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Jubileu de ouro: há 50 anos, o “ouro verde” africano lançava raízes no Brasil

Por Milton Dino Frank Junior

BELÉM – Em fevereiro de 1976, o que parecia ser apenas um experimento botânico tornava-se o marco zero de uma revolução econômica e ambiental no campo brasileiro. Há exatos 50 anos, a primeira muda de Khaya grandifoliola (anteriormente classificada como Khaya ivorensis) era plantada em solo nacional, dando início ao Jubileu de Ouro do Mogno Africano no Brasil.

O pioneirismo coube à Embrapa Amazônia Oriental (então CPATU), em Belém do Pará. As sementes, trazidas da África Ocidental (região da Costa do Marfim e Nigéria), deram origem às quatro árvores pioneiras que se tornaram a base genética para a expansão da espécie no país.

De Experimento a Ativo Financeiro

O que começou com quatro mudas hoje se transformou em uma potência florestal. Estima-se que o Brasil possua mais de 60 mil hectares plantados com a espécie. O Mogno Africano conquistou o apelido de “Ouro Verde” por ser um dos investimentos de madeira nobre com retorno mais rápido, variando entre 15 e 25 anos, com alta rentabilidade para investidores e produtores rurais.

Por que o Mogno Africano venceu?

Diferente do mogno brasileiro (Swietenia macrophylla), a espécie africana demonstrou características cruciais para o sucesso comercial em larga escala:

  • Resistência Biológica: É altamente resistente à broca-das-ponteiras (Hypsipyla grandella), praga que inviabiliza muitos plantios do mogno nativo.
  • Qualidade da Madeira: Possui tons rosados e excelente trabalhabilidade, sendo amplamente demandada pela indústria moveleira de luxo e naval.
  • Sustentabilidade: O cultivo em florestas plantadas ajuda a reduzir a pressão sobre as matas nativas, servindo como um importante sumidouro de carbono.

O Futuro da Espécie

Cinco décadas depois, o cenário é de consolidação. Eventos realizados pela ABPMA continuam a aprofundar as técnicas de manejo e oportunidades de mercado para a espécie que mudou a cara da silvicultura de madeiras nobres no Brasil.

Como afirmam especialistas do setor, o Mogno Africano não é apenas uma árvore, mas uma “poupança para o futuro”, garantindo recursos e sustentabilidade para as próximas gerações de produtores brasileiros, mas que não passa de um negócio como outro qualquer que para se fazer dinheiro exige muita luta e trabalho.

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Fim do tarifaço? Corte dos EUA barra tarifas que afetavam madeira brasileira

Artigo por Marcelo Schmid

Breaking news! Sextou com o fim do tarifaço!

Embora há alguns meses não lhes trago novidades aqui sobre a questão das tarifas de importação impostas pelo governo dos Estados Unidos a determinados produtos brasileiros – que tanto afetou e está afetando o setor de base florestal da região sul do país, hoje tenho uma notícia urgente e relevante!

Há poucos minutos a mídia norte-americana divulgou que a Suprema Corte decidiu nesta sexta-feira que o presidente Donald Trump violou a lei federal ao impor unilateralmente tarifas abrangentes em todo o mundo,

A decisão é, sem dúvida, a derrota mais importante sofrida pelo segundo mandato de Trump na Suprema Corte conservadora. O presidente da Suprema Corte, John Roberts, redigiu o voto majoritário e a Corte concordou por 6 a 3 que as tarifas excediam os limites da lei.

O setor de base florestal brasileiro – em especial da região sul, altamente dependente das exportações de produtos de madeira sólida para os EUA e muito prejudicado pelo tarifaço – pode ter esperanças de que o “pesadelo” chegou ao fim?

Segundo Douglas Charles, conselheiro do Grupo Index nos Estados Unidos e um dos mais importantes executivos aposentados da indústria de base florestal americana, o presidente Donald Trump não pode ir contra a decisão da Suprema Corte.

Sim, muito embora saibamos que subordinação não é o ponto mais forte do chefe do poder executivo dos EUA), me parece que o pesadelo chegou ao fim!

Segundo Charles, que está no Brasil a negócios com o Grupo Index, “o que ele poderia fazer é voltar para o congresso e pedir aprovação das tarifas, o que levaria (provavelmente) anos”.

A questão vai gerar um grande problema para Trump, pois ele cortou impostos pensando nas receitas destas tarifas e vai desbalancear as contas americanas, pois quem já pagou as tarifas, agora formalmente consideradas ilegais, vai querer o reembolso.

E o nosso lado, como fica?

O cancelamento das tarifas vai dar vazão à uma oferta represada de madeira. Dentro do portfólio de negócios do Grupo Index temos 7 transações, em um total de negócios de aproximadamente 2 bilhões de reais, que estão em stand-by por conta do tarifaço! Assim, devemos observar nos próximos meses um super aquecimento de negócios e consequente aumento no preço da madeira.

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Grupo argentino investe em novos equipamentos Valmet para modernizar fábrica e aumentar produtividade

Escopo fornecido pela Valmet inclui uma caixa de entrada, um shaker, equipamentos de automação e camisas de rolo de sucção para elevar a qualidade do papel e ampliar a eficiência operacional.

A Valmet, líder global em tecnologias para as indústrias de processo, fechou um projeto significativo com uma empresa do grupo argentino, que atua com soluções de embalagens. O escopo contempla uma caixa de entrada New IntelliJet V com controle de diluição, um shaker, camisas de rolo de sucção e equipamentos de automação, tais como: QCS, IQ Steam Profiler, IQ Moisturizer Profiler, WMS, WIS e WEM, entre outros. Depois de anos de discussões técnicas e comerciais, o contrato foi assinado em setembro de 2025. 

Os principais desafios do projeto incluíam a parte técnica e, principalmente, a adaptação da proposta comercial à realidade do mercado argentino. “Conseguimos compreender as necessidades do cliente e oferecer a melhor solução técnica, garantindo confiabilidade e aumento de eficiência e qualidade do papel. Além do desafio técnico, a adequação comercial foi um dos pontos mais complexos e que demandou resiliência por parte da Valmet e do cliente. Com o apoio do cliente, ajustamos a proposta em função do cenário econômico local”, explica o Vice-presidente de Serviços da Valmet, Felipe Floriani.

“Estamos muito felizes e orgulhosos em fechar um pacote tão importante para o setor. Esta negociação representa um marco significativo para a Valmet, pois permite consolidar nossa presença no mercado argentino de papel embalagem, um mercado estratégico para a região. É a prova do nosso compromisso em oferecer a melhor tecnologia e suporte para impulsionar a produtividade e a qualidade do papel produzido pelos nossos clientes,” afirma o Diretor de Papel, Packaging e Tissue da Valmet, Rogério Berardi. 

O coração da máquina de papel

A Caixa de Entrada New IntelliJet V reforça o compromisso da Valmet com a qualidade do papel. O equipamento é responsável pela perfeita distribuição das fibras sobre a mesa plana para formação da folha, etapa determinante para a qualidade do papel e o desempenho da máquina.

“A caixa de entrada é considerada por muitos ‘papeleiros’ como o coração da máquina. Com a nova IntelliJet V e seu sistema de diluição, nosso cliente terá ganhos significativos de qualidade, isso tanto no aspecto visual como na redução da variação do perfil de gramatura, e melhora de outras propriedades físicas importantes do papel embalagem. Ou seja, apesar de não ter incremento de produção, a instalação da nova caixa de entrada aumentará a competitividade do nosso cliente”, conta o Gerente de Vendas e Tecnologia da Valmet, Claudio Vitali.

A fabricação ocorrerá no centro de tecnologia da Valmet em Jelenia Góra, na Polônia, e a instalação está prevista para dezembro de 2026.

Resistência operacional

A Valmet também fornecerá camisas de rolo de sucção, que serão instaladas nos rolos prensa da máquina de papel, fabricadas em aço inox duplex especial, material que garante alta resistência à corrosão por fadiga e prolonga a vida útil dos componentes. A necessidade surgiu após a identificação de trincas nas camisas existentes, que aumentavam o risco de parada da máquina.

“O processo de perfuração de alta velocidade na fabricação das camisas Valmet assegura um acabamento preciso, prevenindo a formação de microtrincas”, explica o Coordenador Especialista de Vendas da Valmet, Guilherme Zanzarini. 

Segundo ele, os principais critérios técnicos que garantem a resistência à corrosão por fadiga incluem a seleção rigorosa do material e o processo de perfuração. “A escolha do material é crucial para assegurar um acabamento perfeito nas paredes internas, evitando pontos de concentração de tensão que poderiam comprometer a durabilidade do componente”, acrescenta. 

As camisas são responsáveis por transferir o papel entre as seções da máquina e remover a água durante o processo produtivo. Com os novos componentes, a principal melhoria está no aumento da confiabilidade operacional, assegurando desempenho dos rolos de sucção nas etapas de formação e prensas da máquina de papel.

Qualidade e Performance

Valmet Breast Roll Shaker é um equipamento com mais de 20 anos de pesquisa e desenvolvimento, aplicado para incrementar as propriedades físicas e a qualidade do papel.  O equipamento produz deslocamentos axiais no rolo cabeceira durante a operação da máquina. Os parâmetros de frequência e amplitude de vibração são ajustáveis e permitem uma janela de operação ideal para cada produto, otimizando a performance do equipamento e da máquina de papel em todas as situações. 

As vibrações controladas produzem efeitos capazes de auxiliar na dissolução de aglomerados de fibras, melhoram a formação do papel e, consequentemente, a melhoria das propriedades físicas do papel, permitindo ao cliente operar a máquina com menor gramatura e, ainda assim, mantendo a resistência à tração do papel ou até mesmo operando em gramaturas mais altas, mantendo um padrão de formação ótimo.

Todos estes efeitos combinados levam a uma menor necessidade de refino, menor adição de amido e consequentemente um menor consumo de vapor na secagem, ou seja, maior eficiência e produtividade.

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Suzano quebra novo recorde histórico com mais de 5,8 milhões de toneladas de celulose embarcadas no Porto de Santos

Volume movimentado nos terminais da empresa corresponde a 58,8% de toda a celulose exportada via Porto de Santos.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose, quebrou novo recorde histórico ao alcançar a marca de 5,8 milhões de toneladas de celulose embarcadas em seus terminais no Porto de Santos em 2025, um aumento de 41% em comparação a 2024 (4,1 milhões de toneladas). O número colabora diretamente para os resultados do setor no mercado externo: a exportação de celulose fechou 2025 com alta de 21%, totalizando 9,9 milhões de toneladas. Deste total, 58,8% foram de celulose da Suzano, de acordo com dados do Porto de Santos.

“Esses recordes consecutivos são frutos de uma busca constante para melhorar a nossa eficiência operacional, investimentos robustos na modernização e ampliação dos nossos terminais portuários, aliados à determinação e comprometimento da nossa equipe. Na Suzano, temos um direcionador que diz que ‘só é bom para nós se for bom para o mundo’ e, ao ampliarmos a nossa capacidade logística, estamos contribuindo para o fortalecimento da economia nacional e, principalmente, para a geração de trabalho e renda em todas as regiões em que mantemos operações”, destaca Renan Volpatto, gerente executivo de Logística da Suzano.

Os terminais T32 e DPW – este último operado pela empresa DP World –, no Porto de Santos, são responsáveis pelo escoamento da produção das três fábricas da companhia em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo (MS), que somam uma capacidade produtiva de 5,8 milhões de toneladas de celulose/ano, e de Jacareí (SP), com capacidade para produzir 1,1 milhão de toneladas ao ano.

O último recorde registrado pela empresa ocorreu em dezembro de 2025, quando a Suzano alcançou o volume de 481 mil toneladas de celulose embarcadas em um único mês. Esse desempenho representa um crescimento de 2,6% em relação ao recorde anterior, registrado em maio do mesmo ano, quando foram embarcadas 469 mil toneladas de celulose.

Investimentos nos terminais

Para dar vazão ao alto volume de produção, os dois terminais passaram por obras de obras para ampliação e modernização. As obras integraram um amplo pacote de investimentos em logística da empresa, o que possibilitou o aumento da capacidade média de movimentação de carga anual do complexo portuário em 43,48%, passando de 4,6 milhões de toneladas para 6,6 milhões de toneladas anuais de celulose. E incrementou também a capacidade estática em cerca de 42%, saltando de 162 mil toneladas para 230 mil toneladas aproximadamente.

Além dos terminais portuários, os investimentos também englobaram ampliação e melhorias no modal ferroviário, responsável pelo transporte de toda a produção das fábricas da Suzano para os terminais em Santos. “Com os investimentos nos terminais portuários e modal ferroviário, reforçamos nosso compromisso com soluções logísticas mais sustentáveis e eficientes. O uso da ferrovia representa a nossa estratégia de otimizar o escoamento e reduzir as emissões de gases, contribuindo diretamente para o meio ambiente e para combater as mudanças climáticas”, conclui Renan.

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All Drones destaca inovação em pulverização aérea na Mais Floresta Expo Ribas

A All Drones confirma presença na Mais Floresta Expo Ribas, levando ao público soluções voltadas à silvicultura e reforçando o papel estratégico dos drones na modernização das operações florestais.

De acordo com Andrei Luiz da Silva, proprietário da empresa, a participação no evento tem como principal objetivo apresentar, de forma prática, a inserção da tecnologia no setor.

“Nossa expectativa é realmente mostrar a realidade e inserção dos drones na silvicultura e o que esta tecnologia poderá ajudar no melhoramento e eficiência nas aplicações na cultura”, afirma.

Lançamentos e demonstrações em campo

Durante a feira, a empresa irá apresentar os lançamentos da DJI, com destaque para equipamentos de alta capacidade de pulverização. Além da exposição dos modelos, a All Drones também fará demonstrações dos serviços que já presta em áreas de florestas plantadas.

“Iremos mostrar os lançamentos DJI com alta capacidade de pulverização e demonstração dos serviços que nós prestamos nas florestas de silvicultura”, destaca Andrei.

Produtividade e segurança como diferenciais

Segundo o empresário, a adoção de drones nas operações florestais tem gerado ganhos significativos de produtividade, além de reduzir custos e aumentar a segurança no campo.

“Trazendo grande produtividade com menor custo, segurança e com tecnologia de ponta embarcada nas aeronaves”, resume.

A tecnologia permite maior precisão nas aplicações, melhor monitoramento das áreas e redução do contato direto dos trabalhadores com defensivos agrícolas, fator considerado estratégico para a segurança operacional.

Tendência de substituição das aplicações terrestres

Para os próximos anos, a perspectiva é de expansão acelerada do uso de drones na silvicultura, com possível substituição das aplicações terrestres.

“Vejo que no futuro breve as empresas estarão trocando por completo as aplicações terrestre por drones, principalmente pela qualidade, eficiência e segurança, por assim não colocar os trabalhadores em risco e contato direto com defensivos agrícolas”, projeta Andrei Luiz da Silva.

A presença da All Drones na Mais Floresta Expo Ribas reforça o movimento de transformação tecnológica no setor florestal, evidenciando que a digitalização e a automação já são realidade nas operações modernas de silvicultura.

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Chuvas favorecem florestas de acácia-negra

Emater aponta estabilidade até o inverno.

O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar aponta que a demanda por produtos florestais segue constante na regional de Lajeado, com manutenção do ritmo de produção de carvão vegetal em razão da procura.

Segundo o relatório, as chuvas têm favorecido o desenvolvimento das florestas de acácia-negra e eucalipto, e os períodos de tempo seco não foram suficientes para comprometer o crescimento das plantas ou provocar perdas de mudas. A tendência é de estabilidade nos preços do carvão e da lenha até a chegada do inverno.

Em Paverama, o carvão retirado na propriedade é comercializado a R$ 2,00 por quilo, enquanto a lenha empilhada na propriedade está cotada a R$ 180,00 por estéreo. Já em Taquari, o valor do carvão retirado na propriedade chega a R$ 2,20 por quilo.

Na regional de Pelotas, as áreas de acácia-negra permanecem estáveis nos últimos anos. O preço da lenha de acácia-negra está em torno de R$ 180,00 por estéreo quando adquirida à beira de estrada interna, podendo alcançar R$ 200,00 nas unidades consumidoras.

Informações: Tarobá

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Suzano registra recorde de vendas e receita líquida bilionária

Empresa registra crescimento de 15% no volume de celulose e papéis.

A Suzano encerrou 2025 com resultados históricos, divulgou em seu balanço anual. Foram vendidas 14,2 milhões de toneladas de celulose e papéis, 15% a mais que em 2024, impulsionando a receita líquida para R$ 50 bilhões. O desempenho foi favorecido pela operação da fábrica em Ribas do Rio Pardo e pelo aumento da produção nas unidades de papel nos Estados Unidos.

O custo caixa de produção de celulose apresentou redução significativa, fechando o ano em R$ 817 por tonelada, nível não visto desde 2021. A estratégia de controle de custos e ganhos de eficiência operacional ajudou a sustentar o desempenho mesmo diante de preços internacionais menos favoráveis. A geração de caixa operacional chegou a R$ 13,9 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 21,7 bilhões, resultando em lucro líquido de R$ 13,4 bilhões.

A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado caiu para 3,2 vezes em dólar, mantendo trajetória de ajuste gradual. Segundo o presidente Beto Abreu, os números refletem disciplina na execução, foco em eficiência e gestão de custos em um mercado desafiador, com preços da celulose abaixo da média histórica.

O balanço destacou, ainda, o portfólio diversificado da Suzano e a atuação em diferentes regiões, reforçando a robustez operacional e financeira da companhia. O recorde de vendas, receita líquida e controle de custos marcam o desempenho da empresa ao longo de 2025.

Informações: Capital News

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Leilão da Malha Oeste destrava retomada de ferrovias para megafábricas de celulose

Com R$ 89,2 bilhões previstos na concessão, governo federal impulsiona construção de 248 km de shortlines em MS.

O anúncio do leilão da Malha Oeste pelo governo federal consolidou o ambiente regulatório necessário para acelerar a construção das três linhas férreas privadas que vão atender as indústrias de celulose instaladas em Mato Grosso do Sul. Juntas, as shortlines somam 248 quilômetros de extensão e mais de R$ 5 bilhões em investimentos, com a função de alimentar a ferrovia estruturante e garantir o escoamento da produção até os portos marítimos.

Conforme já publicou o Correio do Estado, a concessão da Malha Oeste, trecho de 1.593 quilômetros entre Corumbá e Mairinque (SP), prevê R$ 89,2 bilhões em investimentos ao longo de 57 anos. Desse total, R$ 35,7 bilhões serão destinados a investimentos diretos, como trilhos, locomotivas e edificações, e R$ 53,5 bilhões à operacionalização, incluindo manutenção e veículos.

A perspectiva de retomada definitiva da ferrovia estruturante dá sustentação econômica às shortlines privadas, concebidas justamente para conectar as plantas industriais à malha nacional.

A ferrovia em estágio mais avançado é a que atenderá o Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência. O traçado prevê 46 quilômetros até a Malha Norte. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 28% da área necessária já foi desapropriada e 1% da estrutura física estava concluída desde dezembro do ano passado, quando começaram os trabalhos. O contrato de adesão foi assinado em abril do ano passado.

A infraestrutura foi projetada para movimentar até 3,5 milhões de toneladas por ano de celulose, com operação de trens de até 100 vagões, e investimentos estimados em R$ 2,8 bilhões.

Para viabilizar o fluxo de carga, a Arauco firmou contrato de R$ 770 milhões no início do ano com a montadora Randoncorp para o fornecimento de 750 vagões e 20 locomotivas. Os equipamentos deverão ser entregues ao longo de 19 meses, entre maio de 2026 e novembro de 2027.

No campo ambiental, as licenças prévia e de instalação foram concedidas em novembro do ano passado, com validade até 2029.

Mapa ferroviário de MS

Ferrovias já implantadas e planejadas no Estado

OUTROS PROJETOS

Outro projeto em andamento é a construção da linha férrea entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, com extensão de 88,9 quilômetros, pela Eldorado Celulose. O contrato de adesão foi assinado em dezembro de 2021. A autorização federal foi concedida três anos depois, em dezembro de 2024, e a instalação deve começar até dezembro deste ano, quando expira o prazo estabelecido.

A licença de autorização de operação vai até 2031, e o prazo para entrada definitiva em operação é dezembro de 2033.

Para viabilizar o empreendimento, a Eldorado recorreu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou em dezembro passado o valor de R$ 1,05 bilhão. O apoio ocorre por meio da subscrição de R$ 1 bilhão em debêntures de infraestrutura, com emissão coordenada pela própria instituição, além de financiamento de R$ 50 milhões pela linha Finem.

O pedido de licença ambiental foi feito em 2023, e a licença prévia foi concedida em julho de 2024, com validade até 2028.

O terceiro projeto de shortline é da Suzano. Autorizado pelo governo federal em março de 2023, o traçado prevê 111,7 quilômetros de ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, com previsão de investimentos de R$ 1,27 bilhão.

Segundo a ANTT, a licença prévia começa a valer em março deste ano, a licença de instalação vai até março de 2028 e o prazo para entrada em operação está previsto para junho de 2032.

No entanto, o processo de licença ambiental no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), aberto em 2024, ainda não resultou na concessão das licenças prévia e de instalação, cenário diferente do observado nos projetos da Arauco e da Eldorado.

De acordo com o Ministério dos Transportes, “por se tratar de shortlines, essas ferrovias têm a função de alimentar a malha estruturante – no caso, a Malha Oeste – fortalecendo o fluxo de cargas e potencializando o escoamento da produção até os portos”, enfatizando, por meio de nota ao Correio do Estado, que “as autorizações em questão [para construção das linhas férreas privadas] não reduzem a demanda da Malha Oeste. Ao contrário, elas se conectam tanto à Malha Oeste quanto à Malha Norte, ampliando a integração da rede”.

INVESTIDORES

Após estruturar o modelo da concessão, o governo federal iniciou a etapa de apresentação do projeto a investidores. Conforme publicado pelo Correio do Estado na semana passada, a Malha Oeste será oferecida em um roadshow fechado a investidores chineses e brasileiros, como forma de testar o apetite do mercado antes da realização do leilão.

Conforme o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, além do roadshow nacional, Campo Grande também receberá uma apresentação oficial do projeto no dia 5 de março. O encontro reunirá representantes do governo federal, estadual e potenciais interessados, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na articulação da ferrovia.

O cronograma segue avançando e a expectativa do governo é levar o projeto à B3 ainda neste ano. “No dia 5 de março, nós vamos fazer uma reunião em Campo Grande para eles apresentarem o projeto também. E o ministro falou para o governador aqui, agora, que vai para a B3 aí desse ano, a expectativa é em novembro”.

A modelagem prevê a divisão da ferrovia em blocos independentes, permitindo que grupos interessados escolham trechos específicos para exploração. A estratégia busca ampliar a competitividade e reduzir riscos de um empreendimento de grande porte.

O leilão, inicialmente previsto para julho, deve ocorrer em novembro, conforme declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, na semana passada.

Com a concessão estruturada e as shortlines em fase de implantação, a Malha Oeste passa a ocupar papel central na nova configuração logística de Mato Grosso do Sul.

Informações: Correio do Estado

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MS Florestal abre vagas para início imediato e realiza entrevistas em dois municípios de MS

As entrevistas em Santa Rita do Pardo e Nova Alvorada do Sul, reforçam a liderança do setor de eucalipto, na geração de empregos em Mato Grosso do Sul.

A MS Florestal, empresa sul-mato-grossense do Grupo RGE, promove nos dias 21, 24 e 25 de fevereiro, um novo ciclo de recrutamento presencial nas regiões de Santa Rita do Pardo, Nova Alvorada do Sul e distrito de Prudêncio Thomaz, respectivamente. A companhia busca profissionais para as funções de Operador de Máquinas (Plantio e Silvicultura) e Auxiliar de Serviços Gerais em Campo, sendo que esta última categoria é para início imediato, com a finalidade de para atender o começo da fase de colheita das operações no “Vale da Celulose”.

As entrevistas em Santa Rita do Pardo acontecerão no Paço Municipal, na Rua Vitor Meirelles, 89. Já em Nova Alvorada do Sul, acontecerão na Rua Antônio Carlos, 1195, anexo à sede da assistência social. E em Prudêncio Thomaz, será na subprefeitura, na Rua Euzébio Thomas Leme. As ações ocorrem em um cenário de protagonismo econômico do setor florestal, que se consolidou como o principal motor de empregabilidade do agronegócio sul-mato-grossense. Dados do encerramento de 2025 indicam que a cada dois empregos gerados pela agropecuária no estado, um está ligado diretamente ao cultivo de eucalipto.

Para Helen Branício Guarini e Silva, Coordenadora de Recrutamento e Seleção da MS Florestal, as contratações integram ações que visam a sustentabilidade social. “Nossa política entende que contribuir diretamente para o desempenho social da região é primordial. Não há espaço para desenvolver dentro de Mato Grosso do Sul sem devolver contribuições diretas às comunidades. Ao abrirmos vagas para início imediato e investirmos em capacitação, transformamos o morador local em protagonista de um setor que hoje lidera o crescimento do estado”, destaca.

Com um quadro superior a 2,2 mil colaboradores diretos no estado, a MS Florestal oferece um dos pacotes de benefícios mais competitivos do setor, incluindo planos médico e odontológico, auxílio farmácia, seguro de vida, cartão alimentação, refeição no local, participação nos lucros (PLR) e suporte ao bem-estar via programas como o Wellhub e o Levemente.

Serviço:

Ação: Entrevistas presenciais para Operador de Máquinas e Auxiliar de Serviços Gerais Campo (Início Imediato).

21 de fevereiro, das 8h às 12h

Santa Rita do Pardo. Rua Vitor Meirelles, 89 – Paço Municipal.

24 de fevereiro, das 8h às 12h

Nova Alvorada do Sul. Rua Antonio Carlos, 1195 – Anexo à Assistência Social.

25 de fevereiro, das 8h às 12h

Prudêncio Thomaz (distrito de Nova Alvorada do Sul). Rua Euzébio Thomas Leme – Subprefeitura.

Canal de Contato: (67) 99963-5230

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John Deere anuncia aquisição de propriedade intelectual e ativos relacionados da Risutec Oy

A John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, anuncia a aquisição da propriedade intelectual e de ativos relacionados às soluções de plantio mecanizado de árvores da Risutec Oy, fabricante finlandesa de equipamentos industriais. A conclusão da transação está prevista para fevereiro de 2026.

O movimento reforça a estratégia de crescimento da companhia no segmento florestal e amplia sua capacidade de oferecer soluções de reflorestamento mais produtivas, seguras e sustentáveis.

“A incorporação da tecnologia da Risutec Oy representa um avanço importante para nossa atuação em silvicultura. A combinação da experiência global da John Deere com a especialização em plantio mecanizado fortalece nosso portfólio e acelera a transição para operações mais eficientes e baseadas em tecnologia”, afirma Roberto Marques, diretor da divisão de Florestal da John Deere para América Latina.

As soluções adquiridas ampliam as alternativas ao plantio manual, contribuindo para reduzir a exposição dos trabalhadores a condições climáticas adversas, terrenos complexos e outros riscos operacionais, ao mesmo tempo em que elevam os níveis de produtividade nas operações.

As plantadoras podem ser configuradas para diferentes ambientes operacionais e integradas a softwares de silvicultura de precisão, possibilitando maior controle, análise de dados e otimização das operações. A comercialização e o suporte técnico serão realizados pela rede global de distribuidores John Deere e Waratah.

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