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Suzano tem vaga aberta e com oportunidade para cadastro em banco de talentos em Ribas do Rio Pardo (MS)

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está com uma vaga aberta para Planejador(a) de Manutenção Florestal e com oportunidade de cadastro em um banco de talentos para suas operações em Ribas do Rio Pardo (MS). As inscrições podem ser feitas por todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa (https://jobs.kenoby.com/Suzano).

Quem estiver interessado em atuar como Planejador(a) de Manutenção Florestal precisa atender aos seguintes pré-requisitos: ter Ensino Técnico completo ou Ensino Superior Completo, noções de planejamento, conhecimentos em SAP Módulo PM e CNH categoria “B”. As inscrições ficam abertas até o dia 19 de abril e devem ser feitas pela página: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/planejador-manutencao-florestal/64345ac75c72c702545bc22e?utm_source=website.

Além da vaga, a Suzano também disponibiliza cadastro para o Banco de Talentos de Logística do Projeto Cerrado para cadastro de Condutor(a) de Veículo Florestal. Para concorrer a futuras oportunidades, candidatos e candidatas precisam: ter Ensino Fundamental Completo, CNH categoria “E”, e experiência na condução de veículos pesados. As inscrições devem ser feitas pela página: https://jobs.kenoby.com/Suzano/job/banco-de-talentos-logistica-projeto-cerrado-condutor-veiculo-florestal/64245e05b0a1ad3e7eb6c574?utm_source=website.

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://jobs.kenoby.com/Suzano).  Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papel da América Latina e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras de origem renovável. Os produtos da companhia, que fazem parte da vida de mais de 2 bilhões de pessoas e abastecem mais de 100 países, incluem celulose, papéis para imprimir e escrever, canudos e copos de papel, embalagens de papel, absorventes higiênicos e papel higiênico, entre outros. A Suzano é guiada pelo propósito de Renovar a vida a partir da árvore. A inovabilidade, a busca da sustentabilidade por meio da inovação, orienta o trabalho da companhia no enfrentamento dos desafios da sociedade. Com 99 anos de história, a empresa tem ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

Fonte: Suzano

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Bracell e Prefeitura de Água Clara-MS lançam Projeto Visão no Futuro

Iniciativa oferece mutirão de atendimento oftalmológico para alunos da rede municipal de ensino, além de treinamento para professores e profissionais de Saúde

A Bracell, empresa do Grupo RGE, líder global na produção de celulose solúvel e que está em expansão no Mato Grosso do Sul, lança, com apoio da Prefeitura de Água Clara, o Projeto Visão no Futuro. A iniciativa visa contribuir com a melhora do desempenho dos alunos da rede pública de ensino, por meio do diagnóstico precoce de problemas oftalmológicos para, posteriormente, disponibilizar óculos de grau de maneira gratuita.

“Durante a elaboração de nossa estratégia social voltada para a Educação nos deparamos com índices extremamente preocupantes, como um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, no qual relata que 30% das crianças brasileiras em idade escolar sofrem com algum tipo de problema relacionado à saúde dos olhos, impactando diretamente na qualidade de aprendizagem e levando muitas delas a abandonarem os estudos. Diante desse cenário, a Bracell está comprometida em contribuir com o desenvolvimento educacional dos estudantes de Água Clara e nada melhor do que começar com a saúde ocular dessas crianças e adolescentes”, explica Marisa Coutinho, gerente de Relações Institucionais, Governamentais e com Comunidades da Bracell MS.

Em sua primeira etapa, os professores e outros profissionais interessados em participar da iniciativa passaram por um treinamento em março, para que assim estejam aptos a realizar o Teste de Acuidade Visual no ambiente escolar. Ao todo, foram capacitados 35 professores e agentes comunitários de saúde, para promoverem uma triagem e identificar alunos que possuam alguma dificuldade para enxergar.

A Prefeita Municipal Gerolina Alves ressaltou a importância desta ação social. “Grandes parcerias resultam em grandes resultados, agradecemos à empresa Bracell pelo empenho e dedicação para com nossas crianças; estamos juntos para somar e transformar nossa sociedade, a educação é um pilar importantíssimo para o crescimento da criança e do adolescente, e essa ação faz com que o ensino seja ainda mais eficaz e de qualidade em nosso município”.

Posteriormente, os estudantes serão encaminhados a um oftalmologista para avaliação e prescrição dos óculos, que serão entregues durante um evento de celebração. Caso algum problema mais grave seja detectado durante a avaliação médica, a família será orientada e o estudante encaminhado para um tratamento no SUS, viabilizado pela Secretaria Municipal da Saúde.

O Projeto Visão no Futuro faz parte do Bracell Social, programa de ações que contribuem para o desenvolvimento das comunidades onde a companhia atua em prol de territórios mais inclusivos e sustentáveis.

Sobre a Bracell
A Bracell é uma das maiores produtoras de celulose solúvel e celulose especial do mundo, com operações industriais no Brasil, sendo em Camaçari, na Bahia, e em Lençóis Paulista, em São Paulo. Nestes estados a companhia mantém operações florestais e, desde 2021 vem expandindo essas atividades no estado de Mato Grosso do Sul. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Singapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. A Bracell também é signatária dos princípios de empoderamento da ONU Mulheres.

Sobre a RGE
A RGE Pte Ltd gerencia um grupo de empresas com operações globais de manufatura baseadas em recursos naturais. As atividades vão desde o desenvolvimento e a colheita de recursos sustentáveis, até a criação de diversos produtos com valor agregado para o mercado global. O compromisso do grupo RGE com o desenvolvimento sustentável é a base de suas operações. Todos os esforços estão voltados para o que é bom para a comunidade, bom para o país, bom para o clima, bom para o cliente e bom para a empresa. A RGE foi fundada em 1973 e seus ativos atualmente ultrapassam US$ 30 bilhões. Com mais de 60.000 funcionários, o grupo tem operações na Indonésia, China, Brasil, Espanha e Canadá, e continua expandido para envolver novos mercados e comunidades. www.rgei.com.

Fonte: Bracell

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Novo “ouro negro”, Biochar remove dióxido de carbono da atmosfera e melhora condições do solo, diz pesquisa

Estudo da Embrapa é uma boa notícia para o Dia Nacional de Conservação do Solo, celebrado neste sábado, 15 de abril

Mais do que reduzir emissões de gases de efeito estufa, o mundo se volta cada vez mais para soluções que removem dióxido de carbono da atmosfera. Nesse contexto, o biochar começa a ser considerado o “ouro negro” da economia circular. 

Além de reter grande quantidade de carbono no subsolo por centenas de anos, removendo-o da atmosfera, essa biomassa resultante da carbonização da madeira reflorestada agora teve seus benefícios para o solo comprovados em uma pesquisa publicada em março pela Embrapa Meio Ambiente. A presença de biochar aumenta a biomassa microbiana, promove o crescimento das plantas e reduz a severidade de algumas doenças que afetam a produção de hortaliças. 

“Não apenas a abundância, mas também o comportamento de crescimento das raízes pode mudar em resposta à presença de biochar. Com impactos positivos na fertilidade do solo e nos atributos físicos e biológicos, as raízes podem ter melhor desenvolvimento e vigor, contribuindo para a obtenção de produtividades competitivas”, disse o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Cristiano Andrade, em artigo publicado pela instituição (Veja o artigo).

O uso do biocarvão é uma poderosa alternativa para mitigar as emissões de gases de efeito estufa. Esse poder reside no sequestro do dióxido de carbono que as plantas exalam nos campos através da fotossíntese durante o seu desenvolvimento, e na sua posterior estabilização em carvão quando a biomassa é pirolisada a altas temperaturas (normalmente entre 350ºC e 750ºC). Uma vez aplicado o material no solo, ele é muito estável e permanecerá nos sistemas por séculos, promovendo melhorias relacionadas à fertilidade do solo, física e microbiologia.

Na Aperam BioEnergia, maior produtora de carvão vegetal do mundo localizada no Vale do Jequitinhonha (MG), esses dois benefícios do biochar estão sendo aproveitados de forma inédita no Brasil. No ano passado, a empresa se tornou a primeira da América Latina a comercializar créditos de remoção de carbono, os chamados CORCs (Certificados de Remoção de Carbono, na tradução livre) para uma empresa canadense, abrindo as portas desse novo e já bilionário mercado para o Brasil. 

O diretor de Operações da Aperam BioEnergia, Edimar de Melo Cardoso, afirma que esse é um mercado bastante promissor, uma vez que as empresas comprometidas com o meio ambiente correm contra o tempo para compensar suas emissões e conter o aquecimento global. “E com essa importante pesquisa da Embrapa fica ainda mais claro o papel de destaque do biochar na melhoraria das condições do solo”.

Segundo ele, os planos da Aperam BioEnergia são de aumentar em quase 300% a comercialização de créditos de remoção de carbono de biochar, os chamados CORCs, em 2023, chegando ao volume de 28 mil toneladas – cada CORCs, que é negociado em uma plataforma controlada pela bolsa de tecnologia Nasdaq, representa 1 tonelada de CO2 retirado da atmosfera. “Estamos preparados para atender a essa demanda em expansão”, diz o diretor da BioEnergia.

Fonte: Aperam BioEnergia

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Veracel e produtores parceiros do Programa Aliança cuidam da terra em todas as fases do plantio

No Dia Nacional da Conservação do Solo, a companhia destaca as medidas adotadas para a manutenção de um processo produtivo sustentável; produtores parceiros têm acesso aos métodos e recursos aplicados para garantir a conservação do solo de suas propriedades

No Dia Nacional de Conservação do Solo, celebrado neste sábado (15), a Veracel destaca a importância dos cuidados com a terra para a preservação desse recurso natural, fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e evitar prejuízos para a produção de alimentos.

A companhia adota uma série de medidas sustentáveis, com a aplicação de recursos tecnológicos, na preparação do solo e em todas as etapas do manejo de seus plantios de eucalipto. “Temos todo um planejamento de determinação da fertilidade do solo e do uso de fertilizantes de forma equilibrada. Adotamos várias práticas de conservação, como preparar o solo sempre no sentido contrário à declividade, o que evita a erosão. Também mantemos todos os resíduos vegetais pós-colheita, como folhas, cascas e galhos, na área de plantação, contribuindo para a proteção do solo, a ciclagem de nutrientes e a manutenção dos níveis da matéria orgânica”, explica o engenheiro agrônomo Helton Lourenço, coordenador de Manejo Florestal da companhia.

Os recursos e métodos são aplicados tanto na produção própria da Veracel quanto nas áreas de seus produtores parceiros – a companhia conta com o Programa Aliança, uma rede de parceiros para a produção de eucalipto que diversifica as opções de negócios aos produtores locais, além de gerar novos empregos e desenvolvimento local. Em 2022, a Veracel realizou R$ 72 milhões de aporte no Aliança e projeta mais R$ 136 milhões para o programa neste ano. Por meio da parceria, os produtores locais ganham acesso a todos esses recursos para garantir a conservação do solo de suas propriedades.

“É um trabalho minucioso, que começa com o conhecimento do ambiente na região Sul da Bahia, passa pela compreensão das condições climáticas e do tipo de solo existente, de forma a tirar a máxima produtividade dele, sem degradá-lo, para as próximas gerações de plantio”, explica Helton Lourenço. 

“Realizamos sistematicamente o mapeamento e a classificação detalhados do solo – estudando fatores físicos, químicos e mineralógicos – o que nos permite estabelecer o manejo de preparo pré-plantio mais adequado a cada talhão, sempre respeitando as características e o potencial produtivo de cada local. Além disso, é realizada a avaliação da fertilidade natural de todas as áreas produtivas e, com o apoio de softwares especializados, estabelecemos uma dose balanceada de fertilizantes – nem mais, nem menos – de forma a garantir a sustentabilidade de nossos plantios”, prossegue o coordenador. Além disso, é feita uma avaliação constante da qualidade dos fertilizantes.

Os resíduos da plantação – como folhas, galhos e casca – são materiais importantes e aproveitados pela Veracel e por seus produtores parceiros tanto para a fertilidade quanto para a preservação do solo. Cada hectare plantado gera, em média, 24 toneladas de resíduos vegetais após a colheita. Esse material é utilizado para repor os nutrientes do solo, reduzir efeitos da compactação da terra — que ocorre devido ao tráfego de tratores e outras máquinas –, reter a umidade, proteger a terra contra a incidência direta da radiação solar e ainda para manter o teor de matéria orgânica do solo, o que contribui diretamente para mitigação os efeitos das mudanças climáticas.

A empresa tem como política de negócio que, para cada hectare de eucalipto, mantém um hectare de Mata Atlântica preservada. Assim, em cerca de 200 mil hectares de área da companhia, 100 mil são de plantio de eucalipto, e 100 mil são de áreas destinadas à vegetação nativa. Além disso, adota a modalidade de plantio em mosaico, criando corredores que conectam as florestas plantadas de eucalipto com as áreas de mata nativa. Essa estrutura ajuda a Veracel a realizar o manejo sustentável de suas florestas de forma efetiva, preservando o solo, prevenindo erosões e respeitando as áreas de preservação.

Tais cuidados foram vitais para a evolução da produtividade da empresa que, no segundo semestre, alcançaráá o volume de 20 milhões toneladas de celulose, sem deixar de lado o cuidado constante com todo o ecossistema em torno de suas operações.

Importância do cuidado com o solo

A degradação do solo e problemas como a erosão ou a perda de nutrientes da terra estão conectados com questões como enchentes ou secas. Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas também afetam a qualidade do solo. Temperaturas mais altas e eventos climáticos extremos impactam diretamente na quantidade e na fertilidade da terra. Um relatório de 2016 das Nações Unidas revela que 33% dos solos do mundo estão degradados por questões como erosão ou contaminação. 

Com o objetivo de fortalecer a conscientização sobre a importância do uso adequado da terra, foi criada no Brasil, em 1989, a data que celebra a Conservação do Solo, escolhida em homenagem ao americano Hugh Hammond Bennett, nascido em 15 de abril de 1881. Bennett é considerado o “pai da conservação do solo” e liderou um movimento em prol dessa causa na década de 1920. Seu trabalho influenciou a criação do Serviço de Conservação do Solo, hoje chamado Serviço de Conservação de Recursos Naturais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Sobre a Veracel

A Veracel Celulose é uma empresa de bioeconomia brasileira que integra operações florestais, industriais e de logística, que resultam em uma produção anual média de 1,1 milhão de toneladas de celulose, gerando mais de 3,2 mil empregos próprios e de terceiros, na região da Costa do Descobrimento, sul da Bahia e no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Além da geração de empregos, renda e tributos, a Veracel é protagonista em iniciativas socioambientais no território. O ranking Great Place to Work (GPTW) validou a Veracel como uma das melhores empresas para trabalhar do Brasil pelo 5º ano consecutivo.

Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior Reserva Particular do Patrimônio Natural de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro.

Fonte: Veracel

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Secretaria da Agricultura qualifica o Setor de Florestas Plantadas no RS

Traçar um panorama sobre o Setor de Base Florestal no Rio Grande do Sul, suas potencialidades e os gargalos é o que se espera com o Plano Estadual para Qualificação e Desenvolvimento do Setor de Florestas Plantadas no Estado do Rio Grande do Sul (Qualisilvi-RS) anunciado pelo governo do Estado, nesta quarta-feira (12/4), durante a instalação da Frente Parlamentar da Silvicultura na Assembleia Legislativa, proposta pelo deputado Carlos Búrigo.

O Plano Estadual, que será coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), será instruído via decreto que será assinado nos próximos dias pelo governador Eduardo Leite. Estiveram presentes no ato o secretário da Agricultura, Giovani Feltes, e o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos.

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Foto: Divulgação/Seapi

No Rio Grande do Sul, quatro espécies se destacam em áreas de produção: o Eucalipto com cerca de 700 mil hectares, o Pinus com aproximadamente 300 mil hectares, a Acácia-negra com quase 80 mil hectares e a erva-mate, espécie florestal nativa e não madeireira, com cerca de 28 mil hectares.

Entre os objetivos do Qualisilvi-RS estão fortalecer as instituições governamentais, como incluir o setor florestal nos programas de governo estadual; estabelecer e manter o Sistema Estadual de Informações Florestais; qualificar e incentivar os produtores florestais; incentivar a atração de investimentos de base florestal; fomentar a adequação e criação de condições de crédito oferecidas no sistema bancário do Rio Grande do Sul, para cultivos de ciclo longo, seus sistemas produtivos e manejos; promover a pesquisa e o desenvolvimento voltado às florestas plantadas, seus produtos e subprodutos; expandir a área plantada no território estadual; promover a educação florestal, divulgação e promoção do setor florestal gaúcho.

“A Secretaria da Agricultura reconhece a importância estratégica da base florestal como atividade agrícola sustentável. Essa qualificação e criação de parâmetros para o desenvolvimento do setor é essencial para o incremento em florestas plantadas, atividade econômica imprescindível para o Rio Grande do Sul”, avaliou o secretário Giovani Feltes.

O secretário Artur destacou que o conhecimento agregado e as mudanças nas legislações ambientais permitem que o governo seja mais assertivo nas discussões. “O Qualisilvi-RS dá encaminhamento para o futuro da silvicultura no Estado. Sabemos da sua importância para o meio ambiente e para as mudanças climáticas, mas também para ampliar a participação na economia e desenvolver novos negócios com tecnologia”, enfatizou. 

A Seapi é a instituição responsável pela política estadual das Florestas Plantadas (Lei Estadual 14.961, de 13 de dezembro de 2016) e pela operação do cadastro florestal estadual. “O Qualisilvi-RS surge como um instrumento de modernização da base florestal do Rio Grande do Sul, atendendo às demandas do setor e dos produtores florestais, proporcionando benefícios à cadeia produtiva e ao Estado como um todo, destacou o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria, Ricardo Felicetti.

O Plano deverá ser revisado com periodicidade mínima de 10 anos, podendo ser alterado ou modificado a qualquer tempo.

O decreto foi construído a partir da Câmara Setorial das Florestas Plantadas, com a participação das instituições que compõem o grupo, como Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag), Emater/RS-Ascar e Sindicato Intermunicipal das Indústrias Madeireiras, Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Esquadrias, Marcenarias, Móveis, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeiras do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimadeira RS).

Fonte: Assessoria de Comunicação Seapi

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Suzano busca ampliar parcerias florestais no sul do Espírito Santo

A Suzano está buscando ampliar as parcerias para cultivo de eucalipto na região sul do Espírito Santo. Os modelos de negócio contribuem para a revitalização dos ecossistemas agrícolas e para a valorização da terra. As parcerias oferecidas pela empresa na produção de madeira são alternativa de renda complementar para o produtor rural.

O plantio de eucalipto é uma oportunidade de diversificação agrícola para os produtores rurais, viabilizando a produção de madeira em um formato sustentável.

A região sul do Espírito Santo conta com municípios com potencial para a expansão dos plantios florestais, a exemplo de Presidente Kennedy, Itapemirim, Marataízes, Guarapari e adjacências, onde há áreas aptas ao cultivo de eucalipto.

Esse modelo de negócio traz ao produtor uma fonte de renda adicional, melhorando assim a sua diversificação e reduzindo os riscos ao seu negócio. Atualmente, a Suzano possui aproximadamente 1 mil contratos de parceria com produtores capixabas. Estes na modalidade de fomento e arrendamento.

Público-alvo
Produtores com área igual ou superior a 50 hectares que atendam aos requisitos técnicos estabelecidos pela Suzano para plantio, conforme a modalidade contratual. A Suzano conta com um time que está presente nessas diferentes regiões, que pode ser contatado pelos telefones 0800-771-1418, (27) 99882-8003, (73) 99987 8995, (27) 99984 2697, (27) 99790 5668. O contato também pode ser feito diretamente nos escritórios locais da empresa nos respectivos municípios.

Uma das modalidades de parceria é o sistema de arrendamento, em que a Suzano fica responsável por todas as atividades operacionais – do plantio à colheita – e remunera o produtor pela área utilizada. A outra modalidade é o fomento, em que a empresa fornece mudas e assistência técnica, mas a operação de plantio, tratos culturais e colheita cabem ao produtor parceiro, com garantia de compra da madeira pela empresa.

Fonte: Conexão Safra

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Ondas de calor estão escurecendo as florestas europeias

As secas e as ondas de calor estão a fazer com que as florestas europeias percam a cor verde que as caracteriza nos meses de Verão.

No ano passado, 37% das florestas mediterrânicas e da Europa Central foram afetadas, revela um novo estudo.

Investigadores da Universidade ETH de Zurique e do Instituto Federal Suíço de Investigação Florestal, Neve e Paisagem (WSL) têm vindo a examinar o fenómeno ao longo dos últimos 21 anos.

Os resultados, publicados na revista Biogeosciences, mostram que a escurecimento das florestas de Verão está a alastrar por toda a Europa.

O que causa o escurecimento das florestas durante o Verão na Europa?

Utilizando dados de satélite de alta resolução, os investigadores identificaram períodos em que as áreas de floresta não eram tão verdes como deveriam ser durante o Verão.

Embora a seca desempenhe um papel central no escurecimento das florestas, os seus efeitos não foram imediatos.

Os investigadores observaram um “efeito acumulado” de períodos de seca intensa e persistente, o que significa que a capacidade das árvores para sobreviverem ao calor e à seca depende não só das condições atuais mas também dos meses e anos anteriores.

Ao investigarem a história dos eventos de escurecimento florestal, os cientistas identificaram sinais meteorológicos que afetaram as árvores anos mais tarde. Em particular, os períodos frequentes de pouca chuva ao longo de dois a três anos foram um precursor do escurecimento durante o Verão.

Os períodos frequentes de temperaturas elevadas durante pelo menos dois anos nas zonas temperadas também tiveram um impacto significativo.

“O escurecimento da floresta na Europa central foi precedido de dois verões secos e quentes seguidos”, diz Mauro Hermann, doutorando da ETH e principal autor do estudo.

A seca também fomenta o besouro das cascas e as pragas de fungos, bem como os incêndios florestais – todos os quais podem contribuir indirectamente para o escurecimento – os investigadores observam.

Que partes da Europa são mais afectadas pela escurecimento das florestas?

Desde o início deste século que as florestas mediterrânicas têm vindo a sofrer de escurecimento progressivo.

Nos últimos anos, o problema propagou-se às florestas temperadas da Europa Central.

Verão de 2022 foi o mais quente de que há registo no continente e a floresta europeia atravessou a sua fase de escurecimento mais extensa, com mais de um terço das florestas afetadas nestas regiões.

Este é “muito mais do que qualquer outro acontecimento nas duas últimas décadas”, segundo Hermann.

O que significa este escurecimento para as florestas europeias?

A redução da cor verde é um sinal de vitalidade reduzida e de maior stress nas florestas. 

No passado, os verões quentes e secos eram menos frequentes na Europa. Após a onda de calor recorde em 2003, a cor das florestas da Europa foi pouco afetada.

Mas desde 2018, as repetidas secas em grande escala e as altas temperaturas levaram a um aumento extenso do escurecimento.

Com a repetição do Verão de 2022, com temperaturas recorde e seca, o escurecimento das florestas poderá tornar-se ainda mais generalizado no continente.

Os abetos e faias da Alemanha e da Suíça, em particular, foram particularmente afetados uma vez que florestas inteiras sofreram com o calor constante e o stress da seca.

Uma vez que o tempo pode não ser o único fator que contribui para o fenómeno, os investigadores sublinham que não pode ser utilizado para prever o futuro – mas pode oferecer pistas.

“A monitorização orientada das condições meteorológicas ao longo de várias estações pode fornecer informações valiosas sobre a probabilidade de ocorrer descoloração prematura das folhas no Verão seguinte#, destaca Thomas Wohlgemuth, co-autor do estudo de Dinâmica Florestal da WSL.

gestão florestal poderia ajudar a reduzir a descoloração da floresta à medida que as temperaturas aumentam, acrescenta Wohlgemuth.

Fonte: Euronews

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Mapeamento da ILPF ganha fôlego com uso de inteligência artificial

Iniciativa da Embrapa Solos, no Rio de Janeiro, já levantou áreas em Mato Grosso e promete lançar plataforma aberta até 2025

O levantamento da área com ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) no Brasil deve ganhar um novo aliado a partir de 2025.

É para este ano que está previsto o lançamento de uma plataforma de mapeamento e monitoramento de sistemas integrados no país com base em dados de satélite processados em tempo real e no uso de tecnologias de inteligência artificial como machine learning para realizar esse trabalho de forma automática.

“É um projeto eminentemente de pesquisa científica cujo desafio, à época, era verificar se os métodos de sensoriamento remoto seriam capazes de detectar, mapear e monitorar sistemas complexos de produção, entre eles a ILPF”, conta o pesquisador da Embrapa Solos, Rodrigo Ferraz.

Depois de oito anos de pesquisa, o GeoABC, como foi batizado o sistema, ganhou forma e já permitiu mapear o avanço da tecnologia em Mato Grosso de 2012/13 a 2021/22 e começou a ser replicado no Estado vizinho, o Mato Grosso do Sul.

Para desenvolver o sistema, foi necessário reunir uma série de imagens de satélite que permitissem construir uma linha do tempo a fim de identificar não só a cultura instalada em determinado local, mas também o sistema de manejo adotado.

Esses dados, então, são organizados para, por machine learning, permitir que os algoritmos do GeoABC façam esse diagnóstico de forma automática apontando não só onde está a ILPF no Brasil, mas também como ela está avançando.

Os resultados iniciais de Mato Grosso, por exemplo, indicaram uma taxa de expansão da ILPF no Estado da ordem de 250 mil hectares ao ano de 2013 a 2019.

Quando cruzados com informações da equipe de transferência de tecnologia da Embrapa Agrosilvipastoril, em Sinop, eles indicaram uma concentração dessa expansão nas áreas próximas das unidades de referência tecnológica (URTs) mantidas no Estado nos primeiros anos – o que, segundo Ferraz, comprova o impacto positivo da presença das URT’s para disseminação da ILPF.

“O interessante quando você tem imagens de satélite é que você pode olhar tanto o passado quanto o presente. E a cada ano que as imagens vão saindo, você está sempre atualizando a plataforma. Então, o que a gente quer, é um sistema dinâmico, um monitoramento mesmo, e não apenas um retrato estático da realidade momentânea”, explica Ferraz.

O plano, segundo o pesquisador, é que aos poucos o sistema seja ajustado para todo o Brasil – primeiramente com foco no Cerrado e, posteriormente, para as demais regiões.

Uma vez com os dados completos, a plataforma permitirá ao público interessado fazer recortes locais da adoção de sistemas integrados, permitindo avaliar não só a taxa de adoção e crescimento da ILPF, mas também seus diferentes arranjos.

“Acreditamos que, com isso, possamos fornecer para sociedade e para a cadeia de produção de grãos uma ferramenta de dados para que o país possa, cada vez mais, estimular a adoção de um sistema que é eminentemente conservacionista e de baixa emissão de carbono”, diz Ferraz ao destacar também o valor comercial que o conhecimento territorial da ILPF traz para o setor.

“Algumas regiões vão ter uma forte adoção do sistema pecuária-floresta, outras serão mais fortes na lavoura-pecuária e outras poderão fazer a integração completa. Mas mais do que isso, nós temos também diferenças de janela de plantio, calendário agrícola, clima, que variam de uma região para outra e o que a gente quer é que esses dados tragam inteligência territorial na gestão não só de políticas públicas mas também na logística estratégica comercial da própria cadeia”, pontua o pesquisador.

Expansão

De acordo com dados da Rede ILPF, o Brasil conta atualmente com 17,4 milhões de hectares de sistemas integrados já implantados e uma meta oficial do Plano ABC de chegar a 27,4 milhões de hectares nos próximos dez anos.

A meta da Rede, uma iniciativa púbico-privada para promoção dessa tecnologia, é ainda mais ousada: chegar a 35 milhões de hectares no mesmo período.

“A Rede ILPF fez uma pesquisa há um tempo para saber o número de hectares de ILPF no país e a gente sente falta de um sistema em tempo real e que também tenha informação perene para todo o setor. Isso é importante inclusive para chegarmos nessa nossa meta e comprovar com dados georreferenciados oficiais que conseguimos alcançá-la”, salienta a diretora da Rede ILPF, Isabel Ferreira.

Atualmente, esse monitoramento é feito a partir de visitar técnicas e dias de campo promovidos pela Caravana ILPF, expedição técnica e científica que percorre diferentes estados para promover a adoção de sistemas integrados no país.

Com o lançamento do GeoABC e de outras bases de dados disponíveis, a Rede ILPF também planeja lançar uma plataforma própria com informações não só sobre área, mas também sobre os diferentes perfis de produtor, acesso a crédito e outras informações que permitam a elaboração de políticas públicas mais efetivas para cada região.

“A gente não consegue fazer política pública às cegas. Por isso, temos uma cooperação com o Ministério da Agricultura para passar esses dados também para eles e ajudar a pensar como podemos avançar a ILPF. Com os dados, conseguimos ver onde estão os verdadeiros gargalos, onde tivemos alguma ferramenta implementada que não deu certo ou que deu muito certo e dosar as nossas atividades para tentar aumentar a adoção de ILPF no país”, completa Isabel.

Fonte: Globo Rural

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Setor produtivo se une para turbinar ILPF no Paraná

Parceria entre Sistema Faep/Senar-PR e Cocamar vai treinar assistência técnica para difundir Integração Lavoura Pecuária Floresta

O Paraná tem potencial para aumentar significativamente a produção de grãos e madeira e contribuir para a sustentabilidade da agropecuária, tudo isso sem aumentar a área dedicada ao agronegócio. Uma das chaves para que isso ocorra é o sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), estratégia de manejo que integra diferentes sistemas produtivos em uma mesma área. Os benefícios ambientais, econômicos e sociais desta prática motivaram o Sistema Faep/Senar-PR e a cooperativa Cocamar, de Maringá, a desenvolverem o Programa de Capacitação em Sistemas de ILPF.

Presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette – Fotos: Divulgação/Faep

A proposta tem o objetivo de preparar profissionais para prestar assistência técnica aos produtores rurais do Paraná. Isso ficou evidente durante o lançamento do programa, realizado no dia 30 de março, em Maringá, Noroeste do Estado. O evento contou com o prestígio de autoridades, técnicos e produtores rurais. A solenidade também teve a presença de representantes dos apoiadores da proposta: a Associação Rede ILPF, a Embrapa e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

“Nos últimos anos, a área de implantação de ILPF cresceu no Brasil e o Paraná precisa acompanhar essa evolução. Nós sabemos do compromisso dos nossos produtores com o desenvolvimento sustentável no campo. Para garantir que as melhores tecnologias sejam utilizadas e difundidas, precisamos investir na capacitação dos profissionais de assistência técnica”, afirma Ágide Meneguette, presidente do Sistema Faep/Senar-PR.

Presidente do Sindicato Rural de Maringá, José Antonio Borgh

“Esse programa juntou importantes entidades do setor com suas especialidades para transmitir conhecimento aos produtores. Tenho certeza de que será um sucesso, com o agricultor e o pecuarista ganhando mais”, complementa José Antonio Borghi, presidente do Sindicato Rural de Maringá.

Desenvolvimento

Segundo dados da Rede ILPF, plataforma de ensino, divulgação e popularização desse sistema produtivo, a área nacional ocupada pela ILPF aumentou em quase dez vezes no Brasil, ao longo dos últimos 15 anos – atingindo 17,4 milhões de hectares na safra 2020/21. Apesar do cenário favorável, esse número corresponde a apenas 8,35% das áreas sob uso agropecuário no Brasil. No Paraná, a área com ILPF é menor do que a média nacional: representa 6,74% do total, o que equivale a 633 mil hectares. A meta da Rede ILPF é atingir 35 milhões de hectares no país até 2030.

Com o Programa de Capacitação em ILPF, criado pelo Sistema Faep/Senar-PR e Cocamar, a expectativa é identificar produtores com potencial para difusão da tecnologia no Estado, ampliando a adoção deste sistema no setor produtivo. A iniciativa será conduzida ao longo de 13 meses, estendendo-se até abril de 2024 – o que corresponderá a 139 horas de formação. Serão 16 encontros, com Dias de Campo, visitas técnicas e consultorias, para o treinamento de 30 profissionais, entre técnicos da Cocamar e do IDR-Paraná, além de instrutores do Senar-PR.

Presidente do Conselho Administrativo da Cocamar, Luiz Lourenço

“Vamos criar conhecimento na área, para diversificar a propriedade, intensificar a produção na mesma área e aumentar a produção de grãos e carne onde há baixa produtividade. Para isso, é preciso um bom trabalho técnico de apoio ao produtor”, ressalta Luiz Lourenço, presidente do Conselho Administrativo da Cocamar, que fomenta o sistema desde 1996.

Os técnicos envolvidos (engenheiros agrônomos e médicos veterinários) vão atuar em duplas, acompanhando 22 produtores rurais cooperados da Cocamar, que disponibilizarão suas propriedades para implementação das técnicas de ILPF ao longo do programa. No final da capacitação, os técnicos deverão apresentar um projeto e fazer a defesa para uma banca de avaliação.

“Os produtores não serão treinados diretamente, mas vão ceder suas propriedades para que a equipe técnica coloque seus conhecimentos em prática. O produtor tem o papel de colaborar e de realizar as atividades propostas pelos técnicos, além de ser uma pessoa fomentadora dessa técnica de manejo”, explica Emerson Nunes, gerente técnico de ILPF na Cocamar. “As práticas são adaptáveis para diferentes realidades e tamanhos de produção”, complementa.

Arenito Caiuá

O foco do programa é o Arenito Caiuá, região conhecida por ter solo arenoso, baixa umidade e temperaturas elevadas. No local, as atividades desenvolvidas em sistemas de ILPF desempenham papel importante para promover a recuperação de áreas de pastagens degradadas e aumentar a rentabilidade das propriedades rurais com o cultivo da soja. “A soja ainda é tímida na região por conta das condições climáticas desafiadoras. Mas quando se coloca o gado no meio, a conta fecha melhor”, pontua Jorge Vecchi, engenheiro agrônomo da Cocamar. “Teremos um grande laboratório a céu aberto para fazer a integração acontecer por meio desse programa de capacitação”, acrescenta Vecchi.

Diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza

Na avaliação de Victor Braga, médico veterinário da Cocamar, muitos pecuaristas da região já têm consciência das vantagens que o sistema integrado oferece e buscam informações para adotar as estratégias de manejo na propriedade. “Os produtores com mais tecnologia querem aumentar a área de plantio pensando justamente nas pastagens para o inverno e na possibilidade de segunda fonte de renda com a soja, para continuar produzindo o ano todo”, conta. “Com um pasto de inverno de melhor qualidade, conseguimos uma taxa de lotação maior em um período em que é comum que produtores tenham que se desfazer dos animais, pela falta de pastagem adequada para manter a lotação que vem do verão”, complementa Braga.

“A região Noroeste precisa fazer uma revolução. Esse programa, juntando essas entidades, pode permitir que isso ocorra, para aumentar a renda dos produtores e intensificar a produção na mesma área. Precisamos mudar o jeito de conduzir o Arenito, usando ciência e conhecimento, fazendo com que as pesquisas cheguem no campo. Esse programa é a oportunidade”, destacou Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná.

Benefícios

A ILPF pode ser utilizada em diferentes modalidades, combinando dois ou três componentes em um sistema produtivo: Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) ou Sistema Agrossilvipastoril; Integração Lavoura Pecuária (ILP) ou Sistema Agropastoril; Integração Lavoura Floresta (ILF) ou Sistema Silviagrícola; e Integração Pecuária Floresta (IPF) ou Sistema Silvipastoril. Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, de forma que haja benefício mútuo para todas as atividades.

A integração otimiza o uso da terra, aumentando a produtividade, diversificando as atividades econômicas na propriedade e agregando valor aos produtos. Com isso, há redução dos riscos de frustração de renda por eventos climáticos ou por condições de mercado, além de diminuição dos custos com insumos e dos custos fixos para produção animal.

Adeney de Freitas Bueno, da Embrapa Soja

Com a maior eficiência de utilização de recursos naturais, há redução do uso de agroquímicos, da abertura de novas áreas para fins agropecuários e de passivos ambientais. Promove, ao mesmo tempo, manutenção da biodiversidade, ciclagem de nutrientes, mitigação dos gases de efeito estufa, bem-estar animal e controle dos processos erosivos com a manutenção da cobertura do solo.

As vantagens ainda podem ser sentidas no âmbito social, como com a redução da sazonalidade do uso da mão de obra, geração de empregos diretos e indiretos e incentivo à qualificação profissional e ao estudo.

Diretora-executiva da Rede ILP, Isabel Ferreira

ILPF no Brasil
Atualmente, o Mato Grosso do Sul é o líder no ILPF e conta com 3,3 milhões de hectares dedicados ao sistema ILPF, seguido pelo Mato Grosso, com 3,2 milhões, e Rio Grande do Sul, com 2,2 milhões. O Paraná tem apenas 633 mil hectares dedicados ao sistema ILPF, conforme dados da Rede ILPF. “Depois de iniciativas como essa, o Paraná vai figurar na ponta, pois é uma demanda crescente. Esse é um momento, que vai marcar a história da agropecuária paranaense. Essa interação vai permitir que a tecnologia gerada siga para o campo, não fique na prateleira. Por isso que programas como esse são importantes”, disse Adeney de Freitas Bueno, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja.

“Quando encontramos parceiros como os deste programa, a gente agarra para desenvolver projetos de sucesso. Vamos disseminar conhecimento para todos que querem difundir esse sistema, que colabora para o desenvolvimento regional, além de crescimento ambiental, social e humano”, reforçou Isabel Ferreira, diretora-executiva da Rede ILPF.

“Produção de alimentos precisa conciliar questão ambiental”

Realizado em 30 de março, o evento de lançamento do programa, em Maringá, contou com uma aula-magna do consultor Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere Brasil e um dos mais conhecidos defensores dos sistemas integrados no país. Ele destacou as projeções de crescimento da população global e o consequente aumento da demanda por alimentos. Para isso, a sustentabilidade deve ser ponto-chave.

Ex-presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann

“Até 2050, 60% da população vão estar concentradas na Ásia e nós vamos ter que alimentar essas pessoas. Esse é o novo mundo para o qual vamos ter que produzir alimentos. O Paraná vai ter que produzir 50% mais do que hoje e as circunstâncias sob as quais isso vai ter que acontecer é pela intensificação sustentável”, afirmou.

Herrmann frisou a importância da capacitação, principalmente dos jovens, para conduzir esses sistemas e trazer inovação para a agropecuária brasileira. Neste processo, destacou o compromisso das entidades do setor para conciliar a produção de alimentos com a questão ambiental, aproveitando a aptidão agrícola que o país possui. “Nós precisamos de gente com capacidade para manejar essa tecnologia de maneira eficiente. Todos nós precisamos nos engajar nesse processo, ajudando a difundir conhecimento, dando suporte para que as pesquisas não parem e construindo narrativas, para que a futura geração de brasileiros esteja conectada com o agro”, disse.

Fonte: Sistema Faep/Senar-PR

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Assembleia Legislativa realiza debate sobre as Oportunidades e Desafios do Setor Florestal Paranaense

Representantes do setor produtivo e do Poder Público discutiram com o Bloco Parlamentar da Madeira a situação e as políticas públicas para o setor madeireiro no Paraná

O Bloco Temático da Madeira da Assembleia Legislativa do Paraná realizou nesta terça-feira, (11), audiência pública sobre as “Oportunidades e Desafios do Setor Florestal Paranaense”, que teve por objetivo promover amplo debate do setor produtivo sobre políticas públicas e desenvolvimento sustentável para o Paraná, terceiro lugar em área plantada do país.

A audiência pública foi convocada pelo presidente do Bloco Temático da Madeira, deputado Artagão Júnior (PSD) e contou com a presença dos deputados Gugu Bueno (PSD), Anibelli Neto (MDB), Matheus Vermelho (PP) e Arilson Chiorato (PT).

“O setor madeireiro é o terceiro mais importante na economia paranaense, sendo um dos que mais gera riqueza para o estado…”

Também participaram do encontro o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Valdemar Bernardo Jorge, o chefe-geral da Embrapa Florestas, Erich Gomes Schaitza, o chefe do Departamento de Florestas Plantadas da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Presidente da Associação Paranaense de empresas de Base Florestal (APRE), Zaid Nasser, o diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) e o gerente de Políticas Públicas do Instituto de Desenvolvimento rural do Paraná (IDR).

O presidente do Bloco Parlamentar da Madeira, deputado Artagão Júnior (PSD), comentou que a audiência pública foi positiva porque contou com diversos atores do setor produtivo e também com representantes do Poder Público, que tem a responsabilidade da fiscalização e da realização de políticas públicas. “O que ficou evidente aqui neste evento, ao contrário do que a sociedade imagina, é que quando a gente fala do setor florestal, da floresta plantada, nós temos um segmento, até por exigência das certificações internacionais, com um compromisso muito acima do convencional no sentido da preservação e da sustentabilidade”, explicou.

Os dados apresentados na reunião demonstraram que para cada hectare de floresta plantada, corresponde a outro hectare de floresta nativa destinada a conservação. E o Paraná é destaque no cenário nacional por ter a maior área plantada de pinus do país (cerca de 37% do total de pinus plantado no Brasil), ser líder nas exportações de compensado de pinus, painéis reconstituídos e molduras, com produtividade florestal acima da média nacional e com potencial de crescimento.

Segundo a Associação Paranaense de Empresas Base Florestal (APRE), a importância do desenvolvimento de Florestas Plantadas “mantêm a fertilidade do solo e reciclagem de nutrientes, fixa e sequestra carbono, reduz a pressão sobre florestas nativas, protege e regulariza o regime hídrico, preserva os habitats e ecossistemas naturais, mantém a biodiversidade e incentiva a bioeconomia”.

Sistema ambiental

O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge, parabenizou o deputado Artagão pela iniciativa de montar o Bloco Parlamentar e trazer o setor para o debate. “O Governo do Paraná é solidário com aqueles que produzem e geram riqueza e empregos. O Paraná busca criar um sistema ambiental que procure conciliar produção e preservação, uma economia que seja verde, que seja eficiente, que seja inclusiva, gerando empregos e que possa transforar o nosso estado em um modelo de produção e de geração de riqueza, ao mesmo tempo que possa atender as necessidades da população”, explicou.

O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Anibelli Neto (MDB), participou da reunião e disse que “com a criação do Bloco Parlamentar da Madeira, nunca na história do nosso Legislativo esse setor foi tão valorizado e prestigiado, como presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural tenho certeza que poderemos trabalhar juntos e trazer as demandas do setor para esta casa e criarmos políticas públicas para que as coisas possam sempre melhorar”.

“O setor madeireiro no Paraná responde por cerca de 120 mil empregos diretos envolvendo 6 mil empresas e a Assembleia Legislativa tem esse dever de fazer a interlocução com o setor, encurtando as distâncias, e todos os atores aqui presentes mostraram extrema disposição para que a gente possa diminuir as divergências e potencializar as convergências”, concluiu o deputado Artagão, anfitrião da audiência pública.

Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

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