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Curso Técnico em Floresta deve atender demanda da maior fábrica de celulose do mundo

Sindicato Rural de Campo Grande ofertará 20 vagas para o curso gratuito que acontecerá no período noturno

Com o início das operações previsto para 2024 a maior fábrica de celulose do mundo, em construção no município de Ribas do Rio Pardo, deverá empregar cerca de 13 mil pessoas (de forma direta e indireta). Para contribuir com a demanda por mão de obra, estão abertas as inscrições para o Curso Técnico em Floresta, com duração de 2 anos, na sede do Sindicato Rural de Campo Grande. O curso é gratuito e as inscrições para o processo seletivo vai até 4 de julho, pelo link: t.ly/xyaN.

Na sede do Sindicato Rural de Campo Grande o curso será presencial, noturno, com carga horária de 1.300 horas. As aulas já iniciarão no dia 29 de agosto, desde ano. O processo seletivo ocorre por meio de entrevista, para avaliação do perfil do candidato.

“Ribas do Rio Pardo vive um crescimento econômico com a instalação dessa fábrica, que vai gerar até 10 mil empregos diretos durante as obras e outros três mil depois do início da operação, no primeiro trimestre de 2024. É papel do Senar/MS e do Sindicato Rural contribuir com a qualificação de quem vai operar nessa empresa, por isso o técnico em florestas se tornou uma realidade na capital”, explica o presidente do SRCG, Alessandro Coelho.

Além das vagas abertas na sede do SRCG, na região da Chácara Cachoeira, outras 20 vagas serão ofertadas na capital, no período matutino, no Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte – Avenida Rádio Maia, 830 – Vila Popular – Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Fonte: Campo Grande Notícias

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As Ações do Bem WestRock beneficiaram cerca de 244 mil pessoas só em 2021

A empresa desenvolveu e apoiou 75 iniciativas sociais em dezenas de municípios brasileiros. Os dados foram divulgados no seu recente Relatório de Responsabilidade Social.

Comprometida com a construção de um novo futuro mais justo, equânime e sustentável, cuidando de sua gente, sejam pessoas da comunidade e funcionários, a WestRock, fornecedora de embalagens e soluções de papel e papelão ondulado, divulgou os resultados do impacto positivo de suas iniciativas sociais em 2021. Ao todo, foram 75 iniciativas em cidades nos estados do Ceará, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, tendo sempre como foco beneficiar quem mais precisa nas comunidades onde estão suas operações.

Entre projetos próprios, apoiados, incentivados e doações pontuais, cerca de 244 mil pessoas foram impactadas positivamente pelas iniciativas realizadas pela empresa em 2021- programas sociais nas áreas de educação profissionalizante e pedagógica, esporte, cultura e saúde – tudo isso levando em consideração um importante pilar da responsabilidade social da companhia: a promoção de ações afirmativas, que apoiam diretamente as diversidades e contribuam para a inclusão.

“Ninguém muda uma realidade sozinho. Acreditamos na união transformadora entre o poder público, privado e sociedade para juntos fomentar e implementar iniciativas sociais que realmente façam a diferença na vida das pessoas. Principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade social e as que vivenciam, muitas vezes, o peso imposto pela sociedade em suas diversidades, como raça, gênero, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. É nosso papel desenvolver e apoiar ações começando por aquelas que impactam e beneficiem as pessoas nas comunidades onde estamos inseridos“, afirma, Cynthia Wolgien, diretora de Sustentabilidade, Comunicação e Responsabilidade Social da WestRock.

Meta voluntária de Responsabilidade Social WestRock foca na educação para reduzir desigualdades

Por acreditar que somente a partir da educação é possível atingir uma transformação social, a maioria dos projetos sociais da empresa estão ligados ao ensino, aprendizado e desenvolvimento de pessoas, entre eles o Juntos pela Educação que, em 2021, ofereceu capacitação em temas relacionados a educação ambiental, para mais de 700 educadores, impactando diretamente mais de 22 mil alunos da rede pública de ensino.

Outro programa em prol da educação é o Formare WestRock. Ao todo, 20 jovens em situação de vulnerabilidade social, de Pacajus-CE, onde a empresa possui uma de suas unidades fabris, puderam estudar e aprender conteúdos que os preparam para atuarem nas áreas da indústria e produção de embalagens de papelão ondulado. As aulas foram ministradas por 80 funcionários da empresa que se tornaram voluntários do programa. A empresa também se orgulha por ter conseguido preencher intencionalmente as vagas com 100% por pessoas pretas e pardas e 70% de mulheres. A WestRock também priorizou outras diversidades como pessoas com deficiência e LGBTQIA+ por ter a consciência que as pessoas diversas possuem menos oportunidades de formação e, por consequência, chances no mercado de trabalho.

Cynthia Wolgien reforça que essas ações representam compromisso com a mudança de perspectiva sobre o papel de cada um para o desenvolvimento das pessoas, a sustentabilidade do planeta e dos negócios. “Entendemos que todos precisam contribuir para que o mundo seja um lugar melhor, hoje e para as futuras gerações. Juntos, podemos ir além. Por isso, seja dentro ou fora de nossa empresa, estamos comprometidos em ser uma empresa na qual todas as pessoas pertencem, de forma genuína, sendo respeitadas e valorizadas, podendo fazer o seu melhor, e onde a diversidade, a inclusão e a equidade são vantagens competitivas”, conclui Cynthia.

Acesse o Relatório de Responsabilidade Social 2021 e conheça as Ações do Bem WestRock.

Sobre a WestRock


A WestRock é parceira de seus clientes para fornecer soluções únicas e sustentáveis em papel e embalagens que impulsionem seus negócios. São 50.000 funcionários que apoiam os clientes ao redor do mundo em mais de 320 operações e escritórios na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. Saiba mais em WestRock

Fonte: WestRock

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Komatsu Forest negocia a aquisição da Bracke Forest

Komatsu Anuncia Acordo para adquirir fabricante sueco de acessórios para silvicultura:

 expandir o negócio florestal sustentável para fazer contribuições neutras em carbono.

Através da Komatsu Forest AB, uma subsidiária integral na Suécia, a Komatsu Ltd (Presidente e CEO: Hiroyuki Ogawa) vai adquirir a Bracke Forest AB (CEO: Klas-Håkan Ljungberg), sediada em Bräcke, na Suécia, que desenvolve, fabrica e vende acessórios específicos de aplicação para silvicultura. A Komatsu planeja fechar a aquisição em 1º de julho de 2022, com a condição de que todos os procedimentos necessários para o fechamento sejam concluídos. Estima-se que o impacto nos resultados de negócios consolidados da Komatsu seja mínimo.

A Komatsu concentra esforços no negócio florestal, pois defende a silvicultura sustentável, que não envolve apenas a colheita e o transporte, mas também inclui a silvicultura e o manejo florestal. A Komatsu também trabalha para mecanizar trabalhos perigosos, facilitar o amplo uso de máquinas florestais que contribuem para a segurança e promover a silvicultura inteligente que analisa dados baseados em drones e satélites para o gerenciamento de florestas, incluindo o número e a altura das árvores.

Espera-se que o plantio de árvores se expanda em todo o mundo para a produção de madeira e preocupações ambientais, como a promoção da neutralidade de carbono. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de mecanização, principalmente porque o plantio de árvores é um trabalho intensivo em mão de obra, com aumento do plantio em áreas remotas e diminuição da mão de obra. Com amplo know-how em silvicultura ao longo dos anos, a Bracke desenvolve, fabrica e comercializa acessórios específicos para aplicações em processos de silvicultura. Desde 2014, Bracke e Komatsu se engajaram no desenvolvimento conjunto, compartilhando as respectivas tecnologias e experiências acumuladas ao longo dos anos, respectivamente em florestas e máquinas de construção. Em 2020, a Komatsu lançou no Brasil a D61EM-23M0, a primeira plantadeira de esteiras automática* baseada em bulldozer do mundo.

Mesmo após a aquisição, a Komatsu continuará incorporando as tecnologias e expertise da Bracke na área de plantio para acelerar o ritmo de mecanização de todos os processos, exceto colheita e encaminhamento, que já foram mecanizados. A Komatsu trabalhará para gerar sinergia para a silvicultura inteligente e fornecer produtos de maior valor agregado, a fim de aumentar a segurança e a produtividade das operações do local de trabalho dos clientes e fazer contribuições neutras em carbono.

*O D61EM-23M0 realiza deslocamento, parada e plantio automáticos nos cursos predefinidos.

"Após uma forte consideração, decidimos concordar com o comprador para vender a Bracke Forest, que faz parte do Cranab Group desde 2013, para aproveitar a oportunidade para a empresa continuar seu crescimento. Com a condição de que todos os procedimentos necessários para o fechamento sejam concluídos, a aquisição está prevista para ser concluída até 1º de julho de 2022", destaca Giovanni Fassi, chairman da Cranab AB.

A Komatsu Forest AB é um dos principais fabricantes mundiais de máquinas florestais e tem um forte foco em participar ativamente da mecanização das operações de silvicultura, um negócio que agora vemos decolar globalmente.

A Bracke Forest é líder no mercado de equipamentos de preparação de solo para regeneração de florestas no hemisfério norte há décadas e a empresa se desenvolveu bem durante o tempo de propriedade da Cranab, parte do Grupo Fassi. Nos últimos anos a organização se concentrou em desenvolver e verificar produtos para plantio mecanizado de novas florestas, e agora chegou a hora de levar esses produtos ao mercado.

“Estamos convencidos de que a Bracke Forest terá as oportunidades certas para continuar seu crescimento com a Komatsu Forest como proprietária a partir de agora e no futuro. Os principais facilitadores para continuar o crescimento da Bracke Forest serão construir canais de distribuição e fornecer forte foco e suporte ao cliente. A Komatsu Forest atende a esses critérios para fornecer esses facilitadores e, portanto, estamos confortáveis ​​e orgulhosos de deixar a Bracke Forest para o novo proprietário”, salientou Anders Strömgren, chairman da Bracke Forest AB.

Fonte: Komatsu Forest e Backe Forest

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Combater incêndios florestais custa 6x menos que apagá-los, diz CMO DA Quiron Digital

Diogo Machado, da Quiron Digital, defende a prevenção dos desmatamentos em até 6 vezes menos que a reação. “Você consegue combater incêndios antes mesmo que eles venham a acontecer”, explica o cofundador da Quiron Digital.

A Quiron desenvolve algoritmos usando dados de satélites. A greentech, que atua com foco florestal, também atua com soluções de pragas em colheitas e contra o desmatamento. E o impacto torna a medida ainda mais urgente: segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os incêndios florestais podem aumentar em 30% até o ano de 2050.

Um levantamento feito pelo Projeto MapBiomas após analisar imagens de satélite entre 1985 e 2020, mostra o impacto do fogo sobre o território nacional: a cada um desses 36 anos, o Brasil queimou uma área maior que a da Inglaterra: foram 150.957 km² por ano, ou 1,8% do país.

Área no estado de Rondônia após incêndio em 2021. REUTERS/Adriano Machado
Área no estado de Rondônia após incêndio em 2021. REUTERS/Adriano Machado

O acumulado do período chega a praticamente um quinto do território nacional: 1.672.142 km², ou 19,6% do Brasil, sendo que 65% do total da área queimada foi de vegetação nativa. O estado de Mato Grosso apresentou maior ocorrência de fogo, seguido pelo Pará e Tocantins.

Machado acredita que o mercado de satélites possa ser vantajoso para a iniciativa privada e também para governos. “O mercado space vem crescendo muito, com tendência de melhorias para todos. A revolução do mercado é ‘satelital’, defende o cofundador da greentech.

Diagnóstico via satélite

Fora do país, um exemplo de sucesso da Quiron foi em incêndio florestal no Condado de El Dorado em Omo Ranch, na Califórnia nos Estados Unidos. Dados de satélites e nanossatélites associados à inteligência artificial foram capazes de identificar com 17 dias de antecedência, o Caldor Fire.

Com forte atuação por meio dos algoritmos, a Quiron identificou com precisão as coordenadas onde ocorreria o incêndio florestal. Isso é possível por meio de recursos para monitoramento conforme fatores geográficos, do ambiente, clima da região, a presença humana e dados meteorológicos.

Fonte: Yahoo

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Setor florestal ganha novo distribuidor de insumos

Piccin Equipamentos lança o Master Forest, implemento que já sai da fábrica pronto para ser utilizado

Os silvicultores agora têm uma nova opção para a aplicação de insumos, com a chegada da novidade da Piccin Equipamentos, de São Carlos-SP, o distribuidor Master Forest. Segundo o CEO da empresa, Camilo Ramos, este é um segmento importante da economia brasileira e que segue também uma grande tendência rumo à mecanização das etapas de produção.

Dentro de sua proposta de buscar soluções para as “dores” da classe produtora de todo o País, a empresa se aproximou do setor florestal e percebeu que muitas das ferramentas hoje disponibilizadas ao mercado não foram desenvolvimentos próprios para a área ou foram adaptações “pós fábrica” dos produtos existentes às condições da aplicação no meio. “Buscamos então uma solução para este problema e que fosse projetada mesmo para essas necessidades específicas da área, com alta tecnologia e inovação”, relata o executivo. 

Características exclusivas

Assim como a aplicação de corretivos, fertilizantes e produtos orgânicos também são uma necessidade no cultivo florestal e a Piccin Equipamentos, já tradicional no ramo, com mais de 56 anos de experiência, buscou inserir características únicas ao Distribuidor Master Forest. “Incorporamos, além das funcionalidades já existentes na linha de distribuidores Piccin, uma bomba hidráulica independente, as Esteiras Precisas (patenteada pela marca), com acionamento independente (direita e esquerda) e direcionadores para aplicação no pé de árvore ou área total”, explica o engenheiro agrônomo e head de marketing, Marco Gobesso.

A empresa considera que estes são novos itens que vão melhorar consideravelmente a utilização em áreas florestais.  Além disso, as Esteiras Precisas passam a ser zincadas, o que eleva a resistência a corrosão por contato com substâncias químicas/orgânicas, aumentando a vida útil do equipamento e reduzindo o custo de manutenção do implemento.

“Também instalamos um novo conjunto de carenagens laterais e inferiores e os sensores de presença completam o pacote da configuração deste novo produto.  E o mais importante:  tudo original de fábrica e sem necessidade de adaptações após a entrega”, completa Gobesso.

Grupo Piccin – Grupo criado em 2022 a partir da Piccin Tecnologia Agrícola, que atuava desde 1964 com implementos para o preparo do solo, com sede em São Carlos-SP.  Composto pela Piccin Equipamentos, Piccin Componentes e Piccin Inovação, tem o foco em solucionar os problemas dos produtores rurais e levar tecnologias ao campo.

Fonte: Piccin

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Custos de aquisição de insumos para implementação de floresta de eucalipto de Curvelo (MG) avançam 62%

De acordo com a Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e Silvicultura realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, Minas Gerais se consolidou na condição de estado brasileiro com maior Valor Bruto de Produção (VBP) no conjunto de atividades do setor florestal. Foram R$ 6,0 bilhões, um aumento nominal de 37,4% em relação a 2019. Isso corresponderia a quase 26% do VBP nacional dessas atividades no período.

Entre os dez municípios com maior VBP, especificamente de atividades silviculturais, seis entre os dez maiores seriam mineiros, sendo eles: João Pinheiro (2º), Itamarandiba (4º), Buritizeiro (7º), Curvelo (8º), Turmalina (9º) e Três Marias (10º). Minas Gerais possui ainda a maior área de florestas cultivadas do Brasil, distribuída em mais de 800 municípios (que representa mais de 90% das cidades mineiras), superando 2 milhões de hectares, dos quais a cultura do eucalipto representa mais de 97% dessa área.

Fonte: CNA

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Suzano investirá até US$70 mi em startups

A Suzano anunciou nesta terça-feira a criação da Suzano Ventures, um projeto da fabricante de celulose para investimento em startups no Brasil e no exterior, segundo comunicado ao mercado.

A Suzano Ventures terá 70 milhões de dólares para investimentos e o foco será em tecnologias e aplicação de biomassa celulósica, embalagens celulósicas, empresas de agrotecnologia que acelerem a produtividade agroflorestal e captura, mensuração e gestão de carbono, disse a empresa.

O objetivo é comprar participações minoritárias em empresas para potenciais parcerias na criação de novos produtos a partir de biomassa do eucalipto, inovação no uso de embalagens, aumento de produtividade em florestas plantadas e desenvolvimento de ferramentas no mercado de crédito de carbono.

“Vamos buscar empresas que se enquadrem nas novas estratégias de negócios da Suzano”, disse Ramundo.

A empresa sediada em São Paulo tem como meta substituir 10 milhões de toneladas de embalagens feitas de plástico por produtos de celulose até 2030. A Suzano já tem 340 pesquisadores no Brasil, Israel, Canadá e China trabalhando para desenvolver novos produtos a partir da celulose de eucalipto.

Ramundo disse que a Suzano quer replicar o sucesso que teve com a startup finlandesa Spinnova, que vai iniciar a produção de fibra têxtil a partir de celulose este ano.

A Suzano fez um investimento inicial na Spinnova em 2017 de 5 milhões de euros (US$ 5,2 milhões). A empresa abriu o capital no ano passado e tem um valor de mercado de cerca de 352 milhões de euros.

Fonte: Terra e Bloomberg

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Brasil espera União Europeia definir o que é ‘desmatamento’

A definição sobre o que é “desmatamento” se tornou uma frente de disputa no desenho da política que a União Europeia (UE) quer adotar para barrar importações de commodities agrícolas associadas a cortes de vegetação realizados após 2020 – ilegais ou legais no país de produção. 

A depender de que tipo de vegetação nativa a proposta europeia quiser preservar, 56%da vegetação ainda existente no Cerrado poderia ficar exposta ao risco de desmatamento para produzir commodities ao bloco. Atualmente, o Cerrado mantém 53%de sua vegetação nativa. 

Se a proposta abranger apenas o desmate de “florestas”, conforme definição da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – e presente na proposta elaborada pela Comissão Europeia -, 74% da área ainda preservada no Cerrado poderia ser desmatada para a produção de commodities para o bloco, ou 79 milhões de hectares. Mas se o projeto quiser barrar o desmatamento de regiões em “terras com madeira”, um outro conceito também da FAO, a desproteção do bioma na cadeia de fornecimento da UE cairia para 18%. Esse percentual se refere a áreas de pastagem natural.

Os dados constam em um levantamento da iniciativa Trase, que, a pedido do bloco da bancada verde no Parlamento Europeu, realizou um levantamento para comparar o impacto ambiental dos diferentes conceitos a partir de dados do Mapbiomas. 

Conceito de florestas 

A análise foi feita sobre a proposta do órgão executivo da União Europeia. O conceito de “florestas” da FAO em que se baseia essa proposta envolve regiões com mais de 0,5 hectare, com árvores de mais de 5 metros e que cobrem ao menos 10% da área. 

Mas, no Parlamento Europeu, a matéria vem passando por debates e alterações. Em abril, o Comitê Ambiental do legislativo do bloco propôs mudanças, entre as quais a inclusão do conceito de desmate de “terras com madeira”, como savanas, e de “degradação” de coberturas vegetais. Na definição da FAO, “terras com madeira” incluem também áreas com menor cobertura de vegetação e com árvores inferiores a 5 metros. 

Uma eventual exclusão da vegetação rasteira do Cerrado na proposta europeia teria forte impacto na política ambiental que a UE está tentando adotar. A maior parte da produção de grãos e da criação de gado do Brasil é feita no bioma, assim como a maior parte das importações de soja e carne bovina realizadas pela União Europeia provém do Cerrado.

Segundo a Trase, 65% da soja que a UE importou com possível relação com áreas desmatadas nos últimos cinco anos veio do bioma. No caso das importações de carne bovina, 37% do volume com possível associação a desmatamento recente saiu de pastos do Cerrado. Os dados mostram que o bioma é um ponto crítico caso a UE queira barrar o desmatamento em suas cadeias de fornecimento. 

A definição do que é desmatamento também implica a proteção ou desproteção de parcelas de vegetação em outros biomas. O uso apenas do conceito de florestas da FAO excluiria do mecanismo as commodities eventualmente produzidas a partir de 9,2 milhões de hectares do Pantanal, área que corresponde a 76% deste bioma. Também livraria da barreira commodities eventualmente produzidas em 6,6 milhões de hectares dos Pampas (74% do bioma), e de 32 milhões de hectares no Chaco, na Argentina e Paraguai (24% do bioma). 

A Trase alertou que a política do bloco, se aprovada utilizando somente o conceito de “florestas” da FAO, pode “deslocar a conversão de terras para áreas desprotegidas”, como as que são classificadas como “terras com madeira”. 

Em seus comentários sobre as conclusões da consultoria, o bloco de parlamentares ambientalistas da UE defendeu que a nova legislação barre commodities produzidas em quaisquer ecossistemas naturais convertidos recentemente, e não apenas em “florestas” ou “terras com madeira”. 

Reserva legal 

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara aprovou na semana passada um projeto que retira a obrigatoriedade do produtor rural de averbar a área excedente de reserva legal da propriedade na matrícula do imóvel em cartório. A intenção, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), é diminuir a burocracia e os custos para registro das áreas de preservação nas fazendas acima do exigido por lei, representadas pelas cotas de reserva ambiental (CRA). “O Código Florestal já prevê que não há necessidade de o produtor rural fazer o registro de sua área coberta por vegetação natural. Aqueles que têm Cotas de Reserva Ambiental não terão a obrigatoriedade de pagar no registro de imóveis, apenas no CAR, com a mesma fé pública e sem gasto”, diz o deputado José Mário Schreiner (MDB-GO), relator da proposta. O projeto é de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT)

Fonte: Valor Econômico

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Suzano abre 20 novas vagas para suas operações florestais e industriais em Ribas do Rio Pardo (MS)

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está com 11 processos seletivos abertos, com o total de 20 vagas disponíveis, para atender suas operações em Ribas do Rio Pardo (MS). As inscrições podem ser feitas por todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa (https://jobs.kenoby.com/Suzano).

A primeira oportunidade é para a função de Analista de Manutenção Florestal Júnior, com duas vagas a serem preenchidas. São pré-requisitos: ter concluído curso técnico ou Ensino Superior; experiência em manutenção de equipamentos florestais, gestão de frotas, análises e indicadores; conhecimento em normas dos Sistemas de Gestão da Qualidade ISO, FSC, Cerflor; dominar sistemas de manutenção e o Pacote Office, além de sistemas de aplicações (SAP e Power Bi); e ter nível de inglês intermediário. As inscrições seguem abertas até 14 de junho, na página: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/analista-manutencao-florestal-jr/62a00fb432630876dafc9011?utm_source=website

Para o cargo de Assistente Administrativo II, umavaga é oferecida. Os pré-requisitos são: Ensino Médio completo; experiência na área administrativa; ter conhecimento intermediário em sistemas de manutenção e em informática, especialmente o Pacote Office e SAP. As inscrições seguem abertas até 14 de junho, pelo site: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/assistente-administrativo-ii/62a01322c94eae78a583787b?utm_source=website

Três vagas são oferecidas nos processos seletivos para contratação de Operador/a de Painel da Linha de Fibras (Digestor), Operador/a de Painel de Utilidades (Caldeira Biomassa e Águas) e Operador/a de Painel de Utilidades (Turbogeradores). Interessados/as precisam ter: curso técnico concluído nas áreas de Mecânica, Elétrica, Mecatrônica, Química ou Automação, sendo desejável estar cursando ou ter concluído Ensino Superior nas áreas de Engenharia; ter conhecimento intermediário em processo de fabricação de celulose; dominar o Pacote Office e ter vivência em sistemas e aplicações (SAP e Power BI); ter disponibilidade para viagens; ter vivência e conhecimentos de Linha de Fibras (para a primeira vaga); e experiência em operação de painel SDCD (para a segunda e a terceira vaga). As inscrições seguem abertas até 18 de junho, respectivamente, pelas páginas:

https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/operadora-painel-linha-de-fibras-digestor/629e37d7677b7c5757096706?utm_source=website

https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/operadora-painel-utilidades-cald-biomassa-e-aguas/62a1053e3d09fd3d764bc582?utm_source=website

https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/operadora-painel-utilidades-turbogeradores/62a10185ef09e05424609bf0?utm_source=website

Mais uma oportunidade é para a vaga de Planejador/a de Manutenção Florestal. São pré-requisitos: ter curso técnico ou Ensino Superior completo; ter experiência na área de manutenção de equipamentos florestais, gestão de frotas e em análises e indicadores; ter conhecimento intermediário em sistemas de manutenção, em Pacote Office e SAP, além de Power Bi; e inglês de nível intermediário. O processo seletivo segue aberto até 14 de junho e as inscrições podem ser feitas pelo site: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/planejadora-manutencao-florestal/62a0141de5154743ebab1bb9?utm_source=website

Ainda em Ribas do Rio Pardo, a empresa está com uma vaga aberta para Supervisor/a de Manutenção e outra para Supervisor/a de Operações Florestais. Os pré-requisitos para a primeira vaga são: ter Ensino Superior completo em Administração, Engenharia ou áreas afins e MBA/Especialização; experiência em gestão de equipes de planejamento de manutenção, gestão de frotas e manutenção de equipamentos florestais; experiência consolidada na área de manutenção florestal; conhecimento avançado em Pacote Office e SAP; e nível intermediário de inglês. Já os interessados/as na segunda vaga precisam ter: Ensino Superior completo em Engenharia, Administração ou áreas afins; experiência de pelo menos dois anos na área de colheita florestal; CNH categoria B; e conhecimento intermediário no pacote Office e no sistema SAP. As inscrições para o primeiro processo seletivo se encerram em 14 de junho e, para o segundo, até o preenchimento da vaga, respectivamente pelos sites:

https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/supervisora-manutencao/62a016af677b7c29e710fca8?utm_source=website

https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/supervisora-operacoes-florestais/62a3000bafef8b0231efbf48?utm_source=website

Para os/as interessados em oportunidades nas áreas técnicas, há 10 vagas para Desenvolvimento Operacional I, uma vaga para Manutenção Florestal II e uma vaga para Silvicultura II. São pré-requisitos para as vagas de Técnico/a de Desenvolvimento Operacional I: ter Ensino Técnico ou Superior Completo; conhecimento básico em Pacote Office; ter CNH categoria B; didática e habilidade para desenvolver e ministrar treinamentos; e experiência comprovada no processo de colheita florestal. As inscrições podem ser feitas até o preenchimento das vagas, pelo site: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/tecnicoa-desenv-operacional-ii/629ec3559b2f052846880390?utm_source=website

Para a vaga de Técnico/a em Manutenção Florestal II, a empresa pede: formação técnica ou Superior em Engenharia Mecânica, Elétrica ou Mecatrônica; experiência intermediária nos processos de operação florestal; conhecimento em SAP (PM), Pacote Office, indicadores de manutenção, planejamento, programação e controle de Manutenção; experiência em manutenção de componentes hidráulicos, elétricos, mecânicos e equipamentos móveis; e CNH categoria C ou superior. As inscrições podem ser feitas até 14 de junho, pela página: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/tecnicoa-manutencao-florestal-ii/62a015b9e515479d7cab1c6d?utm_source=website

Por fim, para a vaga de Técnico em Silvicultura II, são pré-requisitos: ter Ensino Médio completo ou também curso técnico florestal concluído e ter concluído ou estar cursando Ensino Superior; vivência e conhecimentos em Silvicultura; domínio do Pacote Office e vivência em sistemas e aplicações (SAP e Power BI); ter CNH categoria B ou acima; e disponibilidade para viagens. É possível se inscrever para a vaga até o seu preenchimento, por meio do link: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/tecnicoa-silvicultura-ii/6294dcb6bdc6d123bdaf600a?utm_source=website

Sobre a Suzano

Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 98 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br

Fonte: Suzano

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Silvicultura&Carbono: Capacidade e Necessidade!

Não existe um binômio tão indissolúvel como silvicultura e carbono! Neste momento em que claramente notamos que há uma emergência climática em curso e que precisa de ações concretas, entendemos que temos uma silvicultura capaz representada pelo sistema solo-plantações como uma alternativa real de redução e estocagem imediata de carbono como uma das respostas imediatas que precisamos usar como uma das formas de mitigação do problema.

Comprovado por estudos recentes essa emergência climática caracterizada principalmente pelo aumento da concentração de CO2 na atmosfera e em especial no Brasil afetando nossas plantações devido a redução da precipitação e o aumento da temperatura, a EMBRAPA publicou um trabalho recente onde verificou o comportamento climatológico na região Sul do Brasil, e a capacidade de emissão/remoção de carbono em solos cultivados com eucalipto. O resultado da modelagem mostrou que as perdas acumuladas em termos absolutos são significativas e podem chegar na região de estudo a mais de oito milhões de toneladas de carbono em 2035, representando perda de 2,5% do carbono armazenado nas florestas, nas áreas do estudo.

A silvicultura se apresenta como fundamental no cenário socioambiental, pois umas das fontes de grande reserva de carbono é o solo, por isso estudos intensos vêm sendo conduzidos visando quantificar a sua contribuição o desenvolvimento e a busca de tecnologias que permitam recuperar e/ou aumentar os estoques de carbono.

 Um desses estudos foi conduzido pela pesquisadora Devin McMahon do Departamento de Ciência do Sistema da Terra, da Universidade de Stanford, EUA, neste visando avaliar o efeito do manejo no solo, foram comparados solos sob eucalipto com solos sem manejo silvicultural.

Foram analisados dez talhões de eucalipto e seis talhões de outros tipos de vegetação—quatro reservas de vegetação nativa e dois de pastagens—que foram previamente amostrados em 2004 em estudo realizado pela equipe da Universidade Federal de Viçosa. O estudo realizado em 2016 avaliou seis plantações de cinco empresas florestais e abrangeu um gradiente do Cerrado até a Mata Atlântica costeira.

Foram coletadas amostras de solo até a profundidade de 100 cm, sendo quatro amostras compostas por talhão, em cinco profundidades (0-10, 10-20, 20-40, 40-60, e 60-100 cm). Cada amostra composta, por sua vez, foi formada por quatro amostras simples. Ao todo, foram coletadas 16 amostras simples por talhão para avaliar estoques totais de carbono, a conclusão do estudo mostrou que os estoques de carbono nos talhões de eucalipto de até 20 cm de solo mineral aumentaram, de um valor médio de 46,0 Mg/ha (erro-padrão 2,8 Mg/ha) em 2004 para 50,1 (3,1) Mg/ha em 2016.

O fator edafoclimático é o principal condicionador do teor de matéria orgânica no solo, em condições tropicais e subtropicais onde há prevalência de elevadas temperaturas e precipitação, as boas práticas de manejo são fundamentais para aumentar o aporte de resíduos orgânicos ao solo, ou que por outro lado, retardem a decomposição da matéria orgânica, o que potencializará a fixação de carbono por este compartimento

A capacidade da nossa silvicultura pode ser comprovada não só pela quantidade de áreas aptas para a sua implantação, mas principalmente pelas boas práticas de manejo do solo no setor florestal que tem relação intrínseca com a manutenção do carbono no solo e seu balanço.

O melhoramento genético, onde principalmente as empresas florestais que se dedicam a produção de carvão vegetal vem produzindo espécies de maior densidade! Mais massa, mais carbono, mais retenção.

O mapeamento de solos, o qual vai determinar o maquinário de preparo condizente com as características físicas do solo evitando consumo desnecessário de combustível e químicas quando determina a nutrição adequada de fertilizantes nitrogenados, evitando que ela contribua com as emissões, inclusive, em um trabalho recente de monitoramento nutricional realizado por uma empresa florestal foi analisada a série histórica de recomendações baseada na adequação da nutrição originalmente recomendada e foi observada uma redução de 0,035t de CO2e/ha.

O cultivo mínimo visa a manutenção da produtividade e consequente sustentabilidade das plantações de curta rotação ele se baseia em um conjunto de práticas silviculturais de baixo impacto ambiental empregado desde o plantio até a colheita, com preparo do solo restrito às linhas de plantio com revolvimento reduzido, manutenção e manejo de resíduos da colheita da madeira, a figura abaixo exemplifica a contribuição de matéria orgânica no sistema solo-planta ao final de 7 anos e seu impacto na produtividade em 36% quando se compara resíduos deixados na colheita x todos os resíduos retirados.

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            Fonte: PTSM/IPEF – Professor José Leonardo de Moraes Gonçalves

O incremento nos teores de carbono no solo melhora suas propriedades e na maioria das vezes o torna mais produtivo. Essas melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo pelo aumento nos teores de carbono criam um ambiente mais propício ao desenvolvimento das plantas, pois sob o ponto de vista físico, isso melhora a estruturação do solo e consequentemente a infiltração e o armazenamento de água pelo solo, favorecendo o desenvolvimento radicular e consequentemente da parte aérea da planta.

Da mesma forma a silvicultura contribui de forma muito rápida para estocar carbono, logicamente através das árvores! Aproximadamente 40% de uma árvore é carbono! Um dos estudos mais completos sobre a relação plantação e carbono feita no Brasil foi o EUCFLUX o qual analisou o comportamento das plantas com relação a absorção de carbono, onde observamos no gráfico abaixo que 6 meses após o plantio, a absorção é maior que a emissão e 19 meses após o plantio: balanço é totalmente positivo. Os plantios clonais com alta produtividade podem chegar a reter até 20t de Co2 ha/ano.

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    Fonte: EUCFLUX – Professores José Luiz Stape & Otávio Campoe

Não só por suas contribuições ao ambiente no que tange a emergência climática, mas rastreando todo o processo positivo da silvicultura gerando diversas matérias primas chegamos, por exemplo, ao gusa produzido com carvão vegetal. Na Gerdau, o aço produzido emite 930kg de CO2 por tonelada produzida, enquanto a média mundial, segundo o World Steel Association, é de 1.890 kg de CO2.

Dois eventos recentes devem contribuir para fortalecer e incentivar ainda mais reforçando o setor florestal e consequentemente a silvicultura como promotora da sustentabilidade, e mitigadora do carbono e componente da bioeconomia: A primeira foi a aprovação pelos senadores da exclusão da silvicultura da lista de práticas poluidoras e prejudiciais ao meio ambiente (PLS 214/2015). O projeto segue para votação na Câmara dos Deputados agora identificado como PL1366/2022 com uma chance enorme de aprovação pela casa.

E a segunda foi a recente publicação do Decreto nº 11.075, que estabelece os procedimentos para a elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas e institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa. A medida cria o mercado regulado de carbono, com foco em exportação de créditos, especialmente para países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir com seus compromissos de neutralidade de carbono.

Mas na silvicultura do carbono nem tudo são flores! Apesar da fotossíntese ser um processo cientificamente comprovado a séculos e que transcende fronteiras até hoje algumas nações “negacionistas” não reconhecem a importância das espécies “exóticas” capturarem e armazenarem carbono durante seu processo de crescimento, logicamente outras questões estão envolvidas nesta celeuma. 

Ainda há necessidade de aprofundamento em questões científicas, políticas e comerciais para justamente fortalecer a importância e a aceitação das boas práticas da silvicultura no contexto da retenção do carbono, não só no Brasil, mas no contexto internacional

As boas práticas de silvicultura vêm desempenhando um papel significativo no aumento dos estoques de carbono no solo, significando a garantia do bem-estar e segurança para as futuras gerações. Esse aumento nos teores de carbono no solo associado a redução dos seus teores na atmosfera pode contribuir para minimizar os impactos deste sobre os fatores do clima que afetam o homem, bem como o potencial produtivo das plantações florestais.

Artigo de Roosevelt Almado

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