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Com investimentos bilionários, Arauco deve começar suas obras em MS em 2025

A Arauco também está solicitando autorização do Estado para construir um ramal ferroviário de 47 km de Inocência até a Ferronorte

A direção da empresa Arauco em reunião juntamente com o governador Eduardo Riedel, nesta terça-feira (3) discutiu o cronograma da obra e projetos de infraestrutura que serão feitos em Inocência. A obra que terá um investimento de R$ 28 bilhões tem a previsão para começar em 2025.

De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o cronograma (obra) está na fase de licença ambiental, e previsão que em fevereiro ou março já seja concedida e as obras poderão começar.

“Neste momento o Imasul está fazendo uma discussão sobre a licença prévia, houve audiência pública e deve encaminhar daqui 30 dias para CECA (Conselho Estadual de Controle Ambiental). Esta aprovação é fundamental para dar prosseguimento ao projeto”, disse.

Moradia e ramal ferroviário

A Arauco também está solicitando autorização do Estado para construir um ramal ferroviário de 47 km de Inocência até a Ferronorte.

prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia, anunciou na reunião que já conseguiu uma área de 55 hectares, que vai contar com recursos do Estado, que vai ser utilizada no futuro pela Arauco para construir mais de 700 casas na cidade.

Desta forma Mato Grosso do Sul se consolida como o estado que mais recebe investimentos privados na área florestal e de celulose em todo Brasil. Somando os investimentos da Arauco em Inocência e a construção da fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, chegam-se a quase R$ 50 bilhões no setor de celulose. “Isto consolida MS como o Vale da Celulose”, destaca Verruck.

Fonte: Midiamax

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Em Três Lagoas (MS), Suzano oferta 20 vagas em curso gratuito para a formação de Ajudantes Florestais de Silvicultura com bolsa de R$ 750,00

Candidatos e candidatas aprovadas na seleção receberão, além da formação, benefícios como: bolsa auxílio; alimentação e transporte na fase prática, seguro de vida, uniforme e Equipamentos de Segurança (EPIs).

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo do eucalipto, em parceria com a empresa WordFire, irá qualificar 20 novos profissionais para atuarem como Ajudantes Florestais de Silvicultura em Três Lagoas (MS). A iniciativa faz parte do Programa Cultivar da empresa, que visa promover a inserção de pessoas no mercado de trabalho por meio da qualificação profissional. Das 20 vagas abertas, a Suzano espera preencher 50% delas com o público feminino e 50% com pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, sem distinção de gênero, origem, cor, orientação sexual e/ou deficiência.

As inscrições seguem abertas até o dia 15 de outubro, podendo ser feitas pela página: http://bit.ly/ajudanteflorestaltl ou presencialmente, na sede da EvoluiRH (rua Paranaíba, número 36, centro de Três Lagoas). Para participar, as pessoas interessadas precisam atender aos seguintes pré-requisitos: ter idade mínima de 18 anos, ter Ensino Fundamental incompleto e residir em Três Lagoas. Os participantes também precisam ter disponibilidade integral para participar das aulas, que ocorrem de segunda a sexta, das 8h às 17h. As aulas teóricas e comportamentais serão ministradas nas dependências da empresa WordFire. Já a fase prática do curso, será realizada nas operações da Suzano.

Em contrapartida, candidatos e candidatas aprovadas na seleção receberão, além da formação, benefícios como: bolsa auxílio de R$ 750,00 durante os 31 dias de curso; alimentação e transporte durante a fase prática, seguro de vida, uniforme e Equipamentos de Segurança (EPIs).

“O Programa Cultivar da Suzano está alinhado aos compromissos da companhia de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e redução de desigualdades no mercado na região. A Suzano possui um direcionador que diz que só é bom para nós se for bom para o mundo e, ao promover a diversidade e a equidade de oportunidades em suas operações florestais, estamos contribuindo para o desenvolvimento da região como um todo”, destaca Mônica Catânia, gerente de Gente e Gestão da Suzano. O programa de qualificação profissional vem ao encontro do compromisso da companhia de retirar 200 mil pessoas da linha da pobreza nas regiões onde mantém operações até 2030.

O processo seletivo ocorrerá entre os dias 16 e 27 de outubro, com etapas que envolvem triagem, dinâmicas e entrevistas com candidatos e candidatas. As aulas estão previstas para serem iniciadas no dia 30 de outubro.

Programa Cultivar

Visando contribuir com o desenvolvimento socioeconômico da região, o Programa Cultivar tem como objetivo promover qualificações profissionais voltadas para o setor florestal. O objetivo é formar mão de obra qualificada para o setor e, consequentemente, contribuir para a geração de trabalho e renda na região.

“O objetivo do Programa Cultivar é preparar para o mercado de trabalho e dar oportunidade para pessoas das regiões onde temos operações a de ingressar nesse setor. Depois de formados, esses(as) profissionais recebem um certificado e ficam aptos(as) a participarem de processos seletivos da Suzano e de outras empresas. Esses alunos e alunas retornam para o mercado de trabalho com um diferencial tanto para a recolocação quanto para conquistar uma nova oportunidade. Como o nome diz, estamos cultivando novos profissionais que irão crescer no mercado amanhã”, completa a gestora.

Desde que implantado, o Programa Cultivar já formou 900 pessoas no País. Somente no ano passado, foram 291 formados, sendo 89 operadores(as), 25 mecânicos(as), 20 motoristas e 157 ajudantes florestais.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papel da América Latina e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras de origem renovável. Os produtos da companhia, que fazem parte da vida de mais de 2 bilhões de pessoas e abastecem mais de 100 países, incluem celulose, papéis para imprimir e escrever, canudos e copos de papel, embalagens de papel, absorventes higiênicos e papel higiênico, entre outros. A Suzano é guiada pelo propósito de Renovar a vida a partir da árvore. A inovabilidade, a busca da sustentabilidade por meio da inovação, orienta o trabalho da companhia no enfrentamento dos desafios da sociedade. Com 99 anos de história, a empresa tem ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

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Conheça a nova etapa da trilha do eucalipto e também do caminho que a celulose do Projeto Cerrado da Suzano

Produzidas nos viveiros da Suzano por meio da técnica chamada estaquia (plantio de pequenas estacas de caule, raízes ou folhas), milhões de mudas de eucalipto são transportadas até as fazendas onde a empresa cultiva as árvores que vão suprir a demanda de sua nova fábrica em Ribas do Rio Pardo.

Envoltas em tubetes feitos de um tipo de papel biodegradável, que se decompõem ao serem plantados, elas são acondicionadas em caixas e transportadas em caminhões para serem plantadas e se transformarem em árvores.

Para chegar ao estágio de plantio, a muda de eucalipto leva de 90 a 120 dias, nas condições ideias de desenvolvimento. A qualidade do material genético utilizado e cuidados com as condições ambientais – como temperatura e horas de sol corretas –, além de manejo de irrigação e adubação, garantem o desenvolvimento correto da planta.

Pátio de madeiras

Depois de colhidas no campo, as toras de eucalipto chegarão à nova fábrica da Suzano por meio de tri-trens e hexatrens, para serem convertidas em celulose. No pátio de madeiras, os caminhões serão descarregados com o auxílio de 10 enormes gruas, que serão operadas por cinco equipes de oito operadores cada uma.

As toras de eucaliptos também poderão ser descarregadas diretamente nas linhas de preparo de cavacos, de onde serão transportadas por meio de gigantescas esteiras até os picadores. As quatro mesas de picagem seca, mais a linha híbrida, serão capazes de produzir até 10 milhões de metros cúbicos de cavacos por ano.

Você sabia?

As esteiras da nova fábrica da Suzano têm capacidade para transportar até 1,3 mil toneladas por hora de cavacos. As cinco linhas de transporte são usadas para interligar as áreas de Cozimento, Gaseificação e a Caldeira de Biomassa. Somadas, elas chegam a 4 mil metros de distância, o que representa quatro vezes o comprimento da maior montanha russa do mudo, a Kingda Ka nos Estados Unidos.

Ao contrário do passeio radical, que pode chegar à velocidade máxima de 206 km/h, as correias transportadoras de cavacos têm velocidade média de 9 km/h. Toda a fábrica possui 43 transportadoras por correia, sendo que a maior possui 276 metros de comprimento, transportando os cavacos de uma ponta a outra em menos de dois minutos.

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Bracell inova com monitoramento por imagem da regeneração da vegetação nativa

Liderado pela estagiária Elisiane Dantas da Conceição, o projeto foi desenvolvido pelas áreas de Meio Ambiente e Geoprocessamento da Bracell Bahia

Os programas ambientais da Bracell acabam de ganhar um reforço importante: é o Monitoramento da Regeneração de Áreas Degradadas por Imagens (M-RADI). A ferramenta permite monitorar o avanço da regeneração por meio de imagens geoespaciais, que, após parametrização, fornecem dados quantitativos da restauração florestal ao longo dos anos de forma prática e com menor custo. Liderado pela estagiária Elisiane Dantas da Conceição, o projeto foi desenvolvido pelas áreas de Meio Ambiente e Geoprocessamento da Bracell Bahia e conta com imagens de satélites e com um software de informações geográficas gratuito.

Após a análise quantitativa é feita uma amostragem de validação das informações e coleta de dados quantitativos, levando em consideração fatores como nível de degradação, qualidade do solo, qualidade da flora e a influência dos plantios de eucalipto na região.

Joedson Silva, coordenador de Meio Ambiente e Certificações, diz que “a ferramenta potencializa a conservação e a preservação das áreas de mata nativa, melhorando a gestão do Programa de Regularização Ambiental (PRA)”. Ele explica que o projeto permite “reduzir custos, otimizar o tempo e a segurança das informações, além de acelerar a regeneração natural e da biodiversidade”. A Bracell Bahia investe cerca de R$ 600 mil anuais em projetos de recuperação, já tendo regenerado mais de 8 mil hectares.

O projeto consiste no cruzamento sistemático dos dados obtidos por satélite, nos shapes das áreas degradadas pré-identificadas e na metodologia de avaliação das informações, gerando resultados específicos sobre o estágio de regeneração das áreas. Com isso, é possível avaliar as características ambientais dos fatores que influenciam a regeneração natural e a melhoria da biodiversidade.

Até a implantação do M-RADI, em dezembro de 2022, a atualização das planilhas era feita manualmente, com visitas periódicas para avaliação de diversas áreas em mais de 30 municípios. Com o monitoramento por imagem, é possível planejar melhor o PRA e tomar medidas assertivas para a restauração natural. Dentre os benefícios da restauração está o aumento do sequestro de carbono pelas matas nativas, o aumento da biodiversidade de fauna e flora, a conservação dos recursos hídricos, a restauração de solos degradados e/ou erodidos e o combate à desertificação.

Além disso, o projeto poderá ajudar na prevenção e controle de incêndios florestais e desmatamento ilegal. Isso porque o M-RADI tem sido testado também para monitorar eventuais intervenções recentes em áreas de vegetação nativa de difícil acesso, podendo gerar um alerta para a área de Segurança Patrimonial e Meio Ambiente da Bracell a fim de verificar a ocorrência e direcionar as medidas imediatas de combate.

A Bracell planeja recuperar todas as áreas degradadas em suas propriedades até 2031. Para isso, mantém duas iniciativas principais: o Plano de Erradicação de Exóticas (PEE) e o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad). Este conta com um complexo diagnóstico do solo, vegetação local, clima, relevo, fauna silvestre e outros. Os dados obtidos ajudam a definir se a metodologia de recuperação a ser adotada será a regeneração assistida (com uso do M-RADI) ou regeneração ativa (nucleação, plantio por linhas, adensamento ou chuva de sementes).

Em setembro, o projeto M-Radi conquistou o terceiro lugar na categoria “Estágio” do Prêmio IEL de Talentos, concedido pelo Instituto Euvaldo Lodi, que tem como objetivo estimular o empreendedorismo, a qualificação de talentos e o desenvolvimento das empresas, contribuindo para a consolidação de uma indústria mais forte e competitiva.

Estagiária lidera o projeto

Um dos destaques do projeto, além do avanço para a regeneração de áreas degradadas, é o fato de ele ser liderado por uma profissional em fase de formação. Trata-se de Elisiane Dantas da Conceição, que cursa Engenharia Sanitária e Ambiental na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), e é estagiária no setor de Meio Ambiente e Certificações Florestais na Bracell. O acesso dela ao estágio se deu por meio do IEL, parceiro da Bracell na preparação, seleção e acompanhamento dos estagiários.

Segundo ela, “o estágio na Bracell proporciona várias formas de capacitação, com treinamentos, palestras, minicursos e grupos de trabalho (GTs) que promovem a motivação, o conhecimento e a confiabilidade para a execução das atividades”.

Um fato que agrega bastante, na opinião dela, é o fato de a empresa integrar a Sociedade de Investigações Florestais (SIF) e a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), que conta com um GT com estudiosos, pesquisadores e empresas do Brasil e do exterior que desenvolvem pesquisas focadas na restauração florestal. “Isso faz com que haja um intercâmbio de métodos e tecnologias que aceleram o processo de restauração das áreas degradadas”, observa a estudante.

E um dos resultados dessa união de esforços, como ela ressalta, é o desenvolvimento do próprio M-Radi, que foi detalhado progressivamente à medida que foram obtidas mais informações. “Até a entrega do projeto, houve diversas etapas de elaboração organizadas para garantir o desenvolvimento sustentável, o baixo custo e a funcionalidade da ferramenta”, explica.

Elisiane Dantas da Conceição é a líder do projeto/ Foto: Acervo Bracell

Sobre a Bracell

A Bracell é uma das maiores produtoras de celulose solúvel e celulose especial do mundo, com duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Cingapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. www.bracell.com

Sobre a RGE

A RGE Pte Ltd gerencia um grupo de empresas com operações globais de manufatura baseadas em recursos naturais. As atividades vão desde o desenvolvimento e a colheita de recursos sustentáveis, até a criação de diversos produtos com valor agregado para o mercado global. O compromisso do grupo RGE com o desenvolvimento sustentável é a base de suas operações. Todos os esforços estão voltados para o que é bom para a comunidade, bom para o país, bom para o clima, bom para o cliente e bom para a empresa. A RGE foi fundada em 1973 e seus ativos atualmente ultrapassam US$ 30 bilhões. Com mais de 60.000 funcionários, o grupo tem operações na Indonésia, China, Brasil, Espanha e Canadá, e continua expandido para envolver novos mercados e comunidades. www.rgei.com

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A difícil batalha de um investidor para transformar a restauração florestal em uma indústria multibilionária na Escócia

Jeremy Leggett aposta que o sector da restauração da biodiversidade valerá em breve uma fortuna. Nem todo mundo está convencido.

Numa península remota da Escócia, está em curso uma experiência para atribuir um valor monetário à restauração da natureza – o primeiro passo para transformar paisagens deslumbrantes em todo o mundo em activos que alguns investidores esperam que em breve valham fortunas.

Highlands Rewilding no início deste ano comprou uma propriedade de 1.370 hectares chamada Tayvallich em um pedaço de terra na costa oeste do país por £ 10,5 milhões (US$ 13 milhões). A empresa planeja restaurar pântanos nativos, charnecas de zimbro e fragmentos de floresta tropical temperada do Atlântico que foram perdidos devido a décadas de pastoreio excessivo de ovelhas e veados. Os fundos para o projeto foram reunidos de fontes variadas – há a MFS Investment Management, com sede em Boston, e indivíduos ricos, mas também pequenos investidores de uma campanha de crowdfunding e um empréstimo de £ 12 milhões do UK Infrastructure Bank.

Assim que a recuperação estiver em andamento, uma equipe de ecologistas usará ferramentas como amostragem de DNA ambiental e armadilhas fotográficas para medir a melhoria no estado da terra e de seus habitantes. Esse delta será agrupado num título chamado crédito de biodiversidade, que pode ser comprado por empresas que queiram mostrar que estão a dar um contributo positivo ao planeta ou compensar quaisquer danos causados ​​noutros locais pelas suas operações.

Todos os envolvidos apostam que a Escócia aprovará em breve uma lei que obriga as empresas a compensar o seu impacto ambiental financiando a protecção noutros locais. Uma regulamentação semelhante deverá entrar em vigor na Inglaterra no início do próximo ano. Estão também de olho num mercado global e não regulamentado para os créditos, que foi impulsionado pelo compromisso de quase 200 países de travar e reverter a perda de biodiversidade até 2030, e por novas orientações para as empresas enfrentarem os riscos relacionados com a natureza.

Tayvallich Estate, Escócia, Reino Unido. em 5 de setembro. Highlands Rewilding planeja restaurar plantas e árvores nativas que foram perdidas devido a décadas de pastoreio excessivo. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg
Jeremy Leggett junta-se a um grupo crescente de empresários preocupados com o meio ambiente. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg

Ainda assim, ainda é cedo e o verdadeiro potencial do mercado permanece incerto. A empresa Fintech CreditNature prevê que poderá valer até 35 mil milhões de dólares até 2050, enquanto o Inevitable Policy Response, um think tank, espera que esteja perto dos 18 mil milhões de dólares por ano.

“Estamos na fronteira, operando com enormes incertezas”, disse Jeremy Leggett, executivo-chefe da Highlands Rewilding, que possui duas outras propriedades na Escócia que estão embarcando em projetos semelhantes. Ele já assinou um acordo com uma empresa europeia, que não quis identificar. “A boa notícia é que hoje em dia é difícil encontrar alguém que não pense que este admirável mundo novo está chegando.”

O gerente da propriedade, Ewan Paterson, inspeciona um cacho de Devil’s-bit Scabious, a principal planta alimentar da ameaçada borboleta Marsh Fritillary, na propriedade Tayvallich. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg

Leggett fundou a Highlands Rewilding em 2020 com os lucros da venda da Solarcentury, uma empresa que fundou na década de 1990 e que se tornou um dos maiores fornecedores de painéis solares do Reino Unido. Ele compara as oportunidades no que chama de “indústria de recuperação da natureza” ao nascente setor de energias renováveis ​​há 30 anos. “Parece o dia da marmota”, disse ele.

‘Latifundiários Verdes’

O empresário junta-se a um grupo crescente de empresários preocupados com o ambiente, muitas vezes apelidados de “latifundiários verdes” pelos habitantes locais, que compram propriedades na Escócia para lucrar com o chamado capital natural gerado a partir de projectos de reflorestamento. O país é considerado um local privilegiado para tais empreendimentos porque décadas de criação de ovelhas, caça de veados e caça a perdizes deixaram a terra que outrora abrigava a antiga Floresta da Caledônia , sobrepastoreada e estéril.

A maioria dos outros projetos que surgiram nos últimos anos, incluindo terrenos comprados pela Aviva Plc, pela Standard Life e pela cervejaria Brewdog, bem como pelo bilionário dinamarquês Anders Holch Povlsen, têm sido dedicados ao cultivo de árvores ou à restauração de turfeiras para gerar créditos de carbono, utilizados pelas empresas para compensar as suas emissões de gases com efeito de estufa. Leggett está entre os primeiros a se aventurar em créditos de biodiversidade.

Uma antiga escola na propriedade. A Escócia poderá em breve aprovar uma lei que obrigue as empresas a compensar o seu impacto ambiental financiando a protecção noutros locais. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg
A Reserva Natural Nacional Taynish perto da propriedade Tayvallich. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg

Na vizinha Inglaterra, os créditos de biodiversidade são criados utilizando uma métrica concebida pelo governo que inclui factores como o tipo de habitat, a sua condição e a probabilidade de o rejuvenescimento ser alcançado. Leggett diz que está em contacto com os decisores políticos do governo escocês e pensa que a abordagem a norte da fronteira será bastante semelhante. Em resposta a um relatório divulgado quarta-feira que mostra que as nações do Reino Unido estão entre as mais depauperadas da natureza na Terra, o governo escocês disse que planeia legislar sobre metas juridicamente vinculativas para a restauração da natureza até 2025.

Consulte Mais informação:

Outros estão céticos de que o mercado de créditos à biodiversidade possa ganhar força e que não enfrente os mesmos problemas que as compensações de carbono, que são muito mais generalizadas. Três décadas após a criação do mercado de carbono, ainda há questões sobre se os créditos cumprem os benefícios climáticos prometidos. Surgiram vários casos de empresas que manipularam linhas de base ou reivindicaram créditos por florestas que nunca foram ameaçadas.

Porto de Tayvallich. A Escócia tem o padrão de propriedade fundiária mais concentrado do mundo desenvolvido, com cerca de 400 pessoas ou empresas na posse de metade das terras privadas do país, de acordo com os últimos dados disponíveis. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg
Barcos no estreito de Sound of Jura em Argyll & Bute. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg

A biodiversidade também é mais complicada de medir. Ao contrário de uma molécula de dióxido de carbono que é a mesma onde quer que seja encontrada, a própria diversidade que torna estes activos naturais valiosos também os torna menos fungíveis. “Convencer um fabricante no norte de Inglaterra de que deve comprar um crédito de biodiversidade gerado no México não funcionará”, disse Bill Gilbert, diretor-gerente da NatWest Markets Plc, acrescentando que não tem visto muita procura por créditos de biodiversidade em geral.

Projetos de reflorestamento

Também não se sabe se e por quanto tempo tais projetos poderão reter o apoio das comunidades próximas. A Highlands Rewilding faz parte de um grupo de empresas que tem enfrentado resistência por parte dos habitantes locais, ativistas e legisladores que argumentam que os empresários que compram terrenos para projetos de rewilding estão a aumentar os custos e a precificar os residentes. É um tema particularmente controverso na Escócia, onde ricos proprietários de terras removeram à força pessoas das suas terras no século XVIII para abrir espaço para a lucrativa criação de ovinos, um período conhecido como Clearances.

Até hoje, o país tem o padrão de propriedade fundiária mais concentrado do mundo desenvolvido, com cerca de 400 pessoas ou empresas – menos de 0,01% da população – na posse de metade das terras privadas do país, de acordo com o último relatório. dado disponível. Mesmo que as suas intenções sejam boas, os empreendedores ambientais que pretendem reconstruir a Escócia são muitas vezes vistos como uma continuação da tendência de o dinheiro externo comprar terras para obter lucros que não serão partilhados com a população local.

Uma operação florestal comercial perto da propriedade Tayvallich. Leggett planeja derrubar plantações de monoculturas em suas propriedades e substituí-las por árvores indígenas. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg
O fazendeiro Erik Riddell, 28 anos, nasceu na vila e foi recentemente contratado pela Highlands Rewilding para administrar seu rebanho de gado Shorthorn-Highland. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg

“Seja em torno da mudança para ovelhas e depois da mudança para veados e da mudança para árvores e da mudança para energias renováveis, as terras da Escócia sempre foram vistas como um livro aberto”, disse Ailsa Raeburn, presidente da Community Land Scotland, uma organização para comunidades proprietários de terras.

O governo escocês tentou inverter a tendência aprovando legislação que dá aos grupos locais a primeira recusa sobre lotes de terreno que são colocados à venda e acesso a subsídios de até 1 milhão de libras se quiserem fazer uma compra. Mas o recente frenesim causado pela natureza pela aquisição de terras está a empurrar os preços para um nível que as comunidades não podem pagar. O preço médio de um imóvel na Escócia aumentou 193% desde 2019, de acordo com o braço imobiliário do BNP Paribas SA, Strutt & Parker. Cerca de um em cada três negócios ocorre fora do mercado, dificultando a organização a tempo dos moradores locais.

Os residentes da aldeia de Tayvallich, que abriga uma população em declínio de cerca de 100 pessoas, tinham um plano para comprar alguns dos 13 lotes à venda para construir casas com rendas acessíveis, mas em vez disso todos os terrenos foram para Highlands Rewilding. Inquilinos e funcionários da propriedade temiam perder suas casas e empregos.

A loja e café da vila em Tayvallich. Em 2008, um grupo local ganhou financiamento da Loteria Nacional para comprar a loja de proprietários privados e desenvolvê-la como uma empresa comunitária. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg
Angus Shackleton Fotógrafo: Lorna MacKay/Bloomberg

Leggett tentou tranquilizar os moradores locais assinando um acordo com um grupo comunitário que inclui uma política de não despejo para inquilinos e disposições para empregos locais. Ele se comprometeu a garantir que todas as casas construídas ou vendidas no terreno sejam residências primárias, em vez de segundas residências ou alojamentos turísticos, e a envolver a comunidade local em novas políticas e planos de negócios, embora não tenham direito de veto. O grupo comunitário também garantiu o compromisso da Highlands Rewilding de vender algumas casas e terrenos a preço de custo e recentemente arrecadou £ 565.000 do Scottish Land Fund para financiar o projeto.

“O sentimento é bom por enquanto, mas ainda é cedo”, disse Angus Shackleton, um funcionário de 30 anos do café local que nasceu e cresceu na aldeia. Ele viu seus amigos irem para a universidade e nunca mais voltarem, afastados pelo declínio dos empregos na silvicultura, pesca e agricultura, e pelos preços das casas inflacionados pela falta de oferta e pelo influxo de proprietários de casas de férias. A única escola primária de Tayvallich tem 20 alunos, um número inferior ao dobro do de há uma década. A pré-escola é ainda menor, com apenas duas crianças.

“Até agora tudo bem, mas o veredicto ainda não foi dado”, disse Nicholas Mes, um sul-africano que se mudou para Tayvallich há quase uma década e agora gere a loja da aldeia. “O tempo dirá”, disse Mandy Crompton, uma assistente administrativa independente que se mudou para a aldeia há cerca de 35 anos e representa uma iniciativa comunitária no conselho de administração local de Highlands Rewilding.

Dinheiro para a Biodiversidade

O sentimento de cautela é partilhado por Andrew Thin, presidente da Scottish Land Commission, que está preocupado com o facto de a natureza especulativa do projecto Highlands Rewilding poder expor os habitantes locais a riscos financeiros. O modelo de negócios da empresa “envolve uma alavancagem significativa de capital e previsões de receitas invulgarmente especulativas”, escreveu Thin numa carta a Leggett que vazou nas redes sociais . Isto implica “um elevado grau de risco não apenas para Highlands Rewilding, mas também para as comunidades e funcionários que dependem de você”.

Leggett não se intimida. Ele contratou cientistas para começar a coletar dados nas três propriedades da empresa para registrar as linhas de base contra as quais qualquer melhoria será medida. Isso inclui observações de campo, monitoramento acústico, amostragem de DNA ambiental e instalação de armadilhas fotográficas. A Highlands Rewilding espera poder vender qualquer propriedade intelectual e tecnologia que a equipe desenvolva no processo, contribuindo para sua receita total projetada de £ 100 milhões na próxima década. Os créditos de biodiversidade, gerados a partir das propriedades da própria empresa, bem como daquelas que ela espera eventualmente gerir para outras pessoas, deverão gerar cerca de 70 milhões de libras.

Porto de Crinan perto da propriedade Tayvallich. Leggett tentou tranquilizar os moradores locais assinando um acordo com um grupo comunitário que inclui uma política de não despejo para inquilinos e disposições para empregos locais. Fotógrafa: Lorna MacKay/Bloomberg

Leggett reconhece que o seu modelo de negócio é “uma aposta” para que os governos vejam através das mudanças no uso da terra necessárias para atingir as suas metas líquidas zero e de proteção da natureza, mas é uma aposta que ele acha que vale a pena perseguir. “Você apenas tem que fazer a melhor estimativa possível até que o regime político desça”, disse ele. “Estou muito otimista.”

Mídia visual produzida em parceria com Outrider Foundation
Photo Editing por Jody Megson

Fonte: Bloomberg

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Especialistas da América Latina se reúnem em Curitiba para discutir a temática florestal

De 17 a 19/10, Curitiba será palco do IUFRO 2023 América Latina, evento que vai discutir o manejo sustentável da paisagem: o papel das florestas, das árvores, dos sistemas agroflorestais e suas interações com a agricultura. Durante esses três dias, especialistas da América Latina vão debater temas que vão de análises que envolvem florestas em contextos mundial e regionais, até nas propriedades rurais. A Conferência vai reunir diferentes especialistas, de formuladores de políticas públicas e cientistas ao setor privado e comunidades rurais.

Serão seis painéis que vão tratar de: madeira sustentável para um mundo sustentável (programa da FAO/ONU); florestas plantadas com espécies nativas e exóticas na propriedade rural; manejo florestal sustentável em microbacias, incluindo a regulação do fluxo hídrico, corredores ecológicos e indicadores de biodiversidade; mosaicos florestais sustentáveis na paisagem; manejo de florestas naturais, incluindo florestas secundárias e restauração florestal para a promoção da bioeconomia ; e sistemas integrados da produção agrícola, sistemas agroflorestais e integração lavoura-pecuária-floresta.

Além dos painéis, acontecem também cerca de 150 apresentações de trabalhos científicos com resultados de pesquisas sobre os temas do evento.

O que é Manejo da Paisagem?
A paisagem pode ser definida como um conjunto de áreas contíguas, espacialmente heterogêneas e interativas, onde a cobertura da terra (florestas, por exemplo) convive com diferentes usos do solo (agricultura, por exemplo). Abrange agrupamentos rurais e urbanos e seus limites extrapolam as propriedades e os limites das áreas de conservação.

Normalmente, são analisadas no contexto de unidades como as bacias hidrográficas, em diferentes escalas espaciais. Uma paisagem sustentável é aquela em que a maioria dos processos ecológicos e produtivos são regidos pelos preceitos que levam à perenidade com qualidade e obedecem à normatização e legislação ambiental.

Organização
O evento será realizado pela Embrapa, por meio de sua Unidade Embrapa Florestas, e pela União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO), e conta com patrocínio do Centro das Indústrias Produtoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem)/Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e Berneck; apoio master da Fundação Araucária, Governo do Estado do Paraná, Capes e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR); apoio do Serviço Florestal Brasileiro, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Amazonas, Universidade Federal do Paraná, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Unicentro, Instituto de Engenharia do Paraná, Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais, Klabin, Boulle Móveis, Instituto Municipal de Turismo de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Curitiba Convention e Visitors Bureau.

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Técnicos e produtores recebem capacitação em temas florestais durante Seminário em SC

No dia 26/09/23  foi realizado o Seminário “Refloresta Alto Vale”, no município de Agronômica, em Santa Catarina. 
O evento foi promovido e organizado pela Epagri, Sindimade/Floema, com parceiros da ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais), Secretaria Estadual de Agricultura de Santa Catarina e Embrapa Florestas. Cerca de 100 técnicos, representantes de empresas e produtores da região participaram do seminário.

O objetivo foi capacitar técnicos e produtores rurais da região do Alto Vale do Itajaí, envolvendo os municípios de Agronômica e Rio do Sul-SC, entre outros da região. No evento foram realizadas palestras técnicas abordando as florestas plantadas e tendências de consumo da madeira, oportunidades do programa de Agricultura de Baixo Carbono em SC, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – ILPF, experiências de plantios florestais e orientações em silvSericultura, panorama do setor florestal e mercado.

A Embrapa Florestas foi representada pelo engenheiro agrônomo Emiliano Santarosa, que ministrou a palestra sobre “Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): diversificação da produção e manejo florestal”. Na palestra foram abordados aspectos técnicos sobre planejamento e manejo destes sistemas de produção, assim como as principais características e benefícios dos sistemas agrossilvipastoris.

“O seminário foi importante devido ao contato com o setor produtivo em Santa Catarina, contribuindo para troca de informações sobre silvicultura e a agricultura de baixo carbono junto aos produtores, com o objetivo de geração de renda e fomento aos plantios florestais na região. Esta interação e a parceria com as instituições e técnicos que atuam em SC também contribuem para verificarmos as demandas e o panorama do setor florestal, que apresenta grande potencial para o desenvolvimento rural sustentável na região. Neste caso, os sistemas ILPF apresentam-se como uma alternativa para os produtores, principalmente na modalidade silvipastoril, com possibilidades de associar a produção pecuária com a produção florestal”, afirmou Santarosa.

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Veracel fecha primeiro semestre com 100% de suas parcerias florestais renovadas

A Veracel, por meio de sua frente de parcerias florestais, o Programa Aliança, fechou o primeiro semestre de 2023 com renovação total com os parceiros que tiveram suas plantações de eucalipto colhidas para a companhia neste ano. Ao todo, são 627 hectares de parceria renovadas e mais 284 hectares de novas áreas, que chegam para ampliar a base florestal da empresa e trazer ainda mais negócios e desenvolvimento para a região Sul da Bahia. 

“Estas renovações demonstram o quanto os produtores rurais aprovam a parceria com a Veracel, que propicia ao produtor um negócio seguro e com rentabilidade garantida, além da valorização de sua propriedade com investimentos de infraestrutura no entorno”, destaca José Henrique do Nascimento Junior, gerente de Negócios Administração Terras da Veracel. 

As melhorias trazidas por essas parcerias também se traduzem em desenvolvimento para a região e mais oportunidades de negócios. Além disso, a expansão da base florestal da Veracel propicia o crescimento do mercado de trabalho local. A estimativa é de que 100 empregos novos sejam gerados para cada 1 mil hectares de eucalipto. 

No balanço do primeiro semestre, a companhia também registrou um marco importante: a passagem das primeiras remessas de madeira pela nova ponte sobre o Rio Jequitinhonha. Uma construção realizada pela empresa em parceria com o Governo do Estado e que visa a trazer mais rentabilidade, ao encurtar a distância entre as áreas de plantio e a fábrica da companhia, além de benefícios para toda a região. 

Atualmente, a empresa tem mais de 100 mil hectares de área total de plantio de eucalipto. Com diferentes perfis de parcerias com produtores rurais, a Veracel possui mais de 180 contratos vigentes, sendo que alguns deles já têm mais de 20 anos, ou seja, três ciclos de plantio. 

Desde o início deste ano a companhia também dispõe de uma nova modalidade de negócio para os produtores rurais, com a adesão ao programa de Integração Lavoura – Pecuária – Floresta (ILPF). A opção integra diferentes sistemas produtivos dentro de uma mesma área, diversificando as atividades econômicas da propriedade.

“Além de oferecermos diversas opções de negócios e ampla assistência técnica aos produtores parceiros, plantamos e colhemos com o que há de mais novo em tecnologias, buscando alta produtividade, de forma sempre alinhada ao cuidado com a terra, com os recursos naturais e com o meio ambiente”, finaliza o gerente. 

A empresa tem como política de negócio manter, para cada hectare de eucalipto, um hectare de Mata Atlântica preservada.

Mais informações 

A Veracel oferece um canal específico para os produtores rurais interessados em parcerias com a companhia pelo WhatsApp (73) 99818-9999 ou pela página do Programa Aliança no site da empresa.

Sobre a Veracel Celulose

Veracel Celulose celebrou 31 anos de atuação em 2022. Com a fábrica em Eunápolis, no Sul da Bahia, a companhia integra operações florestais, industriais e de logística em mais 10 outros municípios da região. Responsável pela produção 1,1 milhão de toneladas de celulose/ano, 100% da madeira utilizada no processo produtivo é certificada ou controlada em conformidade aos princípios e critérios de padrões normativos internacionais. Com 50% de participação cada, seus acionistas são duas grandes no setor de celulose e papel em âmbito internacional: a brasileira Suzano e a sueco-finlandesa Stora Enso.

A Veracel é considerada como uma das melhores empresas para se trabalhar na Bahia. Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior reserva particular de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro e recebeu o Certificado de Serviços Ecossistêmicos do Forest Stewardship Council® – FSC® C017612, emitido no Brasil pela certificadora Imaflora.

São 3.191 empregos diretos e cerca de 16 mil beneficiados pelas iniciativas de educação, saúde e geração de renda todos últimos anos. Ser responsável, inspirar pessoas e valorizar a vida é o nosso propósito!

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Projeto estimula a restauração de áreas de Reserva Legal com araucárias

– Iniciativa capacita produtores sobre diferentes modelos de recuperação de áreas degradadas.

– Projeto recebeu prêmio One Engie Awards.


O projeto ConservAção Araucária conclui sua primeira etapa com a realização de capacitações de produtores rurais e agentes multiplicadores, implantação de 16 unidades de referência tecnológica (URTs) de recuperação de áreas de Reserva Legal no estado do Paraná e de duas coleções genéticas de araucária. O projeto é uma iniciativa da Embrapa Florestas e do Sistema de Transmissão Gralha Azul, operado pela Engie Brasil Energia, com a participação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e apoio do Instituto Água e Terra (IAT).

As unidades demonstrativas estão localizadas em onze propriedades rurais de agricultores familiares e em dois campos experimentais do IDR-Paraná, e serão utilizadas como exemplo para produtores que queiram recuperar áreas florestais, especialmente de Reserva Legal, utilizando espécies da Floresta como a própria araucária, erva-mate, bracatinga, cedro-rosa, pessegueiro-bravo, cataia, canela guaicá e espinheira santa.  

Os produtores participantes receberam todas as mudas, adubo e uma roçadeira, para apoio no combate a plantas daninhas, e puderam escolher entre três modelos de restauração para implantar em uma área de aproximadamente 1 hectare. Caixas de abelhas nativas sem ferrão também foram distribuídas como mais uma opção de geração de renda, além da realização de treinamentos e a disponibilização de uma cartilha com orientações silviculturais para implantação e manejo inicial das unidades demonstrativas. 

Segundo Erich Schaitza, chefe geral da Embrapa Florestas, “a intenção do projeto é mostrar a viabilidade do plantio de araucária e demais espécies para recuperação de passivos ambientais, mas que o produtor rural veja que também é possível gerar renda. Por isso, reunimos instituições como IDR Paraná e o IAT para discutir a viabilidade de modelos, tanto no aspecto técnico quanto de atendimento à legislação”.  

Ives Goulart, da Embrapa Florestas, que coordenou a implantação das URTs, explica que “a ideia é que estas áreas sejam vitrines e mostrem a viabilidade do plantio da araucária como recuperação ambiental e geração de renda, junto com outras espécies que compõem seu ecossistema”.  

Durante os dois anos de implantação do projeto, foram realizados trabalhos para a escolha das áreas em 12 municípios, definições dos modelos de recuperação ambiental, orientações e capacitação de produtores e técnicos extensionistas, redação de manual de recomendações, visitas e reuniões técnicas. No total, foram plantadas 25.400 mudas. “Como todo trabalho em área rural, enfrentamos algumas dificuldades por conta da estiagem em 2020 e 2021. Isso foi sanado com o decorrer do tempo, especialmente com apoio dos viveiros do IAT, e hoje todas as unidades estão com bom andamento”, relata Goulart.  

Durante esse período, cerca de 60 pessoas, entre produtores rurais e técnicos extensionistas, foram capacitados no entendimento dos modelos de recuperação: 1) araucária, erva-mate e bracatinga; 2) araucária, erva-mate, mais seis espécies florestais nativas e 3) araucária, bracatinga e bracatinga arapoti.

Modelos servem de vitrine para produtores rurais 

“Diretamente, são onze famílias beneficiadas pelo projeto. Entretanto, os extensionistas do IDR-PR já estão difundindo os modelos em outras propriedades e isso amplia o impacto que o projeto tem não só nas famílias participantes, mas em toda a região de Floresta com Araucárias”, salienta Goulart. “E, destes ‘novos’ produtores, muitos implantaram em áreas de cultivo, mesmo podendo cultivar ou produzir outras coisas, demonstrando o interesse e viabilidade dos modelos”, completa. Segundo Jonas Bianchin, do IDR Paraná, “é por meio destas vitrines que a gente consegue replicar esse conhecimento gerado e aplicado para os produtores do entorno e isso gera um impacto muito positivo. Os produtores vêem com muito bons olhos esse tipo de ação porque entendem a importância da manutenção de áreas produtivas e a restauração de áreas degradadas com espécies que eles possam também utilizar economicamente”. 

A Gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil Energia, Karen Schroder, reforça a importância de apoiar iniciativas como essa. “Para nós, é extremamente gratificante estar ao lado da Embrapa na realização de um projeto que alinha geração de renda à conservação ambiental e que, com isso, promove o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais. Sabemos que, como uma empresa líder em energia renovável, a conservação da biodiversidade não só precisa integrar um dos nossos compromissos com o meio ambiente, mas também estar entre as principais estratégias do nosso negócio”, comenta a executiva.  

Jair Weisshaar, produtor rural da Colônia Rio Vermelho, em União da Vitória/PR, considera que “esse projeto é muito bom para nós, pequenos produtores, termos uma experiência com essas plantas nativas da região, que são muito valiosas. Estamos aprendendo muito com o projeto”. Weisshaar implantou sua unidade com araucária, erva-mate e bracatinga e já planeja o futuro: “Esperamos começar a colher a erva-mate antes, já tendo alguma renda. A araucária e a bracatinga demoram mais, mas vai ter as flores para as abelhas, para a produção de mel e certamente uma área protegida com plantas nativas”, comemora. 

A participação do IAT como consultor do projeto foi considerada fundamental. “Muitas vezes, temos o ideal agronômico e florestal da composição e instalação de cada modelo, mas o IAT ia nos informando o que estaria adequado em atendimento à legislação estadual. Com isso, pudemos promover ajustes tanto na implantação das URTs quanto na redação do manual para que atendesse tanto os aspectos da restauração florestal em si quanto a adequação à lei”, explica Goulart. 

Coleções genéticas


Além das URTs, o projeto também contemplou a instalação de coleções genéticas. Foram coletados mais de 70 mil pinhões de 118 árvores em diversas regiões de ocorrência da araucária no Paraná e produzidas cerca de 4.000 mudas, que foram plantadas em áreas da Embrapa, em Colombo e Ponta Grossa/PR. Segundo a pesquisadora Valderês Sousa, da Embrapa Florestas, “estas coleções genéticas ajudam a garantir a manutenção da espécie, uma vez que são conservadas árvores “filhas” de diversas regiões de ocorrência”.  

O pesquisador Sergio Silva, coordenador geral do projeto, avalia que “o trabalho com os produtores rurais, aliado à instalação das coleções genéticas, colocam foco na viabilidade de usar a araucária ao mesmo tempo em que se promove sua conservação”.  

Projeto vence One ENGIE Awards

Desenvolvido na região de operação do Sistema de Transmissão Gralha Azul, desde a implantação, o projeto ConservAção Araucária foi vencedor na categoria “Business Innovation Networks” do One ENGIE Awards, premiação para iniciativas inovadoras desenvolvidas por colaboradores de todas as empresas do Grupo ENGIE no mundo. A iniciativa abrange oito categorias de projetos e, após uma seleção prévia entre todos os cases concorrentes, três finalistas concorrem ao prêmio final. A cerimônia de premiação foi realizada em Paris em 28/09/2023.

Foto: André Kasczeszen

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Suzano está com 3 vagas para suas operações em Ribas do Rio Pardo (MS)

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está com três vagas abertas para atender suas operações em Ribas do Rio Pardo (MS). As inscrições podem ser feitas por todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa (https://suzano.gupy.io/).

Há uma vaga aberta para Analista de Suprimentos Pleno – Posto de Combustível. Para concorrer, é preciso atender aos seguintes pré-requisitos: ter Ensino Superior completo; conhecimento avançado de Pacote Office e Power BI; Noções de SAP e possuir CNH categoria ‘B’. Além disso, é importante ter vivência na área de materiais, gestão de estoques, pagamentos, inventários, expedição e programação de materiais e é desejável dois anos na área de Suprimentos/Logística. As inscrições ficam abertas até o dia 02 de outubro e devem ser feitas pela página: https://suzano.gupy.io/jobs/5550623?jobBoardSource=gupy_portal.

Também há uma vaga de Analista de Suprimentos Pleno – (Venda de Itens não Operacionais). Para concorrer, os pré-requisitos são: ter Ensino Superior completo; conhecimento avançado de Pacote Office e Power BI; Noções de SAP e possuir CNH categoria ‘B’. É importante também ter conhecimento em vendas e é desejável inglês fluente. As inscrições ficam abertas até o dia 02 de outubro e devem ser feitas pela página: https://suzano.gupy.io/jobs/5550487?jobBoardSource=gupy_portal.

Por fim, há também uma vaga aberta para Analista de Meio Ambiente Pleno – Projetos. Para concorrer, é preciso ter os seguintes pré-requisitos: Ensino Superior completo em Eng. Florestal, Eng. Agronômica, Eng. Ambiental, Biologia ou Gestão Ambiental; possuir experiência com trabalhos relacionados ao setor ambiental/biodiversidade e/ou restauração; ter experiência em projetos; afinidade com o Pacote Office; ter nível intermediário em Power BI; possuir CNH categoria ‘B’ e ter disponibilidade para viagens. São requisitos desejáveis, nível intermediário em inglês, conhecimento em ferramentas de Geoprocessamento e Pós-Graduação e/ou MBA em Gestão. As inscrições ficam abertas até o dia 01 de outubro e devem ser feitas pela página: https://suzano.gupy.io/jobs/5354788?jobBoardSource=gupy_portal.

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).  Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papel da América Latina e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras de origem renovável. Os produtos da companhia, que fazem parte da vida de mais de 2 bilhões de pessoas e abastecem mais de 100 países, incluem celulose, papéis para imprimir e escrever, canudos e copos de papel, embalagens de papel, absorventes higiênicos e papel higiênico, entre outros. A Suzano é guiada pelo propósito de Renovar a vida a partir da árvore. A inovabilidade, a busca da sustentabilidade por meio da inovação, orienta o trabalho da companhia no enfrentamento dos desafios da sociedade. Com 99 anos de história, a empresa tem ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

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