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Setor florestal tem incentivo para ampliar produção 

Programa estadual busca fomentar a cadeia produtiva de madeira em Goiás; fabricação de papel e uso de biomassa são focos.

A crescente demanda mundial por produtos de base florestal, como os voltados para fabricação de celulose e papel, e o aumento da produção industrial, que necessita desta biomassa em seus processos, abre oportunidades para a expansão da silvicultura. De olho neste potencial, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), lança nesta quinta-feira (15) o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal, que definirá medidas de estímulo para ampliar a produção desta cadeia produtiva e estimular investimentos no beneficiamento.

O Plano Diretor Estadual do Setor de Base Florestal reúne estudos edafoclimáticos, logísticos e econômicos para orientar estes investimentos e estruturar zonas produtivas. O boletim Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2024, do IBGE, mostrou que a produção do segmento florestal somou R$ 44,2 bilhões em 2024, um crescimento de 16,7% sobre 2023. A silvicultura respondeu por R$ 37,2 bilhões, avanço de 17,4%.

Em Goiás, a produção de lenha continua sendo o principal ativo da silvicultura, o que mantém o estado entre os maiores produtores nacionais da biomassa energética. Em 2024, foram produzidos 3,2 milhões de metros cúbicos de lenha de eucalipto. Mas o maior crescimento ocorreu na produção de madeira em tora de eucalipto, destinada ao setor de papel e celulose: foram 880,8 mil metros cúbicos, um aumento de 228%, enquanto o valor de produção cresceu 921%. O estado também se destaca na produção de borracha natural.

Atualmente, Goiás possui 123,2 mil hectares de florestas plantadas destinadas à produção florestal, que movimentaram R$ 782,6 milhões em 2024, segundo o IBGE. Mas, de acordo com a Seapa, a área apresenta potencial de expansão diante da demanda crescente e das condições climáticas favoráveis do Cerrado.

O Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal de Goiás, instituído pela Lei nº 21.674/2022, reconhece o setor florestal como estratégico e estabelece diretrizes para expansão sustentável. “Nos estados com vocação produtiva, a produção dos produtos de base florestal tem sido pouco expressiva, considerando o aumento da demanda, principalmente por produtos voltados a fabricação de papel e celulose e a biomassa de eucalipto como matéria-prima de processos agroindustriais”, avalia o secretário de Agricultura, Pedro Leonardo.

Ele lembra que Goiás é o estado com maiores indicadores de desenvolvimento industrial e que a produção de produtos de base florestal para matéria-prima não tem acompanhado o crescimento das agroindústrias e do setor de mineração. “A principal matéria-prima para o processamento destes ativos minerais são os produtos de base florestal, que têm demanda crescente no mundo”, adverte.

Goiás tem vantagens logísticas, climáticas/agronômicas e disponibilidade de terras para o cultivo de florestas em 7,5 milhões de hectares ocupados por pastagens degradadas ou em algum estágio de degradação, que podem ser convertidas em silvicultura para produção do volume necessário de matéria-prima que estimule os investimentos industriais. “São áreas que podem ser recuperadas através da silvicultura”, diz o secretário.

Além disso, ele lembra que há um aumento da demanda global por papel e celulose, principalmente nos países asiáticos, para fabricação de produtos como papéis sanitários, o que é oportunidade muito grande para a economia goiana. Por isso, o plano tem como objetivo propor um conjunto de medidas governamentais e do setor privado para criar um ambiente de atratividade para os investimentos florestais em Goiás.

“Poderemos aproveitar oportunidades também provenientes do crescimento industrial e do setor mineral, que demanda a biomassa de eucalipto”, diz .

Medidas

O Plano prevê medidas para desburocratizar legislações para licenciamentos ambientais pertinentes ao plantio e processos de implantação de indústrias fabricantes de papel e celulose. Segundo o secretário, as ações visam proporcionar incentivos para atrair investimentos no setor florestal, inclusive medidas tributárias, além de investimentos na qualificação da mão de obra. Mas, para que sejam atrativos e viáveis, estes investimentos precisam estar casados com o aumento do massivo florestal.

Pedro Leonardo ressalta que a ideia também é propor produtos customizados para facilitar o acesso ao crédito para os investimentos em florestas e industriais, através de linhas que já existem no BNDES e no FCO Rural. A Goiás Fomento deve criar linhas de crédito específicas, dentro de um pacote customizado, com taxas diferenciadas e maiores períodos de carência, adequados às características dessa cadeia produtiva. “O retorno financeiro vem a longo prazo e o período de carência precisa equivaler a este tempo”, explica.

O empresário e silvicultor, Manuel Nunes Teixeira, há 25 anos produz madeira em Abadia de Goiás e Guapó: eucalipto, mogno, paricá e a teca. A produção vai para sua fábrica de móveis ou é vendida para outras indústrias. Para ele, o problema da silvicultura é que todos os elos da cadeia trabalham desconectados. “Precisamos de um órgão para unir a cadeia e compartilhar conhecimentos. Só temos o apoio da Embrapa”, conta. Neste ano, Teixeira também está produzindo mais cavaco, para queima em caldeira. “Precisávamos de um programa assim. Houve uma corrida há algumas décadas para produzir eucalipto, mas, hoje, praticamente não tem produção no estado e as áreas foram cobertas por soja e milho, pela falta de incentivo para a silvicultura”, afirma.

Informações: O Popular

  •  (Arte/O Popular)(Arte/O Popular)
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Campo Grande sedia encontro estratégico de logística florestal

Iniciativa faz parte da estratégia da administração municipal para atrair investimentos.

A Prefeitura de Campo Grande, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento (SEMADES), promove nesta sexta-feira (16), o Workshop Logística Florestal 360°, Abastecimento, Transporte e Integração Regional. O evento, realizado em parceria com a Suzano, empresa do setor de celulose, será realizado às 8h no Teatro do Paço Municipal, reunindo autoridades, diretores da multinacional e empresários locais para discutir a eficiência da cadeia produtiva e a valorização das empresas da região.

Fomento ao Desenvolvimento Sustentável

O workshop busca criar uma ponte direta entre o poder público e o setor produtivo. Na pauta, temas cruciais como a melhoria da competitividade no transporte de carga, otimização do abastecimento e o fortalecimento do ambiente de negócios no estado.

Para o secretário da SEMADES, Ademar Silva Júnior, a iniciativa é um passo fundamental para a integração econômica. “Estamos articulando parcerias que garantam que o crescimento do setor florestal reflita diretamente na geração de empregos e oportunidades para os nossos fornecedores locais”, pontua.

Presenças Confirmadas

A programação contará com a participação da Prefeita de Campo Grande, do secretário Ademar Silva Júnior, além de diretores da Suzano e do Secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Brilhante, reforçando o caráter regional do debate.

A iniciativa faz parte da estratégia da administração municipal para atrair investimentos e garantir que a infraestrutura urbana e logística acompanhe o ritmo do desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.

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Exportações de madeira caem 3% em 2025, mas setor mostra resiliência e aposta em novos mercados 

Comércio exterior da madeira enfrenta cenário desafiador.

O setor madeireiro brasileiro encerrou 2025 com uma queda de 3% nas exportações, tanto em volume quanto em valores, segundo levantamento da WoodFlow com base em dados do ComexStat. O resultado reflete um ano marcado por instabilidades políticas e comerciais no cenário internacional, especialmente envolvendo os Estados Unidos e a Europa.

De acordo com Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o ano foi um dos mais desafiadores da última década.

“Fatores internos e externos afetaram diretamente as negociações, tornando 2025 um período de grande adaptação para o setor”, destacou o executivo.

EUA e Europa pesaram no desempenho das exportações

Entre os produtos analisados pela WoodFlow estão madeira serrada de pinus, compensado de pinus, tora de eucalipto, madeira serrada tropical, tora de teca, compensado de eucalipto, compensado tropical, madeira serrada de teca, tora de pinus e toras tropicais.

No total, o setor movimentou US$ 1,6 bilhão em 2025, ante US$ 1,7 bilhão em 2024. A retração foi puxada principalmente pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações brasileiras e pela incerteza gerada pelo regulamento europeu EUDR, que trata de produtos livres de desmatamento.

Os principais destaques em valor exportado foram o compensado de pinus, com US$ 712,6 milhões, e a madeira serrada de pinus, com US$ 662,1 milhões.

“Os Estados Unidos seguiram como principal destino, mas houve queda significativa a partir de abril, após o anúncio das tarifas recíprocas. Em setembro, os embarques caíram de forma acentuada”, explicou Milazzo.

Para ilustrar o impacto, o executivo aponta que em dezembro de 2024 o Brasil exportou US$ 45,8 milhões em produtos madeireiros para os EUA, enquanto no mesmo mês de 2025 o valor foi de apenas US$ 19,3 milhões.

Produtores buscam alternativas e conquistam novos mercados

Apesar das dificuldades, o setor mostrou capacidade de adaptação. Segundo a WoodFlow, a retração poderia ter sido ainda maior, não fosse a retomada gradual das exportações nos últimos meses de 2025.

“Acreditamos que esse movimento reflete a resiliência e a habilidade do produtor brasileiro em buscar novos mercados”, afirmou Milazzo.

Um exemplo é a madeira serrada de pinus, que teve pico de US$ 67,3 milhões exportados em fevereiro, caiu para US$ 42,7 milhões em agosto, mas voltou a US$ 55 milhões em dezembro.

Entre os novos destinos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos se destacaram como alternativas promissoras.

Já o compensado de pinus apresentou recuperação a partir de novembro, impulsionada pela possível prorrogação do EUDR na Europa, confirmada em dezembro. As exportações do produto subiram de US$ 37,3 milhões em novembro para US$ 58,6 milhões no último mês do ano.

Expectativas positivas e foco em eficiência para 2026

Para 2026, o setor madeireiro deve manter o foco em eficiência operacional e diversificação de mercados. Milazzo destaca que o próximo ano será crucial para ajustes estratégicos dentro das empresas.

“2026 é o momento de revisar processos, reduzir custos e ampliar a diversificação. Apesar dos desafios de 2025, o mercado mostrou resiliência. É hora de trabalhar com responsabilidade, manter a qualidade e olhar para o futuro com otimismo”, concluiu o CEO da WoodFlow.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lignum brasilis: tecnologia de IA revoluciona o combate ao comércio ilegal de madeira no Brasil

O Brasil passa a contar com um novo aliado no enfrentamento à exploração madeireira ilegal. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), lançou oficialmente o Lignum brasilis, um aplicativo que utiliza inteligência artificial (IA) para a identificação de espécies de madeira diretamente em campo.

Desenvolvida por meio de cooperação entre o Laboratório de Produtos Florestais (LPF/SFB), o UNODC e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a ferramenta representa um avanço relevante para a fiscalização ambiental e a conservação das florestas brasileiras, ao ampliar a capacidade de identificação rápida e confiável de madeiras nativas.

Foto: Pixabay

Agilidade e precisão na fiscalização florestal

O lançamento do Lignum brasilis inaugura uma nova etapa na gestão florestal do país, oferecendo mais agilidade, precisão e autonomia tecnológica às ações de fiscalização, pesquisa e controle ambiental. Em sua fase inicial, o foco está no combate ao comércio ilegal de madeiras nativas, contribuindo diretamente para a proteção de espécies ameaçadas.

Segundo Carlos Affonso, vice-diretor da Unesp, o uso de tecnologias baseadas em machine learning é estratégico para o Brasil. “A aplicação da inteligência artificial permite desenvolver soluções robustas voltadas à conservação florestal e ao interesse público”, afirma.

Base de dados científica e desempenho do sistema

A eficiência do aplicativo está apoiada em uma base de dados científica robusta. De acordo com Alexandre Bahia Gontijo, chefe substituto do Laboratório de Produtos Florestais do SFB, mesmo em estágio inicial, o Lignum brasilis já apresenta resultados promissores na identificação das principais espécies comercializadas no país.

Conforme informações institucionais, o sistema é alimentado por um amplo conjunto de imagens e amostras de espécies tropicais, reunidas com o apoio de instituições de referência, entre elas:

  • Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ);
  • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG);
  • Embrapa;
  • Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA);
  • Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Como funciona o Lignum brasilis

Em campo, o aplicativo permite que agentes capturem imagens da estrutura macroscópica da madeira por meio de dispositivos móveis, que podem ser acoplados a acessórios ópticos específicos. A partir dessas imagens, a inteligência artificial analisa padrões anatômicos e fornece a identificação da espécie em poucos segundos.

Essa funcionalidade amplia o alcance das ações de fiscalização, reduz a dependência de análises laboratoriais e permite que profissionais não especializados realizem identificações confiáveis, agilizando o combate a crimes ambientais.

Impacto ambiental e relevância internacional

A inovação ganha relevância diante do impacto global do desmatamento ilegal, atividade que movimenta bilhões de dólares anualmente e está associada ao crime organizado e às mudanças climáticas.

No contexto brasileiro, o Lignum brasilis fortalece o cumprimento da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), especialmente no controle de espécies de alto valor comercial, como Ipê (Handroanthus spp.), Cumaru (Dipteryx spp.) e Cedro (Cedrela spp.).

Disponibilidade e próximos passos

O Lignum brasilis deverá ser disponibilizado gratuitamente nas principais lojas de aplicativos. Após o lançamento, está prevista a distribuição de equipamentos de captura de imagem para instituições parceiras, como o Ibama e xilotecas nacionais, fortalecendo a rede de monitoramento e fiscalização ambiental em todo o país.

Com base científica sólida, tecnologia nacional e cooperação internacional, o Lignum brasilis se consolida como uma ferramenta estratégica no enfrentamento ao comércio ilegal de madeira e na proteção das florestas brasileiras.

A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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Transporte de peças gigantes de usina de celulose deixa trânsito lento em rodovias de MS

Peças gigantes, carretas em fila e paciência no volante. Esse será o cenário nas rodovias MS-134 e BR-267, em Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira, com o transporte de uma carga superdimensionada destinada a uma usina de celulose.

O comboio, formado por várias carretas, transporta equipamentos industriais e deve provocar lentidão no tráfego no trecho da MS-134 entre Batayporã e o distrito de Nova Casa Verde, na região de Nova Andradina. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), a operação está prevista para começar por volta das 7h30 e deve seguir até, aproximadamente, 11h.

Transporte de peças gigantes de usina de celulose deixa trânsito lento em rodovias de MS

A carga saiu de Açaí, no interior do Paraná, e tem como destino final o município de Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. Durante o deslocamento pela MS-134, a escolta ficará sob responsabilidade da PMR, que orienta os motoristas a redobrar a atenção e, se possível, evitar o trecho durante o período da operação.

Ao chegar à BR-267, em Nova Casa Verde, a escolta passará a ser feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a empresa responsável pelo acompanhamento do transporte, a previsão inicial era que a carga chegasse ao destino na sexta-feira (16), mas o cronograma pode sofrer atrasos em razão das fortes chuvas registradas nos últimos dias.

Esse tipo de transporte tem se tornado cada vez mais comum na região norte de Mato Grosso do Sul, impulsionado pela implantação e ampliação de indústrias de papel e celulose, que demandam o deslocamento de equipamentos de grande porte pelas rodovias estaduais e federais.

Informações: Enfoque MS

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Florestar – Indústria Florestal Paulista completa 35 anos como referência na representação do setor florestal paulista

Ao longo de 35 anos, a entidade ajudou a construir segurança jurídica, diálogo institucional e uma agenda técnica para a silvicultura em São Paulo.

Quando a Florestar – Indústria Florestal Paulista foi criada, no início da década de 1990, o setor florestal paulista vivia um período de transição profunda. O crescimento das florestas plantadas já era uma realidade econômica, mas o ambiente institucional, regulatório e social ainda carecia de articulação, segurança jurídica e reconhecimento público. Trinta e cinco anos depois, a trajetória da associação se confunde com a própria maturação da silvicultura no Estado de São Paulo.

A origem da Florestar está ligada a uma lacuna clara de representação. À época, as empresas florestais contavam principalmente com entidades de abrangência nacional, como a então BRACELPA, antecessora da IBÁ, cuja atuação estava concentrada nos segmentos de celulose, papel e painéis de madeira. Embora relevantes, essas entidades não conseguiam absorver as especificidades regionais de São Paulo — um estado com grande diversidade produtiva, diferentes perfis de produtores e uma estrutura regulatória própria.

O nascimento de uma entidade regional forte

Foi nesse contexto que, em 1990, surgiu a Florestar. A entidade foi criada durante uma reunião considerada histórica, realizada na antiga Champion Papel e Celulose, em Mogi Guaçu, reunindo representantes de empresas florestais de diferentes portes, associações de produtores e técnicos de órgãos ligados à Secretaria da Agricultura do Estado, especialmente do então Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais (DEPRN).

Manoel de Freitas / Divulgação

“Naquele momento, o setor precisava de uma voz própria, que dialogasse diretamente com o governo estadual e com a sociedade paulista”, relembra Manoel de Freitas, engenheiro florestal e primeiro presidente da Florestar. Ele esteve à frente da entidade nos seus primeiros cinco anos, período decisivo para consolidar sua credibilidade institucional.

Segundo Freitas, a união do setor foi determinante para o sucesso da iniciativa. “A Florestar nasceu com o propósito de defender as necessidades do setor florestal paulista e, ao mesmo tempo, mostrar à sociedade a importância econômica, ambiental e social das florestas plantadas”, afirma.

Proximidade institucional e segurança jurídica

Nos primeiros anos, a atuação da Florestar esteve fortemente ligada ao diálogo com os órgãos públicos estaduais. A proximidade com a Secretaria da Agricultura, as Casas da Agricultura e as estruturas regionais do governo permitiu que a entidade participasse ativamente da construção de políticas públicas e da interpretação de normas ambientais que impactavam diretamente a produção florestal.

Para Nelson Barbosa Leite, engenheiro agrônomo e silvicultor, esse trabalho foi essencial para garantir segurança jurídica em um período marcado por incertezas regulatórias. “São Paulo tinha políticas específicas, como a reposição florestal, que exigiam acompanhamento técnico e institucional constante. Era preciso alguém que conhecesse a realidade do campo e levasse essas demandas ao governo”, explica.

Nelson Barbosa Leite

Além das grandes empresas, a Florestar teve papel relevante na integração dos pequenos e médios produtores, especialmente em regiões onde o acesso à tecnologia e à informação ainda era limitado. A entidade atuou como ponte entre o conhecimento técnico das grandes empresas e a realidade dos produtores independentes, promovendo capacitação, reuniões regionais e ações de extensão.

A evolução do associativismo florestal

Com o passar dos anos, o setor florestal paulista passou por um processo de amadurecimento técnico e econômico. A engenharia florestal deixou de ser guiada apenas pela vocação e passou a incorporar de forma mais intensa conceitos de gestão, produtividade e eficiência.

José Ricardo Ferraz

Esse movimento também transformou a Florestar. De acordo com José Ricardo Ferraz, engenheiro florestal e ex-presidente da entidade, a associação deixou de ser apenas um grupo de entusiastas para se tornar uma organização orientada a resultados. “A competitividade do setor e a necessidade de uma comunicação mais clara com a sociedade exigiram uma nova postura. A Florestar foi o espaço escolhido para conduzir essa transformação”, afirma.

Durante sua gestão, Ferraz liderou uma mudança importante no estatuto da entidade, ampliando sua representatividade. A Florestar passou a integrar, de forma estruturada, produtores florestais independentes, empresas prestadoras de serviços, fabricantes de equipamentos, investidores e outros elos da cadeia produtiva. Essa diversidade fortaleceu a legitimidade da associação e ampliou sua capacidade de interlocução institucional.

Sustentabilidade como construção histórica

Muito antes de o termo sustentabilidade ganhar destaque no debate público, o setor florestal paulista já convivia com regras ambientais rigorosas. Segundo Nelson Barbosa Leite, o respeito à legislação e às áreas de preservação sempre fez parte da cultura do setor, embora o conceito tenha se ampliado ao longo do tempo.

“O que hoje chamamos de sustentabilidade envolve não só o meio ambiente, mas também questões sociais, relações de trabalho, proteção da biodiversidade e uso responsável dos recursos hídricos”, afirma. Nesse processo, a Florestar teve papel relevante ao mediar conflitos, esclarecer informações técnicas e apoiar seus associados em momentos de pressão social e política.

A atuação da entidade foi especialmente importante em debates municipais e regionais sobre o plantio de florestas, uso do solo e ocupação de áreas sensíveis, ajudando a construir soluções técnicas baseadas em ciência e diálogo.

Um legado construído coletivamente

Ao completar 35 anos, a Florestar se apresenta como uma entidade madura, que soube evoluir sem perder sua essência. Para Manoel de Freitas, o segredo dessa longevidade está na capacidade de adaptação e no espírito coletivo. “A Florestar sempre se aperfeiçoou, se ajustando às novas demandas e mantendo seus participantes unidos em torno de um objetivo comum”, destaca.

A história da associação se confunde com a própria consolidação da silvicultura paulista, hoje reconhecida nacional e internacionalmente por sua produtividade, base técnica e compromisso com boas práticas. Mais do que representar interesses setoriais, a Florestar ajudou a construir pontes — entre empresas e produtores, entre o setor e o governo, e entre a silvicultura e a sociedade.

Em um cenário de novos desafios, como a intensificação tecnológica, a agenda climática e a crescente cobrança por transparência e responsabilidade social, a entidade chega aos seus 35 anos preparada para seguir desempenhando um papel estratégico no futuro das florestas plantadas no Brasil.

Saiba mais sobre a Florestar no link.

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Parceiros do Bem: Arauco e fornecedores fortalecem impacto social em Inocência

Iniciativa amplia ações solidárias nas áreas do Projeto Sucuriú; três instituições já foram beneficiadas.

Arauco, por meio do programa Parceiros do Bem, está mobilizando fornecedores do Projeto Sucuriú para formar uma rede de solidariedade em apoio a instituições sociais de Inocência (MS). A proposta é unir esforços com empresas parceiras e organizações locais para promover iniciativas coletivas que impulsionem o desenvolvimento social no município que recebe a primeira fábrica de celulose da companhia no Brasil.

As primeiras doações ocorreram em dezembro, em parceria com a Veolia, com a entrega de móveis e equipamentos para quatro entidades que atendem idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência: Apae de Inocência; Lar dos Idosos Jeferson Leandro Prado Elias, Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes e Casa de Passagem – esta última, criada em parceria com a Prefeitura para acolher, temporariamente, pessoas em situação de vulnerabilidade social, com investimentos garantidos pelo Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, que direciona R$ 85 milhões para ampliação da infraestrutura urbana e serviços públicos em Inocência.

“Com esta mobilização conjunta, somamos forças para construir um legado positivo para a comunidade de Inocência, transformando vidas”, afirma Claudia Cristina Belchior, gerente de Desempenho Social da Arauco. “O programa nasce como um espaço de articulação entre empresas que atuam no projeto, promovendo a união de esforços e o direcionamento estratégico do investimento social privado no município. Convidamos todas as empresas que ainda não aderiram à iniciativa a se juntarem a essa corrente do bem, fortalecendo ações que geram impacto social positivo e duradouro”, complementa.

Para a Veolia, que fornece soluções avançadas de tratamento de efluentes ao Projeto Sucuriú, a ação reforça a responsabilidade socioambiental. “Nossa participação reafirma o compromisso compartilhado em gerar impacto social relevante e sustentável para a população local”, destaca Fernando Formoso, Gerente de Projetos na Veolia | Water Tech Brasil.

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Sergomel lança Super Bitrem para transporte florestal e amplia eficiência logística no escoamento de madeira

Implemento de nove eixos eleva capacidade volumétrica, reduz custos operacionais e reforça segurança nas operações do setor florestal.

A Sergomel colocou no mercado o Super Bitrem, implemento desenvolvido para o transporte de cargas pesadas e volumosas no segmento florestal, com foco em madeira. A solução foi projetada para ampliar a eficiência logística das operações, combinando maior capacidade de carga com redução de custos operacionais e de manutenção.

De acordo com Vagner Gomes, diretor comercial da empresa, a adoção de implementos específicos é determinante para o desempenho no setor. Segundo ele, os bitrens utilizados na indústria florestal exigem características próprias de capacidade, manobrabilidade e segurança, e o Super Bitrem foi concebido para atender a esses requisitos.

O ganho logístico do equipamento está associado à composição escolhida. Trata-se de um bitrem de nove eixos, formado por dois semirreboques, com PBTC de 74 toneladas. Essa configuração reduz custos com emplacamento e componentes, além de impactar positivamente o investimento inicial e as despesas de manutenção ao longo da operação.

Outro diferencial está no projeto do chassi. A partir de estudos técnicos e processos de melhoria contínua, a Sergomel desenvolveu longarinas robustas e, ao mesmo tempo, mais esbeltas, capazes de assegurar confiabilidade estrutural e segurança, com redução do centro de gravidade da composição. A suspensão rebaixada contribui para um ganho aproximado de 30% no volume útil transportado.

O uso de aço de alta resistência também é parte central do projeto. A empresa aplica, no segmento florestal, o know-how acumulado desde 2004 no mercado canavieiro, o que permitiu reduzir a tara das composições e ampliar o volume de carga dentro dos limites legais de peso bruto total.

Fundada em 1975, em Sertãozinho (SP), a Sergomel iniciou suas atividades no setor sucroalcooleiro e, ao longo das décadas, diversificou sua atuação para os segmentos rodoviário e florestal. Hoje, opera com um parque fabril de 96,8 mil metros quadrados, capacidade produtiva de 2.640 equipamentos por ano e presença em todo o território nacional, além de exportações para países da América Latina, Europa, África e Ásia.

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Voith Paper atua para aumentar capacidade, segurança e confiabilidade de rebobinadeiras nas fábricas de papel

Portfólio inclui assistência técnica especializada, upgrades tecnológicos, manutenção preventiva e treinamentos para aumentar produtividade e reduzir riscos operacionais.[

A Voith Paper, líder global em tecnologias para o setor de papel, oferece diversos serviços para apoiar as fabricantes na otimização de suas rebobinadeiras. Responsáveis por converter os rolos jumbo em bobinas menores, as rebobinadeiras são equipamentos fundamentais para o processo de produção do papel.

As rebobinadeiras operam de forma intermitente, em contraste ao processo contínuo das máquinas de papel. Isso implica na importância da padronização e redução dos tempos improdutivos do equipamento para a absorção da produção da linha de fabricação. Na prática, entretanto, seja após incrementos de velocidade nas máquinas de papel ou pela deterioração do desempenho da rebobinadeira por falta de manutenção adequada, é comum que a seção apresente limitações de produtividade.

“Quando a rebobinadeira não acompanha a produção da máquina de papel, todo o processo sofre. Há redução de capacidade global da linha, aumento do risco de paradas e necessidade de reprocessamento”, explica Gabriel Azevedo, Engenheiro de Aplicação da Voith Paper.

Além disso, boa parte da base instalada no Brasil é composta por equipamentos com alto nível de intervenção manual, aumentando a exposição ao risco operacional e a possibilidade de falha humana.

Problemas mecânicos, falhas de automação ou ajustes inadequados na rebobinadeira também podem comprometer o valor agregado ao produto nas etapas anteriores de fabricação, exigindo a repetição de processos e elevando custos.

Com profunda expertise em processos, automação e mecânica, a Voith Paper oferece um portfólio robusto de serviços voltados especificamente às rebobinadeiras. Entre as soluções estão:

  • Serviços especializados de assistência técnica em processos, mecânica, hidráulica/pneumática, automação e medições de vibração;
  • Peças de reposição e planos de manutenção preventiva;
  • Upgrades para incremento de capacidade, qualidade e/ou segurança operacional (NR12);
  • Treinamentos conceituais e práticos para as equipes de produção e manutenção;
  • Contratos customizados de suporte / gestão técnica (combinação entre serviços, peças, upgrades, treinamentos e gestão de acordo com as necessidades específicas do seu equipamento e processo).

“Nosso trabalho é colaborativo. Atuamos junto às equipes das fábricas para identificar gargalos, melhorar a confiabilidade e sintonia dos sistemas, reduzir intervenções manuais e entregar um processo mais seguro, estável e produtivo”, reforça Gabriel.  .

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Suzano está com 10 processos seletivos abertos para atender suas operações em Mato Grosso do Sul

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está com 10 processos seletivos abertos em diferentes áreas para atender suas operações em Água Clara, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). As inscrições estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e podem ser feitas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).

Em Água Clara, está disponível uma vaga para o cargo de Mecânico(a) I. Em Ribas do Rio Pardo, as pessoas interessadas podem concorrer aos processos seletivos para Retificador(a) de Corrente, Motorista Lavador, Comboísta, Analista de Facilities Pleno,  Técnico(a) de Manutenção Mecânica II  e Operador(a) de Máquinas Florestais. Para Três Lagoas, há uma vaga para Motorista de Logística Florestal – Exclusiva PCD. Já em Campo Grande, há uma vaga para Supervisor(a) de Logística I.

Segue a lista completa dos processos seletivos da Suzano em andamento no estado e os respectivos links para inscrições. Nas páginas, é possível consultar os pré-requisitos de cada vaga, detalhamento da função e benefícios ofertados pela empresa.

Água Clara

Mecânico(a) I – inscrições até 16/01/2026: Página da vaga | Mecânico(a) I

Ribas do Rio Pardo

Técnico(a) de Manutenção Mecânica II – inscrições até 14/01/2026: Página da vaga | Técnico(a) Manutenção Mecânica II

Retificador(a) de Corrente – inscrições até 16/01/2026: Página da vaga | Retificador(a) Corrente

Motorista Lavador – inscrições até 16/01/2026: Página da vaga | Motorista Lavador

Operador(a) de Máquinas Florestais – inscrições até 16/01/2026: Página da vaga |Operador(a) de Máquinas Florestais

Comboísta – inscrições até 17/01/2026: Página da vaga | Comboista

Operador(a) de Máquinas Florestais – inscrições até 18/01/2026: Página da vaga |Operador(a) de Máquinas Florestais

Analista de Facilities PL- inscrições até 18/01/2026: Página da vaga | Analista de Facilities PL

Três Lagoas

Motorista de Logística Florestal – Exclusiva PCD – inscrições até 31/01/2025: Página da vaga | Motorista de Logística Florestal – Exclusiva PCD

Campo Grande

Supervisor(a) de Logística I – inscrições até 18/01/2026: Página da vaga | Supervisor(a) Logística I

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

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