Produtos Florestais (LPF), uma pesquisa que consegue diferenciar, com eficiência, a origem da madeira de pau-brasil (Paubrasilia echinata), distinguindo as coletadas em florestas nativas daquelas provenientes de reflorestamento. O estudo foi apresentado nesta semana e é resultado de uma dissertação de mestrado do Instituto de Química da UnB. 

No projeto, o aluno aplicou técnicas avançadas de análise química, como espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS) e espectrometria de massas por DART-TOF-MS. A primeira explora a interação da radiação infravermelha com a matéria. Já a segunda identifica substâncias “quebrando” suas moléculas e pesando cada pedaço da molécula para descobrir exatamente o que elas são, como se estivesse lendo a impressão digital química de um material. 

Com o NIRS e utilizando 100 amostras reais provenientes de apreensão, chegou-se ao índice de acerto de 99% na distinção da madeira nativa e plantada, mas os dois métodos alcançaram índices de acerto maiores que 80% na diferenciação das linhagens genéticas.  

Ao conseguir a diferenciação das origens, a técnica pode auxiliar em diversas ações importantes, como aumentar a segurança jurídica e técnica para produtores que investem no plantio da espécie, valorizar iniciativas legais de cultivo, especialmente de áreas de recuperação ambiental e regularização de passivos florestais, e contribuir no controle e fiscalização do comércio. 

Com grande procura pelo mercado, o pau-brasil é principal matéria-prima utilizada na fabricação de arcos de violino de alto valor agregado no mercado internacional, porém desde 1992 é classificada como espécie ameaçada de extinção. 

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Licença para instalação de fábrica da Bracell em MS deve sair até maio

Unidade pode ser a sexta indústria de celulose no Estado, que concentra todas as fábricas na região leste.

A licença de instalação da fábrica da Bracell em Bataguassu deve ser emitida até maio deste ano. A indústria de celulose se prepara para implantar a unidade há quase um ano.

“A gente emitiu a licença prévia. Ainda falta alguns trâmites a serem realizados, mas acredito que até o final de abril ou começo de maio a gente deve entregar a instalação de licença de instalação da fábrica”, disse neste sábado (28) Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

A empresa pretende investir US$ 4 bilhões na unidade. A unidade terá capacidade produtiva de 2,8 milhões de toneladas de celulose, em uma área localizada a 15 quilômetros do perímetro urbano da cidade. A perspectiva é de gerar 10 mil empregos nas obras e 3 mil na operação.

Vale da Celulose

Se confirmada, esta será a 6ª fábrica de celulose instalada no Estado. A cadeia produtiva florestal já conta com quatro fábricas de celulose em operação, tendo iniciado a construção da quinta — da Arauco, em Inocência — e confirmado a sexta (Bracell).

MS já tem reconhecimento nacional como o “Vale da Celulose”, tendo 24% da produção nacional. Assim, o Estado já dispõe da segunda maior área cultivada de eucalipto e é o primeiro na produção de madeira em tora para papel e celulose. Mato Grosso do Sul também aparece como vice-líder em área plantada com árvores, ficando atrás apenas de Minas Gerais.

Informações: Midia Max

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MPF recomenda suspensão de licenciamento de fábrica de celulose em Barra do Ribeiro (RS) por falta de consulta a indígenas

Objetivo é garantir o direito de Consulta Livre, Prévia e Informada de comunidades Mbyá Guarani potencialmente afetadas.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a suspensão imediata do licenciamento ambiental do “Projeto Natureza”, da empresa CMPC, em Barra do Ribeiro (RS), até que as comunidades indígenas locais sejam devidamente ouvidas. As recomendações foram expedidas ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), visando garantir a realização da Consulta Livre, Prévia e Informada.

No documento enviado à Fepam, o MPF adverte para a necessidade de paralisação do processo de licenciamento ambiental. O órgão estadual foi orientado a não aceitar o Estudo do Componente Indígena (ECI) ou reuniões informais como substitutos da consulta formal exigida pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, a Fepam deve considerar os impactos sinérgicos do complexo produtivo – que envolvem a unidade fabril, o porto, a infraestrutura logística e a expansão florestal – e tornar sem efeito licenças prévias eventualmente concedidas, sem oitiva às comunidades indígenas potencialmente afetadas pelo empreendimento.

Simultaneamente, o MPF recomendou ao MPI e à Funai que coordenem o processo de consulta junto ao povo Mbyá Guarani. O MPF solicita que os órgãos federais apresentem, no prazo de 30 dias, um plano de trabalho metodológico elaborado em conjunto com as lideranças locais. A Funai e o MPI também foram orientados a oficiar à Fepam, formalizando o pedido de suspensão do licenciamento, e a adotar as conclusões da consulta indígena com caráter vinculante. Em caso de veto das comunidades ao projeto, os órgãos indigenistas deverão emitir parecer técnico desfavorável à viabilidade do empreendimento.

Impactos – O “Projeto Natureza” prevê a implantação de uma fábrica de celulose kraft e maquinário associado na Fazenda Barba Negra. De acordo com o Procedimento Administrativo instaurado no MPF, o projeto atua como vetor de expansão maciça do plantio de eucalipto no bioma Pampa. A documentação aponta a existência de, pelo menos, oito aldeias Mbyá Guarani na Área de Influência Direta e 18 na Área de Influência Indireta do complexo, que estão expostas a pressão fundiária, contaminação hídrica e impactos logísticos severos.

O procurador da República Ricardo Gralha Massia destaca que a Consulta Prévia, Livre e Informada (CLPI) é um direito fundamental garantido pela Convenção 169 da OIT. Segundo ele, esse processo de diálogo entre o Estado e os povos indígenas deve, obrigatoriamente, respeitar a cultura e os protocolos de cada comunidade antes de qualquer decisão que afete seus territórios e modos de vida.

Situação semelhante, caracterizada pela ausência desse procedimento legalmente exigido, ocorreu recentemente em relação a um aterro sanitário em Viamão (RS), relembra o procurador. Em decisão que reforça a proteção aos direitos dos povos originários, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acolheu liminarmente pedido em recurso do MPF e determinou a suspensão de qualquer ato decisório no licenciamento ambiental enquanto a consulta não for realizada.

Informações: MPF

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Com R$ 131 bi em investimentos até 2030, celulose deve puxar PIB de 1,2% de MS

Setor concentra maior volume de investimentos privados do Centro-Oeste; produção deve crescer 17% em 2026.

Impulsionada por investimentos da ordem de R$ 131 bilhões até 2030, a indústria de celulose assume em 2026 o protagonismo da economia de Mato Grosso do Sul. Após um ano em que a agropecuária sustentou a expansão do PIB estadual acima da média nacional, será o avanço do setor industrial – especialmente da celulose – que deve garantir o crescimento neste ano – conforme projeções da Tendências Consultoria ao Campo Grande News.

A indústria de celulose deve liderar a economia de Mato Grosso do Sul em 2026, impulsionada por investimentos de R$ 131 bilhões até 2030. O setor projeta crescimento de 17% no próximo ano, revertendo a retração de 1,3% registrada em 2025.O PIB sul-mato-grossense deve crescer 1,2% em 2026, abaixo da média nacional de 1,6%. O estado concentra o maior volume de investimentos privados do Centro-Oeste, com oito grandes projetos de celulose em andamento, incluindo empreendimentos da Suzano, Arauco, Bracell e Paper Excellence.

Segundo a previsão, o PIB sul-mato-grossense, que tem crescimento estimado em 4,3% em 2025, deve apresentar uma taxa menor este ano, de 1,2%, ficando abaixo da média nacional e na última posição entre os estados do Centro-Oeste.

No cenário nacional, a expectativa é de que a alta do PIB brasileiro desacelere de 2,3% em 2025 para 1,6% em 2026. Os dados oficiais de 2025 serão divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (3), às 9h.

Dentro desse contexto, a celulose deve crescer 17% em 2026, revertendo a retração de 1,3% registrada em 2025, de acordo com análise da economista Camila Saito, sócia da Tendências, em entrevista ao Campo Grande News. No ano passado, o desempenho da indústria estadual foi ainda mais negativo, com queda acumulada de 13%, puxada principalmente pelos biocombustíveis e pela própria celulose.

“O resultado foi puxado principalmente pelo setor de biocombustíveis, que registrou forte retração, além da celulose, que apresentou leve recuo de 1,3%.”

Para este ano, a expectativa é ainda de recuperação da indústria de biocombustíveis – que deve crescer 8% sobre 2025 – e, sobretudo, de um cenário mais positivo para a celulose, impulsionado pela entrada em operação do Projeto Cerrado, da Suzano, uma das maiores e mais modernas fábricas do mundo.

“Com isso, projetamos um crescimento de 17% na produção de celulose em 2026, no âmbito estadual. Esse avanço tende a ter impacto relevante sobre a indústria como um todo e contribuir de forma positiva para o PIB do Estado”, analisa Camila Saito.

Maior volume de investimentos privados do Centro-Oeste

O estudo da Tendências, ao qual o Campo Grande News teve acesso, aponta que Mato Grosso do Sul concentra o maior volume de investimentos privados projetados para o Centro-Oeste entre 2024 e 2030, com aportes estimados em R$ 131 bilhões, impulsionados por projetos da Suzano, Arauco, Bracell e Paper Excellence.

Foram mapeados dez projetos na região, dos quais oito estão em território sul-mato-grossense, a maioria no Vale da Celulose. O levantamento também identificou investimentos nas áreas de mineração, petróleo e biocombustíveis.

Com R$ 131 bi em investimentos até 2030, celulose deve puxar PIB de 1,2% de MS

Fonte: Tendências Consultoria

Agro ainda pesa, mas perde força em 2026

A previsão inicial da Tendências para o PIB estadual é inferior à estimativa do primeiro relatório Resenha Regional do Banco do Brasil deste ano, que projeta alta de 1,9% em 2026, após avanço de 5,4% em 2025. Ambas as projeções indicam desempenho acima da média nacional no ano passado.

Pelas estimativas da Tendências, o crescimento do PIB estadual no ano passado (4,3%) foi impulsionado pela expansão de 18,3% do agronegócio, especialmente soja, milho e carne bovina. A expectativa para 2026 é de um leve recuo de 1,0%.

A economista destaca a vocação econômica do estado e o peso expressivo da agropecuária no PIB que é 26%, bem acima da média nacional (7%). A indústria responde por 22,3% no PIB, liderada por alimentos (40%), papel e celulose (35%) e biocombustíveis, principalmente etanol (20%). Comércio e serviços concentram 51,7% da atividade econômica.

“O Estado tem essa forte vocação na agroindústria; com uma resiliência um pouco maior, tem uma dinâmica diferente da do país como um todo”, disse a economista.

A retração do agronegócio este ano é puxada pela queda nos abates bovinos, após vários anos consecutivos de crescimento expressivo. Isso decorre principalmente da menor disponibilidade de animais prontos para abate e do aumento da retenção de fêmeas para recomposição dos rebanhos.

Apesar da retração do agronegócio, o nível de atividade permanece elevado em termos históricos. Trata-se de um ajuste após um período de forte expansão, e não de uma reversão estrutural.

Avanço da celulose no PIB industrial 

Com a ampliação da capacidade instalada, a tendência é de que, no médio prazo, a celulose amplie sua participação no parque industrial do estado, já que o setor apresenta desempenho acima da média industrial. Atualmente, responde por 35% da indústria estadual, segundo pesos oficiais do IBGE baseados na estrutura de 2022 (PIN). Eventual atualização depende de revisão dos dados pelo instituto.

Na esteira do cenário nacional, o PIB do Centro-Oeste, segundo cálculos ainda não consolidados, deve ter desacelerado de 3,9%, no ano passado, para 1,9%, em 2026, sob a influência negativa da agropecuária, especialmente da produção de carne bovina. Mesmo assim, a taxa deve ficar acima da média nacional.

As estimativas são positivas para a produção de grãos (com exceção do arroz), além da indústria, mercado de trabalho e comércio. Mesmo com ritmo menor, o crescimento regional deve ser liderado por Mato Grosso, cujo PIB deve ter avançado 4,8% em 2025 e crescer 2,2% em 2026. Em Goiás, de 3,6% para 1,8%; e no Distrito Federal, de 3,3% para 2,1%.

Informações: Campo Grande News

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Indústrias de celulose ofertam vagas em quatro cidades de MS

Está em busca de emprego? O setor de papel e celulose está com diversas oportunidades abertas em Mato Grosso do Sul. As vagas estão distribuídas em municípios da região do Bolsão e contemplam funções técnicas, operacionais e administrativas.

Conforme o Sinpacems (Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul), as vagas são oferecidas por empresas associadas, com chances para diferentes perfis profissionais e níveis de formação.

As oportunidades são da Eldorado Brasil, Suzano e Sylvamo, empresas que atuam desde a base florestal até os processos industriais de produção de celulose e papel no Estado.

Confira as vagas:

Eldorado Brasil Celulose

Três Lagoas

  • Assistente administrativo II
  • Jovem aprendiz administrativo
  • Oficial cozinha (PcD)

Água Clara

  • Mecânico / Mecânica I
  • Motorista II (Pipa – Colheita Florestal)

Inscrições: https://vagaseldoradobrasil.gupy.io/.

Suzano

Camapuã

  • Agente florestal
Ribas do Rio Pardo
  • Operador(a) de máquinas florestais
  • Motorista (caminhão-pipa)
  • Operador(a) de área de secagem
  • Operador(a) de painel de secagem
  • Soldador(a)
Três Lagoas
  • Operador(a) de painel de linha de fibras
  • Operador(a) de abastecimento de madeira I (vaga exclusiva PcD – banco de talentos)

Inscrições: https://suzano.gupy.io/.

Sylvamo

Três Lagoas

  • Ajudante prático
  • Estagiário(a) de manutenção.

Inscrições: https://sylvamo.inhire.app/vagas.

Informações: Midia Max

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Suzano recebe inscrições para processos seletivos até esta semana

A produtora de celulose Suzano, fabricante de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está com processos seletivos abertos em Ribas do Rio Pardo. As oportunidades são para as áreas de manutenção industrial e operação de processos.

Conforme a empresa, para o cargo de operador(a) de painel de secagem, o período de inscrição segue aberto até a próxima segunda-feira (2), neste link aqui: Operador(a) Painel de Secagem.

Já para o processo seletivo para soldador(a) I, o prazo estende-se até quinta-feira (5), neste link aqui: Soldador(a) I.

Benefícios

Entre os benefícios oferecidos pela empresa, para a maior parte das vagas, estão: plano médico e odontológico, seguro de vida, vale-refeição ou refeitório e vale-alimentação, com vale-alimentação adicional no fim do ano.

Além disso, são oferecidos: renda extra por meio do programa de remuneração variável (anual), plataforma de saúde mental Wellz, plataforma de saúde física Wellhub e programa de gestantes “Bebê Saudável”, que disponibiliza acompanhamento gestacional através de contato telefônico e abordagens, além de kit personalizado.

Detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na plataforma de oportunidades da Suzano: https://suzano.gupy.io/.

Na página, também é possível acessar as vagas abertas em outras unidades da Suzano no país e se cadastrar no banco de talentos da empresa.

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Orçamento para prevenir incêndios florestais e fiscalizar ambiente cai 17% em 2026

Corte é de R$ 101 milhões em relação a 2025; Ministério do Meio Ambiente diz que recursos adicionais poderão ser alocados ao longo do ano.

O orçamento federal para fiscalização do meio ambiente e prevenção de incêndios florestais em 2026 sofreu corte de 17% em relação a 2025. Estão previstos R$ 495,8 milhões, R$ 101 milhões a menos que os R$ 596,9 milhões destinados no ciclo anterior.

A quantia reservada para a área neste ano é a menor de todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se considerada a inflação no período. Com a redução, o montante determinado para 2026 é inferior ao de 2024, quando o Brasil registrou 278,2 mil focos de incêndio, o pior número desde 2010.

A Folha analisou dados do Painel do Orçamento Federal após Lula sancionar a LOA (Lei Orçamentária Anual), que fixa as despesas públicas. O levantamento considera os valores previstos no início de cada ano e envolve três ações voltadas às queimadas e à fiscalização ambiental, todas de responsabilidade do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).

Em nota, a pasta da ministra Marina Silva afirma que o PLOA 2026 (Projeto de Lei Orçamentária Anual) previa R$ 507,4 milhões para o conjunto das medidas e que o Congresso Nacional cortou R$ 11,5 milhões durante a tramitação, resultando em R$ 495,8 milhões.

“Ressalta-se que, ao longo do exercício de 2026, recursos adicionais poderão ser realocados para as ações de fiscalização ambiental e combate a incêndios, conforme a evolução das necessidades, o cenário e risco climático e as possibilidades orçamentárias”, diz o MMA.

Após ajustes feitos no decorrer de 2025, a verba para a área passou de R$ 596,9 milhões para R$ 613,6 milhões, dos quais R$ 606,5 milhões foram empenhados, ou seja, de fato reservados para as atividades.

Nos últimos meses de 2024, o governo Lula liberou recursos emergenciais para combater as queimadas registradas naquele ano, sendo que R$ 185,3 milhões foram aplicados em 2025 no conjunto das três ações orçamentárias analisadas. Com isso, o total empenhado em 2025 saltou para R$ 791,9 milhões, 59,7% a mais que os R$ 495,8 milhões previstos oficialmente para 2026.

A verba para prevenir e combater queimadas em áreas federais prioritárias, locais que deveriam receber atenção especial do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), sofreu a redução mais expressiva. O montante estimado em 2026 é de R$ 66,6 milhões, 48% a menos que os R$ 128,7 milhões fixados na LOA de 2025. As comparações consideram a correção pela inflação no período.

O orçamento para controle e fiscalização ambiental, também atribuído ao Ibama, passou de R$ 305,2 milhões em 2025 para R$ 232,7 milhões em 2026, um corte de 24%.

O recurso para fiscalização ambiental e prevenção de incêndios florestais em unidades de conservação federais, que deve ser gasto pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), foi reduzido em 6%, de R$ 209 milhões para R$ 197,1 milhões.

Especialistas mostram preocupação com os cortes e temem a ocorrência de novas queimadas em 2026. A volta do El Niño, o aquecimento cíclico das águas do oceano Pacífico que intensifica a seca na amazônia, poderia agravar a situação, mas ainda não há confirmação sobre o retorno do fenômeno.

Gustavo Figuerôa, biólogo e diretor de comunicação da ONG SOS Pantanal, afirma que é essencial ter recursos crescentes para a prevenção de incêndios florestais. “É muito preocupante subir e descer o orçamento todo ano. Não tem uma constância, e descontinua trabalhos que estão sendo iniciados.”

“Esse investimento tem de ser constante e cada vez maior, para no futuro próximo, inclusive, deixar de gastar o que se gasta nessas ações emergenciais”, diz. “É uma questão estratégica. Trabalhar na prevenção é muito mais eficaz e barato do que trabalhar no combate depois.”

Ele alerta para a possível perda de interesse de brigadistas especializados no controle de queimadas e lembra que 2025 teve mais chuvas do que o esperado, graças ao fenômeno La Niña, favorecendo a redução do fogo.

“A tendência é que chova menos no Brasil neste ano, principalmente na região Centro-Oeste, e vai ter mais ondas de calor, que é o cenário perfeito para incêndios florestais”, diz.

A ecóloga Livia Moura, assessora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza, afirma que os cortes comprometem a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída em 2024.

A legislação prioriza o trabalho preventivo em relação a incêndios e cria um arcabouço para a chamada queima prescrita, uma técnica que usa o próprio fogo para conter queimadas.

“A implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo ficará totalmente comprometida, já que suas ações estruturantes são, em geral, as primeiras a serem deixadas de lado quando faltam recursos”, avalia Moura.

Ane Alencar, especialista em fogo e diretora de ciência do Ipam (Instituto de Pesquisa da Amazônia), afirma que o cenário de 2026 é desafiador.

“Agora não é a hora de cortar. O ano eleitoral é muito problemático do ponto de vista ambiental, e pode ser que venha um evento climático que impacta bastante”, diz, em referência ao possível retorno do El Niño.

Para ela, o foco na área ambiental diminui durante as eleições para presidente e governadores. “É um período de limbo, em que as energias do país se voltam para uma questão”, afirma.

“Na região amazônica, veem-se pessoas usando fogo sem pedir licença, desmatando sem pedir licença, porque tem uma dúvida se aquele governo vai ficar ou não, e se o governo que entrar vai ser mais restritivo ou menos restritivo no que diz respeito às questões ambientais”, diz.

Informações: Diário de Cuiabá


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