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Um único estado vai concentrar quase metade da produção de celulose do Brasil nos próximos anos

Mato Grosso do Sul está prestes a assumir uma posição de destaque no cenário industrial brasileiro. Com três novas megafábricas em andamento e outras expansões previstas, o Estado deve concentrar quase metade de toda a produção nacional de celulose nos próximos dez anos.

Atualmente, responde por cerca de um terço do total fabricado no país, com aproximadamente 7,5 milhões de toneladas anuais — volume que já supera a produção de países como o Japão.

Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose em 2024, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Nesse cenário, Mato Grosso do Sul se destaca como polo estratégico pela alta capacidade produtiva, infraestrutura e proximidade das áreas de florestas plantadas.

Boa parte dessa produção é destinada à exportação, com a China, os Países Baixos e a Itália entre os principais destinos. Em 2024, o setor gerou US$ 2,7 bilhões em receitas para o Estado, representando parcela significativa das exportações brasileiras.

Créditos: Shutterstock

Novos investimentos reforçam a liderança do Estado

O avanço da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul se apoia em investimentos bilionários. A chilena Arauco está construindo em Inocência uma planta avaliada em US$ 4,6 bilhões, com capacidade para 3,5 milhões de toneladas por ano. 

Em Bataguassu, a Bracell investirá o mesmo valor em uma unidade que deverá processar 2,4 milhões de toneladas anuais, divididas entre celulose kraft e solúvel, destinada a setores como o têxtil e o farmacêutico.

Outro projeto relevante é a segunda linha da Eldorado, em Três Lagoas, estimada em US$ 4,5 bilhões e com potencial para adicionar mais 2,5 milhões de toneladas por ano à produção estadual. 

Informações: Acorda Cidade.

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Suzano celebra 47 anos em Aracruz com muita história, desenvolvimento social e renovação

Município, que se destaca pela produção de celulose, este ano passa a produzir também papéis higiênicos, agregando valor à cadeia de produção

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, celebra nesta sexta-feira (31) 47 anos de operação de sua unidade industrial em Aracruz (ES). Inaugurada em 1978, a unidade capixaba desempenha papel estratégico na cadeia de valor da companhia, sendo reconhecida por sua excelência operacional, inovação e contribuição para o desenvolvimento regional.

Com capacidade produtiva de 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano, a unidade reúne atualmente cerca de 4,8 mil colaboradores diretos e milhares de empregos indiretos em toda a cadeia de fornecedores e prestadores de serviços locais. Desde o início das operações, Aracruz tem sido um símbolo da evolução tecnológica e do compromisso da Suzano com a sustentabilidade e o cuidado com as pessoas.

“São 47 anos de uma história construída com muito trabalho, inovação e parceria com a comunidade capixaba. Cada conquista é resultado do empenho de milhares de pessoas que acreditam no propósito de renovar a vida a partir da árvore”, afirma André Brito, Gerente Executivo de Relações Corporativas da Suzano.

A empresa foi uma das pioneiras do setor industrial a se instalar em Aracruz, região que hoje abriga diversos outros grandes empreendimentos, alguns dos quais nasceram a partir da prestação de serviços à indústria de celulose e dali se expandiram. Fomentar o desenvolvimento de fornecedores é uma prática que faz parte da história da Suzano.

Nos últimos anos, a empresa vem fortalecendo ainda mais sua presença no Espírito Santo. Em 2024 e 2025, a companhia investiu mais de R$ 162 milhões nas Paradas Gerais das fábricas A e B para modernização e eficiência operacional. Além disso, concluiu neste segundo semestre um pacote de investimentos que somou R$ 1,17 bilhão, incluindo, a construção de uma fábrica de papel tissue em Aracruz e uma nova caldeira. Com a nova fábrica de papel, a unidade de Aracruz passa a produzir também papéis higiênicos das marcas Mimmo, Neve e Max Pure, que chegam à casa dos consumidores.

A unidade também se destaca por suas ações sociais e ambientais. Ao longo das últimas décadas, a Suzano tem desenvolvido programas voltados à educação, geração de renda, biodiversidade e voluntariado, contribuindo para o fortalecimento das comunidades vizinhas e a promoção do desenvolvimento sustentável na região.

“Mais do que números, celebramos pessoas. Cada colaborador e colaboradora que faz parte da Suzano Aracruz é protagonista dessa jornada. Buscamos meios de contribuir com o desenvolvimento das comunidades, pois é importante que cresçamos juntos. O futuro está sendo construído com o mesmo respeito que sempre guiou nossa história”, explica André Brito.

Sobre a Suzano 

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, líder no segmento de papel higiênico no Brasil e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras a partir de matéria-prima de fonte renovável. Nossos produtos e soluções estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, abastecem mais de 100 países e incluem celulose; papéis para imprimir e escrever; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis sanitários e produtos absorventes; além de novos bioprodutos desenvolvidos para atender à demanda global. A inovação e a sustentabilidade orientam nosso propósito de “Renovar a vida a partir da árvore” e nosso trabalho no enfrentamento dos desafios da sociedade e do planeta. Com mais de 100 anos de história, temos ações nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais na página: www.suzano.com.br

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Exclusiva – Expedição Silvicultura entra na contagem regressiva final após encontro estratégico em SC

A Expedição Silvicultura segue em ritmo acelerado em sua fase de conclusão, solidificando o maior e mais detalhado mapeamento florestal do país. Após o sucesso da etapa em Colombo, no Paraná, a jornada inédita seguiu para Santa Catarina, onde o oitavo evento presencial da série de nove foi realizado com êxito em Lages, no dia 31 de Outubro.

O encontro em Lages, um polo estratégico da silvicultura catarinense, reuniu líderes, produtores e técnicos em um ambiente de intenso debate e troca de conhecimento. O foco desta fase final da Expedição é capturar os dados cruciais da produtividade na Região Sul, fundamental para um setor que busca competitividade e inovação contínua.

Bruno Montibeller, sócio da Canopy Remote Sensing Solutions e coordenador geral do projeto, fez um balanço da etapa Sul e destacou os objetivos da pesquisa em capturar dados detalhados para elevar a competitividade do setor:

“A recepção no Sul tem sido excelente, assim como nas demais regiões do país. Nesta fase, estamos entrando em uma área de maior adensamento florestal e com a forte presença do pinus, uma realidade menos comum nos estados pelos quais já passamos. A demanda por dados sobre essa cultura é latente. Para garantir a qualidade, mantemos o mesmo protocolo e padrão de coleta de dados, tanto para eucalipto quanto para o pinus, que é o nosso foco estratégico aqui no Sul, já que os estados dessa região concentram cerca de 89% de todo o estoque nacional mapeado.

Além disso, estamos buscando atender à demanda do setor por informações de produtividade em áreas de pequena e média propriedade – uma característica da estrutura fundiária, especialmente do Planalto Catarinense e Gaúcho. Nossa metodologia de coleta é adaptada para essas propriedades, e o volume de informações levantado nos permitirá retornar a campo e monitorar esses indicadores de forma contínua. A proposta é que a Expedição se estabeleça como um inventário anual, criando uma série histórica de dados para o setor”.

Dados de alta qualidade para decisões assertivas

A etapa de Lages reforçou o formato consagrado da Expedição: a combinação de palestras técnicas com a apresentação de dados inéditos do setor, painéis sobre políticas públicas e discussões sobre as mais recentes inovações em manejo florestal sustentável.

A importância desta iniciativa é amplamente reconhecida pelos parceiros, que veem na geração de informações de alta qualidade a chave para o avanço do setor. A proposta da Expedição é ir além do inventário tradicional, utilizando tecnologias de ponta para digitalizar e otimizar a coleta de dados, permitindo uma visão mais aprofundada da produtividade.

Como ressaltado por especialistas envolvidos no projeto, o objetivo final é cruzar esses dados de produtividade com fatores como a tipologia de solo e os arranjos produtivos, permitindo que as decisões dos gestores e produtores se tornem cada vez mais assertivas. Os insights gerados pelos encontros regionais, como o de Lages, são vitais para maximizar a produtividade e fortalecer a presença dos silvicultores no cenário nacional.

“Essa volta pelo Brasil, mostrando e coletando dados, é algo crucial para o setor. A gente ainda tem muita falta de informação, e acredito que esses dados que estão sendo coletados serão importantes para as empresas na tomada de decisão. São dados mais precisos para que eles possam trabalhar. Igualmente importante é o compartilhamento dessas informações com a academia, empresas e o público em geral. Este intercâmbio é vital para o desenvolvimento do setor florestal brasileiro, e certamente auxiliará de forma substancial nas pesquisas de todos dos nossos, e de todos programas de Pós-Graduação e Engenharia Florestal do país”, ressaltou  Philipe Soares, professor UDESC, destacando o valor acadêmico dos dados coletados.


“Achei a iniciativa da Expedição muito interessante e de extrema importância para o setor. Ela trará uma realidade atual e detalhada do estoque de florestas e da sua sanidade, abrangendo um range de variação climática e de condição ambiental muito significativo. Isso nos dará uma base essencial para a discussão de níveis de produtividade e do status geral da silvicultura em um nível detalhado. É um trabalho muito legal; parabéns pela iniciativa!”, pontuou James Stahl, pesquisador da Klabin, evidenciando o uso prático dos dados pela indústria.


“Em primeiro lugar, parabéns pela iniciativa! É algo que o Setor Florestal estava necessitando: esse trabalho aprofundado de desenvolvimento e a conexão entre diferentes clusters de produção. Apesar das diferenças regionais, todas as áreas estão tratando do mesmo assunto: a floresta plantada no Brasil. É um setor que tem uma visão de longo prazo e, mesmo tendo sofrido questões políticas recentes, a conexão entre diferentes entidades — seja a iniciativa privada, a academia ou o setor governamental — é de extrema importância. Trabalhar em conjunto nesse sentido, focado na inovação e trazendo novas perspectivas, mas também o acompanhamento a longo prazo, é essencial para o desenvolvimento setorial”, frisou Gil Pletsch, CEO da Quiron Digital, reforçando a importância da colaboração multissetorial e da inovação.

Reta final em Porto Alegre

Com a etapa catarinense concluída, a Expedição Silvicultura se prepara para o seu nono e último compromisso presencial. A jornada de levantamento de dados, que percorreu 14 estados responsáveis por 98% da área plantada no Brasil, será coroada em Porto Alegre (RS), no dia 6 de Novembro. Inscreva-gratuitamente aqui (vagas limitadas).

A finalização dos eventos presenciais marca a entrada na fase de análise final dos dados coletados entre setembro e novembro, um material que promete se tornar uma referência fundamental para o futuro do planejamento e desenvolvimento da silvicultura brasileira.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions, Embrapa Florestas e Paulo Cardoso Comunicações, e conta com o apoio das principais instituições e empresas do setor.

Escrito por: redação Mais Floresta.

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MS deve produzir quase metade da celulose do Brasil nos próximos 10 anos

Com novas megafábricas, Estado deve concentrar mais de 70% da expansão nacional do setor da celulose até 2035

Mato Grosso do Sul deve se tornar, em um prazo de 10 anos, o maior produtor de celulose do Brasil. O Estado, que atualmente responde por quase um terço da celulose produzida no País, responderá por quase metade da produção nacional quando as três megafábricas que já foram anunciadas estiverem em plena capacidade.

Relatório publicado neste mês pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) – o sindicato patronal das indústrias de celulose, papel e derivados de madeira de floresta plantada – mostra que, em 2024, o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose.

Em Mato Grosso do Sul, as quatro linhas de produção em operação – três da Suzano e uma da Eldorado – transformaram em torno de 7,5 milhões de toneladas de madeira de eucalipto em celulose, aproximadamente um terço da produção nacional.

Hoje, o Brasil é o segundo maior produtor de celulose do planeta. No ano passado, superou a China, e só está atrás dos Estados Unidos, que produz em torno de 48 milhões de toneladas de celulose. Sozinho, Mato Grosso do Sul produz mais celulose que o Japão, o nono maior produtor mundial, com 7,4 milhões de toneladas por ano.

A maioria da celulose produzida em Mato Grosso do Sul tem como destino países da Ásia, como a China, e países europeus, como os Países Baixos (Holanda) e a Itália. No ano passado, as exportações de celulose representaram para Mato Grosso do Sul uma receita de US$ 2,7 bilhões (R$ 14,4 bilhões na cotação de ontem). Todo o Brasil, em 2024, exportou US$ 10,6 bilhões, segundo o relatório da IBÁ.

Próximos anos

A perspectiva para Mato Grosso do Sul nos próximos anos é positiva, já que o Estado receberá mais de 70% do total que deve ser adicionado à produção de celulose de fibra curta no Brasil. Dos quatro grandes projetos anunciados recentemente, três estão em Mato Grosso do Sul.

O Estado receberá a planta da Arauco, multinacional chilena que está em construção em Inocência. Os investimentos na unidade totalizam US$ 4,6 bilhões, e a capacidade da linha processadora de celulose será de 3,5 milhões de toneladas anuais quando estiver em pleno funcionamento.

Também neste ano, a Bracell – empresa com sede global em Cingapura – anunciou outros US$ 4,6 bilhões em investimentos para sua planta processadora de celulose em Bataguassu, às margens do Rio Paraná, na divisa com o estado de São Paulo.

Na semana passada, o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, disse ao Correio do Estado que a expectativa é de que a licença de instalação da Bracell seja concedida até fevereiro de 2026. A partir daí, a empresa deve mobilizar as equipes para a construção da fábrica, em um período de aproximadamente três anos.

A fábrica da Bracell projetada para Bataguassu terá capacidade de processar 2,4 milhões de toneladas de celulose, sendo metade na forma convencional, a kraft (placas), e a outra metade em celulose solúvel – usada nas indústrias têxtil, farmacêutica e alimentícia.

Por fim, há um projeto que já tem licença de instalação e estava pausado desde o fim da década passada. Trata-se da segunda linha da Eldorado, que também demandaria investimentos de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, com capacidade para 2,5 milhões de toneladas por ano.

O Correio do Estado apurou que, tão logo o grupo J&F pague os US$ 2,4 bilhões pela aquisição dos 49% das ações que pertenciam à Paper Excellence, o projeto da segunda linha será iniciado.

A única megafábrica de celulose em construção ou projetada que não está localizada em Mato Grosso do Sul é a da CMPC, empresa de capital chileno, que vai levantar em Barra do Ribeiro (RS), a 60 quilômetros da capital, Porto Alegre, um projeto de R$ 24 bilhões para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.

Informações: Correio do Estado.

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Embrapa Florestas sedia etapa paranaense da Expedição Silvicultura

A Embrapa Florestas sediou, nesta segunda-feira (27), o evento presencial da Expedição Silvicultura, que reuniu especialistas, empresários e produtores para discutir o futuro das florestas plantadas. O encontro integra a maior iniciativa de levantamento de produtividade florestal do país e destacou o papel do Paraná no cenário nacional. A iniciativa que está sendo promovida pela empresa Canopy, em parceria com a Embrapa Florestas e associações estaduais como a Apre, visa percorrer o país para levantar dados atualizados sobre a atividade florestal. Já está completo 80% do trajeto, que cobre 14 estados e mais de 40 mil quilômetros.

O levantamento apresentado pela Apre mostrou que o Paraná avançou 24% no faturamento da produção florestal e mantém a segunda melhor posição no Brasil. O estado possui 1,17 milhão de hectares de florestas plantadas, sendo 713 mil hectares de pinus e 442 mil hectares de eucalipto. As empresas associadas à entidade representam cerca de 50% dessas áreas e mantêm 79% das plantações certificadas, o que demonstra o compromisso com a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Além disso, o Paraná registra índices de produtividade 11% superiores à média nacional para pinus e 27% acima para eucalipto, resultados que refletem o investimento contínuo em pesquisa, melhoramento genético e inovação tecnológica. O setor florestal paranaense gera mais de 100 mil empregos diretos, fortalecendo economias locais e promovendo o desenvolvimento regional.

A inovação tecnológica foi um dos pilares do evento. Fábio Gonçalves, CEO da Canopy Remote Sensing Solutions, apresentou o mapeamento inédito que vem sendo realizado com a Expedição pelo País, em que se combina imagens de satélite com inventários de campo. Gonçalves ressaltou uma riqueza de detalhes obtidos, que permite uma caracterização precisa da estrutura e da saúde das florestas, informações necessárias para o planejamento estratégico do setor. “O Paraná se destaca não apenas pelo volume de produção, mas pela qualidade técnica e ambiental dos plantios. É um estado de referência para o setor florestal”, afirma.

Dados coletados

Durante a expedição, pesquisadores e técnicos coletaram informações em campo sobre estoque de madeira, produtividade, sanidade, manejo e percepção dos produtores. A utiliza iniciativa de tecnologia de ponta para cruzar dados de inventário e imagens de satélite. “A expedição é uma grande campanha nacional de coleta de dados que vai ajudar a entender os desafios e as potencialidades da silvicultura brasileira”, informa Gonçalves.

O evento seguiu com um bloco de apresentações técnicas de empresas líderes. Luiz Fernando Bona (John Deere) mostrou soluções em maquinário, Rafael Malinovski (TreeX) abordou o manejo em solos tropicais, e Vitor Werneck (Treevia) discutiu o manejo baseado em dados. Na sequência, Thiago Duarte (Mogai) falou sobre o inventário florestal aprimorado, e Cleberson Porath (Katam) explorou os desafios e oportunidades da Inteligência Artificial no setor, ilustrando um ecossistema em rápida transformação digital.

O encerramento foi marcado pela palestra da pesquisadora Josileia Zanatta, da Embrapa Florestas, que conectou os dados da Expedição Silvicultura às mudanças climáticas. “Já falamos de um grau de aumento (de temperatura) e a perspectiva é de 1,8°C até o final deste século”, alertou. Josileia apresentou projeções que mostram impactos na produtividade de espécies como o eucalipto, com perdas potenciais de até 10% em algumas regiões já para 2040, exigindo ações imediatas de adaptação, como melhoramento genético e ajustes no manejo.

Além da adaptação, um pesquisador destacou o papel crucial das florestas na mitigação das mudanças climáticas, especialmente no armazenamento de carbono. “A Floresta plantada tem um papel preponderante no Plano ABC e deve contribuir com metade da meta setorial, o que significa 510 milhões de toneladas de CO2 equivalente”, explicou. A pesquisadora enfatizou que os dados regionais coletados pela Expedição são fundamentais para refinar os cálculos nacionais de estoque de carbono, tornando-os mais precisos e representativos da diversidade brasileira.

O evento consolidou a Expedição Silvicultura como uma iniciativa estratégica para o setor, gerando dados robustos que orientarão desde a tomada de decisão no campo até a formulação de políticas públicas. Os resultados consolidados do levantamento serão apresentados em um evento online na segunda quinzena de dezembro, mantendo o setor florestal na vanguarda da inovação e da sustentabilidade.

Ao longo das próximas semanas, a Expedição Silvicultura segue sua rota pelo Sul do Brasil. “A Expedição Silvicultura vai orientar ainda mais a tomada de decisão baseada em dados, que é a contribuição dessa iniciativa para o setor florestal. Com informações mais planejadas, é possível ter um planejamento mais assertivo e prever ações de longo prazo que caracterizam a nossa atividade”, conclui Ailson Loper.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions, Embrapa Florestas e Paulo Cardoso Comunicações. Com o patrocínio de John Deere, Klabin, Suzano, FS, Treevia, Amif, Bionow, Cenibra, Dama Consultoria, Fototerra, APBMA, Geplant, Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Katam, Mogai, Terrus Floresta-Treex e Veracel. Recebe ainda o apoio mestre da Sedec-Governo do Estado de Mato Grosso, Pro Desenvolve-MT, Semadesc-MS, Emater-MG, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento-MG, Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca-ES, Arefloresta e Sebrae.

A Expedição tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro. Os interessados ​​em participar do próximo evento podem ser cadastrados gratuitamente no site oficial  www.expedicaosilvicultura.com.br .

Informações: APRE Florestas.

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Produção florestal brasileira atinge R$ 44,3 bilhões e bate recorde histórico

Estimativa é de que 33% dos brasileiros participem de comemorações

setor florestal brasileiro encerrou 2024 em ritmo acelerado, movimentando R$ 44,3 bilhões — um crescimento de 16,7% em relação a 2023, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado reflete a força de uma cadeia produtiva que vai da silvicultura industrial à extração sustentável, com destaque para a celulose, responsável pela maior fatia da produção e das exportações do segmento.

O avanço confirma a consolidação do Brasil como um dos grandes players globais da economia verde, atraindo investimentos e impulsionando empregos em regiões antes pouco industrializadas. Em uma década, a produção florestal brasileira mais do que dobrou, sustentada por ganhos de produtividade, expansão de áreas plantadas e aumento da demanda internacional por produtos de base renovável.

Celulose puxa o crescimento florestal

A celulose segue como carro-chefe do setor, representando quase dois terços do valor total da produção florestal. Em 2024, o produto gerou R$ 28,8 bilhões, com alta de 20,5% sobre o ano anterior.

A expansão foi puxada pela retomada das exportações para a China e os Estados Unidos, além da entrada em operação de novas linhas industriais no Mato Grosso do Sul, estado que hoje concentra alguns dos maiores projetos de eucalipto e celulose do mundo. O setor florestal emprega cerca de 1,2 milhão de pessoas, entre empregos diretos e indiretos, e deve abrir novas vagas nos próximos dois anos.

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Produção florestal de Eucalipto cobre 77% da área plantada. Foto: Divulgação

Destaques regionais: Minas, Mato Grosso do Sul e Paraná

Entre os estados, Minas Gerais mantém a liderança na produção florestal nacional, com R$ 9,1 bilhões em 2024 — alta de 11% em relação ao ano anterior. O estado é referência na produção de carvão vegetal e lenha, impulsionada pela siderurgia e pelo mercado de energia.

O Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento proporcional do país, com aumento de 25% no valor da produção, reflexo da expansão da silvicultura de eucalipto e da modernização do parque industrial.

No Paraná e no Espírito Santo, o destaque foi a diversificação: além da madeira para papel e móveis, cresceram as áreas destinadas ao manejo de pinus e espécies voltadas para o mercado de biomassa. Já Goiás registrou crescimento moderado, mas vem atraindo empresas interessadas em integrar madeira e biotecnologia.

Florestas nativas ganham espaço na bioeconomia

Apesar do domínio das florestas plantadas, o extrativismo vegetal proveniente de florestas nativas teve papel importante na composição do valor total. Em 2024, esse segmento movimentou R$ 3,8 bilhões, um avanço de 4,2%. Produtos como açaí, castanha-do-pará, erva-mate, piaçava e látex se destacam pela relevância econômica e social, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Essas atividades geram renda a comunidades tradicionais e cooperativas locais, reforçando o papel do setor na bioeconomia. O Pará, líder nacional em produtos extrativos, respondeu por quase metade da produção do país, seguido por Amazonas e Acre. Para especialistas, a valorização do extrativismo sustentável representa uma oportunidade de aliar conservação ambiental e inclusão produtiva.

Exportações fortalecem balança comercial

Os produtos florestais tiveram papel decisivo na balança comercial brasileira em 2024. As exportações de celulose, papel e madeira processada somaram US$ 18,2 bilhões, alta de 18% em valor. O desempenho foi favorecido pela desvalorização cambial e pelo aumento dos preços internacionais da celulose.

A China permanece como principal destino, absorvendo quase 40% da produção nacional, seguida por Estados Unidos e União Europeia. O crescimento das exportações também reflete o avanço dos selos de sustentabilidade, que ampliaram o acesso do Brasil a mercados mais exigentes.

Sustentabilidade e novos investimentos

Com a crescente pressão global por práticas ambientais responsáveis, a silvicultura brasileira vem se destacando por adotar modelos de manejo com baixa emissão de carbono e alta produtividade. As empresas do setor investem cada vez mais em reflorestamento, tecnologias digitais e aproveitamento de resíduos industriais.
Segundo projeções da Ibá, o país deve receber mais de R$ 60 bilhões em novos investimentos até 2030, voltados à expansão de áreas plantadas e à inovação em bioeconomia.

Os desafios, no entanto, permanecem. A escassez hídrica em algumas regiões, a necessidade de diversificação das espécies e o combate à informalidade na extração de madeira exigem políticas públicas mais consistentes. Ainda assim, analistas avaliam que o Brasil reúne as condições ideais para liderar a transição global para uma economia florestal sustentável, combinando ganhos econômicos, ambientais e sociais.

Informações: O HOJE.com.

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Eldorado Brasil vence categoria Papel e Celulose em prêmio da Veja Negócios

Premiação avaliou o desempenho financeiro dos últimos três anos e reconheceu companhias em 30 diferentes setores

São Paulo, 31 de outubro de 2025 – A Eldorado Brasil Celulose foi reconhecida como a melhor empresa na categoria Papel e Celulose do ranking “TOP 30 empresas do Brasil – 2025”, prêmio da Veja Negócios em parceria com a Austin Rating. A premiação avaliou o desempenho financeiro das principais empresas do país em 30 setores diferentes da economia. A Eldorado foi reconhecida por ter um modelo de negócios que integra tecnologia, sustentabilidade e uma gestão orientada para o longo prazo. A cerimônia de premiação ocorreu nesta quinta-feira, 30, no Palácio Tangará, em São Paulo.

O ranking “TOP 30 empresas do Brasil” é resultado de um estudo da Austin Rating, que conta com uma base de dados de mais de 10 mil empresas, com informações obtidas a partir de balanços financeiros e demonstração de resultados. Na edição de 2025, a avaliação teve como base o desempenho das companhias em 2022, 2023 e 2024, buscando enaltecer a consistência da atividade empresarial. O ranking é resultado da pontuação conquistada pelas empresas elegíveis nos indicadores analisados em porte e desempenho financeiro.

Desde 2010, quando a empresa foi fundada, a Eldorado foca em eficiência e retorno sustentável, tendo disciplina financeira, eficiência operacional, forte investimento em pessoas e em tecnologia como pilares estratégicos para a companhia.

Atualmente, a companhia tem mais de 300 mil hectares de florestas plantadas e 100 mil hectares destinados à conservação, produzindo anualmente 1,8 milhão de toneladas de celulose, 20% a mais do que o projetado. Isso é resultado dos investimentos contínuos realizados em capacitação e desenvolvimento de pessoas, tecnologia, manejo de precisão, biotecnologia, melhoramento genético de clones e modelagem preditiva.

Investimento em tecnologia e sustentabilidade

Entre os principais investimentos em tecnologia, a companhia conta com o ELDTECH, Centro de Tecnologia Florestal, inaugurado em 2024 e que funciona como um hub de pesquisa e desenvolvimento. O conhecimento gerado e a base de dados científicos do centro são convertidos em ganhos concretos de produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional.

Além disso, a circularidade é um dos pilares que sustentam as operações. Um exemplo desse compromisso é a Usina Termelétrica Onça Pintada, inaugurada em 2021, que utiliza biomassa de eucalipto para a geração de 50 mil MWh de energia renovável, volume suficiente para atender uma cidade de até 700 mil habitantes. O projeto reforça a capacidade da companhia em agregar valor aos subprodutos florestais, convertendo-os em novas oportunidades de receita e ganhos em eficiência energética.

Na agenda ESG, a Eldorado Brasil já capturou 44 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, volume 12 vezes superior às suas próprias emissões.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

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Organizações da sociedade civil, setor privado e poder público pedem urgência na implementação em escala do Código Florestal

Acelerar a regularização ambiental e a análise do CAR são algumas das medidas reforçadas por entidades multissetoriais para garantir a efetividade da lei

Coletivos multissetoriais se reuniram para convocar um “Pacto pelo Código Florestal”, um chamado à ação para que organizações do setor privado, da sociedade civil e das diferentes esferas do poder público assumam suas responsabilidades para acelerar a implementação da Lei de Proteção da Vegetação Nativa, sancionada em 2012.

Fundamental para conciliar a produção agropecuária e o desenvolvimento sustentável, proteger a biodiversidade e garantir segurança jurídica aos pequenos produtores rurais, além de abrir novas oportunidades de financiamento, o Código Florestal também é uma ferramenta crucial no enfrentamento da crise climática. Seu papel é decisivo para o alcance das metas de desmatamento zero e de recuperação de áreas degradadas — agendas centrais para a redução das emissões de gases de efeito estufa, assunto que terá destaque nas discussões da COP 30, em Belém, de 10 a 21 de novembro.

Em evento realizado em Brasília, no último dia 23, no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lideranças do setor privado, sociedade civil e governamental, compartilharam o seu apoio ao Pacto.

Para Beto Mesquita, diretor de Paisagens Sustentáveis da Conservação Internacional (CI-Brasil), o objetivo do Pacto é “unir forças na compreensão da Lei de Proteção da Vegetação Nativa” — o que, segundo ele, trará benefícios ambientais, econômicos, sociais e climáticos, além de segurança jurídica, comercial e prosperidade. “Todos somos protagonistas, cada um com suas responsabilidades para a implementação do Código Florestal”, assinala.

Carolle Alarcon, gerente-executiva da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, ressalta que é preciso transformar a lei em prática efetiva, com escala e urgência. “Nossa intenção é mais do que um compromisso simbólico: é um chamado para a construção de um compromisso concreto, com responsabilidade do setor produtivo, dos agentes financeiros e da sociedade”, enfatiza. “Temos tecnologia, capacidade técnica e uma sociedade que demanda por resultados.”

Caminhos e avanços para a implementação do Código Florestal

De acordo com Mesquita, a plena implementação do Código Florestal é uma das agendas mais estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Brasil. “A lei, sancionada há 13 anos, amadureceu como instrumento político, mas ainda enfrenta grandes desafios de efetividade, entre eles a demanda por integração de dados e tecnologias para acelerar e automatizar a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR)”.

Diretora de Pesquisa do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio), Joana Chiavari destaca que, no último ano, a conclusão das análises do CAR chegou a 485 mil cadastros validados, o que representa pouco mais de 6% da base nacional. “Ainda é pouco, diante do desafio que temos, mas demonstra que é possível avançar”, ressaltou a pesquisadora, que compilou dados da iniciativa Planaflor, do Observatório do Código Florestal e do próprio CPI. “O uso da automação permitirá que as análises dos cadastros ganhem volume e consistência técnica.”

Roberta del Giudice, diretora de Florestas e Políticas Públicas da BVRio, destaca o enorme valor resultante da conservação e restauração de florestas. “A implementação do Código Florestal pode gerar até R$ 6,2 trilhões, sendo R$ 4 trilhões somente em serviços ecossistêmicos em áreas excedentes de Reserva Legal. Conversar compensa.”

O que é o Código Florestal

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, também chamada de novo Código Florestal, trata da proteção da vegetação nativa e tem como direcionamento promover o manejo florestal sustentável, a restauração de áreas degradadas, o desenvolvimento de uma agricultura de baixo carbono, a segurança alimentar e a adoção de soluções baseadas na natureza (SbN), pilares fundamentais para o alcance das metas climáticas e para uma economia sustentável. Ele prevê, ainda, a preservação de até 80% de cobertura nativa nas propriedades situadas em áreas de florestas na Amazônia Legal, 20 a 35% em áreas do Cerrado e 20% nas demais regiões do país.

Informações: Jornal do Brás.

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A nova fronteira da celulose em MS

O potencial já é grande; o desafio, agora, é transformar essa projeção em um modelo de desenvolvimento duradouro e inclusivo. O futuro é promissor e podemos ser protagonistas

Nesta edição mostramos que, em um período de 10 anos, Mato Grosso do Sul se tornará o maior produtor de celulose do Brasil. Trata-se de uma excelente notícia no médio e longo prazo, que enche todos nós, que vivemos o presente, de esperança. É a confirmação de que o Estado ocupa, de forma definitiva, um lugar de destaque na indústria de base florestal e de que a economia sul-mato-grossense caminha para se tornar ainda mais diversificada e sustentável.

Mas, até que esse cenário se concretize, há muito por ser feito. As grandes transformações econômicas não se sustentam apenas em anúncios de investimentos bilionários, por mais expressivos que sejam. Elas dependem, sobretudo, de preparo, planejamento e capacitação das pessoas que vão transformar as promessas em realidade.

Em primeiro lugar, é preciso investir de forma sistemática na qualificação da mão de obra. As fábricas que estão sendo erguidas e aquelas que entrarão em operação na próxima década exigem trabalhadores preparados, tanto para a construção quanto para a operação dos complexos industriais. Que elas gerarão empregos, disso não há dúvida. Mas a questão é: para quem serão esses empregos? Para os que já estão aqui ou para os que migrarão de outros estados para ocupar as vagas abertas? É hora de garantir que os sul-mato-grossenses tenham prioridade, e isso só será possível com investimento em educação técnica, Ensino Superior e formação continuada.

Ao mesmo tempo, o Estado precisa ir além. É necessário colocar universidades e centros de pesquisa a serviço do setor e chamar o empresariado local para participar de projetos de inovação. Se temos o parque industrial, por que não desenvolver também os produtos que saem dele?
É urgente fortalecer laboratórios e programas de pesquisa para desenvolver novos compostos a partir da celulose, que já é matéria-prima para segmentos tão diversos quanto o têxtil, o farmacêutico e o alimentício.

Da mesma forma, é essencial investir em produtividade: o eucalipto sul-mato-grossense é um dos mais produtivos do mundo, mas ainda há espaço para aprimorar o manejo, reduzir impactos ambientais e agregar valor às florestas plantadas.

Além disso, há um efeito transformador que já pode ser sentido. O chamado Vale da Celulose vem mudando a paisagem do nordeste do Estado, onde milhões de hectares de pastagens degradadas foram convertidos em florestas plantadas. Essa reconversão de uso da terra, feita de forma planejada e tecnicamente orientada, é um exemplo de como o desenvolvimento industrial pode andar junto com a recuperação ambiental e com a revalorização de regiões que antes estavam esquecidas.

Com esses passos, Mato Grosso do Sul tem a chance de consolidar não apenas uma liderança produtiva, mas também tecnológica, ambiental e social. O potencial já é grande; o desafio, agora, é transformar essa projeção em um modelo de desenvolvimento duradouro e inclusivo. O futuro da celulose é promissor, e o Estado tem todas as condições de ser o protagonista nessa nova fronteira.


Publicação original do artigo em Correio do Estado: https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/a-nova-fronteira-da-celulose-em-ms/456721/

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Bioenergia das árvores cultivadas corresponde a 12% da matriz energética nacional

Publicação inédita do Ibá mostra a contribuição do setor para a transição energética e a construção de um futuro mais verde e sustentável

A bioenergia florestal, uma fonte limpa e renovável, já responde por 12,09% do consumo energético brasileiro. Quando consideramos apenas o uso de energia elétrica, os produtos florestais representam 2,69%, uma quantidade suficiente para suprir a demanda de todas as residências do estado do Rio de Janeiro por um ano.

É o que mostra a publicação “Bioenergia das árvores cultivadas: energia verde para um futuro sustentável”, produzida pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) em parceria com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel).

A bioenergia florestal, derivada de produtos como o licor preto, carvão vegetal e biomassa lenhosa, é usada tanto pelo setor de árvores cultivadas como também para abastecer a indústria do país. Trata-se de uma alternativa estratégica para setores que tradicionalmente dependem de combustíveis fósseis, como siderurgia e mineração, além de segmentos como o de biocombustíveis para transporte terrestre e aéreo.

O Brasil é líder mundial na produção de carvão vegetal, utilizado como fonte de calor para gerar ferro-gusa e ferroligas, por exemplo. Atua também como agente redutor do minério de ferro na cadeia produtiva do aço verde, tornando a siderurgia e metalurgia mais sustentáveis. A construção de um viaduto com aço verde, por exemplo, pode poupar a emissão de 4 toneladas de CO2eq em relação a um viaduto similar, usando coque. Da mesma forma, a bioenergia florestal se mostra cada vez mais presente na diversificação da matriz de indústrias como a de cimento, de plástico, alimentícia e cervejeira.

Mas o papel da biomassa florestal vai além: há uma ampla gama de produtos energéticos, desde os já consolidados, como carvão vegetal, licor preto, cavacos, pellets e briquetes, até novas soluções, como o gás de síntese para hidrogênio de baixo carbono, o biometano e os biocombustíveis líquidos, incluindo etanol 2G e SAFs. Em termos ilustrativos, há uma biorrefinaria energética baseada em árvores cultivadas, com capacidade de escalar e de abrir oportunidades para a transição de baixo carbono.

“O setor de árvores cultivadas há décadas demonstra uma gestão inteligente dos recursos naturais. São hoje 10,5 milhões de hectares destinados à produção de árvores, além de outros 7,01 milhões de hectares de mata nativa conservada por essa indústria. Somos exemplos de como é possível produzir e preservar, promovendo o desenvolvimento econômico sustentável, ao mesmo tempo que zelando pelo futuro de nosso planeta”, diz Paulo Hartung, presidente da Ibá.

O infográfico é assim um passo importante para ampliar o entendimento sobre a bioenergia do setor florestal para os stakeholders. O documento traduz de forma simples e acessível a relevância desse ativo no Brasil, mostrando que as árvores cultivadas, além de originarem produtos consolidados como papel, celulose, móveis e painéis, também são fonte de energia limpa, competitiva e sustentável para o futuro do país.

Informações: emóbile.

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