Nos últimos anos, o Imaflora ampliou e fortaleceu sua capacidade de processamento de dados geoespaciais e tem se tornado referência entre as organizações parceiras

O cenário de constante evolução de softwares e geotecnologias colocou as organizações que trabalham com o tema socioambiental diante de um horizonte de novas possibilidades em termos de análises e processamentos de uma grande quantidade de dados geoespaciais. Essenciais para as tomadas de decisões ligadas ao clima e ao meio ambiente, bem como para a agricultura, os dados geoespeciais ajudam a dar respostas rápidas a questões como, por exemplo, a identificação de focos de incêndio em áreas protegidas e do desmatamento ilegal.

No escopo do trabalho desenvolvido há quase 27 anos pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora, as análises realizadas pela Área de Geoprocessamento têm se mostrado extremamente úteis para as ações e projetos realizados pelo instituto. Por exemplo, a aplicação de técnicas de geoprocessamento e de sensoriamento remoto têm contribuído para aumentar a efetividade do planejamento territorial, o controle do desmatamento, o mapeamento de áreas de risco, o planejamento de avaliações e auditorias de certificação e verificação e o acompanhamento constante de programas de restauração, organizando dados, produzindo mapas e gerando informações qualificadas para a tomada de decisão das equipes do Imaflora.

“O geoprocessamento evoluiu e a forma de trabalhar com dados espaciais mudou muito nos últimos anos”, ressalta o engenheiro florestal e coordenador da área no Imaflora, Vinícius Guidotti. Ele explica que o Imaflora trabalha tanto com softwares mais tradicionais – como os SIGs (Sistemas de Informações Geográficas) –, como também com bancos de dados geográficos (ex. PostgreSQL/PostGIS) e linguagens de programação para análise de dados (ex. Python e R). “Ao trabalhar com programação nós conseguimos ter maior controle da análise sendo realizada, entrando no detalhe de cada passo de processamento, o que nos dá mais segurança de que a informação foi produzida da maneira esperada”, afirma. Guidotti explica que isso também possibilita processar uma grande quantidade de dados e automatizar os processos para análises futuras. Além disso, ele afirmar que o Imaflora busca sempre trabalhar com tecnologias de ponta e que nos últimos anos a equipe se desenvolveu e se capacitou para o processamento de um grande volume de dados – várias análises realizadas pela equipe tem o Brasil todo como objeto de estudo.

Outro importante fator de destaque na atuação da Área de Geoprocessametno é a sua capacidade de estabelecer parcerias tanto com organizações pares, como é o caso da WWF-Brasil e da SOS Mata Atlântica, como também com universidades e centros de pesquisa para a realização de novos estudos. Parceiro ativo do Imaflora, Gerd Sparovek, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), conta que teve a oportunidade de acompanhar a evolução da área de geoprocessamento no Imaflora desde o seu início, há quase seis anos e que “neste tempo a área evoluiu de uma atividade de suporte para vistorias de campo e representação cartográfica de elementos simples, para uma sofisticada rede de análise de questões complexas envolvendo a interface entre meio ambiente e desenvolvimento rural”. “Os resultados e produtos deste trabalho, além das diversas parcerias, como o Atlas Agropecuário, já vêm contribuindo em discussões e agendas de importância nacional e internacional”, completa o pesquisador.

Em 2021, o geoprocessamento do Imaflora foi parceiro no desenvolvimento, por exemplo, do relatório O Código Florestal na Mata Atlântica, junto com a Fundação SOS Mata Atlântica, Observatório do Código Florestal e GeoLab-Esalq/USP (Laboratório de Planejamento de Uso do Solo e Conservação do Departamento de Ciência do Solo da Universidade de São Paulo). O estudo foi realizado com o objetivo de estimar o cumprimento do novo Código Florestal na Mata Atlântica e auxiliar na elaboração dos Programas Estaduais de Regularização Ambiental (PRAs) – compromissos voluntários, investimentos públicos ou privados de incentivo e apoiar decisões de planejamento territorial que possam otimizar a sua implementação.

Além disso, a área é responsável pela plataforma digital do programa Boi na Linha, desenvolvido pelo Imaflora em parceria com a 4ª Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal, com o objetivo de dar transparência ao compromisso dos frigoríficos que atuam na Amazônia Legal de só comprar gado oriundo de áreas livres de desmatamento ilegal, trabalho escravo e embargos ambientais. A ideia é facilitar o acesso à informação no país e no exterior por parte de redes de varejo e consumidores, além de estimular e pressionar a cadeia para que assine ou avance em seus acordos com o MPF.

Para saber mais sobre o trabalho da Área de Geoprocessamento do Imaflora, entre em contato com a nossa equipe através do endereço de e-mail imaflora@imaflora.org e siga os nossos canais para acompanhar as novidades.

Fonte: Imaflora

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