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Seminário apresenta projeto biomas tropicais como ferramenta de enfrentamento de desafios globais

Encontro promovido pelo Sebrae e Instituto Fórum do Futuro vai reunir diversas lideranças que atuam na agenda da sustentabilidade

Sebrae e Instituto Fórum do Futuro realizam, no próximo dia 6 de outubro, em Brasília, o Seminário “Um Dia no Futuro”. O evento vai reunir diversas lideranças envolvidas no debate sobre a agenda da sustentabilidade para uma reflexão em torno do desafio de aumentar a produção de alimentos no país, sem perder de vista a preocupação com a preservação dos biomas.

O Seminário vai contar com as participações do presidente do Sebrae, Carlos Melles, e Alysson Paolinelli, do Fórum do Futuro, e vai apresentar o Projeto Biomas Tropicais como a ferramenta institucional e estratégica capaz de desenhar os caminhos na direção do desenvolvimento com sustentabilidade.

Participam ainda do encontro o presidente da Embrapa, Celso Moretti; o Diretor Geral da Escola Superior Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) e Conselheiros do Fórum do Futuro, como os ex-ministros Roberto Rodrigues, da agricultura, e Paulo Haddad, da Fazenda e do Planejamento.

Durante o seminário, será assinada a “Carta de Brasília”. No documento, as lideranças reunidas em torno do Projeto Biomas chamam a atenção dos atores que definem políticas públicas e privadas que impactam a segurança alimentar global, para o fato de que a inclusão social e tecnológica de pequenos e médios produtores tropicais é parte vital das agendas mais críticas hoje vivenciadas.

“No Brasil, o papel reservado ao Sebrae será o de fazer a ponte entre o estado da arte do conhecimento e os pequenos produtores, e – para isso – já estamos contratando dez mil agentes locais de inovação”, comentou Carlos Melles.

“Enfrentar a fome, a agenda de transição climática, reduzir as   desigualdades e conter o fluxo de migrações forçadas – tudo isto só será possível a partir da inclusão de pequenos e médios produtores situados nos trópicos”, disse Alysson Paolinelli.

O encontro vai contar ainda com o lançamento do livro “As Tecnologias Sustentáveis que Vêm dos Trópicos”, que traz a contribuição de 17 das mais relevantes instituições de pesquisa e gestão do setor e 64 diferentes artigos sobre os desafios a serem superados pela Bieconomia brasileira nas próximas décadas.

Serviço:

Data e Hora– 06 de outubro, 9 horas

Link público: [https://youtu.be/mTRGfw_ml3E](https://youtu.be/mTRGfw_ml3E)

Fonte: Equipe Fórum do Futuro

https://www.forumdofuturo.org/

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Ribas do Rio Pardo vai ganhar indústria química na esteira da celulose

Anúncio foi feito pelo secretário de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, em São Paulo

Ribas do Rio Pardo vai ganhar mais uma indústria na esteira da magnitude bilionária da fábrica de celulose, em fase de construção.

Será um investimento de R$ 406 milhões em uma indústria química para a fabricação de cloreto de sódio, peróxido de hidrogênio, dióxido de cloro e hidrogênio. 

Os produtos promovem o branqueamento da celulose. A cor original da celulose é marrom.

O anúncio foi feito pelo pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, durante o 54° Congresso de Celulose e Papel em São Paulo.

De acordo com Jaime Verruck, são dois produtos inéditos em fabricação no portfólio industrial de Mato Grosso do Sul: o cloreto de sódio e o peróxido de hidrogênio.

O nome da empresa a se instalar n Estado é Nouryon Pulp And Performance Indústria Química Ltda.

A indústria química vem em apoio ao empreendimento do “Projeto Cerrado”, fábrica de celulose da empresa Suzano, cujo investimento no município é de R$ 14,7 bilhões. 

A Nouryon Pulp And Performance Indústria Química Ltda ocupará uma área total de 7,27 hectares. Já a área a ser construída será de 2,73 hectares.

O governador Reinaldo Azambuja destacou que o investimento é fruto da política de incentivos fiscais e, principalmente, da confiança conquistada por Mato Grosso do Sul.

“Desde 2015 implantamos a política de trocar impostos por empregos. Abrimos mão dos tributos e, além dos incentivos fiscais, que são importantes, existe uma confiança. O investidor não vem para um Estado se ele não tem segurança jurídica, se ele não confia nos termos assinados”, disse Azambuja.

“Essa nova indústria, em Ribas do Rio Pardo, vai gerar empregos e movimentar a economia. Ultrapassamos R$ 55 bilhões em investimentos privados, em todas as áreas. Não somos mais do binômio soja-boi. Somos o Estado que diversificou a economia, multiplicou as atividades industriais e gerou emprego, renda e oportunidade para as pessoas de Mato Grosso do Sul”, acrescentou o governador.

A indústria que recebeu incentivos.do Governo do Estado, por meio do Pro-Desenvolve, vai gerar 60 empregos diretos em 2024 e 72 empregos de 2025 em diante. 

A planta de peróxido de hidrogênio terá capacidade industrial de produção de 38 mil toneladas/ano.

“A implantação da Nutryon em Ribas do Rio Pardo é estratégica para Mato Grosso do Sul, pois a planta poderá atender não só a Suzano, mas também outras fábricas de celulose no Estado ou fora dele. Isso vai tornar MS um player importante na fabricação de produtos químicos voltados à produção de celulose, adensando nossa indústria de base florestal”, afirmou o secretário de Produção Jaime Verruck.

Nos próximos anos, essa indústria química vai produzir o hidrogênio verde, que é apontado como a fonte de menor emissão potencial de carbono. 

Esse hidrogênio pode ser produzido via eletrólise, utilizando a energia elétrica gerada no próprio processo produtivo de alguns tipos de indústria. 

No setor de celulose, a energia elétrica é produzida através da queima da biomassa, ou seja, há uma fonte renovável para a produção de energia elétrica e, por consequência, para a produção de hidrogênio, que, dessa maneira, é classificado como Hidrogênio Verde (H2V).

“O hidrogênio verde seria mais uma evolução dentro do projeto do MS obter a certificação de status de Carbono Neutro em 2030. Trata-se de um salto tecnológico que vai elevar a indústria estadual a um novo patamar de sustentabilidade”, acrescentou Jaime Verruck.

Fonte: Correio do Estado

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Quais tipos de reservatórios de carbono florestal armazenam mais carbono nos EUA?

A mais nova ferramenta analítica da Forest2Market – Carbon Analysis 360 – foi projetada especificamente para ajudar os participantes de toda a cadeia de valor florestal a entender melhor as maneiras importantes pelas quais eles podem impactar as preocupações climáticas, informar a tomada de decisões e identificar novas oportunidades em mercados em desenvolvimento. Esses dados podem ser usados ​​para identificar tendências críticas que afetarão as iniciativas climáticas daqui para frente e também podem ajudar as partes interessadas a responder perguntas importantes para entender melhor como os regimes de manejo florestal podem afetar os estoques de carbono florestal.

Neste post, usaremos o Carbon Analysis 360 para ajudar a responder a uma dessas perguntas importantes:

Quais tipos de reservatórios de carbono florestal armazenam mais carbono nos EUA contíguos?

Como foi o caso em nosso último post Carbon Analysis 360 , esta é uma pergunta bastante direta, mas a resposta requer contexto, e algumas das nuances são exclusivas da diversidade florestal inerente a diferentes regiões. No nível da paisagem, as regiões florestais primárias dos EUA contíguos – oeste da América do Norte (incluindo o Noroeste do Pacífico [PNW]), sul dos EUA e leste da América do Norte (Estados dos Lagos e Nordeste) – armazenam mais de 139 bilhões de toneladas de dióxido de carbono dos EUA Equivalente (CO2e).

Uma imagem precisa do carbono atual armazenado nos recursos florestais (expresso em termos de toneladas de carbono sólido [carbono elementar] ou CO2e, uma métrica popular para relatórios ESG) pode ser construída observando essas diferentes regiões. O painel Carbon Analysis 360 fornece mapas interativos, gráficos e tabelas que nos ajudam a visualizar as geografias florestais dos EUA e os dados de carbono que correspondem a elas – até o nível do condado.

Para responder à pergunta acima, podemos definir os parâmetros da pesquisa inicial selecionando os tipos individuais de reservatórios de carbono florestal que queremos investigar.

  • Ao vivo acima do solo
  • Viver abaixo do solo
  • Madeira morta
  • Lixo
  • Solo e Orgânico

As árvores extraem dióxido de carbono da atmosfera por meio de um processo chamado fotossíntese, e cada parte de uma árvore – troncos, galhos, folhas e raízes – armazena carbono. Em peso, o material da árvore seca tem cerca de 50% de carbono. Live Aboveground (biomassa de árvores que podemos ver – tronco, galhos, folhas, etc.) e Soil & Organic (tanto matéria orgânica do solo quanto carbono inorgânico como minerais de carbonato) compõem a maioria (76%) do carbono armazenado nos Estados Unidos vastos recursos florestais.

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Ao considerar a natureza cíclica de uma floresta, esses dados fazem sentido. Embora o ciclo de vida médio de uma única árvore madura possa ser de 30 a 100 anos em florestas ativas, o ciclo de vida da floresta ao redor dessa árvore é praticamente infinito, a menos que seja impactado por mudanças estruturais no uso da terra ou outros eventos catastróficos. Mas e a terra — a terra e a terra reais — em si? Um estudo de 2020 publicado pela Revisão Anual de Meio Ambiente e Recursos fornece visibilidade dos processos críticos que ocorrem nos solos e outros materiais orgânicos abaixo do solo da floresta e os papéis que o microbioma do solo desempenha na ciclagem do carbono orgânico do solo.

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“O dióxido de carbono na atmosfera é fixado pelas plantas (ou microorganismos autotróficos) e adicionado ao solo através de processos como (1) exsudação da raiz de compostos de carbono simples de baixo peso molecular, ou deposição de folhas e serapilheira levando ao acúmulo de plantas complexas. polissacarídeos. (2) Por meio desses processos, o carbono torna-se biodisponível para a “fábrica” ​​metabólica microbiana e subsequentemente (3) é respirado para a atmosfera ou (4) entra no reservatório de carbono estável como necromassa microbiana. O equilíbrio exato do efluxo de carbono versus persistência é uma função de vários fatores, incluindo a composição da comunidade de plantas acima do solo e perfis de exsudato radicular, variáveis ​​ambientais e fenótipos microbianos coletivos (ou seja, o metafenoma).”

Ao olhar mais de perto os dados do Carbon Analysis 360 por região para esses dois tipos de pool, vemos algumas disparidades entre as duas métricas. Mais notavelmente, o leste da América do Norte tem significativamente mais carbono armazenado no solo e materiais orgânicos do que as outras duas regiões. Quais são algumas explicações prováveis ​​para essas discrepâncias?

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Para descobrir algumas respostas, primeiro precisamos analisar o total de acres de floresta em cada região, o que ajudará a explicar algumas das diferenças de volume. O sul dos EUA na verdade tem 50% a mais de acres de florestas totais (a maioria dos quais são de propriedade privada) do que o PNW e 38% a mais do que o leste da América do Norte.

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No entanto, como observamos em nosso último post sobre este tema, embora o PNW seja conhecido por suas vastas florestas nacionais, grande parte do inventário de árvores está contida no território Westside, que compõe apenas uma parte de toda a região. O gráfico abaixo ilustra o impacto descomunal que o Westside tem no total de CO2e florestal armazenado por acre em comparação com as outras regiões florestais.

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Uma vez que os ecossistemas florestais são extremamente complexos e variam significativamente de região para região, também existem algumas observações matizadas dignas de nota.

  1. Os solos florestais são vitais para a saúde e o crescimento da floresta, fornecendo suporte físico, nutrientes e umidade para o crescimento e armazenando não apenas carbono, mas também os elementos necessários para a reciclagem de volta às árvores. Os solos são influenciados pela vegetação florestal, clima, material de origem e outros organismos exclusivos de suas geografias.
  2. Observe a paridade entre Live Aboveground e Soil & Organic carbono armazenado nas florestas do sul, onde quase 50% do inventário é composto por espécies de pinheiros. Uma das razões para isso é o manejo uniforme da maioria das áreas de exploração florestal da região – que é manejada por meio de regimes de colheita que envolvem plantio, desbaste e corte raso, antes de repetir o ciclo – bem como os tipos únicos de solo argiloso e arenoso que são disseminados por toda a região.
  3. Agora, observe a discrepância entre Live Aboveground e Soil & Organic carbono armazenado nas florestas do leste da América do Norte. Uma razão para isso é o manejo desigual da maior parte da floresta em atividade na região – a maioria da qual também é composta por espécies decíduas/lenhosas. Ao contrário das florestas do sul, a maioria das áreas madeireiras nos estados do Nordeste e dos Lagos não são estabelecidas como plantações, desbaste e corte raso. Em vez disso, vários produtos florestais (madeira para celulose, pequenas toras e madeira serrada) são removidos seletivamente do povoamento durante uma colheita, de modo que a floresta permanece em estágios de crescimento perpétuos, mas variados. Os tipos de solo nesta região também tendem a ser pedregosos/argilosos com depósitos minerais – muito diferentes quando comparados aos tipos de solos arenosos/argilosos do Sul.
Então, quais tipos de reservatórios de carbono florestal armazenam mais carbono nos EUA contíguos?

Com 76% do carbono florestal armazenado atualmente, os tipos de pool Live Aboveground e Soil & Organic são os de alto desempenho do grupo. Embora os outros tipos de pool sejam importantes para o ciclo de vida das florestas como sumidouros de carbono, eles simplesmente não podem fazer o trabalho pesado que as árvores reais e os solos que as sustentam são capazes de fazer.

O Carbon Analysis 360 fornece insights incomparáveis ​​sobre os conjuntos de dados de carbono florestal que estão preparados para impulsionar a tomada de decisões daqui para frente. Os usuários têm a flexibilidade de analisar as métricas de carbono florestal que mais importam para eles e refinar todos os dados exclusivos da plataforma filtrados para o nível do condado, bem como baixados e exportados. Fale com um representante da Forest2Market hoje para agendar uma demonstração.

Visualizando o Armazenamento de Carbono Florestal

Fonte: Forest2Market

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Suzano está com inscrições abertas para o Programa de Estágio Técnico 2023

Serão 110 vagas disponíveis nos estados de SP, BA, CE, ES, MA, MS e PA

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está com inscrições abertas para o ciclo do primeiro semestre de 2023 do Plante o Futuro, seu Programa de Estágio Técnico. As novas oportunidades são destinadas a talentos que estejam cursando o Ensino Técnico até janeiro de 2024.

A companhia disponibilizará 110 vagas em áreas industriais, florestais e corporativas, distribuídas entre os estados de São Paulo, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Pará. É necessário que a pessoa candidata tenha disponibilidade de atuação na localidade selecionada, uma vez que as posições são presenciais.

As vagas são voltadas a pessoas acima de 18 anos com disponibilidade para estagiar durante o período de um ano ou mais, cursando nível técnico no período noturno em áreas como Papel e Celulose, Química, Segurança do Trabalho, Logística, Manutenção Mecânica, Manutenção Elétrica e Florestal, entre outras correlatas. É necessário, também, que haja disponibilidade de atuar em período integral. Habilidades comportamentais são consideradas, destacando-se a pessoa candidata com perfil colaborativo e comunicativo.

Os novos talentos iniciarão a sua atuação na companhia a partir de fevereiro de 2023 e terão acesso a benefícios como bolsa-auxílio, assistência médica e seguro de vida, vale-refeição e vale-transporte, ou refeitório e fretado nas unidades industriais, além de um plano de desenvolvimento de carreira.

“O programa de estágio técnico é uma excelente oportunidade de iniciar carreira nas operações da Suzano, já que conta com um plano de desenvolvimento para acelerar o aprendizado do estagiário, potencializando o seu crescimento profissional”, destaca Thiago Tavares, Gerente de Gente e Gestão da Suzano.

O processo seletivo para o Plante o Futuro será online e contará com dinâmicas e entrevistas. Para se candidatar, é necessário se inscrever até 31 de outubro no site https://jobs.kenoby.com/estagiotecnicosuzano.

Sobre a Suzano

Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 98 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br.

Fonte: Suzano

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Suzano está contratando Analista em Excelência Operacional Júnior em Ribas do Rio Pardo (MS)

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está com um processo seletivo aberto com uma vaga para atender suas operações florestais em Ribas do Rio Pardo (MS). As inscrições podem ser feitas por todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa (https://jobs.kenoby.com/Suzano).

A oportunidade é para a função de Analista em Excelência Operacional Júnior. São pré-requisitos: Ensino Superior completo, preferencialmente, na área florestal e/ou agrícola, Administração e Engenharia; conhecimento intermediário em gestão de projetos e pacote Office e em Análise Financeira; e CNH categoria “B”. As inscrições podem ser feitas até o preenchimento da vaga, pela página: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/analista-excelencia-operacional-jr/63344ceb4c1d012751b27035?utm_source=website.

Sobre a Suzano

Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 98 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br

Fonte: Suzano

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Fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo será abraçada por um Cinturão Verde composto por milhares de eucaliptos

No total, já foram plantadas 77,5 mil mudas de eucalipto ao longo de 62 hectares, área três vezes maior do que o Jardim Botânico de Curitiba, cartão postal paranaense.

Além de contribuir para deixar o ar mais limpo e o clima mais agradável no entorno da fábrica, o cinturão verde servirá como um “corredor ecológico” para diversas espécies de animais e vai proteger o solo.

Peças Viajantes

Mais de 2 mil peças estão sendo fabricadas em diferentes lugares do mundo e irão “viajar” até Ribas do Rio Pardo para chegar ao canteiro de obras da nova fábrica da Suzano.

No total, 951 peças virão de estados como Paraná e São Paulo e 1.069 serão importadas de países como Alemanha, Áustria, China, Hungria e Finlândia.

Transporte seguro e estratégico

Embora o transporte aéreo também ocorra em alguns casos, a grande maioria das peças são transportadas por caminhões (dentro do Brasil), e por navios (do exterior). No trajeto, a equipe redobra a atenção e os  cuidados para evitar transtornos às comunidades, além de garantir que as peças cheguem intactas.

A maior dessas peças que chegarão à obra é o “Balão” de Vapor da Caldeira de Recuperação, estrutura essencial para a geração da energia elétrica limpa e renovável para alimentar a fábrica. Ele é superpesado: tem 310 toneladas, o equivalente a 11 vezes o peso que o maior foguete da NASA pode lançar!

Fonte: Suzano

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Veracel inicia processo seletivo para Programa de Formação de Mão de Obra no Sul da Bahia

As inscrições para o Programa de Formação de Mão de Obra Local da Veracel, indústria de celulose localizada no Sul da Bahia, começam nessa quarta-feira, 28. O projeto, que é realizado em parceria com o SENAI BAHIA, tem o objetivo de desenvolver a mão de obra da região, oferecendo oportunidade de formação profissional e de complementação educacional. O processo seletivo será promovido em alinhamento com os pilares de Diversidade e Inclusão da Veracel. Neste momento, as vagas do programa contemplam uma turma exclusiva para pessoas do gênero feminino para o curso de Formação de Operadora de Máquinas Florestais. Já a Formação de Mecânicas e Mecânicos serão para ambos os gêneros. Ao todo, são 36 vagas – 18 para cada curso. O processo seletivo para as duas oportunidades será conduzido pelo SENAI BAHIA.

Os dois cursos exigem idade mínima de 18 anos, ensino médio completo e carteira de habilitação definitiva categoria B ou superior. Não há obrigatoriedade de contar com experiência profissional prévia. “Um dos grandes entraves para o início da jornada profissional é a falta de experiência. Nosso programa não exige atividades anteriores no mercado de trabalho, o que abre um extenso leque de oportunidades para os candidatos e candidatas”, destaca Dienane Brandão, gerente de Desenvolvimento Humano Organizacional, reforçando o compromisso da Veracel em preparar as pessoas das comunidades locais para o mercado de trabalho.

Os dois cursos têm estrutura semelhante. Em ambos, a parte teórica será realizada presencialmente no SENAI BAHIA. O curso de Operadora de Máquinas Florestais possui duração de dez meses e acontecerá de novembro/2022 a setembro/2023. Já a Formação de Mecânica e Mecânico de Máquinas florestais tem duração de nove meses, começando em novembro/2022 e finalizando em agosto/2023. Em ambos os cursos é preciso ter disponibilidade de 8h de segunda à sexta. Durante a realização das formações está incluída a a realização da etapa prática que será feita em formato de estágio presencial na própria Veracel.

“Desde a implantação da Veracel o SENAI tem sido parceiro na capacitação de pessoas. Esse projeto é mais um marco desta parceria, no esforço conjunto para preparar profissionais para o mercado de trabalho. Neste caso, com uma especificidade a mais que é o foco na diversidade”, reforça Jurandir Hendler, gerente do SENAI Sul.

Para se inscrever, os candidatos e candidatas devem acessar site do SENAI Bahia.


Cursos de Formação de Mão de Obra Local da Veracel:

    Formação de Operadora de Máquinas Florestais – exclusivo para pessoas do gênero feminino

Requisitos:

    Ensino Médio Completo;
    Idade mínima de 18 anos;
    Possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva Categoria B;
    Ser classificada no processo seletivo de acesso ao curso e cumprir as exigências previstas no edital.

 Etapas do Processo:
    Inscrição;
    Prova de conhecimentos gerais (Português, Matemática e Lógica);
    Teste prático em simulador (não necessita experiência anterior);
    Dinâmica de grupo.

    Formação de Mecânica e Mecânico de Máquinas Florestais

Requisitos:

    Ensino Médio Completo;
    Possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva Categoria B;
    Idade mínima de 18 anos;
    Ser classificado ou classificada no processo seletivo de acesso ao curso e cumprir as exigências previstas no edital.

Etapas do Processo:
    Inscrição;
    Prova de conhecimentos gerais (Português, Matemática e Lógica);
    Dinâmica de grupo.

Sobre a Veracel Celulose       

A Veracel Celulose celebrou 30 anos de atuação em 2021. Com a fábrica em Eunápolis, no Sul da Bahia, a companhia integra operações florestais, industriais e de logística em mais 10 outros municípios da região. Responsável pela produção 1,1 milhão de toneladas de celulose/ano, 100% da madeira de eucalipto utilizada no processo produtivo é certificada ou controlada em conformidade aos princípios e critérios de padrões normativos internacionais FSC e CERFLOR. Com 50% de participação cada, seus acionistas são duas grandes operadoras no setor de celulose e papel em âmbito internacional: a brasileira Suzano e a sueco-finlandesa Stora Enso.

A Veracel é considerada como uma das melhores empresas para se trabalhar na Bahia, de acordo com o selo Great Place to Work (GPTW). Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior Reserva Particular do Patrimônio Natural de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro, a Estação Veracel, que recebeu o Certificado de Serviços Ecossistêmicos do Forest Stewardship Council® – FSC® C017612, emitido no Brasil pela certificadora Imaflora. Além dos contratos de parceria com produtores locais, totalizando mais de 20 mil hectares, a Veracel possui 3.191 empregos diretos e cerca de 16 mil beneficiados pelas iniciativas de educação, saúde e geração de renda, desenvolvidas nos últimos anos.

Ser responsável, inspirar pessoas e valorizar a vida é o nosso propósito!

Fonte: Veracel

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Arauco apresenta Plano Estratégico de Organização Territorial ao Ministério Público de MS

Arauco projeta investir cerca de R$ 15 bilhões na construção da fábrica em Inocência

Representantes da empresa Arauco e o Prefeito de Inocência reuniram-se com o Promotor de Justiça Ronaldo Vieira Francisco, para a apresentação do Plano Estratégico de Organização Territorial (PEOT) que pretende ser implementado no município. Na oportunidade, foi apresentado ao membro do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o Plano Estratégico de Organização Territorial (PEOT), em decorrência da implantação de uma fábrica de celulose em Inocência.

O encontro aconteceu na última semana e estavam presentes o diretor de novos negócios da Arauco, Mário José de Souza Neto, dentre outros representantes da empresa chilena; o Prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos e os Procuradores Municipais, Paula Carósio Font e Paulo Mariano Pires. 

A empresa Arauco projeta investir cerca de R$ 15 bilhões na construção da fábrica de celulose, com previsão do início de operação para o primeiro trimestre de 2028. Segundo os representantes da empresa, no pico da obra, estima-se aproximadamente 12 mil trabalhadores, com inegável impacto econômico e social para a cidade.

Desenvolvimento

Nessa perspectiva, representantes do município e da Arauco têm mobilizado esforços a fim de criar mecanismos para o adequado desenvolvimento municipal, com vistas ao atendimento da demanda da fábrica e ao aumento exponencial da população, com reflexos no comércio local, na prestação dos serviços públicos e no parcelamento e ocupação do solo urbano.

Pensando nisso, desenvolveu um Plano Estratégico de Organização Territorial (PEOT), com a intenção de suprir a necessidade imediata e eficaz no controle do crescimento territorial, que tem como principais objetivos: a ordenação da expansão urbana; a prevenção e correção das distorções de crescimento territorial urbano; assegurar a integralização do desenvolvimento econômico-social e a expansão territorial; delimitar o uso e ocupação do solo; a alteração do perímetro urbano de Inocência e do Distrito de São Pedro; estabelecer a área do aeroporto municipal, além da criação do distrito industrial.

Divulgação

Sede da empresa Arauco Celulose no Chile, chegando em no município de Inocência no Mato Grosso do Sul

Fonte: Capital News

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Suzano dobrará o número de mão de obra em MS, contratando 5 mil funcionários para início em 2023

A expectativa da fábrica é contar com 10 mil operários, contra os 5 mil empregados atualmente na obra

A nova fábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo, a 100 quilômetros de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, investiu um valor de R$ 19,3 bilhões, pois planeja dobrar o número de trabalhadores no primeiro semestre de 2023. A expectativa da fábrica é contar com 10 mil operários, contra os 5 mil empregados atualmente na obra.

Confira a quantidade de empregos gerados pela Suzano

O número de empregos gerados é ainda maior quando se inclui os trabalhadores no plantio de eucalipto. A assessoria de imprensa informou que a Suzano mantém atualmente 6 mil postos de trabalho nas operações industrial e florestal de Três Lagoas e região, entre próprios e terceiros, sendo a grande maioria deles ocupados por moradores dos municípios onde a fábrica mantém suas operações, conforme a sua política de valorização da mão de obra local.

A fábrica de celulose vem priorizando a contratação de operários da região. Porém, operários de outros municípios e até mesmo de outros estados também estão envolvidos no projeto. Alguns deles passam a noite em Campo Grande e fazem o percurso diário de 100 quilômetros de ida e volta.

Na fase de operação da fábrica de celulose, a expectativa é gerar 3 mil empregos diretos e indiretos. A monumental obra, a qual prevê a produção de 2,55 milhões de celulose de eucalipto por ano, deve ser concluída no segundo semestre de 2024.

O presidente da Suzano, Walter Schalka, afirma que a nova fábrica de celulose representa um importante avanço na estratégia da empresa a longo prazo. Ele disse que a empresa já está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas a partir de seus produtos e, como líder global, está comprometida em atender à crescente demanda global por produtos de origem renovável. Além disso, o projeto da fábrica de celulose trará uma relevante contribuição na geração de renda e emprego, bem como na capacidade de captura de carbono advinda da expansão da base florestal.

Cursos de qualificação são oferecidos pela empresa

Além disso, a Suzano tem oferecido cursos de capacitação para formar e qualificar a mão de obra. A empresa informou que tem, frequentemente, ofertado cursos de capacitação para atender a demanda em Ribas do Rio Pardo, abrindo um total de 608 vagas nos cursos de capacitação e oferecendo bolsas que variam entre R$ 400,00 e R$ 1.500,00. A Suzano já formou 197 pessoas apenas na área industrial e mais 199 pessoas na área florestal, estando com mais 138 em formação nos próximos meses.

A empresa Suzano destacou que a qualificação profissional é uma das suas principais preocupações e contribuições quanto ao desenvolvimento das pessoas e da região onde se instala, da mesma forma que trabalhou nesse sentido quando implantou as suas duas fábricas em Três Lagoas.

Como está o andamento da obra?

A Suzano, no relatório do andamento da obra, informou que as obras da nova fábrica de celulose já entraram na fase de verticalização com a implantação de pilares pré-moldados de concreto. Os maiores deles até agora possuem 21 metros de altura e 52 toneladas cada, o que é equivalente a quase 60 carros populares.

A empresa explica que uma das grandes estruturas verticais que contam com pilares pré-moldados são as Máquinas Extratoras, as quais possuem a função de secar a celulose na etapa das Máquinas Extratoras. Só essas máquinas contarão com 27 pilares dessa magnitude, de um total de 262 pilares.

Esta fábrica de celulose da Suzano será a 3ª de MS e se juntará a outras duas em Três Lagoas, da Eldorado Celulose e Fibria. O grupo chileno Arauco deve tirar do papel uma 4ª indústria, que foi lançada na gestão de André Puccinelli (MDB) e confirmada no atual mandato de Reinaldo Azambuja (PSDB), em Inocência.

Fonte: Click Petróleo

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Estudo comprova ampla ocorrência do ipê nas florestas do Brasil

O estudo mostra que os ipês estão protegidos de extinção e ressalta a importância do manejo sustentável das florestas

Estudo realizado em dois estados encontrou mais de 40 milhões de árvores adultas de ipês roxos e amarelos.Resultado mostra importância do manejo florestal sustentável, que se contrapõe ao desmatamento ao conservar a floresta e gerar emprego e renda.Árvore símbolo do Brasil é considerada madeira nobre e tem especial importância econômica nos estados amazônicos.Resultados do estudo podem subsidiar análises e tomadas de decisão sobre normativas de manejo de espécies de ipês

Extenso estudo, realizado em áreas florestais sob manejo sustentável nos estados do Acre e de Mato Grosso, mapeou mais de 40 milhões de árvores adultas das espécies Handroanthus serratifolius (ipê amarelo) e Handroanthus impetiginosus (ipê roxo). A ampla incidência registrada mostra que os ipês estão protegidos de extinção e ressalta a importância do manejo sustentável das florestas.

Segundo os pesquisadores envolvidos, esse total mapeado não considerou árvores jovens, arvoretas e banco de plântulas. “Considerando a população, área de ocorrência, crescimento e estrutura (do passado e atual), capacidade de suporte (veja quadro) e estoque das florestas naturais sob manejo, maturidade reprodutiva, entre outros fatores, entendemos que as duas espécies não se encontram em condição vulnerável”, afirma o pesquisador Evaldo Muñoz Braz, da Embrapa Florestas (PR).

Os resultados estão apresentados na publicação “Ocorrência e crescimento de Handroanthus spp. na Amazônia, nos estados de Mato Grosso e Acre, como subsídio para a elaboração de normativas de manejo florestal e avaliação de risco de extinção”. A obra traz dados e informações fundamentais que colaboram em recentes debates no setor florestal sobre a inserção dos ipês na lista de espécies da flora ameaçadas de extinção.

Entenda os termosCapacidade de suporte é a densidade populacional que o ambiente local pode manter, em uma base contínua e sustentável.Estrutura da floresta é o número de árvores em cada classe de diâmetro. Por convenção, para este estudo, são usadas classes de 10 centímetros (cm) de diâmetro.

Durante o ano de 2020, os pesquisadores estiveram em campo em áreas de florestas nativas remanescentes, localizadas no Acre e em Mato Grosso, onde já desenvolvem outros projetos de pesquisa sobre manejo florestal sustentável, com o objetivo de levantar a atual situação de ocorrência e crescimento do ipê.

Além do trabalho de campo, a pesquisa fez também comparações da estrutura das florestas entre amostragens atuais e de registros antigos do Radam Brasil (base do conhecimento de florestas brasileiras, implementada na década de 1970), buscando levantar o número de árvores e conhecer a estrutura total da floresta.

No Acre, foram avaliados 41 mil hectares e, em Mato Grosso, 54 mil; todas as áreas submetidas a planos de manejo florestal. Nelas, foram realizados o mapeamento da ocorrência das espécies, a identificação, a descrição das árvores e a avaliação do crescimento de seus diâmetros. “Quando extrapolamos a representação de ipê encontrada na pesquisa para as áreas disponíveis para manejo nesses estados, é possível assegurar sua ampla ocorrência”, afirma Braz.

Somente no Acre, dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) de 2020 apontam 8,8 milhões de hectares de áreas passíveis de manejo dentro dos 12,5 milhões de hectares (ha) de florestas nativas. Isso sem contar com o que está protegido em 3,5 milhões de ha em reservas indígenas, Unidades de Conservação de Proteção Integral, e também excluindo as áreas de preservação permanente.

Já em Mato Grosso, dados de 2019 registram 17,6 milhões de ha em áreas passíveis de manejo dos 25 milhões de ha de Floresta Amazônica no Estado e com áreas protegidas em mais 8 milhões de ha em reservas indígenas e Unidades de Conservação de Proteção Integral.

Nova metodologia avalia ocorrência, estrutura e crescimento diamétrico

A metodologia utilizada para a realização desse trabalho envolve cruzamento e estudo de diferentes informações e pesquisas de campo. Os cientistas reuniram diversos bancos de dados florestais e da literatura especializada, buscando abranger, de forma representativa, todas as subtipologias do bioma Amazônia presentes no Acre e no Mato Grosso e identificar sua ocorrência. O conjunto de dados foi composto por inventários florestais de Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) aprovados e fornecidos pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac-AC) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).

Entre os inventários, estavam os do tipo “censo”, que incluem os dados de todas as árvores com diâmetro à altura do peito (DAP) maior que 35 cm. Nessa categoria, foram registradas mais de 20 mil árvores de Handroanthus spp. em uma área de aproximadamente 100 mil ha inventariados.

O estudo também foi a campo para realizar um inventário-diagnóstico que, de forma amostral, identificou o número de árvores com DAP igual ou maior que 10 cm. Os pesquisadores mediram os diâmetros e as alturas, o que permitiu a inclusão de árvores com estrutura das classes diamétricas inferiores às do censo e, assim, conhecer a estrutura total da floresta.

Outra parte do trabalho analisou dados de crescimento das espécies, por meio do estudo dos anéis de crescimento dos ipês das áreas amostradas. Com a informação da maturidade reprodutiva das espécies, obtida em literatura científica, foi possível avaliar que o ciclo reprodutivo das árvores sob MFS está assegurado, garantindo a conservação da floresta.

“O que nós fizemos foi avaliar essa estrutura da floresta, de forma exaustiva. Concluímos que a estrutura das florestas com ipê, em áreas que estão sob manejo, não sofreu alteração no tempo. Ou seja, nas áreas em regime de manejo, observamos que a estrutura da espécie permanece similar quando comparamos com as florestas primárias registradas no Radam Brasil e com outros mapeamentos que utilizamos, isso se verificou mesmo em áreas que já foram legalmente exploradas,. Entretanto, áreas que foram destinadas para outros usos do solo perderam a sua estrutura original, biodiversidade, sustentabilidade etc.”, relata a pesquisadora Patrícia Póvoa de Mattos, ao assegurar que a ocorrência da espécie está mantida. Além disso, ainda é importante contabilizar as árvores que estão em áreas de proteção integral, ou seja, que estão intocadas.

Informações e dados usados no estudoA avaliação e a sistematização das informações foram baseadas em:- Inventários florestais passados.
– Planos de manejo atuais.
– Novos levantamentos de campo.
– Levantamento de dados em bases de herbários (speciesLink).- Novas coletas botânicas.- Medições de parcelas permanentes.
– Estudos de anéis de crescimento.
– Estudos de densidade de distribuição de espécies e capacidade de suporte.
– Simulações matriciais.

Importância econômica do ipê

O ipê é uma espécie que figura entre as principais fontes de madeira nobre, um produto muito valorizado no exterior – mercado com exigência crescente de origem certificada e autorizada por órgãos ambientais. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) indicam que a cadeia madeireira do ipê movimenta cerca de R$ 70 milhões por ano, sendo um dos principais produtos da economia de estados como Mato Grosso, Acre e Rondônia.

Uma eventual inclusão do ipê na lista de espécies vulneráveis poderia ocasionar receio aos compradores internacionais e, como consequência, a suspensão de compra dessa madeira e de outras espécies que estejam em situação semelhante. “Esse trabalho veio em boa hora para elucidar essa questão, uma vez que, quando a espécie é colocada na lista de espécies ameaçadas, ela não é mais comercializada no mercado de exportação. Isso seria impactante para muitos municípios que atuam dentro da legislação e de critérios técnicos, têm a madeira como principal produto e dependem deste tipo de atividade, pois estabeleceram cadeias de produção, transformação, indústria e exploração especializadas, além de enorme geração de empregos”, explica Erich Schaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas.

As discussões sobre a inserção do ipê na lista de espécies da flora ameaçadas de extinção se baseiam na confusão entre desmatamentos, que promovem o corte total das florestas, com o manejo florestal. Segundo o Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD) 2021, do MapBiomas, 98% das áreas desmatadas são decorrentes de atividades ligadas à agricultura ou à pecuária. Para esses fins, toda a floresta é retirada, sendo que, muitas vezes, a queimada precede o desmatamento. Já sob manejo florestal sustentável, a exploração do ipê, e de outras espécies, para uso da madeira ocorre de maneira planejada, segundo critérios técnicos, e tem gerado renda e conservação da espécie.

Segundo o Ibama, 98% da madeira de ipê explorada é exportada e sua origem advém de madeireiras legalizadas, que utilizam madeira vindas de planos de manejo florestal, com áreas obrigatoriamente 100% amostradas e fiscalizadas. Para executar o MFS, é necessário realizar e registrar junto a órgãos fiscalizadores o planejamento silvicultural de manejo e corte, além de satisfazer outras exigências que garantem a permanência da floresta.

O que é Manejo florestal sustentável?O manejo florestal sustentável (MFS) é o uso da floresta que mantém a cobertura do solo, resguardando a biodiversidade e os serviços ambientais da floresta. O MFS, em sua essência, é a retirada de árvores em vias de estagnação do crescimento ou envelhecimento. A retirada das árvores se dá de forma planejada, mantendo mais de 85% da floresta original. Além disso, esse tipo de manejo auxilia na renovação da própria floresta, ao possibilitar a entrada de luz para que as plantas mais novas possam se desenvolver.

Manejo sustentável deixa a floresta em pé

A madeira é um produto altamente sustentável, sendo, sob normas de manejo, um bem renovável. A floresta sob manejo, além de sustentável do ponto de vista ambiental, gera renda e sequestra carbono. No trabalho científico, também foram simuladas cenários de manejo nas diferentes tipologias, e sob diferentes condições de extração, evidenciando a sua sustentabilidade.

Existem iniciativas nacionais e internacionais que incentivam o manejo florestal, em contraposição a práticas de desmatamento, que causam a mudança do uso e cobertura da terra. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera o manejo florestal como o caminho para o desenvolvimento sustentável e a conservação da floresta. “O manejo sustentável é a melhor forma para conservar a floresta, sem eliminá-la, pois a floresta em pé gera renda. Quando se maneja de forma sustentável, não há perda das espécies sob manejo dentro da floresta, e é possível haver nova colheita sob manejo naquele local, pois após 30-35 anos, estará produtivo novamente”, diz Schaitza.

“Diante do potencial de manejo de florestas naturais na Amazônia como alternativa de atividade econômica sustentável, deveriam ser concentrados esforços para otimizar o desenvolvimento da atividade, garantindo a produção de madeira tropical de alta qualidade, como produto de fonte renovável. Para isso, é necessário que a atividade seja planejada, tendo por base amplo conhecimento sobre as espécies comerciais e a dinâmica florestal como um todo”, orienta Braz. Além dos ipês, os pesquisadores estão ampliando as análises a respeito de outras espécies de interesse comercial como Apuleia leiocarpa (garapeira), Hymenolobium spp. (angelim-pedra), Astronium spp. (muiracatiara), Peltogyne spp. (pau-roxo ou roxinho) e Amburana acreana (cerejeira) em Mato Grosso.

“A floresta é um bem renovável e que precisa ser conservado. A conclusão que chegamos com esse estudo é que manejar a floresta, mais especificamente o ipê, de forma sustentável, é a melhor solução para a manutenção da floresta, pois gera renda à população local envolvida e garante que somente uma pequena parte dela seja retirada, mantendo os ciclos de vida da floresta. Recomendamos, inclusive, que as áreas sob manejo aumentem, para gerar emprego e renda em uma situação de conservação da floresta”, finaliza Schaitza.

Fonte: Embrapa Florestas

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