PÁGINA BLOG
Featured Image

Komatsu avança na construção da nova unidade em Contagem e amplia investimentos em remanufatura

Projeto prevê três prédios principais até 2026 e cerca de R$ 42 milhões adicionais para o Centro de Remanufatura Komatsu Brasil

São Paulo, 14 de novembro de 2025 – A Komatsu, fabricante global de equipamentos para os segmentos de mineração, construção e florestal, avança, nas obras da sua nova sede em Contagem (MG), projeto estratégico para a Divisão de Mineração no País, e anuncia a ampliação de seu centro de remanufatura. O empreendimento, anunciado em janeiro de 2024, contou com investimento inicial de aproximadamente R$ 168 milhões e já está em fase de execução do prédio administrativo.

A unidade, que substituirá as operações hoje localizadas em Belo Horizonte e Lagoa Santa, será composta por três prédios principais: o administrativo, já em construção; o almoxarifado, com início de obras previsto para ainda este ano; e o prédio fabril, que abrigará o Centro de Recondicionamento de Componentes. A conclusão total está prevista para o segundo semestre de 2026. Com mais de 50 mil m² de área total, o espaço reunirá cerca de 750 colaboradores e trará sinergia logística e operacional ao atender clientes de todo o País.

Expansão do Centro de Remanufatura

Além do investimento inicial na obra principal, a companhia anuncia um aporte adicional de R$ 42 milhões para ampliar o Centro de Remanufatura Komatsu Brasil (Komatsu Remanufacturing Center Brazil). A expansão inclui a duplicação do galpão de workshop para cerca de 10 mil m² e a incorporação da remanufatura de motores e transmissões, que hoje é feita na fábrica da Komatsu em Suzano (SP). O novo escopo permitirá reformar componentes de tratores de esteira, escavadeiras hidráulicas e outros equipamentos fabricados no Japão, aproximando a operação dos clientes, reduzindo custos logísticos e facilitando visitas técnicas e reuniões presenciais.

“Com o Centro de Remanufatura em Minas Gerais, fortalecemos nossa capacidade de apoiar o crescimento da frota e de entregar valor agregado por meio da reutilização inteligente de componentes, prática alinhada às metas globais da Komatsu de eficiência, sustentabilidade e satisfação dos clientes”, destaca Ricardo Alexandre Vieira dos Santos, vice-presidente da Divisão de Equipamentos de Mineração da Komatsu.

Geração de empregos e capacitação

Durante a fase de construção, estima-se a geração de até 350 vagas temporárias. Em operação, a unidade reforçará o Komatsu Immersion Program (KIP), programa de capacitação realizado em parceria com o SENAI, que complementa a formação técnica com mais de 500 horas de treinamento prático em equipamentos e segurança.

Com as novas instalações em Contagem e os investimentos já realizados em Parauapebas (PA), a companhia prepara-se para atender à expansão prevista do setor de mineração nos próximos anos. “Estamos construindo a estrutura necessária para acompanhar o crescimento da demanda e oferecer ao mercado brasileiro um atendimento cada vez mais próximo, eficiente e de alto nível técnico”, afirma Santos.

Sobre a Komatsu

A Komatsu é uma empresa japonesa que atua na fabricação e no fornecimento de equipamentos, tecnologias e serviços para os mercados de mineração, construção, industrial e florestal. Há mais de um século, os equipamentos e serviços da Komatsu têm sido usados por empresas em todo o mundo para desenvolver infraestruturas modernas, extrair minerais fundamentais, manter florestas e criar tecnologias e produtos de consumo. Por meio de tecnologia e dados relevantes, a Komatsu entrega aos clientes mais segurança e aumento de produtividade, ao mesmo tempo que otimiza a performance das operações.

Featured Image

Arauco reforça compromisso com agenda climática na COP 30

Companhia projeta futuro sustentável e apresenta case que reforça a bioeconomia como solução climática, em nível global

Novembro de 2025 – Em linha com o compromisso em manter operações sustentáveis, a Arauco, referência global em madeira, celulose e bioenergia, integra o grupo de empresas do setor de base florestal que participa da COP 30 – 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, que acontece em Belém, no Pará, até 21 de novembro. Com a participação de quase 200 países, o evento reúne líderes mundiais, cientistas, executivos e membros da sociedade civil para discutir temas como transição energética, justiça climática, financiamento climático e proteção da Amazônia.

Entre as relevantes questões na agenda da COP 30 estão a redução nas emissões dos gases de efeito estufa e o uso de energias renováveis. Por sua matriz energética de base renovável, o setor florestal agrega expressivas contribuições para o controle do aquecimento global.

“A Arauco se insere ativamente neste contexto por manejar cultivos sustentáveis de eucalipto para o futuro abastecimento de nossa fábrica de celulose, em instalação no município de Inocência, no Mato Grosso do Sul. Esta unidade, a maior fábrica de celulose do mundo construída em etapa única, será autossuficiente na geração de energia elétrica e 100% livre do uso de combustíveis fósseis nas suas operações”, afirma Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil.

Na opinião de Altimiras, “a COP 30 não é apenas uma importante vitrine para nosso setor, mas, também, uma oportunidade de participar das mais importantes discussões sobre políticas climáticas e de acessar todo um ecossistema de informações que estarão sendo compartilhadas nos painéis, seminários e encontros de negócios.”

A Arauco marca sua participação na COP 30 com uma comitiva composta por representantes chilenos e brasileiros, que acompanha o presidente Altimiras. A delegação inclui os executivos chilenos Soledad Vial, gerente de Sustentabilidade e Impacto, e Guillermo Olmedo, gerente de Meio Ambiente e Valor Social, que atuam ao lado dos representantes brasileiros Theófilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais, Betânia Vilas Boas, coordenadora de Sustentabilidade, Maíra Gonçalves Pereira, coordenadora de ESG e Diego Marques, gerente de Comunicação e Relações Institucionais. A composição da equipe na conferência evidencia o alinhamento estratégico da companhia em abordar as questões climáticas com uma perspectiva global e regional.

Bioeconomia e sustentabilidade em foco

No evento “Florestas, Madeira e Construção: Soluções Baseadas na Natureza para um Clima em Transformação”, realizado nesta quarta-feira (12) em paralelo à COP 30, foi lançado o novo relatório da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), intitulado “Brazil’s Forest Sector for the Climate”. A Arauco, associada da Ibá, foi uma das empresas em destaque com seu case de sucesso compartilhado, que demonstra como aliar excelência operacional à autogeração de energia e à redução de resíduos, reforçando a importância da bioeconomia como parte da solução da crise climática global.

Ao comentar sobre o destaque da empresa e a importância da bioeconomia, Altimiras compartilhou a visão da Arauco para o futuro:

“Temos uma história de sucesso com o Brasil, com operações sustentáveis e matéria-prima de fonte renovável, para produtos que melhoram a vida das pessoas. Partindo dessa base, nosso modelo de gestão representa uma plataforma de inovação contínua que projeta o legado de futuro da Arauco no cenário global. Ele confirma o papel crucial da companhia no desenvolvimento de soluções baseadas em recursos renováveis para as necessidades globais de baixo carbono. Em nossas fábricas de celulose e painéis, investimos continuamente em inovações que nos permitem não apenas mitigar emissões e reduzir drasticamente o consumo de água, mas também buscar a reutilização de praticamente 100% dos nossos resíduos”.

“Em síntese, o setor florestal demonstra um equilíbrio virtuoso: fornecemos produtos de base biológica e biodegradáveis para a sociedade, enquanto geramos valor através de práticas robustas de preservação, conservação e produção de energia limpa. É por tudo isso que temos certeza de estar no lado certo da equação climática”, completa.

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).

Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.

Featured Image

Veracel leva à COP30 modelos brasileiros de resiliência comunitária, bioeconomia e restauração da Mata Atlântica

A Veracel Celulose participa da COP30 com uma agenda dedicada a demonstrar, na prática, como produção florestal, conservação da natureza e prosperidade do território caminham juntas. Nos dias 17 e 18 de novembro, a companhia estará em três painéis no Pavilhão Finlandês, dentro da programação da Stora Enso (acionista da Veracel), para apresentar experiências de restauração em escala, bioeconomia com agricultores(as) familiares e métricas científicas de biodiversidade aplicadas à Mata Atlântica.

Com sede no Sul da Bahia, a Veracel representa um modelo de negócio que alia resultados econômicos, regeneração ambiental e inclusão social. O setor de árvores plantadas é um aliado estratégico na mitigação climática: ocupa 9,9 milhões de hectares no país e estoca cerca de 1,88 bilhão de toneladas de CO₂. “A Veracel faz parte dessa transformação e chega à COP30 para mostrar, na prática, como soluções baseadas na natureza e a bioeconomia podem gerar prosperidade para as pessoas e para o planeta”, afirma Caio Zanardo, diretor-presidente da empresa.

Entre os destaques que a companhia levará à conferência estão o Projeto Muçununga, que prevê a restauração de 1.200 hectares com mais de 70 espécies nativas no Sul da Bahia. A iniciativa acelera a recuperação de funções ecológicas, amplia a conectividade de paisagens e fortalece serviços ambientais essenciais.

Outro exemplo é o programa Conectando Pessoas à Mata Atlântica, que estrutura sistemas agroflorestais em mais de 50 hectares de áreas de associações de agricultores familiares. O programa combina espécies nativas com culturas econômicas, promovendo geração de renda, segurança alimentar e conservação ambiental, com potencial de acesso a mercados de carbono. A empresa também apresentará sua abordagem de mensuração científica da biodiversidade, que comprova ganhos líquidos de conservação, monitora habitats e fornece evidências para políticas públicas, decisões de investimento e escalabilidade de iniciativas sustentáveis.

A Veracel também levará à COP30 uma reflexão sobre comunidades resilientes e os projetos que fortalecem comunidades rurais, indígenas e tradicionais no Sul e Extremo Sul da Bahia. O painel destacará como o diálogo territorial e as parcerias com governos, universidades e organizações locais têm transformado desafios históricos em oportunidades de desenvolvimento sustentável — com geração de renda, inclusão social e maior capacidade de adaptação das famílias às mudanças climáticas.

Programação no Pavilhão Finlandês:

17 de novembro | 16h–17h — Resilient communities: Mitigating climate change impacts on livelihoods. Debate sobre como governos, empresas e comunidades podem fortalecer meios de vida diante das mudanças climáticas, com experiências de geração de renda, educação e diálogo com comunidades tradicionais.

18 de novembro | 10h–11h — Forest restoration: From incremental gains to systematic impact. Trajetória de restauração na Mata Atlântica e mecanismos para escalar ações com investimentos em carbono de qualidade e cooperação multissetorial.

18 de novembro | 14h–15h — Towards net positive impact on nature: Using science-based metrics to measure biodiversity gains. Uso de métricas científicas para orientar a recuperação de habitats, com destaque para a RPPN Estação Veracel e certificações de serviços ecossistêmicos.

Sobre a Veracel

A Veracel Celulose é uma empresa de bioeconomia brasileira que integra operações florestais, industriais e de logística, que resultam em uma produção anual média de 1,1 milhão de toneladas de celulose, gerando mais de 3,2 mil empregos próprios e de terceiros, na região da Costa do Descobrimento, sul da Bahia e no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Além da geração de empregos, renda e tributos, a Veracel é protagonista em iniciativas socioambientais no território. A consultoria Great Place to Work (GPTW) validou a Veracel como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil pelo 6º ano consecutivo.

Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior Reserva Particular do Patrimônio Natural de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro.

Featured Image

Arauco aborda liderança inspiradora no 2º Fórum Fiems de Capital Humano

Para Valeria Ribeiro, diretora de Gestão de Pessoas da Companhia, uma cultura organizacional forte é decisiva para manter equipes de alto nível

Novembro de 2025 – Referência global em madeira, celulose e bioenergia, a Arauco esteve presente no 2º Fórum de Capital Humano, promovido pelo Sistema Fiems nesta quarta-feira (12) e que reuniu em Campo Grande (MS) especialistas em desenvolvimento de equipes e gestão de pessoas. A participação da companhia na programação técnica esteve a cargo da diretora de Gestão de Pessoas, Valeria Ribeiro, que falou sobre a importância de liderança inspiradora para superar os desafios dos processos de atração e retenção de talentos.

“Para a Arauco, que tem na valorização das pessoas um de seus pilares fundamentais, esta é uma oportunidade singular para trocar experiências com grandes profissionais, frente ao desafio de captar, qualificar e reter trabalhadores em um setor dinâmico como o industrial”, declarou a executiva, que se apresentou no período tarde, no auditório da Fiems.

Na ocasião, a diretora ressaltou que “a cultura organizacional não é construída apenas pelo RH, mas é fruto de um trabalho coletivo” e que “os líderes têm papel fundamental como disseminadores, praticantes e exemplos vivos dos valores organizacionais”. Na opinião de Valeria, só uma liderança engajada é capaz de construir a cultura de uma organização. “Isso passa por comunicar propósito e valores, dar feedback constante, ter práticas condizentes e valorizar o trabalho em equipe”, completou.

Sobre Valeria Ribeiro – Há mais de 20 anos na área de Recursos Humanos, atua em Gestão de Pessoas, Desenvolvimento/Cultura Organizacional, Comunicação Interna, Processos Transacionais, Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Facilities. Participou de projetos de fusão e aquisição em diferentes empresas com distintas culturas, em diversos segmentos de negócio, entre eles: serviços logísticos, alimentos, florestal, painéis e celulose. Em seu dia a dia, busca promover um ambiente de geração de conhecimento e inovação, proporcionando um clima organizacional saudável promovendo a motivação e a satisfação dos colaboradores para que possa fortalecer o comprometimento das pessoas.

Sobre o Fórum – Dedicado à inovação, o evento foi voltado a lideranças e especialistas em Recursos Humanos, com palestras, casos de sucesso e debates sobre as tendências e inovações que estão transformando a gestão de pessoas. Mais informações no site sistemafiems.sesims.com.br/forum-capital-humano

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).

Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.

Featured Image

Arauco ganha licença para ligar fábrica de celulose à Malha Norte

Novos 48 km de trilho serão responsáveis pelo escoamento de até 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose

A Arauco Celulose do Brasil S.A. conseguiu autorização do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para avançar com a implantação do ramal ferroviário que atenderá o complexo industrial da empresa no município de Inocência, localizado a cerca de 300 km de Campo Grande.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já havia autorizado, em abril deste ano, a construção e exploração do ramal ferroviário por um período de 99 anos.

Ligação

O projeto da Arauco prevê a implantação de 48 quilômetros de trilhos, interligando a fábrica de celulose à Malha Norte (Ferrovia Norte Brasil – EF-364), operada pela Rumo Logística.

É estimado um escoamento anual de até 3,5 milhões de toneladas de celulose pelo novo ramal, reforçando o papel de Mato Grosso do Sul como principal polo exportador do produto no país.

“Esses investimentos refletem a importância da Malha Norte para o setor de celulose, proporcionando uma solução logística eficiente para o escoamento da produção. Essa é a principal ferrovia de escoamento da celulose do Mato Grosso do Sul”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Autorização

A licença é provisória e valerá até 12 de novembro de 2029. O documento aprova a viabilidade ambiental do empreendimento, considerado estratégico para a logística da nova fábrica de celulose de fibra curta que está sendo construída no município, com investimento total estimado em US$ 4,6 bilhões.

O ramal aprovado pelo Imasul inclui uma ponte de 269 metros e dois viadutos (ferroviário e rodoviário), todos situados em Inocência.

A licença impõe rigorosas condicionantes ambientais, como a instalação de dispositivos de mitigação de atropelamento de fauna, monitoramento periódico de acidentes com animais silvestres, manejo e translocação de espécies e recomposição das áreas afetadas.

Informações: Correio do Estado.

Featured Image

Suzano tem tecnologia de gaseificação de biomassa reconhecida globalmente na COP30

Iniciativa implementada na nova fábrica de Ribas do Rio Pardo (MS) foi escolhida entre 48 cases mundiais pela SB COP e pelo WBCSD por reduzir 97% do uso de combustíveis fósseis e 82% dos custos energéticos

A tecnologia de gaseificação de biomassa implementada pela Suzano em sua nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS) foi reconhecida por organizações internacionais durante a COP30. O projeto foi selecionado pela Sustainable Business COP (SB COP) — aliança global criada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para articular o setor privado na agenda climática — como um dos 48 cases globais a serem apresentados no evento em Belém.

Além disso, o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), entidade que reúne mais de 200 empresas líderes comprometidas com a transição para um mundo sustentável, incluiu o case no Business Action Bank, repositório global de iniciativas empresariais de impacto positivo, e o apresentará também durante a conferência.

Apontada como um novo modelo energético para a indústria de celulose, a planta de gaseificação de biomassa da Suzano gera combustível renovável para os fornos de cal, substituindo o óleo combustível derivado do petróleo por gás de síntese (Syngas) produzido a partir da biomassa. A tecnologia proporciona uma economia superior a 82% nos custos energéticos e reduz em 97% o consumo de combustível fóssil, contribuindo significativamente para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa.

O case será premiado em um evento da SB COP durante a COP30, após ser selecionado entre 670 iniciativas analisadas pela coalizão global. As soluções escolhidas representam os exemplos mais concretos e inovadores do setor privado na transição climática.

“O setor e o mundo buscam por soluções sustentáveis frente às mudanças climáticas, e a Suzano, com seu Plano de Ação para a Transição Climática, busca contribuir com ações efetivas de mitigação. Apresentar nossas soluções, que não apenas reduzem custos e emissões de CO2, mas que também eliminam a dependência de combustíveis fósseis, é mostrar que é possível fazer diferente e melhor”, afirma Maurício Miranda, diretor industrial de celulose na regional sul da Suzano.

Durante a COP30, executivas e executivos da Suzano também participarão de painéis e debates sobre a agenda climática, apresentando outros projetos que evidenciam os resultados alcançados pela companhia em sustentabilidade e inovação.

Featured Image

Cenibra adquire 49,9% da Bionow e diversifica portfólio com biocarbono de alta densidade

Nesta quinta-feira (13), a CENIBRA – Celulose Nipo Brasileira S. A. (49,9%), referência na produção de celulose, e a Vale (50,1%), uma das maiores mineradoras do mundo, uniram-se por meio da Bionow S.A. com foco na produção de biocarbono de alta densidade, combustível renovável e agente redutor feito principalmente a partir de eucalipto certificado pelo FSC.

Criada em 2022 pela Vale, a Bionow tem como missão desenvolver soluções baseadas em biomassa capazes de substituir combustíveis fósseis no setor industrial. O biocarbono produzido pela empresa oferece mais estabilidade térmica e desempenha papel essencial em processos siderúrgicos, o que contribui para a redução significativa das emissões de CO₂.

Para a CENIBRA – Celulose Nipo Brasileira S. A., a iniciativa amplia o portfólio da empresa dentro da bioeconomia brasileira e reforça o alinhamento ao propósito do Grupo OJI HOLDINGS CORPORATION, que busca transformar seus negócios com foco em sustentabilidade e geração de valor de longo prazo.

Segundo comunicado oficial, o investimento representa um passo importante rumo a um futuro mais positivo para a natureza e ao crescimento do mercado global de biocarbono.

A primeira usina da joint venture está prevista para ser construída no Brasil, com início das operações até o final de 2027. O movimento reforça a competitividade do país em soluções florestais sustentáveis, ao mesmo tempo em que contribui para as metas climáticas da Vale, como alcançar emissões líquidas zero até 2050 e reduzir em 15% as emissões de escopo 3 até 2035.

Featured Image

O que o setor elétrico pode ensinar ao mercado de restauração florestal

*Artigo por Flávia Antunes

Em tempos de COP30, o Brasil reúne duas forças que o colocam em posição única no cenário global: uma matriz elétrica composta por cerca de 90% de fontes renováveis e mais de 500 milhões de hectares de vegetação nativa. Energia e natureza são pilares complementares de uma mesma estratégia: impulsionar o desenvolvimento sustentável e posicionar o país como protagonista da economia de baixo carbono.

Há um paralelo evidente entre o setor elétrico e o de SbN (Soluções Baseadas na Natureza). Ambos compartilham o mesmo propósito de reduzir emissões, gerar empregos verdes e promover resiliência climática, embora partam de fundamentos distintos. Enquanto o setor elétrico se baseia em infraestrutura, tecnologia e redes para viabilizar a transição energética, as SbN utilizam a restauração e a conservação dos ecossistemas como instrumentos para remover carbono da atmosfera. Unindo essas duas frentes, o Brasil pode se tornar um verdadeiro hub de soluções climáticas integradas.

O setor elétrico brasileiro consolidou-se nas últimas décadas como um caso de sucesso em governança e previsibilidade. Com um marco regulatório sólido há mais de 25 anos, planejamento centralizado e concessões que equilibram risco e retorno, o país construiu um sistema interligado, capaz de atender de forma estável um mercado consumidor universalizado e em crescimento. Essa estrutura permitiu resultados expressivos também no campo climático: a expansão planejada da matriz nacional pode reduzir até 176 milhões de toneladas de CO₂ por ano até 2050, o equivalente a 42% das emissões atuais do setor energético e 11% das emissões líquidas nacionais.

As SbN, por sua vez, começam a trilhar caminho semelhante, ainda que em estágio menos maduro. A aprovação do SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões), em dezembro de 2024, foi um marco fundamental para trazer segurança jurídica e previsibilidade aos investidores. O setor tem atraído atenção crescente: empresas de tecnologia, aviação e finanças já movimentam cerca de R$ 200 bilhões em créditos de carbono, com forte apetite por projetos brasileiros. Iniciativas como a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura garantiram US$ 2,6 bilhões para projetos de bioeconomia e restauração, com a meta de erradicar o desmatamento ilegal até 2030.

Ainda assim, os desafios permanecem significativos. O país precisa expandir a rede de viveiros florestais, padronizar custos e certificações, mitigar riscos cambiais e construir referências públicas de preço para os créditos de carbono. É justamente nesse ponto que o paralelo com o setor elétrico ganha força: a estrutura regulatória, o modelo de concessões e o planejamento plurianual que sustentaram o crescimento do setor de energia podem inspirar o avanço das SbN.

Assim como a energia renovável se viabilizou com políticas de incentivo de longo prazo, o setor florestal também demanda mecanismos financeiros específicos como linhas de crédito, subsídios e instrumentos que garantam estabilidade e segurança para novos investimentos. O papel do Estado é essencial, seja pela atuação de instrumentos como o Fundo Clima e o Eco Invest, seja pela criação de condições estáveis para o investimento privado. A experiência do setor elétrico mostra que estabilidade regulatória, transparência e parcerias público-privadas bem estruturadas são os alicerces para destravar escala e competitividade.

É dessa convergência entre natureza e energia que nasce a Carbon2Nature Brasil, joint venture da Neoenergia com a Carbon2Nature, da Iberdrola, dedicada ao desenvolvimento de soluções baseadas na natureza. No Sul da Bahia, a empresa se uniu à Biomas para restaurar uma área degradada de 1,2 mil hectares com árvores nativas, o que representa o plantio de mais de 2 milhões de mudas de 70 espécies até 2027. O projeto, batizado de Muçununga, prevê a geração de aproximadamente 525 mil créditos de carbono em 40 anos, cada um equivalente a uma tonelada de CO₂ removida da atmosfera. Trata-se de um modelo em que a restauração é financiada pelos próprios créditos de carbono gerados, combinando sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica.

O futuro do Brasil depende dessa integração. O país tem condições únicas de liderar a transição global para uma economia de baixo carbono, unindo a solidez do seu setor elétrico à força transformadora das suas florestas. Ao replicar nas SbN a mesma lógica de governança, planejamento e transparência que estruturou o setor de energia, o Brasil pode mostrar ao mundo que é possível crescer, inovar e proteger o planeta ao mesmo tempo. A hora é agora. A COP 30 será o palco ideal para reafirmar esse protagonismo.


*Flávia Antunes é chief operating officer da Carbon2Nature Brasil.

Featured Image

Setor florestal brasileiro se consolida entre os mais produtivos e sustentáveis do mundo

Com base na CNA, atualmente o Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares de florestas plantadas. Desse total, o eucalipto responde por cerca de 76%, com destaque para os estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Mato Grosso do Sul. A maior parte dos plantios está localizada em áreas já antropizadas, o que reduz a pressão sobre a vegetação nativa e reforça a importância ambiental da silvicultura como alternativa sustentável.

O país é referência mundial em produtividade florestal, resultado de investimentos contínuos em pesquisa, manejo e melhoramento genético.

O eucalipto brasileiro alcança médias entre 35 e 40 metros cúbicos por hectare ao ano, com ciclos de corte que variam entre seis e sete anos, desempenho superior ao de outros grandes produtores internacionais. Essa vantagem competitiva sustenta o Brasil como o segundo maior produtor e o principal exportador de celulose do planeta.

A versatilidade do eucalipto também o coloca no centro da transição energética. A partir dele se produz o carvão vegetal utilizado na siderurgia verde, substituindo fontes fósseis e contribuindo para a redução das emissões de carbono.

Desafios como a elevação dos custos logísticos

Produção florestal brasileira
Foto: Envato

Apesar dos avanços, o setor enfrenta desafios como a elevação dos custos logísticos e de produção, a carência de mão de obra qualificada e a instabilidade do mercado global. Ainda assim, as perspectivas são positivas, impulsionadas pelo crescimento da demanda por celulose de origem sustentável e pela valorização de produtos de menor impacto ambiental.

Na composição dos custos florestais, distinguem-se duas grandes categorias: fixos e variáveis. Entre os fixos estão os gastos com terras, implantação dos talhões, depreciação de máquinas e manutenção de infraestrutura. Já os variáveis englobam insumos, mão de obra e colheita.

A silvicultura brasileira apresenta um diferencial importante, a diluição dos custos fixos à medida que a produtividade aumenta. Em termos práticos, quanto maior o volume de madeira colhido por hectare, menor o custo médio de produção.

Essa relação direta entre produtividade e eficiência fortalece a viabilidade econômica da atividade, tornando os investimentos mais atrativos e sustentáveis. No caso do eucalipto, essa vantagem é ainda mais expressiva, já que os ciclos são curtos e o crescimento acelerado garante retorno financeiro em prazos menores.

A análise de desempenho regional mostra que, ao comparar o custo de formação com o incremento médio anual, Cristalina (GO) apresenta eficiência econômica mais que duas vezes superior à de Curvelo (MG).

Essa diferença decorre não apenas da produtividade, mas também de fatores locais como clima, escala produtiva, tecnologia aplicada e disponibilidade de mão de obra.

Informações: AGRO2.

Featured Image

China e UE aderem ao plano do Brasil de padronizar mercado de carbono

Iniciativa brasileira teve adesão de 11 países; plano tenta harmonizar regras e facilitar interoperabilidade

A iniciativa brasileira para padronizar regras do mercado de carbono ganhou apoio importante. Em Belém, o compromisso recebeu 11 assinaturas. Entre elas, China e União Europeia. Alemanha, Armênia, Canadá, Chile, China, França, México, Reino Unido, União Europeia e Zâmbia, além do Brasil, são os signatários dessa iniciativa.

O esforço, que é liderado pelo Ministério da Fazenda, tenta harmonizar parâmetros pelo mundo. Ter regras e padrões comparáveis é considerado essencial para criar um mercado de carbono efetivo, com liquidez e transparência.

O mercado de carbono transforma o direito de poluir em um ativo negociável, com valor econômico. Na prática, estabelece cotas ou limites para a emissão de carbono, e empresas que conseguem poluir menos que o permitido geram créditos de carbono. Esses créditos podem ser vendidos para aquelas que ultrapassaram a meta.

Há vários mercados desse tipo pelo mundo, mas existem grandes diferenças na maneira com que é feita o processo de monitoramento, relato e verificação desses créditos gerados (o chamado MRV). Isso faz com que diferentes créditos – emitidos por diferentes geografias ou segmentos – tenham distintos níveis de credibilidade e confiança.

Ou seja, sem uma regra padrão, o crédito de uma tonelada de carbono de um país pode ser encarado de maneira diferente de outro. A situação atrapalha muito o avanço do tema.

Além disso, os mercados não têm interoperabilidade. Assim, o crédito de um mercado regulado pode não ser negociado no segmento voluntário. Ou em outras geografias.

“Ao promover essa convergência com algumas das maiores economias do mundo, estamos formando regras comuns e estabelecendo um caminho de harmonização das normas entre os países”, disse o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux. Para ele, a iniciativa é um “passo histórico”.

Juntos, esses 11 mercados vão trocar experiências sobre metodologias — como sistemas de monitoramento, relato e verificação, regras de uso de créditos e trocas, contabilidade de carbono e padrões de transparência.

Informações: CNN.

Anúncios aleatórios