Durante décadas, a imagem mais comum da silvicultura brasileira esteve associada a homens com foices nas mãos, subindo e descendo encostas íngremes para cortar a vegetação que cresce entre as linhas de eucalipto. Um trabalho essencial, mas extenuante e arriscado. Hoje, esse cenário começa a mudar de forma definitiva com a chegada da roçada mecanizada em áreas de alta declividade, um avanço que reposiciona o país na fronteira tecnológica do manejo florestal.
Colocamos em operação, no Vale do Paraíba (SP), o primeiro equipamento capaz de realizar a roçada mecanizada em terrenos com inclinação de até 45° frontal e 28° lateral. O modelo, inédito no Brasil, substitui com segurança e eficiência uma das etapas mais desafiadoras do cultivo de eucaliptos, marcando um divisor de águas na mecanização das atividades silviculturais.
Mais do que um ganho operacional, a inovação representa uma transformação estrutural. A mecanização elimina a exposição de trabalhadores a áreas de risco, aumenta a produtividade e promove a precisão no manejo. Ao mesmo tempo, a operação mecanizada em declives amplia a competitividade das empresas florestais, reduz custos e eleva os padrões de qualidade da silvicultura nacional.
Essa evolução está alinhada ao novo momento do setor de árvores cultivadas no Brasil. Segundo o Relatório da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) 2024, o país ultrapassou 10,2 milhões de hectares plantados, com o eucalipto representando 76% do total. O setor é responsável por 2,69 milhões de empregos diretos e indiretos, planta 1,8 milhão de árvores por dia e gera 87% da energia que consome a partir de fontes renováveis. É uma indústria que cresce sustentavelmente, investindo em inovação, tecnologia e pesquisa.
A mecanização da roçada em terrenos complexos surge, portanto, como um passo natural e necessário nessa jornada de modernização. Se no passado a limitação técnica impunha fronteiras à expansão das operações mecanizadas, hoje o setor florestal se reinventa para vencer inclinações e desafios antes restritos ao trabalho manual.
Ao adotar o equipamento de roçada mecanizada em alta declividade, o Brasil reforça sua posição no mercado. A mecanização é a ponte entre produtividade e segurança, entre o valor econômico e o respeito à vida. Cada hectare roçado de forma mecanizada representa menos esforço humano em condições adversas e mais inteligência aplicada ao campo.
O futuro da silvicultura brasileira passa, inevitavelmente, por essa transformação. O avanço tecnológico deve caminhar lado a lado com o compromisso humano de produzir com eficiência, conservar com responsabilidade e evoluir com sustentabilidade.
*Paulo Gustavo de Souza é Gerente de Silvicultura da Reflorestar Soluções Florestais.
A silvicultura é um segmento bastante consolidado no Brasil. De acordo com o mais recente relatório do Instituto Brasileiro de Árvores (Ibá), em 2024 o país contava com 10,52 milhões de hectares da área plantada, sendo 8,1 milhões de hectares com eucalipto e 1,9 milhões de hectares com pinus. Já araucária e outras espécies, somadas, representam 500 mil hectares. Minas Gerais, hoje, é o maior produtor de eucalipto, com 2,2 milhões de hectares, e o segundo maior estado em área plantada é o Mato Grosso do Sul, com 1,5 milhão de hectares. Ainda segundo o relatório, o MS é, atualmente, o principal eixo de expansão da silvicultura no Brasil -dos 234 mil novos hectares, 80% estão no estado do Centro-Oeste.
Eucalipto e pinus são caracterizados por um ciclo de cinco a seis anos, o que representa um reflorestamento de cerca de 2 milhões de hectares anuais, já que a área plantada hoje é de pouco mais de 10 milhões. Contudo, os primeiros 150 dias são fundamentais para o desenvolvimento das árvores, porque é nesse período que ocorre a fase de estabelecimento das mudas. Nela, vários fatores determinam se a planta vai se adaptar bem e garantir um bom crescimento futuro, como formação do sistema radicular e alta vulnerabilidade a estresses bióticos e abióticos, como insetos, formigas cortadeiras, nematóides, doenças e plantas daninhas. Estas últimas, requerem um manejo bastante específico com herbicidas, para evitar que elas prejudiquem o crescimento da planta. Cada vez mais, os produtores florestais reconhecem a importância do investimento em herbicidas inovadores e tecnológicos.
Já que as invasoras competem por água, luz solar, nutrientes e espaço nesta fase inicial do reflorestamento, dificultando o crescimento das mudas e os tratos culturais, prejudicando o desempenho das máquinas e aumentando o risco de incêndios florestais em áreas com acúmulo de biomassa. Entre as principais estão: capim-brachiária (Brachiaria Decumbens) e brachiarão (Brachiaria brizantha).
A primeira é conhecida por sementes pequenas e leves, com alta capacidade de dispersão e de formar banco de sementes no solo, com agressividade durante o seu estabelecimento, sufocando mudas jovens, reduzindo drasticamente a sobrevivência das mudas de eucalipto e pinus nos primeiros meses, especialmente em solos mais pobres. Enquanto o brachiarão conta com sementes com alta persuasão no solo, potencial de exploração de água e nutrientes em camadas mais baixas e resistência à seca, favorecendo a entrada de pragas e doenças nas mudas. No entanto, a formiga é a praga que traz mais prejuízo à floresta e, para que haja o controle dos formigueiros, é necessário que os mesmos estejam visíveis e, para que isto aconteça, é preciso retirar as plantas daninhas do local.
Além do uso de herbicidas com alta eficácia no controle, que podem ter aplicação necessária até 120 dias pós-plantio das mudas, outras iniciativas são importantes para o estabelecimento das mudas nos primeiros cinco meses de vida: entre eles, podemos elencar o preparo adequado do solo, a correção de fertilidade, com uma adubação equilibrada e o monitoramento da área, para identificar se há a presença de alguma praga, doença ou invasora e já realizar o controle direto na planta.
No entanto, hoje, além da exigência do mercado por madeiras de melhor qualidade, a sustentabilidade está no centro das atenções do setor. Dessa forma, há uma demanda crescente por herbicidas que não sejam somente eficazes, mas que permitam a redução das doses por hectare para cumprir a mesma função dos defensivos tradicionais. Isto contribui para otimizar a logística e o armazenamento nas fazendas, já que, por ser mais concentrado, demanda menor volume de galões e reduz a quantidade de embalagens vazias a serem devolvidas.
Assim, o futuro da silvicultura brasileira passa pelo equilíbrio entre produtividade, tecnologia e responsabilidade ambiental. Investir em práticas de manejo adequadas nos primeiros meses do plantio e adotar herbicidas mais modernos e sustentáveis são passos fundamentais para garantir o pleno desenvolvimento das mudas, a redução de perdas e a oferta de madeira de alta qualidade, fortalecendo ainda mais a competitividade do setor florestal no Brasil e no mundo.
*Thaís de Camargo Lopes é Engenheira Florestal, Mestre em Agronomia com MBA em Gestão Florestal e Gestão de Negócios. É Gerente de Marketing Regional para Floresta e Pastagem na Corteva Agriscience.
Com celulose na liderança, MS alcança superávit de US$ 6,34 bilhõesCom retração nas importações e alta de 4,5% nas vendas externas, Estado mantém saldo positivo até setembro
Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 6,34 bilhões na balança comercial entre janeiro e setembro de 2025, conforme a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O resultado foi impulsionado pelo aumento das exportações e pela redução das importações, consolidando o Estado como exportador de commodities. O saldo é 10,84% maior que o apurado no mesmo período do ano passado.
As exportações somaram US$ 8,18 bilhões, alta de 4,5% em relação a 2024, enquanto as importações caíram 12,75%, totalizando US$ 1,83 bilhão. O desempenho positivo reflete o avanço da indústria florestal e da pecuária, além da menor compra de gás natural boliviano, que reduziu gastos e ampliou o saldo comercial. A celulose, pela primeira vez, ultrapassou a soja e lidera as vendas externas do Estado.
A celulose respondeu por 29,22% do total exportado, seguida pela soja (25,58%) e pela carne bovina (15,92%). O setor pecuário ampliou sua participação em relação a 2024, quando representava 11,25%, e confirma a recuperação do mercado de proteína animal. Em contrapartida, açúcares e melaços recuaram de 8,31% para 6,57%, e farelos de soja diminuíram de 7,09% para 4,36%, conforme o levantamento.
Nas importações, o gás natural da Bolívia manteve liderança, mas com redução de 33,03% no valor e 30,69% no volume comprado. Entre janeiro e setembro de 2024, foram adquiridas 2,86 milhões de toneladas de gás, que somaram US$ 874,5 milhões, contra 2,1 milhões de toneladas e US$ 606,1 milhões neste ano. A diminuição é atribuída ao menor consumo interno e à mudança no perfil industrial.
A China segue como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com 46,11% de participação e compras que totalizaram US$ 3,76 bilhões até setembro. O valor é 1,73% superior ao do mesmo período de 2024, embora a fatia no total exportado tenha caído levemente. Os Estados Unidos continuam em segundo lugar, mas com redução de 6,02% para 5,21% no volume importado.
Segundo o secretário Jaime Verruck, o resultado confirma a solidez da economia estadual, sustentada pela produção de celulose, soja e carnes. Ele destacou que o desempenho reflete o conjunto de indicadores favoráveis e a posição consolidada de Mato Grosso do Sul como Estado essencialmente exportador.
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos, está prestes a iniciar as operações de sua nova fábrica de papel tissue em Aracruz. Com investimento de R$ 650 milhões, a unidade consolida o Espírito Santo como polo estratégico da companhia no setor de bens de consumo, completando no estado toda a cadeia de produção do papel — do eucalipto ao porto.
Com a nova planta, o Espírito Santo passa a reunir todas as etapas do processo industrial: cultivo do eucalipto, produção de celulose, fabricação do papel, conversão e escoamento via porto. “O estado passa a ter a cadeia completa da fabricação do papel. Do cultivo das florestas à exportação. É algo que antes só existia no Maranhão, mas lá com distâncias de mil quilômetros entre fábrica e porto. Aqui, tudo está integrado”, explica Luís Bueno, vice-presidente executivo de Bens de Consumo e Relações Corporativas da Suzano.
Nova unidade amplia presença e eficiência logística
Segundo o executivo, a decisão de investir em Aracruz foi estratégica e reforça o papel do Espírito Santo como elo logístico e produtivo no mapa da empresa.
“Essa nova fábrica faz com que o Espírito Santo passe a ter toda a cadeia de produção do papel completa. Tudo começa com o eucalipto cultivado no estado, que é processado em celulose na planta de Aracruz. A partir daí, a celulose é transformada em papel — uma etapa que até agora não existia no Espírito Santo. Essa é justamente a lacuna que a nova unidade vem preencher, já que a fábrica de Cachoeiro atua apenas na conversão, transformando as bobinas em produtos finais como papel higiênico. Agora, o papel produzido em Aracruz seguirá para Cachoeiro, fechando o ciclo produtivo dentro do próprio estado. E há um diferencial importante: o Espírito Santo é um dos poucos lugares do país onde toda essa cadeia – da floresta ao porto – está concentrada no mesmo território, com o porto literalmente integrado à operação industrial.”
A nova fábrica de Aracruz será responsável pela produção de 60 mil toneladas anuais de papel tissue, com dois equipamentos de conversão que permitirão fabricar 30 mil toneladas de papéis higiênicos por ano — incluindo as marcas Neve, Mimmo® e Max Pure®.
Segundo Bueno, o projeto representa ganhos operacionais e ambientais. “Ao construir uma fábrica de papel dentro de uma planta de celulose, reduzimos drasticamente o transporte e o consumo energético, aproveitando toda a infraestrutura já existente. Isso traz ganhos logísticos, econômicos e ambientais importantes”, afirma.
Além de abastecer o Espírito Santo, a nova unidade atenderá clientes do Sudeste e do Centro-Oeste, incluindo Distrito Federal, Goiás e Tocantins, reforçando a posição do estado como centro regional de distribuição.
Com tecnologia italiana de ponta, a unidade de Aracruz será a primeira da Suzano a incorporar um sistema de captação do pó gerado durante o processo de produção – medida que reduz emissões e melhora a qualidade do ar nas instalações. O projeto também reforça a meta de zero resíduo e o compromisso da companhia com práticas sustentáveis.
“A evolução tecnológica dessa fábrica é impressionante. Hoje temos câmeras com inteligência artificial que monitoram o processo e fazem ajustes automáticos para otimizar a produção. Isso garante eficiência energética e maior produtividade”, detalha o vice-presidente.
Com a nova fábrica, a Suzano conclui um ciclo de R$ 1,1 bilhão em investimentos no Espírito Santo, que inclui ainda a substituição da Caldeira de Biomassa do Parque Industrial de Aracruz — iniciativa que reduziu emissões de gases de efeito estufa e ampliou a eficiência energética da planta.
A nova unidade será inaugurada oficialmente no dia 18 de novembro de 2025 e marca mais um passo da estratégia da Suzano de diversificar negócios e ampliar a presença no mercado nacional. “Daqui a cinco anos, acredito que teremos de discutir expansões. A fábrica nasceu com vocação para crescer”, antecipa Bueno.
O setor chegou a 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas, ultrapassou os sete milhões de hectares de florestas nativas conservadas, exportou US$ 15,7 bilhões em artigos florestais e produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose
O setor de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração de nativas conquistou novos recordes em 2024. O setor chegou a 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas, ultrapassou os sete milhões de hectares de florestas nativas conservadas, exportou US$ 15,7 bilhões em artigos florestais e produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose.
Esses e muitos outros dados acabam de ser publicados no Relatório Anual da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), documento que traz os principais indicadores do setor e está disponível gratuitamente em iba.org. A publicação tem o apoio da consultoria ESG Tech e parceria com a startup Canopy Remote Sensing Solutions para os dados de área plantada e conservada a partir do mapeamento de imagens via satélite.
O relatório esmiúça os dados de produção, exportação, plantação, conservação e os indicadores de sustentabilidade de um segmento que ganha crescente participação na economia nacional, enquanto se consolida como referência da bioeconomia global. | iba.org/publicacoes
Em 2024, mostra o documento, a área plantada pelo setor cresceu 234 mil hectares, sendo 187,9 mil hectares no Mato Grosso do Sul, estado que desponta como fronteira de expansão da indústria. Esse crescimento acontece sobre áreas antropizadas, de forma a transformar pastos de baixa produtividade em plantações produtivas, que ainda prestam valiosos serviços ecossistêmicos, como a recuperação do solo, dos recursos hídricos, a recuperação da biodiversidade e a remoção de carbono da atmosfera.
No campo econômico, o Brasil se manteve como o maior exportador de celulose do mundo e segundo maior produtor. As exportações do setor, que incluem também placas, diversos tipos de papéis, entre inúmeros outros produtos, têm o mundo como destino. No ano passado, a indústria teve uma receita bruta de aproximadamente R$ 240 bilhões, superando a média nacional de crescimento, garantindo mais de 700 mil empregos diretos e mais de 2 milhões de postos de trabalho diretos e indiretos.
Ibá — Faça chuva ou faça sol, plantamos diariamente 1,8 milhão de mudas que, ao crescerem, sequestram carbono da atmosfera e o estocam em sua biomassa, sendo assim essenciais para o combate ao maior desafio de nossos tempos: a emergência climática— diz Paulo Hartung, presidente da Ibá. —Os números de 2024 comprovam a relevância do setor para a agenda ambiental e também para a economia nacional, com geração de empregos e desenvolvimento de municípios país adentro. A indústria de árvores cultivadas é um exemplo de bioeconomia competitiva, sustentável e inovadora—.
Ibá — A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas para fins industriais e de restauração, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 50 empresas e dez entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas. Esse é um setor protagonista da bioeconomia de larga escala, oferecendo soluções para um mundo que precisa descarbonizar com serviços ecossistêmicos, como a remoção de carbono, e dando origem
Pela primeira vez, MS Florestal fomenta programa que tem como diferencial a contratação garantida
Em um movimento inédito dentro da companhia, a MS Florestal está abrindo vagas para Operador(a) de Máquina Florestal Trainee, em Água Clara (MS). Diferente dos modelos tradicionais de capacitação, o programa garante contratação imediata em regime CLT, oferecendo estabilidade, formação técnica completa e oportunidades reais de crescimento dentro da companhia.
A iniciativa busca formar novos profissionais para atuar nas operações de colheita florestal, unindo capacitação teórica e prática em um ambiente que estimula o aprendizado contínuo.
“Buscamos candidatos com Ensino Fundamental completo, disponibilidade para atuar em campo e realizar viagens, além de interesse em se desenvolver na área florestal”, explica Helen Branicio, coordenadora de Recrutamento e Seleção da MS Florestal. “A proposta reforça nosso compromisso com a valorização de talentos locais e com o desenvolvimento socioeconômico da região.”
Quem apoia na condução do processo seletivo é a empresa Evoluir RH e podem participar candidatos com Ensino Fundamental completo e CNH categoria B ou superior. É necessário ter disponibilidade para mudança, turnos, escala e viagens. Experiência com tratores, esteiras ou outras máquinas agrícolas e vivência em campo são diferenciais, mas não eliminatórios.
O programa garante formação profissional completa, acompanhamento técnico e benefícios compatíveis com o mercado. Como o foco é o fortalecimento do emprego local, não haverá alojamento, sendo prioridade a contratação de profissionais que já residem em Água Clara.
As inscrições podem ser feitas de 13 a 25 de outubro, pelo link https://bit.ly/operadormaqflorestaltraineems_ac ou pelo WhatsApp (67) 98465-7734. Nos dias 21 e 22 de outubro, a MS Florestal também realiza uma ação presencial de inscrição em Água Clara.
Segundo Durval Nascimento Bento, supervisor de Treinamento da MS Florestal, a parceria entre as equipes será essencial para garantir um processo mais eficiente e alinhado às demandas do campo. “A colaboração entre os times da Evoluir e MS Florestal vai permitir uma seleção mais assertiva, alinhando perfis técnicos e comportamentais às necessidades da colheita florestal. Essa sinergia garante maior engajamento dos participantes, acelera o desenvolvimento das habilidades práticas refletindo diretamente na qualidade do trabalho entregue”, destaca.
Serviço
Programa Operador(a) de Máquina Florestal Trainee – MS Florestal
· Ação presencial: 21 e 22 de outubro, em Água Clara (MS)
· Requisitos: Ensino Fundamental completo, CNH B ou superior e disponibilidade para turnos e viagens
· Diferenciais: Experiência com máquinas e vivência de campo
Sobre a MS Florestal
A MS Florestal é uma empresa sul-mato-grossense que fortalece as atividades de operação florestal do Grupo RGE no Brasil, um conglomerado global com foco na manufatura sustentável de recursos naturais. Especializada na formação de florestas plantadas e na preservação ambiental, além do desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua, a MS Florestal participa de todas as etapas, desde o plantio do eucalipto até a manutenção da floresta. Mais informações: www.msflorestal.com
A trajetória de Leandro de Jesus Moreira reforça o setor de celulose como um case sólido de desenvolvimento profissional
A história profissional de Leandro de Jesus Moreira se confunde com a própria evolução da Bracell. Aos 17 anos, ele iniciou sua trajetória na empresa como aprendiz, motivado pelo sonho de trabalhar em um laboratório, um interesse que nasceu ainda nas aulas de ciências e química na escola. Antes disso, já conciliava os estudos noturnos com o trabalho como auxiliar de mecânico, experiência que moldou sua disciplina e senso de responsabilidade.
Na Bracell, começou desempenhando funções administrativas no laboratório, mas sua curiosidade e dedicação logo chamaram a atenção da liderança. “Sempre que podia, observava os técnicos e estudava os procedimentos”, relembra. O esforço foi recompensado com a oportunidade de atuar diretamente nas análises, conquistando a vaga de técnico de laboratório em tempo integral. “Ali começou, de fato, minha trajetória na empresa, que se confunde com minha formação como profissional e como pessoa”, destaca.
Desde então, o desenvolvimento se tornou uma constante. Ao longo de 34 anos, Leandro passou por todas as etapas da carreira técnica até assumir a posição de coordenador do laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Um dos marcos mais significativos, segundo ele, foi a criação da área de P&D, da qual participou desde o início. “Pude ajudar a estruturar processos, implementar metodologias e ampliar as capacidades analíticas da área, contribuindo diretamente para a evolução do controle de qualidade e das soluções inovadoras que entregamos hoje”.
A trajetória foi impulsionada por um ambiente que estimula o aprendizado contínuo. A empresa apoiou sua formação acadêmica desde a graduação em Química até o mestrado em tecnologia de fabricação de celulose e papel, custeando 50% dos estudos. Ele também participou da primeira turma da pós-graduação in company em Tecnologia de Celulose e Papel e, mais recentemente, concluiu o programa de liderança Lidera Bracell, voltado ao desenvolvimento de gestores. “Esses investimentos demonstram o quanto a empresa valoriza a formação contínua – e como acredita no protagonismo de cada colaborador”, destaca.
Leandro de Jesus Moreira, coordenador do laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Bracell. (Foto: Divulgação)
Com o tempo, vieram novas responsabilidades e a consolidação de competências fundamentais para sua evolução: resiliência, senso de responsabilidade, atenção aos detalhes, adaptabilidade e, acima de tudo, paixão pelo que faz. “A Bracell valoriza a vontade de crescer e abre portas para muitas oportunidades na companhia”, afirma.
Mais do que a ascensão profissional, o que sustenta sua permanência na empresa por mais de três décadas é a identificação com a cultura organizacional. “A Bracell valoriza o diálogo, o respeito e a confiança mútua. Construí uma relação sólida com minha liderança, que sempre reconheceu minhas contribuições e me incentivou a inovar”, relata. Os valores que orientam a companhia – os 5C’s (Comunidade, Clima, Cliente, Companhia e País [associado ao C pelo inglês country]) – segundo ele, estão presentes no cotidiano e ajudam a dar propósito às entregas de cada colaborador.
Quando olha para o setor de celulose, Leandro enxerga um campo fértil para quem busca propósito e inovação. “É um setor que alia tradição e tecnologia. No caso da Bracell, há um ambiente de alta performance e investimento contínuo em sustentabilidade. Para os jovens talentos, é um excelente caminho para desenvolver-se e contribuir com algo maior”, observa.
Ao revisitar sua trajetória, ele se orgulha da persistência e da capacidade de superar desafios, entre eles, a conciliação de trabalho e estudos por mais de duas décadas. “Cada conquista veio com esforço, e hoje olhar para trás e ver a transformação que vivi me dá orgulho. Especialmente por saber que contribuo para projetos que fazem a diferença”.
“A Bracell valoriza a vontade de crescer e abre portas para muitas oportunidades na companhia”, destacou Leandro de Jesus Moreira. (Foto: Divulgação)
Para o futuro, seus planos estão voltados a retribuir o que aprendeu: “Quero continuar aprendendo, liderando com propósito e formando novos talentos. Acredito que o conhecimento só tem valor quando é compartilhado”.
E é com esse espírito de aprendizado contínuo que ele também projeta o futuro da indústria. “Vejo o setor cada vez mais estratégico para uma economia de baixo carbono. O P&D tem papel central na busca por soluções inovadoras e sustentáveis. O futuro exige inovação com responsabilidade – e é exatamente isso que buscamos entregar todos os dias aqui”.
Programa de pesquisas para desenvolver o cultivo de árvores recebe investimento inédito do BNDES que pode mudar setor
A relação entre o compositor, cantor e multi-instrumentista carioca George Israel — astro da banda Kid Abelha — e seu cavaquinho começa na floresta. Ela não só inspira suas letras e acordes, mas fornece as madeiras nobres de que é feito o instrumento: jacarandá-da-bahia, louro-pardo e mogno-africano. As duas últimas vêm de uma área da Symbiosis, empresa que cultiva árvores brasileiras numa região de Mata Atlântica em Porto Seguro (BA), da qual o músico é sócio.
— Plantar essas árvores é um reflexo da dor do desmatamento, um ato de generosidade na reaproximação entre homem e natureza, junto ao atrativo do carbono — ele diz.
As mudanças climáticas e a crescente demanda por madeira tropical que não seja de desmatamento reforçam a silvicultura de espécies nativas (SEN) como um negócio atraente e um incentivo para recuperar matas degradadas. Após receber um investimento da Apple, parte da estratégia de descarbonização da big tech, a Symbiosis alcançou 5 mil hectares de cultivo, avançou em pesquisas para tornar as plantas mais produtivas e já prospecta mercados especiais que valorizam as características exclusivas da madeira nativa.
George Israel é só cio da Symbiosis, empresa que cultiva árvores brasileiras numa região de Mata Atlântica em Porto Seguro — Foto: Divulgação
A estratégia é dar às suas árvores padrão similar ao do pinus e do eucalipto, espécies asiáticas de crescimento rápido incentivadas no Brasil na década de 1960 em manejos para indústrias como a de papel e celulose. Sem a mesma atenção, tipos nobres brasileiros viraram alvo do extrativismo predatório que ainda ameaça biomas como a Floresta Amazônica.
A Symbiosis produz a partir de 12 espécies selecionadas conforme rapidez de crescimento, produtividade e valor da madeira, além de manter outras 40 variedades de árvores brasileiras em suas áreas de restauração ecológica. Nesse modelo, que pode inspirar projetos na Amazônia, as árvores são exploradas em diferentes ciclos de colheita, mantendo o equilíbrio produtivo, sem corte raso de toda a vegetação. No ano que vem, a empresa abre sua serraria para a primeira colheita comercial, de olho no mercado premium da construção civil e na exportação.
Em maio, o BNDES liberou R$ 77 milhões para a Symbiosis investir nos plantios de árvores nativas na Mata Atlântica, em Porto Seguro, na Bahia em operação inédita que movimentou o mercado. — Foto: Divulgação
— O carbono (capturado da atmosfera e estocado na natureza) é um meio de atrair capital e viabilizar o objetivo principal, a produção de madeira — diz o diretor financeiro da Symbiosis, Alan Batista.
Nova fronteira
A SEN constitui uma nova fronteira da economia em áreas já desmatadas. Dados do Ministério da Agricultura indicam que há cerca de 100 milhões de hectares com diferentes níveis de degradação no país — um potencial econômico de até US$ 141 bilhões até 2050, segundo estudo da Orbitas. Só plantios de madeira tropical poderiam faturar US$ 10 bilhões por ano nessas áreas, a contar pela demanda global. Hoje, o Brasil representa 3% do mercado mundial, mas principalmente com o corte criminoso em floresta natural na Amazônia.
Em maio, o BNDES liberou R$ 77 milhões para a Symbiosis investir no plantio de árvores nativas na Mata Atlântica, em operação inédita. Logo depois, foram destinados quase R$ 187 milhões à re.green para restauração de 15 mil hectares na Bahia e no Maranhão. A empresa acaba de ser indicada ao prêmio Earthshot, o “Oscar da sustentabilidade”, promovido por William, o príncipe Gales. O Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa do governo brasileiro, também concorre.
Em setembro, foi criado o BNDES Florestas Inovação, com R$ 25 milhões oriundos do lucro do banco para alavancar o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN), liderado pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Ele havia começado com US$ 2,5 milhões do Bezos Earth Fund, veículo filantrópico para o clima do bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon. No momento, as ações abrangem pesquisas em Rondônia e na Bahia para melhoramento genético e manejo de espécies de madeira. Com os recursos não reembolsáveis do BNDES, o programa multiplicará por dez a estrutura de pesquisa para impulsionar plantios comerciais de árvores de alto desempenho e produtividade da madeira.
Estudos apontam que 1,7 milhão de hectares seria suficiente para suprir a alta demanda por madeira tropical, com potencial de capturar 20 milhões de toneladas de CO₂. Isso exigiria investimento total de R$ 42,5 bilhões a R$ 68 bilhões. O retorno estimado é de US$ 2,39 para cada dólar aplicado em pesquisa no setor.
— Queremos atingir grande escala a ponto de competir no mercado de madeira, recuperar áreas degradadas e somar esforços na descarbonização da economia — diz Miguel Calmon, colíder da força-tarefa sobre o tema na coalizão.
O Nature Investment Lab, iniciativa colaborativa liderada pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), desenvolve um instrumento garantidor de R$ 2 bilhões para destravar recursos do Fundo Clima para empresas de restauração florestal no BNDES. As demandas do setor em análise pelo banco chegam a R$ 3 bilhões.
— A silvicultura de espécies nativas representa um salto qualitativo na economia da floresta em pé. O apoio a empresas que combinam restauração, manejo legal de madeira e créditos de carbono mostra que é possível crescer preservando — diz Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Com um sonho esse homem transformou terra árida em uma floresta maior que o Central Park em Nova York — apenas com suas mãos e persistência
No coração da região de Assam, no nordeste da Índia, um homem simples provou que a determinação pode florescer até nos terrenos mais áridos, literalmente. Jadav “Molai” Payeng, agricultor nascido em 1963, passou mais de 40 anos plantando árvores todos os dias. O resultado? Uma floresta inteira, de 550 hectares, criada por um único ser humano. Assista ao vídeo.
Para se ter ideia da dimensão, a chamada Molai Forest ultrapassa o tamanho do Central Park, em Nova York. São mais de 770 campos de futebol cobertos por árvores nativas, vida selvagem e um ecossistema que nasceu da persistência solitária de Payeng, sem ajuda do governo, de ONGs ou de qualquer financiamento.
A história começou em 1979, quando uma enchente deixou dezenas de cobras mortas ao sol, numa extensão de areia desprotegida às margens do rio Brahmaputra. Payeng ainda era um adolescente, mas aquela cena foi o que bastou para acender uma decisão que guiaria sua vida inteira: ele iria plantar árvores para impedir que aquilo se repetisse.
Sem qualquer formação técnica, ele começou com bambus, por crescerem rápido e ajudarem a conter a erosão. Aos poucos, vieram árvores maiores, espécies nativas, sementes recolhidas à mão, baldes de água carregados sob o sol, mudas protegidas do gado. O que parecia loucura virou bosque. O bosque virou floresta.Play Video
Durante anos, ninguém soube da existência da floresta. Ela foi crescendo silenciosamente, enquanto Payeng mantinha sua rotina de agricultor e reflorestador anônimo. Foi só nos anos 2000 que jornalistas locais descobriram a história, e ela se espalhou pelo mundo.
Floresta sendo reconhecida mundialmente
Hoje Jadev Payeng é conhecido como o “Homem-Floresta” da Índia. Em 2012, foi oficialmente homenageado pelo governo indiano. Três anos depois, foi a vez da ONU reconhecer seu impacto ambiental. Documentários da BBC e da National Geographic contaram sua história — que ultrapassou fronteiras e passou a inspirar ações comunitárias de reflorestamento na África, América Latina e até em escolas ao redor do mundo.
A floresta de Molai não é só uma conquista pessoal, é uma resposta concreta ao desmatamento e à crise climática. Mais do que plantar árvores, Payeng plantou uma ideia poderosa: a de que um só ser humano pode, sim, mudar a paisagem do planeta.
Maior projeto do Fundo Clima para florestas nativas, iniciativa viabilizará a recuperação de áreas degradadas em SP, ES, BA, MA, PA e MS
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 250 milhões à Suzano. Os recursos serão destinados à restauração ecológica de 24.304 hectares de áreas degradadas em regiões de preservação permanente e de reserva legal nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.
Trata-se do maior volume de recursos já aprovados com recursos do Fundo Clima para a recuperação de mata nativa degradada no Brasil. O termo de aprovação do financiamento foi entregue nesta sexta-feira, 10, pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, à vice-presidente executiva de Sustentabilidade, Comunicação e Marca da Suzano, Malu Paiva, durante o evento BNDES Florestas do Brasil por Todo o Planeta, realizado no teatro do BNDES, no Centro do Rio.
A restauração ecológica é um processo que visa à recuperação da funcionalidade e da biodiversidade de ecossistemas transformados por atividades humanas, o que inclui terras desprovidas de vegetação nativa desenvolvida, ou em estágio de conservação inadequado para a sustentabilidade da biodiversidade local.
“O BNDES tem articulado e impulsionado a restauração florestal como ferramenta crucial para combater a crise climática, reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover o desenvolvimento sustentável, que é uma prioridade do governo do presidente Lula”, ressaltou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, Mercadante, Malu Paiva, a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e o diretor de Planejamento do Banco, Nelson BarbosaFoto: André Telles/BNDES
As ações a serem implementadas pelo projeto contribuirão para a regularização ambiental de mais de 1000 imóveis rurais, distribuídos em seis estados: São Paulo, Bahia Espírito Santo, Maranhão, Pará e Mato Grosso do Sul. O projeto impulsiona um modelo de negócios emblemático no setor de florestas, tendo uma empresa de grande porte atuando como vetor de reflorestamento com espécies nativas para seus fornecedores, fortalecendo a cadeia produtiva e servindo de modelo para o setor e outras atividades econômicas.
Da área total a ser restaurada, 60% correspondem a imóveis de terceiros, parceiros da Suzano. A parceria entre o BNDES e a companhia contribuirá para a disseminação de boas práticas pela capacitação de proprietários e trabalhadores rurais das áreas arrendadas e adjacências em técnicas de restauração, além da geração de empregos diretos e indiretos durante as etapas de plantio, manutenção e monitoramento e na cadeia produtiva de insumos.
“O apoio do BNDES ao nosso programa de restauração reforça a importância de parcerias entre o setor público e privado para ampliar o alcance das soluções baseadas na natureza”, afirma Malu Paiva. “Esse financiamento contribuirá diretamente para o avanço de algumas metas assumidas pela Suzano, como conectar 500 mil hectares de vegetação nativa até 2030”.
Além da regularização ambiental das propriedades, a restauração das áreas degradadas proporcionará importantes serviços ecossistêmicos para as regiões, incluindo a recuperação da vegetação nativa, a redução de áreas com processos erosivos, a proteção de nascentes e recursos hídricos, o incremento da biodiversidade, a criação ou o restabelecimento de corredores ecológicos e a captura e fixação de carbono. Esses benefícios, além de estarem alinhados aos compromissos assumidos pela Suzano, contribuem com metas nacionais e internacionais de mitigação das mudanças climáticas. O processo de escolha das áreas onde ocorrerá a restauração leva em consideração a formação de corredores ecológicos e sua conexão com Unidades de Conservação.
O projeto prevê a utilização de metodologias diversas e adaptativas, combinando técnicas inovadoras, como semeadura com drones, com práticas consolidadas de restauração ambiental. A recuperação ocorrerá em áreas de solo exposto, pasto, vegetação secundária (área em processo natural de regeneração da vegetação nativa após supressão total ou parcial da vegetação original) e agricultura. Conforme o estágio de degradação, serão utilizadas as metodologias mais adequadas a cada caso, tais como remoção e controle de espécies exóticas, plantio de faixas de vegetação nativa, plantio total de mudas, isolamento da área ou semeadura direta.
Além das ações no campo, a Suzano investirá em pesquisa florestal e inovação, a fim de aumentar a produtividade e a resiliência das florestas plantadas, além de fortalecer a cadeia produtiva da restauração florestal. Ao final do projeto, estima-se que a vegetação das áreas restauradas capture da atmosfera aproximadamente 228 mil toneladas de CO2 equivalente por ano.
O evento BNDES Florestas do Brasil por Todo o Planeta reuniu agentes públicos e privados para discutir o papel da restauração e da bioeconomia no desenvolvimento do país — e foi palco do lançamento da plataforma BNDES Florestas que organizará e dará visibilidade às iniciativas do Banco no setor.
Prestação de Serviços de Implantação e Manutenção Florestal. Desenvolvemos atividades em florestas plantadas e florestas nativas. Contamos com equipamentos e…