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Projeto financiado pelo BNDES impulsiona inovações em silvicultura de espécies nativas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reuniu nesta terça-feira (17) representantes da academia, de órgãos governamentais, do setor privado e do terceiro setor para celebrar o apoio do Banco ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN), iniciativa de âmbito nacional lançada em 2021 pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. No evento, foram apresentados os Protocolos de Pesquisa do programa, resultado do trabalho de 53 pesquisadores de 29 instituições diferentes, e as principais linhas de ação. Os participantes também conheceram as formas para participação no projeto.

A silvicultura é a ciência dedicada ao cultivo, manejo e conservação de florestas e áreas arborizadas. Ela abrange desde o planejamento e o plantio até a colheita e o processamento de produtos florestais, como madeira e celulose. A finalidade do projeto é desenvolver e disseminar inovações tecnológicas, contribuindo para que a silvicultura de espécies nativas ganhe escala no Brasil, a exemplo do que ocorreu com a silvicultura de eucalipto. A expectativa é de que o país possa ocupar uma posição de liderança na produção sustentável de madeira tropical.

investimento do BNDES no PP&D-SEN será de R$ 24,9 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Tecnológico do Banco (Funtec), aos quais se somarão até R$ 5,9 milhões em contrapartidas não financeiras e pelo menos R$ 2,8 milhões em contrapartidas financeiras. Os aportes serão feitos ao longo dos cinco anos da primeira fase do programa, que pode chegar a 30 anos. O objetivo é impulsionar a inovação e o avanço tecnológico na silvicultura de espécies nativas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro e para fortalecimento da bioeconomia.

Na mesa de abertura, o superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, destacou que a agenda de valorização das florestas nativas e de restauração florestal é vista pelo Banco com prioridade institucional altíssima. “Desde 2023, nós conseguimos construir uma plataforma muito complexa, o BNDES Florestas, que envolve recursos financeiros, instrumentos não financeiros e parcerias com diversas instituições. Chegamos a 2026 com uma carteira que já mobilizou R$ 7 bilhões, com geração estimada de 70 mil empregos e expectativa de plantar mais de 280 milhões de árvores. Em três de anos de trabalho, estamos entregando um plano de plantio de mais de uma árvore por habitante do Brasil”, afirmou.

“Defendemos que o segmento de restauração de espécies nativas seja visto como um motor de desenvolvimento econômico nos territórios. É importante reafirmar esses compromissos publicamente para que fique muito claro o nosso esforço para o desenvolvimento dessa agenda”, completou o superintendente.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, transformar a silvicultura de espécies nativas em uma atividade econômica de escala é investir em ciência, inovação e formação de capacidades: “Com esse projeto, queremos ampliar a capacidade de gerar renda, empregos e valor nos territórios e, ao mesmo tempo, contribuir para a conservação das florestas e o fortalecimento da bioeconomia do país.”

O programa – O PP&D-SEN prevê a implementação de 14 Sítios de Estudo de Longa Duração, distribuídos inicialmente na Amazônia e na Mata Atlântica, onde serão cultivadas 30 espécies prioritárias nativas destes biomas. Também serão criados seis Polos de Referência – áreas com plantios consolidados que vão antecipar o fornecimento de informações. “Os Polos de Referência são importantes porque são essas áreas que vão gerar resultados primeiro”, explicou o professor Ricardo Viani, representante do Conselho Diretivo do PP&D-SEN.

O programa parte da premissa de que o Brasil precisa de políticas públicas e incentivos que promovam o plantio em larga escala de espécies nativas de alto valor econômico. Hoje, apesar da crescente procura por madeira de alta qualidade, as plantações comerciais para a produção sustentável destas espécies ainda permanecem em uma fase inicial, diante do seu enorme potencial.

Além de suprir a demanda por madeira nativa nos mercados nacional e internacional, a silvicultura de espécies nativas também contribui para a redução do desmatamento ilegal e da degradação florestal, ao mesmo tempo que promove a conservação da biodiversidade, aumento o sequestro de carbono, gera empregos e renda e atrai investimentos públicos e privados.

Parceiros – A coordenação técnica do projeto está dividida entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável pelas ações na Amazônia, e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à frente das atividades na Mata Atlântica. A iniciativa conta com a gestão administrativa, financeira e logística da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI- UFSCar), entidade sem fins lucrativos que apoia a UFSCar.

Material de divulgação do PP&D-SEN

Para Selma Beltrão, diretora de Governança e Informação da Embrapa, é preciso dar escala à silvicultura de espécies nativas e, com a execução desta primeira fase na Amazônia e Mata Atlântica, ampliar o Programa para outros biomas, como o cerrado. A visão é compartilhada pela gerente-executiva da Coalizão Brasil, Carolle Alarcon, que enxerga o apoio do BNDES e de novas instituições de pesquisa como uma alavanca para ampliação dos impactos. “Esse projeto permite consolidar as bases estruturais para uma nova economia florestal ancorada em ciência, inovação, coordenação institucional e visão de longo prazo. Precisamos de escala para que a silvicultura de nativas deixe de ser uma atividade de nicho e torne-se parte central da agenda de uso da terra no Brasil”, sustentou.

“Nosso papel, enquanto fundação de apoio, é dar segurança e agilidade aos pesquisadores para que eles possam dedicar todo o seu tempo à pesquisa”, disse o diretor da FAI, Targino Filho, na abertura do evento. Segundo ele, o projeto tem potencial para alterar a participação do Brasil na produção mundial de madeira tropical, hoje de apenas 10%.

A reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, destacou que o fortalecimento de redes colaborativas é um caminho fundamental para avançar na agenda do desenvolvimento sustentável. “Temos o compromisso de trabalhar em defesa dessa pauta, assim como defenderemos sempre a ciência, a tecnologia e a educação como caminhos para a nossa soberania”, afirmou.

O professor Daniel Piotto, pesquisador da Universidade Federal do Sul da Bahia, defendeu o crescimento da silvicultura de nativas não apenas para restauração florestal, mas para produção comercial e desenvolvimento econômico, incluindo as populações tradicionais. “A silvicultura no Brasil é bem evoluída, mas ainda focada em monocultivo de espécies exóticas. Estamos em um processo de mudança de paradigma, com entrada de novas tecnologias e maior diversidade de produtos florestais”, explicou.

A professora Fátima Piña-Rodrigues, pesquisadora da UFSCar, chamou a atenção para a “coragem” do BNDES de apoiar um modelo de gestão participativo. “Temos um conselho gestor formado por técnicos e representantes de todos os parceiros e instituições envolvidas. Esse trabalho de longo prazo vai gerar um banco de dados que ficará como herança para a silvicultura nacional”, disse.

O pesquisador da Embrapa Florestas e coordenador do Projeto na Amazônia, Silvio Brienza, abordou detalhes da estrutura do projeto  e enfatizou a importância de finalizar a obtenção de informações de trabalhos implantados no passado. O coordenador também falou sobre a versatilidade de produtos gerados com a silvicultura de nativas, como alimentos, cosméticos, produtos medicinais e madeira. “A silvicultura nos permite construir um cardápio de opções que podem atender desde o agricultor familiar ao empresarial. Por isso, precisamos focar em explorar e direcionar sistemas e formas de produzir para o futuro”.

Legislação e ambiente regulatório – Em mesa com representantes do setor privado, foi unânime a avaliação de que é preciso aprimorar a legislação do setor para garantir previsibilidade aos produtores. “Precisamos ter certeza de que vamos conseguir colher essas espécies nativas”, disse o gerente florestal da holding Ibemapar, Filemom Mokochinski. Ele também destacou a necessidade de ampliar pesquisas e levantar mais dados econômicos para que a silvicultura de nativas ganhe maior visibilidade entre as empresas.

Na mesma linha, o professor Luiz Estraviz, da Universidade de São Paulo (USP), defendeu mudanças no ambiente econômico e institucional, além da implementação de políticas públicas favoráveis ao setor. Na visão da pesquisadora Noemi Leão, da Embrapa Amazônia Oriental, os plantios florestais só ganharão escala se houver apoio da iniciativa privada.

O interesse das empresas foi destacado por Márcio Costa, engenheiro da Área de Meio Ambiente do BNDES. “Estamos vivendo um momento de efervescência no setor de restauração florestal no Brasil. A atual carteira do BNDES mostra a pujança e a capacidade do setor privado de participar desses projetos”, destacou.

Resultados esperados – Além de criar protocolos de manejo florestal, produzir sementes de boa qualidade e acelerar pesquisas de melhoramento genético, o PP&D-SEN espera estabelecer uma rede de pesquisadores de instituições em todo o país. “Talvez o maior ganho desse projeto seja o número de pessoas que serão capacitadas e formadas para atuar com espécies nativas. Meu sonho é que, com essa rede qualificada, a madeira tropical se torne para o Brasil o que o eucalipto já foi”, disse a professora Fátima Piña-Rodrigues.

Na frente regulatória, o programa espera criar um arcabouço legal simplificado e desburocratizado para reduzir o risco de plantio e manejo de espécies nativas. Outro resultado esperado é propiciar a maior adesão de produtores e um melhor ambiente para negócios e investimentos. “Lá na frente, podemos ter produtores rurais adotando soluções de silvicultura nas suas áreas de baixa aptidão agrícola”, disse o engenheiro do BNDES, Márcio Costa.

Fonte: Assessoria de imprensa BNDES

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Suzano destaca iniciativa que reutiliza resíduo industrial para redução no consumo de água no processo de irrigação

Irrigação em áreas de plantio de eucalipto.

Uma iniciativa desenvolvida na área de silvicultura da Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, vem contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos hídricos nas operações florestais da companhia. No Maranhão, a empresa implementou uma tecnologia de irrigação que utiliza lodo primário – resíduo orgânico gerado no processo de produção da celulose, para aumentar a retenção de umidade no solo e reduzir o consumo de água durante a irrigação dos plantios de eucalipto.

No dia 22 de março, quando é celebrado o Dia Mundial da Água, a Suzano reforça, por meio de ações como essa, seu compromisso com estratégias voltadas à conservação deste recurso essencial para o planeta. A prática contribui ainda para o compromisso de longo prazo da companhia que visa reduzir em 70% os resíduos industriais destinados a aterros até 2030. Além disso, a iniciativa fortalece a estratégia de economia circular, ao dar novo uso a um subproduto do processo industrial.

Inovação sustentável e biodegradável – O lodo primário é um material formado por resíduos fibrosos gerados nas etapas iniciais do tratamento de efluentes industriais. Após passar por tratamento, ele adquire uma consistência semelhante a um gel e é aplicado no solo, formando uma camada orgânica que ajuda a reduzir a evaporação da água, aumentando a retenção de umidade e diminuindo a frequência e o volume de irrigação necessários para o desenvolvimento das plantas.

A estrutura do lodo permite maior armazenagem de água entre as irrigações, diminuindo o estresse hídrico nas plantas. Entre os resultados observados nas áreas de teste, está uma economia estimada de cerca de 60 mil litros de água por ano no processo de irrigação.

“Esse resíduo orgânico passou a ser estudado e pesquisado e, neste processo, foi identificada a oportunidade de evitar o seu descarte por meio da sua utilização nas etapas de irrigação em nosso plantio, uma vez que o lodo ajuda na retenção da umidade para a muda de eucalipto, especialmente nos períodos em que as temperaturas são elevadas.”, explica Marina Valin, gerente de silvicultura da Suzano.

Atualmente, a tecnologia é aplicada em uma área operacional de aproximadamente 12 mil hectares por ano, com consumo anual de cerca de 1,7 mil toneladas de lodo primário.

Benefícios para as comunidades – Além dos ganhos ambientais, o material também gera benefícios para o território. Por possuir efeito aglutinante, ele contribui para a redução da poeira nas estradas rurais, um ganho importante para as comunidades próximas. A região abriga comunidades extrativistas de babaçu, e a aplicação do material nas vias rurais ajuda a melhorar as condições de circulação, reduzindo a poeira e proporcionando mais qualidade de vida para quem vive e transita nessas áreas.

Reconhecido pelo potencial de inovação, o projeto recebeu o Prêmio ABTCP 2022, na categoria Inovação e Sustentabilidade, uma das principais premiações do setor de base florestal no Brasil.

“Destinamos os resíduos gerados em nossas operações com responsabilidade, sempre respeitando todas as exigências legais. Nosso objetivo é ampliar a circularidade desses materiais, permitindo que possam ser utilizados em outras cadeias produtivas. Seguimos buscando soluções de destinação e continuaremos investindo no desenvolvimento de alternativas cada vez mais sustentáveis.”, finaliza Marina.

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Senai forma 100 profissionais por ano para setor de celulose em MS

Cursos técnicos em Celulose, Química e Florestas atendem demanda do setor que gera mais de 22 mil empregos.

O crescimento da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul impulsiona não apenas a economia, mas também a formação profissional e a geração de empregos. Os cursos técnicos oferecidos pelo Senai entregam cerca de 100 profissionais por ano para o setor, que atualmente emprega mais de 22,6 mil pessoas entre atividades florestais e industriais.

De acordo com o gerente regional da Costa Leste do Senai, Rodrigo Bastos, a região, que inclui Três Lagoas, Chapadão do Sul, Aparecida do Taboado e Ribas do Rio Pardo, passa por um momento de expansão no setor florestal, base da produção de celulose e responsável por toda a cadeia produtiva.

“Esse avanço impacta diretamente a qualificação profissional, aumentando a procura por cursos ligados a celulose, química e floresta. Antes, os estudantes precisavam sair do Estado para se formar. Hoje, eles têm a oportunidade de estudar aqui e já ingressar no mercado de trabalho”, explica Bastos.

O mercado aquecido faz com que alguns alunos sejam contratados antes de concluir os cursos, recebendo salários atrativos. O Senai mantém parcerias com indústrias como Bracell, Arauco, Eldorado e Suzano, oferecendo inclusive bolsas de incentivo à formação.

Segundo dados do Observatório da Indústria da Fiems, utilizando informações do Caged de janeiro de 2026, o setor florestal emprega formalmente 15.947 trabalhadores, enquanto a indústria de celulose conta com 6.683 profissionais, totalizando 22.630 empregos diretos.

O economista-chefe do Observatório, Ezequiel Resende, destaca que os empregos indiretos podem elevar o total para mais de 40 mil trabalhadores, considerando terceirizados em transporte, alimentação, segurança e limpeza.

Inscrições abertas

Os cursos mais procurados são técnicos em Celulose, Química e Florestas, com vagas ainda disponíveis para 2026. Interessados podem se inscrever nos cursos técnicos pelo site meufuturoagora.com.br. Já para graduações, o Vestibular 2026 está aberto em graduacaosenai.com.br.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 99263-9000.

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Celulose brasileira bate recorde de produção e exportação em 2025

A produção brasileira de celulose atingiu 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior. Já as exportações somaram 20,7 milhões de toneladas, 11,6% mais que em 2024. Ambos os recordes históricos podem ser vistos na mais recente edição do Boletim Mosaico, publicação trimestral da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Os números reforçam a competitividade do setor e sua relevância para a economia brasileira, combinando escala produtiva, presença internacional e base sustentável.

“O desempenho reflete a pujança dos investimentos do setor, com a abertura de novas fábricas a cada ano e meio e ampliação da capacidade produtiva”, diz Paulo Hartung, presidente da Ibá.

O papel, por sua vez, manteve a produção do ano anterior, com 11,3 milhões de toneladas. As exportações do produto cresceram 4,8% e as vendas domésticas, 2%. Os painéis tiveram um aumento de 1,3% nas vendas domésticas e queda de 4,2% nas exportações.

Em valores, as exportações totais do setor de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração totalizaram US$ 14,9 bilhões. A variação de -4,8% reflete principalmente o cenário internacional de preços, sem comprometer a competitividade da indústria brasileira. A participação do setor na balança comercial brasileira em 2025 foi de 4,3%; já na balança do agronegócio, foi de 8,8% —trata-se do quinto item da pauta de exportações do agro.

A China segue sendo o principal destino dos produtos dessa indústria, tendo sido registrado um crescimento de 5% das exportações do setor para o país asiático. Na sequência, estão Europa, América do Norte e América Latina, que tiveram queda no valor total de exportações em relação ao ano anterior.

“Olhando o conjunto da obra, é notável o desempenho do setor em meio a um ano desafiador, com uma conjuntura internacional complicada, protecionismos, guerras e graves disputas por hegemonia”, conclui Hartung. 

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Trabalhe na Suzano: Empresa abre seleção para colheita florestal em Água Clara, Bataguassu e Três Lagoas

Suzano contrata em MS: Vagas para mecânico, operador e jovem aprendiz em Três Lagoas e região.

Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, anunciou a abertura de novas oportunidades de trabalho e capacitação para suas operações florestais e industriais no Mato Grosso do Sul. As vagas contemplam os municípios de Água Clara, Bataguassu e Três Lagoas, com prazos de inscrição que se estendem até o final de abril de 2026.

As oportunidades estão divididas entre cargos técnicos especializados e o Programa de Aprendiz, focado no desenvolvimento de jovens talentos da região.


Oportunidades no Setor Florestal

Para as operações de colheita, a companhia busca profissionais com experiência em maquinário pesado. Confira os detalhes:

Mecânico(a) de Máquina Florestal

As inscrições para esta função permanecem abertas até o dia 30 de março de 2026. O cargo exige atuação direta na manutenção da frota de colheita.

  • Requisitos: Ensino Fundamental completo e CNH categoria B ou superior.
  • Experiência: É necessário possuir vivência anterior em manutenção florestal ou de máquinas pesadas.
  • Localidade: Candidatos devem residir ou ter disponibilidade para morar em Água Clara, Bataguassu ou Três Lagoas.

Operador(a) de Máquinas Florestais

Focado na operação de Harvester (HV) ou Forwarder (FW), este cargo também recebe candidaturas até 30 de março de 2026.

  • Requisitos: Ensino Fundamental completo e CNH categoria B ou superior.
  • Diferencial: Possuir curso de Operador de Máquina Florestal é considerado um diferencial importante.
  • Regime de Trabalho: Disponibilidade para trabalhar em turnos e em regime de campo.

Programa de Aprendiz em Três Lagoas

A Suzano também está com foco na renovação de seu quadro de colaboradores através do Programa de Aprendiz – Manutenção, com inscrições válidas até o dia 30 de abril de 2026. O programa visa jovens que buscam a primeira experiência profissional em áreas operacionais e administrativas.

Critérios de Seleção:

  • Idade: Entre 18 e 22 anos completos (até o final do processo seletivo).
  • Escolaridade: Ensino Médio completo ou cursando no período noturno.
  • Inclusão: Para pessoas com deficiência (PCD), não há limite de idade para a candidatura.
  • Residência: É obrigatório residir em Três Lagoas/MS.

Como se candidatar

Os interessados devem realizar a inscrição exclusivamente de forma online, através da plataforma de recrutamento Gupy. Abaixo estão os links diretos para cada processo seletivo:

CargoLink de Inscrição
Mecânico(a) FlorestalAcesse aqui
Operador(a) de MáquinasAcesse aqui
Programa de AprendizAcesse aqui
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Ribas do Rio Pardo se consolida como polo florestal e diversifica economia

Município avança na celulose e aposta em novas culturas como citricultura e amendoim.

O avanço das florestas plantadas e da indústria de celulose vem consolidando Ribas do Rio Pardo como um dos principais polos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Inserido no chamado Vale da Celulose, o município também passa por um processo de diversificação produtiva, com a adoção de novas culturas agrícolas e o uso de tecnologias no campo.

Durante a ExpoRibas 2026, o secretário estadual Jaime Verruck destacou a transformação econômica do Estado. “Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul passou por uma transformação produtiva significativa, com a conversão de áreas de pastagens de baixa produtividade em lavouras, florestas plantadas e cana-de-açúcar”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o modelo alia crescimento econômico e preservação ambiental, com cerca de 38% do território mantendo vegetação nativa.

Verruck também enfatizou a importância das políticas públicas no fortalecimento do setor. “Esse ambiente favorável é resultado de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, desburocratização e segurança jurídica”, disse, citando o papel de programas como o Profloresta no desenvolvimento da atividade florestal no Estado.

O secretário destacou o crescimento expressivo da área plantada e o protagonismo do Estado no setor. “A área de florestas plantadas saiu de 341 mil hectares em 2010 para aproximadamente 1,9 milhão de hectares na safra 2024/2025”, explicou. Segundo ele, Mato Grosso do Sul possui atualmente a segunda maior área de eucalipto do país e concentra grande parte da expansão nacional recente.

Sobre o futuro, Verruck reforçou a visão estratégica do Estado. “O Mato Grosso do Sul construiu um ambiente extremamente favorável ao desenvolvimento do setor florestal, com segurança jurídica, políticas públicas consistentes e compromisso com a sustentabilidade. Ribas do Rio Pardo é hoje um símbolo desse novo ciclo de crescimento”, concluiu. O Estado segue alinhado à meta de se tornar carbono neutro até 2030, reforçando o compromisso com inovação, desenvolvimento e preservação ambiental.

Fonte: Capital News

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Parceria entre Suzano, governo do estado e prefeitura de Ribas do Rio Pardo impulsionam infraestrutura do município

Integração garante avanços em segurança, logística e qualidade de vida.

O avanço acelerado de Ribas do Rio Pardo (MS) tem evidenciado um modelo de desenvolvimento baseado na integração entre iniciativa privada e poder público. Um dos exemplos mais recentes dessa estratégia é a inauguração do novo quartel da Polícia Militar, viabilizado por meio de uma parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura Municipal e a Suzano.

Foto: Paulo Cardoso

Com investimento de R$ 15 milhões, a nova estrutura da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar amplia a capacidade de atuação das forças de segurança e acompanha o crescimento populacional e econômico impulsionado pela cadeia florestal na região. A entrega do quartel ocorre em um momento simbólico, durante as comemorações dos 82 anos do município, marcando uma nova fase de organização urbana e fortalecimento institucional.

Mais do que uma obra isolada, o investimento reflete um movimento estruturado de apoio ao desenvolvimento local, dentro do Plano Básico Ambiental (PBA) da Suzano, que reúne ações voltadas à mitigação de impactos e à promoção de crescimento sustentável nos territórios onde a empresa atua.

Nos últimos anos, a companhia destinou mais de R$ 30 milhões apenas para a área de segurança pública em Ribas do Rio Pardo. Entre os avanços estão a construção da Delegacia de Polícia Civil, a implantação da unidade da Polícia Rodoviária Federal na BR-262 e investimentos em tecnologia, como sistemas de videomonitoramento e radiocomunicação.

Para o vice-presidente da Suzano, Aires Galhardo, iniciativas como essa fazem parte da própria lógica de atuação da empresa. “O desenvolvimento da empresa não passa apenas pelo que acontece dentro da fábrica, mas também fora dela. Somos uma companhia que impacta diretamente a sociedade, gerando divisas, empregos e oportunidades, mas isso também traz desafios, como nas áreas de educação, saúde e segurança”, destacou.

Segundo ele, a parceria com o poder público é fundamental para equilibrar esse crescimento. “É uma construção conjunta para que a população receba estruturas compatíveis com essa nova realidade. O quartel entregue em Ribas, por exemplo, está entre os mais modernos do Estado, já preparado para o desenvolvimento dos próximos anos”, afirmou.

Galhardo também ressaltou o ambiente favorável de negócios em Mato Grosso do Sul, marcado pela articulação entre governo e setor produtivo. “O Estado tem uma visão muito alinhada com o desenvolvimento, criando incentivos e promovendo parcerias. É um modelo que poderia ser seguido por outras regiões do país”, avaliou.

Essa convergência de esforços também foi destacada pelo governador Eduardo Riedel, que enfatizou o papel das parcerias na transformação do Estado. “O que vemos em Ribas do Rio Pardo é o resultado direto da integração entre Estado, município e iniciativa privada. Estamos falando de investimentos em segurança pública, educação, saneamento, saúde e infraestrutura, que juntos elevam a qualidade de vida da população”, afirmou.

De acordo com o governador, o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul, com taxas entre 6% e 8% ao ano, está diretamente ligado à confiança do setor privado. “Esse ambiente de crescimento só acontece porque há investimento, geração de emprego e renda, além de parcerias concretas, como essa que viabilizou o novo quartel da Polícia Militar”, destacou.

Riedel também chamou atenção para os investimentos em logística e infraestrutura que sustentam essa expansão, como obras rodoviárias, ferrovias e o avanço da rota bioceânica. “Estamos estruturando o Estado para o futuro, com foco em competitividade e integração logística, o que beneficia diretamente setores como o florestal”, completou.

O caso de Ribas do Rio Pardo ilustra como o desenvolvimento industrial, especialmente impulsionado pela cadeia da celulose, exige planejamento e ação coordenada. A chegada de grandes empreendimentos traz crescimento econômico, mas também amplia a demanda por serviços públicos e infraestrutura.

Nesse contexto, as parcerias público-privadas se consolidam como ferramentas essenciais para garantir que o avanço econômico seja acompanhado por qualidade de vida, segurança e organização urbana — pilares fundamentais para a sustentabilidade de longo prazo.

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Ribas do Rio Pardo completa 82 anos com crescimento econômico, agronegócio forte e anúncio de investimentos

Fonte: Atualiza MS

Ribas do Rio Pardo completa 82 anos de emancipação político-administrativa nesta quinta-feira (19) e vive a expectativa de um dos momentos mais importantes da programação: a visita do governador do Estado, Eduardo Riedel (PP/MS), marcada para amanhã (20).

Conforme divulgou o prefeito de Ribas, Roberson Moureira (PSDB/MS), a agenda oficial contará com a assinatura de ordens de serviço e a doação de área da SPU para a Câmara Municipal, ações que representam avanços concretos para o município e que irão impactar diretamente a vida da população, fortalecendo a infraestrutura, os serviços públicos e o desenvolvimento local.

Além disso, estão previstas importantes inaugurações, como a Escola Estadual Profª Maria Augusta Costa Ramos da Silva e a sede da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, reforçando investimentos em áreas essenciais como educação e segurança pública.

A presença do governador evidencia o protagonismo que Ribas do Rio Pardo vem conquistando no cenário estadual, impulsionado pelo crescimento econômico, pela força do agronegócio e pelos grandes empreendimentos que estão transformando a realidade do município.

Plano de Desenvolvimento Municipal “Ribas 100 anos”

A Suzano e a Prefeitura de Ribas do Rio Pardo (MS) realizaram, nesta quarta-feira (18/03), a entrega oficial do Plano de Desenvolvimento Municipal “Ribas 100 Anos”. Construída de forma colaborativa, a iniciativa reúne diagnóstico socioeconômico, diretrizes estratégicas e propostas de ação voltadas a orientar o crescimento sustentável do município nas próximas décadas, com uma visão de longo prazo para o desenvolvimento do território.

Elaborado no âmbito do Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP), o plano foi desenvolvido por uma consultoria independente, com metodologia técnica especializada, a partir de dados, análises e escuta de diferentes atores locais. O resultado é um conjunto estruturado de informações que contribui para a tomada de decisão do poder público, com foco no fortalecimento da gestão municipal, na melhoria da qualidade de vida da população e na construção de um ambiente mais equilibrado entre desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental.

A construção do documento envolveu representantes do poder público, instituições, setor produtivo e a comunidade, refletindo uma visão coletiva sobre os desafios e as oportunidades de Ribas do Rio Pardo. A Suzano atuou como facilitadora do processo, viabilizando a iniciativa e apoiando a articulação entre os envolvidos. Entre os principais temas abordados estão o crescimento urbano ordenado, a qualificação profissional, a geração de emprego e renda, a infraestrutura, a educação e o fortalecimento da identidade local.

“O desenvolvimento de um território acontece quando há planejamento, cooperação e visão de longo prazo. O Ribas 100 Anos é resultado de um esforço coletivo que reúne diferentes atores em torno do objetivo de construir uma cidade mais preparada para crescer com equilíbrio, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para a Suzano, é importante contribuir com iniciativas como essa, que fortalecem o planejamento público e ajudam a transformar o potencial de Ribas do Rio Pardo em desenvolvimento sustentável para toda a região”, destacou Leandro Chinellato, diretor de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Entrega do Plano de Desenvolvimento Municipal em Ribas | foto: Rogério Potinatti

Visão de longo prazo

Mais do que um plano de governo, o “Ribas 100 Anos” foi concebido como uma política de Estado, com diretrizes que ultrapassam gestões e contribuem para orientar o desenvolvimento do município de forma contínua e estruturada. O documento estabelece uma visão de futuro que busca apoiar a transição de Ribas do Rio Pardo para uma cidade cada vez mais preparada para receber investimentos, gerar oportunidades e oferecer qualidade de vida à população, acompanhando o novo ciclo de desenvolvimento impulsionado pela indústria de base florestal na região.

Para o prefeito de Ribas do Rio Pardo, o plano representa um marco no planejamento de longo prazo do município.

“Ribas do Rio Pardo vive um momento de transformação, e o que dá sentido a esse crescimento é a nossa capacidade de planejar o futuro que queremos. O Ribas 100 Anos traduz essa visão: uma cidade que cresce com equilíbrio, valoriza as pessoas, respeita o meio ambiente e constrói, de forma coletiva, um caminho de desenvolvimento sustentável. Mais do que um documento, é um compromisso com as próximas gerações, para garantir qualidade de vida, oportunidades e um futuro melhor para todos”, disse.

Viabilizado com apoio da Suzano, o Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP) contou com a contratação de consultoria especializada e com a aplicação de metodologia técnica voltada à gestão pública. O trabalho contribuiu para estruturar o planejamento municipal com base em dados, escuta ativa da população e articulação entre diferentes instituições, apoiando a construção de uma visão integrada sobre os desafios e as oportunidades de Ribas do Rio Pardo.

O plano também se baseia na análise e no acompanhamento sistemático de indicadores socioeconômicos do município, abrangendo áreas como segurança pública, educação, saúde, renda, desigualdade social e infraestrutura. A partir de referências como IDH, IDEB, índice de Gini, taxas de homicídio e indicadores urbanos, foi possível identificar prioridades, orientar investimentos e subsidiar a elaboração de planos de ação para as diferentes áreas da administração pública. A iniciativa reforça a atuação integrada entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil na construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável do município.

Roberson Moureira, prefeito de Ribas do Rio Pardo | reprodução

ExpoRibas 2026

Para comemorar o aniversário, a ExpoRibas 2026 segue até o próximo sábado (21). A abertura do evento, realizada nesta quarta-feira (18), marcou um novo momento de desenvolvimento para o município, reuniu autoridades, lideranças e a população em um pavilhão de palestras completamente lotado, demonstrando o grande interesse e a força da iniciativa.

Logo nas primeiras horas do dia, a solenidade de abertura deu o tom da feira, destacando o potencial econômico e industrial da cidade. Na sequência, a palestra magna do secretário Jaime Verruck foi um dos pontos altos da programação, trazendo reflexões importantes sobre desenvolvimento, inovação e o futuro da região.

Outro destaque da manhã foi o painel do SENAI, que abordou inovação e tecnologia como pilares para o crescimento sustentável. A apresentação reforçou o papel da qualificação profissional e da indústria no avanço de Ribas do Rio Pardo como um verdadeiro hub de oportunidades.

A programação também foi marcada por um momento institucional importante: a posse da nova diretoria do Sindicarv, fortalecendo a representatividade e a organização do setor produtivo local.

No período da tarde, uma rodada de palestras com temas voltados à citricultura, políticas públicas, segurança jurídica e desenvolvimento estratégico, ampliaram o debate e a troca de conhecimento entre os participantes da feira.

Além das palestras técnicas, a ExpoRibas também contará com programação cultural, rodeio e shows nacionais, reforçando o evento como um dos maiores encontros de negócios, conhecimento e entretenimento do Mato Grosso do Sul.

A expectativa é de que a feira reúna lideranças, produtores rurais, empresários, estudantes e representantes do poder público, consolidando Ribas do Rio Pardo como um dos polos emergentes de desenvolvimento do Estado.

Abertura oficial da ExpoRibas 2026 | foto: Rogério Potinatti
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Equipe da Suzano explica o que é a celulose e suas aplicações no dia a dia

Especialistas da empresa detalham propriedades, tipos e usos da matéria-prima renovável presente em diversos produtos.

A celulose é um dos compostos orgânicos mais abundantes do planeta e exerce papel fundamental na estrutura das plantas.

Trata-se de um polissacarídeo formado por cadeias de glicose, presente nas paredes celulares vegetais e responsável por garantir rigidez, resistência e sustentação à estrutura das plantas.

Segundo especialistas da Suzano, líder global na produção de celulose de eucalipto, a matéria-prima é considerada um polímero natural renovável, amplamente utilizado pela indústria na fabricação de diferentes produtos.

“A celulose é uma fibra natural obtida da madeira de árvores cultivadas para esse fim. Após o processo industrial, essas fibras podem ser transformadas em diversos materiais que fazem parte do cotidiano das pessoas”, explica a equipe técnica da Suzano em conteúdo educativo publicado pela companhia.

Além de sua abundância na natureza, a celulose se destaca pela versatilidade, biodegradabilidade e origem renovável, características que ampliam sua importância na economia global e na transição para materiais mais sustentáveis.

De onde vem a celulose utilizada pela indústria

A celulose industrial é extraída principalmente da madeira de árvores cultivadas para produção florestal, como eucalipto e pinus, além de outras fontes vegetais como bambu e resíduos agrícolas.

Entre essas espécies, o eucalipto se destaca pela alta produtividade e rápido crescimento, fatores que contribuem para uma produção mais eficiente e sustentável.

De acordo com especialistas da Suzano, o processo industrial envolve etapas de separação das fibras da madeira, resultando em uma matéria-prima utilizada por diferentes setores industriais.

“A partir da madeira cultivada em florestas plantadas, as fibras de celulose são extraídas e transformadas em base para produtos essenciais, como papéis, embalagens e itens de higiene”, explica a empresa.

Tipos de celulose e suas aplicações industriais

Existem diferentes tipos de celulose, cada um desenvolvido para aplicações específicas na indústria.

Entre os principais estão:

Celulose de fibra curta, produzida principalmente a partir do eucalipto, possui fibras menores e alta eficiência produtiva, sendo amplamente utilizada na fabricação de papéis, embalagens e produtos de higiene.

Celulose de fibra longa, extraída principalmente do pinus, apresenta maior resistência e é utilizada em papéis especiais e embalagens que exigem maior durabilidade.

Celulose fluff, utilizada em produtos altamente absorventes, como fraldas descartáveis, absorventes e produtos de higiene pessoal.

Celulose solúvel, possui elevado grau de pureza e é empregada na produção de fibras têxteis artificiais, como viscose, além de aplicações em cosméticos, alimentos e produtos farmacêuticos.

Nanocelulose e celulose microfibrilada são materiais obtidos a partir de processos avançados de processamento das fibras e apresentam propriedades inovadoras, com aplicações em embalagens sustentáveis, cosméticos, tintas, tecidos e novas tecnologias industriais.

Onde a celulose está presente no dia a dia

Mesmo que muitas pessoas não percebam, a celulose está presente em diversos produtos utilizados diariamente.

Entre os principais exemplos estão:

  • Papel para livros, cadernos e impressões
  • Embalagens e caixas de papelão
  • Papel higiênico e lenços de papel
  • Fraldas descartáveis e absorventes
  • Tecidos derivados de fibras artificiais
  • Produtos cosméticos e farmacêuticos
  • Aditivos utilizados na indústria alimentícia

A versatilidade do material permite que a celulose seja utilizada em diversos setores da economia, desde produtos básicos até soluções tecnológicas mais avançadas.

Celulose, sustentabilidade e inovação

A celulose também se tornou um dos principais pilares da chamada economia de base renovável. Por ser um material natural e biodegradável, ela contribui para a substituição de produtos derivados de combustíveis fósseis.

Segundo especialistas da Suzano, o setor tem investido em pesquisa, tecnologia e inovação para ampliar as aplicações da matéria-prima.

“Além dos usos tradicionais, a celulose vem ganhando espaço em novas soluções sustentáveis, como embalagens mais ecológicas, materiais avançados e aplicações industriais inovadoras”, destaca a empresa.

A Suzano também investe em florestas plantadas de eucalipto, manejadas de forma sustentável. Essas florestas são cultivadas especificamente para a produção de celulose, reduzindo a pressão sobre florestas nativas e contribuindo para a captura de carbono.

A importância da celulose para o futuro da indústria

Com sua combinação de origem renovável, versatilidade e potencial de inovação, a celulose se consolidou como uma das matérias-primas estratégicas para o desenvolvimento industrial sustentável.

Presente em inúmeros produtos do cotidiano, a fibra vegetal continua sendo estudada e aprimorada para ampliar suas aplicações e contribuir para a criação de  soluções mais sustentáveis para a sociedade.

 Com infomações adicionais Equipe Suzano*

Fonte: Vale Celulose / Hoje Mais

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Presidente do SINPACEMS destaca crescimento do mercado de trabalho na cadeia da celulose durante a ExpoRibas 2026

Segundo dados apresentados, o setor reúne mais de 20 mil postos de trabalho.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (SINPACEMS), Elcio Trajano Jr., participou nesta quinta-feira (19) da ExpoRibas 2026, onde ministrou uma palestra sobre o mercado de trabalho no setor de celulose. O evento, realizado entre os dias 18 e 21 de março, reúne lideranças, empresários, produtores e representantes do poder público para discutir o desenvolvimento econômico e as oportunidades na região.

Durante sua apresentação, Elcio destacou o papel estratégico da indústria de papel e celulose na transformação econômica de Mato Grosso do Sul. Atualmente, o setor já representa 10,7% do PIB estadual e lidera as exportações, com cerca de 5,8 milhões de toneladas enviadas ao exterior anualmente, o equivalente a 29,3% da balança comercial do Estado.

O presidente do SINPACEMS também enfatizou o impacto direto na geração de empregos. Segundo dados apresentados, o setor reúne mais de 20 mil postos de trabalho e foi responsável por quase 16 mil admissões em 2025, contribuindo para o crescimento de 20% nos empregos formais da indústria sul-mato-grossense na última década.

“A celulose é hoje um dos principais vetores de desenvolvimento do Estado, com forte geração de empregos, renda e oportunidades. Estamos vivendo um novo ciclo de industrialização, especialmente em regiões como Ribas do Rio Pardo, que passa por uma rápida transformação econômica”, afirmou.

Trajano chamou atenção ainda para os desafios do crescimento acelerado, especialmente no que diz respeito à qualificação profissional. A projeção do setor indica a criação de até 93 mil novos postos de trabalho até 2032, o que exige esforços coordenados entre empresas, governo e instituições de ensino.

Em entrevista durante o evento, o presidente do SINPACEMS detalhou as ações que vêm sendo conduzidas para enfrentar esse gargalo. Segundo ele, a falta de mão de obra qualificada é uma das principais dores do setor atualmente. “Vivemos um cenário de pleno emprego na região, o que gera muitas oportunidades. No entanto, ainda há escassez de profissionais preparados para ocupar essas vagas”, explicou.

Para enfrentar o problema, o sindicato atua diretamente com as empresas associadas e em parceria com a Fiems, por meio da estrutura do SESI e do SENAI, promovendo programas de formação e capacitação profissional. Além disso, a entidade mantém plataformas digitais com divulgação contínua de vagas, facilitando o acesso de trabalhadores às oportunidades disponíveis.

“Hoje, profissionais qualificados têm acesso às vagas e podem se candidatar diretamente às posições abertas nas empresas. Existem oportunidades em diversas cidades, não só nos grandes centros, mas também em regiões em expansão”, destacou.

Trajano também ressaltou o impacto dos novos investimentos industriais no Estado, como a instalação de uma nova fábrica de celulose em Inocência, que já gera mais de 8 mil empregos e deve abrir outras 5 mil vagas até o final do ano. “São oportunidades concretas, mas que exigem preparo. Para acompanhar esse crescimento, é fundamental investir em educação, infraestrutura, saúde e qualidade de vida nas regiões”, afirmou.

Entre os pontos abordados, destacou-se ainda a valorização da escolaridade no setor. Dados apresentados mostram que profissionais com ensino superior recebem, em média, R$ 537 a mais que aqueles com ensino médio, enquanto a diferença pode ultrapassar R$ 1,5 mil para quem possui mestrado. “A formação técnica e educacional é determinante para acompanhar o ritmo da industrialização e garantir competitividade”, reforçou.

A palestra também evidenciou a qualidade das oportunidades oferecidas pela cadeia da celulose, com salários competitivos, benefícios e boas condições de trabalho, refletidos nos altos índices de satisfação dos colaboradores nas principais empresas do setor.

Ao final, Elcio Trajano Jr. deixou uma reflexão ao público: “Estamos formando talentos na mesma velocidade em que a indústria cresce?”. Segundo ele, essa é a principal agenda estratégica para sustentar o desenvolvimento do Estado nos próximos anos.

A participação do SINPACEMS na ExpoRibas 2026 reforça o compromisso da entidade com o fortalecimento do setor, a geração de emprego e o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.

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