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Exclusiva – Evento da Expedição Silvicultura em Vitória (ES) reforça a importância de dados para o setor

Vitória, Espírito Santo – O segundo evento presencial da Expedição Silvicultura, realizado com grande êxito na capital capixaba, consolidou-se como um marco para o setor florestal do estado. Com palestras de altíssima qualidade, o encontro que aconteceu nesta última quarta-feira (17/09), proporcionou um fluxo de informações valiosas que deverão guiar as próximas ações para o fomento da silvicultura no Espírito Santo.

A iniciativa de coleta de dados da Expedição Silvicultura, em particular, foi alvo de grandes expectativas e elogios. O Professor Gilson Fernandes, da UFES, ressaltou o impacto acadêmico e a inovação da ação.

“Excelente o evento e a ideia da Expedição de fazer esse levantamento fantástico. Vai com certeza revolucionar a maneira de a gente ver inventário florestal no Brasil. Essa base que a Expedição vai coletar nesses dois meses, que é um trabalho enorme de ir a campo coletar dados, vai gerar uma base de estudos acadêmicos extraordinária. Dessa primeira, com toda a certeza.”

Organizado em uma parceria estratégica entre a Canopy Remote Sensing Solutions, a Embrapa Florestas e a Paulo Cardoso Comunicações, o evento reuniu um público engajado de especialistas e profissionais do setor. Durante a programação, foram debatidos temas cruciais e compartilhadas experiências que visam impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva florestal. A qualidade do conteúdo apresentado e a importância do levantamento de dados em campo foram pontos constantemente destacados.

A necessidade de dados precisos e confiáveis para o Espírito Santo foi um ponto enfático nas discussões. Pedro Galveas, pesquisador da Embrapa Florestas, sublinhou como o trabalho da Expedição preencherá lacunas existentes.

“Nós do Espírito Santo temos números, mas não são totalmente confiáveis, né? Mas agora, com esse levantamento que a Expedição está fazendo, nós vamos ter também, não só o número de hectares, mas também a produtividade das áreas do Estado do Espírito Santo, como está a saúde desses eucaliptos. E é isso que vai nos ajudar e muito.”

Gilmar Dadalto, presidente da Cedagro, complementou a visão sobre a metodologia inovadora e a importância do trabalho de campo para a precisão das informações.

“E o diferencial é que, além da parte aérea, de geoprocessamento, vai ter a parte de campo, apoio de campo é muito interessante, ele é básico para ter precisão nas informações do Estado do Espírito Santo. Não só de cobertura e área florestal, mas também de produtividade e produção, e de inventário que é necessário se fazer no Estado do Espírito Santo.”

O sucesso do evento em Vitória reforça a importância da iniciativa em promover o intercâmbio de saberes e a colaboração entre os diversos atores do setor. Fábio Gonçalves, Cofundador & CEO da Canopy Remote Sensing Solutions, e um dos organizadores da Expedição, fez um balanço extremamente positivo dos trabalhos realizados até o momento e já adiantou os próximos passos:

“Até agora a Expedição Silvicultura está indo muito bem, a gente percorreu muitas áreas do Estado de Minas Gerais, agora do Espírito Santo. Já fizemos dois eventos presenciais. O primeiro evento em BH. Hoje a gente concluiu o segundo evento presencial aqui em Vitória no Espírito Santo. Palestras de altíssimo nível, a coleta de dados correndo bem no campo, a gente tem visitado muitas florestas, conversado com muito produtor e a expectativa só melhora para o que está por vir. A gente faz mais uns dias no estado do Espírito Santo e na sequência vai para a Bahia para fazer o evento em Eunápolis no dia 22.”

Confira no vídeo um resumo de como foi o evento em Vitória (ES):

Agenda dos próximos eventos presenciais:

  • Eunápolis, BA: 22 de setembro
  • Lucas do Rio Verde, MT: 09 de outubro
  • Três Lagoas, MS: 16 de outubro
  • Botucatu, SP: 22 de outubro
  • Curitiba, PR: 27 de outubro
  • Lages, SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre, RS: 06 de novembro

A Expedição Silvicultura segue firme em seu propósito de contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro. Para participar dos próximos eventos presenciais e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, basta se cadastrar gratuitamente no site oficial.

Participe gratuitamente dos próximos eventos presenciais da Expedição Silvicultura! Cadastre-se em www.expedicaosilvicultura.com.br.

Escrito por: redação Mais Floresta.

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John Deere oferece portfólio completo de soluções para o setor florestal

Empresa explica os principais equipamentos e tecnologias que são utilizados na silvicultura e na colheita

 A silvicultura, ou o cultivo de árvores para fins comerciais, é um setor estratégico para o Brasil — tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Porém, ainda é pouco conhecido pela população em geral. Há muitas dúvidas sobre o assunto, como: quais são os sistemas utilizados no cultivo de florestas plantadas? O trabalho ainda é feito de forma manual? O setor utiliza tecnologia e inteligência artificial? Qual o impacto na economia? Quais produtos são provenientes da silvicultura?

Com a intenção de esclarecer alguns desses questionamentos, a John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, apresenta uma gama de produtos e soluções que atendem os diferentes tipos de produção da silvicultura.

Dois sistemas, uma cadeia de alta tecnologia

A produção de florestas plantadas refere-se ao cultivo intencional de árvores, feito para a recuperação de áreas degradadas ou para fins comerciais, como a produção de celulose ou painéis de madeira. A prática combina a demanda por produtos provenientes do setor com a conservação do meio ambiente e um desenvolvimento sustentável. No Brasil, esse tipo de trabalho está concentrado nos estados de Minas Gerais, Bahia, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Diante disso, a colheita de florestas plantadas pode ocorrer de duas formas: CTL (Cut to Length) e Full Tree. No sistema CTL, o corte, o desgalhamento e o preparo da madeira são realizados ainda na floresta. Já o Full Tree remove a árvore inteira (exceto as raízes), transportando-a para processamento posterior em outro local.

No sistema CTL, os principais equipamentos são os Harvesters, que realizam a colheita, descascamento e corte dos troncos na medida pré-determinada; e os Forwarders, que fazem o transporte dos troncos. Para a América Latina, a nova série H da John Deere conta com dois modelos de harvesters de pneus (1270H e 1470H) e dois de forwarders (2010H e 2510H).

Para áreas essencialmente planas, a John Deere também oferece, além da série H, um modelo de harvester de esteira 2144G, fabricado no Brasil, que pode atuar como harvester, log loader, processador ou mesmo ser equipado com garra traçadora.

Já no sistema Full Tree, são utilizados os Feller bunchers, que realizam o corte e acumulação de toras, e os Skidders, para o arraste da madeira. A John Deere oferece opções com pneus (643L) e esteiras (linhas 800M e 900M), além de cinco modelos de skidders da família LII. A previsão é que a geração III da série L de skidders esteja disponível a partir de 2026.

A John Deere é atualmente a única fabricante que disponibiliza linhas completas para ambos os sistemas.

Mesmo com o sistema de colheita florestal já consolidado, a John Deere decidiu investir na mecanização da silvicultura para apoiar clientes com falta de mão de obra e impulsionar a produtividade. Por isso, a plantadora 1516G já está em testes, e o Skidder está disponível pronto de fábrica para preparo de solo e tratos culturais”, afirma Roberto Marques, diretor da divisão de Florestal da John Deere para América Latina.

Tecnologia embarcada do plantio ao processamento

“O setor florestal opera com alto nível de tecnologia. As máquinas da John Deere contam com sistemas integrados de conectividade, geolocalização, monitoramento em tempo real, alertas inteligentes e softwares de gestão que permitem controle total da operação — do plantio à colheita”, explica Marques.

Conheça algumas das soluções presentes nos equipamentos John Deere:

TimberMaticMaps™: sistema baseado em mapas que mostra a localização exata das toras derrubadas, os volumes estimados e os tipos de madeira – tudo com base em dados de GPS e sensores do equipamento. As informações são compartilhadas entre máquinas via nuvem, permitindo que todos os operadores vejam o progresso e planejem rotas de forma eficiente.

TimberOffice™: software completo para planejamento de colheita, controle de estoques, custos em tempo real e análise de variáveis. Permite que o cliente gerencie o inventário e a produtividade de forma eficiente, tomando decisões fundamentadas para otimizar a operação.

TimberManager™: plataforma baseada na web que permite a gestão remota e em tempo real das operações florestais. Complementa o TimberMatic Maps™, oferecendo uma visão mais ampla e estratégica para empreiteiros, supervisores e gestores. É uma ferramenta online acessível por computador, tablet ou celular, que permite acompanhar o progresso das operações florestais em tempo real. O TimberManager™ mostra dados como volume de madeira colhida, produtividade das máquinas, consumo de combustível e estimativas de conclusão dos trabalhos.

Service Advisor Remote: solução de suporte técnico remoto que permite aos técnicos da John Deere diagnosticar e resolver problemas nas máquinas a distância. É uma ferramenta que permite acessar remotamente os sistemas da máquina para analisar códigos de falha (DTCs), realizar diagnósticos, atualizações de software e até definir alertas, tudo isso em tempo real. Isso reduz o tempo de máquina parada e melhora a eficiência do atendimento técnico.

IBC (Intelligent Boom Control): sistema automático que ajusta a posição do cabeçote de colheita ou da lança do forwarder com base no terreno e nas árvores, garantindo uma operação eficiente e precisa. Ele detecta obstáculos em tempo real, protegendo o equipamento e tornando a operação mais segura.

  • IBC para Harvester: operador controla o cabeçote enquanto o sistema cuida do movimento da lança. O IBC 3.0 oferece recursos adicionais de proteção, registrando a posição da tora e evitando que ela se coloque em direção à cabine.
  • IBC para Forwarder: operador controla diretamente a ponta da lança, eliminando movimentos independentes da articulação. O sistema IBC possui amortecimento elétrico para todas as direções da lança principal.

Expert Alerts e Service express diagnostic: sensoriamento remoto para monitorar os equipamentos em tempo real e alertar os clientes e a equipe de suporte da John Deere sobre qualquer anomalia ou tendência preocupante. O Expert Alert pode monitorar vários aspectos do desempenho do equipamento, incluindo: temperatura do motor, pressão do óleo, nível de fluidos, desgaste de peças, consumo de combustível, velocidade do motor e tensão da bateria.

Os alertas incluem informações detalhadas sobre a natureza do problema e as ações recomendadas para corrigi-lo, além de análises de tendências a longo prazo, ajudando os clientes a identificar padrões em seu equipamento e antecipar problemas futuros. Com o Service Express Diagnostic, esses alertas são tratados por uma equipe de especialistas e muitos pontos resolvidos com rapidez e eficiência.

John Deere Operations Center™: plataforma digital desenvolvida pela John Deere para auxiliar os clientes a criarem planos de trabalho otimizados, monitorar a qualidade do serviço, analisar e receber insights de dados a qualquer hora e em qualquer lugar. Ao centralizar o trabalho e os dados em um só lugar, o aplicativo aumenta produtividade, lucratividade e sustentabilidade dos clientes.

“A tecnologia se tornou uma grande aliada dos produtores e a conectividade é fundamental para que ele possa usufruir de toda a inovação disponível para obter a máxima produtividade da operação, tornando-a mais rentável, sustentável e produtiva”, afirma Marques.

Produtos florestais

As florestas plantadas no Brasil — compostas por espécies como eucalipto, pinus, teca e paricá — cobrem atualmente mais de 10 milhões de hectares, segundo o mais recente Relatório Anual da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Essas áreas fornecem matérias-primas renováveis para uma variedade de produtos, que vão muito além do papel e da madeira.

Do setor industrial ao varejo, os produtos florestais incluem celulose, carvão vegetal, pellets, pisos laminados, embalagens, papel, lenha, painéis de madeira, fraldas, roupas, cosméticos, medicamentos, esmaltes, sucos, molho barbecue, ração, fibras de carbono, mantas asfálticas, biocombustíveis, solventes e muito mais.

“O Brasil é hoje o maior exportador mundial de celulose e o segundo maior produtor global desse insumo, reafirmando a importância estratégica das florestas plantadas na matriz produtiva nacional e internacional. Por isso, é necessário oferecer um portfólio completo de equipamentos e tecnologias inovadoras que auxiliem os clientes a atenderem as demandas do setor”, acrescenta Marques.

John Deere no Show Florestal 2025, em Três Lagoas (MS).

Sobre a John Deere

Não importa se você nunca dirigiu um trator, cortou a grama ou operou uma escavadeira. Com o papel de ajudar a produzir alimentos, fibras, energia e infraestrutura, a John Deere trabalha para cada pessoa no planeta. Tudo começou há quase 200 anos, com um arado de aço autolimpante. Hoje, a John Deere impulsiona a inovação nos setores de agricultura, construção, florestal, jardinagem, sistemas de energia e muito mais. Para mais informações sobre a Deere & Company, acesse Link.

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No boom do etanol de milho, biomassa é o gargalo

A indústria de etanol de milho pode quase dobrar a demanda por biomassa em dois anos. Quem não se planejar pode ter problemas

O rápido crescimento da indústria de etanol de milho no Brasil tem um gargalo potencial: a oferta de biomassa para geração de energia nas usinas planejadas para os próximos anos.

Segundo a Unem (União Nacional do Etanol de Milho), o número de unidades produtoras de etanol de milho deve mais que dobrar na próxima década, passando de 24 para 56, chegando a novos estados e regiões. Caso a oferta de biomassa não acompanhe o ritmo dos projetos, algumas empresas podem ter problemas.

A indústria de etanol de milho demanda quase 19 milhões de metros cúbicos de cavacos de madeira por ano, ou 34% da produção de lenha do Brasil, segundo um estudo aprofundado sobre o setor elaborado recentemente pelo JP Morgan.

Se a produção de etanol de milho subir dos atuais 8,5 bilhões de litros para 15,5 bilhões até o final de 2026 (cenário-base do banco), seriam necessários mais 16 milhões de metros cúbicos de cavacos de madeira. Em outras palavras, o setor de etanol de milho pode quase dobrar a demanda por biomassa em dois anos.

Em algumas regiões do País, uma relativa desestruturação da cadeia de fornecimento já tem gerado situações “inadmissíveis” de entrega de lenha ou cavaco a 600 quilômetros de distância, segundo Glauber Silveira, diretor da Abramilho. O raio máximo ideal é de 200 quilômetros.

“Quando você pega o preço do frete, por exemplo, no Mato Grosso, em alguns casos está saindo mais caro do que a própria biomassa. Vai ficando inviável. Creio que em dois anos a gente pode ter um problema”, alerta Silveira.

Planejar é preciso

No mesmo estudo, o JPMorgan ressalta a necessidade de planejamento para o suprimento de biomassa.

Do plantio ao primeiro corte, o eucalipto requer de seis a sete anos, enquanto uma usina de etanol de milho pode ser construída em dois anos, aproximadamente. Ou seja, para evitar o risco de desabastecimento, o planejamento da oferta de biomassa deve começar com pelo menos cinco anos de antecedência.

Algumas empresas estão bem posicionadas. A FS, por exemplo, tem mais de 80 mil hectares de base florestal própria em Mato Grosso, onde estão concentradas as suas usinas. “Temos autossuficiência para rodar todas as nossas unidades com florestas plantadas mais o nosso plano de expansão”, disse o CEO da empresa, Rafael Abud, em entrevista ao The AgriBiz neste mês.

A FS tem, inclusive, uma empresa só de ativos florestais, a FS Florestal, que em março um CRA (Certificado de Recebíveis do AGRONEGÓCIO) de R$ 500 milhões. A companhia também vem testando alternativas ao eucalipto, como o bambu, como fonte de energia.

A Enebra, especializada em eucalipto, levantou R$ 100 milhões em um CRA lastreado no contrato para abastecer a usina que a 3tentos está construindo em Porto Alegre do Norte (MT) — a empresa também fornece para a Inpasa, a líder no setor.

Também há modelos de terceirização, com empresas como a ComBio não apenas fornecendo a biomassa, mas assumindo a operação das caldeiras.

Além disso, parte das novas usinas adotam modelo híbrido — ou “flex” — no qual alternam matérias-primas, principalmente cana-de-açúcar e milho, com o bagaço da primeira servindo de biomassa. Será assim na usina da São Martinho em Quirinópolis (GO), após um investimento de R$ 1,1 bilhão anunciado no início do mês.

Para o JPMorgan, o desafio no suprimento da biomassa é, inclusive, um fator chave que impulsiona a implementação das usinas flex.

A importância das certificações

As pesquisadoras Luciane Bachion e Sofia Arantes, da Agroicone, dizem que há muito espaço para ampliar a produção de eucalipto sem avançar sobre a vegetação nativa.

“No etanol de milho, a maior parte da biomassa vem de eucalipto, que historicamente expande sobre áreas de pastagem degradada”, diz Bachion.

Guilherme Nolasco, presidente da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), reforça essa visão. Segundo ele, “foram incorporadas terras marginais consolidadas, mais arenosas e de baixa produtividade”.

Arantes lembra que as certificações estrangeiras exigidas na exportação do etanol, com due dilligences da procedência ambiental, evitam que o aumento da demanda gere desmatamento.

“Hoje em dia, ao escolher um fornecedor, uma trade ou um frigorífico precisam checar no Ibama para assegurar que nem a matéria-prima nem a biomassa vieram de desmatamento. E as grandes de biocombustíveis são severas na análise ambiental. Não querem nem que seja mais barato, pois o estresse pode ser enorme”, observa Silveira, da Abramilho.

A Agroicone estima que haja 110 milhões de hectares de terras regeneráveis no País. Para as pesquisadoras, esse saldo, combinado com os movimentos recentes da indústria e as inovações científicas, serão suficientes para evitar um cenário de escassez.

Fontes alternativas

Em outra frente, academia e empresas pesquisam fontes alternativas e microrganismos capazes de converter plantas — e até lixo — em biomassa.

“Em consequência da demanda apertada por cavaco, as usinas estão começando a testar opções, como resíduos agroindustriais e bambu”, diz Arantes, da Agroicone.

Algumas têm vantagens, como ciclos produtivos mais curtos — caso do bambu, que cresce em três a quatro anos, contra cinco a sete anos no eucalipto.

Em certos casos, a motivação é a falta de utilidade — por exemplo, o caroço de algodão, um resíduo da cotonicultura que pode ser usado como biomassa. Em outros casos, o ponto a favor é a ampla disponibilidade nos biomas brasileiros.

“A macaúba é uma palmeira nativa com alto rendimento de óleo que pode ser cultivada em áreas degradadas”, diz Felipe Cammarata, sócio da Bain & Company, em um relatório recente da consultoria sobre biocombustíveis.

No laboratório, a conta fecha, explica Gonçalo Pereira, coordenador do Laboratório de Genômica e BioEnergia da Unicamp.

“Toda a energia do mundo vem do sol, com raríssimas exceções da geotérmica e do urânio. A gente recebe 5,5 bilhões de exajoules de energia. Desses, 3,8 bilhões de exajoules chegam na superfície. E disso, a humanidade usa apenas 600 exajoules. Ou seja, somos incompetentes em converter a luz do sol em energia”, ele diz.

A biomassa, afirma, é onde a natureza estoca a energia solar. “Os fótons fazem a fotossíntese, que cria glicose e gera biomassa. A biomassa é uma bateria de carbono.”

Pereira atua em diversas frentes. Por exemplo, desenvolvendo microrganismos que melhoram a conversão das biomassas em etanol e biometano. Ou criando formas de gerar biogás a partir do lixo, como na Dinamarca.

Ele também tenta desenvolver biomassa baseada na palma e no agave, nativo do sertão — que, lembra Pereira, tem mais de 100 milhões de hectares. As plantas podem servir de fonte de energia ou serem convertidas em biocombustíveis.

A iniciativa está sendo testada no programa Brave, uma parceria entre Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Unicamp, Senai e Climatec, com investimento de R$ 100 milhões da Shell.

Informações: The AgriBiz.

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Soluções de automação mais avançadas do mundo serão implementadas pela Valmet no Projeto Sucuriú

Multinacional finlandesa fornecerá o estado da arte em automação na nova fábrica da Arauco 

A Arauco anunciou neste ano o Projeto Sucuriú, que consiste em uma nova unidade industrial, a maior do mundo construída em etapa única, e que terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de mercado por ano. A Valmet, multinacional líder em tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia, será a principal parceira tecnológica e fornecedora de equipamentos da nova unidade, que terá o mais alto nível de automação e digitalização do setor. 

A empresa finlandesa foi escolhida como fornecedora-chave por oferecer um portfólio completo e integrado, com tecnologias de ponta e uma ampla base instalada no setor. Ao todo, serão aproximadamente 60 mil sinais de interface de comunicação, 35 mil instrumentos, 30 mil metros de cabos de comunicação, 1004 núcleos de processamento em servidores em clusters redundantes e ambiente virtualizado e 323 gabinetes de automação que garantirão a conectividade da unidade industrial.

“A Valmet é líder na promoção de operações cada vez mais autônomas. Nossas soluções são desenvolvidas com base em uma combinação única de tecnologia de processos, serviços e automação. A inteligência incorporada nos equipamentos possibilitam operações mais previsíveis e autônomas, enquanto os serviços baseados em dados e o sistema de controle operacional permitirão otimizar custos, qualidade e produtividade em toda a unidade”, detalha o Diretor de Operações de Automação da Valmet,  Sérgio Bandeira Junior. 

Com a construção da nova unidade, a Arauco fortalece sua atuação no Brasil e reforça sua posição de destaque no mercado global, já que é uma das líderes mundiais em capacidade produtiva no setor. A fábrica terá controles de processos e simuladores para treinamentos operacionais e com a integração de soluções de conectividade, do processamento da madeira até o controle de qualidade da celulose, o que trará segurança e otimização para a operação e contribuirá para excelência na eficiência do uso de recursos. 

“A inclusão do software de gerenciamento de ativos – o FDM (Field Device Manager) – com integração à DTM e posteriormente FDI irá suportar uma correta tomada de decisão orientada na Indústria 4.0, no qual também terá um suporte pelo Valmet PlantTriage, um recurso para análises de performance de malhas de controles, no qual será possível realizar análises correlacionais de processos”, explica Leonardo Crociati, gerente executivo do projeto na Arauco.

O sistema de automação virtualizado Valmet DNAe é um dos primeiros a ser implementado no mundo, em uma escala da magnitude do projeto Arauco, e integrará todos os dados de processo da fábrica. Ele fornece recursos exclusivos de coleta e utilização de dados, permitindo decisões ágeis e assertivas. Ele fornece uma plataforma sólida para avançar em direção a operações mais digitalizadas e autônoma, totalmente baseada em web, consolidando um grande diferencial tecnológico, e a interface de usuário comum para controles, análises, configuração e manutenção traz uma das últimas novidades da Valmet, o conceito UX, que através de estudos aprofundados da metodologia de trabalho do cliente e seus principais objetivos buscam possibilitar uma operação mais segura, eficiente e ergonômica, proporcionando uma experiência personalizada para cada função da equipe da nova planta. A arquitetura do sistema possui cibersegurança por design, com controle de acesso baseado em função, autenticação, mecanismos de criptografia e recursos de auditoria para prevenção proativa de ameaças cibernéticas.

As aplicações de Internet Industrial — também chamadas de Indústria 4.0 — permitirão ajustes contínuos na curva de produção, com o suporte de diversas ferramentas analíticas. A nova fábrica da Arauco contará com um robusto pacote destas aplicações como: monitoramento da performance das plantas, ferramentas analíticas, análise de Troubleshooting, balanço da fábrica, rastreamento da qualidade em todas as áreas de processo, suporte remoto de especialistas de outros países, entre outras. Todas as ilhas de processo serão monitoradas e contarão com Controles Avançados de Processos (APCs),  que podem otimizar a capacidade produtiva ao reduzir variações operacionais e, consequen-temente, seus custos. Além disso, a operação contará com suporte remoto de especialistas de todo o mundo por meio do Valmet Performance Center. Simuladores de operação também serão utilizados em 16 áreas da fábrica, acelerando a curva de aprendizado das equipes e contribuindo para uma operação mais segura e assertiva. Para antecipar diferentes situações produtivas, a ferramenta Digital Twin permitirá a análise de múltiplos cenários, oferecendo suporte estratégico à tomada de decisão.

A aplicação Mill-Wide Optimization (MWO) será responsável por elevar a performance da planta em direção a uma operação cada vez mais autônoma. “A solução MWO modela o comportamento e as interações entre os diversos processos da planta, permitindo que a fábrica seja otimizada como um sistema integrado atingindo custos mínimos por tonelada de produção e a referida orquestração evita que ocorra subutilização de areas de processo, permitindo alinhar tais áreas às metas globais da operação extraindo a máxima performance possível de cada ilha, ao mesmo tempo em que se equilibra sustentabilidade ambiental com produção, qualidade e custo”, complementa Bandeira. 

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$ 4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Valmet: 

A Valmet possui uma base global de clientes em diversas indústrias de processo. Somos líderes globais no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia e, com nossas soluções de automação e Flow Controlatendemos uma base ainda mais ampla de indústrias de processo. Nossos mais de 19.000 profissionais em todo o mundo trabalham próximos aos nossos clientes e estão comprometidos em impulsionar o desempenho de nossos clientes – todos os dias. A empresa tem mais de 225 anos de história industrial e um forte histórico de melhoria e renovação contínuas. As vendas líquidas da Valmet em 2024 foram de aproximadamente 5,4 bilhões de euros. As ações da Valmet estão listadas na Nasdaq Helsinki e sua sede fica em Espoo, na Finlândia.

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Por meio da qualificação profissional, Suzano impulsiona carreiras em Ribas do Rio Pardo (MS)

Parcerias entre a companhia, Senai e Senac já resultaram na formação de mais de 1 mil profissionais, ampliando oportunidades e fortalecendo a economia da região

A mudança de carreira de Luciana Borges, 47 anos, de ex-comerciante para operadora industrial, ilustra como a chegada da Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, a Ribas do Rio Pardo (MS) abriu novas portas para trabalhadores da região. Mãe de três filhos e com mais de 15 anos no setor alimentício, ela decidiu se reinventar, aproveitando os cursos de qualificação oferecidos pela empresa em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Essa formação técnica foi o ponto de virada que lhe garantiu espaço em um segmento em desenvolvimento no município.

Recém-integrada à Linha de Fibras da Unidade Ribas do Rio Pardo como auxiliar de operação, Luciana já trabalha há três anos na Suzano. Ela relembra que ingressou no curso de especialização em Papel e Celulose oferecido pela companhia, em parceria com o Senai de Três Lagoas (MS). “Quando surgiu a oportunidade, eu sabia que precisava me dedicar ao máximo. A expectativa era que cerca da metade dos alunos e alunas seria contratada, então coloquei toda a minha energia para conquistar a vaga”, lembra.

Antes de fazer parte da equipe industrial da unidade, ela participou de um intenso período de capacitação e vivência prática, incluindo seis meses de treinamento na Unidade Três Lagoas, antes mesmo da inauguração da fábrica em Ribas do Rio Pardo. “Foi um aprendizado equivalente a anos de experiência. Entrei sem nunca ter trabalhado na indústria e saí com conhecimento técnico e prático para atuar na operação”, afirma.

Luciana Borges

Esse processo é o mesmo que a rio-pardense Tatielly Barbosa, 35 anos, passou para se formar. Ela trabalhava no comércio local quando, em 2021, surgiu a oportunidade de participar de um curso técnico oferecido pela companhia em parceria com o Senai. O processo de seleção, iniciado com entrevistas em agosto daquele ano, resultou em sua aprovação para o curso de Instrumentação, com duração de dez meses. A formação foi o ponto de virada em sua carreira. “A Suzano chegou num momento em que a cidade precisava muito desse crescimento. Esse curso me deu um novo objetivo de vida e me ajudou a superar um momento pessoal difícil”, conta.

Tatielly Barbosa

Desde a chegada da Suzano a Ribas do Rio Pardo, as histórias de Luciana e Tatielly se juntam a mais de 1 mil pessoas formadas em programas de qualificação profissional realizados em parceria com o Senai e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), atendendo às demandas dos setores industrial, florestal, comercial e de serviços. No eixo industrial e florestal, 772 profissionais concluíram cursos técnicos, especializações e treinamentos estratégicos em áreas como Química, Automação Industrial, Eletrotécnica, Mecânica, Celulose, Operação de Máquinas Agrícolas e Florestais e Manutenção de Sistemas. Já no comércio e serviços, 235 pessoas finalizaram 15 cursos de qualificação.

“Na Suzano, acreditamos que investir em qualificação profissional é investir no futuro das pessoas e no desenvolvimento das comunidades onde atuamos. Em Ribas do Rio Pardo, criamos oportunidades para que talentos locais possam se preparar, ingressar no mercado de trabalho e construir carreiras sólidas. Alinhados ao nosso direcionador, que diz que ‘só é bom para nós se for bom para o mundo’, essa transformação é resultado de um trabalho conjunto, que envolve parcerias estratégicas e um olhar atento para as necessidades da população. Seguimos comprometidos em oferecer caminhos de crescimento profissional que gerem impacto positivo duradouro, fortalecendo a economia e a qualidade de vida na região”, afirma Angela Aparecida dos Santos, gerente executiva de Gente e Gestão da Suzano.

Mudança de roteiro

Diferentemente das colegas da indústria, que precisaram fazer uma transição de carreira, os planos de Giovana Batista Raimundo, de 22 anos, foram redirecionados para o setor florestal. Nascida no estado de São Paulo e criada em uma fazenda em Ribas do Rio Pardo, a aptidão e vivência no campo a direcionavam para o curso de Medicina Veterinária. No entanto, as oportunidades de trabalho na área florestal da Suzano se apresentaram como a possibilidade de uma nova trajetória.

Em 2023, Giovana se inscreveu no curso de Operador(a) de Máquinas Florestais, com um mês de aulas teóricas e simuladores, seguidas por treinamentos práticos no campo totalizando sete meses de formação. “No simulador, eles definiram quem iria para a harvester e quem iria para a forwarder. Eu fui selecionada para operar a harvester. No início, conhecemos cada detalhe da máquina antes de colher a primeira árvore. Aos poucos, fomos ganhando confiança e autonomia”, relembra.

O desempenho durante o curso foi decisivo para sua contratação. Avaliações semanais de aprendizado e evolução prática garantiram a ela uma vaga na equipe de colheita florestal da Suzano. Há um ano e cinco meses na empresa, Giovana destaca o orgulho de ser mulher em um setor historicamente masculino. “Operar uma máquina florestal não é fácil, mas é gratificante. Antigamente quase não se via mulher na colheita; hoje já é mais comum, e isso me motiva ainda mais”, afirma.

Giovana Batista Raimundo

Assim como Giovana e Tatielly, Luciana Borges ressalta que a presença da Suzano em Ribas do Rio Pardo representa uma transformação para a economia local e para a vida de muitas famílias. “Oportunidades como essa mudam histórias. Jovens que acabaram de concluir o Ensino Médio já ingressam no mercado com salários competitivos e um plano de carreira estruturado. A Suzano aposta no desenvolvimento das pessoas e incentiva que cresçamos junto com a empresa”, acrescenta.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br

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Smurfit Westrock transforma embalagens para reduzir custos e emissões de CO2

Embalagens redesenhadas geram economia logística e ambiental e ajudam empresas a avançar em metas de descarbonização

São Paulo, 18 de setembro de 2025 – A Smurfit Westrock, líder global em embalagens sustentáveis, vem mostrando como a inovação em embalagens vai além da proteção do produto: ela é um fator estratégico na eficiência logística, na redução de custos e na diminuição de emissões de CO₂. Com uma abordagem baseada em dados e ferramentas próprias de análise da cadeia de suprimentos, a empresa tem desenhado soluções que eliminam espaços vazios no transporte, otimizam paletização, armazenagem e aumentam a eficiência operacional de seus clientes.

Nas operações globais da empresa 100% das embalagens são recicláveis e feitas com fibras de origem renovável ou reciclada. A companhia adota um sistema circular por natureza, considerando cada elo do ciclo de vida do produto para proporcionar o menor impacto possível ao planeta, com a ambição de criar soluções que não deixem resíduos para as futuras gerações.

Um exemplo concreto dessa estratégia é o projeto desenvolvido para uma produtora de frutas frescas com fazendas na região Nordeste. A empresa enfrentava desafios relacionados ao sobrepeso nas embalagens de melão de 10 kg e à folga entre paletes no transporte, o que resultava em perdas logísticas e riscos à integridade dos produtos. Com o redesenho das embalagens, que passou a contar com layout mais compacto, gramatura ajustada e cantoneiras voltadas para dentro, a Smurfit Westrock entregou uma solução mais leve, funcional e com maior ventilação interna, que contribuiu significativamente para a conservação dos frutos e para a otimização da cadeia como um todo.

O resultado foi a redução anual de 224 fretes no envio das frutas e de outros 54 fretes na entrega das embalagens, o que representa uma diminuição de mais de 32 toneladas de CO₂ por ano.

“Essas soluções só são possíveis graças ao processo de cocriação da Smurfit Westrock, principalmente com clientes, que considera desde a identificação da melhor fibra para proteger o produto até a entrega ao cliente final, integrando variáveis como tipo de transporte, tipo de armazenagem, empilhamento e visibilidade no ponto de venda. Nossa Inovação é criada no campo do cliente, a partir do nosso conhecimento de suas operações e do nosso interesse em seus objetivos de negócio”, explica Daniela Tavares, diretora comercial, marketing e inovação da Smurfit Westrock.

A executiva ressalta que ao seguir o conceito Qualidade que Vai Longe, a companhia reforça seu compromisso com o desempenho, a durabilidade e a eficiência das soluções. “Ao otimizar o design das embalagens com foco logístico e ambiental, contribuímos diretamente para que nossos clientes alcancem suas metas de sustentabilidade, com ganhos reais em eficiência operacional e redução de emissões, além de sermos a economia circular em ação”, conclui.

Sobre a Smurfit Westrock  

A Smurfit Westrock é um líder global de embalagens sustentáveis, com presença em mais de 40 países e 100.000 funcionários. Possui mais de 500 operações de conversão e 63 fábricas de papel que oferecem soluções sob medida para clientes, com qualidade e confiabilidade. No Brasil, conta com 4.000 colaboradores e está presente em seis estados brasileiros, com 6 máquinas de papel, 9 fábricas de conversão e 54 mil hectares de floresta.  

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Voith Paper celebra Dia do Papeleiro e valoriza a força de quem move a indústria

Com mais de 150 anos de expertise, a empresa segue ao lado dos fabricantes de papel, oferecendo inovação, proximidade e suporte especializado

SÃO PAULO, Brasil. No Dia do Papeleiro, celebrado em 20 de setembro, a Voith Paper presta homenagem a todos os profissionais que fazem parte de uma das indústrias mais tradicionais e ao mesmo tempo mais inovadoras do Brasil.

Parceira histórica do setor, com mais de 150 anos de expertise global e sólida presença no país, a companhia se orgulha de caminhar lado a lado com os fabricantes de papel, oferecendo tecnologias de ponta, serviços especializados e suporte próximo para que a cadeia produtiva seja cada vez mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios do futuro.

Com um portfólio completo que vai desde máquinas de última geração até serviços de reparo, reformas e manutenção, a Voith Paper se destaca pelo atendimento consultivo e pela dedicação de sua equipe técnica, disponível 24 horas por dia para apoiar os clientes em todas as etapas do processo produtivo.

Esse relacionamento próximo, baseado na confiança e na troca constante de conhecimento, garante soluções sob medida que aumentam a confiabilidade dos equipamentos, prolongam sua vida útil e contribuem para uma operação mais sustentável, reduzindo a necessidade de substituições e o consumo de recursos naturais.

A inovação sempre esteve no DNA da Voith Paper, que foi pioneira ao introduzir conceitos de automação e digitalização na indústria papeleira e que hoje dá passos decisivos rumo à chamada fábrica de papel autônoma. Integrando tecnologias inteligentes, como sensores avançados, câmeras, plataformas em nuvem e ferramentas de análise em tempo real, a Voith possibilita ajustes dinâmicos e automatizados que otimizam o desempenho das máquinas, economizam energia e matérias-primas e tornam o ambiente de trabalho mais seguro e atrativo para os operadores.

O resultado disso é uma produção de papel altamente eficiente, confiável e capaz de responder aos principais desafios da atualidade, como a escassez de mão de obra qualificada e a busca por competitividade em escala global.

Mais do que fornecedora de equipamentos, a Voith Paper se posiciona como parceira estratégica de longo prazo, apoiando seus clientes em cada etapa da jornada rumo a processos produtivos mais modernos e responsáveis. Essa atuação vai muito além da introdução de novas tecnologias: é o compromisso de construir, junto com os papeleiros brasileiros, um setor mais inovador, rentável e sustentável.

“Neste 20 de setembro, a Voith Paper reforça seu orgulho em fazer parte da história da indústria e nossa determinação em continuar impulsionando o futuro do papel no Brasil. O Dia do Papeleiro é uma oportunidade de reconhecer a importância desses profissionais que são a alma da indústria. Para a Voith Paper, estar ao lado dos fabricantes de papel significa mais do que oferecer tecnologia: é caminhar juntos em busca de eficiência, sustentabilidade e inovação.”, afirma Antonio Lemos, presidente da Voith Paper na América do Sul.

Sobre o Grupo Voith

O Grupo Voith é uma empresa de tecnologia com atuação global. Com seu amplo portfólio de sistemas, produtos, serviços e aplicações digitais, a Voith estabelece padrões nos mercados de energia, papel, matérias-primas, e transporte e automotivo. Fundada em 1867, a empresa atualmente tem cerca de 22.000 colaboradores, gera € 5,2 bilhões em vendas e opera filiais em mais de 60 países no mundo inteiro, o que a coloca entre as grandes empresas familiares da Europa.

A Divisão do Grupo Voith Paper integra o Grupo Voith. Como fornecedora completa para o setor papeleiro, oferece a mais ampla gama de tecnologias, serviços e produtos ao mercado, fornecendo aos fabricantes de papel soluções holísticas a partir de uma única fonte. O fluxo contínuo de inovações da empresa possibilita uma produção que conserva recursos e ajuda os clientes a minimizar sua pegada de carbono. Com os produtos de automação e as soluções de digitalização líderes de mercado do portfólio Papermaking 4.0, a Voith oferece aos seus clientes tecnologias digitais de ponta para aumentar a disponibilidade e eficiência de fábricas em todas as etapas do processo produtivo.

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Suzano abre inscrições para visita da comunidade às operações da Unidade Ribas do Rio Pardo (MS)

A primeira edição do Suzano de Portas Abertas em Ribas do Rio Pardo ocorre no dia 20 de setembro; as pessoas interessadas podem se inscrever presencialmente até o dia 16 na Casa do Trabalhador do município

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, abriu as inscrições para moradores e moradoras da cidade que desejam conhecer as operações florestais e industriais da Unidade Ribas do Rio Pardo (MS). As pessoas interessadas devem se inscrever presencialmente até a próxima terça-feira (16/09), na Secretaria de Empreendedorismo, na Casa do Trabalhador, localizada na Rua Cornélia Anconi Bunazar, número 1638, bairro Vista Alegre. Com a iniciativa, chamada de Programa Suzano de Portas Abertas, a empresa visa estreitar ainda mais o relacionamento com a comunidade local.

Ao todo, serão oferecidas 176 vagas para conhecer por dentro a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, bem como o Viveiro de Mudas da companhia, que fica ao lado da fábrica. Todas as pessoas interessadas acima de 18 anos podem se inscrever para participar, e adolescentes a partir de 14 anos acompanhados(as) por um(a) responsável. A confirmação da vaga ocorrerá conforme a ordem de inscrição, e as inscrições serão validadas pela organização.

“A Suzano acredita que a transformação vivida por Ribas do Rio Pardo só faz sentido quando é compartilhada com quem faz parte desta história. Durante a construção, recebemos a comunidade nas obras e, agora, temos a alegria de abrir as portas para que vejam a fábrica pronta. Esse é um momento de orgulho: queremos que moradoras e moradores se reconheçam nessa conquista, já que acompanharam cada etapa como parceiros. O Programa Suzano de Portas Abertas foi criado justamente para fortalecer esse pertencimento e aproximar ainda mais a comunidade das nossas operações”, afirma Anderson Polarini, gerente de Comunicação e Marca da Suzano em Mato Grosso do Sul.

A primeira edição do Suzano de Portas Abertas em Ribas do Rio Pardo será realizada no dia 20 de setembro (sábado). As pessoas cujas inscrições forem validadas devem comparecer à Praça Parque Dos Ipês, na Avenida das Bandeiras, às 08h30, ponto de encontro escolhido para transporte até as operações da empresa. O roteiro inclui um tour pelo Viveiro de Mudas e uma volta por todo o perímetro da fábrica, visualizando as etapas do processo de produção de celulose. A duração estimada é de aproximadamente uma hora, com divisão dos grupos de acordo com a quantidade de ônibus disponíveis.

Unidade Ribas do Rio Pardo

Maior investimento da companhia em seus 101 anos de história, a unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo foi inaugurada em 21 de julho de 2024 e contou com R$ 22,2 bilhões aplicados na construção da fábrica, na base florestal e na estrutura logística. Com capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano, a unidade é considerada a maior fábrica de celulose em linha única do mundo.

Em menos de um ano de operação, a unidade alcançou marcos históricos, como o primeiro milhão de toneladas em menos de seis meses e, em 7 de junho de 2025, atingiu a marca de 2 milhões de toneladas produzidas. O empreendimento elevou a capacidade instalada da Suzano para 13,4 milhões de toneladas anuais e conta com cerca de 3 mil colaboradores diretos, entre próprios e terceiros, reforçando seu papel estratégico para o mercado global e para o desenvolvimento socioeconômico da região.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br

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Suzano registra 202 novas espécies de animais silvestres em suas áreas florestais de Mato Grosso do Sul

Ao aliar manejo sustentável a iniciativas de conservação da biodiversidade, companhia registrou aumento de 44,2% no número de espécies registradas no estado

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, celebra o marco de 202 novas espécies de animais silvestres registradas em suas áreas florestais de Mato Grosso do Sul. O grande volume de animais, observados a partir dos monitoramentos realizados ao longo de 2024, atesta as boas práticas de manejo florestal e a eficiência das ações de conservação da biodiversidade adotadas pela empresa no estado, resultando em um aumento de 44,2% de espécies catalogadas em comparação ao ano anterior, quando foram registradas 140 novas espécies da fauna regional e migratórias.

“A Suzano acredita que o desenvolvimento precisa caminhar junto com a conservação dos recursos naturais e o resultado do nosso programa de monitoramento da fauna nos mostra que estamos no caminho certo. Ao aliarmos técnicas de manejo sustentável em nossas operações florestais, com o plantio de mosaico, às nossas ações de conservação ambiental, como a restauração de áreas nativas, implantação de corredores ecológicos, entre outros, estamos contribuindo para a proteção deste que é um dos principais biomas brasileiros, o Cerrado, e toda a sua rica fauna”, ressalta Beatriz Barcellos Lyra, coordenadora de Sustentabilidade da Suzano.

Desde o início do Programa de Monitoramento da Fauna, foram mais de 1,2 mil espécies registradas em algum momento em áreas da Suzano no estado, sendo 47 ameaçadas de extinção. Já entre as espécies catalogadas no último levantamento, estão 167 espécies de aves, 24 mamíferos, quatro répteis e sete anfíbios. O programa identificou ainda a presença de 11 espécies ameaçadas de extinção em um período de 24 meses. Entre elas, estão o cervo-do-pantanal; tamanduá-bandeira; tatu-canastra; perna-amarela, maçarico-de-sobre-branco, lobo-guará e gato-mourisco.

“O registro desses animais atesta a qualidade das nossas áreas, uma vez que, em muitos casos, os registros são recorrentes, demonstrando que as espécies encontraram em nossas florestas um ponto seguro e rico em alimentos para seus habitats ou como ponto de parada no processo de migração. Além disso, muitas dessas espécies são de extrema importância para o equilíbrio ecológico e a conservação delas, essencial para a manutenção da nossa biodiversidade”, completa Beatriz.

Entre as espécies migratórias registradas na empresa, pode-se destacar a presença do maçarico-de-sobre-branco (Calidris fuscicollis) e o maçarico-de-perna-amarela (Tringa flavipes), espécies ameaçadas neárticas (região que inclui América do Norte e Groelândia), que utilizaram áreas da Suzano como ponto de migração em 2024. Além de animais silvestres, também foram catalogadas 136 novas espécies de plantas nativas do Cerrado, o que atesta a diversidade ambiental das áreas conservadas da empresa.

Programas de Conservação

Para fortalecer as ações de conservação do Cerrado, a Suzano mantém, em parceria com o ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), o Projeto Canastras e Eucaliptos, com o objetivo de proteger este gigante da fauna latino-americana – Chegando a pesar até 60 quilos, o Tatu-Canastra é o maior do mundo da espécie. Até o momento, dois indivíduos da espécie foram capturados para triagem clínica, instalação de amostras biológicas e instalação de GPS que irá colaborar para compreender os hábitos da espécie.

Corredores ecológicos

Em Mato Grosso do Sul, a companhia mantém 1,136 milhão de hectares de áreas florestais, dos quais 327 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade. A empresa está implantando um corredor ecológico na região e, dentro das suas áreas produtivas, está intercalando faixas de eucalipto com nativas ou recuando parte do plantio para inserir uma faixa de vegetação nativa. Esses são os modelos biodiversos que permitem a passagem da fauna e interligação das áreas de conservação.

Essa estratégia integra uma das metas de longo prazo da companhia, que visa conectar 500 mil hectares de matas nativas por meio de corredores de biodiversidade nos biomas da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica até 2030. Desde o início das operações da companhia em Mato Grosso do Sul, já foram mais de 1,2 mil hectares de áreas nativas restauradas ou em processo de restauração pela companhia.

Sobre a Suzano 

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br

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Produtos não madeireiros têm potencial para financiar projetos de reflorestamento

Estudo identifica 167 espécies nativas da Mata Atlântica com aplicação bioeconômica: 58% na área médica, 12% em cosméticos e 5% no setor alimentício; 78 espécies (46,7%) têm patentes registradas em 61 países, apenas 8% delas no Brasil

Um obstáculo considerável para a restauração florestal é o custo, o que tem suscitado discussões nos últimos anos sobre como viabilizar economicamente sua execução. Como o manejo de madeira nativa, a obtenção de créditos de carbono e o pagamento por serviços ecossistêmicos são soluções de longo prazo – sendo as duas últimas com mercado ainda incipiente –, um grupo de pesquisadores propõe a exploração de produtos florestais não madeireiros com valor agregado como opção para obter renda das áreas de recomposição florestal.

Em artigo publicado na revista Ambio, o grupo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) aponta que 59% das espécies de plantas amostradas na região do Vale do Paraíba do Sul têm algum potencial bioeconômico.

“A vantagem do manejo de produtos não madeireiros é que ele se baseia na coleta de folhas, galhos, sementes e frutos, constituindo um manejo não destrutivo, mantendo a floresta de pé e podendo trazer ganhos em médio prazo”, afirma Pedro Medrado Krainovic, primeiro autor do estudo realizado como parte de pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP com bolsa da FAPESP.

O trabalho também foi apoiado por meio de dois Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs), o BIOTA Síntese e o Estratégia Mata Atlântica (CCD-EMA), além do projeto NewFor, que integra o Programa BIOTA FAPESP.

Os pesquisadores analisaram parte do banco de dados do NewFor – 46 parcelas de 900 metros quadrados (m2) de floresta presentes no Vale do Paraíba do Sul, região entre os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Nessas áreas delimitadas, foram identificadas todas as árvores com diâmetro acima de 5 centímetros na altura do peito. A área total amostrada foi de 41.400 m2.

Entre as 329 espécies encontradas no levantamento, 283 eram nativas. Destas, 167 (59%) têm algum potencial bioeconômico, de acordo com uma busca que os pesquisadores realizaram de estudos sobre as plantas encontradas, como trabalhos de química analítica, estudos in vitro e in vivo, pré-clínicos e clínicos e de práticas de silvicultura. Das espécies com potencial, 58% têm potencial médico, 12% cosmético e 5% alimentício. Em apenas 13% dos estudos chegou-se ao estágio de produto final. A araucária (Araucaria angustifolia) e a juçara (Euterpe edulis), conhecidas por fornecerem alimentos, foram algumas das espécies que apareceram em mais estudos.

Os pesquisadores realizaram ainda uma estimativa do interesse mercadológico por meio da busca por patentes depositadas no mundo inteiro a partir das plantas encontradas. Nesse quesito, 78 espécies (46,7%) têm patentes registradas em 61 países, apenas 8% delas no Brasil.

“O número de patentes é uma evidência do potencial econômico dessas espécies. Ele nos dá uma dimensão do que já pode suscitar interesse e potencial comercial, enquanto as que não possuem patente demonstram quanto ainda pode ser encontrado por meio de pesquisa e desenvolvimento, como novas moléculas medicinais, cosméticas e mesmo alimentos”, explica Krainovic.

Opção econômica

Segundo os autores, a exploração de produtos não madeireiros constitui uma forma de amortizar os custos da restauração, mesmo quando outro objetivo econômico está definido, como a extração de madeira nativa. Uma vez que as espécies madeireiras mais valiosas têm longos ciclos de vida, a exploração de produtos não madeireiros pode ser uma fonte intermediária de receita enquanto a madeira não está pronta para ser extraída.

Além disso, a exploração de madeira, segundo o Código Florestal, é proibida em áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios, encostas íngremes e topos de montanhas. Em projetos de recuperação dessas áreas, em grande déficit no Brasil, o manejo sustentável de baixo impacto para a extração de produtos não madeireiros pode ser uma opção econômica para financiar o próprio reflorestamento, adicionando multifuncionalidade a florestas nativas que já cumprem importante função ecossistêmica, como provisão de água, proteção do solo, sequestro de carbono e polinização.

“É preciso considerar que o objetivo final da restauração de ecossistemas é o retorno da provisão de serviços ecossistêmicos, importantes inclusive para a atividade agropecuária. Buscar formas sustentáveis de viabilizar esses projetos, porém, é uma maneira de tornar a restauração mais atrativa para os produtores rurais”, pontua o pesquisador (leia mais em: agencia.fapesp.br/55340) .

Qualificação do trabalho

Os projetos de reflorestamento com espécies nativas são conhecidos ainda por gerar um grande número de empregos que não demandam qualificação. Um estudo de 2022 publicado na revista People and Nature da British Ecological Society, que tem entre os autores alguns dos membros do trabalho atual, estimou que o Brasil pode gerar 2,5 milhões de empregos se atender à meta, estabelecida no Acordo de Paris, de restaurar 12 milhões de hectares até 2030.

No entanto, é preciso considerar que a exploração de ativos florestais precisa levar em conta planos de manejo e regulação do mercado que não levem à superexploração das espécies e que acabem incentivando o desmatamento em vez da recuperação. Um exemplo do passado é o do pau-rosa (Aniba rosaeodora), árvore amazônica valorizada por seu óleo essencial, utilizado na indústria de perfumaria fina, que teve seu pico de exploração nas décadas de 1940 e 1950. Hoje a espécie está ameaçada de extinção.

Os pesquisadores citam ainda medidas como compras públicas, certificações e outras políticas que poderiam contribuir para a abertura de mercados sustentáveis para os produtos não madeireiros.

O cruzamento das bases de dados utilizadas no estudo (abundância das espécies amostradas, potencial de uso relatado na literatura científica e patentes registradas) pode ser usado em outros biomas brasileiros a fim de orientar futuros projetos de restauração florestal.

“Espécies raras, pouco abundantes, mas com bastante potencial econômico, poderiam ser adicionadas a projetos de restauração ativa, com plantio de mudas. Por sua vez, espécies abundantes e de fácil manejo, que nascem naturalmente, podem ser mais bem estudadas para que se encontrem usos econômicos, empilhando valores tangíveis e intangíveis das florestas e das espécies nativas e criando a multifuncionalidade ecológica-econômica”, aponta Krainovic.

O artigo Bioeconomic opportunities in restored tropical forests pode ser lido em: https://link.springer.com/article/10.1007/s13280-025-02234-5.

Informações: Agência FAPESP.
 

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