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Itaú Unibanco diz que vai investir R$ 200 mi em ativos florestais da Dexco

O Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou nesta sexta-feira que vai investir cerca de R$ 200 milhões em uma sociedade de propósito específico (SPE) da Dexco (DXCO3) no setor florestal, segundo comunicado ao mercado.

A Dexco anunciou na quarta-feira que a controlada indireta Jatobá Florestal vai receber investimento de cerca de R$ 200 milhões de um investidor institucional.

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Nova fábrica da Bracell entra em fase decisiva em Bataguassu

O projeto da sexta unidade industrial de celulose de Mato Grosso do Sul deu mais um passo com a visita técnica do secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), às futuras instalações da Bracell, em Bataguassu.

A fábrica será construída às margens da BR-267, a cerca de nove quilômetros do centro urbano, com investimento estimado em R$ 16 bilhões e potencial de gerar até 12 mil empregos no auge das obras.

A agenda teve como foco o alinhamento entre o Governo do Estado e a multinacional para enfrentar os impactos do crescimento acelerado do município. Entre os principais pontos debatidos estão o déficit habitacional e a necessidade de reforço da infraestrutura logística para suportar uma produção prevista de 2,92 milhões de toneladas de celulose por ano.

Com a perspectiva de atração de milhares de trabalhadores, Bataguassu iniciou a revisão do Plano Diretor. Durante a vistoria, foram avaliadas áreas destinadas à implantação de novos conjuntos habitacionais, com participação tanto da iniciativa privada quanto da própria empresa. Para o secretário, a moradia é o desafio mais urgente. “Sabemos que ampliar a oferta de casas é um desafio recorrente em municípios que recebem projetos desse porte. O Estado busca viabilizar parcerias para que o aumento do emprego venha acompanhado de infraestrutura para moradia”, afirmou Verruck.

A concessão da chamada “Rota da Celulose” também esteve no centro das discussões. O contrato com o Consórcio XP, vencedor do leilão para administrar as rodovias BR-262, BR-267 e MS-040, deve ser assinado até o fim de janeiro. As obras de melhoria nos acessos rodoviários estão previstas para começar em março, com intervenções prioritárias programadas até dezembro de 2026.

Qualificação e desenvolvimento regional

Para garantir que os benefícios econômicos permaneçam no Estado, o Sebrae/MS e o Sistema S, por meio do Senai e do Senac, lançaram o programa “Encadear”. A iniciativa visa preparar micro e pequenas empresas sul-mato-grossense para atuar como fornecedoras da Bracell, desde a fase de construção até a operação industrial.

Além disso, estão previstos programas específicos de capacitação de mão de obra nas áreas florestal e industrial, assim como treinamentos voltados ao comércio e aos serviços locais, setores que devem sentir diretamente os efeitos do aumento populacional.

Licenciamento e início das obras

Bracell já conta com a Licença Prévia (LP). O Conselho de Controle Ambiental (Ceca) aprovou por unanimidade a Licença Prévia para a construção da nova fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu em dezembro 2025. A reunião, realizada de forma virtual, foi presidida pelo secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

O parecer técnico do Imasul e o voto da relatora Bruna Feitosa garantiram o avanço do empreendimento, que cumpriu todas as etapas legais, incluindo audiência pública e análise do extenso EIA/RIMA.A expectativa é que a Licença de Instalação (LI) seja concedida em março, liberando o início das obras de terraplanagem e da construção civil da nova planta industrial. 

Informações: Capital News

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Com apoio da Suzano, agricultores familiares levam mais de 2 toneladas de alimentos para a mesa de famílias vulneráveis

A iniciativa faz parte do Projeto Sacola Verde, que visa gerar trabalho e renda para comunidades rurais, ao mesmo tempo em que promove a segurança alimentar para famílias de comunidades rurais.

Agricultores familiares dos assentamentos Avaré e Mutum, em Santa Rita do Pardo, levaram mais de 2 toneladas de alimentos agroecológicos à mesa de 35 famílias (135 pessoas) em situação de vulnerabilidade social nos últimos seis meses. A ação é patrocinada pela Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, e faz parte do Projeto Sacola Verde. A iniciativa foi retomada no segundo semestre deste ano, em parceria com a Associação Amigos em Ação do Assentamento Avaré e Mutum.

“O projeto Sacola Verde materializa o nosso direcionador de que só é ‘bom para nós se for bom para o mundo’. Em uma única iniciativa, promovemos a produção sustentável de alimentos agroecológicos, estimulamos a geração de trabalho e renda no campo e ampliamos o acesso de dezenas de famílias a alimentos saudáveis. Retomar essa parceria com as comunidades é fundamental para fortalecer a segurança alimentar e valorizar o trabalho dos agricultores locais”, destaca Andreone dos Santos Souza, coordenador de Relacionamento Social da Suzano em Mato Grosso do Sul.

O apoio da Suzano terá duração de seis meses, o que permitirá que produtores rurais participantes mantenham um fluxo regular de entregas. Desde sua implementação, em 2022, o Sacola Verde já possibilitou a produção de aproximadamente 9,5 toneladas de alimentos pelas comunidades participantes. Neste novo ciclo, os itens entregues incluem alface, couve, mandioca, cheiro verde, beterraba, banana, pão, limão, berinjela e rúcula, alimentos cultivados por agricultores familiares dos assentamentos Avaré e Mutum.

Para Sebastião Nepumoceno, presidente da Associação Amigos em Ação do Avaré, o projeto representa mais segurança para a produção e uma oportunidade concreta de ampliar a renda das famílias envolvidas. “Começamos essa iniciativa há bastante tempo, com o apoio da Suzano, e desde então ela tem contribuído significativamente para a destinação da nossa produção e para o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade. Com o Sacola Verde, nossa realidade melhorou muito, pois contamos com apoio técnico, mais organização e a tranquilidade de saber que parte da colheita chega a quem mais precisa. É um projeto com dois resultados claros: gera renda no campo e garante alimento para as famílias”, ressalta.

Para Sebastião Nepumoceno, presidente da Associação Amigos em Ação do Avaré, o projeto representa mais segurança para a produção e uma oportunidade concreta de ampliar a renda das famílias envolvidas. “Começamos essa iniciativa há bastante tempo, com o apoio da Suzano, e desde então ela tem contribuído significativamente para a destinação da nossa produção e para o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade. Com o Sacola Verde, nossa realidade melhorou muito, pois contamos com apoio técnico, mais organização e a tranquilidade de saber que parte da colheita chega a quem mais precisa. É um projeto com dois resultados claros: gera renda no campo e garante alimento para as famílias”, ressalta.

Informações: Perfil News

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Congresso analisa MP que abre crédito para combate a incêndios florestais

Recursos serão usados em políticas de combate ao desmatamento e incêndios na Amazônia e no Pantanal.

O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória 1330/25, que abre crédito extraordinário no Orçamento de 2025 de R$ 60,4 milhões para garantir a continuidade de ações de prevenção, fiscalização e combate a incêndios florestais.

De acordo com a mensagem que acompanha a medida, o crédito também é essencial para cumprir as determinações da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que impõem ao poder público o fortalecimento estrutural das políticas de combate ao desmatamento e incêndios na Amazônia e no Pantanal.

“Os recursos ao Ibama serão utilizados para recomposição e ampliação de itens críticos, notadamente o custeio de diárias e passagens para mobilização de equipes em áreas extensas e de difícil acesso; o pagamento da remuneração de brigadistas temporários; a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual; a locação de meios aéreos para o primeiro ataque e apoio às operações de fiscalização, manejo e combate a incêndios, bem como para o suporte logístico associado”, explica o Executivo.

Outra parte do dinheiro será destinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para fortalecer ações de fiscalização.

A medida provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra

Créditos: Agência Câmara Notícias

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CMPC Celulose e a Neltume Ports firmam joint venture para implantação de terminal portuário em Rio Grande/RS

A CMPC Celulose e a Neltume Ports uniram forças para a constituição da joint venture Terminal Rio Grande do Sul S/A, com o objetivo de implantar um terminal dedicado à movimentação de carga geral, com foco na celulose, no Porto do Rio Grande (RS).

No início deste mês, o Terminal Rio Grande do Sul obteve, junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), após consulta pública, o reconhecimento da viabilidade para a celebração de um Contrato de Adesão. O instrumento viabiliza a construção e a exploração de um Terminal de Uso Privado (TUP) no município do Rio Grande, a ser firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, na condição de Poder Concedente, e a empresa.

Na última sexta-feira, foi assinado o Contrato de Adesão entre a Secretaria Nacional de Portos, o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ e o Terminal Rio Grande do Sul S/A, concedendo à empresa o direito de implantar e explorar suas instalações portuárias.

O projeto prevê a construção de dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando de forma significativa a capacidade logística do Porto do Rio Grande.

Os investimentos estimados somam R$ 1,5 bilhão. Durante a fase de implantação, a expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos. Na fase operacional, o terminal deverá criar cerca de 450 empregos diretos e mais de 2.100 empregos indiretos, incluindo trabalhadores avulsos e caminhoneiros.

O projeto também contempla um repasse de R$ 142,7 milhões à Portos RS, destinado especificamente à execução da dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Novo, beneficiando todas as cargas operadas nessa área portuária.

Os próximos passos incluem a Cessão de Uso do terreno, atualmente em tramitação junto à Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Na sequência, estão previstas a realização de audiência pública, bem como a obtenção da Licença Prévia e da Licença de Instalação junto à FEPAM/RS.

Informações: Portos RS

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Uruguaio investe US$ 800 milhões no bilionário mercado de celulose

O Uruguai está prestes a inaugurar um novo projeto industrial de grande escala em 2027 no mercado bilionário de celulose, no qual, o Brasil é líder.

Um grupo investidor liderado pelo empresário uruguaio Ignacio Genta, vinculado ao negócio do papel tissue no país, trabalha na preparação de um projeto para construir uma planta integrada de celulose e papel tissue (insumo com o qual se elaboram produtos como papel higiênico e guardanapos) no centro do país, com um investimento estimado de US$ 800 milhões (R$ 4,3 bilhões, segundo a cotação atual).

A iniciativa, ainda em etapa inicial mas com números definidos, mira produzir 144.000 toneladas anuais de papel a partir de celulose elaborada na mesma planta, o que permitiria abastecer parte do mercado regional e exportar para vários destinos do continente.

Embora a localização exata seja mantida sob estrito sigilo, o terreno avaliado está na zona central do país, com acesso a água e logística adequada.

Segundo explicou Genta à Forbes Uruguay, o empreendimento já foi apresentado a autoridades do país do Ministério da Indústria, Energia e Mineração (MIEM) e do Ministério da Economia e Finanças (MEF), que manifestaram interesse em considerá-lo como projeto de interesse nacional dado sua magnitude e potencial exportador.

Uma indústria integrada: da celulose ao papel pronto

O projeto, denominado Paper Cell, apresenta como objetivo a fabricação de bobinas de papel prontas para transformação ou comercialização, à diferença das grandes fábricas instaladas no país, que produzem para exportar a celulose como commodity.

Em termos industriais, trata-se de um complexo que processará celulose em estado líquido e a transformará in situ em papel tissue. Esta integração vertical, explica Genta, permite capturar maior valor agregado. A capacidade projetada inclui duas máquinas de papel com uma produção combinada de cerca de 12.000 toneladas mensais.

Atualmente, o Uruguai não produz essa classe de papel nesta escala. Segundo um estudo feito pelo grupo, existe um mercado regional dinâmico com a Argentina como principal destino potencial, já que o país vizinho importa milhares de toneladas mensais por falta de novos investimentos locais.

Informações: Forbes

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Megaobra de R$ 270 milhões no MS promete ligar cidades e acelerar a economia do Vale da Celulose

O anúncio da implantação e pavimentação da MS-320 recoloca o Vale da Celulose no centro do debate sobre infraestrutura e desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul. Com investimento previsto de R$ 276 milhões, a nova rodovia deve encurtar distâncias entre Três Lagoas, Inocência e outros municípios da Costa Leste, criando um corredor mais ágil para o transporte de cargas e passageiros e integrando o pacote de financiamentos do Governo do Estado junto ao BNDES.

Como será o novo eixo de ligação no Vale da Celulose?

O projeto prevê a pavimentação de 62,9 quilômetros ligando a MS-377 à BR-158, trecho estratégico para a circulação de matéria-prima e produtos industrializados. A ordem de serviço foi assinada em Três Lagoas, com início das obras previsto para o começo de 2026 e prazo contratual de 18 meses, em dois lotes simultâneos para acelerar a entrega.

No chamado Vale da Celulose, onde se concentram plantas industriais do setor florestal, a nova rodovia deve oferecer maior previsibilidade de transporte e menor desgaste de frota. A pavimentação reduz a dependência de estradas de terra em períodos de chuva e favorece o deslocamento diário de trabalhadores entre municípios da região Leste.

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Quais os impactos econômicos da MS-320 na região Leste?

MS-320 é tratada como investimento voltado à redução de custos logísticos e ao fortalecimento do corredor econômico da região Leste. A ligação entre MS-377 e BR-158 cria uma rota mais curta para cargas que seguem a grandes rodovias, terminais ferroviários e, indiretamente, portos e centros de distribuição em outros estados.

Durante o período de implantação, o pacote de obras apoiado pelo BNDES tende a gerar empregos diretos e indiretos, especialmente na construção civil e em serviços de apoio. Após a pavimentação, a região pode se tornar mais atrativa para empreendimentos industriais, silos, armazéns e centros de logística, ampliando a base produtiva do Vale da Celulose:

  • Setor florestal: simplificação e maior regularidade no transporte de madeira e celulose.
  • Agronegócio: escoamento mais ágil de grãos, fertilizantes e insumos agrícolas.
  • Comércio e serviços: maior circulação de pessoas e mercadorias entre cidades da Costa Leste.
  • Receita municipal: potencial aumento de arrecadação com novos investimentos privados.

Quais os impactos na segurança viária e mobilidade com megaobra?

Além do aspecto econômico, a pavimentação da MS-320 é apresentada como medida de segurança viária. Estradas asfaltadas, com sinalização adequada e geometria planejada, oferecem tráfego mais previsível do que vias de terra, sobretudo em períodos chuvosos, reduzindo riscos de acidentes e avarias.

A criação de uma rota alternativa entre municípios da Costa Leste também tende a redistribuir o fluxo de caminhões, aliviando outros trechos já sobrecarregados. Para moradores, isso significa deslocamentos mais rápidos a serviços de saúde, educação e comércio em polos regionais como Três Lagoas, que se consolida como principal referência urbana.

Quais os próximos passos para o corredor econômico Leste?

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Com a MS-320 em operação, o Vale da Celulose tende a se consolidar como um dos principais eixos logísticos de Mato Grosso do Sul. A integração entre rodovias estaduais e federais cria condições para ampliar parcerias com outros estados e conectar a região a cadeias nacionais e internacionais de produção.

O cronograma que prevê início das obras em 2026 e conclusão em até 18 meses coloca a rodovia no horizonte de curto e médio prazo. Enquanto isso, municípios e setor produtivo acompanham o projeto, ajustando o planejamento urbano, serviços de apoio e oportunidades de negócios em torno do novo corredor de desenvolvimento. Veja os benefícios do projeto na região:

CategoriaBenefícios
Econômico• Redução de custos logísticos para produtores e indústrias. • Facilita o escoamento da produção agrícola e industrial. • Fortalecimento do corredor econômico no Leste de MS.
Social• Melhora da segurança viária para motoristas e comunidades locais. • Aumento de integração entre municípios (ex.: Três Lagoas, Inocência e outras). • Geração potencial de empregos diretos e indiretos (construção e operação).
Logístico• Criação de um novo corredor rodoviário estratégico, ligando MS-377 à BR-158.• Melhora na conectividade entre cidades e regiões produtoras.
Produtividade• Maior eficiência no transporte de insumos e produtos. • Redução de tempo de viagem e desgaste de veículos.

Informações: Terra Brasil Notícias

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Peças gigantes atravessam oceano e vão seguir por 120 dias de estrada até MS

Projeto da Arauco avança com operação logística no Porto de Paranaguá e mobiliza cargas rumo à futura fábrica.

O Projeto Sucuriu, da multinacional chilena Arauco, enfrenta um dos mais complexos desafios logísticos do Brasil com o transporte de equipamentos superdimensionados. Após 52 dias de viagem marítima da China, as peças iniciaram uma jornada de 120 dias por rodovias brasileiras, partindo do Porto de Paranaguá até Inocência (MS). Entre os equipamentos está o separador de topo de digestor, com 62 toneladas e dimensões equivalentes a um prédio de dois andares. O projeto, com investimento de R$ 25 bilhões, resultará na maior fábrica de celulose em linha única do mundo, com capacidade de 3,5 milhões de toneladas anuais e previsão de conclusão em 2027.

Peças gigantes que cruzaram oceanos agora enfrentam um dos mais complexos deslocamentos terrestres já realizados no Brasil. O Projeto Sucuriu, da multinacional chilena Arauco, que está sendo construída em Inocência, a 331 quilômetros de Campo Grande, alcançou mais um marco logístico com o desembarque de equipamentos superdimensionados no Porto de Paranaguá, no Paraná.

Após 52 dias de transporte marítimo, as cargas vindas da China iniciam uma longa jornada por rodovias brasileiras, que pode levar até 120 dias até o canteiro de obras, a cerca de mil quilômetros de distância do local de desembarque.

Entre os itens descarregados estão os separadores de topo de digestor, considerados alguns dos maiores e mais complexos equipamentos previstos no cronograma da obra. Com 62 toneladas, 6,6 metros de altura (o equivalente a um prédio de dois andares) e aproximadamente 10 metros de comprimento, tamanho semelhante ao de um ônibus, as peças simbolizam a magnitude e os desafios técnicos envolvidos na logística do empreendimento. A operação no terminal paranaense exigiu planejamento detalhado, engenharia especializada e integração entre diferentes equipes e modais de transporte.

“São peças extradimensionais que precisam de um desenho dedicado para o içamento de cada uma delas por excederem medidas de largura, comprimento, altura e peso principalmente. Na TCP somos reconhecidos como uma plataforma logística completa, realizando operações especiais de carga-projeto desenhado para cada cliente. A nossa equipe especializada conta com experiência para fazer a operação de forma segura e atendendo a necessidade do cliente. E por isso que estamos participando desse projeto com os gigantes Arauco e Valmet”, explicou Fábio Henrique Matos, gerente de operações logísticas do terminal de contêineres de Paranaguá.

O recebimento dessas estruturas no Porto de Paranaguá integra um processo logístico global que envolve os modais marítimo, rodoviário e, eventualmente, ferroviário. Cada etapa requer cuidados rigorosos com definição de rotas especiais, obtenção de licenças e apoio de órgãos públicos, como a Polícia Rodoviária Federal e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Coordenada pela finlandesa Valmet, responsável pelo fornecimento de tecnologia, automação e equipamentos industriais, a logística do Projeto Sucuriu está entre as maiores já realizadas no país. Ao longo de todo o cronograma da obra, a movimentação pode envolver mais de 60 mil carretas. Apenas na fase inicial, mais de 4 mil veículos já circulam pelas estradas, número que deve chegar a 12 mil até junho do próximo ano.

Grande parte dos equipamentos utilizados na construção da nova fábrica de celulose é importada de 18 países, incluindo China, Alemanha, Finlândia, Índia e Japão. Isso exige cronogramas complexos de transporte marítimo antes da etapa terrestre até Inocência.

“Os equipamentos empregados no processo são de alta tecnologia. Esse em particular é o separador de topo, um componente essencial do digestor dentro do processo de produção de celulose. Cada unidade possui cerca de 62 toneladas e mais de 10 metros de comprimento, exigindo operações de manuseio extremamente precisas. Fabricados na China, seguem agora para o projeto Sucuriu, reforçando a importância de uma logística segura e garantindo a entrega com qualidade e confiabilidade para o nosso cliente final”, afirmou Thiago Brandalize, gerente de projetos da linha de fibras da Valmet.

No transporte rodoviário, os desafios se multiplicam. As cargas percorrem rodovias estaduais e federais, passando por áreas urbanas e trechos de infraestrutura sensível, o que demanda autorizações especiais, escoltas e, em alguns casos, intervenções pontuais, como reforço de pontes e retirada temporária de sinalização.

Entre os equipamentos que mais chamam a atenção está o Balão da Caldeira, com 28 metros de comprimento, seção de 3 por 3 metros e peso superior a 500 toneladas. Esse tipo de carga trafega com escolta especial e velocidade controlada, que pode chegar a apenas 20 km/h em determinados trechos, evidenciando a complexidade da operação.

As rotas marítimas do projeto estão divididas em dois eixos estratégicos: o Porto de Santos, em São Paulo, por onde chegam equipamentos de grandes dimensões como o Balão da Caldeira, e o Porto de Paranaguá, responsável por receber a maior parte das cargas especializadas destinadas ao empreendimento.

Mais do que um desafio logístico, o Projeto Sucuriu representa um marco industrial para o país. Com investimento superior a R$ 25 bilhões, a unidade será, quando concluída, a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, com capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas por ano e previsão de entrada em operação até o final de 2027. Durante a construção, o projeto deve gerar mais de 14 mil empregos e, na fase operacional, cerca de 6 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

Conforme o site Perfil News, com cronogramas mensais de entrega que podem alcançar até 400 cargas entre janeiro e maio do próximo ano, a logística do Projeto Sucuriu seguirá testando os limites técnicos e operacionais de equipes nacionais e internacionais, enquanto o Brasil consolida sua posição de destaque no mercado global de celulose.

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Bracell investe R$ 3,5 mi em projeto com caminhões elétricos

A Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, dá mais um passo importante na consolidação de uma logística de baixo carbono. Dois novos caminhões elétricos de 74 toneladas cada um passam a operar no transporte de madeira e de celulose em larga escala. A iniciativa marca um avanço inédito no setor, com o teste do primeiro caminhão 100% elétrico de grande porte em operação no Brasil destinado ao transporte de madeira em larga escala, que representa uma inovação para a Bracell e para o setor. Já no caso do transporte de celulose, após o sucesso da fase de testes – iniciada em 2023 -, a companhia avança e passa a utilizar o veículo com maior capacidade, reforçando o pioneirismo na adoção de soluções logísticas mais limpas e eficientes.

O veículo destinado à operação florestal fará o transporte de toras de eucalipto entre as fazendas e a fábrica da Bracell, em Lençóis Paulista (SP), em um raio de até 100 quilômetros. O outro caminhão elétrico será utilizado no transporte de celulose entre essa mesma unidade fabril e o Terminal Intermodal de Pederneiras.

O projeto, que totaliza o investimento de R$ 3,5 milhões, integra a estratégia de descarbonização da companhia e reforça os compromissos assumidos com a Agenda Bracell 2030. Entre as principais metas ambientais, está a redução de 75% das emissões de carbono por tonelada de produto, além da adoção de tecnologias mais limpas em todas as etapas das operações industriais e logísticas.

“Essa é uma inovação que une escala, tecnologia e impacto ambiental positivo. Ao incorporar caminhões elétricos de grande porte à nossa operação, reforçamos o compromisso com a eficiência logística e com a construção de soluções sustentáveis para o setor. Além disso, temos orgulho de sermos a primeira empresa do setor a conquistar a Autorização Especial de Trânsito (AET) de caminhões elétricos para transporte de madeira e de celulose em conjuntos de 74 toneladas no país, o que reforça a priorização pelo bem-estar e segurança dos nossos condutores e das demais pessoas que estiverem nas vias”, afirma Patrick Silva, vice-presidente de Logística da Bracell.
Com autonomia de até 250 quilômetros por carga e tempo médio de recarga de 1h30, os veículos já estão integrados à estrutura logística da companhia e contam com pontos de recarga instalados na fábrica de Lençóis Paulista.

“A operação será monitorada para avaliar ganhos ambientais, operacionais e econômicos, com possibilidade de ampliação da frota nos próximos ciclos”, completa o executivo.

Celulose
A utilização do caminhão elétrico com AET para 74ton representa um avanço do projeto iniciado pela Bracell em 2023, quando a companhia se tornou pioneira no setor ao adotar veículos pesados com mais de 40 toneladas movidos a eletricidade para o transporte de celulose. Após os resultados positivos deste primeiro piloto, a companhia avança de forma consistente na eletrificação das operações logísticas, alinhada à Agenda Bracell 2030, e reforça seu compromisso com a descarbonização das operações e o enfrentamento das mudanças climáticas, por meio de ações concretas que unem inovação, eficiência e responsabilidade ambiental.

Madeira
Todos os testes seguem rigorosamente as legislações e normas aplicáveis, atendendo aos requisitos legais de transporte, segurança veicular e saúde ocupacional. O projeto foi estruturado com base nas melhores práticas e reforça a visão da Bracell de que soluções sustentáveis devem caminhar junto à integridade operacional e ao bem-estar das pessoas e comunidades envolvidas.

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Veracel Celulose inicia novo ciclo sob a liderança de Alexandre Lanna

A Veracel Celulose comunica oficialmente a posse de Alexandre Lanna como novo diretor-presidente da companhia. O executivo acaba de assumir o cargo com a missão de liderar o novo ciclo de crescimento, modernização e fortalecimento da competitividade da operação no Sul da Bahia.

Com uma trajetória de mais de 25 anos no setor de papel e celulose, Alexandre Lanna construiu uma carreira sólida e reconhecida na gestão de grandes operações industriais, com forte atuação em eficiência operacional, inovação e desenvolvimento tecnológico. Antes de ingressar na Veracel, o executivo atuou por cerca de duas décadas na Suzano, onde ocupou posições estratégicas de liderança, incluindo a de Diretor Industrial. Nesse período, foi responsável pela gestão de unidades industriais de grande porte e por pilares essenciais relacionados à segurança, produtividade e excelência operacional.

Ao longo de sua carreira, Lanna também acumulou experiências relevantes em empresas que marcaram a história do setor no Brasil, o que lhe confere amplo conhecimento da cadeia produtiva florestal e industrial e uma visão integrada do negócio. Sua atuação é reconhecida pela busca consistente por alta performance, aliada a práticas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Graduado em Engenharia Química, Alexandre Lanna possui especializações e MBAs voltados à gestão industrial e empresarial, base que sustenta uma liderança estratégica orientada a resultados, inovação e geração de valor compartilhado.

À frente da Veracel Celulose, o novo diretor-presidente será responsável por conduzir o atual ciclo de modernização da companhia, ao mesmo tempo em que reforça o papel da empresa como referência em bioeconomia e como motor de desenvolvimento econômico e social no Sul da Bahia. Nos últimos meses, Lanna contou com o apoio de seu antecessor, Caio Zanardo, em um processo estruturado de imersão em temas estratégicos, assegurando uma transição consistente, colaborativa e com plena preservação do legado construído ao longo dos últimos anos.

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