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Da floresta à estratégia: a trajetória de Caio Zanardo como CEO da Veracel e a nova agenda de sustentabilidade da Suzano

Assumir a presidência de uma empresa de celulose em meio a uma pandemia global não estava nos planos de Caio Zanardo quando, em 2021, chegou à Veracel Celulose para ocupar a cadeira de CEO.
Duas semanas após sua entrada, o mundo voltava a falar em lockdown com a chegada da variante Ômicron da COVID-19, as equipes estavam fragilizadas emocionalmente e o contato presencial era praticamente inexistente. “Chegar a uma empresa e assumir a cadeira de presidente naquele momento foi muito desafiador, especialmente para se conectar com a organização”, relembra.
A escuta, ali, tornou-se ponto de partida. Em um cenário de insegurança psicológica elevada, Zanardo buscou criar canais simples, mas constantes, de diálogo. Reuniões virtuais informais, conversas abertas e um esforço deliberado para compreender os anseios das pessoas marcaram seus primeiros meses. “Esse acolhimento foi essencial para que as pessoas entendessem a importância da escuta ativa e, a partir daí, pudéssemos implementar as ações que queria fazer.”

A Veracel que Zanardo encontrava naquele momento era uma empresa com ativos sólidos, governança robusta e um desafio técnico central: a queda de produtividade florestal. Joint venture 50/50 entre Suzano e Stora Enso, a companhia carrega uma estrutura de governança singular no setor, que exige alinhamento constante entre dois acionistas globais. “O primeiro ponto foi entender o mandato. A governança é muito forte e isso exige clareza sobre prioridades e entregas”, afirma.

O diagnóstico apontava para uma questão crítica na base do negócio: produtividade florestal, declínio clonal e necessidade de reorganização do abastecimento de madeira em um contexto de expansão do setor no Brasil. “Recuperamos mais de 30% da produtividade florestal nesses anos. Hoje temos índices superiores à média nacional e um plano de abastecimento robusto para os próximos anos, com madeira já contratada para atender a necessidade da fábrica”, detalha.

Ao mesmo tempo, havia o desafio de preservar a excelência operacional de uma unidade industrial que, embora tivesse cerca de 20 anos de operação, precisava ser tratada como uma “fábrica nova” do ponto de vista de reinvestimento, atualização tecnológica e alocação de capital. “Manter a fábrica competitiva exigia enfrentar a obsolescência natural e trazer novas tecnologias. Isso demandou decisões firmes de investimento.”

Mas os desafios da Veracel iam além dos números. Inserida no extremo sul da Bahia, a empresa opera em um território marcado por diversidade social, presença indígena, agricultura familiar e uma complexa rede de atores locais. São mais de 24 aldeias indígenas e cerca de 1.500 famílias ligadas à agricultura familiar convivendo com as operações florestais. “Essa interface territorial é sempre muito importante. Depois de cinco anos, posso dizer que nossa relação com esses atores melhorou significativamente”, afirma.

Zanardo reconhece que parte desse caminho já vinha sendo construída por seu antecessor, sobretudo na pacificação de conflitos históricos. Coube à sua gestão aprofundar relações, dar continuidade a parcerias e estruturar uma presença institucional mais consistente no território. “É uma relação que precisa ser duradoura. Trabalhar com comunidades agrícolas, povos indígenas, fomentos florestais, que representam cerca de 20% da nossa base, exige diálogo constante e presença.”

Esse olhar para o território ganhou projeção internacional durante a participação da Veracel na COP 30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, onde a empresa apresentou projetos ligados à restauração florestal, biodiversidade e comunidades resilientes. O destaque foi o projeto Mussununga, voltado à restauração de cerca de 1.200 hectares com espécies nativas da Mata Atlântica, em parceria com organizações como a The Nature Conservancy (TNC). “A restauração florestal é algo que o setor conhece há muitos anos. O projeto nasceu dessa reflexão: o que podemos fazer além do nosso core?”, explica.

A iniciativa também dialoga com o mercado de carbono, ainda que Zanardo faça questão de frisar que a Veracel não tem esse mercado como foco principal. “Tínhamos áreas adicionais e vimos a oportunidade de chamar parceiros para reflorestar, gerar créditos e compartilhar valor. Não é o centro da nossa estratégia, mas faz sentido dentro de uma lógica de parcerias.”

Outro eixo apresentado foi o fortalecimento de comunidades resilientes, conectando sustentabilidade ambiental a desenvolvimento social. “Hoje não é mais só mitigar e se adaptar. É entender o que podemos fazer com e para as comunidades. Grandes empresas têm um papel claro nos territórios onde atuam.”

A biodiversidade completa esse tripé. Com mais de duas décadas de monitoramento de fauna, a Veracel firmou parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para utilizar metodologias que orientem decisões de restauração a partir do maior potencial de ganho em biodiversidade. “Isso nos ajuda a direcionar melhor onde restaurar e como integrar essas informações ao planejamento ambiental.”

A trajetória de Zanardo ajuda a explicar essa abordagem integrada. Engenheiro florestal, ele iniciou a carreira como trainee na então Votorantim Papel e Celulose, passou pela Fibria, viveu processos de expansão industrial, fusões e aquisições, e acompanhou de perto a consolidação que deu origem à atual Suzano. “Fui privilegiado por participar de grandes fusões e ‘confusões’”, brinca. “Cada ciclo ampliou minha visão de negócio.”

Perguntado se imaginava chegar à presidência de uma companhia, ele é direto: não. “As coisas foram acontecendo. Tive bons líderes, fui provocado a assumir desafios e apoiado pelas pessoas e pela família. Você vai dando passos pequenos e, quando vê, está ali.”

Durante seus cinco anos à frente da Veracel, Zanardo destaca dois legados principais: a reorganização florestal e a transformação cultural. “Trabalhamos muito para fortalecer uma cultura de agilidade, decisão e adaptação. O cenário é cada vez mais incerto, e empresas só terão sucesso se conseguirem decidir rápido.”

Esse movimento se refletiu também na renovação da liderança. Hoje, 87% dos líderes da Veracel têm menos de cinco anos na posição, mas mais de 11 anos de casa. “Promover lideranças internas foi essencial para combinar conhecimento da cultura com capacidade de inovação.”

Os desafios, contudo, permaneceram. Para Zanardo, o maior deles foi alinhar o ritmo de uma empresa com o tempo da sociedade. “O compasso corporativo não é o mesmo compasso social. Entender essas cadências, escutar e mostrar valor para diferentes atores foi, sem dúvida, o maior desafio.”

A complexidade se acentua em uma joint venture 50/50, sem acionista majoritário. “Costumo brincar que tenho um pai e uma mãe, mas não sei quem é quem. É preciso garantir que ambos trabalhem em prol do ‘filho’, que é a Veracel”, diz. Segundo ele, o alinhamento entre Suzano e Stora Enso sempre foi um ponto forte da governança da empresa.

Agora, esse ciclo se encerra. A partir de janeiro de 2026, Zanardo deixa a presidência da Veracel para assumir a Diretoria de Sustentabilidade, SSQVF e Facilities da Suzano. A transição está sendo conduzida de forma planejada, com Alexandre Lanna assumindo como novo CEO. “O foco agora é garantir uma transição bem-feita. A Veracel está sólida, preparada e com opcionalidades.”

Na Suzano, o desafio ganha outra escala. Sustentabilidade, para Zanardo, não é uma agenda paralela, mas eixo estratégico. “Essa agenda é base para performance, gestão de riscos, cuidado com as pessoas e criação de valor. Ela se expressa nos territórios, nos produtos e nas soluções renováveis que a Suzano desenvolve.”

Ao olhar para trás, ele resume o legado deixado à equipe da Veracel em três palavras que definem o propósito da empresa: valorizar a vida, inspirar pessoas e ser responsável. “Se esse propósito seguir vivo no dia a dia, a companhia continuará sendo uma grande empresa para trabalhar e para a sociedade.”

Informações: News PulPaper

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MS mantém relação com 23 países da União Europeia e faturou US$ 1,3 bi em 2025

Celulose foi o principal item exportado ao bloco, somando 1 milhão de toneladas, equivalente a 26% do total.

Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia. A celulose liderou a exportação sul-mato-grossense, com 1 milhão de toneladas, o que representa 26% dos produtos do Estado para o bloco. Com a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, o titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, avalia que o Estado pode ampliar mercados.

Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia em 2025, gerando receita de US$ 1,3 bilhão. A celulose liderou as exportações com 1 milhão de toneladas, seguida por farelos de soja com 917 mil toneladas e carne bovina com 14 mil toneladas. Com a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, o Estado prevê ampliar mercados. A Semadesc destaca a certificação de propriedades agrícolas nos padrões europeus e o potencial de crescimento para produtos como etanol, soja em grãos e celulose solúvel da Bracell.LEIA AQUI

“A primeira expectativa do Governo do Estado é de que, a partir da aprovação desse acordo, nós consigamos ampliar [as exportações]. Na verdade, nós temos uma possibilidade de ampliação de produtos que serão mais competitivos. É importante entender que a redução de tarifa significa aumentar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses na União Europeia”, disse Verruck. O titular da pasta acredita que a celulose será um dos carro-chefes, sobretudo a celulose solúvel que a fábrica da Bracell vai produzir.

O segundo produto mais exportado são farelos de soja, que representaram 917 mil toneladas comercializadas para o bloco. A carne bovina aparece em terceiro, com 14 mil toneladas exportadas. Outra medida que pode abrir mais portas para os produtos sul-mato-grossenses é a certificação de propriedades agrícolas dentro dos padrões europeus de produção, acordo alinhavado durante a COP30, realizada em Belém (PA), em novembro do ano passado.

MS mantém relação com 23 países da União Europeia e faturou US$ 1,3 bi em 2025
Titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

“O Estado já fez um acordo com a União Europeia e avança na certificação. Vamos ter um certificado oficial nessas propriedades que não tiveram desmatamento depois de 2020 e estarão habilitadas para exportar seus produtos ao mercado europeu”, afirmou Verruck.

Outros produtos abundantes em Mato Grosso do Sul e que a União Europeia precisa são a soja em grãos e o farelo da soja, que devem ter as vendas aumentadas com o acordo. O secretário Jaime Verruck acredita, ainda, que haja espaço para o etanol produzido no Estado nos países europeus, que buscam descarbonizar a economia.

Saldo positivo – De acordo com dados do levantamento feito pela Assessoria de Economia da Semadesc, com a exportação de 3,76 milhões de toneladas de produtos, Mato Grosso do Sul faturou US$ 1,3 bilhão. No mesmo ano, as empresas do Estado compraram 77 mil toneladas de produtos do bloco europeu, perfazendo US$ 492 milhões. O saldo da balança comercial foi, portanto, altamente favorável a Mato Grosso do Sul no ano passado, fechando em US$ 812 milhões.

MS mantém relação com 23 países da União Europeia e faturou US$ 1,3 bi em 2025

Ao todo, o Estado manteve relações comerciais com 23 países da União Europeia em 2025, sendo 20 como destinos de exportações e 23 como origens de importações. A Holanda (31,7%) e a Itália (31,4%) foram as principais portas de entrada de produtos sul-mato-grossenses no mercado europeu no ano passado. Já a Finlândia, que domina a tecnologia de produção de máquinas para a indústria de celulose, forneceu 67% dos produtos comprados da União Europeia pelo Estado.

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Setor da celulose deve ser principal beneficiado no acordo com europeus

Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, além da abertura de novos mercados, os preços nestes países são maiores do que na China.

A formação de maioria na União Europeia para aprovar o acordo comercial com o Mercosul tende a ser benéfico para todos os setores do agronegócio de Mato Grosso do Sul, mas um dos maiores beneficiados deve ser o da celulose, que está vivendo um boom na produção e que amargou perdas bilionárias no último ano por conta da queda nos preços.

De acordo com Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento  Sustentável, a redução de alíquotas nos países europeus, além de abrir mercado, cria a possibilidade de as indústrias locais conseguirem preços melhores pela celulose. 

Segundo ele, a União Europeia “é um mercado de alto valor agregado e que normalmente paga melhor do que outros mercados, mais que o próprio mercado chinês”, que atualmente é o principal destino da celulose exportada por Mato Grosso do Sul

No ano passado, Mato Grosso do Sul exportou 6,89 milhões de toneladas de celulole, o que foi 48% acima das 4,63 milhões de toneladas do ano anterior. Porém, a cotação em dólar sofreu queda significativa. A cesulose respondeu por quase 28% de todo o faturamento estadual com as exportações em 2025.

Os preços médios foram 21% menores que os do ano anterior, recuando de 572,39 dólares para 451,34 dólares a tonelada. No caixa das três indústrias que atuam no Estado, isso significou queda da ordem de R$ 4,5 bilhões no faturamento anual. 

Além dessa abertura de novos e melhores mercados para a celulose tradicional, a de fibra curta, o acordo com a União Europeia, segundo Jaime Verruck, cria importante perspectiva para a exportação de celulose solúvel que será produzida pela Bracell em Bataguasu. Esta celulose é usada principalmente na produção de vestimentas enquanto que  outra destina-se à produção de papéis. 

O acordo, embora deva entrar em vigor somente em dois um três anos, também terá importância fundamental para a exportação de carnes (bovina, suína e de aves), soja, açúcar e etanol, segundo Jaime Verruck. 

Para todos estes produtos, porém, foram fixadas cotas máximas de exportação. E, quando as vendas atingirem determinados patamares, as tarifas voltam a vigorar. No caso da celulose, porém, não existe teto de exportações. 

E, com a queda nos preços ao longo de quase um ano e meio, indústrias européis de produção de celulose passaram a operar no vermelho e algumas até suspenderam a produção. 

DIVERSIFICAÇÃO

Atualmente o comércio internacional de Mato Grosso do Sul é praticamente refém das vendas para a China, responsável por mais de 48,5 das compras. Na lista dos dez principais parceiros comerciais do Estado, aparecem somente a Holanda (Países Baixos) e a Itália. 

Juntos, estes dois países foram responsáveis pela importação de pouco mais de 800 milhões de dólares de produtos de Mato Grosso do Sul. A China, por sua vez, fez compras que somaram quase 4,8 bilhões de dólares. 

Por outro lado, é destacada a presença de países como Turquia, Irã e Bangladesh entre os principais parciros comerciais. Eles deixaram para trás algumas das grandes potências mundiais, como França, Alemanha e Espanha, por exemplo. 

Somenda a Holanda e a Itália apareceram entre os dez principais destinos das exportaões de MS no ano passado

Informações: Correio do Estado

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Itaú Unibanco diz que vai investir R$ 200 mi em ativos florestais da Dexco

O Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou nesta sexta-feira que vai investir cerca de R$ 200 milhões em uma sociedade de propósito específico (SPE) da Dexco (DXCO3) no setor florestal, segundo comunicado ao mercado.

A Dexco anunciou na quarta-feira que a controlada indireta Jatobá Florestal vai receber investimento de cerca de R$ 200 milhões de um investidor institucional.

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Nova fábrica da Bracell entra em fase decisiva em Bataguassu

O projeto da sexta unidade industrial de celulose de Mato Grosso do Sul deu mais um passo com a visita técnica do secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), às futuras instalações da Bracell, em Bataguassu.

A fábrica será construída às margens da BR-267, a cerca de nove quilômetros do centro urbano, com investimento estimado em R$ 16 bilhões e potencial de gerar até 12 mil empregos no auge das obras.

A agenda teve como foco o alinhamento entre o Governo do Estado e a multinacional para enfrentar os impactos do crescimento acelerado do município. Entre os principais pontos debatidos estão o déficit habitacional e a necessidade de reforço da infraestrutura logística para suportar uma produção prevista de 2,92 milhões de toneladas de celulose por ano.

Com a perspectiva de atração de milhares de trabalhadores, Bataguassu iniciou a revisão do Plano Diretor. Durante a vistoria, foram avaliadas áreas destinadas à implantação de novos conjuntos habitacionais, com participação tanto da iniciativa privada quanto da própria empresa. Para o secretário, a moradia é o desafio mais urgente. “Sabemos que ampliar a oferta de casas é um desafio recorrente em municípios que recebem projetos desse porte. O Estado busca viabilizar parcerias para que o aumento do emprego venha acompanhado de infraestrutura para moradia”, afirmou Verruck.

A concessão da chamada “Rota da Celulose” também esteve no centro das discussões. O contrato com o Consórcio XP, vencedor do leilão para administrar as rodovias BR-262, BR-267 e MS-040, deve ser assinado até o fim de janeiro. As obras de melhoria nos acessos rodoviários estão previstas para começar em março, com intervenções prioritárias programadas até dezembro de 2026.

Qualificação e desenvolvimento regional

Para garantir que os benefícios econômicos permaneçam no Estado, o Sebrae/MS e o Sistema S, por meio do Senai e do Senac, lançaram o programa “Encadear”. A iniciativa visa preparar micro e pequenas empresas sul-mato-grossense para atuar como fornecedoras da Bracell, desde a fase de construção até a operação industrial.

Além disso, estão previstos programas específicos de capacitação de mão de obra nas áreas florestal e industrial, assim como treinamentos voltados ao comércio e aos serviços locais, setores que devem sentir diretamente os efeitos do aumento populacional.

Licenciamento e início das obras

Bracell já conta com a Licença Prévia (LP). O Conselho de Controle Ambiental (Ceca) aprovou por unanimidade a Licença Prévia para a construção da nova fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu em dezembro 2025. A reunião, realizada de forma virtual, foi presidida pelo secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

O parecer técnico do Imasul e o voto da relatora Bruna Feitosa garantiram o avanço do empreendimento, que cumpriu todas as etapas legais, incluindo audiência pública e análise do extenso EIA/RIMA.A expectativa é que a Licença de Instalação (LI) seja concedida em março, liberando o início das obras de terraplanagem e da construção civil da nova planta industrial. 

Informações: Capital News

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Com apoio da Suzano, agricultores familiares levam mais de 2 toneladas de alimentos para a mesa de famílias vulneráveis

A iniciativa faz parte do Projeto Sacola Verde, que visa gerar trabalho e renda para comunidades rurais, ao mesmo tempo em que promove a segurança alimentar para famílias de comunidades rurais.

Agricultores familiares dos assentamentos Avaré e Mutum, em Santa Rita do Pardo, levaram mais de 2 toneladas de alimentos agroecológicos à mesa de 35 famílias (135 pessoas) em situação de vulnerabilidade social nos últimos seis meses. A ação é patrocinada pela Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, e faz parte do Projeto Sacola Verde. A iniciativa foi retomada no segundo semestre deste ano, em parceria com a Associação Amigos em Ação do Assentamento Avaré e Mutum.

“O projeto Sacola Verde materializa o nosso direcionador de que só é ‘bom para nós se for bom para o mundo’. Em uma única iniciativa, promovemos a produção sustentável de alimentos agroecológicos, estimulamos a geração de trabalho e renda no campo e ampliamos o acesso de dezenas de famílias a alimentos saudáveis. Retomar essa parceria com as comunidades é fundamental para fortalecer a segurança alimentar e valorizar o trabalho dos agricultores locais”, destaca Andreone dos Santos Souza, coordenador de Relacionamento Social da Suzano em Mato Grosso do Sul.

O apoio da Suzano terá duração de seis meses, o que permitirá que produtores rurais participantes mantenham um fluxo regular de entregas. Desde sua implementação, em 2022, o Sacola Verde já possibilitou a produção de aproximadamente 9,5 toneladas de alimentos pelas comunidades participantes. Neste novo ciclo, os itens entregues incluem alface, couve, mandioca, cheiro verde, beterraba, banana, pão, limão, berinjela e rúcula, alimentos cultivados por agricultores familiares dos assentamentos Avaré e Mutum.

Para Sebastião Nepumoceno, presidente da Associação Amigos em Ação do Avaré, o projeto representa mais segurança para a produção e uma oportunidade concreta de ampliar a renda das famílias envolvidas. “Começamos essa iniciativa há bastante tempo, com o apoio da Suzano, e desde então ela tem contribuído significativamente para a destinação da nossa produção e para o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade. Com o Sacola Verde, nossa realidade melhorou muito, pois contamos com apoio técnico, mais organização e a tranquilidade de saber que parte da colheita chega a quem mais precisa. É um projeto com dois resultados claros: gera renda no campo e garante alimento para as famílias”, ressalta.

Para Sebastião Nepumoceno, presidente da Associação Amigos em Ação do Avaré, o projeto representa mais segurança para a produção e uma oportunidade concreta de ampliar a renda das famílias envolvidas. “Começamos essa iniciativa há bastante tempo, com o apoio da Suzano, e desde então ela tem contribuído significativamente para a destinação da nossa produção e para o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade. Com o Sacola Verde, nossa realidade melhorou muito, pois contamos com apoio técnico, mais organização e a tranquilidade de saber que parte da colheita chega a quem mais precisa. É um projeto com dois resultados claros: gera renda no campo e garante alimento para as famílias”, ressalta.

Informações: Perfil News

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Congresso analisa MP que abre crédito para combate a incêndios florestais

Recursos serão usados em políticas de combate ao desmatamento e incêndios na Amazônia e no Pantanal.

O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória 1330/25, que abre crédito extraordinário no Orçamento de 2025 de R$ 60,4 milhões para garantir a continuidade de ações de prevenção, fiscalização e combate a incêndios florestais.

De acordo com a mensagem que acompanha a medida, o crédito também é essencial para cumprir as determinações da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que impõem ao poder público o fortalecimento estrutural das políticas de combate ao desmatamento e incêndios na Amazônia e no Pantanal.

“Os recursos ao Ibama serão utilizados para recomposição e ampliação de itens críticos, notadamente o custeio de diárias e passagens para mobilização de equipes em áreas extensas e de difícil acesso; o pagamento da remuneração de brigadistas temporários; a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual; a locação de meios aéreos para o primeiro ataque e apoio às operações de fiscalização, manejo e combate a incêndios, bem como para o suporte logístico associado”, explica o Executivo.

Outra parte do dinheiro será destinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para fortalecer ações de fiscalização.

A medida provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra

Créditos: Agência Câmara Notícias

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CMPC Celulose e a Neltume Ports firmam joint venture para implantação de terminal portuário em Rio Grande/RS

A CMPC Celulose e a Neltume Ports uniram forças para a constituição da joint venture Terminal Rio Grande do Sul S/A, com o objetivo de implantar um terminal dedicado à movimentação de carga geral, com foco na celulose, no Porto do Rio Grande (RS).

No início deste mês, o Terminal Rio Grande do Sul obteve, junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), após consulta pública, o reconhecimento da viabilidade para a celebração de um Contrato de Adesão. O instrumento viabiliza a construção e a exploração de um Terminal de Uso Privado (TUP) no município do Rio Grande, a ser firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, na condição de Poder Concedente, e a empresa.

Na última sexta-feira, foi assinado o Contrato de Adesão entre a Secretaria Nacional de Portos, o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ e o Terminal Rio Grande do Sul S/A, concedendo à empresa o direito de implantar e explorar suas instalações portuárias.

O projeto prevê a construção de dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando de forma significativa a capacidade logística do Porto do Rio Grande.

Os investimentos estimados somam R$ 1,5 bilhão. Durante a fase de implantação, a expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos. Na fase operacional, o terminal deverá criar cerca de 450 empregos diretos e mais de 2.100 empregos indiretos, incluindo trabalhadores avulsos e caminhoneiros.

O projeto também contempla um repasse de R$ 142,7 milhões à Portos RS, destinado especificamente à execução da dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Novo, beneficiando todas as cargas operadas nessa área portuária.

Os próximos passos incluem a Cessão de Uso do terreno, atualmente em tramitação junto à Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Na sequência, estão previstas a realização de audiência pública, bem como a obtenção da Licença Prévia e da Licença de Instalação junto à FEPAM/RS.

Informações: Portos RS

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Uruguaio investe US$ 800 milhões no bilionário mercado de celulose

O Uruguai está prestes a inaugurar um novo projeto industrial de grande escala em 2027 no mercado bilionário de celulose, no qual, o Brasil é líder.

Um grupo investidor liderado pelo empresário uruguaio Ignacio Genta, vinculado ao negócio do papel tissue no país, trabalha na preparação de um projeto para construir uma planta integrada de celulose e papel tissue (insumo com o qual se elaboram produtos como papel higiênico e guardanapos) no centro do país, com um investimento estimado de US$ 800 milhões (R$ 4,3 bilhões, segundo a cotação atual).

A iniciativa, ainda em etapa inicial mas com números definidos, mira produzir 144.000 toneladas anuais de papel a partir de celulose elaborada na mesma planta, o que permitiria abastecer parte do mercado regional e exportar para vários destinos do continente.

Embora a localização exata seja mantida sob estrito sigilo, o terreno avaliado está na zona central do país, com acesso a água e logística adequada.

Segundo explicou Genta à Forbes Uruguay, o empreendimento já foi apresentado a autoridades do país do Ministério da Indústria, Energia e Mineração (MIEM) e do Ministério da Economia e Finanças (MEF), que manifestaram interesse em considerá-lo como projeto de interesse nacional dado sua magnitude e potencial exportador.

Uma indústria integrada: da celulose ao papel pronto

O projeto, denominado Paper Cell, apresenta como objetivo a fabricação de bobinas de papel prontas para transformação ou comercialização, à diferença das grandes fábricas instaladas no país, que produzem para exportar a celulose como commodity.

Em termos industriais, trata-se de um complexo que processará celulose em estado líquido e a transformará in situ em papel tissue. Esta integração vertical, explica Genta, permite capturar maior valor agregado. A capacidade projetada inclui duas máquinas de papel com uma produção combinada de cerca de 12.000 toneladas mensais.

Atualmente, o Uruguai não produz essa classe de papel nesta escala. Segundo um estudo feito pelo grupo, existe um mercado regional dinâmico com a Argentina como principal destino potencial, já que o país vizinho importa milhares de toneladas mensais por falta de novos investimentos locais.

Informações: Forbes

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Megaobra de R$ 270 milhões no MS promete ligar cidades e acelerar a economia do Vale da Celulose

O anúncio da implantação e pavimentação da MS-320 recoloca o Vale da Celulose no centro do debate sobre infraestrutura e desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul. Com investimento previsto de R$ 276 milhões, a nova rodovia deve encurtar distâncias entre Três Lagoas, Inocência e outros municípios da Costa Leste, criando um corredor mais ágil para o transporte de cargas e passageiros e integrando o pacote de financiamentos do Governo do Estado junto ao BNDES.

Como será o novo eixo de ligação no Vale da Celulose?

O projeto prevê a pavimentação de 62,9 quilômetros ligando a MS-377 à BR-158, trecho estratégico para a circulação de matéria-prima e produtos industrializados. A ordem de serviço foi assinada em Três Lagoas, com início das obras previsto para o começo de 2026 e prazo contratual de 18 meses, em dois lotes simultâneos para acelerar a entrega.

No chamado Vale da Celulose, onde se concentram plantas industriais do setor florestal, a nova rodovia deve oferecer maior previsibilidade de transporte e menor desgaste de frota. A pavimentação reduz a dependência de estradas de terra em períodos de chuva e favorece o deslocamento diário de trabalhadores entre municípios da região Leste.

Cliente ganha na Justiça mais de R$ 7 mil após ter internet cortada sem aviso prévio

Megaobra de R$ 270 milhões no MS promete ligar cidades e acelerar a economia do Vale da Celulose
Obras de duplicação de rodovia no Brasil

Quais os impactos econômicos da MS-320 na região Leste?

MS-320 é tratada como investimento voltado à redução de custos logísticos e ao fortalecimento do corredor econômico da região Leste. A ligação entre MS-377 e BR-158 cria uma rota mais curta para cargas que seguem a grandes rodovias, terminais ferroviários e, indiretamente, portos e centros de distribuição em outros estados.

Durante o período de implantação, o pacote de obras apoiado pelo BNDES tende a gerar empregos diretos e indiretos, especialmente na construção civil e em serviços de apoio. Após a pavimentação, a região pode se tornar mais atrativa para empreendimentos industriais, silos, armazéns e centros de logística, ampliando a base produtiva do Vale da Celulose:

  • Setor florestal: simplificação e maior regularidade no transporte de madeira e celulose.
  • Agronegócio: escoamento mais ágil de grãos, fertilizantes e insumos agrícolas.
  • Comércio e serviços: maior circulação de pessoas e mercadorias entre cidades da Costa Leste.
  • Receita municipal: potencial aumento de arrecadação com novos investimentos privados.

Quais os impactos na segurança viária e mobilidade com megaobra?

Além do aspecto econômico, a pavimentação da MS-320 é apresentada como medida de segurança viária. Estradas asfaltadas, com sinalização adequada e geometria planejada, oferecem tráfego mais previsível do que vias de terra, sobretudo em períodos chuvosos, reduzindo riscos de acidentes e avarias.

A criação de uma rota alternativa entre municípios da Costa Leste também tende a redistribuir o fluxo de caminhões, aliviando outros trechos já sobrecarregados. Para moradores, isso significa deslocamentos mais rápidos a serviços de saúde, educação e comércio em polos regionais como Três Lagoas, que se consolida como principal referência urbana.

Quais os próximos passos para o corredor econômico Leste?

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Com a MS-320 em operação, o Vale da Celulose tende a se consolidar como um dos principais eixos logísticos de Mato Grosso do Sul. A integração entre rodovias estaduais e federais cria condições para ampliar parcerias com outros estados e conectar a região a cadeias nacionais e internacionais de produção.

O cronograma que prevê início das obras em 2026 e conclusão em até 18 meses coloca a rodovia no horizonte de curto e médio prazo. Enquanto isso, municípios e setor produtivo acompanham o projeto, ajustando o planejamento urbano, serviços de apoio e oportunidades de negócios em torno do novo corredor de desenvolvimento. Veja os benefícios do projeto na região:

CategoriaBenefícios
Econômico• Redução de custos logísticos para produtores e indústrias. • Facilita o escoamento da produção agrícola e industrial. • Fortalecimento do corredor econômico no Leste de MS.
Social• Melhora da segurança viária para motoristas e comunidades locais. • Aumento de integração entre municípios (ex.: Três Lagoas, Inocência e outras). • Geração potencial de empregos diretos e indiretos (construção e operação).
Logístico• Criação de um novo corredor rodoviário estratégico, ligando MS-377 à BR-158.• Melhora na conectividade entre cidades e regiões produtoras.
Produtividade• Maior eficiência no transporte de insumos e produtos. • Redução de tempo de viagem e desgaste de veículos.

Informações: Terra Brasil Notícias

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