Recentemente, em conjunto com a Neltume Ports (controladora da Ultramar), a CMPC anunciou a formação de uma joint venture para operar um terminal exclusivo de celulose no porto do Rio Grande. Para a implantação da estrutura, estão sendo estudadas áreas em São José do Norte, no próprio cais público rio-grandino ou no espaço onde funcionou o estaleiro QGI. Dando continuidade aos seus planos, as empresas chilenas apresentaram nesta terça-feira (22) a sua intenção de investimento ao govenador Eduardo Leite, no Palácio Piratini.

Conforme o superintendente da Portos RS, Fernando Estima, que participou do encontro, o aporte previsto no complexo é algo entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões. A estrutural terá uma capacidade para trabalhar com até 4 milhões de toneladas ao ano de celulose. Ele acrescenta que, se tudo transcorrer dentro das expectativas, será possível começar as obras no início do segundo semestre de 2023. A perspectiva é que a conclusão de um empreendimento como esse leve de 18 a 24 meses.

Estima reforça que a ideia de ter um terminal próprio em Rio Grande servirá para ancorar o crescimento da produção de celulose da CMPC no Rio Grande do Sul. “Na minha opinião, mais importante do que ter um novo terminal é preparar o ambiente para processar mais florestas, ter mais capacidade industrial e poder crescer”, ressalta o superintendente da Portos RS.O Grupo CMPC vem consolidando, com a fábrica em Guaíba, áreas de plantio e de industrialização de celulose no sul do Estado. Em 2019, no início da gestão Leite, uma comitiva governamental esteve no Chile com o objetivo de conhecer as atividades desenvolvidas pela CMPC e com isso apoiar a concretização de novos investimentos no Rio Grande do Sul.

“Nossos portos encerraram 2021 com um recorde de movimentação de cargas e sabemos que parte desse sucesso tem a ver com a CMPC. Então, temos todo interesse em ouvir e estudar a melhor forma de garantir esse investimento”, afirma o governador Leite. Atualmente, a logística da celulose é responsável pela maior parte do tráfego de embarcações pela lagoa dos Patos (o produto representa cerca de 40% da movimentação da hidrovia). De Guaíba, as barcaças seguem até Rio Grande, onde descarregam o produto beneficiado. Essas mesmas embarcações também transportam, a partir do porto de Pelotas, as toras de madeira que são utilizadas na fabricação da celulose.

Em 2021, a CMPC transportou 1,75 milhão de tonelada de celulose e 1,26 milhão de metros cúbicos de madeira pela Lagoa dos Patos.Em agosto do ano passado, a CMPC anunciou o projeto BioCMPC com investimentos de R$ 2,7 bilhões que serão utilizados na modernização da unidade da empresa na região Metropolitana. A iniciativa prevê melhorias na unidade industrial da CMPC, em Guaíba, até o final de 2023. Após concluídas as obras, a produção terá aumento de capacidade de cerca de 350 mil toneladas por ano, exigindo maior potencial logístico e de armazenamento no porto do Rio Grande. “Com o BioCMPC, teremos um avanço significativo da performance, tendo como base a melhoria no monitoramento e controle de pontos sensíveis da operação industrial”, diz o CEO das Empresas CMPC, Francisco Ruiz-Tagle.

Fonte: Jornal do Comércio

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