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Eldorado Brasil amplia frota de caminhões e abre oportunidades para o setor

Número de caminhões dedicados ao transporte da madeira chega a 150 e gera imediatamente mais de 65 vagas para motoristas

A Eldorado Brasil Celulose ampliou sua frota própria de caminhões para o transporte dos eucaliptos, que são colhidos em suas florestas plantadas em Mato Grosso do Sul para a produção de celulose e energia. O aumento no número de caminhões e composições tritrens geraram a abertura imediata de 65 vagas para as cidades de Três Lagoas (MS) e Água Clara (MS). As oportunidades são para motoristas carreteiros, homens e mulheres.

“Os novos caminhões que irão agregar a frota atual deverão ser entregues em setembro, o que significa que precisamos contratar os motoristas agora, para que os caminhões já cheguem e entrem na operação. Equipamento parado significa prejuízo”, explica Marcius Braga, diretor da transportadora, na Eldorado Brasil.

Entre os benefícios oferecidos aos colaboradores da Eldorado, estão: Assistência Médica e Odontológica, Vale Refeição e Vale Alimentação, PPR – Programa de Participação de Resultados, Plano de Previdência Privada e Seguro de Vida.

As vagas estão descritas no site da empresa, www.eldoradobrasil.com.br e os interessados podem se cadastrar, clicando na aba ‘Trabalhe Conosco’. Caso exista uma oportunidade relacionada ao currículo, um e-mail com os próximos passos do processo seletivo será enviado ao candidato da vaga.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil é uma empresa de base florestal, com mais de 250 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul. Em Três Lagoas (MS), a companhia opera uma fábrica com capacidade para produzir 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano e uma usina termelétrica que gera 50 megawatts/hora de energia. A Eldorado conta com o trabalho de mais de 5 mil colaboradores no Brasil e em escritórios internacionais.

Fonte: Eldorado Brasil

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Suzano compartilha novo vídeo avanços nas obras da nova fábrica em Ribas do Rio Pardo (MS)

O mês de agosto marca o início da verticalização das obras, com a montagem dos primeiros pilares e placas pré-moldadas, além da fabricação de grandes equipamentos em outros estados e países.

As obras de construção da nova fábrica de celulose da Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, em Ribas do Rio Pardo (MS), seguem o cronograma com importantes evoluções registradas até o mês de agosto. O andamento das frentes de trabalho pode ser conferido em novo vídeo divulgado pela empresa por meio do link https://bit.ly/3PIDPLG.

Com a evolução das fundações das diversas frentes, as imagens apresentam as superestruturas sendo verticalizadas na obra com peças pré-moldadas das paredes dos tanques da ETE e ETA (estações de tratamento de efluentes e de água, respectivamente), dos pilares e vigas do prédio das Máquinas Extratoras e de diversas salas elétricas (Preparo de Cavacos, Caustificação e ETA), por exemplo.

No vídeo, também é possível conferir a fabricação de grandes equipamentos para a obra que serão enviados de outros estados brasileiros e países como, por exemplo, China e Finlândia. O material ainda registra visita técnica à associação de reciclagem de eletrônicos, reuniões com a Prefeitura de Ribas do Rio Pardo a respeito do Plano Básico Ambiental (PBA) para o município e a turma que participou do curso preparatório para inscritos no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), oferecido gratuitamente pela empresa e a administração municipal para apoiar a conclusão dos estudos de jovens e adultos.

Projeto Cerrado

Anunciado em maio de 2021 e confirmado pelo Conselho de Administração da Suzano no início de novembro do mesmo ano, o Projeto Cerrado receberá investimento total de R$ 19,3 bilhões e, no pico das obras, deverá gerar cerca de 10 mil empregos diretos. Prevista para entrar em operação no segundo semestre de 2024, a nova fábrica – que será a unidade mais competitiva da Suzano –, vai produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano, empregando 3 mil pessoas, entre colaboradores próprios e terceiros, nas áreas florestal e industrial, e movimentando toda a cadeia econômica da região.

Sobre a Suzano

A Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 97 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br

Fonte: Suzano

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PONSSE Cobra: o Harvester de pneus ideal para áreas planas

“É um equipamento robusto que garante a escalabilidade, com maior eficiência energética”

A operação florestal do Brasil tem inúmeros desafios e o principal deles é a produtividade. No caso das máquinas de colheita florestal, são necessárias qualidades como alta eficiência energética e robustez para atender a alta demanda de trabalho diário. Com esse cenário, a Ponsse, marca finlandesa de máquinas de colheita florestal Cut-to-Length (CTL), tem no mercado o harvester PONSSE Cobra. Um multitalento capaz de colher e processar em diferentes situações entregando melhores resultados sobretudo em áreas planas.

Lançado em 2018, o PONSSE Cobra veio como uma solução intermediária entre os produtos do portfólio da marca. Ele possui maior potência que os modelos Beaver e Fox, o que permite atender áreas onde o gigante Bear seria grande demais. “É um equipamento robusto que garante a escalabilidade, com maior eficiência energética, ou seja, menor consumo de combustível por metro cúbico de madeira colhida. Tudo isso com a preocupação com o meio ambiente e conforto para o operador”, destacou o gerente de vendas e marketing da Ponsse, Rodrigo Marangoni.

“Optamos não só pelo harvester PONSSE Cobra, mas pelos outros produtos da Ponsse, primeiro de tudo pela confiabilidade e pós-venda. O equipamento é versátil, com manutenção relativamente baixa, apresenta ótimo consumo e alta eficiência energética. Esses pontos somados se resumem na redução do custo operacional. A máquina ainda possui tecnologia embarcada – principal diferencial da Ponsse perante os concorrentes – que nos dá maior produtividade e facilidade na operação. A identificação de falhas e erros no painel facilita muito as configurações gerais, tanto para manutenção quanto para operação. Além disso, a tecnologia disponível também facilita o processamento de dados da produção e integração com outras áreas da operação florestal”, destacou Jairo Reckziegel, gerente de colheita e manutenção da Remasa, empresa florestal atendida pela Timber, representante da Ponsse no Sul do Brasil.

Quando comparado com os modelos mais usados para áreas planas, o PONSSE Cobra se destaca principalmente por ser uma máquina purpose built, construída especialmente para atender a colheita florestal de alta intensidade. Entre as características que fazem ele sair na frente, é possível destacar:

  • Multitalentos: pode ser equipado com dois tipos de gruas diferentes (telescópica ou paralela) e três tipos diferentes de cabeçotes para colher diversos tipos de florestas.
  • Pneus: por ser uma máquina de pneus possui maior estabilidade, melhor distribuição de peso, proporciona conforto durante a operação e deslocamento ágil, podendo chegar a 20 km/h, tendo mais tempo de horas disponíveis para o trabalho. Sem falar ainda na menor degradação do solo ao operar ou transitar pelo talhão.
  • Potência: O motor mais potente e equipado com um sofisticado sistema de controle faz com que a operação seja sempre na faixa ideal de rotação, ajustando a potência à demanda de energia do harvester em tempo real.
  • Visibilidade: A cabine ampla permite uma melhor visibilidade o que garante a aplicação de métodos mais eficazes de colheita. Com menos movimentos desnecessários, melhor posicionamento da máquina na frente de trabalho, há menos consumo de combustível e menor emissão de CO2.
  • Autonomia: O tanque de combustível com capacidade para 380 litros, somado ao adicional externo de 400 litros, garante mais horas de máquina produtiva.
  • Ergonomia e segurança: A cabine ampla, ergonômica e segura permite uma operação sem stress durante todo o turno operacional, seguindo as normas regulamentadoras nacionais.
  • Manutenção facilitada: O chassi, o posicionamento de peças e o sistema hidráulico é simplificado, garantindo uma manutenção mais fácil à campo.

“Se mostra ideal para as operações brasileiras, que em sua maioria ocorrem em áreas planas. O PONSSE Cobra garante, junto com o forwarder, um custo total de operação mais competitivo se comparado a outros sistemas de operação. Esse conjunto produz mais porque permite a adoção de métodos de colheita mais eficazes, consome menos combustível por metro cúbico produzido e ainda garante conforto ao operador. E claro, é mais sustentável. “, finalizou Rodrigo.

Fonte: Ponsse

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Suzano e Senai concluem primeiro ciclo de cursos técnicos com 197 profissionais certificados em Ribas do Rio Pardo (MS)

Ação de qualificação, que contou com a parceria do Senai e apoio da Prefeitura de Ribas do Rio Pardo, foi 100% gratuita. Profissionais saem aptos a atuar nas áreas técnicas de elétrica, mecânica, automação e química.

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, realizou na noite desta quinta-feira (25) o encerramento dos cursos de seu primeiro Programa de Qualificação Técnica para a Operação Industrial em Ribas do Rio Pardo (MS). A cerimônia realizada na cidade reuniu 197 novos técnicos e técnicas certificados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para atuar nas áreas de eletrotécnica, mecânica, automação e química. A expectativa da empresa é que pelo menos 50% dos(as) formandos(as) sejam contratados(as) para trabalharem nas operações da nova fábrica que a empresa está construindo no município.

“Nada é mais gratificante do que chegar aqui, neste momento, e ver o semblante de realização e esperança de um futuro melhor em cada um de vocês, que agora estão preparados para um mercado de trabalho tão desafiador”, observou o diretor de Engenharia da Suzano Maurício Miranda, responsável pelas obras de implantação da nova fábrica no município, ao cumprimentar os alunos e alunas pelo início da jornada. “Isso é tudo o que importa para a empresa: a geração de oportunidades que estamos promovendo por meio do empreendimento que, com toda certeza, está contribuindo para a transformação de muitas histórias de vida em trajetórias de sucesso”, completou.

Realizado em parceria com o Senai, com apoio da Prefeitura de Ribas do Rio Pardo, o programa integra as iniciativas que a Suzano vem desenvolvendo na região para qualificação de mão de obra para atuação em suas futuras operações industriais no município. Os cursos técnicos em mecânica, automação, eletrotécnica química começaram em novembro de 2021 e, o curso pós-técnico industrial em março deste ano. Todos os novos e novas técnicas realizaram os cursos gratuitamente e ainda receberam benefícios como bolsa-auxílio de R$ 1,5 mil e alimentação no local, entre outros.

Para Leonardo Pimenta, gerente executivo industrial da nova unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo, o momento representou mais um exemplo do cuidado da empresa em qualificar a mão de obra local e gerar oportunidades de trabalho para as pessoas da cidade e da região. “Promovemos ações assim por entendermos que podemos ir muito além da geração de empregos, levando conhecimento e desenvolvimento profissional como benefícios permanentes para os moradores de Ribas do Rio Pardo e de municípios da região”, afirmou, destacando a determinação da empresa em atuar sempre com um olhar local por acreditar que “só é bom para nós se for bom para o mundo”.

O Programa de Qualificação Técnica para a Operação Industrial da Suzano contou com sete turmas divididas em duas frentes: uma aberta em novembro do ano passado com participantes que concluíram o Ensino Médio, mas nunca haviam feito um curso técnico, e outra aberta em março deste ano com pessoas que já haviam feito algum curso técnico. Os cursos de formação foram ministrados pelo Senai no próprio município de Ribas do Rio Pardo, de segunda a sexta-feira, com oito horas diárias de capacitação entre aulas práticas e teóricas.

Na avaliação do diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, a conclusão das primeiras turmas dos cursos representa uma conquista não somente dos 197 alunos concluintes, mas também da instituição e da empresa. “Estamos terminando uma formação que durou nove meses e que foi cheia de desafios. Nós todos aqui vencemos os obstáculos que surgiram, trabalhamos em equipe e hoje vemos a transformação pessoal e profissional de cada um dos alunos que passaram por aqui. Nosso objetivo está sendo cumprido, que é levar educação para as pessoas, ajudá-las a transformar suas vidas, e também apoiar o desenvolvimento do setor industrial”, concluiu.

Oportunidade única

Aline Alves Lima, de 19 anos, foi uma das alunas que concluíram o curso técnico em química e acredita ter sido o primeiro passo rumo a uma carreira de sucesso. “Eu havia terminado o Ensino Médio numa escola pública de Ribas do Rio Pardo e não sabia que profissão escolher. Já gostava de estudar Química e Biologia, então agarrei essa oportunidade e me dediquei bastante. Estou fascinada pela área! Não vejo a hora de começar a trabalhar nela e, futuramente, me graduar em Engenharia Química”, contou.

Fazer o curso técnico em automação era uma das metas do engenheiro civil Bruno Satel, de 35 anos, antes mesmo de as inscrições serem abertas pela Suzano e pelo Senai. Ele só aguardava uma oportunidade. “Sempre gostei da área de automação e buscava o curso técnico para poder unir meus conhecimentos em Engenharia e poder trabalhar especificamente com isso. A formação que tivemos foi muito boa e me fez enxergar a possibilidade de atuar em grandes empresas e alavancar minha carreira”, disse.

Sobre a Suzano

Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 98 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br.

Fonte: Suzano

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Reunião discutiu demandas para chegada da fábrica de celulose da Arauco em Inocência-MS

Grupo chileno vai construir quinta fábrica de celulose de MS

Após o anúncio da chega do investimento da empresa chilena Arauco no Mato Grosso do Sul, iniciaram as tratativas para iniciar os trabalhos no munícipio de Inocência. 

Estiveram reunidos os representantes do Sistema Fiems com o diretor de desenvolvimento e novos negócios da empresa chilena Arauco, Mário Neto, e o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos, nesta quarta-feira (24/08), em Campo Grande. Na pauta, as discussões giraram em torno das demandas de capacitação de trabalhadores e oferta de serviços no local e na região.

O grupo chileno deve investir até R$ 15 bilhões para a construção de uma fábrica de celulose em Inocência. O empreendimento deve contar com 12 mil trabalhadores no pico da obra e tem previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2028. Diante dessa perspectiva de transformação econômica e social, a empresa e o município iniciaram diálogos com parceiros para colaborar com a elaboração do plano de capacitação das pessoas e das empresas para fazer frente às demandas do projeto.

Por parte da Fiems, estiveram presentes o chefe de gabinete da presidência, Robson Del Casale, representando o presidente Sérgio Longen; o superintende regional do Sesi, Régis Borges; o superintendente do IEL, Sílvio Marães; e o gerente de educação do Senai, Rogaciano Adão Canhete Júnior
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Durante a reunião, os gestores do Sistema Fiems conheceram a política de relacionamento e proximidade da Arauco com as comunidades onde está presente e também apresentaram um panorama geral sobre a atuação da Fiems junto ao setor industrial sul-mato-grossense.

Segundo Robson Del Casale, o próximo passo será apresentar detalhadamente os serviços que a Fiems pode oferecer com base nas necessidades do município e da Arauco. “Esse é um projeto grandioso, algo que muda a realidade da região e do Estado. A ideia do Sistema Fiems é que a gente possa oferecer tudo o que existe de melhor em qualificação profissional, educação, saúde e segurança do trabalho. Assim, estaremos colaborando com essa mudança de perspectiva econômica e social do município”, afirmou via assessoria.

Mário Neto conta que a Arauco está empenhada em compreender a cultura local e garantir que a comunidade possa fazer parte do Projeto Sucuriú. “Queremos ser parte de Inocência, por isso, buscamos conhecer as potencialidades da região e da comunidade local. Com a instalação de nossa fábrica no município, oportunidades de emprego e renda surgirão. Queremos garantir que a população de Inocência esteja preparada para isso, e a capacitação profissional é uma etapa fundamental. Hoje demos um primeiro, e importante, passo nessa direção.”, explica o executivo.

O prefeito de Inocência destacou a importância de se planejar com antecedência para que o município possa atender as demandas que surgirem a partir da implantação da fábrica da Arauco.

“Esse trabalho em conjunto entre Sistema S, Arauco, município e Governo do Estado, facilitará para nós, já que temos bastante tempo para nos prepararmos diante dessa grande demanda. Tenho certeza de que, juntos com o Sistema S, vamos ter uma condição muito melhor de atender as necessidades da nossa população durante o período de construção da fábrica”, disse Antônio Garcia.

Sede da empresa Arauco Celulose no Chile, chegando em Inocência no Mato Grosso do Su

Fonte: Capital News

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“Inovação e sustentabilidade caminham juntas”, diz líder corporativa da Suzano

Mariana Lisbôa participou de encontro promovido pela CNI e falou sobre a importância das florestas e da bioeconomia. Em entrevista, ela detalhou como a empresa vem se preparando para os desafios climáticos.

A biodiversidade brasileira, que representa 20% da diversidade biológica mundial, é um dos maiores patrimônios do país. Integrar essa riqueza natural ao processo de desenvolvimento, promovendo a conservação e o uso sustentável das florestas, é um desafio, mas representa também uma oportunidade, especialmente para o setor de papel e celulose.

Na Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e referência global no uso sustentável de recursos naturais, a estratégia de transição para uma economia de baixo carbono envolve inovabilidade, um conceito que ganha cada vez mais relevância na agenda das empresas.


“Inovabilidade significa a junção entre inovação e sustentabilidade, pois acreditamos que esses dois pilares caminham juntos em direção a uma economia de baixo carbono”, explica Mariana Lisbôa, líder global de Relações Corporativas da empresa.


A executiva participou de painel que discutiu o papel das florestas e da bioeconomia na redução de emissões de gases de efeito estufa, no encontro Estratégia da Indústria para uma Economia de Baixo Carbono, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na entrevista a seguir, ela detalha como a empresa tem atuado em relação à sustentabilidade e se prepara para a economia de baixo carbono.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA – Como as mudanças climáticas impactam nos negócios da Suzano?

MARIANA LISBÔA – As mudanças climáticas são um dos maiores desafios da humanidade, e ao longo dos últimos anos pudemos observar de maneira cada vez mais clara os impactos de suas consequências nos mais diversos aspectos. 

Considerando que as atividades do setor de papel e celulose dependem da gestão de florestas, que fazem uso de recursos hídricos, do solo e outros ativos ambientais é possível afirmar que as mudanças climáticas impõem desafios relevantes ao setor e à sua produtividade.

No Brasil, especificamente, as mudanças climáticas podem representar, entre outras coisas, alterações no regime de chuva, surgimento de novas pragas e impactar a fertilidade do solo.

Nesse contexto, nossa linha de atuação é investir em pesquisa e tecnologia para promover cada vez mais a redução de nossos impactos ambientais e garantir, em um eventual cenário adverso futuro, a manutenção da nossa produtividade.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA – De que maneira sua empresa vem se preparando para uma economia de baixo carbono?

MARIANA LISBÔA – A Suzano se prepara para a economia de baixo carbono através da inovabilidade e de metas de longo prazo. A inovabilidade faz parte de nossa missão e significa a junção entre inovação e sustentabilidade, pois acreditamos que esses dois pilares caminham juntos em direção a uma economia de baixo carbono. 

A partir desse direcionador, aliado aos outros valores que nos guiam, podemos gerar e compartilhar valor para outros negócios, para as pessoas e para o mundo. 

Veja o exemplo do nosso desenvolvimento de novos produtos. Nos últimos anos lançamos tecnologias como a do Eucafluff e da Celulose Microfibrilada, e estamos desenvolvendo o Bio Óleo a partir do eucalipto. Esses são exemplos de desenvolvimentos que vieram para substituir produtos, geralmente derivados do petróleo, que tem maior impacto ambiental.

Paralelamente, buscamos impactar em todas as frentes de atuação da empresa, criando as nossas metas e compromissos de longo prazo, inspirados na década de ação da ONU. Estabelecemos uma série de metas com o prazo de 2025 e 2030 em diversas áreas, com o intuito de contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA INDÚSTRIA – Como sua empresa avalia a condução desse tema pelo Brasil e pela comunidade internacional?

MARIANA LISBÔA – Creio que o mundo tomou ações relevantes nos últimos anos, mas ainda insuficientes para atacar de forma decisiva o problema. Precisamos finalizar a implementação do Acordo de Paris que, entre outras coisas, cria mecanismos de mercado para a mitigação das mudanças climáticas, uma solução fundamental.

Adicionalmente, ainda não exaurimos no âmbito global a discussão acerca de justiça climática. Não se pode separar as questões sociais do todo, elas são parte do problema do aquecimento global e também parte da solução. Ao contrário disso, me parece que vem ganhando foco, em especial na Europa, o protecionismo climático, o que pode piorar essa equação. Os países desenvolvidos precisam se atentar para isso.

No contexto brasileiro, é notável que o país deu importantes passos na direção correta durante a COP26 e ao longo de 2022 avançou também na criação de um mercado regulado de carbono para país. Apesar disso, creio que precisamos acelerar esses movimentos no Brasil, o que passa pela urgente concretização do mercado de carbono, dos compromissos internacionais e pela priorização na adoção de outras políticas públicas que possam incentivar e trazer segurança jurídica a essa transição.

Fonte: Portal da Indústria

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Setor de árvores cultivadas avança ritmo de produção durante primeiro semestre de 2022

Segmentos de celulose e papel registraram crescimento nos primeiros seis meses do ano

A produção do setor de árvores cultivadas segue avançando para atender à sociedade por meio de seus bioprodutos. De acordo com o Boletim Cenários Ibá, produzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), no primeiro semestre de 2022, a produção de celulose cresceu 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a fabricação de papel demonstrou aumento de 3,1% na fabricação do produto.

“A indústria de produtos florestais caminha lado a lado com a nova economia verde que está sendo desenhada no Brasil e no mundo. As empresas do setor de árvores cultivadas desenvolvem mais de 5 mil bioprodutos essenciais para o nosso dia a dia como embalagens de papel, papel higiênico, fraldas, pisos laminados, painéis de madeira para móveis, entre muitos outros. Com tecnologia e inovação, os itens são alternativas sustentáveis aos de origem fóssil. Os consumidores estão exigindo produtos mais sustentáveis, sendo que o processo envolve desde os materiais e o modo de produção até a vida útil desses itens, como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Isso demonstra o quanto a indústria está pronta para atender as demandas da sociedade”, explica o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr., direto executivo da Ibá.

Seguindo sua missão de prover bioprodutos para a sociedade de todo o planeta, a indústria de base florestal brasileira registrou avanços na exportação de todos os segmentos. Em valores, o setor trouxe divisas ao país que somaram US$ 5,5 bilhões entre janeiro e junho (+33,0%). Este resultado favoreceu a balança comercial do setor, que totalizou US$ 5,0 bilhões (+38,8%).

No período, a China continua sendo o principal destino das exportações de celulose produzidas no Brasil, chegando a US$ 1,5 bilhão negociados. A América Latina segue como principal comprador de papel do Brasil e somou US$ 966 milhões nas negociações do produto. A região também é o mercado externo que mais adquiriu painéis de madeira, que totalizou US$ 126,3 milhões.

Confira a seguir os indicadores de desempenho do setor de árvores plantadas durante o segundo trimestre de 2022, na 70ª edição do Cenários Ibá, boletim Indústria Brasileira de Árvores.

EDIÇÃO 70

Produção – No primeiro semestre de 2022, a produção de celulose alcançou 12 milhões de toneladas (+7,8%). A fabricação de papel também demonstrou avanço no mesmo período, com 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 3,1%. Papéis para embalagem, que chegaram a 3,0 milhões de toneladas (+8,1%) e papéis para fins sanitários (+1,2%) foram destaques. Já carvão vegetal atingiu 1,8 milhão de toneladas (+4,4%).

Vendas Domésticas – As vendas de papel no Brasil no primeiro semestre totalizaram 2,7 milhões de toneladas. Os painéis de madeira, por sua vez, somaram 3,4 milhões de m³.

Exportações em volume – As exportações de celulose entre janeiro e junho somaram 9,0 milhões de toneladas, crescimento de 15,9%. O papel totalizou 1,3 milhão de toneladas comercializadas com outros países no mesmo período (+40,5%).

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SOBRE A IBÁ

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 49 empresas e nove entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas – painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais. Saiba mais em www.iba.org

Fonte: Ibá

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Setor florestal paranaense: uma história de mais de 50 anos

Paraná teve uma grande evolução na atividade florestal

Ao longo dos anos, o Paraná teve uma grande evolução na atividade florestal, por meio do incentivo e da pesquisa, o que garantiu que o Estado pudesse estabelecer um parque madeireiro forte. Para falar sobre essa evolução, o professor Albino Ramos, proprietário da Confal Consultoria Florestal Brasileira, empresa do grupo Index, foi um dos convidados do painel “O setor florestal: posicionamento e geopolíticas”, do 9º Workshop Embrapa Florestas/APRE. Em sua palestra, “Produção, escassez e mercados de madeira: uma visão de longo prazo”, Ramos fez um recorte da história do segmento nos últimos 50 anos, citando as oportunidades e desafios e passando também pelos trâmites necessários para que a atividade florestal pudesse acontecer.  

Segundo o professor, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) ajudou a escrever essa história, com um planejamento para que fosse possível plantar florestas no Estado. Na época, existiam incentivos fiscais, mas nem todos os interessados adquiriam áreas próprias ou faziam investimentos para poder implantar projetos. “Enquanto perdurou a política de incentivos fiscais, não havia crédito agrícola para empreendimentos florestais. Quem tinha interesse precisava se preparar e juntar recursos. Nos primeiros anos, tudo que podia improvisar foi improvisado”, contou.

Conforme Ramos lembrou, na década de 1970, a empresa Remasa foi constituída, reunindo empresários do setor, que adquiriam ações para participar do investimento. Nos anos seguintes, muita coisa ainda precisava ser organizada para alcançar resultados satisfatórios. Percebeu-se, por exemplo, que o Brasil era rico em florestas, mas não era considerado um país madeireiro. Ao analisarem o mercado, os empresários identificaram que países considerados madeireiros trabalhavam com madeira que a própria indústria plantou.

“A madeira utilizada vinha de florestas produzidas. Ou seja, um país só poderia começar a ser considerado madeireiro quando produzisse a própria matéria-prima, sem utilizar recursos disponíveis, porque isso iria causar exaustão. Dentro desse princípio, começamos a conversar com outros Estados. Houve organização. O reflorestamento no Paraná começou a ser distribuído para as empresas que, na época, chamávamos de verticalizadas, mas sempre voltado ao Eucalipto, Pinus e Araucária. Assim, conseguimos estabelecer um parque madeireiro. Todos os Estados que realmente apostaram nisso tiveram resultados positivos, com efeito nas políticas de reflorestamento, de conservação de solos e exportação. O governo federal recuperou tudo o que investiu em incentivos fiscais com os impostos que vem arrecadando com produtos de origem florestal”, destacou.

Ainda com relação à atividade no Paraná, a expectativa era de criar uma grande região florestal, um sistema em que florestas plantadas fossem dirigidas para determinados locais. Assim, o setor começou a pensar em dois grandes eixos, e o planejamento funcionava para aprovar as cartas-consultas para a indústria madeireira. Na avaliação dele, em 20 anos, essa política, que resultou em 700 mil hectares de florestas plantadas, poderia ter dado excelentes resultados, porque a madeira de pinus já estava entrando em serrarias e laminadoras. Mas, hoje, observa-se que o sistema de planejamento não era o ideal. “Foi no Estudo Setorial da APRE que conhecemos um sistema de polos e pudemos entender o que poderia ser feito para o futuro das florestas plantadas nesses locais. Esse trabalho da Associação foi a origem da minha palestra”, afirmou.

Segundo ele, a separação do Estado por polos florestais é algo semelhante ao que foi feito no passado, afastando a ideia de apenas uma grande região florestal. E, a partir dessa organização, Albino Ramos analisou os polos nos últimos anos, para apontar a evolução.

Durante a palestra, ele destacou as áreas plantadas de cada polo em 1986. Telêmaco Borba contava com mais de 143 mil hectares, sendo quase 107 mil de pinus; Sengés tinha uma área de 121 mil hectares; na Lapa, havia 62 mil hectares, sendo 48 mil de pinus; Guarapuava concentrava 89 mil hectares, sendo 74 mil com pinus; General Carneiro tinha 46 mil hectares; Vale do Ribeira alcançava 166 mil hectares; e em Ponta Grossa eram quase 82 mil hectares. Com base nesses números, Ramos ressaltou que o Paraná chegou a pouco mais de 709 mil hectares, sendo 583 mil de pinus (82%). Já em 2020, segundo o Estudo Setorial da APRE citado por ele, o Estado alcançou 847 mil hectares de florestas plantadas – 219 mil em Telêmaco Borba, 133 mil em Sengés, 80 mil na Lapa, 99 mil em Guarapuava, 119 mil em General Carneiro, 104 mil no Vale do Ribeira e 91 mil em Ponta Grossa. Vale ressaltar que, em breve, a Associação vai lançar a terceira edição do Estudo, com dados atualizados do setor e dos polos.

“O polo do Vale da Ribeira é uma área que merece atenção, por conta da topografia inclinada e das áreas de preservação. Se fizermos as análises e cálculos do passado, temos um limite de 75%, e isso é muito difícil de aumentar. Depois de uma colheita, é preciso replantar imediatamente, para que não se perca a terra passível de uso, já que, nessa região, a vegetação nativa cresce rápido, tanto quanto as florestas plantadas. Por isso, o planejamento da APRE está correto e é preciso se organizar. Precisamos trabalhar em nível de polos, pois, assim, os problemas são mais fáceis de serem resolvidos. Hoje, mais importante do que se discutir o local onde vamos expandir é discutir se está bom aonde chegamos e se vamos replantar em locais que já receberam plantação. As informações divulgadas servem para essa análise da situação de mercado”, concluiu.

Fonte: Embrapa Florestas

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Biomassa: risco de apagão de oferta mobiliza setor florestal em MT

Expansão da agroindústria elevou a demanda por eucalipto como fonte de energia, e pode faltar produto para atender a procura nos próximos anos

A expansão da agroindústria em Mato Grosso ampliou a demanda por madeira para a geração de energia, provocando uma redução significativa na área cultivada de eucalipto. Para os próximos anos, o setor alerta para o risco de faltar matéria-prima para atender a procura. 

Entre 2015 e 2019 houve uma redução de cerca de 30% na área de eucalipto no estado, de 176 mil para 129 mil hectares, segundo o Mapeamento da Produção Florestal de Mato Grosso.

O estudo, divulgado recentemente, foi feito pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) a pedido da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta-MT) em conjunto com Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT).

Estima-se que, apenas para atender à demanda das usinas de etanol de milho, sejam necessários 25 mil hectares de eucalipto por ano. Com a ampliação de algumas unidades e a perspectiva de instalação de novas plantas, esta necessidade pode triplicar nos próximos anos.

Plantios próprios de eucalipto

biomassa eucalipto

O eucalipto é a madeira mais utilizada para produção do cavaco, que irá alimentar as fornalhas das indústrias. O tempo de corte do plantio até a colheita é de pelo menos seis anos.

Segundo o levantamento, apenas 30% das agroindústrias instaladas no estado possuem plantios próprios para suprimento da biomassa demandada. Ou seja, a grande maioria depende do produto cultivado por terceiros.

Algumas empresas têm investido em programas de incentivo à produção florestal, com aportes financeiros, a taxa de juros zero – pagamento apenas na hora da colheita -, para tornar ainda mais atrativo o plantio.

Além disso, também há exemplos de investimento em fontes alternativas de energia, como o bambu, que pode ser cortado três anos antes do eucalipto.

Workshop Florestar 2022

Diante deste cenário, produtores, técnicos e indústrias têm se reunido em busca de soluções para o “futuro” problema. Um exemplo foi o Workshop Florestar 2022, realizado na última sexta-feira (19) em Cuiabá. 

Fruto de uma parceria entre a Arefloresta e o Senar-MT, o evento reuniu representantes de todo o setor para ampliar os debates sobre os riscos e, principalmente, as oportunidades decorrentes desta nova fase da agroindustrialização em Mato Grosso, puxada pelo crescimento da produção de etanol de milho.

Fonte: Canal Rural

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Abimci lança Estudo Setorial com números do setor industrial madeireiro no Brasil

Neste mês de agosto, a Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) lançou o Estudo Setorial – 2022. O documento retrata a abrangência das atividades do setor industrial madeireiro nacional, apresentando panoramas atualizados dos principais segmentos de produtos de madeira processada, dados socioeconômicos, as contribuições do setor para a economia brasileira, bem como informações específicas de cada segmento de produto, trazendo uma visão dos cenários mundiais e nacionais, produção, consumo interno, exportações, entre outros.

O material permite uma real compreensão da importância da indústria de madeira processada mecanicamente para a economia nacional. “Os números apresentados deixam clara a participação do setor no número de empregos gerados, renda, tributos e a sua contribuição positiva no saldo da balança comercial. Em 2020, por exemplo, o número de empregos gerados pelo setor madeireiro foi de 158.972 postos. Quando computamos toda a indústria de madeira sólida que também engloba a indústria moveleira, atingimos 334.388 postos de trabalho. Já quando analisamos o setor de base florestal como um todo, que engloba as indústrias madeireira, moveleira, a silvicultura, os segmentos de papel e celulose, este indicador atinge 612.527 empregos. Com este cenário o setor que mais emprega é o de madeira sólida totalizando 55% de toda a força de trabalho do setor florestal nacional”, pontua o presidente da Abimci, Juliano Vieira de Araujo.   

A indústria de produtos de madeira processada mecanicamente tem um papel significativo no desenvolvimento econômico e social em diversas regiões do país. “O valor bruto da produção da indústria de madeira sólida, totalizou no ano passado, R$ 26,8 bilhões. Além disto, a balança comercial do segmento totalizou US$ 3,6 bilhões, o que representa 5,8% do total do país”, assinala o presidente da Abimci. Dentre os produtos de madeira sólida que mais se destacam nas exportações brasileira, estão: compensado de coníferas, madeira serrada de coníferas, molduras, portas de madeira, madeira serrada de folhosas, pisos e pellets.

No que refere a base florestal mundial, o Estudo Setorial mostra que atualmente, as florestas no mundo ocupam 4,0 bilhões de ha (hectares), sendo 3,74 bilhões de ha de nativas (93% do total) e 291 milhões de ha (7%) de plantadas. “O Brasil possui 12% do total mundial de cobertura florestal, ou seja 495 milhões de ha, o que correspondem a 60% do nosso território. Desta área, 485,4 milhões de ha (98,1%) são de florestas nativas e 9,5 milhões de ha (1,9%) de florestas plantadas, principalmente com as espécies eucalipto (7,5 mi de ha) e pinus (1,7 mi de ha). Estas florestas são a base de suprimento da produção da indústria de madeira processada mecanicamente”, pontua o presidente.       

Segundo o superintendente da Abimci, Paulo Pupo, os dados apresentados no Estudo Setorial Abimci 2022 mostram uma visão geral dos cenários e fatores que impactam as atividades madeireiras no Brasil e no mundo. “Eles nos permitem compreender os desafios atuais, que são abrangentes e complexos, seja no âmbito, comercial, da produção, do suprimento e políticas de meio ambiente, assim como em relação aos gargalos logísticos, cenários econômicos, novos investimentos, entre tantos outros temas. Essa gama de informações nos proporciona mais oportunidades para construirmos, de forma organizada e harmonizada, ações e agendas para dar suporte ao desenvolvimento dos negócios e a sustentabilidade das empresas madeireiras e de base florestal do Brasil”.

Estudo Setorial em números

O Estudo Setorial 2022 da Abimci está dividido em seis capítulos: Institucional, Tendências Econômicas, Florestas Industriais, Indústria, Mercado e Ações Prioritárias do Setor. Nele é possível encontrar diversos dados e análises sobre cada um dos segmentos de produtos madeireiros, dentre os quais, destacam-se: madeira serrada de coníferas, compensado de coníferas, compensado de folhosas, portas, molduras, pisos e pellets. Abaixo alguns resultados alcançados por cada segmento de produto:

Madeira serrada de coníferas – Em 2021, o Brasil produziu 8,2 milhões de m³ do produto. De 2015 para cá, o país vem ganhando cada vez mais espaço no mercado internacional, tendo exportado mais de 3.2 milhões m³ em 2021. Na última década, as exportações tiveram bom desempenho, apresentando crescimento ao longo dos anos, no que se refere aos volumes embarcados.

Compensado de coníferas – O compensado de coníferas é um produto amplamente comercializado e utilizado no mercado global. Em termos de produção, o Brasil se encontra no quarto lugar no ranking mundial. Entre 2012 e 2021, o crescimento da produção anual brasileira vem mostrando aumento gradativo, atingindo 3,4 milhões m³ em 2021. O país é líder mundial nas exportações de compensado de coníferas de acordo com o crescimento acompanhado na última década.

Compensado de folhosas – A produção de compensado de folhosas tem mantido certa estabilidade desde 2014, mas comparativamente à década passada a produção atual se encontra em um patamar mais baixo, em torno de 290 mil m³, alcançado em 2021. As exportações também têm aumentado de forma proporcional ao longo dos últimos anos, passando o compensado de eucalipto, a contribuir com as estatísticas das exportações deste produto.

Portas – A produção nacional de portas de madeira tem maior caracterização para o consumo no mercado interno – em 2021 foram produzidas 7,6 milhões de unidades -, as exportações do produto têm mostrado avanço nos últimos anos, atingindo em 2021, 182,8 mil toneladas.

Molduras – O Brasil foi, em 2021, o principal exportador mundial de molduras de madeira, responsável por 19% do valor comercializado no mercado internacional, sendo os Estados Unidos o principal mercado importador. Na última década, a produção nacional tem se mantido relativamente estável e, em 2021, atingiu cerca de 980 mil m³.

Pisos – Os pisos de madeira atingiram no último ano, 7,3 milhões de metros quadrados produzidos. Uma boa parte da produção é consumida no mercado interno, mas as exportações também têm sido relevantes para o segmento, no último ano foram exportadas 82,2 mil toneladas do produto, sendo os Estados Unidos o principal mercado de destino das exportações.

Pellets – A produção de pellets tem se ampliado, no Brasil, nos últimos anos. A produção tem se ampliado, mostrando crescimento recorrente, atingindo 700 mil toneladas em 2021. Atualmente, parte da produção é direcionada para atender à demanda internacional, no entanto a demanda nacional cresceu nos últimos anos e estima-se que o consumo nacional do produto tenha sido de aproximadamente 357 mil toneladas em 2021 (51% da produção).

Fonte: ABIMCI

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