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Setor florestal amplia protagonismo e projeta novo ciclo de crescimento em 2026 

O setor florestal de Mato Grosso do Sul inicia 2026 consolidado como um dos principais vetores de crescimento econômico do Estado. A presença de fábricas de celulose em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, a unidade em construção em Inocência e novos projetos em análise reforçam a posição do Estado como maior polo de celulose do país e referência internacional em silvicultura.

Levantamento recente indica que a área plantada de eucalipto alcançou 1,88 milhão de hectares, com projeção de chegar a 2,5 milhões nos próximos anos. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, o avanço confirma Mato Grosso do Sul como uma das principais fronteiras florestais do mundo, sustentada por planejamento, tecnologia e atração de investimentos. De acordo com Verruck, existe um horizonte de pelo menos seis anos de novos aportes com a entrada em operação e ampliação das fábricas da Arauco, Bracell e Eldorado Brasil.

A produção estadual de celulose deve ultrapassar 7,5 milhões de toneladas e pode alcançar entre 18 e 19 milhões nos próximos anos, impulsionada pela expansão industrial e pela ampliação das áreas de plantio. O Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, representa um dos maiores investimentos do setor, com aporte estimado em 4,6 bilhões de dólares e capacidade prevista de 3,5 milhões de toneladas por ano.

Outros empreendimentos reforçam o cenário de crescimento para 2026. A Bracell anunciou a instalação de uma fábrica em Bataguassu e há tratativas em andamento para uma nova unidade em Água Clara, ampliando a cadeia produtiva florestal e fortalecendo a Costa Leste como eixo estratégico da indústria de celulose.

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O diretor-executivo da Reflore MS, Benedito Mário, destaca que o setor atravessa a melhor fase no Estado, com potencial para absorver novos investimentos. Segundo ele, existe um horizonte de aproximadamente 13,5 milhões de hectares aptos para a atividade florestal, permitindo a expansão sustentável e a recuperação de áreas degradadas.

Além do crescimento das áreas plantadas e da produção, o setor florestal segue avançando em mecanização e sustentabilidade. Empresas de celulose investem em tecnologia para aumentar a eficiência das operações e reduzir impactos ambientais. Entre os desafios acompanhados para 2026 estão a ampliação da infraestrutura logística e a formação de profissionais para atender a cadeia produtiva, especialmente nas atividades florestais.

Com novos projetos industriais, expansão das florestas plantadas e investimentos públicos e privados, o setor florestal de Mato Grosso do Sul projeta manter em 2026 o ritmo de crescimento que posiciona o Estado como um dos principais polos globais da celulose.

Informações: RCN 67

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Indústria de celulose faz balanço das atividades no Sindpacel Day

O Sindpacel, sindicato da indústria de Celulose, Papel, Papelão e Artefatos do estado da Bahia, encerrou o ano de 2025 com a realização do V Sindpacel Day, reunião anual de balanço das atividades do sindicato. Na oportunidade, foram apresentados os dados e o desempenho da indústria de celulose no estado pela equipe do Observatório da Indústria e traçadas as estratégias de atuação para 2026.

Para Fernando Branco, presidente do sindicato, 2025 foi um ano desafiador e muito produtivo para o setor. No balanço das realizações, ele destaca o compromisso das indústrias associadas no apoio a programas sociais e a realização, na Bahia, do 31º Sinpel, maior evento sindical do país. Luís Henrique Tapia e Caio Zanardo, da Veracel também participaram do encontro e destacaram o fortalecimento das ações socioambientais do setor.

O Sinpel discutiu as perspectivas econômicas e regulatórias que impactam o setor de celulose e papel, iniciativas para fortalecer o papel dos sindicatos na defesa e desenvolvimento das indústrias do segmento e propostas conjuntas para ampliar a competitividade do setor.

O Sindpacel Day foi realizado na sede da FIEB, dia 17.12. No mesmo dia,  foi realizada a confraternização anual, no restaurante Veleiro, no Yatch Clube da Bahia, com a participação de executivos do Sistema FIEB e representantes da diretoria da FIEB.

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Agronegócio de MS cresceu 19% e celulose segue liderando o ranking de exportação

2025 também foi marcado por avanços logísticos. A retomada do contrato de concessão da BR-163/MS, agora sob gestão da Motiva, prevê R$ 16,6 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos, com duplicações, faixas adicionais, viadutos e áreas de descanso.

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 como um dos estados que mais avançaram no agronegócio brasileiro e Três Lagoas faz parte desse desenvolvimento, já que é a cidade que lidera o ranking quando o assunto é exportação. O setor foi impulsionado por uma safra recorde de 28 milhões de toneladas de soja e milho, recorde de abate de bovinos, crescimento de 19% no Valor Bruto da Produção e conquistas sanitárias que ampliam mercados.

O desempenho, aliado a investimentos em logística e à expansão de novas cadeias produtivas, consolidou o estado como referência nacional em produtividade, sustentabilidade e competitividade. Além de registrar crescimento expressivo em produção e exportações, o estado atraiu novas indústrias, o que fortaleceu seu papel estratégico no agronegócio brasileiro e abriu espaço para novas fronteiras produtivas.

A atuação integrada entre Famasul, Senar/MS, CNA, Governo do Estado e órgãos federais resultou em avanços estruturantes que fortaleceram as cadeias produtivas e ampliaram a competitividade do estado no cenário nacional e internacional. Confira alguns avanços que ocorreram em 2025.

PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE EM ALTA

A safra 2024/25 registrou crescimento expressivo. Somadas, a soja e o milho alcançaram 28 milhões de toneladas, aumento de 35% em relação ao ciclo anterior, garantindo ao estado o 5º lugar no ranking nacional. A produtividade do milho foi o grande destaque, com avanço de 62% frente à safra 2023/24, marcada por forte quebra e produção de apenas 8,4 milhões de toneladas.

Agronegócio de MS cresceu 19% e celulose segue liderando o ranking de exportação

Esse movimento foi impulsionado também pela chegada e expansão das indústrias de etanol de milho. Na safra atual, Mato Grosso do Sul produziu 1,58 bilhão de litros do biocombustível, crescimento de 58% e estímulo direto à demanda por grãos.

Outras cadeias despontam com força no estado. A citricultura avança com projeção de 30 mil hectares de laranja, enquanto o amendoim mantém ritmo acelerado, com área plantada de 43,5 mil hectares e produção estimada em 173,7 mil toneladas.

FLORESTAS PLANTADAS

O setor de florestas plantadas segue em grande expansão. A área de eucalipto superou 1,89 milhão de hectares, impulsionada pela expectativa de instalação de duas novas plantas industriais, sendo uma em Inocência e outra em Bataguassu, que devem ampliar a demanda por madeira nos próximos anos.

A adoção de práticas regenerativas e de manejo sustentável se intensificou em 2025. Sistemas integrados, rotação diversificada de culturas, manejo conservacionista do solo e estratégias de mitigação climática consolidaram uma agricultura mais resiliente e alinhada às exigências internacionais.

EXPORTAÇÕES E COMPETITIVIDADE EM ALTA

As exportações do agronegócio acumularam crescimento de 4% entre janeiro e novembro, com faturamento de US$ 9,2 bilhões. A celulose lidera as vendas externas, representando 31% da receita e somando US$ 2,84 bilhões, 20% acima de 2024.

Agronegócio de MS cresceu 19% e celulose segue liderando o ranking de exportação

Em seguida vêm a soja em grãos, com US$ 2,33 bilhões (25% do total), e a carne bovina, que cresceu 51% e chegou a US$ 1,70 bilhão, consolidando a força do setor.

INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA AVANÇAM COM NOVOS INVESTIMENTOS

O ano de 2025 também foi marcado por avanços logísticos. A retomada do contrato de concessão da BR-163/MS, agora sob gestão da Motiva, prevê R$ 16,6 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos, com duplicações, faixas adicionais, viadutos e áreas de descanso.

Outro projeto estratégico é a Rota da Celulose, que abrange cerca de 870 km de rodovias federais e estaduais, com investimentos estimados em R$ 10 bilhões, conectando regiões produtoras aos corredores de exportação.

A confirmação do leilão da Hidrovia do Rio Paraguai para 2026 representa mais um passo para reduzir custos logísticos, enquanto melhorias em aeroportos regionais ampliam o escoamento de cargas de maior valor agregado.

Informações: Perfil News

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Qual foi a contribuição da celulose para o PIB brasileiro em 2025?

Estimativas indicam que o segmento de papel e celulose pode receber entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos até 2028, com destaque para Mato Grosso do Sul, que se consolidou como o chamado “Vale da Celulose”.

A participação da indústria de celulose no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 ainda não foi divulgada de forma oficial e consolidada pelos órgãos responsáveis, como o IBGE ou pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Os dados disponíveis até o início de 2026 permitem, no entanto, traçar uma ordem de grandeza confiável, com base nos números mais recentes já publicados e no desempenho observado ao longo de 2024 e 2025.

O que dizem os dados mais recentes

Segundo os últimos levantamentos consolidados, em 2022, a cadeia de árvores plantadas que engloba celulose, papel, painéis, madeira processada e outros segmentos, respondeu por cerca de 1,3% do PIB brasileiro, segundo dados da Ibá.

Em 2023, esse percentual ficou próximo de 0,9% do PIB, de acordo com balanços setoriais divulgados por entidades do setor florestal.

Esse intervalo indica que, nos últimos anos, a contribuição direta da cadeia de árvores cultivadas tem oscilado em torno de 1% do PIB nacional, sem considerar os efeitos indiretos e induzidos sobre outros setores da economia.

Dentro dessa cadeia, a indústria de papel e celulose representa o núcleo econômico mais relevante. Em 2023, o setor registrou receita bruta estimada em cerca de R$ 260 bilhões, valor que corresponde, de forma aproximada, a 2% a 3% do PIB brasileiro quando se observa o valor bruto da produção industrial.

É importante destacar que esse percentual não aparece como dado oficial isolado nas contas nacionais, mas é amplamente utilizado em análises setoriais como uma estimativa de ordem de grandeza, baseada na escala produtiva, no faturamento e na participação do setor no PIB industrial.

O cenário de 2025: crescimento e protagonismo externo

Embora os dados consolidados do PIB de 2025 ainda não estejam disponíveis, os indicadores parciais apontam um ano de forte desempenho para a celulose:

– No primeiro semestre de 2025, o setor de árvores cultivadas respondeu por 4,8% das exportações totais do Brasil, em dólares, e por 9,7% das exportações do agronegócio.

– As exportações do setor somaram cerca de US$ 7,9 bilhões no período, impulsionadas principalmente pela celulose.

– O volume exportado de celulose cresceu 10,8%, alcançando aproximadamente 10,5 milhões de toneladas, com valor de US$ 5,37 bilhões no semestre.

Esses números reforçam o papel estratégico da celulose na geração de divisas e no equilíbrio da balança comercial brasileira em 2025.

Então, qual foi a contribuição da celulose ao PIB em 2025?

Com base nos dados disponíveis e nas tendências observadas, é possível afirmar que:

  • A cadeia de árvores cultivadas, liderada pela celulose, deve ter mantido uma participação próxima de 1% do PIB brasileiro em 2025, considerando apenas os efeitos diretos.
  • A indústria de papel e celulose, analisada pelo valor bruto da produção, provavelmente permaneceu na faixa de 2% a 3% do PIB, como estimativa, não como número oficial fechado.
  • Essas proporções são coerentes com o desempenho registrado em 2022 e 2023 e com o crescimento da produção, das exportações e dos investimentos ao longo de 2024 e 2025.

Vale da Celulose (Foto: Divulgação/Saul Schramm)

Investimentos e consolidação do “Vale da Celulose”

Outro fator que reforça a relevância econômica do setor é o volume de investimentos em curso. Estimativas indicam que o segmento de papel e celulose pode receber entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos até 2028, com destaque para Mato Grosso do Sul, que se consolidou como o chamado “Vale da Celulose”.

O estado concentra grandes projetos industriais e uma expansão expressiva das florestas plantadas, reposicionando o Brasil como um dos principais polos globais de produção de celulose.

Apesar de ainda não existir um número oficial que isole a participação da celulose no PIB brasileiro em 2025, os dados mais recentes permitem afirmar que o setor segue como um dos pilares da economia nacional. A contribuição direta gira em torno de 1% do PIB, enquanto a indústria de papel e celulose, em termos de valor bruto, ocupa uma faixa estimada entre 2% e 3%, com tendência de crescimento sustentada por exportações robustas e investimentos de longo prazo.

O governo de MS projeta que a expansão do setor florestal e de novas fábricas de celulose no estado pode criar quase 100 mil novos empregos (cerca de 24 mil diretos e 69 mil indiretos) até 2032.

Indústrias como Suzano, Eldorado, Klabin, Bracell e Arauco atuam como âncoras de desenvolvimento regional, gerando vagas na área industrial, florestal, logística, serviços e construção civil durante as fases de implantação e operação.

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Governo de MS articula soluções para viabilizar fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu

O secretário Jaime Verruck, da Semadesc, visitou na manhã e à tarde desta quinta-feira (8) o local das futuras instalações da fábrica de celulose da Bracell no município de Bataguassu, a sexta unidade industrial do segmento em Mato Grosso do Sul. A agenda incluiu reunião com a diretoria brasileira da multinacional para conhecer as principais demandas e desafios do empreendimento e buscar soluções conjuntas para viabilizar o projeto.

“Nós estivemos em Bataguassu e nos reunimos com toda a diretoria da Bracell, empresa que recentemente recebeu a licença prévia para a instalação de uma indústria de 2,5 milhões de toneladas de celulose no município. É a nossa sexta planta industrial, que vai começar a ser construída provavelmente ao longo deste ano, dependendo ainda da licença de instalação”, destacou o secretário.

Além de Verruck, participaram da visita o superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, o assessor de Logística da Semadesc, Eduardo Costa, e representantes da Bracell, entre eles Manoel Browne, diretor; Mauro Quirino, vice-presidente; Júlio Gama, vice-presidente institucional; Marcos Fabrício, diretor de projetos; e Bruno Madalena, gerente institucional.

A agenda teve início no escritório da MS Florestal, em Bataguassu, empresa do Grupo Bracell responsável pela gestão dos recursos florestais que vão abastecer a fábrica. Na ocasião, foram apresentadas as principais demandas da empresa. A Bracell também questionou sobre o andamento da licitação da Rota da Celulose, que prevê investimentos nas rodovias BR-262 e BR-267 e na MS-040.

“Discutimos as grandes questões que ainda envolvem a implantação dessa indústria. Tivemos a oportunidade de conhecer in loco onde será instalada a fábrica e de visualizar como será o acesso ao local. O município já está trabalhando na elaboração de um novo plano diretor, avaliando os impactos do crescimento com a implantação da indústria, e a Bracell está auxiliando nessa questão”, afirmou Verruck.

Segundo o secretário, a habitação aparece como um dos principais desafios diante do crescimento acelerado que o empreendimento deve provocar no município. “Uma das questões que a gente tem destacado, obviamente, é a habitação. Nós visitamos, junto com a Bracell, várias possíveis áreas para a construção de moradias, tanto por parte da empresa quanto do setor privado, visando exatamente atender ao crescimento da demanda. Nós sabemos que esse tem sido recorrentemente um desafio, as chamadas dores do crescimento, o desafio do Estado de Mato Grosso do Sul de ampliar a oferta de casas e, principalmente, de conjuntos habitacionais para atender ao aumento da demanda e do emprego”, completou.

Durante a visita, o superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, colocou à disposição o apoio do órgão e das entidades do Sistema S e federações para promover a capacitação de fornecedores locais que deverão atuar durante o período de obras da fábrica, com foco na priorização de empresas sul-mato-grossenses.

O secretário ressaltou a importância dessa estratégia para fortalecer a economia regional. “Essa é uma questão crucial: a qualificação e o atendimento a fornecedores locais. O superintendente do Sebrae, Cláudio Mendonça, esteve conosco e apresentamos a proposta do Encadear, que é um projeto do Governo do Estado em parceria com o Sebrae, que visa qualificar fornecedores para a obra da Bracell e também para o fornecimento continuado após o início das operações da indústria, que já aderiu ao programa”, explicou.

De acordo com Verruck, o Governo do Estado e o Sebrae vão iniciar reuniões para apresentar as demandas da empresa aos empresários locais e estruturar um amplo projeto de qualificação empresarial e formação de mão de obra. “Discutimos as necessidades em relação à mão de obra. O Sistema S, por meio do Senai e do Senac, vai apresentar um programa específico para as áreas florestal e industrial, assim como para toda a estrutura de comércio e serviços do município, que efetivamente sofrerá um grande impacto”, disse.

Sobre a Rota da Celulose, o secretário informou que o contrato com o Consórcio XP, vencedor da licitação, deve ser assinado até o fim de janeiro, com início das obras de melhoria previsto para março. As intervenções mais urgentes devem ser concluídas até dezembro de 2026. Diante das demandas apresentadas, Verruck anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar soluções integradas e reforçou o compromisso do Governo do Estado em apoiar o empreendimento.

Ainda pela manhã, o grupo visitou a área onde a fábrica será implantada, às margens da BR-267, a cerca de nove quilômetros de Bataguassu. A Licença Prévia que aprovou a localização e a estrutura básica do projeto foi ratificada em dezembro do ano passado pelo Conselho Estadual de Controle Ambiental (CECA). “Em março, a empresa deve receber a licença de instalação. Acho que esse será um marco importante dentro desse processo”, concluiu Jaime Verruck.

O projeto da Bracell em Bataguassu prevê investimento de R$ 16 bilhões, com geração de cerca de 12 mil postos de trabalho na fase de implantação e 2 mil empregos diretos na operação. A capacidade produtiva será de 2,92 milhões de toneladas anuais de celulose kraft na Composição A e mais 2,6 milhões de toneladas por ano de celulose kraft e celulose solúvel na Composição B. A unidade deverá consumir cerca de 12 milhões de metros cúbicos de eucalipto por ano e contará com sistemas de cogeração de energia, com caldeiras de recuperação, biomassa e turbogeradores, totalizando capacidade instalada de 462 MW.

João Prestes e Marcelo Armôa, Semadesc
Fotos: João Prestes

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Arauco compra vagões ferroviários por R$ 770 milhões para escoar celulose em MS

Contrato prevê entrega entre 2026 e 2027 e está ligado à nova fábrica em Inocência.

A Arauco Porto Brasil firmou um contrato estimado em R$ 770 milhões para a compra de vagões ferroviários que serão usados no escoamento da produção de celulose da nova fábrica em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. Os equipamentos serão fornecidos pela Randoncorp, com participação operacional da Rumo.

A Arauco Porto Brasil investirá R$ 770 milhões na aquisição de vagões ferroviários da Randoncorp para escoar a produção de celulose da nova fábrica em Inocência, Mato Grosso do Sul. A operação contará com a participação da Rumo, com entregas programadas entre maio de 2026 e novembro de 2027. O projeto inclui a construção de um ramal ferroviário de 48 quilômetros, que conectará a unidade industrial à Malha Norte, com investimento total de US$ 4,6 bilhões. A ANTT autorizou a exploração por 99 anos, com expectativa de escoamento anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose.

Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o acordo prevê o fornecimento de um volume considerado relevante de vagões, com fabricação e entrega programadas entre maio de 2026 e novembro de 2027. O número exato de unidades não foi informado.

O contrato envolve a Arauco e conta com a interveniência das operadoras Rumo Malha Norte e Rumo Malha Paulista, responsáveis pela operação ferroviária que atenderá o empreendimento.

A compra dos vagões está diretamente ligada à implantação da nova fábrica de celulose da Arauco em Inocência, projeto que recebe investimento estimado em US$ 4,6 bilhões. Em novembro, a empresa obteve licença prévia para a construção do ramal ferroviário que conectará a unidade industrial à Malha Norte.

A autorização ambiental foi concedida pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e é válida até novembro de 2029. O projeto prevê a implantação de 48 quilômetros de trilhos, além de uma ponte de 269 metros e dois viadutos.

Em abril, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a construção e a exploração do ramal ferroviário por um período de 99 anos. A expectativa é de escoamento anual de até 3,5 milhões de toneladas de celulose.

A licença ambiental impõe medidas de mitigação, como dispositivos para reduzir atropelamentos de fauna, monitoramento periódico de animais silvestres e recomposição das áreas impactadas pela obra.

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Já estão abertas as inscrições para o Programa de Estágio 2026 da Veracel

A Veracel, indústria de celulose com operação na região Sul da Bahia, está com inscrições abertas para o seu Programa de Estágio de 2026. Serão 31 vagas para atuar em diversas áreas da companhia. As candidaturas podem ser submetidas pelo site da empresa até o dia 11 de janeiro. O período de admissão está previsto para acontecer no início de março de 2026 e o período de estágio será de 12 meses.

Os estudantes precisam ter disponibilidade para estágio de 30 horas semanais, das 8h às 15h em formato presencial ou híbrido, para atuar em Eunápolis, na Bahia.  A preferência será para jovens que residam nos municípios da região. 

Todo o processo seletivo envolve o período de inscrições, que começa em 08/12 e vai até o dia 11 de janeiro, seguido pela triagem das pessoas candidatas. Quem for selecionado, passará por entrevistas com o setor de Recursos Humanos e com o gestor da área respectiva à sua candidatura ao longo do mês de janeiro. Finalizadas as entrevistas, as pessoas aprovadas passarão pelos processos de admissão e de assinatura do contrato de estágio, para ser iniciado a partir do mês de março.

Na Veracel, estamos comprometidos com a promoção de um ambiente de trabalho com respeito à dignidade, à diversidade e aos direitos humanos. Nossas ações são pautadas na sustentabilidade, no diálogo e na transparência, o que nos confere o título de uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil. Encorajamos candidaturas de pessoas de diferentes raças, etnias, deficiências, identidades e expressões de gênero, orientação sexual, idade, religião, convicção política, nacionalidade, estado civil, possuir filhos ou não, peso, ou qualquer outra característica que te torna único(a). Junte-se a nós para fazer parte de um time que celebra as diferenças! Será muito bem-vindo ou bem-vinda!

Como se candidatar: 

Acesse o site da Veracel e faça a sua inscrição.

Informações: O Xarope

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Exclusiva – Mais Floresta/ExpoRibas 2026: O hub de tecnologia que vai ditar o futuro do setor florestal brasileiro

Entre os dias 18 e 21 de março de 2026, Ribas do Rio Pardo (MS) será o palco de um evento de dimensões históricas que une o melhor do agronegócio, tecnologia e entretenimento. A grande aposta do município é a ExpoRibas 2026, que traz em seu coração a Mais Floresta: uma feira estritamente segmentada ao setor florestal, desenhada para ser o motor de inovação e o principal balcão de negócios da “capital da celulose”.

Enquanto a ExpoRibas celebra a diversidade econômica da região, abrangendo desde a pecuária tradicional até a crescente citricultura e produção de grãos, a Mais Floresta surge como o núcleo técnico especializado.

Lançamento da ExpoRibas 2026 / Reprodução

É dentro desse ecossistema integrado que empresas, fornecedores e profissionais se reunirão para apresentar o que há de mais moderno em maquinários, soluções tecnológicas e discussões estratégicas sobre o futuro da cadeia produtiva de florestas cultivadas.

Evento e município em transformação

Ribas do Rio Pardo vive um momento histórico. O município abriga hoje a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, com investimentos que somam R$ 22 bilhões. Esse crescimento é sustentado pela maior área de floresta plantada do Brasil, superando 460 mil hectares de eucalipto.

Roberson Moureira / Reprodução

Para o prefeito Roberson Moureira, o evento é o marco dessa nova era:

“Ribas está se preparando para ser referência em tecnologia, inovação e conhecimento. Além da celulose, vemos a expansão da soja, milho e o surgimento do maior plantio de laranja do estado”, afirma o prefeito, destacando que o município ocupa o centro da Rota da Celulose e se beneficia diretamente da Rota Bioceânica.

Um balcão de negócios bilionário

O evento não é apenas festa. A infraestrutura foi planejada para fomentar parcerias entre gigantes do setor e fornecedores.

Gabriel Sell, diretor da empresa gestora da feira, revela que a expectativa de público é de 40 mil pessoas nos quatro dias. “A feira acomodará cerca de 45 empresas no setor Mais Floresta, além de outras 25 empresas de diversos segmentos”, afirma.

Além disso, a feira conta com o peso de parceiros como SEBRAE, SENAI, SENAR, FAMASUL e a Reflore.

De acordo com Gabriel, o grande objetivo será atrair investidores da construção civil, logística e agronegócio.

Soluções para o “gargalo” do setor

Para Paulo Cardoso, CEO da Paulo Cardoso Comunicações, a feira Mais Floresta ataca um dos maiores desafios da indústria atual: a qualificação profissional.

Paulo Cardoso

A Mais Floresta é uma oportunidade singular para todos os participantes. Para as empresas expositoras, em especial, o valor é imenso. Além de máquinas de ponta, equipamentos inovadores e as mais recentes soluções tecnológicas, teremos um foco crucial em um tema que hoje é um gargalo para a nossa indústria: a falta de mão de obra qualificada. Este evento será um espaço vital para discutir e buscar soluções para esse desafio, conectando talentos e abrindo caminhos para o desenvolvimento profissional”.

Com a cidade ocupando o posto de maior área de eucalipto plantada do país — mais de 460 mil hectares — e abrigando a maior planta de celulose do mundo , a integração entre a ExpoRibas e a Mais Floresta posiciona Ribas do Rio Pardo definitivamente na rota estratégica do mercado internacional e da Rota Bioceânica.

Lazer e negócios

Aliado aos negócios, o lazer garante o fluxo de visitantes. Com o slogan “ExpoRibas começou gigante”, o evento já confirmou shows de peso como Zé Felipe, Mato Grosso e Mathias e César Menotti e Fabiano, resultando na venda antecipada de todos os bangalôs. O rodeio e o parque de diversões completam a experiência.

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Com fundo de US$ 1 bi, braço florestal do BTG avança sobre o Cerrado brasileiro e tem plano de expansão

Timberland Investment Group (TIG), subsidiária de ativos florestais do BTG, está implantando projetos de restauração de florestas em 11 mil hectares no MS, já entrou no Uruguai e analisa chegar em outros biomas brasileiros como Amazônia e Mata Atlântica.

Depois de apostas bem-sucedidas em setores como energia e telecomunicações, o BTG Pactual decidiu acelerar sua diversificação para o mercado de ativos florestais.

Há quatro anos, o banco lançou um veículo de investimento com o objetivo de conseguir US$ 1 bilhão em cinco anos para desenvolver projetos de restauração florestal na América Latina, com foco no Cerrado brasileiro. Os resultados até aqui têm sido promissores. Mais da metade da meta inicial de captação já foi alcançada – cerca de US$ 672 milhões – e a expectativa do banco é cumprir o planejado e dar um passo além.

Resumo

  • O BTG Pactual vem acelerando investimentos em ativos florestais por meio de uma subsidiária, o TIG, que tem um fundo de reflorestamento que já captou US$ 672 milhões.
  • O fundo busca US$ 1 bi para projetos de restauração na América Latina e vem se dedicando ao reflorestamento no Cerrado.
  • O TIG também ampliou suas operações para o Uruguai, enquanto avalia possibilidades na Amazônia Legal e na Mata Atlântica.

Isso porque, além de avançar com seus projetos no Cerrado, o banco recentemente iniciou projetos de reflorestamento do fundo no Uruguai, e avalia agora oportunidades também na Amazônia Legal e na Mata Atlântica.

Quando a captação estiver concluída, a estratégia do BTG poderá ser denominada um “fundo”, em acordo com as regras que regulam o mercado de capitais.

“Estamos no caminho para alcançar nosso objetivo. As coisas estão indo bem”, resume Mark Wishnie, diretor de sustentabilidade do TIG, que conversou com o AgFeed durante sua passagem por São Paulo.

TIG é a sigla de Timberland Investment Group, subsidiária do BTG focada em ativos florestais, sediada em Atlanta, nos Estados Unidos, e que está tocando os projetos de reflorestamento. A julgar pelos números que divulga publicamente, pode-se dizer que o TIG hoje é um grande player em seu segmento: a subsidiária do BTG afirma ter US$ 7,3 bilhões em ativos sob gestão e compromissos firmados, como administrar 2,9 milhões de acres (1,1 milhão de hectares) e estar presente em 22 escritórios espalhados pelo mundo.

O TIG está na estrutura do BTG desde 2013, ano em que foi comprado pelo banco, mas sua história é mais antiga e começa em 1981, quando foi criado um fundo de ativos florestais, no extinto National Bank de Atlanta, nos Estados Unidos, que daria origem ao Regions Timberland Group.

Um ano antes de comprar o Regions Timberland Group, o banco já havia adquirido a TTG Brasil, empresa que havia sido criada em 2007 com o objetivo de atender à demanda de investidores institucionais que buscavam parceiros no Brasil – e que passou a integrar o TIG com a absorção do Regions Timberland Group.

Mark Wishnie, diretor de sustentabilidade do TIG

Desde a criação, o foco da operação do TIG vem sendo a compra de áreas degradadas e transformação em florestas comerciais, além de também investir em florestas estabelecidas e produtivas.

A subsidiária do BTG adquire terras em degradação e as restaura, plantando espécies exóticas, e as transformando em florestas comerciais com a ideia de obter recursos a partir da venda de madeira reflorestada anos depois.

A novidade, nos últimos anos, com esse veículo focado em reflorestamento é que, além de transformar áreas degradadas em florestas comerciais, a ideia é também gerar créditos de carbono.

Isso acontece porque, nas áreas restauradas, segundo Mark Wishnie, a ideia é que metade dos territórios onde estão instalados os projetos seja destinada ao plantio de espécies exóticas para florestas comerciais e a outra metade receba espécies nativas para restauração e proteção dos biomas.

Assim, a partir do plantio de espécies nativas, há a expectativa de gerar créditos de remoção de carbono com os projetos, quando há possibilidade de retirar CO2 da atmosfera. E esses créditos tem o poder de atrair grandes empresas que têm metas de net zero a cumprir nas próximas décadas.

Não à toa, o braço de investimentos florestais do BTG fechou a venda de créditos de remoção de carbono para duas big techs no ano passado.

Primeiro, em junho do ano passado, a Microsoft acertou a compra de até 8 milhões de créditos de remoção de carbono até 2043, e depois, em setembro do mesmo ano, a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp acertou a compra de 1,3 milhão de créditos de remoção de carbono, que podem ser adicionados com mais 2,6 milhões de créditos, até 2038.

Quem é a Ceres, nova parceira do BTG Pactual para se aproximar ainda mais do campo

“Nossa expectativa é que provavelmente teremos mais transações (com outras empresas) em 2026”, antecipa Wishnie.

Em paralelo, além das big techs, o TIG tem conseguido atrair novos investidores de peso nesta sua iniciativa para a América Latina.

É o caso do BNDES, que aprovou um investimento de US$ 56 milhões (cerca de R$ 300 milhões) no veículo, e da GenZero, plataforma de descarbonização do fundo soberano de Cingapura, o Temasek, que aportou valores não revelados.

A tese é sólida e as credenciais de Wishnie também dão uma forcinha para que o projeto deslanche. O executivo está em sua segunda passagem pelo TIG e é um nome conhecido no mundo dos ativos florestais, onde vem atuando nas últimas duas décadas, e foi o fundador do TTG Brasil no passado.

Pés no Cerrado, olhos para Amazônia (e mais)

O foco dos projetos de reflorestamento para o que é arrecadado, por enquanto, tem sido o Cerrado, onde o TIG vem restaurando 11 mil hectares localizados no Mato Grosso do Sul, que está dentro do bioma . A ideia é conectar mais de 40 mil hectares de habitat para a fauna local – o equivalente a um terço da cidade do Rio de Janeiro.

O start dos projetos pelo Cerrado não acontece por acaso. Afinal, por mais que não seja o bioma mais óbvio em termos de desmatamento e restauração florestal – a Amazônia é geralmente o primeiro nome que vem à cabeça – o Cerrado é tão desmatado (ou até mais) quanto a Amazônia, fato que não ganha a mesma visibilidade.

Em 40 anos, entre 1985 e 2024, o Cerrado perdeu 28% de toda a sua vegetação nativa, o equivalente a 40,5 milhões de hectares, de acordo com estudo da rede colaborativa Mapbiomas.

E o bioma continua perdendo áreas nativas no momento. Em agosto deste ano, por exemplo, o Cerrado registrava 5,5 mil hectares sob alerta de desmatamento, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), órgão do governo federal. Já a Amazônia, por sua vez, tinha 4,4 mil hectares sob alerta.

Mas o desmatamento não está restrito apenas a esse ou aquele bioma. É por isso que o TIG não descarta desenvolver projetos de restauração florestal também na Amazônia e na Mata Atlântica, diz Wishnie. “Estamos avaliando as oportunidades na Mata Atlântica. E, ainda nas etapas iniciais, mas também olhando para a Amazônia Legal”, adianta ele, econômico nos detalhes.

Abrangendo 17 estados do território brasileiro, indo do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, a Mata Atlântica foi o bioma nacional mais devastado ao longo das décadas, de forma que atualmente, segundo a ONG SOS Mata Atlântica, restam apenas 24% da floresta que existia originalmente e, desse volume, apenas 12,4% representam florestas maduras e bem preservadas.

Recentemente, em paralelo ao “fundo” de US$ 1 bilhão, o TIG anunciou um outro projeto na Mata Atlântica, com a varejista de móveis sueca Ikea, que tem o objetivo de restaurar 4 mil hectares de pastagens degradadas ou pouco produtivas nos estados do Paraná e Santa Catarina, localizados dentro desse bioma.

A ideia é recuperar essas áreas e criar florestas comerciais para comercialização de pinus. A iniciativa faz parte de um investimento de 100 milhões de euros para remoção e armazenamento de carbono feito anteriormente pela companhia sueca.

Wishnie salienta que a estratégia para a América latina busca fazer investimentos em regiões com capacidade operacional e infraestrutura que possam suportar a estrutura.

“Onde temos acesso aos mercados, onde temos uma boa compreensão do crescimento das árvores e um ambiente de negócio favorável”, explica o executivo do TIG. “Estamos procurando as características que irão suportar essa estratégia.”

Como o veículo é voltado para a América Latina como um todo, não abarcando apenas o Brasil, projetos de restauração também começaram a ser executados em paralelo no Uruguai ao longo deste ano. “Por lá, nós estamos focando em uma região que é uma mescla de Pampa e de floresta. É uma floresta baixa, mas também é floresta”, afirma ele.

O Pampa é um bioma pequeno – no Brasil, por exemplo, está presente apenas no Rio Grande do Sul – e por isso acaba sendo deixado de lado quando se pensa em desmatamento. Mas foi justamente o Pampa o bioma que mais perdeu vegetação nativa no Brasil entre 1985 e 2021, com 3,4 milhões de hectares a menos nesse período, de acordo com dados do Mapbiomas.

“As pessoas acham que o Pampa é só área de pasto, de grama. Mas também tem floresta”, diz Wishnie. “O potencial que o Uruguai traz, em termos de restauração florestal, é menor do que no Brasil, é óbvio. Mas também há potencial por lá.”

Esse potencial do Brasil tem oportunidades e desafios, sinaliza Wishnie. De um lado, há uma grande oportunidade pela quantidade de áreas passíveis de recuperação. Mas, de outro, ainda falta mais conhecimento sobre os projetos de restauração – especialmente projetos de restauração comercial, ainda uma novidade no país. E, mesmo assim, vários projetos de restauração estão sendo executados no país.

“Apesar de faltar muita informação, também tem vários projetos de restauração com alunos, professores estudando métodos, ou seja, tem já uma base”, analisa. “E isso é uma vantagem para o Brasil, mais do que em qualquer outro país da América Latina.”

Nesse contexto, no ano passado, o TIG assinou um acordo de pesquisa de longo prazo com a Universidade Federal de Viçosa para estudar técnicas de restauração do Cerrado. Um experimento de campo de 81 hectares – projetado pelo TIG, Conservation International e pelo Laboratório de Restauração Florestal da UFV – foi criado para avaliar a eficácia de diferentes métodos de restauração no bioma.

“Por meio de experimentos de campo rigorosos, estamos avaliando como diferentes abordagens afetam a recuperação da vegetação, do solo e da biodiversidade. Esta pesquisa fornecerá dados essenciais para refinar as estratégias de restauração, garantindo que os esforços sejam ecologicamente sólidos e escaláveis para uma aplicação mais ampla em paisagens degradadas da região”, disse o professor Sebastião Venâncio Martins, do Laboratório de Restauração Florestal da UFV.

Diversificação

A aposta do BTG em florestas ajuda a contar uma história mais longa sobre os diferentes caminhos percorridos pelo banco ao longo das últimas décadas e que começa ainda com um dos criadores da instituição, o ex-banqueiro Luiz Cezar Fernandes.

Nome já consolidado no mercado financeiro, Cezar, como é conhecido, resolveu investir em empresas da economia real em meados dos anos 1990, com a criação de uma holding chamada Latinpart, que comprou participações de companhias como a fábrica de roupas de linho Teba, a produtora de suco de laranja CTM e a locadora de veículos Hertz, entre outras.

Mas nenhum desses negócios deu certo. Endividado e sem liquidez, Cezar foi vendendo sua participação no Pactual para fazer caixa na tentativa de salvar suas empresas. Só que as retiradas foram tantas que Cezar acabou perdendo, em 1999, o controle acionário do banco que criou para um grupo de sócios, cujo nome proeminente foi o de André Esteves.

Com Esteves à frente, o atual BTG Pactual seguiu um caminho diferente de Cezar. Com mais acertos que erros, obteve sucesso em sua estratégia de diversificar seu portfólio e hoje tem participação em empresas de setores da economia bastante diferentes entre si.

No setor energético, por exemplo, o BTG controla a Eneva, que atua na exploração, produção e comercialização de gás natural e líquidos; no varejo, é dono da Veste, que comanda marcas como Le Lis, Dudalina e John John; nas telecomunicações, tem o controle da V.tal, que tem a maior rede neutra de fibra ótica do país. E agora, com as florestas, tem tudo para se tornar um campeão em mais um setor da economia.

Informações: AG News

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Paraná propõe compra de créditos tributários e redução de ICMS para auxiliar setor madeireiro

O Governo do Estado enviou nesta segunda-feira (8) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto de lei que autoriza a Fazenda Pública a adquirir até R$ 150 milhões em créditos tributários próprios habilitados no Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred), em poder dessas empresas, com deságio de 30%, e estabelece a redução da alíquota interna de 19,5% para 12% para os produtos da indústria madeireira.

O projeto objetiva socorrer o setor madeireiro diante do tarifaço dos EUA, a fim de mitigar os impactos das tarifas norte-americanas, estimular a atividade econômica do setor e preservar empregos no Estado. “O Paraná é o principal Estado do País em produção de madeira. Somente esse setor representa 40% das exportações paranaenses para os Estados Unidos, sendo o produto líder da nossa balança comercial com os norte-americanos”, ressaltou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. 

A ideia, conforme explica Ortigara, é turbinar as medidas que já foram adotadas em agosto, à época da confirmação da taxação americana. “Uma das primeiras ações que tomamos em resposta ao tarifaço foi a possibilidade de as empresas comercializarem esses créditos tributários no mercado – e isso já está valendo. O que estudamos agora é permitir que o Estado possa fazer a compra desses valores com deságio para ampliar essa ajuda”, explica o secretário. 

De maneira geral o comércio com os EUA já foi impactado. Os principais destinos das exportações paranaenses ao longo de 2025 (janeiro a outubro) foram China, com 23,3% de participação, Argentina (8,2%), EUA (5,4%) e México (4%). A variação com os EUA foi 17,6% menor em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a balança comercial continua superavitária com a articulação de empresas do Paraná com outros países. As vendas para a Índia cresceram 39,2% e para a Argentina, 69%.

APOIO AO SETOR PRODUTIVO – Nos últimos meses, para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Fazenda, também liberou R$ 300 milhões em créditos de ICMS homologados para auxiliar empresas impactadas. Este valor está sendo liberado via Siscred. Há um teto de R$ 10 milhões apenas para empresas que exportam menos de 10% do seu faturamento total para os EUA. 

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) também liberou R$ 200 milhões para empresas e cooperativas paranaenses exportadoras para financiamento de capital de giro, com prazo de 5 anos, sendo um ano de carência, e taxa de juros de IPCA + 4%, menor do que a maioria das linhas de crédito disponíveis.

COMITÊ DE CRISE – Outra ação foi a criação de um comitê de crise para dar mais celeridade tanto às respostas do poder público quanto para facilitar a comunicação das empresas com a Secretaria da Fazenda. A ideia é estreitar cada vez mais as relações entre Governo e empresas. 

Um dos primeiros efeitos práticos surgido do comitê foi uma mudança na forma com que as auditorias são realizadas pela Receita Estadual. O órgão conta com um grupo exclusivo de auditores fiscais que ficarão responsáveis pela análise de pedidos de liberação de créditos tributários – medida que torna o processo muito mais agilizado.

Informações: AEN

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