A Klabin fará o maior investimento da história em seu parque fabril da Serra Catarinense (Otacílio Costa e Correia Pinto), um investimento de R$ 1 bilhão e 500 milhões para ampliação de suas unidades . O projeto irá triplicar a planta existente hoje em Otacílio Costa e quintuplicar a de Correia Pinto. Segundo informações a empresa fechou contrato com uma empresa da Finlândia, com sede em Curitiba e 50 engenheiros estrangeiros e outros 300 profissionais do Brasil estão chegando à região para desenvolverem o projeto de ampliação do parque industrial. Este será o maior investimento já feito na região Serrana, em breve maiores detalhes destas obras que alavancará a economia Catarinense.
Nota oficial da Klabin
“A Klabin está sempre atenta às oportunidades do mercado brasileiro que possam agregar ao seu ciclo de crescimento.
A Companhia esclarece que não há nenhuma expansão ou investimento na região Sul do país aprovado neste momento. A empresa está apenas avaliando cenários, ainda em fase de estudos preliminares.
Todo estudo passa por detalhada análise de viabilidade técnica e econômica, e aprovação das instâncias decisórias da empresa. Quando devidamente deliberado e aprovado, a Klabin, seguindo sua linha de transparência e proximidade com seus públicos, faz a divulgação a todos por meio de seus canais oficiais.”
Com a chegada das grandes construções em madeira por aqui, um dos maiores argumentos que utilizamos para justificar o seu uso em massa é que a madeira sequestra Carbono da atmosfera e estoca em suas células. Não há nada na natureza mais sustentável que isso, não acham? Afinal uma árvore é uma fábrica perfeita: o produto da produção de madeira é o oxigênio e precisa apenas de água e energia solar, que estão disponíveis gratuitamente.
Graças à um vídeo muito famoso de um TED TALK protagonizado pelo arquiteto canadense, Michael Green, que diz que 1 m3 de madeira pode armazenar (ou retirar) 1 tonelada de Dióxido de Carbono (CO2) da atmosfera, foi realmente uma avalanche de pessoas repetindo a fala do arquiteto por todo lado, como se fosse um mantra. Mas será que ele está correto? Minha formação em engenharia não me deixa passar informações de dados numéricos sem antes fazer uma pesquisa e aí sim comprovar esses dados. Afinal, isso é pura ciência!
Alguns dados sobre o Dióxido de Carbono (CO2)
Antes de mais nada, vamos saber o que é esse tal Carbono. O carbono é representado pelo símbolo ‘C’ e é o 6º elemento na tabela periódica dos elementos, com um número atômico de 6 e uma massa atômica de 12. Ele é um não-metal e é o quarto elemento mais abundante em nosso sistema solar, superado apenas pelo hidrogênio, hélio e oxigênio. O carbono pode assumir a forma de carvão, ou diamantes, e também forma o componente principal de todos os seres vivos, incluindo árvores. Nas condições naturais de pressão atmosférica, o carbono ocorre como um sólido ou um gás. O ponto de fusão/sublimação de carbono é o mais alto de todos os elementos naturais a 3550°C. O átomo do carbono tende a se atrair pelo átomo do oxigênio e a formar alguns elementos gasosos como por exemplo o Dióxido de Carbono (CO2) ou o Monóxido de Carbono (CO). Esses gases podem ser considerados como poluentes em alta concentração e possuem o papel de vilão na mudança climática do planeta. A boa notícia é que eles podem ser removidos facilmente da atmosfera através de um processo chamado fotossíntese, desempenhado pelas árvores, que convertem o gás em açúcares (carboidratos de glicose e amido). O carbono pode ser armazenado nas folhas, caules, troncos, galhos e raízes das árvores, contribuindo para seu crescimento. No final da equação, como produto da fotossíntese, a árvore libera oxigênio (O2), um gás essencial à vida dos seres vivos. Nada mais perfeito.
Aqui em baixo uma colinha da equação da fotossíntese:
FOTOSSÍNTESE :
6 CO2 + 12 H2O + fótons ➔ C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O
(dióxido de carbono + água + energia solar) ➔ (glicose + oxigênio + água)
O fato é que se o ciclo do carbono estivesse em equilíbrio, todo o CO2 produzido no planeta seria consumido pelas árvores (e outros organismos que fazem fotossíntese) e estaríamos em paz. Porém, com a intervenção do ser humano, o ciclo está totalmente desequilibrado com uma produção muito maior de CO2, causando aquecimento global. A queima de combustíveis fósseis com alto teor de carbono perturbou o equilíbrio natural do ciclo e aumentou a taxa na qual o carbono é devolvido à fase gasosa. Esse aumento de gás carbônico na atmosfera, particularmente como dióxido de carbono e gás metano, foi considerado o principal fator para o aquecimento global e é referido como o “efeito estufa causado pelo homem” – o processo em que os gases de efeito estufa retêm a radiação infravermelha na atmosfera e causam a aquecimento global.
Panorama de emissão de CO2 no Brasil
Infelizmente, na contramão do mundo todo, o Brasil aumentou a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. As emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2020 cresceram 9,5%, enquanto no mundo inteiro elas despencaram em quase 7% devido à pandemia de Covid-19. A alta no desmatamento no ano passado (2021), em especial na Amazônia, pôs o Brasil na contramão do planeta e o deixou em desvantagem no Acordo de Paris. É o maior montante de emissões desde 2006. Com o aumento da emissão e a queda de 4,1% no PIB, o Brasil ficou mais pobre e poluiu mais. (Fonte: SEEG 9)
Para surpresa de ninguém, quem puxou a curva para cima e tornou o Brasil possivelmente o único grande poluidor do planeta a aumentar suas emissões no ano em que o planeta parou foi o setor de mudança de uso da terra (desmatamento), representadas em sua maior parte pelo desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
O descontrole sobre o desmatamento faz com que a curva de emissões do Brasil ainda seja dominada por uma atividade que é majoritariamente ilegal e que não contribui com o PIB nem com na geração de empregos. Também coloca um peso desproporcional na atividade rural sobre as emissões brasileiras: somando-se os 27% das emissões diretas da agropecuária com as emissões por desmatamento, transporte e tratamento de resíduos associadas ao setor rural, o agronegócio responde por quase três quartos (73%) das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. (Fonte: IEMA – Instituto de Energia e Meio Ambiente)
É mais do que urgente criarmos políticas contra o desmatamento e incentivar o uso de madeira de florestas plantadas e cultivadas.
Como calcular a quantidade de CO2 armazenada pelas árvores?
O carbono constitui aproximadamente 50% da massa seca das árvores e quando a madeira dessas árvores é usada para produzir produtos de madeira o carbono é armazenado para toda a vida nesse produto. Se usado nas estruturas de nossas casas este armazenamento de carbono é de cerca de 100 anos, cerca de 30 anos em móveis, 30 anos em dormentes de trem e cerca de 6 anos em paletes e papel. O carbono armazenado na madeira só é liberado de volta para a atmosfera quando o produto é queimado ou se decompõe.
A quantidade de carbono armazenada nas árvores depende de vários fatores, incluindo espécies, condições de crescimento, idade da árvore e densidade. Existem várias maneiras de calcular o CO2 armazenado na madeira, dependendo das informações disponíveis. Vou mostrar aqui uma das fórmulas mais utilizadas para este cálculo.
Vamos usar algumas suposições para esta fórmula. Em primeiro lugar, a fórmula que usaremos será para obter uma estimativa média ao longo da vida útil de uma árvore e em segundo lugar, excluirá o carbono armazenado pelo solo.
Algumas generalizações:
35% da massa verde de uma árvore é água, então 65% é massa seca e sólida;
50% da massa seca de uma árvore é carbono;
20% da biomassa das árvores está abaixo do nível do solo nas raízes, portanto, um fator de multiplicação de 120% é usado; e
Para determinar a quantidade equivalente de dióxido de carbono, o valor de carbono é multiplicado por um fator de 3,67.
CO2 SEQUESTRADO PELAS ÁRVORES:
CO2 sequestrado (kg) = Massa da árvore (kg) x 65% (massa seca) x 50% (%carbono) x 3,67 x 120%
Vamos tomar como exemplo 1m3 de Pinus – cuja densidade de madeira verde é de aproximadamente 550 kg/m3:
Fórmula : 550 x 65% x 50% x 3,67 x 120% = 787 kg de CO2 estocados em 1m3 de Pinus.
Para o Eucalipto esse número é ainda maior, tomemos como exemplo a densidade de um eucalipto com 700 kg/m3:
Fórmula : 700 x 65% x 50% x 3,67 x 120% = 1000 kg de CO2 (1 ton) em 1m3 de Eucalipto.
Ou seja, o arquiteto canadense não estava falando nenhuma besteira mesmo. Algumas espécies podem mesmo armazenar 1 ton de CO2 em 1m3 de madeira.
E como calcular a quantidade de CO2 armazenada em madeira de construção?
Durante meus estudos, percebi que a fórmula acima representa apenas o CO2 armazenado pelas árvores, enquanto indivíduos na floresta, sem nenhum processamento. Durante a transformação da madeira em colunas e vigas, há uma `perda` desse carbono armazenado devido ao processo fabril e geração de resíduos.
A quantidade de carbono em toras de madeira serrada pode ser calculada usando taxas médias de recuperação após o processamento, que é estimada em cerca de 35% para madeiras duras, como eucalipto, e 50% para madeiras macias, como o pinus.
O teor de umidade padrão para madeira seca ao ar (e produtos de madeira) é de 12%, ou outra maneira de olhar é que 88% da umidade foi removida.
Então, para calcular o CO2 em madeira utilizada na construção as variáveis que você precisa são: a massa seca ao ar da tora, a porcentagem de umidade removida e a taxa de recuperação.
Os resíduos da fábrica remanescentes do processamento da madeira têm vários usos, como o fornecimento de serragem para a fabricação de produtos de madeira engenheirada e biomassa para produção de energia renovável.
CO2 SEQUESTRADO POR PEÇAS ESTRUTURAIS:
CO2 sequestrado (kg) = Massa da madeira seca a 12% (kg) x 88% (massa seca) x 50% (%carbono) x 3,67 x taxa de recuperação da madeira
Exemplo com o Pinus – seco em estufa a 12%, laminado colado – densidade básica 400 kg/m3:
Fórmula : 400 x 88% x 50% x 3,67 x 50% = 323 kg de CO2 estocados em 1m3 de Pinus Estrutural.
Para vigas coladas de eucalipto – seco a 12% – densidade básica de 600 kg/m3:
Fórmula : 600 x 88% x 50% x 3,67 x 35% = 340 kg de CO2 estocados em 1m3 de Eucalipto Estrutural.
Vejam que os valores sequestrados pela madeira estrutural são mais baixos do que os apresentados pela madeira em forma de árvore. Obviamente isto acontece devido ao processo industrial em que a madeira passa ao ser processada pois gera emissão de CO2 – não há nenhuma indústria 100% limpa.
Ainda assim o saldo de CO2 sequestrado é muito mais positivo, quando comparada a qualquer outro material estrutural do mundo como concreto armado – fck 30MPa – que emite por volta de 410 kg de CO2 por m3 ou o aço que emite 1850 kg de CO2 por tonelada de aço (ou 14.400 kg de CO2/m3) . (Fontes : Wikipedia e Worldsteel.org)
Estamos prontos para iniciar as construções em altura com madeira aqui no Brasil. E nós da TIMBAU ESTRUTURAS estamos preparados para atender as solicitações.
Texto : Eng. Alan Dias (alan@timbauestruturas.com.br)D
Anunciada a instalação do maior empreendimento de celulose do mundo no Mato Grosso do Sul, incrementando a base produtiva do Estado e gerando grandes oportunidades, empregos, crescimento e renda.
A STCP foi responsável pela assessoria estratégica para consolidação da localização do empreendimento, assim como atuou na articulação das relações institucionais e governamentais para o desenvolvimento do projeto no Estado.
Uma das bases que valida a decisão de implantação da unidade industrial no Estado é o estudo estratégico recentemente desenvolvido pela STCP de atualização do ‘Plano Estadual para o Desenvolvimento Sustentável de Florestas Plantadas de Mato Grosso do Sul – PEF/MS’.
A STCP foi quem elaborou a 1ª versão do Plano Estadual de Florestas/MS, que estimulou o desenvolvimento do setor de base florestal no Estado e catalisou o crescimento setorial, chegando em 2019 com 1 milhão de hectares plantados no Mato Grosso do Sul.
Com investimento total de 15 bilhões de reais, a nova Unidade Industrial da Arauco terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. Com uma área de 300 mil m², localizada no Município de Inocência/MS, a nova indústria iniciará suas operações em junho de 2028. A Arauco é uma das maiores empresas de celulose e madeira do mundo, com 1 milhão de hectares de florestas, dos quais 110 mil no Brasil.
Cerimônia de assinatura do Termo de Acordo com as presenças do Vice-Presidente da STCP, Joésio Siqueira; do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja Silva; do prefeito de Inocência, Antonio Ângelo Garcia dos Santos; dos executivos da Arauco, além de outras autoridades.
Até o fim da década, Estado processará 10 milhões de toneladas por ano; mercado global é de 60 milhões de toneladas
Mato Grosso do Sul se consolidará nesta década como a maior região produtora de celulose de mercado do Planeta Terra.
Em 2028, quando a planta da Arauco localizada às margens do Rio Sucuriú, em Inocência, entrar em operação, o Estado estará produzindo nada menos que – pelo menos – 10 milhões de toneladas de celulose por ano, a maioria para o mercado externo.
Como antecipou o Correio do Estado na edição de ontem, multinacional de origem chilena, Arauco anunciou a construção de uma planta em Inocência com investimentos de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), cujas obras devem começar em 2024 e concluídas em 2028.
A chegada da gigante chilena do setor madeireiro e de celulose soma-se a outras duas unidades exportadoras do mesmo produto que já atuam no Estado: a Suzano, maior player global de celulose de mercado, e a Eldorado, que também tem um volume significativo de vendas para o mercado externo.
A Arauco, diga-se de passagem, só perde para a Suzano em vendas globais de celulose de mercado.
Atualmente, Mato Grosso do Sul processa aproximadamente 5 milhões de toneladas de celulose por ano nas unidades da Suzano e Eldorado em Três Lagoas.
Com as unidades da Suzano de Ribas do Rio Pardo, que está em construção e terá capacidade para processar 2,6 milhões de toneladas de celulose anuais, e com a mais nova planta da Arauco, o Estado se consolidará como a maior região produtora do mundo deste tipo de composto, que é cada vez mais usado na indústria.
“A celulose de mercado no mundo é de aproximadamente 60 milhões de toneladas, e o crescimento da demanda desse produto é de aproximadamente 3% ao ano. E o crescimento ocorre porque os usos a partir dela são cada vez mais importantes, em embalagens, papeis, fibras, roupas e muitos outros tipos de produtos”, explicou Carlos Altimiras Ceardi, diretor-presidente da Arauco Brasil.
CONSTRUÇÃO
Hoje, há apenas uma planta processadora de celulose em construção no mundo: o Projeto Cerrado da Suzano, em Ribas do Rio Pardo.
E quando este projeto da Arauco (Projeto Sucuriú) dar início a seu canteiro de obras, em Inocência, essas serão as duas únicas fábricas de celulose em construção no Planeta Terra.
Quando todos os projetos estiverem em plena operação em Mato Grosso do Sul, o Estado responderá por mais de um terço da produção nacional, que atualmente é de 21 milhões de toneladas (sendo 5 milhões delas por aqui).
O Brasil atualmente é o segundo maior produtor de celulose, com 21 milhões de toneladas produzidas, e só fica atrás dos Estados Unidos, que produz 50,9 milhões de toneladas.
Mas por isso existe os termos de “celulose de mercado” e “celulose integrada”, explica Carlos Altimiras. A celulose integrada não vai para o mercado, porque já é feita com destino direto para a produção de papel pela mesma empresa que a produz.
Ela não chega a ser comercializada, ao contrário da celulose de mercado, cuja fibra é vendida para outras indústrias. Na primeira, o mercado global é de 200 milhões de toneladas/ano, e nessa segunda, de 60 milhões de toneladas/ano.
Como Mato Grosso do Sul é um típico produtor de celulose para comercialização, a importância do Estado fica ainda maior no mercado global.
Quando as plantas da Arauco Celulose, em Inocência, e da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, estiverem prontas, somente elas e uma fábrica da Asia Pulp & Paper (APP), na Indonésia, terão capacidade de processar mais de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano no planeta.
O EMPREENDIMENTO
O Projeto Sucuriú tem dimensões colossais. Como disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na cerimônia de lançamento, ontem, no Bioparque Pantanal, os R$ 15 bilhões que a Arauco investirá representam quase o valor do orçamento anual de Mato Grosso do Sul, que deve se aproximar a R$ 17 bilhões neste ano.
O empreendimento ficará localizado na MS-377, a 50 quilômetros da sede do município de Inocência, perto da margem esquerda do Rio Sucuriú, a 100 quilômetros do Rio Paraná, e a 47 quilômetros da Malha Norte da Rumo Logística e a aproximadamente 80 quilômetros da Malha Oeste (ferrovia em vias de revitalização).
Em Mato Grosso do Sul, a Arauco já planta 40 mil hectares de floresta, mas a área deve ser expandida.
Conforme o secretário de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, a expectativa é de que mais 800 mil hectares de florestas sejam plantados para atender a demanda dos novos empreendimentos da Arauco e da Suzano.
Atualmente, o Estado tem 1,2 milhão de hectares plantados e, ainda nesta década, poderá passar tranquilamente dos 2 milhões de hectares.
Quanto à geração de empregos, a planta da Arauco deverá gerar 600 empregos permanentes, 250 deles diretos. Mas o canteiro de obras deve ser colossal: a expectativa é de que 12 mil pessoas trabalhem na construção da unidade processadora de celulose. A título de comparação, a cidade de Inocência tem 7.648 habitantes.
“Se hoje é conhecida como a Princesinha da Costa Leste, em breve será a Rainha da Costa Leste”, disse o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos.
LOGÍSTICA
A nova planta da Arauco começa bem servida logisticamente. O governo de Mato Grosso do Sul prometeu alargar a MS-377 e melhorar o acesso à Malha Norte (conhecida por Ferronorte).
Mas Jaime Verruck disse ontem que as expectativas para o setor são ainda melhores. É que a sucateada Malha Oeste, ainda sob concessão da Rumo, mas praticamente inoperante, será submetida a consulta pública no mês de julho, e terá sua relicitação agendada para setembro. Quem garantiu isso para ele foi o ministro dos Transportes, Marcelo Sampaio.
Por unanimidade, a Câmara Setorial de Florestas Plantadas aprovou, em reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira (23/6), a minuta do Plano Estadual de Desenvolvimento e Qualificação do Setor de Florestas Plantadas (Qualisilvi-RS). O documento foi construído de forma coletiva pelas entidades que compõem a câmara, sob coordenação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
O Qualisilvi-RS traça um panorama sobre o Setor de Base Florestal no Rio Grande do Sul, suas potencialidades e os gargalos a serem superados. Entre os principais objetivos para o plano estão: o fortalecimento das instituições; criação do Sistema Estadual de Informações Florestais; qualificação dos silvicultores; atração de investimentos ao setor; garantia de segurança jurídica para a atividade; fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação; estímulo à demanda por produtos florestais; e expansão da área plantada.
“Os produtos das florestas plantadas são uma necessidade básica da sociedade, e a demanda tende a aumentar. Precisamos de qualificação para seguir crescendo de acordo com as novas bases do desenvolvimento sustentável. Há muito espaço físico, tecnologia e conhecimento humano no Rio Grande do Sul para garantir a qualificação e expansão sustentável do setor de florestas plantadas”, avalia o professor da UFSM Rafaelo Balbinot, que apresentou a minuta do plano estadual, elaborado em alinhamento com as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (PlantarFlorestas).
O texto aprovado pela câmara setorial será incluído no processo eletrônico que já tramita internamente na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) para a criação do plano estadual.
Condicionantes de licenciamento ambiental
Em 2019, a câmara setorial e a Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor) encaminharam ofícios à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) solicitando a abertura de espaço para diálogo e debates sobre condicionantes ao licenciamento ambiental da silvicultura. Conforme o engenheiro florestal Cristiano Horbach Prass, da Fepam, técnicos da autarquia discutiram internamente os pontos abordados pelos ofícios e elaboraram uma minuta de resposta, que está no gabinete da entidade para ser enviada aos solicitantes. “Algumas demandas serão atendidas e outras foram justificado o motivo de não atendimento”, informou.
Participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Associação Gaúcha de Florestadores (Agaflor), Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Emater/RS-Ascar, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Fepam, Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e UFSM.
Maior produtora de celulose solúvel do mundo, companhia busca desenvolver novos talentos em diversas áreas de atuação
A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel, acaba de abrir as inscrições para o seu Programa de Trainee 2022. A empresa busca atrair novos talentos para atuarem em seus processos e operações industriais, florestais, logísticas e administrativas. Ao todo, são 30 vagas disponíveis para aqueles que tenham concluído a graduação entre 2020 e 2022. As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas até 18 de julho no link: https://bit.ly/bracell-trainees-2022.
Para Simone Albuquerque, Diretora de Recursos Humanos da Bracell, o programa busca atrair jovens profissionais que querem ser protagonistas de suas carreiras para contribuírem com os desafios da companhia que permanece em franca expansão. “Os jovens trazem o frescor de novas ideias, novos conhecimentos e, somados aos profissionais mais experientes, formam time robusto que contribui para a diversidade das equipes. Essa é uma das formas da Bracell buscar sua evolução contínua, visando atender às demandas do mercado e ofertar soluções cada vez melhores” diz.
Para Marcela Fagundes Pereira, Gerente de Recrutamento da Bracell, essa é uma chance para que os futuros profissionais se desenvolvam com a companhia, trazendo novas perspectivas e vivências alinhadas com os pilares de Pessoas e Cultura. “Por um período de um ano e meio, os trainees selecionados terão acompanhamento com as lideranças e oportunidade de participarem de diversos projetos. Além disso, temos o intuito de acelerar suas trajetórias profissionais, ampliando suas habilidades”, explica
Rebeca Beck, atual Engenheira de Processos e Produção, participou do Programa Trainee Bracell em 2021, e comemora sua trajetória na empresa. “Foi uma grande conquista ter sido selecionada entre os mais de 7,7 mil candidatos inscritos. Durante esse primeiro ano de atuação, tive diversas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional. Estou feliz em fazer parte da maior e mais verde fábrica de celulose solúvel do mundo, ao lado de excelentes profissionais”, ressalta.
Também participante do programa em 2021, Natan Barbosa Rodrigues, que no momento atua como Engenheiro de Processos Florestais, enfatiza: “A empresa realmente capacita os trainees para assumirem projetos e cargos de liderança ao longo do tempo. A companhia proporciona workshops, treinamentos, mentorias e tudo o que for necessário para nos empoderarmos e organizarmos ações e planejamentos que trazem inovação para empresa, agregando conhecimento”.
A Bracell busca pessoas com brilho nos olhos, apaixonadas pelo que fazem, com espírito empreendedor, engajadas em sustentabilidade e excelência operacional. Durante o processo seletivo, é indicado que os candidatos demonstrem conhecimento sobre a empresa e da área em que pretende atuar. Além disso, também é importante atrelar experiências às habilidades, ou seja, mostrar como o aprendizado adquirido em estágios e faculdade podem contribuir com o crescimento da companhia.
A sustentabilidade faz parte de todos os processos de produção na Bracell, que a partir do cultivo de florestas plantadas de eucalipto e tecnologia industrial de ponta, reforça esse pilar por meio da prática da economia circular, além de acreditar na criação de valor compartilhado com as comunidades e na construção de parcerias duradouras. “Somos a maior e mais sustentável empresa do mundo na produção de celulose solúvel, e mais do que atrair e desenvolver talentos, queremos ser provedores de conhecimento e capacitação”, finaliza Marcela.
Os trainees selecionados contarão com um plano desenvolvido para aprimorar suas habilidades e serão preparados para assumir posições estratégicas na companhia. Além disso, terão a seu dispor uma lista de benefícios como o Programa de Participação nos Resultados (PPR), seguro de vida, vale alimentação, plano médico, plano odontológico, plano de Previdência Privada, entre outros.
Requisitos para participar do programa:
Ter concluído a graduação entre junho de 2020 e junho de 2022 (não aplicável para tecnólogos);
Inglês avançado;
Mobilidade e disponibilidade para viajar;
Formação em Engenharia Química, Engenharia Florestal, Engenharia Mecânica/Eletromecânica, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia de Automação, Administração de Empresas/Planejamento, Economia, Ciências Contábeis, e Química;
As vagas são para atuação nas operações da Bracell em São Paulo, na Bahia e no Mato Grosso do Sul. No total, estão sendo disponibilizadas 30 vagas, distribuídas da seguinte forma:
São Paulo– 15 vagas
Locais de trabalho: Lençóis Paulista; Santos.
Bahia – 12 vagas
Locais de trabalho: Camaçari; Alagoinhas; Entre Rios; Inhambupe.
Mato Grosso do Sul – 03 vagas
Local de trabalho: Campo Grande.
Sobre a Bracell A Bracell é uma das maiores produtoras de celulose solúvel e celulose especial do mundo, com duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Cingapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. www.bracell.com
Sobre a RGE A RGE Pte Ltd gerencia um grupo de empresas com operações globais de manufatura baseadas em recursos naturais. As atividades vão desde o desenvolvimento e a colheita de recursos sustentáveis, até a criação de diversos produtos com valor agregado para o mercado global. O compromisso do grupo RGE com o desenvolvimento sustentável é a base de suas operações. Todos os esforços estão voltados para o que é bom para a comunidade, bom para o país, bom para o clima, bom para o cliente e bom para a empresa. A RGE foi fundada em 1973 e seus ativos atualmente ultrapassam US$ 25 bilhões. Com mais de 60.000 funcionários, o grupo tem operações na Indonésia, China, Brasil, Espanha e Canadá, e continua expandido para envolver novos mercados e comunidades. www.rgei.com
Iniciativa reforça comprometimento da companhia na redução das emissões de carbono e fortalece sua estratégia ESG
As mudanças climáticas são o maior desafio do nosso tempo. Para reverter essa situação, é indispensável a contribuição da sociedade civil na adoção de medidas que ajudem a mitigar esses efeitos no planeta. Diante desse cenário, e ciente de seu compromisso para com os princípios do ESG (sigla em inglês para Social, Ambiental e Governança), a BASF, cada vez mais, vem trabalhando em diversas frentes com foco na sustentabilidade, de processos produtivos a criação de soluções e produtos que desempenham papel crucial na redução das emissões. Frente a isso, a companhia dá mais um passo em direção à sustentabilidade e obtém um dos mais importantes certificados globais sobre matriz de energia renovável: I-REC.
Emitido no Brasil pelo Instituto Totum, o International Renewable Energy Certificate (I-REC), é uma plataforma internacional que possibilita a transação de certificados de utilização de energia renovável, sistema por meio do rastreamento de características ambientais relacionadas a energia. No Brasil, seis das oito unidades produtivas da BASF já possuem essa acreditação, além do site de Concón, no Chile. As unidades fabris passam a ter o selo de consumo de energia renovável em seus processos, incentivando a produção de energia elétrica na região com menor emissão de CO₂. As demais operações no Brasil e na Argentina seguem o mesmo caminho para obtenção dessa importante certificação.
“A obtenção do certificado I-REC, por meio de uma das ações da iniciativa da empresa que busca o alinhamento da América do Sul com as metas globais de emissão chamada Energy Transformation, assegura que estamos consumindo energia renovável para continuar crescendo em linha com nosso comprometimento em direção à neutralidade climática”, afirma Vera Felbermayer, Vice-presidente de Gestão de Sites, Operações e Suporte Digital para a BASF América do Sul.
Em 2021, as energias renováveis representaram 16% da demanda mundial de energia da BASF. Até 2030, a empresa estima que 100% de sua demanda global de energia será obtida a partir de fontes renováveis e tem como meta reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 25% em comparação a 2018, mantendo sua outra meta de emissões líquidas de CO2 zero, globalmente, até 2050.
Para vivenciar na prática seu propósito de criar química para um futuro sustentável, a companhia se desafia diariamente para estabelecer e perseguir grandes e desafiadoras metas globais em toda a cadeia de valor. Frente a isso, 40% do investimento anual global da BASF em pesquisa e desenvolvimento é direcionado para evitar e reduzir emissões de gases de efeito estufa, melhorar a eficiência energética e de recursos e otimizar processos.
Entre as diversas iniciativas internas implementadas pela BASF na América do Sul para promover a eficiência energética está o programa Triple E (Excellence in Energy Efficiency), cujo objetivo é melhorar os níveis de consumo energéticos e de sustentabilidade, além de aumentar a competitividade da companhia. Essa iniciativa interna levou a empresa a ser a primeira indústria química certificada pela ISO 50.001 de Eficiência Energética no Brasil e a primeira grande indústria química do Chile.
“Já está em nosso DNA o foco em consumo consciente de energia. Sob o Triple E, foram mais de 450 oportunidades de melhoria identificadas resultando num expressivo aumento de eficiência energética; agora com o certificado I-REC, reforçamos nosso compromisso ambiental e asseguramos que o consumo de energia para os demais sites na América do Sul seja oriundo de fontes 100% renováveis”, reforça Patrick Silva, diretor industrial do Complexo Químico de Guaratinguetá & Infraestrutura para a BASF América do Sul.
Sobre a BASF
Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Mais de 111.000 colaboradores do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. Nosso portfólio está organizado em seis segmentos: Químicos, Materiais, Soluções Industriais, Tecnologias de Superfície, Nutrição e Cuidados e Soluções Agrícolas. A BASF gerou vendas de € 78,6 bilhões em 2021. As ações da BASF estão listadas na Bolsa de Valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Mais informações no site.
Evento trará inovações sustentáveis e tecnológicas presentes no produto fundamental para o dia a dia da sociedade
No próximo dia 30 de junho, a partir das 9h30, será realizada a segunda edição do webinar “Embalagem de papel, a escolha natural”, organizada conjuntamente por Empapel, Ibá e Two Sides. Sob o tema “ampliando os usos da embalagem de papel”, os palestrantes, do Brasil e da Europa, comentarão sobre a sustentabilidade e tecnologia presentes na cadeia e neste produto essencial para a sociedade.
Neste ano, estão confirmados os painéis de Susanne Haase, alemã, diretora da Aliança 4evergreen, que contará ao público a experiência da iniciativa europeia que reúne companhias fabricantes de embalagem de papel para troca de experiências e cooperação, de olho em avançar nas melhores práticas para o ciclo de vida do produto. Alexandre de Lima, gerente de sustentabilidade do iFood, contará sobre o caminho trilhado pela empresa em que o papel se mostra como uma das estratégias sustentáveis. Erich Schaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas abordará o avanço da nanotecnologia para aumentar a reciclabilidade e biodegradabilidade das embalagens de papel.
“As embalagens de papel demonstraram sua importância para a sociedade durante a pandemia, tornando possível que as pessoas recebessem alimentação, medicamentos, entre outros itens, durante o isolamento social. Mas além disso, o produto é ambientalmente amigável e vem de um setor que é inquieto e investe constantemente em ciência e tecnologia para prover soluções responsáveis para os brasileiros e para o mundo. Por isso, um evento como esse ganha importância, à medida que conversa diretamente com o público, demonstrando benefícios e possibilidades das embalagens de papel”, afirma o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Ibá.
O evento, que será transmitido via plataforma zoom, contará com tradução simultânea para o inglês e espanhol, uma vez que são esperados decisores de compras, designers, professores, estudantes e público geral de toda a América Latina. Na edição de 2021 foram mais de 400 participantes que acompanharam o debate ao vivo.
“Para a Empapel é muito importante iniciativas com a segunda edição da webinar Embalagem de Papel, a escolha natural. Dessa maneira, realizamos nosso objetivo de trabalhar para aumentar o protagonismo das embalagens de papel e papelão ondulado como soluções sustentáveis”, comenta Eduardo Brasil, diretor-executivo da Empapel.
A mediação ficará por conta de Sônia Araripe, jornalista especializada em ESG/Sustentabilidade, atualmente editora da revista Plurale.
“Precisamos buscar formas mais sustentáveis de produzir, transportar, consumir, dispor. Por isso Two Sides – iniciativa global que está presente em cinco continentes – busca promover produtos de fontes renováveis que sejam recicláveis e biodegradáveis, como são o papel, o cartão e o papelão. 4evergreen, em cujo conselho Two Sides agora tem assento, é um importante projeto europeu na busca da circularidade das embalagens. Novas tecnologias suportam desenvolvimentos como esses, como vai mostrar o chefe da Embrapa Florestas. Importantes consumidores de embalagens estão atentos a esses movimentos, como vai expor o gerente de sustentabilidade do iFood. Esse será um evento imperdível para quem deseja embalagens mais sustentáveis”, completa Fabio Mortara, presidente de Two Sides Brasil.
Cada um dos patrocinadores terá dez minutos para apresentar seus cases aos expectadores. Para esta edição, Ibema, Klabin, Papirus e WestRock contarão sobre sua atuação sustentável e soluções inovadoras.
O evento ainda contará com uma rede importante de apoiadores como: ABAF, ABHIPEC, ABIEA, ABIGRAF, ABRO, ABTCP, ACOTEPAC, AFCP, AGUDI, AIGP, ALADI, ANAP, ANDIGRAF, ANDIPA, APS, ASIMPRES, ASOINGRAF, CONLATINGRAF, EL PAPEL, EMBALAGEM E MARCA, EMBANEWS, FSC, LA PRENSA, PROPMARK, PEFC-Chile, SINPACEL, SINPAPEL, SINPASUL e SINPESC.
Serviço
Webinar “Embalagem de papel, a escolha Natural – Ampliando os usos da embalagem de papel”
A Empapel, Associação Brasileira de Embalagens em Papel, surge no lugar da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) – que desde 1974 representou o segmento. A entidade tem como missão ser reconhecida como uma associação que transforma o diferencial ambiental das embalagens de papel.
A Empapel quer promover uma ampliação de mercado e de oportunidades de negócios para os seus associados, além de alcançar protagonismo em soluções para embalagem. A ideia é trabalhar todo o potencial do insumo em um cenário em que os consumidores estão cada vez comprometidos com a economia circular — conceito que promove novas maneiras de produzir e consumir, que gerem recursos à longo prazo.
Há muito trabalho pela frente, como ponto de partida, a entidade acompanha o setor de perto, com boletins analíticos produzidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com este trabalho é possível identificar as necessidades do mercado, além de diferentes oportunidades de investimentos e negócios.
Sobre a Ibá
A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 48 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas – painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais.
Sobre Two Sides
Organização global, sem fins lucrativos, criada na Europa em 2008 por membros das indústrias de base florestal, celulose, papel, cartão e comunicação impressa. Two Sides, a mais importante iniciativa do setor, promove a produção e o uso conscientes do papel, da impressão e das embalagens de papel, bem como esclarece equívocos comuns sobre os impactos ambientais da utilização desses recursos. Papel, papelcartão e papelão são provenientes de florestas cultivadas e gerenciadas de forma sustentável. Além disso, são recicláveis e biodegradáveis.
Com quase 1,2 milhão de hectares de florestas plantadas, Mato Grosso do Sul vai receber a sua quinta planta de celulose e outros produtos de base de madeira. Hoje (22) uma das principais empresas madeireiras da América Latina, a Arauco anunciou a instalação de uma nova fábrica no município de Inocência. O grupo chileno já possui áreas de eucalipto plantadas no município para suprir a demanda do projeto. O investimento estimado é de R$ 15 bilhões, beneficiando 14.300 famílias com geração de 12 mil empregos no pico da construção e 250 empregos diretos e 300 indiretos quando entrar em operação, além de 1,8 mil empregos permanentes na parte florestal.
O anúncio foi feito hoje pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja junto com a diretoria do grupo chileno durante evento de lançamento oficial do Plano Estadual de Florestas Plantadas (Profloresta) da Secretária de Estado da Produção, Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro).
Para o governador Reinaldo Azambuja este é mais um compromisso firmado e cumprido com o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. “Vamos receber no Estado uma das maiores fábricas de celulose do mundo. Será uma unidade moderna, que vai gerar empregos, oportunidades, renda e desenvolvimento social em uma região que também integra a Costa Leste Florestal, mas que não tinha nenhum empreendimento deste tipo. A vinda desta fábrica mostra a confiança dos investidores em Mato Grosso do Sul, na nossa política de incentivos fiscais, na segurança jurídica de quem investe e na estrutura logística que estamos criando para quem precisa escoar a produção”, disse Reinaldo Azambuja.
O secretário Jaime Verruck (Semagro) destacou a transformação provocada pela vinda de gigantes do setor da celulose. “O grande desafio do Estado é a logística. Esta indústria que está sendo instalada em Ribas do Rio Pardo (Suzano) e a que estamos anunciando hoje, elas geram a capacidade para que Mato Grosso do Sul mantenha seu ritmo de crescimento nos próximos 4 a 5 anos a taxas superiores a 5%. É um trabalho em conjunto com o setor privado, que acredita no Estado, pelo ambiente criado. Nosso compromisso agora é fazer a capacitação da mão de obra”.
E o CEO da companhia, Matias Domeyko Cassel, falou sobre a escolha de Mato Grosso do Sul. “O Brasil é um polo importante para a estratégia global do Grupo Arauco. Atuamos no País desde 2002, com as divisões de madeira e operação florestal, e agora estamos avaliando aumentar os investimentos realizados no Brasil, trazendo o setor de celulose para cá. Estamos muito animados com esta possível grande ampliação das atividades da Arauco ao Mato Grosso do Sul, uma região muito importante para a indústria, com grande potencial para o plantio de eucaliptos e excelentes opções logísticas para o escoamento da produção, além de agregar muitos benefícios econômicos e sociais para a região, e com uma, produção de energia limpa e crédito de carbono positivo”, ressaltou.
Reinaldo Azambuja cumprimenta CEO da Arauco; novo empreendimento vai garantir emprego e renda para 14.300 famílias
Já o prefeito de Inocência, Toninho da Cofapi, afirmou que o empreendimento vai levar “o desenvolvimento tão sonhado por tantas gerações do Município”. “Quero agradecer à diretoria da Arauco, estão confiando em Mato Grosso do Sul e em Inocência, uma cidade pequenininha, a quem eu chamo A Princesinha da Costa Leste. E a nossa princesinha, em pouco tempo, será a Rainha da Costa Leste”, declarou.
A empresa
Celulosa Arauco y Constitución é uma empresa chilena do ramo madeireiro, especializada na fabricação de celulose e painéis, atuando no Chile, Argentina e Brasil. A empresa pertence ao Grupo AntarChile fundado por Anacleto Angelini e possui cinco fábricas de celulose no Chile e uma na Argentina, além de quatro fábricas para a fabricação de madeira reconstituída, sendo duas na Argentina e duas no Brasil.
No Brasil, o grupo mantém a Arauco do Brasil, com unidades em Piên e em Jaguariaíva (850 mil m³/ano), ambas no Paraná. No município de Araucária, região metropolitana de Curitiba, mantém uma planta química industrial (142 mil toneladas/ano), produzindo resinas e outros produtos, para comercialização e para abastecer suas unidades industriais de painéis no Paraná. No Mato Grosso do Sul a Arauco já tem a empresa florestal Mahal que tem mais de 60 mil hectares de florestas cultivadas em seis cidades (Aparecida do Taboado, Selv[iria, Água Clara, Chapadão do Sul e Três Lagoas.
Números expressivos
O setor florestal de Mato Grosso do Sul é responsável pela geração de 27,2 mil empregos sendo 14.901 diretos e 12.312 indiretos. Em 2021, o segmento gerou 6.266 empregos a mais em relação a 2020.
O crescimento de postos de trabalho deve continuar nos próximos anos, com os investimentos já em curso no Estado, como o da nova fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, no valor de R$ 19 bilhões.
Mato Grosso do Sul conta atualmente com três fábricas de celulose instaladas e em operação no município de Três Lagoas: uma da Eldorado Brasil, com capacidade de produção de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano; duas da Suzano, que produzem 3,25 milhões de toneladas por ano. A Suzano iniciou a construção de mais uma fábrica no Estado, em Ribas do Rio Pardo, que será a maior planta industrial de celulose do mundo, produzindo 2,55 milhões toneladas/ano.
O setor conta com 480 estabelecimentos na cadeia produtiva do setor. São empresas de cultivo de floresta, extração de madeira, fabricação de papel, celulose e derivados. e derivados.
Reinaldo Azambuja assina incentivos fiscais e destaca que novo empreendimento é resultado da segurança jurídica construída em MS
Na última década, as áreas de florestas plantadas com eucalipto e seringueira em Mato Grosso do Sul cresceram a taxas anuais de 14% e 18%, respectivamente. O Estado lidera a expansão florestal brasileira superando 2 milhões de hectares de florestas plantadas (somente de eucalipto, são 1,1 milhão de hectares).
Atualmente, Três lagoas é principal polo industrial do setor, com mais de 400 empresas no distrito industrial. O município tem mais de 10 mil empregos diretos gerados pela indústria. O município é o primeiro no ranking nacional de florestas plantadas, com 263 mil hectares.
As exportações de celulose somaram neste ano US$ 630,6 milhões, com a venda de 1,8 milhão de toneladas. A celulose foi o segundo produto da pauta com 18,55% de participação, com aumento em termos de valor de 4,19% em relação ao período de janeiro a maio de 2021. Em termos de volume, houve avanço de 10,01%.
Plano de Florestas
Durante o evento, o secretário de Produção, Jaime Verruck entregou o Plano Estadual de Florestas Plantadas (PROFLORESTA) ao governador Reinaldo Azambuja. O documento visa promover “a inserção competitiva dos negócios que envolvem a cadeia da silvicultura (produtores florestais, celulose e papel, madeireiras, serrarias, móveis e componentes), desde a produção, industrialização, beneficiamento e distribuição, com consequente vinculação com grandes empresas que induzem desenvolvimento tecnológico, inovação e dinamismo econômico a jusante das florestas plantadas”.
Neste sentido, e novo Plano vai orientar a formulação das estratégias e os projetos vinculados aos pequenos negócios, tendo o Sebrae-MS como ente indutor nos alinhamentos, estratégias e abordagens de competitividade nesta direção.
As ações previstas incluem expansão dos plantios, apoio para assegurar ganhos contínuos de produtividade, promoção da diversificação de espécies e do manejo para uso múltiplo, entre outras.
Serão investidos US$ 3 bilhões, o que corresponde a R$ 15 bilhões em planta na cidade de Inocência
Mais uma multinacional do ramo de celulose vai se instalar em Mato Grosso do Sul, desta vez em Inocência, cidade a 339 Km de Campo Grande e a 138 Km ao norte de Três Lagoas, centro dessas indústrias no Estado. Assinatura do acordo entre governo estadual e a Arauco Celulose, que é chilena, acontece esta tarde no Bioparque Pantanal.
Serão investidos US$ 3 bilhões, o que corresponde a R$ 15 bilhões. As obras devem começar no final de 2024, quando a licença ambiental, que ainda deve ser emitida, já terá sido validade para que a empresa se instale.
Auditório lotado – foto Thalita Vieira – Mais Floresta
A Arauco já tem 60 mil hectares de eucalipto plantados em Inocência, mas para alcançar a produção estimada de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, o grupo já negocia mais 330 mil hectares de área plantada na região. Pelo planejamento, a empresa deve entrar em operação apenas no primeiro trimestre de 2028.
Somente para a primeira fase – obras de implantação e obtenção de florestas – devem ser gerados de 12 mil a 15 mil empregos diretos e indiretos.
Sites nacionais destacam que a unidade de Inocência deve se tornar a mais competitiva do grupo chileno devido a proximidade entre a indústria e a matéria-prima. A empresa vai se instalar à margem esquerda do rio Sucuriú e assim, poderá contar com acesso rápido a canais de escoamento da celulose, incluindo a rodovia MS-377, o rio Paraná, que fica a 100 km de distância e a malha ferroviária, que está a 47 Km.
Prestação de Serviços Florestais, implantação, manutenção e colheita florestal. Estrutura completa de equipamentos e mão de obra qualificada em operações…