PÁGINA BLOG
Featured Image

Florestar São Paulo completa 33 anos de fundação

Nesta segunda-feira (21) a Associação Paulista de Produtores, Fornecedores e Consumidores de Florestas Plantadas, a Florestar São Paulo, está completando 33 anos de fundação. A instituição, que surgiu com o propósito de fortalecer o setor de base florestal paulista, viveu diversas fases e nunca esteve tão ativa quanto agora. Ao longo de mais de três décadas, muitos profissionais fizeram parte da Florestar e contribuíram para que a associação se tornasse uma instituição reconhecida dentro do estado de São Paulo e respeitada, como é hoje.

Para contar um pouco desta história, trouxemos três depoimentos, de profissionais que passaram pelo cargo da presidência da Florestar São Paulo: Caio Zanardo (2016 – 2018); Jonas Salvador (2018 – 2021); e João Pedro Pacheco (2021 – 2023).

Caio Zanardo (2016 – 2018)

“Minha passagem pela presidência da Florestar foi em um momento oportuno. Pude dar sequência ao trabalho feito pelo presidente anterior, José Ricardo Ferraz, para simplificar a nossa associação, deixá-la mais ágil e enxuta. Deixamos de ter sede própria e conseguimos otimizar alguns custos. Ampliamos nossa visão de planejamento. Naquele momento, nós criamos uma readequação estratégica. Foi uma ação tática, de monitoramento de temas. Ainda não tínhamos nada relevante relacionado ao setor florestal dentro do estado de São Paulo, mas tivemos uma aproximação importante com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente a respeito das políticas públicas. Foi quando nos envolvemos com a questão do receituário agronômico, que tratava de questões complexas.

Neste período também criamos uma rede, com as empresas associadas monitorando os municípios em que estavam inseridas. Tanto para assuntos críticos ou percebendo oportunidades que pudéssemos aproveitar. Tudo isto é um trabalho de construção em longo prazo. Aos poucos, conseguimos mostrar para a esfera pública, a importância do setor e da indústria de base florestal.”

Jonas Salvador (2018 e 2021)

“Meu envolvimento com a Florestar tem mais de 10 anos. Acompanhei os primeiros trabalhos com relação aos cadastros para defensivos agrícolas no estado de São Paulo. O registro se dava na esfera federal e havia a necessidade do cadastro na esfera estadual. Já em 2016, quando eu era vice-presidente, as principais pautas apoiadas pela associação tinham relação com licenciamento ambiental e protocolo florestal. Havia a necessidade de regulamentar estes temas dentro do estado de São Paulo. Nós tínhamos uma agenda muito ativa junto à Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Agricultura e Abastecimento e as demais autarquias envolvidas.

Naquela época existia uma demanda de posicionamento por parte da Florestar. Precisávamos apresentar o setor florestal para o poder público e para a sociedade. Eles precisavam conhecer a forma como era tratada a relação do nosso setor com o meio ambiente e entender todos os cuidados que fazem parte do processo silvicultural e de colheita de madeira. Além disso, é um setor que tem um peso, de forte de cunho social, que envolve as pessoas diretamente ligadas, que trabalham ou vivem próximas aos plantios. É um setor que gera empregos, receita e benefícios para a sociedade.

Antes, nosso foco estava em atuar por melhorias e evitar que restrições atingissem nosso setor. Hoje, focamos em nos comunicar com as diferentes esferas e em nos posicionarmos publicamente. A Florestar funciona como um catalizador dentro do estado de São Paulo para as ações nacionais coordenadas pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). O papel da Florestar é conseguir unificar a comunicação entre governo, empresas e sociedade e traduzir isto numa linguagem só.

Estamos acima do associativismo. Estamos em um cooperativismo. Através da associação, as empresas associadas expões suas demandas e compartilham seus problemas, umas ajudando outras. Desta maneira, conseguimos pautar os assuntos direcionados à sociedade, ao setor público ou privado. Isto facilita na distribuição das demandas e na obtenção de resultados positivos.”  

João Pedro Pacheco (2021 – 2023)

“Em 2014 participei da gestão como secretário-executivo. Foi um período de reconstrução administrativa. Buscamos novos associados, criamos uma nova identidade visual e um novo estatuto. Depois de concluirmos estas etapas, passamos para uma ação de externalização. Passamos a ter reuniões com secretarias de Estado, entidades de classe, representantes do poder legislativo. Começamos a reapresentar a Florestar para estas entidades. Nos envolvemos em discussões sobre utilização de agroquímicos, licenciamento ambiental e outros temas pertinentes ao setor de árvores plantadas.

Conforme fomos nos tornando mais participativos, mais vistos e conhecidos, passamos a ser acessados e reconhecidos, em nível estadual, como a entidade representativa do setor. Isto deu confiança aos associados, o que contribuiu para nossa expansão.

Basicamente, eu vivi três ciclos dentro da Florestar. O primeiro foi uma reorganização administrativa. Depois foi para melhorar a receita, trazendo mais associados e ajustando as contribuições. E o terceiro ciclo foi de externalizar a associação, expor mais a Florestar e buscar um maior reconhecimento.

Sou muito grato e feliz por esta jornada. Além de todo o aprendizado pessoal, é muito gratificante ver o que a Florestar é hoje. Aumentamos consideravelmente o número de empresas associadas e hoje vemos o nome da Florestar presente em importantes debates.

Entidades bem representadas e bem articuladas são muito importantes. O associativismo traz um pleito comum e o recebimento é diferente. Não é um interesse privado, mas sim o interesse coletivo.”

Associação Paulista de Produtores, Fornecedores e Consumidores de Florestas Plantadas – FLORESTAR SÃO PAULO

Fundação: 21 de agosto de 1990

Featured Image

Suzano está implantando novo terminal em Inocência (MS) para escoar produção da nova fábrica em Ribas do Rio Pardo

  • O novo terminal está sendo edificado às margens da MS-240 e contará com uma área construída total de quase 24,2 mil m², além de 8,8 mil metros de linha ferroviária.
  • A companhia também está com obras de ampliação nos terminais T32 e DPW, no Porto de Santos, que contemplam ainda melhorias nos processos.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose de mercado e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, deu início às obras para otimizar seus canais logísticos para o escoamento da produção da nova fábrica da empresa em Ribas do Rio Pardo (MS). Um dos projetos é a implantação de um novo terminal intermodal da companhia no Mato Grosso do Sul, no município de Inocência (MS), para o escoamento da celulose produzida na nova fábrica via transporte ferroviário até o Porto de Santos.

O novo terminal está sendo implantado às margens da MS-240 e contará com uma área construída total de quase 24,2 mil m², dos quais 21,5 correspondem à área de armazéns. O empreendimento contempla ainda 8,8 mil metros de linha ferroviária interna e externa, que incluem ramais para vagões em reserva, segregados, carregados e duas peras ferroviárias para manobras de locomotivas e vagões, visando aumentar a eficiência na operação de desembarque dos caminhões e embarque nos vagões.

“Com a construção do terminal intermodal em Inocência e as ampliações dos terminais portuárias em Santos estamos nos aproximando de viabilizar cada vez mais a operação da nova fábrica em Ribas do Rio Pardo. Na Suzano, temos um direcionador que diz que ‘só é bom para nós se for bom para mundo’, e com essas estruturas estamos conectando as pessoas aos nossos produtos por meio de uma logística mais competitiva, efetiva e, principalmente, mais sustentável para o planeta. Além disso, estamos colaborando para o desenvolvimento socioeconômico da região como um todo”, afirma Maurício Miranda, diretor de Engenharia da Suzano.

Com a estrutura, a produção da nova fábrica da Suzano será escoada por meio de transporte rodoviário de Ribas do Rio Pardo até Inocência, passando pelas rodovias BR-262 e MS-277, e, de Inocência, por meio de transporte ferroviário até os terminais da companhia no Porto de Santos pela Malha Norte (bitola larga).

“Além de mais eficiente e competitivo, o transporte ferroviário retira caminhões das estradas, tornando-se uma alternativa sustentável. Já somos ‘carbono negativo’, ou seja, capturamos mais CO² do que emitimos, e queremos ser cada vez mais. Por isso, todo o nosso projeto, desde a construção da fábrica até o escoamento da nossa produção, é pensado dentro do conceito de inovabilidade, a junção de inovação e sustentabilidade. A medida ainda vem ao encontro dos compromissos firmados pela empresa de remover mais de 40 milhões de toneladas de carbono da atmosfera até 2030”, completa Maurício.

As obras do terminal intermodal tiveram início no primeiro semestre deste ano. Atualmente, são cerca de 280 trabalhadores atuando em três frentes de trabalho: serviços de terraplanagem, início da implantação da ferrovia e execução das fundações prediais. No pico da obra, que deve ocorrer em novembro deste ano, serão cerca de 320 postos de trabalho gerados. Após a conclusão, prevista para o terceiro trimestre do próximo ano, serão 80 postos de trabalho para a operação do terminal.

Com os novos investimentos, a Suzano passará a contar com dois terminais intermodais no Mato Grosso do Sul. O primeiro implantado pela companhia foi inaugurado em 2017, em Aparecida do Taboado, para escoar a produção da Unidade de Três Lagoas.

PORTO DE SANTOS

Paralelamente à implantação do terminal no Mato Grosso do Sul, a Suzano também já iniciou as obras de ampliação e melhorias nos dois terminais em operação no Porto de Santos, o T32 e DPW, este último operado em parceria com a empresa DP World Santos. As obras foram iniciadas em fevereiro deste ano e seguem simultaneamente nos dois terminais intermodais, aumentando em 30 mil m² as áreas somadas de depósito atual, além de implantar sistemas para melhorias nos processos.

default

Entre as ações de modernização e otimização das operações nos terminais em Santos, estão: implantação de pórticos rolantes para o descarregamento de cargas levadas via ferrovia ao terminal T32, visando aumentar a segurança e a eficiência da operação. Operado por uma sala de controle, o sistema tem capacidade para descarregar até 44 vagões ao mesmo tempo, substituindo o uso de empilhadeiras. Os pórticos têm capacidade para movimentar 48 toneladas de celulose.

Além disso, o sistema de pontes rolantes, uma inovação da Suzano no Terminal DPW, será ampliado com a instalação de duas novas pontes rolantes para movimentação de celulose. As pontes, oito ao todo após a conclusão das obras, têm capacidade individual para carregar até 40 toneladas de celulose.

Atualmente, as obras encontram-se em fase de finalização do estaqueamento e início da montagem das estruturas metálicas dos depósitos, o que corresponde a 40% do projeto. São cerca de 450 pessoas trabalhando nos dois terminais. Já no pico, serão 550 trabalhadores atuando nas obras de ampliação. A previsão é que as ampliações dos dois terminais sejam concluídas até julho de 2024.

default

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papel da América Latina e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras de origem renovável. Os produtos da companhia, que fazem parte da vida de mais de 2 bilhões de pessoas e abastecem mais de 100 países, incluem celulose, papéis para imprimir e escrever, canudos e copos de papel, embalagens de papel, absorventes higiênicos e papel higiênico, entre outros. A Suzano é guiada pelo propósito de Renovar a vida a partir da árvore. A inovabilidade, a busca da sustentabilidade por meio da inovação, orienta o trabalho da companhia no enfrentamento dos desafios da sociedade. Com 99 anos de história, a empresa tem ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br

Featured Image

Lote de madeira serrada de Pinus Taeda é oportunidade no marketplace Central de Materiais

Uma das espécies florestais de maior cultivo no Brasil, o Pinus Taeda tem grande utilização no setor moveleiro, na construção civil e também para embalagens, como caixas e papelão. E o marketplace Central de Materiais, do grupo SYX Global, está vendendo um lote de 33,552 m3 do material.

Ao todo, são 1.320 peças de 38x200x2600mm e 432 peças de 38x175x2600mm, que estão localizadas na cidade de Almirante Tamandaré (PR). O valor proposto é de R$ 700,00 m³. É possível visitar o lote e enviar propostas para avaliação. Mais informações, pelo link https://centraldemateriais.com.br/p/madeira-serrada-de-pinus-taeda-33552-m3-14135

O marketplace Central de Materiais é um local para quem procura ativos que estão sendo vendidos por indústrias, desde pequenas partes e peças até grandes máquinas ou veículos leves e pesados, e faz parte do grupo SYX Global.

Sobre a empresa -A SYX foi fundada em 2012, como Central de Materiais, e é um centro de negócios que realiza a gestão de ativos e inservíveis de empresas, organizando e otimizando o processo de venda desses materiais. A jornada começa desde a avaliação até a entrega, proporcionando capital de giro e liberação de espaço, de forma sustentável e através de uma enorme base de compradores. Atualmente, a SYX é a marca principal, sendo a Central de Materiais o marketplace oficial da marca.

Em 2021 e 2022 conquistou o 3º lugar no ranking da categoria Cleantechs do Brasil pela 100 Open Startups, sendo em 2022 o 54º lugar no ranking geral. Também foi escolhida pela Endeavor para participar do Escale-up 2021 – Programa de Aceleração das Empresas que mais Crescem no Brasil. Em 2022, foi escolhida pela segunda vez consecutiva para receber o selo Cubo do Itaú e fazer parte do maior hub de inovação da América Latina.

syxglobal.com

centraldemateriais.com.br

Featured Image

A extração de resina sem cortes, testada nos pinhais da Espanha

Comunidade florestal de Bolmente colabora com empresa em plano piloto

A comunidade florestal da freguesia de Bolmente, no concelho de Sober , acaba de colocar em prática um projeto experimental de extração de resina que não exige grandes cortes nos pinheiros. Com o sistema que está sendo testado, a casca da árvore não é retirada nem barcos são usados ​​para coletar o líquido. A extração é feita através de um pequeno orifício feito no tronco com uma furadeira . Um tubo plástico inserido na cavidade do tronco desvia a resina para dentro do saco. Especialistas acreditam que esse método é mais sustentável, devido ao menor impacto sobre o pinus.

O produto resultante, por outro lado, é de maior qualidade, pois está livre das impurezas que vão parar nos recipientes quando se utiliza o método de extração mais comum. «Vamos ver a compatibilidade deste sistema com os abates e a resina que dá. A empresa, por sua banda, também terá que avaliar a rentabilidade” , diz a presidente da comunidade florestal de Bolmente, Berta Pérez Piñeiro. O projeto-piloto, como explica, realiza-se por proposta e em colaboração com uma empresa do município ourense de A Rúa que desenvolve a sua atividade em vários pontos da Galiza e que na Sober trabalha com gente da zona.

Desde um mês atrás

Os residentes de Bolmente possuem cerca de 600 hectares de floresta e terrenos nas margens do desfiladeiro do Sil, dos quais cerca de metade são plantados com pinheiros . A comunidade administra diretamente aquela área há um mês, depois de não renovar o acordo que havia assinado com os Xunta na última década dos anos setenta. Também no concelho de Sober, a freguesia de Doade optou por recuperar a gestão da serra. Os membros da comunidade de Barantes estão trabalhando nisso.Pinheiros com sacos para a resina na floresta propriedade dos residentes de Bolmente

Pinheiros com sacos para resina no mato pertencentes aos moradores de Bolmente CARLOS RUEDA

Existem outras zonas a sul de Lugo onde se extrai a resina dos pinheiros. As comunidades dos concelhos de Pantón e Folgoso do Courel já o exploram há algum tempo, embora neste último caso os incêndios do último verão tenham interrompido muitos projetos . O sistema que se utiliza nestas serras é o da aplicação de fendas cortadas e consequente remoção da casca. Os moradores de Bolmente, porém, não estavam dispostos a introduzir esta técnica. “Você vê um pinhal como este e é ‘muitas vezes uma matança’ ” , diz Berta Pérez. Esses cortes ou entalhes, a seu critério, acabam sendo prejudiciais à árvore.

Perto de A Cividade

Para desenvolver o projeto-piloto com a empresa de A Rúa, escolheram um pinhal que já tinha atingido o seu crescimento máximo . Prevê-se o seu corte entre 2024 e 2025, de acordo com o plano de gestão florestal que a comunidade florestal elaborou quando terminou o acordo com os Xunta. De cada árvore pendem três sacos para a extracção de resina, como se pode ver no acesso ao miradouro sobre o Sil de A Cividade, que na verdade é um aceiro propriedade da comunidade serrana de Bolmente.

Ao contrário de Doade, onde tem vindo a ser reflorestada com outras variedades, em Bolmente apostam no pinheiro no seu plano de gestão pelas características do terreno e por ser uma espécie que se regenera , refere o presidente. Se o projeto de extração de resina com esse novo sistema for rentável, ele será estendido para outras partes da floresta. Idealmente, deve ser compatível com o corte da madeira, embora essa possibilidade dependa dos resultados.

“Fora da Galiza, nas grandes áreas de resina de madeira, não se cortam dois pinheiros que se utilizam para esta utilização ”, refere Berta Pérez. Na Galiza, pelo contrário, praticamente todas as comunidades que exploram este recurso o compatibilizam com o abate e posterior comercialização da madeira. O sistema de extração agora em teste em Bolmente foi testado pela primeira vez na França em 2015 , para obter resinas de alta qualidade sem reduzir o crescimento das árvores. Há dois anos foram introduzidos projetos experimentais de palheta com broca em várias províncias de Castilla-La Mancha.Especialistas consideram que cortes no tronco acabam afetando o crescimento da árvore

Especialistas consideram que cortes no tronco acabam afetando o crescimento da árvore MONICA IRAGO

Os prós e contras de desistir de acordos de manejo florestal

Até recentemente, praticamente toda a área de floresta comunal no sul de Lugo era gerida sob um acordo com a administração autónoma. Os proprietários cediam o uso da floresta à Xunta, que se encarregava de fazer as plantações — sistematicamente pinheiros — e comercializar a madeira. 30% da receita resultante foi retida para manejo e repovoamento, enquanto os 70% restantes foram pagos pelas comunidades . O habitual é que este dinheiro fosse utilizado para pagar obras prioritárias nas freguesias, embora nalguns casos acabasse por financiar as orquestras das festas dos padroeiros.

Os acordos de manejo florestal assinados há trinta anos ou mais estão expirando. Comunidades como Bolmente já optaram pela gestão direta das terras que possuem. «O acordo é mais cómodo, mas também há um maior descontrolo da serra» , apontam numa destas associações. Algumas associações da zona sul constataram, por exemplo, que ao fim de trinta anos de acordo tinham contraído uma dívida com a administração superior a 200 mil euros.

O plano inicial da Xunta era não renovar nenhum dos acordos madeireiros, mas finalmente foi aplicada uma moratória para as comunidades que preferissem manter esta colaboração . Quem optar por recuperar o manejo da floresta deve elaborar um plano de manejo, para o qual conta com uma linha de subsídios da administração.

Fonte: La Voz de Galicia

Featured Image

Suzano recebe currículos e cadastra pessoas interessadas nas vagas para atender operações em Ribas do Rio Pardo-MS

Para se candidatar é muito simples

Suzano continua recebendo currículos e cadastrando pessoas interessadas nas vagas para atender suas operações industriais e florestais aqui em Ribas do Rio Pardo. É isso mesmo, e tem muita oportunidade lá.

Durante o ano todo, a empresa está contratando muita gente para trabalhar nas operações florestais e na operação da sua nova fábrica. E uma das vagas pode ser sua. Já pensou trabalhar numa empresa como a Suzano, com vários benefícios para você e sua família?

Para se candidatar é muito simples. Basta ir até o escritório da Suzano na Avenida Aureliano Moura Brandão, número 2.411, no bairro Altos do Estoril (próximo ao Corpo de Bombeiros), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Ou se cadastrar na Plataforma de Oportunidades da empresa pelo endereço
https://suzano.gupy.io/.

As inscrições podem ser feitas por todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual.

Fácil, né? Então não perca tempo e nem a chance de trabalhar nas operações florestais ou industriais da Suzano.

Featured Image

Quem mais desmata Amazônia: Agronegócio ou MST?

Madeira extraída pelos assentados provocaram prejuízos de R$ 1 bilhão

“Os procedimentos adotados pelo INCRA na criação e instalação dos assentamentos vêm promovendo a destruição da fauna, flora, recursos hídricos e patrimônio, provocando danos irreversíveis ao bioma da Amazônia”. A afirmação foi feita pelo Procurador do Estado do Rio Grande Sul, Rodnei Candeias, nesta quarta-feira (16 de Agosto) na CPI do MST.

De acordo com ele, o Ministério Público estimou que a madeira extraída da Amazônia pelos ativistas do Movimento dos Sem Terra provocaram prejuízos no valor de R$ 1 bilhão. O Procurador afirmou ainda que as áreas de assentamentos do INCRA são maiores do que as áreas da agricultura tradicional do Brasil.

VEJA TAMBÉM: Assentamentos viraram “grande esquema de corrupção” 

“Um dado do IBGE (2016), bastante interessante, mostra que a área de produção agropecuária do Brasil tem 78 milhões de hectares, com 5 milhões de estabelecimentos. E a área de assentamentos do INCRA tem 88 milhões de hectares, com um público de 1,6 milhão de pessoas,” explica Rodnei Candeias.

Nesse sentido, aponta ele, há “mais áreas demarcadas como de assentamentos do que áreas destinadas à agropecuária,” sendo que “a renda média, por exemplo, dos estabelecimentos rurais brasileiros é de R$ 232 mil reais (ano), por estabelecimento. Já a renda nos assentamentos é em torno de 20 mil reais/ano.”

A Reforma Agrária no Brasil, segundo dados da Embrapa Territorial (2016), já desapropriou 88 milhões de hectares com 750 mil lotes distribuídos. Desse total, 240 mil foram titulados. “Cerca de 70% são propriedades estatais – 61,6 milhões de hectares – e isso significa que a área de assentamentos ocupa 10% do território brasileiro,” disse o Procurador.

Segundo pesquisa do INCRA com o IBGE, atendendo demanda do Tribunal de Contas da União (TCU), havia 557.695 estabelecimentos agropecuários da reforma agrária em 2016. Essas áreas somavam 16 milhões de hectares, com um público de 1,6 milhão de pessoas, gerando uma renda bruta de produção de R$ 11 bilhões.

“Se for comparado com a área de produção agropecuária no todo que é de R$ 1,2 tri, a de assentamentos no Brasil significa 0,91% da área de produção agropecuária do Brasil. Ou seja, a produção em áreas de assentamentos é menos de 1% da produção agropecuária brasileira,” conclui  Rodnei Candeias.

fonte: Agrolink

Featured Image

Bracell Celulose abre novo processo seletivo com 23 vagas de emprego efetivas e temporárias

A Bracell Celulose lançou um novo processo seletivo com dezenas de vagas de emprego distribuídas em diversas regiões do país.

A Bracell Celulose, renomada empresa do setor, está lançando um novo processo seletivo com um total de 23 vagas de emprego, contemplando oportunidades efetivas e temporárias. As vagas na Bracell estão distribuídas em cidades como Camaçari, Campo Grande, São Paulo, Lençóis Paulista e Água Clara, abrangendo uma variedade de cargos e níveis de experiência.

Vagas de emprego na Bracell Celulose

A empresa está em busca de profissionais qualificados para integrar sua equipe em diferentes áreas e cidades, as vagas de emprego abertas incluem:

Analista Meio Ambiente Certificados II — Campo Grande

Requisitos: Superior completo em engenharia florestal, ambiental ou áreas afins, mínimo de 2 anos de experiência em gestão ambiental e certificação florestal (FSC, PEFC ou CERFLOR), conhecimento em norma ISO 14001, CNH Categoria B.

Operador(a) de Máquinas Equipamentos I — Lençóis Paulista

Requisitos: Certificado escolar básico, experiência na função similar, disponibilidade para mudança.

Especialista de Processo Bracell — Lençóis Paulista

Requisitos: Superior completo em engenharia química, conhecimento de balança de fábrica, experiência em áreas operacionais de fábrica de celulose, conhecimento em ferramentas estatísticas e controle avançado de processo.

Auxiliar Administrativo — Campo Grande

Requisitos: Certificado escolar básico, experiência relevante, disponibilidade para mudança.

Mecânico I (Temporário) — Camaçari

Requisitos: Nível técnico em mecânica ou mecatrônica, conhecimento ou experiência relevante na área.

Assistente de Produção (Exclusiva PCD) — Camaçari

Requisitos: Técnico em química, mecânica, elétrica, instrumentação ou curso técnico correlato.

Coordenador de Marketing B2B — São Paulo

Requisitos: Formação na área, experiência em atividades semelhantes, disponibilidade para mudança.

Mecânico Automotivo II — Campo Grande

Requisitos: Certificado escolar básico, exposição ou experiência relevante, disposição para mudança.

Auxiliar Serviços Gerais Viveiro — Água Clara

Requisitos: Certificado escolar básico, exposição ou experiência relevante, disposição para mudança.

Técnico de Pesquisa I — Camaçari

Requisitos: Nível técnico ou superior em química, desejável experiência na área.

Especialista em Confiabilidade II — Camaçari

Requisitos: Superior em engenharia elétrica ou eletrônica, especialização desejável em fabricação de papel/celulose, vivência em atividades semelhantes, disponibilidade para mudança.

Analista Segurança Eletrônica — Lençóis Paulista

Requisitos: Diploma na área relacionada, 1 a 2 anos de experiência ou similar, disposição para mudança.

Saiba como participar do processo seletivo da Bracell

Para se candidatar às vagas de emprego disponíveis na Bracell Celulose, os interessados devem acessar a página de empregos da empresa e cadastrar o currículo. Detalhes sobre requisitos e atribuições estão disponíveis no site. Informações de salários e horários serão fornecidos durante o processo seletivo.

As vagas na Bracell contam com diversos benefícios como participação nos resultados, bônus por produtividade, planos médico e odontológico, auxílio-creche, previdência privada, entre outros. Além disso, a empresa promove um ambiente de crescimento profissional e inclusão.

Para mais informações sobre todas as vagas acima clique neste link: https://www.bracell.com/carreiras/

Vagas de emprego no Programa de Trainee Bracell

Além das vagas de emprego, a Bracell Celulose também está oferecendo um Programa de Trainee 2024 com 40 vagas e remuneração de até R$ 7.300,00. O programa, com duração de um ano e meio, é aberto a todos os cursos de bacharelado e licenciatura nas áreas de exatas e humanas. Para participar os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:

  • Ter concluído a graduação entre dezembro de 2021 até dezembro de 2023.
  • Interesse em atuar em operações industriais, florestais, logísticas e administrativas.
  • Habilidade em comunicação em inglês.
  • Disponibilidade para trabalho 100% presencial e viagens.

Os interessados nas vagas na Bracell para o programa de Trainee podem se inscrever até 15 de setembro pelo site do programa (CLIQUE AQUI).

Conheça a Bracell

A Bracell, uma das principais líderes globais na produção especializada de celulose solúvel, tem como base de operações o cultivo sustentável de eucaliptos e instalações de última geração. A empresa gera aproximadamente 10 mil empregos nos estados em que atua, abrangendo tanto trabalhadores diretos quanto terceirizados de forma permanente nas áreas industriais, florestais e logísticas.

Com um compromisso contínuo com a inovação e a pesquisa, a companhia investe constantemente em tecnologia para oferecer aos seus clientes produtos de alta qualidade, assegurando entregas pontuais a preços competitivos. Essa dedicação se estende à manutenção de padrões ambientais e ao cultivo de relacionamentos comunitários em todas as fases de suas operações.

Featured Image

Na Expoforest, Embrapa promove reunião entre diplomatas estrangeiros e setores de base florestal

O estande da Embrapa na Expoforest recebeu, no dia 09/08, a visita de representantes de embaixadas que vieram ao evento a convite da instituição. O objetivo do encontro foi criar conexões entre o setor florestal e os representantes de embaixadas, bem como mostrar a atuação sustentável do setor de florestas plantadas e nativas do Brasil, que também compõem o agronegócio brasileiro.

De acordo com Erich Schaitza, chefe geral da Embrapa Florestas, “temos muito espaço para mostrar para o mundo que nós somos altamente sustentáveis, tanto com florestas plantadas quanto com o manejo de florestas naturais. A ideia foi conectar países com potencial de cooperação com a Embrapa e com as principais lideranças da cadeia produtiva florestal”, resumiu Schaitza.

Um acordo de cooperação bilateral financiado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores, por exemplo, já vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa e de fortalecimento da capacidade técnica e operacional de pesquisadores etíopes. De acordo com Antônio Prado, da Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa, a tendência é que a Embrapa retome e fortaleça a atuação do programa Embrapa-Labex fortalecendo a cooperação científica do Brasil com a presença física de seus pesquisadores além das fronteiras brasileiras.

“Há também a tendência de que acordos de cooperação prossigam de maneira trilateral, tendo a ABC como intermediária da transferência de tecnologia da Embrapa para países em desenvolvimento, sob o respaldo financeiro de países desenvolvidos”, disse Prado. 

Segundo Henok Merid, representante da embaixada da Etiópia, o encontro realizado foi uma oportunidade de expansão da relação Sul-Sul em projetos de plantios florestais. “É uma oportunidade, principalmente para o meu país, Etiópia, onde o governo tem um planejamento de plantar cinco bilhões de árvores. Precisamos da expertise da Embrapa Florestas, da tecnologia para o manejo e para as outras etapas também”, afirmou Merid.

Para Paulo Orlandi, representante da embaixada do Canadá, a reunião mostrou possibilidades de parceria com relação à tecnologia e inovação, bem como para financiamento de projetos. “O setor brasileiro de produção de madeira engenheirada, por exemplo, é uma possibilidade, pois no Brasil ainda é incipiente e o Canadá tem muita tecnologia e conhecimento. Vim com uma missão canadense de 12 empresas que estão impressionadíssimas com a feira em si e com a capacidade do Brasil nesse setor. Acho que o Canadá tem muito a contribuir e é um parceiro ideal para o Brasil”, afirmou Orlandi.

Nicole Podesta, da USDA, representou a embaixada dos Estados Unidos, e considerou a reunião também proveitosa. Podesta já está no Brasil há dois anos com a função de cuidar do comércio, análise e pesquisa da área agropecuária. O cenário de florestas plantadas e o sistema ILPF a impressionou. “Sempre via eucaliptos nos campos e me perguntava por quê. Na Expoforest, soube um pouco mais sobre essa indústria, e como criar um agro de baixo carbono. A conexão com a Embrapa Florestas foi bastante proveitosa e pretendo continuar o diálogo no futuro, para ter uma ideia mais ampla de como funciona essa indústria e sua importância no país”, enfatizou.

Atuação sustentável

Utilizar madeira proveniente de florestas nativas é uma atividade totalmente legalizada e ajuda a manter a floresta viva, pujante e em pé, conforme mostrou Claudinei Freitas, do Cipem. A entidade reúne oito sindicatos empresariais de base florestal que atuam com o manejo sustentável da floresta, em uma área de 4,7 milhões de hectares de floresta nativa, em Mato Grosso. 

Freitas explicou algumas etapas do funcionamento das concessões para exploração legal de madeira, prática conhecida como manejo florestal sustentável, e citou exigências como cadeia de custódia e rastreabilidade de produtos e como este trabalho tem permitido a manutenção da floresta em pé.

Ailson Loper, da Apre, também se pronunciou sobre o compromisso do setor de florestas plantadas em não desmatar para plantar. Mostrou o alto rendimento da área florestal plantada, graças às muitas técnicas de plantio, além da integração à conservação de solos e biodiversidade, por meio dos consórcios de áreas produtivas com mosaicos de florestas naturais, práticas adotadas por grande parte das associadas da Apre.

Isabel Ferreira, da Rede ILPF, falou sobre como esta parceria público-privada formada pela Embrapa, cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, John Deere, Minerva Foods, Soesp, Suzano, Syngenta e Timac Agro tem agido para acelerar a adoção das tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) por produtores rurais visando à intensificação sustentável da agricultura brasileira.

O encontro possibilitou mostrar a convergência da pecuária com a agricultura e a floresta e o balanço positivo de carbono gerado pela árvore no sistema ILPF. Segundo o chefe da Embrapa Florestas, “estas e outras instituições presentes, como a Ibá, conseguiram êxito ao mostrar o potencial da silvicultura brasileira, bem como a possibilidade de cooperação com outros países”.

Participaram da reunião Joseph Weiss, da Embaixada da Alemanha; Henok Merid, da Embaixada da Etiópia; Nicole Podesta, da Embaixada dos Estados Unidos e Paulo Orlandi, da Embaixada do Canadá. Erich Schaitza, chefe geral da Embrapa Florestas, conduziu a conversa, que contou com a presença de Rita Milagres, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa; Antônio Prado, da Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa; Alexandre Berndt, Chefe Geral da Embrapa Pecuária Sudeste; Jorge Malinovski, organizador da Expoforest; Isabel Ferreira, da Rede ILPF; Patrícia Machado, da Ibá; Claudinei Freitas e outros diretores do Cipem; Mário Sérgio de Lima, da Abimci; Ailson Loper, da Apre; Renato Robert, da UFPR e Itamar Junior, da Soesp.

Featured Image

Forest Conecta Startup premia cases vencedores na 5ª Semana Florestal Brasileira

As cinco tecnologias vencedoras do 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Florestas Plantadas receberam seus troféus na tarde do dia 8/8, durante o 5º Encontro Brasileiro de Silvicultura e 19º Seminário de Colheita e Transporte de Madeira, eventos da Semana Florestal Brasileira. O prêmio foi realizado pelo Forest Startup Conecta, uma iniciativa da Embrapa Florestas, Ministério da Agricultura e Pecuária e Malinovski com o objetivo de promover ideias inovadoras para a área florestal. 

Na Categoria Geral, as startups vencedoras foram a Quanticum, com a tecnologia “Terrus Floresta”; a Quiron Digital, com a tecnologia “Soluções data-driven Quiron Digital Mapper e Flareless” e a Radaz, com o “Radar de sensoriamento remoto com três bandas (C, L e P) embarcado com drone. Já na categoria Estudantes, as startups vencedoras foram a Peephole, com a tecnologia “Peephone (DANI)” e a Smart Timber, com o “Smart Timber System”. Entre os vencedores, foi entregue ainda uma premiação especial para a startup com uma liderança feminina, sendo selecionada a Radaz, que recebeu da Rede Mulher Florestal o prêmio “Destaque Startup Mulher Florestal”. 

Saiba mais sobre as vencedoras

Entre as cinco tecnologias vencedoras, na categoria Geral, está a startup Quanticum, com a tecnologia “Terrus Floresta”, um sistema de diagnóstico e mapeamento da aptidão natural do solo criado com o apoio da Fapesp e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O sistema converte sinais magnéticos das nanopartículas do solo em um índice capaz de expressar diferentes capacidades agronômicas e ambientais. Isso permite o mapeamento prévio de áreas e possibilita diferentes tomadas de decisão na gestão das florestas.

“Para nós, da Quanticum, conquistar um prêmio pioneiro como esse, mesmo com poucos meses de atuação no setor florestal, mostra que há muito valor e reconhecimento em acreditar na ciência que desenvolvemos para ajudar pessoas e os biomas”, afirma Diego Siqueira, CEO na Quanticum, uma SpinOff da UNESP.

Também entre as vencedoras, está a Quiron Digital, com o case “Soluções data-driven Quiron Digital Mapper e Flareless”. A Quiron desenvolve soluções de geointeligência espacial para o mercado florestal, como é o caso da tecnologia premiada, ao utilizar inteligência artificial com os dados de satélite para criar algoritmos para monitoramento de cortes, mapeamento de uso e cobertura de terra e predição de incêndios.

“Nos sentimos muito honrados pelo prêmio, esse reconhecimento nos motiva a seguir a nossa busca por inovação e excelência, gerando insights valiosos para os tomadores de decisão ao redor do mundo”, afirma Diogo Machado, da Quiron Digital.

Outra startup, duplamente premiada, é a Radaz, com o case “Radar de sensoriamento remoto com três bandas (C, L e P) embarcado em drone”. Este produto inova por conseguir penetrar na vegetação e no solo, gerando, assim, medições de inventário, detecção de formigueiros, umidade do solo, modelo digital do terreno, subsidência (descida lenta sobre uma região extensa), entre outras diversas aplicações.

“Ficamos muito felizes com a notícia do prêmio na categoria geral e também como destaque startup mulher florestal. É um enorme prazer receber estes dois prêmios tão relevantes para o setor e a inovação do país”, diz Shaila Moreira, da Radaz. 

Na categoria Estudantes, duas startups foram vencedoras, uma delas a Smart Timber, com o case “Smart Timber System”, um sistema de rastreabilidade da madeira baseado em inteligência artificial (IA). Combinando tecnologia e conhecimento especializado, a plataforma oferece uma maneira eficiente de rastrear a origem e a identidade das espécies de madeira, seja ela nativa ou plantada.

“Nossa equipe está feliz pelo reconhecimento, receber a premiação da Forest Startup Conecta durante a Expoforest representa um marco para nossa startup e isso nos deixa confiantes para continuar esse trabalho inovador”, diz Paulo Duarte, da Smart Timber. 

Também nesta categoria, está a startup Peephole com o case “Peephone (DANI)”, uma plataforma avançada de monitoramento ambiental em tempo real. Utilizando sensores inteligentes (IoT) e análise de dados, a solução detecta precocemente incêndios florestais, monitora a qualidade do ar e clima, coleta dados sobre a biodiversidade e oferece informações valiosas para a tomada de decisões e relatórios de sustentabilidade das regiões monitoradas.

“Estamos imensamente felizes e gratos por essa premiação! É um importante respaldo para avançarmos como uma startup líder no monitoramento ambiental de precisão”, vibra Hellen Vienna, Cofundadora e CEO da Peephole.

O Prêmio

Segundo Edilson Batista de Oliveira, pesquisador da Embrapa Florestas e um dos responsáveis pela organização do prêmio, esta é uma forma de auxiliar a dar visibilidade às startups participantes. “Tivemos 27 finalistas de altíssimo nível em diferentes áreas técnicas do universo de plantações florestais. Nossa intenção é ajudar a aproximar ainda mais as startups do setor produtivo, e também viabilizar novos negócios que vão beneficiar o setor florestal”, enfatiza.

Também na organização do prêmio, Carolina Saraiva, do Ministério da Agricultura e Pecuária e Jorge Malinovski, idealizador da Expoforest, frisam as possibilidades de parceria e investimentos e destacam o alto nível dos cases selecionados, comentando que “todas as startups selecionadas merecem ser parabenizadas, pela alta qualidade das tecnologias apresentadas”. 

Para premiar o protagonismo no meio florestal e tecnológico, foi criada também a categoria “Destaque Startup Mulher Florestal”, que ranqueia entre as vencedoras uma que possua uma mulher na liderança. Para Bárbara Bomfim, presidente do Conselho Diretor da Rede Mulher Florestal, o prêmio carrega algo muito importante e simbólico.

“Para uma Startup, propriamente, ficar de pé já é super difícil. Com uma mulher como líder responsável é super desafiador. É uma porcentagem minúscula de mulheres que recebe financiamento liderando uma startup e esse prêmio ajuda a dar mais visibilidade, mostrando que as mulheres estão quebrando barreiras, com empreendedorismo e aos poucos ascendendo a cargos de tomada de decisão”, afirma.

Os apoiadores do Prêmio Expoforest de Startups Conecta são a Abaf (Associação Baiana das Empresas de Base Florestal), Abimci (Associação Brasileira de Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais), Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais), Amifi (Associação Mineira da Indústria Florestal), Apre (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal), Arefloresta (Associação de Reflorestadores de Mato Grosso), Cedagro (Centro de Desenvolvimento do Agronegócio-ES), Cubo Itaú, Florestar SP (Associação Paulista de Produtores, Fornecedores e Consumidores de Florestas Plantadas), Homo Ludens, Radar Agtech, Rede Mulher Florestal, Reflore (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), SP Ventures e VBio. 

A seleção

O Comitê Técnico que selecionou as startups vencedoras foi formado por profissionais que atuam no setor de plantações florestais, em instituições públicas e privadas. A seleção dos melhores cases se baseou nos quesitos viabilidade técnica, diferencial da tecnologia, potencial de impacto técnico e econômico, fase de desenvolvimento, expectativa de prazos e visão de futuro.

O regulamento previa 26 áreas técnicas voltadas para o setor de plantações florestais (monocultivo e ILPF), nas quais as tecnologias poderiam se enquadrar. “Com base na indicação de seus autores, estas tecnologias destacaram-se com forte amplitude de áreas de atuação, apresentando sinergia com 22 das 26 Áreas Técnicas estabelecidas na tabela”, conta Edilson de Oliveira.

A Forest Startup Conecta constitui um portfólio de tecnologias desenvolvidas por startups para o todo o setor florestal brasileiro. Nos eventos técnicos da Expoforest, apenas o segmento de plantações florestais foi objeto de premiação. Entretanto, na sua continuidade, a Forest Startup Conecta vai envolver startups que desenvolvam tecnologias para os componentes de todas as formações florestais, em todos os biomas, suas restaurações e proteção, seus produtos e serviços ambientais. 

Saiba a diferença entre uma startup e uma empresa

A maioria das pessoas acredita que as startups são pequenas empresas, mas não é isso que as difere de uma empresa comum. Segundo o Sebrae, a principal diferença entre uma empresa tradicional e uma startup é a escalabilidade, ou seja, é quando um negócio consegue atender a uma demanda crescente, sem aumentar os custos e mantendo a qualidade.

Outro diferencial é que sua estrutura conta com uma equipe com foco nas oportunidades e na inovação. As startups estão constantemente em busca de investimentos e passam por várias rodadas de aportes financeiros, para crescerem de maneira sustentável.

O Marco Legal das Startups, sancionado no ano passado pela Lei Complementar n° 182/2021, trouxe importantes mudanças e novas regras para este tipo de empresa, e tem como objetivo aprimorar o empreendedorismo inovador no Brasil e alavancar a modernização do ambiente de negócios, trazendo soluções para problemas reais de outras empresas e organizações.

Featured Image

Paracel anuncia primeira assinatura do contrato do Programa de Desenvolvimento Florestal

O Programa de Desenvolvimento Florestal nasceu da necessidade de aumentar a disponibilidade de madeira para matéria-prima em nível nacional e com o compromisso social de oferecer uma alternativa de negócio para os produtores das áreas de influência da Paracel.

Esse programa tem como foco a geração de renda e a diversificação das atividades dos produtores, viabilizando sua economia por meio do plantio de eucalipto e garantindo a existência de matéria-prima para a indústria.

Nesse sentido, na manhã de sexta-feira, foi assinado o primeiro contrato com a empresa Ganadera R5 S.R.L para a arborização de 2.800 ha correspondentes a 560.000 m3 de madeira. Esta propriedade está localizada nos distritos de San Alfredo e Paso Barreto, departamento de Concepción.

Agustín Zapag e Per Olofsson participaram como signatários deste evento, representando Paracel e Raúl Doria Cortés pela empresa Ganadera R5 S.R.L. Além disso, acompanharam Rodolfo Vouga, da sociedade de advogados Vouga Abogados e o CEO da Paracel, Flavio Deganutti.

No âmbito do Programa de Desenvolvimento Florestal, a Paracel pretende atingir 100.000 ha ao longo dos anos, e em 2023 atingir 4000 ha plantados, numa área de influência de 200 km do local da planta industrial, localizada no distrito de Paso Horqueta.

Alguns dos benefícios vinculados a este programa são:

  • Fortalecimento da economia florestal local, regional e nacional.
  • Fortalecimento do trabalho no campo.
  • Aumento das oportunidades de trabalho e renda no território.
  • Promoção do empreendedorismo regional.
  • Atendimento à legislação.
  • As superfícies dos plantios florestais realizarão uma importante captura de carbono presente no ar, de modo que o Paracel contribuirá para a mitigação do aumento da concentração de CO2, o principal Gás de Efeito Estufa (GEE) causador do aquecimento global.
  • Diversificação de renda.

Convidamos todas as pessoas e/ou empresas que queiram aderir ao programa, a contactarem a equipa da Fomento Forestal através do seguinte email: fomento.forestal@paracel.com.py

Anúncios aleatórios

+55 67 99227-8719
contato@maisfloresta.com.br

Copyright 2023 - Mais Floresta © Todos os direitos Reservados
Desenvolvimento: Agência W3S