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Celulose movimentada por hidrovias no RS atinge 1,9 milhão de toneladas em 2025

A movimentação de cargas por hidrovias no Rio Grande chegou a cerca de 1,9 milhão de toneladas em 2025, com crescimento de 11,76% em relação ao ano anterior, quando foi de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, de acordo com dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) divulgados na sexta-feira (16) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor). Produzido pela Companhia Manufatureira de Papéis e Papelões (CMPC), em Guaíba, o produto é transportado em barcaças pela hidrovia do Atlântico Sul, formada pelos rios Jacuí e Guaíba, canais e pela Lagoa dos Patos e que liga a cidade a Rio Grande, de onde é exportada pelo porto local.

Segundo o Mpor, a celulose é a principal carga movimentada no terminal gaúcho, por onde, em 2023, foram exportadas cerca de 1,62 milhão de toneladas de celulose. A China foi o principal destino, seguida pelos Estados Unidos, pela Itália, pelos Emirados Árabes Unidos e pela Coreia do Sul. De acordo com a pasta, as barcaças levam a celulose de Guaíba a Rio Grande e na volta transportam toras de madeira a partir de Pelotas.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Otto Burlier, explicou que o crescimento do uso da hidrovia é resultado do aumento da produção e da exportação de celulose e da reorientação logística feita após as enchentes de 2024, que impediram o transporte por estradas e ferrovias. “As hidrovias cumprem papel estratégico em situações de crise climática, aumentam a resiliência do sistema logístico e reduzem riscos operacionais”, afirmou.

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Indústria de papel em SC atualiza políticas de sustentabilidade e inclusão

Empresa revisou políticas para melhorar a preservação ambiental e a inclusão de pessoas.

Empresa que se destaca pela governança em ESG, a Irani Papel e Embalagens comunica que realizou uma atualização em políticas na área. Adotou nova política de sustentabilidade e lançou as diretrizes para a política de Inclusão e Diversidade. A companhia, que tem atuação nacional, mas a sua maior fábrica de papel fica em Vargem Bonita, Santa Catarina, revela que ampliou o total de compromissos assumidos.

Para o diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, Fabiano Alves de Oliveira, a atualização da política de sustentabilidade e o estabelecimento de políticas de inclusão e diversidade reforçam o compromisso da companhia em evoluir continuamente. Segundo ele, isso é colocar as pessoas e o desenvolvimento responsável no centro da estratégia da companhia.

– Buscamos sempre evoluir. Essas diretrizes ampliam nossa capacidade de promover um ambiente inclusivo, inovador e ético, alinhado às expectativas da sociedade e aos desafios de um mercado cada vez mais consciente – explica Fabiano de Oliveira.

Ao adotar nova política de sustentabilidade, a Irani amplia diretrizes para as regras socioambientais. A ênfase é o desenvolvimento sustentável.

– Além de estabelecer novos compromissos estamos fortalecendo práticas que orientam decisões, comportamentos e relações em toda a cadeia de valor. Esse movimento consolida a Irani como uma empresa preparada para crescer de forma sustentável, com responsabilidade social, respeito à diversidade e visão de longo prazo – afirma o executivo.

Veja regras ambientais e sociais que devem ser seguidas pela Irani Papel e Embalagens:

– Gerar valor por meio de um modelo de negóciosque equilibre crescimento econômico, responsabilidade socioambiental e retorno admirável sobre o capital investido.

– Assegurar a satisfação dos clientespor meio da oferta de produtos e serviços com Foco Do Cliente.

– Colocar o cliente no centro da estratégia, assegurando que produtos, serviços e inovações reflitam qualidade, confiança e propósito sustentável.

– Usar os recursos de forma sustentável, preservando o meio ambiente, reduzindo os impactos ambientais e promovendo a economia circular e de baixo carbono.

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– Garantir o suprimento sustentável de matérias-primas, com base em práticas responsáveis de manejo florestal e de cadeia de custódia, com respeito à biodiversidade e ao meio ambiente.

– Atuar de forma proativa frente às mudanças climáticas, reduzindo emissões de Gases de Efeito Estufa e outros mecanismos regulados

e voluntários de mercado de carbono, fortalecendo a resiliência dos negócios e contribuindo para o alcance de descarbonização.

– Proporcionar condições de trabalho seguras e saudáveis, prevenindo lesões e agravos à saúde relacionadas ao trabalho, por meio da eliminação de perigos e redução de riscos à segurança e ao bem-estar de colaboradores e fornecedores, permitindo a consulta e a participação dos trabalhadores e de seus representantes em temas relacionados à saúde e segurança no trabalho.

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– Assegurar a integridade e o respeito aos direitos humanos, promovendo diversidade e inclusão em nossa cadeia de valor.

– Promover investimentos sociais e o desenvolvimento das comunidades, por meio de parcerias e investimentos que estimulem cidadania, educação, cultura e geração de oportunidades sustentáveis.

– Integrar a estratégia da Companhia aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) assumidos, alinhando propósito, desempenho e transparência.

– Adotar práticas de governança ética e responsável, assegurando transparência, conformidade e tomadas de decisão que promovam o crescimento e rentabilidade dos negócios de forma sustentável.

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– Promover a melhoria contínua e o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos aplicáveis aos negócios da Companhia, por meio de Sistema de Gestão Integrado.

política de Diversidade visa estabelecer diretrizes para promoção da inclusão, diversidade e acessibilidade, apoiando decisão em todas as instâncias organizacionais:

– Promover um ambiente inclusivo, garantindo que todas as pessoas sejam tratadas com respeito, independentemente de suas características individuais, crenças, identidades ou origens.

– Valorizar a individualidade, reconhecendo e celebrando as diferenças como fonte de inovação, aprendizado e fortalecimento da cultura organizacional.

– Assegurar igualdade de oportunidades na Companhia.

– Prevenir e combater preconceitos, vieses, discriminações e assédios, não tolerando qualquer comportamento que viole a integridade das pessoas.

– Investir em acessibilidade para construir ambientes físicos e digitais inclusivos.

– Promover o desenvolvimento contínuo de um ambiente de Segurança Psicológica.

– Definir metas claras e mensuráveis de diversidade e inclusão, alinhadas ao planejamento estratégico da Companhia.

– Assegurar que todas as ações e iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão estejam alinhadas à legislação vigente

Informações: NSC Total

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Bracell compra florestas de eucalipto da Duratex em São Paulo

Estratégia é aumentar oferta de matéria-prima para abastecer unidade inaugurada em 2021 em Lençóis Paulistas, no interior de São Paulo.

A Bracell, uma das maiores produtores de celulose do mundo, controlada pelo grupo de Singapura Royal Golden Eagle, está comprando parte da produção de eucalipto da brasileira Duratex. A empresa brasileira é o braço de produção de madeira do Grupo Dexco, que atua na fabricação e comercialização de painéis de madeira destinados ao setor de construção civil e à indústria moveleira, além de uma divisão de produtos de metais e louças sanitárias.

Em tese, a Duratex fornece a matéria-prima necessária para o grupo Dexco, seu controlador. Contudo, a negociação com a Bracell vai funcionar como forma de captação de recursos para as atividades da empresa. A operação consiste na venda de madeira em pé, que ainda não foi colhida das fazendas administradas pela Duratex e será utilizada pela Bracell para fabricação de celulose, em sua unidade em Lençóis Paulistas, no interior de São Paulo.

O volume de madeira adquirido e o valor do total do negócio não foram revelados. No entanto, a responsabilidade pela colheita da floresta de eucalipto da Duratex ficará sob a responsabilidade da Bracell, bem como o transporte da madeira. As florestas estão instaladas em fazendas nas cidades de Bofete, Angatuba Buri e Itapetininga.

A compra do eucalipto pela Bracell representa uma oportunidade da empresa otimizar sua base de suprimento de madeira e demonstra o acirramento da disputa por matéria-prima com concorrentes como Suzano, Klabin e Arauco. Estimativas do mercado indicam que a Bracell já possua cerca de 275 mil hectares plantados com eucalipto em São Paulo.

A fábrica da Bracell em Lençóis Pauslitas começou a ser construída em 2019 com investimento de R$ 15 bilhões. A unidade entrou em operação em 2021 com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose solúvel ou até 3 milhões de toneladas de celulose kraft por ano. Há pouco mais de um ano, a empresa voltou seus olhos para Mato Grosso do Sul, atrás de novas áreas de eucalipto para construir uma nova fábrica.

A companhia anunciou um investimento de R$ 20 bilhões para levantar uma nova planta no município de Bataguassu, com capacidade para produzir 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano. Para abastecer a fábrica de Mato Grosso do Sul, estima-se que a Bracell já tenha aproximadamente 50 mil hectares de eucalipto plantados.

Informações: Isto É Dinheiro

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Portugal reforça combate ao fogo com 12 milhões para novas máquinas de gestão de combustível

O Governo português, através do Ministério da Agricultura e Mar e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), lançou um novo aviso de apoio financeiro que promete dar um impulso significativo à gestão dos espaços rurais. Com uma dotação global de 12,1 milhões de euros provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o programa “MAIS Floresta: Reforço de Capacidade de Atuação” foca-se na modernização do parque de máquinas e equipamentos destinados à silvicultura e à redução do risco de incêndio.

Este incentivo financeiro assume a forma de uma subvenção não reembolsável e dirige-se especificamente a micro, pequenas e médias empresas que atuam em Portugal Continental. As entidades que operam nas áreas da silvicultura, exploração florestal e serviços de apoio podem beneficiar de um financiamento que chega aos 150 mil euros por candidatura, permitindo a renovação tecnológica necessária para enfrentar os desafios da limpeza e manutenção das florestas nacionais.

A lista de investimentos elegíveis é abrangente e foca-se na eficácia operacional. O apoio permite a aquisição de tratores preparados para operações florestais, alfaias mecânicas para gestão de combustível e trituradores de ramos e galhos. Uma das novidades é a inclusão de máquinas telecomandadas, equipamentos de alta tecnologia que permitem realizar a gestão de carga de combustível em terrenos de difícil acesso ou com declives acentuados, aumentando substancialmente a segurança dos operadores e a produtividade das intervenções.

As empresas interessadas devem preparar os seus processos para o período de submissão, que decorre entre o dia 2 de fevereiro e as 18:00 de 15 de março de 2026. As candidaturas são efetuadas por via eletrónica através do portal do ICNF. Dado que o concurso pode encerrar antecipadamente caso a dotação financeira se esgote antes do prazo final, a organização e submissão atempada dos projetos torna-se um fator crítico para o sucesso das PME que pretendem reforçar a sua capacidade de atuação no terreno.

Informações: Portal Sapo

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Tecnologia e sustentabilidade transformam a silvicultura e impulsionam o setor de papel e celulose no Brasil

Mais do que crescer em escala, o setor vive uma revolução tecnológica e sustentável que começa na floresta e se estende até o produto final.

O setor de papel e celulose se consolidou como um dos pilares estratégicos da economia brasileira. Em 2023, a indústria gerou cerca de US$ 10,3 bilhões em divisas, respondendo por aproximadamente 3% das exportações nacionais. Com investimentos previstos acima de R$ 105 bilhões até 2028, o segmento avança para uma nova fase de expansão produtiva, liderada por grandes players como Bracell, Arauco e Suzano. Mais do que crescer em escala, o setor vive uma revolução tecnológica e sustentável que começa na floresta e se estende até o produto final.

Inovação na base florestal: eficiência começa nos viveiros

A transformação do setor tem início nos viveiros de mudas, etapa decisiva para a produtividade das florestas plantadas. Tradicionalmente, a construção e operação desses viveiros eram realizadas de forma fragmentada, com diferentes fornecedores e cronogramas pouco integrados. Para superar esse gargalo, o modelo Turn Key vem ganhando espaço no setor.

Nesse formato, toda a implantação, do projeto conceitual à entrega final, é conduzida de forma integrada. Empresas adotam esse modelo para alinhar layout, infraestrutura, irrigação, automação e equipamentos desde o início. O resultado é expressivo: ganhos de produtividade entre 20% e 40% em comparação com projetos convencionais, além de maior previsibilidade de custos e prazos.

O projeto conceitual torna-se peça-chave nesse processo, pois coordena equipes multidisciplinares e garante que todas as áreas técnicas operem sob as mesmas premissas, reduzindo retrabalhos e aumentando a eficiência operacional.

Automação: mais produtividade com menos recursos

A automação deixou de ser tendência e passou a ser requisito competitivo. Viveiros altamente tecnologizados conseguem otimizar o uso de água, energia e mão de obra, ao mesmo tempo em que elevam a qualidade das mudas. Estudos indicam que viveiros automatizados alcançam índice de sobrevivência de mudas de até 84,5%, enquanto estruturas não automatizadas ficam em torno de 60%.

Outro ponto estratégico é a escolha do sistema de produção. A miniestaquia (clonagem), embora demande maior investimento inicial e domínio técnico, especialmente com a implantação de minijardins clonais, proporciona florestas mais uniformes, previsíveis e altamente produtivas. Já o sistema via sementes apresenta menor custo inicial e maior lucratividade no curto prazo, mas com maior variabilidade genética e produtiva. A decisão depende do modelo de negócio, da escala do projeto e dos objetivos de longo prazo da empresa.

Sustentabilidade e certificação: exigência do mercado global

A sustentabilidade é hoje um dos principais vetores de competitividade do setor. Empresas brasileiras têm se destacado por soluções alinhadas à bioeconomia. A Klabin, por exemplo, investe na substituição de plásticos por embalagens biodegradáveis à base de celulose. Já a Suzano mantém compromissos ambientais robustos, como a meta de remover ou evitar 40 milhões de toneladas de CO? da atmosfera até 2025.

Nesse contexto, as certificações florestais são fundamentais. Programas como o CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), com reconhecimento internacional pelo PEFC, atestam que o manejo florestal segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos. Essas certificações são voluntárias, mas essenciais para acesso aos mercados mais exigentes, e incluem regras como a proibição do uso de organismos geneticamente modificados em plantações comerciais.

A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

Informações: Hoje Mais / Vale Celulose

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Komatsu reforça portfólio florestal em 2025 e prepara avanço para o Full Tree em 2026

Lançamentos apresentados em 2025 reforçam eficiência, conectividade e sustentabilidade, enquanto a empresa prepara a expansão para o sistema Full Tree em 2026.

A Komatsu Forest encerrou 2025 com um pacote robusto de lançamentos voltados ao setor florestal, consolidando sua presença no segmento de colheita mecanizada (CTL) e preparando o terreno para uma nova fase de expansão em 2026. Os destaques do ano foram o novo Forwarder 895 e os harvesters sobre esteira PC210F e PC220F, apresentados ao mercado durante eventos como o Show Florestal.

Novo Forwarder 895, lançado em 2025, foi totalmente redesenhado para reduzir o custo por m³ no baldeio de madeira.

Segundo Eduardo Nicz, diretor-presidente da Komatsu no Brasil, os lançamentos de 2025 refletem uma estratégia clara: elevar a produtividade das operações florestais, reduzir custos por metro cúbico produzido e oferecer melhores condições de trabalho aos operadores, especialmente em regiões remotas.

Forwarder 895 inaugura nova geração no baldeio de madeira

Principal lançamento da Komatsu Forest em 2025, o Forwarder 895 foi totalmente redesenhado com foco em eficiência operacional, robustez e ergonomia. Desenvolvido em parceria com clientes, o equipamento entrega maior capacidade de carga e otimização do baldeio, resultando no menor custo por m³ da categoria, segundo a fabricante.

Entre os diferenciais do novo forwarder estão o tanque de 500 litros, sistema hidráulico otimizado, versões 6WD e 8WD, nova grua 205F, rotator GX reforçado, chassi traseiro e caixa de carga redesenhados, além da integração com a plataforma Smart Forestry. O modelo também se destaca pela elevada intercambiabilidade de componentes, com 78% de peças compatíveis, o que reduz custos de manutenção e facilita a gestão de frota.

“Cada detalhe desse projeto foi pensado para oferecer uma operação mais produtiva, econômica e sustentável. É tecnologia aplicada diretamente à redução de custos e ao aumento de eficiência no campo”, destaca Nicz.

Harvesters PC210F e PC220F ampliam eficiência na colheita

Outro avanço importante em 2025 foi a introdução dos novos harvesters sobre esteira PC210F e PC220F, que representam uma evolução da consagrada PC200F. Ambos os modelos foram concebidos para enfrentar condições severas de trabalho, com foco em maior força de trabalho, menor consumo de combustível e alta confiabilidade.

Harvester sobre esteira PC210F combina força, menor consumo de combustível e tecnologia embarcada para colheita florestal.

A PC210F conta com motor de 165 HP, certificado Proconve MAR-1, estrutura reforçada e tecnologias embarcadas como Komtrax e Smart Forestry, que permitem monitoramento inteligente da operação. O modelo combina características da máquina base com adaptações florestais, oferecendo um equilíbrio entre desempenho, robustez e eficiência energética.

Já a PC220F apresenta configurações exclusivas que ampliam sua produtividade. O harvester possui cabine florestal certificada, assento com suspensão a ar, câmera traseira, sistema de supressão de incêndio, proteção antitérmica e do ventilador, sistema de troca de calor e baixo nível de ruído interno. O maior vão livre do solo e as sapatas mais largas garantem excelente capacidade de transpor obstáculos, reduzindo riscos de danos ao equipamento em ambientes florestais complexos.

Equipamentos voltados à silvicultura reforçam os investimentos da Komatsu + Bracke em mecanização e automação para os próximos anos.

Tecnologia, conectividade e sustentabilidade no centro da estratégia

As inovações apresentadas em 2025 estão diretamente alinhadas às metas globais de sustentabilidade da Komatsu. De acordo com Nicz, a empresa trabalha com três pilares fundamentais: benefício ao operador, eficiência para o negócio e responsabilidade ambiental.

A automação e a conectividade permitem reduzir fadiga, minimizar erros operacionais e ajustar automaticamente as máquinas para otimizar a produção. As máquinas conectadas enviam dados em tempo real para centrais de inteligência, possibilitando manutenção preditiva, correção de manobras e antecipação de paradas.

“Fazer mais com menos é sustentabilidade. Produzir mais em menos tempo, com menor consumo de diesel e menor custo de manutenção, reduz diretamente o impacto ambiental”, afirma o executivo.

No âmbito global, a Komatsu estabeleceu metas ambiciosas de redução de emissões: 50% menos carbono até 2030 em relação a 2010, com o objetivo de alcançar neutralidade total até 2050. Um marco importante dessa jornada foi atingido em 2023, quando a fábrica da Komatsu Forest em Umeå, na Suécia, alcançou produção neutra em carbono, apoiada por energia solar em larga escala e aquecimento geotérmico.

2026: foco no Full Tree e na mecanização da silvicultura

Após consolidar sua oferta no segmento CTL em 2025, a Komatsu Forest direciona seus esforços em 2026 para a expansão no sistema Full Tree. O principal lançamento previsto é o Skidder 6×6 da TimberPro, que será apresentado para trabalhar juntamente com os recém lançados Feller Bunchers da Timber Pro.

Além disso, a companhia tem direcionado investimentos significativos para a silvicultura, especialmente em função da escassez de mão de obra em áreas remotas. “Nosso foco é mecanizar atividades que ainda são manuais e automatizar processos já mecanizados, oferecendo melhores condições de trabalho e reduzindo a dependência de pessoas em tarefas pesadas e expostas ao sol”, explica Nicz.

Nos próximos cinco anos, a maior parte dos investimentos da Komatsu Forest estará concentrada no desenvolvimento de plantadeiras florestais e novas tecnologias para a silvicultura, ampliando ainda mais a atuação da empresa além da colheita.

Cliente no centro do desenvolvimento tecnológico

O relacionamento próximo com o mercado é outro pilar da estratégia da Komatsu. Inspirada na cultura japonesa, a empresa adota o conceito de GEMBA, que significa estar no campo, onde as coisas acontecem. Essa filosofia orienta o desenvolvimento de novas soluções a partir da escuta ativa dos clientes.

“Estar próximo do cliente, entender suas dores e trazer esses inputs para dentro de casa é essencial para desenvolver tecnologias realmente aplicáveis”, afirma Nicz. Segundo ele, a combinação entre a cultura japonesa, a gestão sueca da Komatsu Forest e a flexibilidade da operação brasileira cria um ambiente favorável à inovação.

Com lançamentos consistentes em 2025 e uma agenda clara para 2026, a Komatsu Forest reforça seu posicionamento como uma das protagonistas da mecanização florestal no Brasil, apostando em tecnologia, sustentabilidade e eficiência para atender às demandas de um setor em constante evolução.

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Cientistas brasileiros criam tecnologia com lignina Kraft para combater ervas daninhas e reduzir uso de herbicidas

Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) desenvolveram uma tecnologia pioneira que promete transformar a forma como a agricultura combate as ervas daninhas. O grupo, coordenado pelo professor Dr. Leonardo Fraceto, da UNESP Sorocaba, criou um método que utiliza a lignina Kraft — subproduto do processo de fabricação de celulose — para produzir nanomateriais capazes de transportar moléculas herbicidas com maior precisão e eficiência.

A inovação, já patenteada, representa um avanço na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis e no aproveitamento inteligente de resíduos industriais.

Lignina Kraft: de resíduo industrial a insumo estratégico

A lignina Kraft é produzida em larga escala durante a fabricação de papel e celulose, mas historicamente é tratada como resíduo. Menos de 2% da lignina gerada no mundo é reaproveitada em aplicações de alto valor agregado — o restante é queimado para geração de energia, segundo o Inmetro.

Apesar disso, o composto apresenta propriedades valiosas: estabilidade química, resistência térmica, ação antioxidante, absorção de luz UV e capacidade antibacteriana e antifúngica. Além disso, é biodegradável e pode substituir insumos derivados do petróleo. O desafio, até agora, era o alto custo e a complexidade estrutural da lignina, que dificultavam sua aplicação em escala industrial.

Nanotecnologia aplicada à agricultura: mais precisão e menos impacto ambiental

Com o novo método desenvolvido pelo INCT NanoAgro, a lignina Kraft é fracionada em diferentes componentes químicos, gerando nanomateriais que funcionam como carreadores de herbicidas. Esses nanomateriais direcionam o produto com mais precisão para o interior das plantas, o que reduz a necessidade de dosagens elevadas e minimiza a dispersão no ambiente.

Além de aumentar a eficiência dos herbicidas, a tecnologia contribui diretamente para reduzir a contaminação do solo e da água, um dos principais desafios da agricultura moderna.

“Nosso papel como INCT é mostrar à sociedade como essas pesquisas podem gerar resultados práticos e sustentáveis, conectando a ciência às necessidades do agronegócio”, destaca o professor Leonardo Fraceto.

Economia circular e valorização da biomassa vegetal

O projeto também se destaca por promover a economia circular. Em vez de descartar ou queimar a lignina residual, o processo a transforma em insumo de alto valor agregado, reinserindo-a na cadeia produtiva.

Essa abordagem cria uma ponte entre os setores papeleiro, químico e agrícola, reduzindo impactos ambientais e abrindo espaço para novos modelos de negócio sustentáveis.

De acordo com os pesquisadores, a iniciativa pode fortalecer a conexão entre indústria e pesquisa, transformando passivos ambientais em soluções tecnológicas.

Brasil pode se tornar referência em insumos agrícolas sustentáveis

Por utilizar uma biomassa amplamente disponível no país, a tecnologia tem alto potencial de aplicação em larga escala, especialmente no Brasil, um dos maiores produtores de celulose do mundo. Essa vantagem estratégica pode colocar o país na liderança do desenvolvimento de insumos agrícolas verdes, alinhados às metas globais de descarbonização e redução do uso de derivados de petróleo.

A inovação reforça o papel da ciência brasileira na busca por soluções que unem produtividade, sustentabilidade e segurança ambiental, contribuindo para o futuro da agricultura de baixo impacto.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Amazônia recebe 16 projetos em edital de restauração florestal 

Iniciativa coordenada pelo BNDES e pela Petrobras atraiu propostas acima do esperado e prevê financiamento diferenciado para recuperação ambiental com espécies nativas.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras receberam 16 propostas para o edital da iniciativa ProFloresta+. Os projetos selecionados poderão acessar linhas de financiamento diferenciadas do banco, incluindo recursos do Fundo Clima voltados à restauração florestal com espécies nativas.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (16), o BNDES informou que o número de inscrições, encerradas no dia 9, superou a expectativa inicial de contratação. Segundo a instituição, o resultado demonstra o interesse do mercado em projetos de restauração florestal associados à geração de créditos de carbono de alta integridade.

Lançado em novembro do ano passado, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o edital prevê a compra, pela Petrobras, de créditos de carbono gerados por projetos de restauração ecológica no bioma amazônico, com padrões rigorosos de integridade e contratos de longo prazo.

De acordo com o BNDES, a iniciativa tem como meta restaurar até 50 mil hectares na Amazônia, com a geração estimada de cerca de 15 milhões de créditos de carbono. Esse volume corresponde às emissões anuais aproximadas de 8,9 milhões de automóveis. No total, o ProFloresta+ pode mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos para o reflorestamento da região nos próximos anos.

O primeiro edital prevê a aquisição de 5 milhões de créditos de carbono, divididos em cinco contratos de 1 milhão de Unidades de Carbono Verificadas (VCUs) cada.

As propostas seguem agora para a fase de avaliação técnica, conforme os critérios definidos no edital, que incluem exigências de integridade ambiental e salvaguardas socioambientais. Caberá à Petrobras selecionar os projetos que representem o menor custo para o volume total de créditos a ser contratado.

O resultado do processo, com a indicação dos projetos vencedores, volumes contratados e valores a serem pagos pelos créditos, deverá ser divulgado pela Petrobras após a conclusão da licitação, prevista para o primeiro semestre de 2026.

Informações: CenárioMT

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Carga gigantesca cruza Campo Grande e segue pela BR-262 rumo a Inocência

Peças destinadas à fábrica da Arauco avançam pelo Estado e entram na reta final do trajeto.

No fim da tarde desta sexta-feira (16), o transporte de carga superdimensionada com peças gigantes destinadas à usina de celulose da Arauco cruzou Campo Grande e seguiu pela BR-262, no sentido do município de Inocência, onde será o destino final do comboio.

Uma carga superdimensionada com peças destinadas à usina de celulose da Arauco cruzou Campo Grande nesta sexta-feira (16) e segue pela BR-262 rumo a Inocência. O transporte, que partiu de Assaí, no Paraná, vem atravessando Mato Grosso do Sul com esquema especial de escolta.O comboio, que teve seu cronograma afetado pelas fortes chuvas dos últimos dias, passou pela MS-134 e BR-267 anteriormente. As peças serão utilizadas na fábrica da Arauco, um dos maiores investimentos do setor de celulose no estado. Motoristas que trafegam pela BR-262 devem ficar atentos às alterações no fluxo de veículos.

A carga faz parte de um conjunto de equipamentos de grandes dimensões que saiu de Assaí, no Paraná, e vem atravessando Mato Grosso do Sul ao longo da semana. O deslocamento vinha sendo acompanhado por esquemas especiais de escolta e provocando lentidão em rodovias estaduais e federais por onde passou, devido ao tamanho e ao peso das peças transportadas.

Na quarta-feira (14), o comboio trafegou pela MS-134, entre Batayporã e o distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, e também pela BR-267, com previsão de avanço lento ao longo da manhã. Naquele momento, a expectativa era de chegada a Inocência na sexta-feira (16), mas o cronograma foi impactado pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias.

Com a passagem por Campo Grande no fim da tarde desta sexta, o transporte entrou em um dos trechos finais do percurso dentro do Estado, utilizando a BR-262 em direção a Inocência. As peças serão destinadas à fábrica da Arauco, empreendimento industrial em implantação no município e considerado um dos maiores investimentos do setor de celulose em Mato Grosso do Sul.

Motoristas que trafegam pela BR-262 devem permanecer atentos, já que a movimentação de cargas superdimensionadas exige cuidados especiais e pode provocar alterações temporárias no fluxo de veículos ao longo do trajeto.

Informações: Campo Grande News

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Suzano apresenta oportunidades de parceria a empresários de MS

Evento reuniu empresas com interesse em conhecer de perto o funcionamento das megafábricas.

Transporte de madeiras, alimentação, transporte de pessoas, construção e manutenção de estradas são algumas das áreas com oportunidades para empresários sul-mato-grossenses firmarem parceria com a Suzano – empresa de celulose e papel que tem duas fábricas no Estado. Para atrair mais parceiros regionais, a empresa realizou, na manhã desta sexta-feira (16), o Workshop Logística Florestal 360° – Abastecimento, Transporte e Integração Regional.

A Suzano, empresa de celulose e papel com duas fábricas em Mato Grosso do Sul, busca ampliar parcerias com empresários locais em diversas áreas, incluindo transporte de madeiras, alimentação e manutenção de estradas. Durante workshop realizado em Campo Grande, a empresa apresentou oportunidades para diferentes perfis empresariais.A companhia, que produz 13,4 milhões de toneladas de celulose anualmente, sendo 40% em MS, oferece vagas para motoristas, operadores de máquinas florestais e engenheiros. Atualmente, apenas duas empresas sul-mato-grossenses mantêm parceria com a Suzano na área de logística e infraestrutura.

O evento, realizado com apoio da Prefeitura de Campo Grande, no Teatro Municipal, reuniu empresários do Estado com interesse em conhecer de perto o funcionamento das megafábricas instaladas em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo e os caminhos para a prestação de serviço. Ao longo de duas horas, gestores de logística e infraestrutura da empresa apresentaram a “marca” Suzano e o dia a dia de cada setor.

“O objetivo hoje foi justamente demonstrar o potencial de parcerias para N segmentos. A gente tem oportunidades também para a mão de obra local, porque isso gera um movimento muito grande. Para motorista, para operador de máquinas florestais, para ajudantes florestais, para engenheiros. É uma forma de a gente divulgar mais a nossa marca, além de demonstrar as oportunidades que a gente tem no Mato Grosso do Sul”, afirmou o diretor de operações, Rodrigo Zagonel.

Hoje, a empresa produz 13,4 milhões de toneladas de celulose por ano. Cerca de 40% desse valor sai de Mato Grosso do Sul. Para dimensionar o papel da produção estadual, um dos gestores apontou que, se as três plantas da Suzano no Estado fossem independentes, elas ficariam em segunda colocação no ranking de produção mundial, atrás apenas da própria empresa.

Uma das interessadas foi empresária Magna Ajala. Ela administra uma empresa de transporte de pessoas. “Como lá naquela região aumentou o fluxo de passageiros e pessoas lá que se mudaram que estão indo para aquela região a gente veio para essa região”, disse.

“Aqui a gente faz transporte com o Vans, o intermunicipal, aqui de Campo Grande para o interior porque a gente tem interesse em vir aqui para saber como é que está a demanda lá”, completou.

No plano de parceria apresentado, a Suzano aponta espaço para diversos perfis de empresários, desde os classificados pelo Simples Nacional, com até seis frotas, passando por pequenas e médias transportadoras, até grandes transportadoras, com até 60 frotas.

Para Zagonel, a apresentação é importante para quebrar barreiras. “A própria comunidade aqui de Campo Grande não associava a nossa marca a um produto que está no dia a dia dela, como a produção de um papel higiênico, um guardanapo. Então, a gente construiu uma planta com investimento que, por um ou dois anos, foi o maior investimento privado no Brasil, e poucas pessoas associavam as oportunidades que estavam lá ou não imaginavam a magnitude do tamanho do investimento”, apontou. Segundo ele, esse receio dos empresários locais afastou parcerias que poderiam ter sido firmadas desde o início da construção da nova planta, em Ribas do Rio Pardo.

Hoje, a Suzano tem parceria com apenas duas empresas sul-mato-grossenses na área de logística e infraestrutura. “Então, a gente está startando a ampliação dessa nossa relação com empresas maiores ou empresas de transporte. A gente sempre vai ter espaço para a gente estar inserindo novos players, assim como a gente teve essa experiência com as novas transportadoras que entraram”, completou.

Informações: Campo Grande News

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