PÁGINA BLOG
Featured Image

John Deere apresenta inovações em 2025 e projeta silvicultura mais conectada e sustentável para 2026

 Série H, novo skidder e soluções conectadas mostram como a empresa prepara o setor florestal para os desafios de produtividade e eficiência até 2026. 

A John Deere apresentou, em 2025, um conjunto robusto de inovações voltadas ao setor florestal, reforçando sua estratégia de ampliar a produtividade das operações, reduzir custos e avançar em sustentabilidade. Os destaques incluem o lançamento da Série H de harvesters e forwarders, a ampliação do portfólio da Série G com o Forwarder 1010G e a introdução de um Skidder preparado especificamente para silvicultura no mercado brasileiro.

1010G / John Deere

Segundo Roberto Marques, diretor da divisão Florestal da John Deere para a América Latina, as novidades refletem uma demanda crescente por mecanização mais eficiente, conectada e adaptada às condições desafiadoras das florestas plantadas.

Série H eleva eficiência operacional

A nova Série H é composta por dois modelos de harvesters (1270H e 1470H) e dois de forwarders (2010H e 2510H). Entre os principais diferenciais está o IBC Standard (Intelligent Boom Control), tecnologia que automatiza movimentos da grua, aumenta a precisão das operações e contribui para a redução de manutenções.

Harvester 1270H / John Deere

Outro avanço relevante é o Active Frame Lock, sistema que proporciona maior estabilidade tanto em terrenos planos quanto em declives íngremes, permitindo ao operador trabalhar com a grua posicionada lateralmente, ampliando a área útil de trabalho e a versatilidade da máquina.

Os harvesters da Série H entregam até 8% mais produtividade, com redução de até 5% no consumo de combustível por metro cúbico, além de um aumento de 10% na potência e no torque do motor. O sistema hidráulico foi aprimorado com três bombas dedicadas, garantindo maior eficiência energética. As novas barras H7 e H9 também elevam o desempenho, com ganhos de potência e torque de giro.

Já os forwarders 2010H e 2510H apresentam incrementos de produtividade de 11% e 25%, respectivamente, com maior capacidade de carga — entre 20 e 25 toneladas — e economia de combustível de até 5%.

Conforto e tecnologia no centro do projeto

A cabine da Série H foi redesenhada para melhorar visibilidade, conforto e ergonomia. O novo posicionamento do motor, aliado a materiais avançados de isolamento acústico, resulta em um ambiente mais silencioso.

O sistema de climatização aprimorado garante estabilidade térmica, enquanto a Chave Inteligente da Cabine permite acesso remoto ao painel de controle e ao sistema TimberMatic™, com configurações personalizadas por operador.

Skidder preparado para silvicultura chega ao Brasil

Outra novidade é o Skidder desenvolvido especificamente para silvicultura, uma nova opção para o mercado nacional. Compacto e robusto, o equipamento foi projetado para atuar em terrenos severos, com estrutura reforçada, eixos e pneus adequados a áreas irregulares e inclinadas.

Com 218 hp de potência, torque de 979 Nm e capacidade de arraste de até 17 toneladas, o skidder se destaca ainda pelo baixo consumo médio, de cerca de 22 litros por hora. A máquina já sai de fábrica sem arco e garra, facilitando a adaptação de implementos florestais, e conta com três saídas hidráulicas, incluindo uma de fluxo contínuo.

O grande diferencial está na integração com tecnologias de agricultura e silvicultura de precisão, como o piloto automático AutoTrac e o GPS de alta precisão StarFire, além de telemetria e mapas embarcados que permitem acompanhamento em tempo real da produtividade e do desempenho da máquina.

Forwarder 1010G amplia opções para desbaste

A John Deere também ampliou a Série G com o Forwarder 1010G, equipamento compacto voltado a operações de desbaste e movimentação em áreas sensíveis ou de espaço reduzido. Com capacidade de carga de 11 toneladas e 178 hp de potência, o modelo combina agilidade e tecnologia.

O forwarder conta com IBC, cabine giratória com rotação de 290° e nivelamento automático, além do TimberMatic™ Maps, sistema de planejamento e mapeamento florestal. Integrado ao TimberManager™, permite o gerenciamento completo da operação florestal a partir de qualquer dispositivo conectado à internet.

Sustentabilidade e conectividade como estratégia

As inovações apresentadas em 2025 estão alinhadas às metas de sustentabilidade da John Deere para 2026, que incluem a redução do consumo de insumos e das emissões não apenas da empresa, mas também de clientes e parceiros da cadeia produtiva.

Todas as máquinas florestais já saem de fábrica habilitadas para conectividade, contribuindo para o objetivo global da companhia de alcançar 1,5 milhão de máquinas conectadas até 2026. Atualmente, esse número está em cerca de 775 mil unidades. Dados preliminares indicam que operações conectadas reduzem custos e promovem uso mais eficiente de combustível e recursos.

Olhar para o futuro da silvicultura

Para 2026, a John Deere antecipa novos lançamentos com foco em silvicultura de precisão, conectividade e automação, atendendo às demandas de um setor cada vez mais pressionado por eficiência, sustentabilidade e gestão de pessoas.

“A democratização da conectividade em áreas florestais é essencial para destravar o potencial tecnológico das florestas”, afirma Roberto Marques. Segundo ele, o diálogo constante com os clientes tem sido determinante para o desenvolvimento de soluções mais práticas, ergonômicas e alinhadas à realidade operacional do setor.

Featured Image

Eucatex vende fazenda por R$ 200 milhões em estratégia para não afetar produção

Alienação de ativo florestal no interior paulista faz parte da estratégia de otimização do portfólio, ocorre em meio a forte avanço do lucro e preserva a base operacional da companhia. Nessa operação, Eucatex vende fazenda por R$ 200 milhões.

A Eucatex (EUCA4), uma das principais fabricantes brasileiras de pisos, painéis, portas e tintas, anunciou a venda da Fazenda Nossa Senhora da Conceição, localizada entre os municípios de Itu e Porto Feliz (SP), por R$ 200 milhões. A operação, comunicada ao mercado no dia 9 de janeiro, integra a estratégia da companhia de otimização do portfólio de ativos e fortalecimento do caixa, sem comprometer sua capacidade produtiva  .

A propriedade vendida possui 552,21 hectares de eucalipto plantado, o que representa menos de 2% do total de florestas plantadas da Eucatex. Justamente por essa baixa representatividade relativa, a alienação é vista como um movimento financeiro relevante, mas operacionalmente neutro, permitindo à empresa transformar um ativo não essencial em liquidez imediata.

Estrutura da operação preserva a produção florestal

Um dos pontos centrais da transação está no seu desenho contratual. Do valor total negociado, R$ 60 milhões serão pagos à vista, enquanto o saldo remanescente será quitado em 60 parcelas mensais. Durante todo esse período, a Eucatex permanecerá na posse da área, garantindo tempo suficiente para realizar a colheita da floresta já plantada  .

Esse formato assegura o abastecimento industrial da companhia, evitando qualquer impacto negativo na cadeia produtiva ou na oferta de matéria-prima para suas unidades fabris. Na prática, a empresa monetiza o ativo imobiliário, mas mantém o controle operacional do ciclo florestal no curto e médio prazo.

Eucatex vende fazenda por R$ 200 milhões: Estratégia financeira em ambiente de crédito restrito

Segundo a própria Eucatex, a venda está alinhada a uma política mais ampla de gestão ativa de ativos e disciplina financeira, especialmente em um cenário macroeconômico marcado por juros elevados e maior seletividade no crédito. Os recursos obtidos com a operação serão direcionados a investimentos considerados estratégicos, reforçando a flexibilidade financeira da companhia.

A decisão reflete uma postura conservadora, que prioriza liquidez, eficiência e preservação de margens, sem recorrer ao aumento do endividamento. Ao desmobilizar um ativo de baixa relevância relativa, a empresa amplia sua margem de manobra para enfrentar um ciclo prolongado de aperto monetário.

Lucro cresce mesmo com receita estável

A alienação do ativo ocorre em um momento de desempenho operacional robusto. No terceiro trimestre de 2025 (3T25), a Eucatex registrou lucro líquido de R$ 84,3 milhões, uma alta de 64% na comparação anual. O crescimento, no entanto, não foi impulsionado por um salto expressivo de receita, mas sim por ganhos de eficiência e controle de custos.

Entre julho e setembro, a receita líquida somou R$ 798,3 milhões, avanço de 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda recorrente alcançou R$ 191,8 milhões, crescimento de 27%, com margem Ebitda de 24%, uma expansão de 4,5 pontos percentuais  .

De acordo com a administração, o resultado reflete uma melhoria consistente da rentabilidade, mesmo em um ambiente econômico ainda pressionado pela taxa Selic elevada e pela restrição do crédito.

Desmobilização como ferramenta de gestão

Nesse contexto, a venda da fazenda de eucalipto funciona como um instrumento complementar de gestão financeira. Ao converter patrimônio imobiliário em caixa, a Eucatex fortalece seu balanço, amplia a capacidade de investimento seletivo e reduz riscos, sem sacrificar a produção ou a eficiência operacional.

A leitura de mercado é que a operação reforça o posicionamento da companhia como uma empresa focada em margens, disciplina de capital e geração de valor, atributos cada vez mais relevantes em períodos de maior volatilidade econômica    .

Em síntese, a venda do ativo florestal evidencia uma estratégia clara: menos ativos imobilizados, mais liquidez e maior foco no core business, mantendo a competitividade da Eucatex em um cenário desafiador para a indústria brasileira.

Featured Image

Suzano abre inscrições para vagas de Supervisor Florestal em Mucuri e Teixeira de Freitas

A Suzano está com inscrições abertas até 20 de janeiro para oportunidades de trabalho no extremo sul da Bahia. As vagas são para o cargo de Supervisor(a) de Operações Florestais, com atuação nas cidades de Teixeira de Freitas, Mucuri e Itabatã.

Podem se candidatar pessoas com deficiência (PcD). Os interessados devem ter disponibilidade para residir em uma das cidades indicadas.

Entre os requisitos estão:

  • Ensino superior completo em Administração, Engenharia ou áreas afins;
  • CNH categoria B ou superior;
  • Experiência mínima de dois anos em liderança na área de silvicultura;
  • Vivência em gestão de pessoas e ferramentas da qualidade;
  • Conhecimento avançado em Pacote Office, especialmente Excel;
  • Conhecimento em Power BI e análise de indicadores.

As inscrições devem ser feitas pela página oficial da vaga no site de recrutamento da empresa.

Featured Image

Campo Grande debate caminhos para fortalecer a logística florestal no Estado

Encontro promovido pela prefeitura discute abastecimento, transporte e integração com empresas locais.

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento), realiza nesta sexta-feira (16) o Workshop Logística Florestal 360° – Abastecimento, Transporte e Integração Regional. O encontro será realizado a partir das 8h, no Teatro do Paço Municipal, e reúne autoridades públicas, diretores da Suzano e empresários da região.

A Prefeitura de Campo Grande realiza nesta sexta-feira (16) o Workshop Logística Florestal 360°, evento que discutirá a eficiência da cadeia produtiva florestal, com foco em abastecimento e transporte. O encontro acontece no Teatro do Paço Municipal, reunindo autoridades públicas, diretores da Suzano e empresários. O workshop visa ampliar o diálogo entre poder público e setor produtivo, abordando temas como competitividade no transporte de cargas e otimização do abastecimento em Mato Grosso do Sul. A iniciativa integra a estratégia municipal de atração de investimentos e desenvolvimento sustentável.LEIA AQUI

O workshop tem como objetivo central discutir a eficiência da cadeia produtiva florestal, com ênfase nos processos de abastecimento e transporte, além de estimular a valorização de fornecedores e empresas locais. A proposta é ampliar o diálogo entre o poder público e o setor produtivo, buscando soluções conjuntas para desafios logísticos e estruturais.

  • Leia Também

Entre os temas previstos na programação estão a melhoria da competitividade no transporte de cargas, a otimização do abastecimento e o fortalecimento do ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul. A iniciativa pretende contribuir para a integração regional e para o alinhamento entre crescimento econômico e desenvolvimento sustentável.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Ademar Silva Júnior, o workshop representa um passo importante para a articulação entre os diferentes agentes envolvidos no setor florestal. “Estamos articulando parcerias que garantam que o crescimento do setor florestal reflita diretamente na geração de empregos e oportunidades para os nossos fornecedores locais”, afirmou.

A programação contará com a presença da prefeita de Campo Grande, do secretário Ademar Silva Júnior, de diretores da Suzano e do secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Brilhante, reforçando o caráter regional do debate e a integração entre municípios.

Segundo a administração municipal, o workshop integra a estratégia da Prefeitura para atrair investimentos e assegurar que a infraestrutura urbana e logística acompanhe o ritmo do desenvolvimento sustentável do estado. A expectativa é que o encontro contribua para o aprimoramento das políticas públicas e para o fortalecimento da cadeia produtiva florestal em Mato Grosso do Sul.

Featured Image

Setor de papel e celulose gera quase 4 mil empregos formais em MS em 2025

O setor de papel e celulose respondeu por 3.985 admissões formais em Mato Grosso do Sul em 2025, segundo dados divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (Sinpacems). O número integra o saldo positivo de 16.368 empregos com carteira assinada registrados no Estado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, conforme levantamento da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, com base no Painel do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Entre as empresas associadas ao sindicato, a Eldorado Brasil Celulose foi a que mais contratou no período, com 2.002 admissões, das quais 366 de mulheres. A Suzano registrou 1.868 contratações em suas operações industriais e florestais no Estado, incluindo 556 mulheres. A São José Papel e Embalagens contratou 80 trabalhadores, sendo 20 mulheres, enquanto a Sylvamo contabilizou 35 admissões, com 13 mulheres.

Somadas, as contratações das associadas alcançaram quase 4 mil novos postos de trabalho formais ao longo do ano, com participação feminina em diferentes áreas do setor.

Segundo o presidente do Sinpacems, Elcio Trajano Jr, os números indicam a relevância do segmento na economia estadual. “A presença do segmento de papel e celulose na economia sul-mato-grossense reforça a importância da indústria para a diversificação do mercado de trabalho e para o desenvolvimento socioeconômico da região. A contribuição do setor se reflete não apenas nos números absolutos de empregos formais, mas também no impacto positivo sobre a economia local, com geração de renda e fortalecimento de cadeias produtivas relacionadas. Entre os novos empregos gerados, a participação de mulheres demonstra o compromisso das empresas com diversidade de oportunidades e com a capacitação profissional no setor industrial”.

Dados do governo estadual apontam que Mato Grosso do Sul registra atualmente a quarta menor taxa de desemprego do país. Ainda conforme a avaliação oficial, a rotatividade observada no mercado de trabalho está associada à expansão de atividades econômicas e à implantação de grandes empreendimentos no Estado.

Informações: JD1 Notícias

Featured Image

Grande Feirão de Empregos oferece 81 vagas no setor florestal e rural em Capão Bonito

Ação promovida pela Prefeitura, em parceria com empresas e o Poder Legislativo, acontece no dia 15 de janeiro e busca fortalecer a geração de emprego e renda no município.

O ano de 2026 começa com boas perspectivas para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho em Capão Bonito.

No próximo dia 15 de janeiro (quinta-feira), a Prefeitura promove um Grande Feião de Empregos, voltado especialmente ao setor florestal e rural, áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico da região.

A iniciativa é realizada pela Secretaria de Governo e Indústria e Comércio, em conjunto com a Casa do Empreendedor e o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), contando ainda com o apoio da Câmara Municipal e dos vereadores.

Ao todo, serão disponibilizadas 81 vagas para início imediato, ofertadas por empresas parceiras que atuam diretamente no setor produtivo local.

Entre as oportunidades estão vagas para servente de reflorestamento, servente rural, tratorista, motorista e operador de drone, contemplando diferentes perfis profissionais e níveis de experiência.

As empresas participantes são Castro Florestal, Siltec, JFI, Thomaseto e Resineves, todas com atuação relevante na região e demanda por mão de obra.

O feirão (4ª edição) será realizado no Centro de Convenções, localizado na Pracinha da Prefeitura, com início às 8h30.

Durante o evento, os candidatos poderão entregar currículos, participar de processos seletivos e obter informações diretamente com representantes das empresas, facilitando o acesso às vagas e agilizando as contratações.

Para participar, é fundamental que os interessados compareçam munidos de currículo atualizado, documentos pessoais e carteira de trabalho, que pode ser apresentada na versão física ou digital. A organização reforça que a documentação completa é essencial para o encaminhamento imediato às oportunidades disponíveis.

A ação reforça o compromisso da administração municipal com a geração de emprego e renda, promovendo a aproximação entre trabalhadores e empresas e fortalecendo a economia local. Segundo a Prefeitura, iniciativas como essa contribuem diretamente para o desenvolvimento sustentável do município, valorizando os setores que impulsionam Capão Bonito e garantindo mais oportunidades à população.

Featured Image

Eldorado fortalece logística no MS e cria bases sólidas para expansão industrial 

Com investimentos robustos em logística ferroviária, base florestal excedente e controle acionário da J&F, a Eldorado Brasil reforça sua estratégia de crescimento e cria as condições para o anúncio da segunda linha de produção a qualquer momento.

A Eldorado Brasil Celulose consolida sua estratégia de crescimento no Mato Grosso do Sul ao avançar com um investimento ferroviário estruturante voltado ao escoamento de sua produção. A iniciativa, apoiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), demonstra de forma inequívoca que a companhia está preparando o terreno para ampliar sua capacidade produtiva, inclusive com a possibilidade de anúncio da segunda linha de produção da fábrica a qualquer momento.

LOGÍSTICA

O projeto prevê a implantação de uma ferrovia com cerca de 86,7 quilômetros de extensão, conectando a unidade industrial da Eldorado, em Três Lagoas, ao terminal da empresa em Aparecida do Taboado. Esse terminal está integrado ao corredor logístico que liga Rondonópolis (MT) ao Porto de Santos (SP), um dos principais eixos de exportação do país. Com investimento total de aproximadamente R$ 1,05 bilhão, a nova estrutura permitirá substituir cerca de 50 mil viagens de caminhões por ano, trazendo ganhos relevantes em eficiência, previsibilidade logística e redução de custos, além de diminuir significativamente as emissões de CO₂.

O aporte em logística ferroviária não é um movimento isolado, mas parte de uma visão estratégica de longo prazo. Ao ampliar sua capacidade de escoamento e garantir maior competitividade operacional, a Eldorado sinaliza claramente que o aumento de produção permanece no centro de seu planejamento. Esse contexto contribui para desmistificar publicações recentes que sugeriam que a implantação da segunda linha estaria em segundo plano para a diretoria da companhia. Pelo contrário: os investimentos realizados indicam que a empresa está criando as condições necessárias para sustentar uma nova etapa de crescimento industrial.

MATÉRIA PRIMA

Do ponto de vista florestal, a Eldorado Brasil Celulose apresenta uma posição estratégica sólida e planejada, com mais de 300 mil hectares de áreas produtivas. Este total é mais do que o suficiente para a demanda da fábrica atual, mantendo um excedente de 100 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto, já como base para uma expansão industrial.

Além disso, o controle acionário da empresa passou por um movimento decisivo no ano passado. O grupo J&F realizou um investimento da ordem de R$ 15 bilhões para recomprar a participação que a Paper Excellence detinha na Eldorado Brasil. Um aporte dessa magnitude reforça a confiança dos controladores no potencial de crescimento da companhia. Não faria sentido realizar um investimento desse porte para manter a empresa estagnada, enquanto outras produtoras de celulose seguem expandindo capacidade e ganhando escala no mercado global.

IMPACTOS POSITIVOS

O empreendimento ferroviário também terá impacto positivo direto na economia regional, com a geração estimada de mais de 3 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação, fortalecendo o desenvolvimento local e consolidando o Mato Grosso do Sul como um dos principais polos florestais e industriais do Brasil.

Ao ser o primeiro projeto apoiado pelo BNDES no regime de autorização ferroviária, a iniciativa ainda marca um avanço institucional importante, estimulando a participação do setor privado na expansão da malha ferroviária nacional. O financiamento será estruturado por meio da subscrição de debêntures de infraestrutura e crédito adicional via linha Finem.

Com esses movimentos, a Eldorado Brasil Celulose reafirma sua estratégia de crescimento sustentável, eficiência logística e competitividade global, deixando claro que está longe de “parar no tempo” e segue preparada para uma nova fase de expansão de suas operações.

Informações: Perfil News


Featured Image

Da floresta à estratégia: a trajetória de Caio Zanardo como CEO da Veracel e a nova agenda de sustentabilidade da Suzano

Assumir a presidência de uma empresa de celulose em meio a uma pandemia global não estava nos planos de Caio Zanardo quando, em 2021, chegou à Veracel Celulose para ocupar a cadeira de CEO.
Duas semanas após sua entrada, o mundo voltava a falar em lockdown com a chegada da variante Ômicron da COVID-19, as equipes estavam fragilizadas emocionalmente e o contato presencial era praticamente inexistente. “Chegar a uma empresa e assumir a cadeira de presidente naquele momento foi muito desafiador, especialmente para se conectar com a organização”, relembra.
A escuta, ali, tornou-se ponto de partida. Em um cenário de insegurança psicológica elevada, Zanardo buscou criar canais simples, mas constantes, de diálogo. Reuniões virtuais informais, conversas abertas e um esforço deliberado para compreender os anseios das pessoas marcaram seus primeiros meses. “Esse acolhimento foi essencial para que as pessoas entendessem a importância da escuta ativa e, a partir daí, pudéssemos implementar as ações que queria fazer.”

A Veracel que Zanardo encontrava naquele momento era uma empresa com ativos sólidos, governança robusta e um desafio técnico central: a queda de produtividade florestal. Joint venture 50/50 entre Suzano e Stora Enso, a companhia carrega uma estrutura de governança singular no setor, que exige alinhamento constante entre dois acionistas globais. “O primeiro ponto foi entender o mandato. A governança é muito forte e isso exige clareza sobre prioridades e entregas”, afirma.

O diagnóstico apontava para uma questão crítica na base do negócio: produtividade florestal, declínio clonal e necessidade de reorganização do abastecimento de madeira em um contexto de expansão do setor no Brasil. “Recuperamos mais de 30% da produtividade florestal nesses anos. Hoje temos índices superiores à média nacional e um plano de abastecimento robusto para os próximos anos, com madeira já contratada para atender a necessidade da fábrica”, detalha.

Ao mesmo tempo, havia o desafio de preservar a excelência operacional de uma unidade industrial que, embora tivesse cerca de 20 anos de operação, precisava ser tratada como uma “fábrica nova” do ponto de vista de reinvestimento, atualização tecnológica e alocação de capital. “Manter a fábrica competitiva exigia enfrentar a obsolescência natural e trazer novas tecnologias. Isso demandou decisões firmes de investimento.”

Mas os desafios da Veracel iam além dos números. Inserida no extremo sul da Bahia, a empresa opera em um território marcado por diversidade social, presença indígena, agricultura familiar e uma complexa rede de atores locais. São mais de 24 aldeias indígenas e cerca de 1.500 famílias ligadas à agricultura familiar convivendo com as operações florestais. “Essa interface territorial é sempre muito importante. Depois de cinco anos, posso dizer que nossa relação com esses atores melhorou significativamente”, afirma.

Zanardo reconhece que parte desse caminho já vinha sendo construída por seu antecessor, sobretudo na pacificação de conflitos históricos. Coube à sua gestão aprofundar relações, dar continuidade a parcerias e estruturar uma presença institucional mais consistente no território. “É uma relação que precisa ser duradoura. Trabalhar com comunidades agrícolas, povos indígenas, fomentos florestais, que representam cerca de 20% da nossa base, exige diálogo constante e presença.”

Esse olhar para o território ganhou projeção internacional durante a participação da Veracel na COP 30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, onde a empresa apresentou projetos ligados à restauração florestal, biodiversidade e comunidades resilientes. O destaque foi o projeto Mussununga, voltado à restauração de cerca de 1.200 hectares com espécies nativas da Mata Atlântica, em parceria com organizações como a The Nature Conservancy (TNC). “A restauração florestal é algo que o setor conhece há muitos anos. O projeto nasceu dessa reflexão: o que podemos fazer além do nosso core?”, explica.

A iniciativa também dialoga com o mercado de carbono, ainda que Zanardo faça questão de frisar que a Veracel não tem esse mercado como foco principal. “Tínhamos áreas adicionais e vimos a oportunidade de chamar parceiros para reflorestar, gerar créditos e compartilhar valor. Não é o centro da nossa estratégia, mas faz sentido dentro de uma lógica de parcerias.”

Outro eixo apresentado foi o fortalecimento de comunidades resilientes, conectando sustentabilidade ambiental a desenvolvimento social. “Hoje não é mais só mitigar e se adaptar. É entender o que podemos fazer com e para as comunidades. Grandes empresas têm um papel claro nos territórios onde atuam.”

A biodiversidade completa esse tripé. Com mais de duas décadas de monitoramento de fauna, a Veracel firmou parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para utilizar metodologias que orientem decisões de restauração a partir do maior potencial de ganho em biodiversidade. “Isso nos ajuda a direcionar melhor onde restaurar e como integrar essas informações ao planejamento ambiental.”

A trajetória de Zanardo ajuda a explicar essa abordagem integrada. Engenheiro florestal, ele iniciou a carreira como trainee na então Votorantim Papel e Celulose, passou pela Fibria, viveu processos de expansão industrial, fusões e aquisições, e acompanhou de perto a consolidação que deu origem à atual Suzano. “Fui privilegiado por participar de grandes fusões e ‘confusões’”, brinca. “Cada ciclo ampliou minha visão de negócio.”

Perguntado se imaginava chegar à presidência de uma companhia, ele é direto: não. “As coisas foram acontecendo. Tive bons líderes, fui provocado a assumir desafios e apoiado pelas pessoas e pela família. Você vai dando passos pequenos e, quando vê, está ali.”

Durante seus cinco anos à frente da Veracel, Zanardo destaca dois legados principais: a reorganização florestal e a transformação cultural. “Trabalhamos muito para fortalecer uma cultura de agilidade, decisão e adaptação. O cenário é cada vez mais incerto, e empresas só terão sucesso se conseguirem decidir rápido.”

Esse movimento se refletiu também na renovação da liderança. Hoje, 87% dos líderes da Veracel têm menos de cinco anos na posição, mas mais de 11 anos de casa. “Promover lideranças internas foi essencial para combinar conhecimento da cultura com capacidade de inovação.”

Os desafios, contudo, permaneceram. Para Zanardo, o maior deles foi alinhar o ritmo de uma empresa com o tempo da sociedade. “O compasso corporativo não é o mesmo compasso social. Entender essas cadências, escutar e mostrar valor para diferentes atores foi, sem dúvida, o maior desafio.”

A complexidade se acentua em uma joint venture 50/50, sem acionista majoritário. “Costumo brincar que tenho um pai e uma mãe, mas não sei quem é quem. É preciso garantir que ambos trabalhem em prol do ‘filho’, que é a Veracel”, diz. Segundo ele, o alinhamento entre Suzano e Stora Enso sempre foi um ponto forte da governança da empresa.

Agora, esse ciclo se encerra. A partir de janeiro de 2026, Zanardo deixa a presidência da Veracel para assumir a Diretoria de Sustentabilidade, SSQVF e Facilities da Suzano. A transição está sendo conduzida de forma planejada, com Alexandre Lanna assumindo como novo CEO. “O foco agora é garantir uma transição bem-feita. A Veracel está sólida, preparada e com opcionalidades.”

Na Suzano, o desafio ganha outra escala. Sustentabilidade, para Zanardo, não é uma agenda paralela, mas eixo estratégico. “Essa agenda é base para performance, gestão de riscos, cuidado com as pessoas e criação de valor. Ela se expressa nos territórios, nos produtos e nas soluções renováveis que a Suzano desenvolve.”

Ao olhar para trás, ele resume o legado deixado à equipe da Veracel em três palavras que definem o propósito da empresa: valorizar a vida, inspirar pessoas e ser responsável. “Se esse propósito seguir vivo no dia a dia, a companhia continuará sendo uma grande empresa para trabalhar e para a sociedade.”

Informações: News PulPaper

Featured Image

MS mantém relação com 23 países da União Europeia e faturou US$ 1,3 bi em 2025

Celulose foi o principal item exportado ao bloco, somando 1 milhão de toneladas, equivalente a 26% do total.

Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia. A celulose liderou a exportação sul-mato-grossense, com 1 milhão de toneladas, o que representa 26% dos produtos do Estado para o bloco. Com a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, o titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, avalia que o Estado pode ampliar mercados.

Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia em 2025, gerando receita de US$ 1,3 bilhão. A celulose liderou as exportações com 1 milhão de toneladas, seguida por farelos de soja com 917 mil toneladas e carne bovina com 14 mil toneladas. Com a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, o Estado prevê ampliar mercados. A Semadesc destaca a certificação de propriedades agrícolas nos padrões europeus e o potencial de crescimento para produtos como etanol, soja em grãos e celulose solúvel da Bracell.LEIA AQUI

“A primeira expectativa do Governo do Estado é de que, a partir da aprovação desse acordo, nós consigamos ampliar [as exportações]. Na verdade, nós temos uma possibilidade de ampliação de produtos que serão mais competitivos. É importante entender que a redução de tarifa significa aumentar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses na União Europeia”, disse Verruck. O titular da pasta acredita que a celulose será um dos carro-chefes, sobretudo a celulose solúvel que a fábrica da Bracell vai produzir.

O segundo produto mais exportado são farelos de soja, que representaram 917 mil toneladas comercializadas para o bloco. A carne bovina aparece em terceiro, com 14 mil toneladas exportadas. Outra medida que pode abrir mais portas para os produtos sul-mato-grossenses é a certificação de propriedades agrícolas dentro dos padrões europeus de produção, acordo alinhavado durante a COP30, realizada em Belém (PA), em novembro do ano passado.

MS mantém relação com 23 países da União Europeia e faturou US$ 1,3 bi em 2025
Titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

“O Estado já fez um acordo com a União Europeia e avança na certificação. Vamos ter um certificado oficial nessas propriedades que não tiveram desmatamento depois de 2020 e estarão habilitadas para exportar seus produtos ao mercado europeu”, afirmou Verruck.

Outros produtos abundantes em Mato Grosso do Sul e que a União Europeia precisa são a soja em grãos e o farelo da soja, que devem ter as vendas aumentadas com o acordo. O secretário Jaime Verruck acredita, ainda, que haja espaço para o etanol produzido no Estado nos países europeus, que buscam descarbonizar a economia.

Saldo positivo – De acordo com dados do levantamento feito pela Assessoria de Economia da Semadesc, com a exportação de 3,76 milhões de toneladas de produtos, Mato Grosso do Sul faturou US$ 1,3 bilhão. No mesmo ano, as empresas do Estado compraram 77 mil toneladas de produtos do bloco europeu, perfazendo US$ 492 milhões. O saldo da balança comercial foi, portanto, altamente favorável a Mato Grosso do Sul no ano passado, fechando em US$ 812 milhões.

MS mantém relação com 23 países da União Europeia e faturou US$ 1,3 bi em 2025

Ao todo, o Estado manteve relações comerciais com 23 países da União Europeia em 2025, sendo 20 como destinos de exportações e 23 como origens de importações. A Holanda (31,7%) e a Itália (31,4%) foram as principais portas de entrada de produtos sul-mato-grossenses no mercado europeu no ano passado. Já a Finlândia, que domina a tecnologia de produção de máquinas para a indústria de celulose, forneceu 67% dos produtos comprados da União Europeia pelo Estado.

Featured Image

Setor da celulose deve ser principal beneficiado no acordo com europeus

Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, além da abertura de novos mercados, os preços nestes países são maiores do que na China.

A formação de maioria na União Europeia para aprovar o acordo comercial com o Mercosul tende a ser benéfico para todos os setores do agronegócio de Mato Grosso do Sul, mas um dos maiores beneficiados deve ser o da celulose, que está vivendo um boom na produção e que amargou perdas bilionárias no último ano por conta da queda nos preços.

De acordo com Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento  Sustentável, a redução de alíquotas nos países europeus, além de abrir mercado, cria a possibilidade de as indústrias locais conseguirem preços melhores pela celulose. 

Segundo ele, a União Europeia “é um mercado de alto valor agregado e que normalmente paga melhor do que outros mercados, mais que o próprio mercado chinês”, que atualmente é o principal destino da celulose exportada por Mato Grosso do Sul

No ano passado, Mato Grosso do Sul exportou 6,89 milhões de toneladas de celulole, o que foi 48% acima das 4,63 milhões de toneladas do ano anterior. Porém, a cotação em dólar sofreu queda significativa. A cesulose respondeu por quase 28% de todo o faturamento estadual com as exportações em 2025.

Os preços médios foram 21% menores que os do ano anterior, recuando de 572,39 dólares para 451,34 dólares a tonelada. No caixa das três indústrias que atuam no Estado, isso significou queda da ordem de R$ 4,5 bilhões no faturamento anual. 

Além dessa abertura de novos e melhores mercados para a celulose tradicional, a de fibra curta, o acordo com a União Europeia, segundo Jaime Verruck, cria importante perspectiva para a exportação de celulose solúvel que será produzida pela Bracell em Bataguasu. Esta celulose é usada principalmente na produção de vestimentas enquanto que  outra destina-se à produção de papéis. 

O acordo, embora deva entrar em vigor somente em dois um três anos, também terá importância fundamental para a exportação de carnes (bovina, suína e de aves), soja, açúcar e etanol, segundo Jaime Verruck. 

Para todos estes produtos, porém, foram fixadas cotas máximas de exportação. E, quando as vendas atingirem determinados patamares, as tarifas voltam a vigorar. No caso da celulose, porém, não existe teto de exportações. 

E, com a queda nos preços ao longo de quase um ano e meio, indústrias européis de produção de celulose passaram a operar no vermelho e algumas até suspenderam a produção. 

DIVERSIFICAÇÃO

Atualmente o comércio internacional de Mato Grosso do Sul é praticamente refém das vendas para a China, responsável por mais de 48,5 das compras. Na lista dos dez principais parceiros comerciais do Estado, aparecem somente a Holanda (Países Baixos) e a Itália. 

Juntos, estes dois países foram responsáveis pela importação de pouco mais de 800 milhões de dólares de produtos de Mato Grosso do Sul. A China, por sua vez, fez compras que somaram quase 4,8 bilhões de dólares. 

Por outro lado, é destacada a presença de países como Turquia, Irã e Bangladesh entre os principais parciros comerciais. Eles deixaram para trás algumas das grandes potências mundiais, como França, Alemanha e Espanha, por exemplo. 

Somenda a Holanda e a Itália apareceram entre os dez principais destinos das exportaões de MS no ano passado

Informações: Correio do Estado

Anúncios aleatórios