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Desafios na Indústria: Setores de Mineração e Celulose buscam eficiência diante de oscilações globais em MS

Mato Grosso do Sul atravessa um período de ajustes estratégicos em seus principais pilares industriais. De acordo com indicadores recentes, setores vitais como a extração de minério de ferro e a produção de papel e celulose estão sob forte pressão devido à combinação de fatores macroeconômicos, incluindo a desaceleração da demanda externa e a volatilidade do câmbio.

O cenário exige que as empresas sul-mato-grossenses priorizem a inovação e o planejamento rigoroso para mitigar riscos e sustentar a competitividade do estado no mercado internacional.

Pressão nas Commodities: Minério e Celulose

O minério de ferro, peça-chave da balança comercial do estado, enfrenta um momento de margens estreitas. A redução no ritmo de consumo global, puxada majoritariamente pela menor demanda da China, somada ao excesso de oferta no mercado mundial, tem impactado o valor da commodity. Essa realidade expõe a vulnerabilidade da economia local às flutuações geopolíticas externas.

Paralelamente, o segmento de celulose também sente os efeitos do mercado. Em novembro, os preços industriais do setor recuaram 1,35%. A valorização do real frente ao dólar surge como um obstáculo adicional para as exportadoras, tornando o planejamento logístico e financeiro essencial para manter a rentabilidade das gigantes instaladas na região.

Retração em Outros Segmentos Industriais

O impacto não se restringe apenas às grandes commodities. Levantamentos do IBGE apontam que 50% das atividades industriais pesquisadas em Mato Grosso do Sul apresentaram queda nos preços de produção em novembro.

  • Segmentos afetados: Além da mineração e celulose, os ramos de produtos químicos e de impressão também registraram retração.
  • Fatores internos: Além das questões globais, custos operacionais e o ajuste na cadeia de suprimentos interna contribuem para o cenário de cautela.

Caminho para a Recuperação

Apesar dos obstáculos, os setores de minério e celulose permanecem como os grandes motores da exportação do estado. Analistas do mercado reforçam que a solução para atravessar este ciclo de baixa reside na diversificação da pauta produtiva e em investimentos massivos em tecnologia e eficiência operacional.

A ideia é reduzir a dependência exclusiva das oscilações estrangeiras, agregando valor aos produtos manufaturados dentro de Mato Grosso do Sul e fortalecendo as cadeias de fornecimento locais.

Informações: Aquidauana Notícias

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A consolidação da celulose que projetou Três Lagoas para o mundo

De município com parque industrial modesto a protagonista global da economia florestal, a trajetória de Três Lagoas é hoje um dos maiores cases de desenvolvimento regional do Brasil nas últimas duas décadas.

Há cerca de 19 anos, Três Lagoas vivia uma realidade econômica muito distinta da atual. A arrecadação municipal era limitada, as obras estruturantes avançavam lentamente e o parque industrial concentrava-se em algumas empresas de pequeno e médio porte, ligadas principalmente aos setores têxtil e de óleos vegetais.

Entre os principais nomes daquele período estavam Mabel, Nelitex, Cortex e a multinacional Cargill, sendo a Mabel, à época, a maior referência industrial do município — hoje já fora de operação na cidade.

A consolidação da celulose que projetou Três Lagoas para o mundo
Foto aérea de Três Lagoas feita há mais de dez anos. A comparação com registros atuais evidencia a evolução da cidade.(Arquivo)

A economia local ainda buscava escala e diversificação capazes de sustentar um ciclo de crescimento consistente.

Antes da celulose: o papel como prenúncio da transformação

Antes mesmo da consolidação do polo de celulose, Três Lagoas já dava sinais de que passaria a integrar cadeias industriais mais complexas. Um marco importante foi em 2006, quando ocorreu a confirmação da instalação International Paper, multinacional americana do setor de papel, que iniciou suas operações no município em 2009, mesmo ano que a VCP deu start à fábrica.

Anos mais tarde, a empresa passou por uma reorganização global e sua operação brasileira passou a operar sob a marca Sylvamo, mantendo Três Lagoas como unidade estratégica no país. A presença da indústria papeleira antecedeu a chegada em larga escala da celulose e ajudou a preparar a cidade técnica, logisticamente e institucionalmente para receber empreendimentos industriais ainda maiores.

O divisor de águas: a chegada da indústria de celulose em escala global

A virada histórica se consolida entre 2007 e 2009, com a instalação da então Votorantim Celulose e Papel (VCP) — empreendimento que à época foi classificado pela então prefeita Simone Tebet como “o investimento do século” para Três Lagoas.

Naquela ocasião, quando a VCP começou a construção da fábrica em fevereiro de 2007, foi firmado um compromisso visando o desenvolvimento sustentável da região. A empresa contribuiu com a renovação da base produtiva do Estado e sua consolidação como um dos polos produtivos de celulose e papel no Brasil. Naquela ocasião a fábrica contribuiu para a elevação em cerca de 300% o PIB de Três Lagoas e em 13,5% o PIB do Estado. A atuação da VCP MS movimentou a economia da região, gerou milhares de novos postos de trabalho em diversos setores, conforme apontou estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas.

A VCP se transformaria posteriormente em Fibria e, mais adiante, seria incorporada pela Suzano, hoje uma das maiores produtoras de celulose do mundo.

Atualmente, a Suzano opera duas grandes fábricas de celulose no município, responsáveis por milhares de empregos e milhões de toneladas anuais e por marcos históricos de produção acumulada, colocando Três Lagoas no centro da estratégia global da companhia.

Outro pilar fundamental desse polo é a Eldorado Brasil, lançada em 15 de junho 2010 e com fábrica inaugurada em 12 de dezembro 2012, após investimentos superiores a R$ 6 bilhões. A unidade rapidamente superou sua capacidade nominal e se consolidou como uma das mais modernas plantas industriais do setor no mundo.

Com Suzano e Eldorado, Três Lagoas deixou de ser apenas um polo regional e passou a operar em escala internacional, integrada às maiores cadeias globais de fornecimento de celulose.

Crescimento econômico e liderança nas exportações

A consolidação da celulose que projetou Três Lagoas para o mundo

Os efeitos dessa transformação aparecem com clareza nos indicadores econômicos:

  • 🔹O PIB de Três Lagoas cresceu cerca de 17 vezes, passando de aproximadamente R$ 3,9 bilhões em 2010 para cerca de R$ 65,9 bilhões em 2024, impulsionado majoritariamente pela indústria florestal.
  • 🔹O PIB per capita acompanhou esse crescimento, refletindo aumento da produtividade, renda média e formalização do mercado de trabalho.
  • 🔹Em 2024, Três Lagoas respondeu por mais de 26% de todas as exportações do Mato Grosso do Sul, somando US$ 2,6 bilhões, com a celulose como principal produto da pauta. 

Hoje, o município é o maior exportador do Estado e uma das principais plataformas brasileiras de exportação de celulose, conectando o interior do país diretamente aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

Transformação urbana, arrecadação e serviços públicos

A consolidação da celulose que projetou Três Lagoas para o mundo

A industrialização acelerada provocou uma expansão urbana sem precedentes. Novos bairros e loteamentos surgiram, a construção civil ganhou ritmo intenso e o setor imobiliário acompanhou a chegada de trabalhadores, técnicos, engenheiros e executivos.

Com o crescimento da arrecadação, a Prefeitura ampliou investimentos em:

  • pavimentação e mobilidade urbana;
  • rede pública de saúde;
  • segurança pública (com reforço no efetivo e na estrutura);
  • educação e planejamento urbano.

A cidade passou a ter capacidade financeira e institucional para planejar seu crescimento, algo inexistente duas décadas atrás.

Logística pesada e suporte industrial: quando o caminhão vira infraestrutura

A consolidação do polo de celulose exigiu uma logística robusta e permanente. Nesse contexto, a presença de empresas de suporte pesado tornou-se estratégica.

Um exemplo é a Rivesa, concessionária Volvo instalada em Três Lagoas, às margens da BR 158, especializada em caminhões, carretas e serviços voltados ao transporte de grande porte.

A atuação da Rivesa atende diretamente operações como Suzano e Eldorado, além de empresas florestais e transportadoras que sustentam o fluxo contínuo de produção e exportação. A logística deixou de ser apenas apoio e passou a ser parte estrutural do modelo econômico local.

Andritz e Valmet: o selo definitivo de maturidade industrial

A consolidação da celulose que projetou Três Lagoas para o mundo

A chegada de fornecedores globais de engenharia é um dos indicadores mais claros de que Três Lagoas atingiu um novo patamar.

A Andritz, grupo europeu líder mundial em tecnologia industrial, está implantando uma divisão em Três Lagoas voltada a serviços, manutenção e equipamentos para a indústria de celulose. Ao lado da Valmet, a Andritz integra o seleto grupo das duas maiores fornecedoras globais de projetos e equipamentos para o setor.

Enquanto a Valmet lidera o Projeto Sucuriú, da Arauco — considerado o maior projeto de celulose do mundo —, a instalação da Andritz em Três Lagoas consolida o município como hub técnico-industrial, e não apenas local de produção.

Diversificação e o horizonte da UFN3

Além da celulose, Três Lagoas volta seus olhos para a diversificação econômica. Um dos principais vetores em debate é a possível retomada da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), obra paralisada há cerca de 10 anos.

A reativação do projeto é discutida por governos e setor produtivo como oportunidade de:

  • ampliar a base industrial;
  • reduzir dependência de importação de fertilizantes;
  • gerar milhares de empregos diretos e indiretos.

Embora ainda dependa de decisões técnicas e financeiras, a UFN3 representa o próximo grande salto fora da celulose.

Da cidade interiorana ao ecossistema industrial globa

Hoje, Três Lagoas não é apenas uma cidade com fábricas. É um ecossistema industrial completo, onde produção, logística, engenharia, serviços especializados e exportação operam de forma integrada.

O que começou, há 20 anos, como uma aposta ousada, transformou-se em um case nacional de desenvolvimento econômico, capaz de reposicionar um município inteiro no mapa mundial da indústria.

A celulose não apenas mudou a economia de Três Lagoas. Mudou o seu destino.

Informações: Perfil News


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PRF prevê 200 supercargas para a Arauco ao longo de 2026

Comboio de carretas que fazem transporte de peças da megafábrica devem chegar amanhã em Campo Grande e deixar tráfego da BRs 163 e 262 mais lento.

Outras quatro cargas superdimensionadas devem chegar a Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (15) e lentidão em estradas se mantém. A previsão é que 200 cargas de transportes do tipo sejam realizadas ao longo do ano para a implantação da indústria de celulose.

Segundo informações apuradas pela reportagem, das 200 cargas estimadas, oito já estão no percurso em Mato Grosso do Sul durante os últimos dias e devem ficar nas estradas por até uma semana, a depender das condições climáticas.

Ontem, o comboio das primeiras cargas desse porte chegaram ao município de Nova Casa Verde e seguiram caminho até o quilômetro 210 da BR-267, cerca de 40 quilômetros antes do trevo com a BR-163 em Nova Alvorada do Sul.

Com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a previsão é que até o fim da tarde de hoje essas primeiras carretas percorram o trajeto até o quilômetro 410 da BR-163 de Anhanduí, distrito de Campo Grande, que fica a 60 quilômetros da capital.

A previsão é que por volta da hora do almoço, o comboio chegue em Campo Grande e após pausa segue o trajeto para Água Clara, passando por Ribas do Rio Pardo, com destino a Inocência.

De acordo com informações da PRF, até o final da tarde desta quinta-feira (15), mais quatro cargas chegarão à Nova Casa Verde e seguirão pelo mesmo caminho.

A estimativa é percorrer cerca de 100 a 150 quilômetros por dia, contando com pausas para almoço, dependentes das condições climáticas e locomoção apenas durante o dia.

Além disso, equipes da PRF que fazem a escolta relataram que devido a altura das cargas, é necessário em alguns momentos que equipes da Energisa façam movimentações dos fios, o que também interfere no tempo e duração do trajeto.

A informação é que as peças possuem 6,6 metros de altura e cerca de 10 metros de comprimento, e pesam 62 toneladas cada.

Rotas

Relatado à reportagem, para chegar ao destino final estão cotadas 4 rotas alternativas que podem gerar tráfego lento durante o ano enquanto as carretas estiverem em percurso, todas escoltadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ou Estadual (PRM), a depender da rodovia.

Entre os trajetos, as rodovias estaduais que aparecem nas rotas são: MS-134; MS-377; MS-240 e MS-112; Além das rodovias federais: BR-267; BR-163; BR- 262 e BR-158.

Arauco Sucuriú

A construção da indústria de celulose no município de Inocência marca a quinta unidade de setor do Estado de Mato Grosso do Sul e a primeira da Arauco.

Nomeado como Projeto Sucuriú, em homenagem ao rio da região, os materiais são fornecidos pela empresa Valmet, de origem finlandesa, que os envia para a JBO Indústria Mecânica, onde são fabricadas as peças que posteriormente são transportadas para o município do interior do Estado sul-mato-grossense. 

O investimento está estimado em R$ 25 bilhões e antes previsto para 2028, porém foi adiantado já para o final do ano que vem, e por isso, além das 200 supercargas, terão cerca de 60 mil caminhões nas estradas para a implementação total e construção final da fábrica.

O projeto é considerado como uma das maiores fábricas de celulose do mundo e promete gerar 6 mil vagas de empregos após início de operação, seja na própria fábrica, até logística e produção de eucalipto.

Informações: Correio do Estado

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Governo de Goiás apresenta plano florestal para impulsionar a silvicultura com lideranças do setor privado 

O Governo de Goiás apresentou, nesta quinta-feira, 15, o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal em Goiás, iniciativa que tem como objetivo impulsionar a silvicultura no estado em parceria com lideranças do setor privado.

O plano reúne um conjunto de medidas voltadas ao estímulo da cadeia florestal, setor no qual Goiás ocupa atualmente a 12ª posição nacional, com cerca de 171 mil hectares plantados. No Brasil, a área total de florestas plantadas soma aproximadamente 10,5 milhões de hectares.

A silvicultura é o principal setor que promove o plantio de eucalipto, pinus, teca e seringueira, sendo responsável na fabricação de celulose e papel, produção de carvão vegetal, biomassa para geração de energia e painéis de madeira.

Segundo o vice-governador Daniel Vilela (MDB), o projeto busca colocar Goiás em posição de destaque no cenário nacional, além de fomentar o crescimento econômico do estado. “O Brasil lidera as exportações da base florestal, e Goiás precisa ser protagonista nesse setor que é pujante e apresenta alto crescimento diante da demanda global”, afirmou.

Daniel Vilela também ressaltou a participação do setor privado na construção do plano. “Essa iniciativa vai viabilizar ações governamentais e privadas, permitindo que os produtores tenham maior produtividade”, completou.

Participaram da apresentação representantes de diversas entidades da agroindústria, entre eles o presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBA), José Carlos Fonseca; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha; o presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial-GO), Edwal Portilho; e o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB-GO), Luís Alberto.

Entre as medidas anunciadas está a desburocratização do licenciamento ambiental, com a previsão de inexigibilidade para atividades em propriedades com até 20 mil hectares. O plano também prevê maior agilidade no licenciamento de unidades de desdobramento de toras (pranchas e pranchões) com produção inferior a 300 m³ por ano, além de empreendimentos de produção de carvão vegetal oriundo de florestas plantadas com volume inferior a 30 mil metros de carvão (mdc) ao ano.

O vice-governador destacou ainda que o governo estadual atua em conjunto com a Secretaria da Economia para manter a atratividade tributária das indústrias de base florestal e viabilizar novos investimentos no estado.

Outro eixo do plano é a ampliação do acesso ao crédito, com linhas de financiamento que ofereçam taxas competitivas e períodos de carência compatíveis com o ciclo produtivo da silvicultura. As medidas envolvem recursos de fundos públicos, como o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), BNDES e Goiás Fomento, além de parcerias com fundos privados, abrangendo desde o plantio florestal até a transformação industrial.

De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Pedro Leonardo, novas linhas de crédito específicas para o setor estão sendo estruturadas pela Goiás Fomento e devem ser disponibilizadas de forma imediata aos produtores.

Leonardo também destacou o cenário favorável do mercado global, impulsionado pela crescente demanda por papel, papelão e embalagens sustentáveis, especialmente em razão da expansão do comércio eletrônico. Segundo ele, o setor florestal global tem projeção de faturamento de US$ 77,68 bilhões até o final de 2026, o que representa uma oportunidade estratégica para Goiás.

Para o presidente da Adial-GO, Edwal Portilho, o plano cria um canal de diálogo direto para atender às demandas do setor produtivo. Ele ressaltou que o setor sucroenergético enfrenta atualmente um déficit de biomassa, devido ao aumento do consumo do bagaço de cana nas caldeiras industriais em 2024.

“Tivemos a implantação de mais de 30 usinas ao longo de pouco mais de uma década, período em que havia superávit de biomassa. Hoje, com o crescimento da economia industrial do estado, esse excedente deixou de existir, e já falta biomassa para atender às indústrias”, explicou.

Segundo Portilho, a iniciativa do governo, em parceria com entidades privadas e institutos de pesquisa, é fundamental para retomar o estímulo ao plantio florestal e garantir o abastecimento das cadeias produtivas, assegurando a continuidade do crescimento industrial de Goiás.

O plano também prevê a intensificação de investimentos em infraestrutura, aproveitando a localização estratégica do estado. As ações incluem o fortalecimento da malha rodoviária, o uso das ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica, a futura Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), além do acesso ao modal hidroviário pelo Porto de São Simão e a utilização do Porto Seco de Anápolis.

Para o titular da Seapa, o setor florestal também tem grande potencial para contribuir com a produção de energia, especialmente por meio de usinas classificadas como “superavitárias”, que geram energia suficiente para suprir seus próprios processos produtivos e ainda disponibilizam excedente para a rede elétrica.

Além do setor sucroenergético, Pedro Leonardo destacou a importância do carvão vegetal como insumo estratégico para a agroindústria goiana, atendendo à demanda de laticínios, frigoríficos e unidades de secagem e beneficiamento de grãos. “Essas indústrias são superavitárias na produção de energia, elas produzem o suficiente para atender o seu próprio projeto e disponibilizam esse excedente de energia na rede local, podendo ter a possibilidade de utilização em outros processos industriais.”

Já o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, afirmou que Goiás não deve se limitar à produção de grãos e à pecuária, mas buscar protagonismo também na silvicultura. Segundo ele, o histórico de programas de incentivo, como o voltado à indústria do etanol, demonstra que o estado tem capacidade de liderar novas cadeias produtivas. “Não tenho dúvida que essa cadeia produtiva vai trazer muito desenvolvimento, muita harmonia e acima de tudo qualidade de vida para os goianos.”

Informações: Jornal Opção

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Suzano avisa clientes sobre alta de preço da celulose em todos os mercados

A Suzano está comunicando clientes sobre reajustes que fará a partir de outubro nos preços da celulose em todos os mercados, afirmou uma fonte à Reuters nesta sexta-feira (19).

A companhia, maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, vai elevar os preços da commodity em US$ 20 a tonelada para clientes na Ásia e em US$ 50 na Europa e Américas. Na Europa, o preço do insumo base da produção do papel será elevado para US$ 1.130 a tonelada, disse a fonte.

Procurada, a Suzano confirmou as comunicações.

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Setor de papel e celulose impulsiona geração de empregos formais em MS

Empresas associadas ao SINPACEMS registraram quase 4 mil contratações em 2025 e reforçaram participação feminina no mercado de trabalho.

O setor de papel e celulose tem se consolidado como um dos principais motores da geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul. Levantamento do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de MS (SINPACEMS) aponta que as empresas associadas responderam por 3.985 contratações em 2025, contribuindo de forma expressiva para o fortalecimento do mercado de trabalho no Estado.

No acumulado dos últimos 12 meses, entre dezembro de 2024 e novembro de 2025,  Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 16.368 empregos formais, conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, com base no Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Setor de papel e celulose impulsiona geração de empregos formais em MS
Entre as associadas ao sindicato, a Eldorado Brasil Celulose liderou o número de admissões no período, com 2.002 contratações, das quais 366 foram de mulheres.  (Foto: Divulgação)

Entre as associadas ao sindicato, a Eldorado Brasil Celulose liderou o número de admissões no período, com 2.002 contratações, das quais 366 foram de mulheres. A Suzano, considerando as operações industriais e florestais no Estado, registrou 1.868 admissões, incluindo 556 trabalhadoras. Já a São José Papel e Embalagens contratou 80 profissionais, sendo 20 mulheres, enquanto a Sylvamo contabilizou 35 admissões, com 13 novas colaboradoras.

Ao todo, as empresas associadas ao SINPACEMS foram responsáveis por quase 4 mil novos postos de trabalho, ampliando a inclusão de profissionais no mercado formal e fortalecendo a presença feminina no setor industrial. Segundo o presidente do sindicato, Elcio Trajano Jr., o desempenho do segmento reflete a importância estratégica da indústria de papel e celulose para o desenvolvimento regional.

“A presença do setor na economia sul-mato-grossense reforça o papel da indústria na diversificação do mercado de trabalho e no desenvolvimento socioeconômico. O impacto positivo vai além dos números, com geração de renda, fortalecimento das cadeias produtivas e ampliação da diversidade de oportunidades”, destaca.

Dados do Governo do Estado indicam ainda que Mato Grosso do Sul possui atualmente a quarta menor taxa de desemprego do país. A rotatividade observada no mercado de trabalho, segundo a avaliação oficial, é característica de um cenário ainda aquecido, impulsionado pela instalação de grandes empreendimentos industriais no território estadual.

Informações: Diário Digital

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Produção florestal muda cenário do agronegócio de MS

O cultivo florestal de Mato Grosso do Sul está concentrado na Costa Leste do estado, entre Campo Grande e a divisa com São Paulo. Segundo o último Boletim Casa Rural da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), nessa região, o eucalipto ocupa mais de 1,89 milhão de hectares distribuídos em 74 municípios, sendo a maior área localizada em Ribas do Rio Pardo (26,8%), seguida por Três Lagoas (19,2%) e Água Clara (10,5%).

Já o cultivo de seringueira soma mais de 25,2 mil hectares em 28 municípios, localizados principalmente no Nordeste do estado. Cassilândia lidera com 25,9% da área plantada, seguida por Aparecida do Taboado (13,5%) e Inocência (8,8%).

Em entrevista do Podcast Agro de Primeira, Junior Ramires, presidente da Reflore/MS, avalia que cultivo de eucalipto vai crescer mais nos próximos anos, fortalecento o setor florestal de Mato Grosso do Sul. Confira as estimativas apontadas na entrevista.

Comércio florestal

Entre janeiro e novembro de 2025, os produtos do setor florestal registraram receita 19% acima do acumulado de 2024. O setor manteve a liderança entre os produtos mais exportados pelo estado, respondeu por 31% das exportações do agronegócio e acumulou US$ 2,85 bilhões em negócios.

A celulose segue como o principal item exportado, com 99,65% da receita acumulada. Na sequência aparecem papel (0,25%) e madeira (0,11%). No período, as exportações do capital florestal somaram US$ 2,858 bilhões.

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A China foi o principal destino dos produtos florestais, responsável por 55,3% da receita e pela compra de mais de 3,47 milhões de toneladas. Itália (10,5%) e Países Baixos (5,2%) completam a lista dos maiores importadores.

Ao todo, Mato Grosso do Sul exportou para 44 países, com receita total de US$ 2,858 bilhões e volume de 6,3 milhões de toneladas.

Cotação de eucalipto

A demanda da indústria de celulose sustenta a valorização da madeira no estado, tendência reforçada pela construção de uma nova fábrica em Bataguassu (MS). O preço médio do eucalipto clonal (árvore geneticamente selecionada – maior produtividade) vendido como “árvore em pé com casca” no fechou novembro de 2025 em R$ 179,46/m³.

Já o eucalipto citriodora (espécie aromática – alta durabilidade), usada principalmente na produção de madeira tratada, registrou alta de 5,85% no mesmo período, chegando a R$ 124,38 por metro estéreo. A menor oferta relatada por fornecedores contribui para a elevação dos preços.

Cotação de seringueira

O preço do coágulo de seringueira caiu 7% em dezembro de 2025, e ficou cotado em R$ 4,03/kg no DRC 53% (teor de borracha seca – pureza do produto). As usinas operam com estoques elevados e enfrentam baixa procura da indústria de pneus, impactada pelo aumento das importações.

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A maior concentração de plantios de seringueiras está na região nordeste de MS. (Foto: Famasul)

Na Bolsa de Singapura, o TSR20 (borracha natural industrial – referência global) manteve estabilidade no período.

Em novembro, o preço de referência da borracha natural importada recuou 1,1% em relação a outubro. As cotações internacionais caíram 0,6%. Diante disso, o frete marítimo subiu 2,7%, enquanto o frete interno permaneceu estável, desta maneiro o preço final de importação ficou em R$ 12,43/kg.

Informações: Primeira Página

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Setor florestal: duas vozes em disputa

Por Cícero Ramos é engenheiro florestal e vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF).

O problema central do setor florestal brasileiro não é técnico. É institucional e estratégico. Falta hoje uma instância capaz de organizar o setor como sistema, conectando florestas nativas e florestas plantadas sob um mesmo horizonte de decisão e conferindo maior coerência ao diálogo entre governo, mercados e sociedade.

Embora ocupe um único território, o setor permanece organizado de forma fragmentada. Florestas nativas e florestas plantadas integram o mesmo sistema produtivo, ambiental e territorial, mas são tratadas de maneira dissociada pelas políticas públicas federais. Essa dissociação não é apenas conceitual: gera sobreposições regulatórias, reduz a eficiência das cadeias produtivas, enfraquece a governança do setor e limita a conversão dos ativos florestais em vetores de desenvolvimento sustentável.

Na prática, a vegetação nativa é tratada predominantemente sob uma lógica de controle, proteção e autorização de uso, enquanto a silvicultura com florestas plantadas é reconhecida como atividade produtiva vinculada à política agrícola e industrial. O Código Florestal estrutura o uso da vegetação nativa, ao passo que instrumentos de fomento, crédito e organização de cadeias produtivas dão suporte à silvicultura. Trata-se, portanto, de regimes distintos aplicados ao mesmo espaço físico, decorrentes de arranjos institucionais diferentes.

Dessa diferença de enquadramento decorre um efeito direto sobre a ação do poder público. Instrumentos eficazes para um segmento não respondem, necessariamente, às exigências do outro. As florestas plantadas estão inseridas em cadeias produtivas estruturadas — papel e celulose, painéis de madeira, biomassa, carvão vegetal — que operam com planejamento de longo prazo, escala, logística integrada e previsibilidade econômica. Essas cadeias se organizam como atividades econômicas contínuas, com elevada capacidade de mobilização de investimentos privados.

As florestas nativas, por sua vez, operam sob um modelo de governança voltado à gestão, ao controle e à autorização de usos. O manejo florestal sustentável constitui o principal instrumento para a exploração legal e planejada desses recursos, podendo ser aplicado tanto em propriedades privadas quanto em florestas públicas sob regime de concessão. Trata-se de um instrumento técnico inserido em uma lógica regulatória específica, distinta daquela que orienta a silvicultura com florestas plantadas.

Esse distanciamento é frequentemente justificado pelo argumento de que a expansão das florestas plantadas reduz a pressão sobre as florestas nativas. O problema surge quando essa lógica passa a orientar a ação estatal como princípio estruturante, reforçando a percepção de dois mundos: um produtivo e organizado; outro visto apenas sob a ótica da contenção ambiental. Em lugar da integração entre produção e conservação, consolida-se uma lógica de compensação, com efeitos limitados tanto sobre o desenvolvimento econômico quanto sobre a conservação ambiental.

O efeito prático dessa fragmentação é um setor que dialoga com o Estado, o mercado e a sociedade por múltiplas vozes. Florestas nativas e florestas plantadas se organizam em entidades, fóruns e agendas distintas, com baixo nível de articulação estratégica. Isso reduz a capacidade do setor florestal de participar de forma estruturada do processo decisório, justamente quando temas como clima, carbono, bioeconomia, energia e uso do território exigem visão integrada e previsibilidade institucional.

Essa fragmentação também se reflete na comunicação com a sociedade. O manejo florestal sustentável é confundido com o desmatamento ilegal, e os plantios florestais passam a ser associados à ideia de “deserto verde”. Trata-se menos de um problema técnico e mais de uma falha institucional de comunicação pública. Onde a explicação não alcança a sociedade, a percepção se impõe. E dela decorrem a perda de legitimidade pública, a redução do apoio político e a insegurança jurídica.

O desafio, portanto, não é escolher entre florestas nativas ou florestas plantadas. É estruturar uma ação estatal capaz de integrar políticas ambientais, agrícolas, florestais, climáticas e industriais em uma estratégia nacional de desenvolvimento florestal, capaz de alinhar produção, conservação e ordenamento territorial.

Crescer, nesse contexto, é dar consequência prática a essa integração. Não significa expandir um segmento à custa de outro, mas ordenar o setor como unidade, articular políticas hoje dissociadas e conferir-lhe maturidade institucional. Onde essa integração não ocorre, a ação pública produz apenas avanços parciais: fortalece um lado, limita outro e perpetua a fragmentação. O resultado é um setor que avança de forma desigual e permanece limitado como projeto nacional de desenvolvimento.

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Setor florestal tem incentivo para ampliar produção 

Programa estadual busca fomentar a cadeia produtiva de madeira em Goiás; fabricação de papel e uso de biomassa são focos.

A crescente demanda mundial por produtos de base florestal, como os voltados para fabricação de celulose e papel, e o aumento da produção industrial, que necessita desta biomassa em seus processos, abre oportunidades para a expansão da silvicultura. De olho neste potencial, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), lança nesta quinta-feira (15) o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal, que definirá medidas de estímulo para ampliar a produção desta cadeia produtiva e estimular investimentos no beneficiamento.

O Plano Diretor Estadual do Setor de Base Florestal reúne estudos edafoclimáticos, logísticos e econômicos para orientar estes investimentos e estruturar zonas produtivas. O boletim Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2024, do IBGE, mostrou que a produção do segmento florestal somou R$ 44,2 bilhões em 2024, um crescimento de 16,7% sobre 2023. A silvicultura respondeu por R$ 37,2 bilhões, avanço de 17,4%.

Em Goiás, a produção de lenha continua sendo o principal ativo da silvicultura, o que mantém o estado entre os maiores produtores nacionais da biomassa energética. Em 2024, foram produzidos 3,2 milhões de metros cúbicos de lenha de eucalipto. Mas o maior crescimento ocorreu na produção de madeira em tora de eucalipto, destinada ao setor de papel e celulose: foram 880,8 mil metros cúbicos, um aumento de 228%, enquanto o valor de produção cresceu 921%. O estado também se destaca na produção de borracha natural.

Atualmente, Goiás possui 123,2 mil hectares de florestas plantadas destinadas à produção florestal, que movimentaram R$ 782,6 milhões em 2024, segundo o IBGE. Mas, de acordo com a Seapa, a área apresenta potencial de expansão diante da demanda crescente e das condições climáticas favoráveis do Cerrado.

O Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal de Goiás, instituído pela Lei nº 21.674/2022, reconhece o setor florestal como estratégico e estabelece diretrizes para expansão sustentável. “Nos estados com vocação produtiva, a produção dos produtos de base florestal tem sido pouco expressiva, considerando o aumento da demanda, principalmente por produtos voltados a fabricação de papel e celulose e a biomassa de eucalipto como matéria-prima de processos agroindustriais”, avalia o secretário de Agricultura, Pedro Leonardo.

Ele lembra que Goiás é o estado com maiores indicadores de desenvolvimento industrial e que a produção de produtos de base florestal para matéria-prima não tem acompanhado o crescimento das agroindústrias e do setor de mineração. “A principal matéria-prima para o processamento destes ativos minerais são os produtos de base florestal, que têm demanda crescente no mundo”, adverte.

Goiás tem vantagens logísticas, climáticas/agronômicas e disponibilidade de terras para o cultivo de florestas em 7,5 milhões de hectares ocupados por pastagens degradadas ou em algum estágio de degradação, que podem ser convertidas em silvicultura para produção do volume necessário de matéria-prima que estimule os investimentos industriais. “São áreas que podem ser recuperadas através da silvicultura”, diz o secretário.

Além disso, ele lembra que há um aumento da demanda global por papel e celulose, principalmente nos países asiáticos, para fabricação de produtos como papéis sanitários, o que é oportunidade muito grande para a economia goiana. Por isso, o plano tem como objetivo propor um conjunto de medidas governamentais e do setor privado para criar um ambiente de atratividade para os investimentos florestais em Goiás.

“Poderemos aproveitar oportunidades também provenientes do crescimento industrial e do setor mineral, que demanda a biomassa de eucalipto”, diz .

Medidas

O Plano prevê medidas para desburocratizar legislações para licenciamentos ambientais pertinentes ao plantio e processos de implantação de indústrias fabricantes de papel e celulose. Segundo o secretário, as ações visam proporcionar incentivos para atrair investimentos no setor florestal, inclusive medidas tributárias, além de investimentos na qualificação da mão de obra. Mas, para que sejam atrativos e viáveis, estes investimentos precisam estar casados com o aumento do massivo florestal.

Pedro Leonardo ressalta que a ideia também é propor produtos customizados para facilitar o acesso ao crédito para os investimentos em florestas e industriais, através de linhas que já existem no BNDES e no FCO Rural. A Goiás Fomento deve criar linhas de crédito específicas, dentro de um pacote customizado, com taxas diferenciadas e maiores períodos de carência, adequados às características dessa cadeia produtiva. “O retorno financeiro vem a longo prazo e o período de carência precisa equivaler a este tempo”, explica.

O empresário e silvicultor, Manuel Nunes Teixeira, há 25 anos produz madeira em Abadia de Goiás e Guapó: eucalipto, mogno, paricá e a teca. A produção vai para sua fábrica de móveis ou é vendida para outras indústrias. Para ele, o problema da silvicultura é que todos os elos da cadeia trabalham desconectados. “Precisamos de um órgão para unir a cadeia e compartilhar conhecimentos. Só temos o apoio da Embrapa”, conta. Neste ano, Teixeira também está produzindo mais cavaco, para queima em caldeira. “Precisávamos de um programa assim. Houve uma corrida há algumas décadas para produzir eucalipto, mas, hoje, praticamente não tem produção no estado e as áreas foram cobertas por soja e milho, pela falta de incentivo para a silvicultura”, afirma.

Informações: O Popular

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Campo Grande sedia encontro estratégico de logística florestal

Iniciativa faz parte da estratégia da administração municipal para atrair investimentos.

A Prefeitura de Campo Grande, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento (SEMADES), promove nesta sexta-feira (16), o Workshop Logística Florestal 360°, Abastecimento, Transporte e Integração Regional. O evento, realizado em parceria com a Suzano, empresa do setor de celulose, será realizado às 8h no Teatro do Paço Municipal, reunindo autoridades, diretores da multinacional e empresários locais para discutir a eficiência da cadeia produtiva e a valorização das empresas da região.

Fomento ao Desenvolvimento Sustentável

O workshop busca criar uma ponte direta entre o poder público e o setor produtivo. Na pauta, temas cruciais como a melhoria da competitividade no transporte de carga, otimização do abastecimento e o fortalecimento do ambiente de negócios no estado.

Para o secretário da SEMADES, Ademar Silva Júnior, a iniciativa é um passo fundamental para a integração econômica. “Estamos articulando parcerias que garantam que o crescimento do setor florestal reflita diretamente na geração de empregos e oportunidades para os nossos fornecedores locais”, pontua.

Presenças Confirmadas

A programação contará com a participação da Prefeita de Campo Grande, do secretário Ademar Silva Júnior, além de diretores da Suzano e do Secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Brilhante, reforçando o caráter regional do debate.

A iniciativa faz parte da estratégia da administração municipal para atrair investimentos e garantir que a infraestrutura urbana e logística acompanhe o ritmo do desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.

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