Conheça também os mitos e verdades sobre a cultura do eucalipto

A degradação dos solos brasileiros avança em ritmo acelerado, em função do desmatamento, das queimadas e dos manejos inadequados de atividades agrícolas. Diante disso, as empresas têm sido convocadas a  atuar para mudar esse panorama, dentro de sua agenda de sustentabilidade. A silvicultura, ciência que estuda o manejo de florestas e utiliza técnicas para sua preservação e para a produção sustentável, tem tido um papel fundamental nesse contexto.

A Aperam BioEnergia é uma das empresas que têm se destacado por suas práticas de silvicultura, contribuindo para a conservação do solo em Minas Gerais, estado com a maior área de florestas plantadas no país (2,3 milhões de hectares). A BioEnergia produz o carvão vegetal utilizado para a fabricação do Aço Verde Aperam, a partir de florestas renováveis de eucalipto plantadas em uma área de 76 mil hectares. O cultivo segue avançadas práticas de silvicultura previstas em seu Plano de Manejo Florestal e é certificado pelo Forest Stewardship Council® (FSC®), que atesta que ele é feito de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável. 

5 iniciativas da Aperam BioEnergia para a conservação do solo:

1–  Nas florestas cultivadas, a técnica de plantio utilizada busca a menor intervenção possível no solo. A limpeza e o preparo são feitos de maneira a deixar todos os resíduos florestais gerados após a colheita da floresta anterior (galhos e folhas). Essa técnica, conhecida como subsolagem ou revolvimento mínimo, permite o aumento da infiltração da água e a manutenção da umidade no solo.

2– O modelo de distribuição das florestas intercala os plantios comerciais com faixas de florestas nativas. Todas as áreas junto às nascentes, córregos, lagos naturais e artificiais são preservadas e é feita a manutenção de áreas de reserva legal e das faixas ecológicas, que servem como corredores de conexão entre os trechos de vegetação nativa. As áreas de plantio restringem-se às regiões planas, localizadas nas partes mais altas do terreno.

3– Após o plantio, há uma série de intervenções na floresta objetivando manter as condições ideais para o bom crescimento das árvores. É feito o controle das pragas e doenças do eucalipto, dando-se preferência ao monitoramento contínuo e ao desenvolvimento de inimigos naturais, reduzindo o uso de defensivos agrícolas.

4– A empresa promove a recuperação de áreas degradadas a partir da proteção do solo e de ações para facilitar a recuperação  de áreas de cascalheiras desativadas. As áreas passíveis de recuperação são mapeadas, dimensionadas e analisadas do ponto de vista das ações necessárias à sua recuperação.

5–  A silvicultura visa realizar o plantio em dias chuvosos e a irrigação é utilizada apenas em casos específicos. Além disso, utiliza-se bacias de contenção nas florestas para contribuir com a infiltração de água da chuva no solo e para a captação de água que podem ser utilizadas no processo operacional, no qual é seguido a legislação ambiental, desenvolvendo estudos e aplicando medidas para o controle e uso sustentável da água. A empresa também desenvolve mudas de eucalipto que demandam menos água, a partir de sua tecnologia de melhoramento genético aprimorada há décadas, reduzindo a necessidade de irrigação, o que contribui para a preservação dos extratos do solo e também dos recursos hídricos.

Mitos e verdades sobre a cultura do eucalipto:

O eucalipto é a principal árvore plantada no Brasil.

Verdade. Uma pesquisa da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) calcula que o país tem 9 milhões de hectares de florestas cultivadas, sendo 5,7 milhões de hectares de eucalipto. 

A cultura do eucalipto é importante para a economia do país.

Verdade. O setor de florestas plantadas, liderado pela eucaliptocultura, representa 1,3% do PIB bruto nacional e 6,9% do PIB industrial, gerando mais de 513 mil empregos diretos e cerca de 3,8 milhões indiretos. O eucalipto é usado na produção de papel, celulose, lenha, carvão, móveis, chapas, aglomerados, serraria, mel, óleos essenciais para a indústria farmacêutica, entre outros produtos. 

O cultivo de eucalipto leva à retirada de nutrientes do solo.

Mito. De acordo com o mais recente estudo da Embrapa, publicado em março deste ano no Research, Society and Development Journal  – “Expansão e impactos socioambientais da cultura de Eucalyptus spp. (Myrtaceae) no Brasil: um panorama da literatura” – o eucalipto plantado em áreas degradadas pode contribuir para a recuperação do solo e reduzir o desmatamento das áreas nativas. Após a colheita, cascas, folhas e galhos que possuem a maior parte dos nutrientes da árvore, permanecem no local e incorporam-se ao solo como matéria orgânica, o que aumenta a permeabilidade do solo, melhorando também sua fertilidade e estrutura, além de ampliar a micro e macro fauna.

O cultivo de eucalipto leva ao ressecamento do solo.

Mito. Segundo estudos realizados pela Indústria Brasileira de Árvores (IBA), a floresta, seja ela natural ou plantada, funciona como um amortecedor para o solo. Parte da chuva é interceptada pelas copas e troncos, chegando ao solo com menos impacto e infiltrando maior volume de água. Isso ocorre devido a estrutura do solo e das raízes que permitem que a água abasteça o lençol freático, ao invés de escoar diretamente para os rios ou ser perdida por evaporação superficial. Com os lençóis freáticos abastecidos, o nível dos rios se mantém mais estáveis durante a estação de seca. Assim, as florestas de eucalipto funcionam como reguladoras do fluxo hídrico e não secam o solo.

O plantio de eucalipto prejudica a natureza como um todo.

Mito. Além de contribuir de forma positiva com o processo de recuperação de solos exauridos, a cultura de reflorestamento promove a absorção de CO2 da atmosfera, diminuindo a poluição e o calor, conforme o estudo da Embrapa. “As florestas renováveis de eucalipto são essenciais para a subsistência e empregos, habitats para animais, conservação do solo e da água e captura e armazenamento de carbono”, afirma Edimar de Melo Cardoso, diretor de Operações da Aperam BioEnergia. 

Fonte: Aperam Bioenergia

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