Suzano Celulose solicitou autorização para obras distintas entre Ribas do Rio Pardo e Inocência

Nos últimos dias foram feitos mais três pedidos para construção de ferrovias em Mato Grosso do Sul, elevando para seis o total de empreendimentos que devem criar 560 novos quilômetros deste modal com investimento de cerca de R$ 6 bilhões.

Além dos pleitos de linhas ferroviárias feitos até o  mês passado, a Suzano Celulose solicitou este mês autorização para obras distintas entre Ribas do Rio Pardo e Inocência; na área urbana de Três Lagoas; e deste município até Aparecida do Taboado.

A empresa deve investir cerca de R$ 2,5 bilhões dos R$ 4,6 bilhões que disponibilizou para projetos.

Com esses últimos pedidos, o setor de celulose no Bolsão é o foco dos novos investimentos em linhas ferroviárias no Estado.

Este interesse existe porque as empresas do setor buscam alternativas ao transporte rodoviário para exportar a produção de 3,25 milhões de toneladas de celulose produzidas em Três Lagoas por ano que faturaram até setembro deste ano  R$ 7,3 bilhões.

Um volume que vai quase dobrar porque a Suzano esta construindo uma unidade em Ribas do Rio Pardo que vai produzir 2,5 milhões de toneladas ano de celulose, com investimentos de R$ 19,3 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões são para atividades florestais, na estrutura logística e outras iniciativas previstas em projetos.

LOGÍSTICA

Uma grande parcela deste valor vai para criar a logística necessária  para escoar esta produção.

Tanto que na apresentação do balanço financeiro do terceiro trimestre deste ano, a empresa afirma que busca o transporte ferroviário  como alternativa para chegar ao porto de Santos, em São Paulo.

Por isso foi apresentado no Ministério da Infraestrutura o pedido para construção de três trechos: Um ligando Ribas do Rio Pardo a Inocência, outro no perímetro urbano de Três Lagoas, e por último um entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado.

Também a Suzano está viabilizando o  acesso à malha férrea da empresa Rumo, que já é ligada ao porto marítimo paulista.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura (MInfra), além dos últimas solicitações da Suzano, já existiam outros três pedidos: um da Ferroeste, ligando Maracaju a Dourados, que até teve o contrato assinado no início deste mês.

Um da Eldorado Brasil Celulose, para construir ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado (MS) e um da empresa MRS com objetivo de interligar Três Lagoas a Panorama.

Essas solicitações vão garantir investimentos que juntos devem chegar a R$ 6 bilhões.

São R$ 1,2 bilhão da Ferroeste, R$ 1 bilhão da MRS e R$ 890 milhões da Eldorado, mais cerca de R$ 3 bilhões da Suzano levando em consideração que o valor médio para implantar cada quilômetro de ferrovia é de R$ 10 milhões.

Nem a empresa e nem o MaInfra ainda divulgaram os valores totais de investimento.

Reprodução

NACIONAL

Em todo o país já são 64 pedidos para implementação de novas ferrovias que foram apresentados pela iniciativa privada ao Governo Federal.

Estes foram realizados por meio do regime de autorização  previsto no Marco Legal Ferroviário, sancionado na última quinta-feira. Foram feitos 60 pedidos para instalação de linhas férreas e outros quatro para pátios ferroviários.

Protocolados no Ministério, os requerimentos somam R$ 180 bilhões em investimentos e representam acréscimo de 15 mil quilômetros à malha ferroviária implantada no país.

Reunidas no Pro Trilhos, as propostas foram protocoladas por 22 diferentes empresas e têm 16 unidades da Federação como origem e destino.

Os projetos contemplam áreas nos estádios Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Bahia, Tocantins, Pará e Roraima.

Fonte: Correio do Estado

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