Implemento de nove eixos eleva capacidade volumétrica, reduz custos operacionais e reforça segurança nas operações do setor florestal.
A Sergomel colocou no mercado o Super Bitrem, implemento desenvolvido para o transporte de cargas pesadas e volumosas no segmento florestal, com foco em madeira. A solução foi projetada para ampliar a eficiência logística das operações, combinando maior capacidade de carga com redução de custos operacionais e de manutenção.
De acordo com Vagner Gomes, diretor comercial da empresa, a adoção de implementos específicos é determinante para o desempenho no setor. Segundo ele, os bitrens utilizados na indústria florestal exigem características próprias de capacidade, manobrabilidade e segurança, e o Super Bitrem foi concebido para atender a esses requisitos.
O ganho logístico do equipamento está associado à composição escolhida. Trata-se de um bitrem de nove eixos, formado por dois semirreboques, com PBTC de 74 toneladas. Essa configuração reduz custos com emplacamento e componentes, além de impactar positivamente o investimento inicial e as despesas de manutenção ao longo da operação.
Outro diferencial está no projeto do chassi. A partir de estudos técnicos e processos de melhoria contínua, a Sergomel desenvolveu longarinas robustas e, ao mesmo tempo, mais esbeltas, capazes de assegurar confiabilidade estrutural e segurança, com redução do centro de gravidade da composição. A suspensão rebaixada contribui para um ganho aproximado de 30% no volume útil transportado.
O uso de aço de alta resistência também é parte central do projeto. A empresa aplica, no segmento florestal, o know-how acumulado desde 2004 no mercado canavieiro, o que permitiu reduzir a tara das composições e ampliar o volume de carga dentro dos limites legais de peso bruto total.
Fundada em 1975, em Sertãozinho (SP), a Sergomel iniciou suas atividades no setor sucroalcooleiro e, ao longo das décadas, diversificou sua atuação para os segmentos rodoviário e florestal. Hoje, opera com um parque fabril de 96,8 mil metros quadrados, capacidade produtiva de 2.640 equipamentos por ano e presença em todo o território nacional, além de exportações para países da América Latina, Europa, África e Ásia.
Portfólio inclui assistência técnica especializada, upgrades tecnológicos, manutenção preventiva e treinamentos para aumentar produtividade e reduzir riscos operacionais.[
A Voith Paper, líder global em tecnologias para o setor de papel, oferece diversos serviços para apoiar as fabricantes na otimização de suas rebobinadeiras. Responsáveis por converter os rolos jumbo em bobinas menores, as rebobinadeiras são equipamentos fundamentais para o processo de produção do papel.
As rebobinadeiras operam de forma intermitente, em contraste ao processo contínuo das máquinas de papel. Isso implica na importância da padronização e redução dos tempos improdutivos do equipamento para a absorção da produção da linha de fabricação. Na prática, entretanto, seja após incrementos de velocidade nas máquinas de papel ou pela deterioração do desempenho da rebobinadeira por falta de manutenção adequada, é comum que a seção apresente limitações de produtividade.
“Quando a rebobinadeira não acompanha a produção da máquina de papel, todo o processo sofre. Há redução de capacidade global da linha, aumento do risco de paradas e necessidade de reprocessamento”, explica Gabriel Azevedo, Engenheiro de Aplicação da Voith Paper.
Além disso, boa parte da base instalada no Brasil é composta por equipamentos com alto nível de intervenção manual, aumentando a exposição ao risco operacional e a possibilidade de falha humana.
Problemas mecânicos, falhas de automação ou ajustes inadequados na rebobinadeira também podem comprometer o valor agregado ao produto nas etapas anteriores de fabricação, exigindo a repetição de processos e elevando custos.
Com profunda expertise em processos, automação e mecânica, a Voith Paper oferece um portfólio robusto de serviços voltados especificamente às rebobinadeiras. Entre as soluções estão:
Serviços especializados de assistência técnica em processos, mecânica, hidráulica/pneumática, automação e medições de vibração;
Peças de reposição e planos de manutenção preventiva;
Upgrades para incremento de capacidade, qualidade e/ou segurança operacional (NR12);
Treinamentos conceituais e práticos para as equipes de produção e manutenção;
Contratos customizados de suporte / gestão técnica (combinação entre serviços, peças, upgrades, treinamentos e gestão de acordo com as necessidades específicas do seu equipamento e processo).
“Nosso trabalho é colaborativo. Atuamos junto às equipes das fábricas para identificar gargalos, melhorar a confiabilidade e sintonia dos sistemas, reduzir intervenções manuais e entregar um processo mais seguro, estável e produtivo”, reforça Gabriel. .
As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está com 10 processos seletivos abertos em diferentes áreas para atender suas operações em Água Clara, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). As inscrições estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e podem ser feitas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).
Em Água Clara, está disponível uma vaga para o cargo de Mecânico(a) I. Em Ribas do Rio Pardo, as pessoas interessadas podem concorrer aos processos seletivos para Retificador(a) de Corrente, Motorista Lavador, Comboísta, Analista de Facilities Pleno, Técnico(a) de Manutenção Mecânica II e Operador(a) de Máquinas Florestais. Para Três Lagoas, há uma vaga para Motorista de Logística Florestal – Exclusiva PCD. Já em Campo Grande, há uma vaga para Supervisor(a) de Logística I.
Segue a lista completa dos processos seletivos da Suzano em andamento no estado e os respectivos links para inscrições. Nas páginas, é possível consultar os pré-requisitos de cada vaga, detalhamento da função e benefícios ofertados pela empresa.
Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.
Série H, novo skidder e soluções conectadas mostram como a empresa prepara o setor florestal para os desafios de produtividade e eficiência até 2026.
A John Deere apresentou, em 2025, um conjunto robusto de inovações voltadas ao setor florestal, reforçando sua estratégia de ampliar a produtividade das operações, reduzir custos e avançar em sustentabilidade. Os destaques incluem o lançamento da Série H de harvesters e forwarders, a ampliação do portfólio da Série G com o Forwarder 1010G e a introdução de um Skidder preparado especificamente para silvicultura no mercado brasileiro.
1010G / John Deere
Segundo Roberto Marques, diretor da divisão Florestal da John Deere para a América Latina, as novidades refletem uma demanda crescente por mecanização mais eficiente, conectada e adaptada às condições desafiadoras das florestas plantadas.
Série H eleva eficiência operacional
A nova Série H é composta por dois modelos de harvesters (1270H e 1470H) e dois de forwarders (2010H e 2510H). Entre os principais diferenciais está o IBC Standard (Intelligent Boom Control), tecnologia que automatiza movimentos da grua, aumenta a precisão das operações e contribui para a redução de manutenções.
Harvester 1270H / John Deere
Outro avanço relevante é o Active Frame Lock, sistema que proporciona maior estabilidade tanto em terrenos planos quanto em declives íngremes, permitindo ao operador trabalhar com a grua posicionada lateralmente, ampliando a área útil de trabalho e a versatilidade da máquina.
Os harvesters da Série H entregam até 8% mais produtividade, com redução de até 5% no consumo de combustível por metro cúbico, além de um aumento de 10% na potência e no torque do motor. O sistema hidráulico foi aprimorado com três bombas dedicadas, garantindo maior eficiência energética. As novas barras H7 e H9 também elevam o desempenho, com ganhos de potência e torque de giro.
Já os forwarders 2010H e 2510H apresentam incrementos de produtividade de 11% e 25%, respectivamente, com maior capacidade de carga — entre 20 e 25 toneladas — e economia de combustível de até 5%.
Conforto e tecnologia no centro do projeto
A cabine da Série H foi redesenhada para melhorar visibilidade, conforto e ergonomia. O novo posicionamento do motor, aliado a materiais avançados de isolamento acústico, resulta em um ambiente mais silencioso.
O sistema de climatização aprimorado garante estabilidade térmica, enquanto a Chave Inteligente da Cabine permite acesso remoto ao painel de controle e ao sistema TimberMatic™, com configurações personalizadas por operador.
Skidder preparado para silvicultura chega ao Brasil
Outra novidade é o Skidder desenvolvido especificamente para silvicultura, uma nova opção para o mercado nacional. Compacto e robusto, o equipamento foi projetado para atuar em terrenos severos, com estrutura reforçada, eixos e pneus adequados a áreas irregulares e inclinadas.
Com 218 hp de potência, torque de 979 Nm e capacidade de arraste de até 17 toneladas, o skidder se destaca ainda pelo baixo consumo médio, de cerca de 22 litros por hora. A máquina já sai de fábrica sem arco e garra, facilitando a adaptação de implementos florestais, e conta com três saídas hidráulicas, incluindo uma de fluxo contínuo.
O grande diferencial está na integração com tecnologias de agricultura e silvicultura de precisão, como o piloto automático AutoTrac e o GPS de alta precisão StarFire, além de telemetria e mapas embarcados que permitem acompanhamento em tempo real da produtividade e do desempenho da máquina.
Forwarder 1010G amplia opções para desbaste
A John Deere também ampliou a Série G com o Forwarder 1010G, equipamento compacto voltado a operações de desbaste e movimentação em áreas sensíveis ou de espaço reduzido. Com capacidade de carga de 11 toneladas e 178 hp de potência, o modelo combina agilidade e tecnologia.
O forwarder conta com IBC, cabine giratória com rotação de 290° e nivelamento automático, além do TimberMatic™ Maps, sistema de planejamento e mapeamento florestal. Integrado ao TimberManager™, permite o gerenciamento completo da operação florestal a partir de qualquer dispositivo conectado à internet.
Sustentabilidade e conectividade como estratégia
As inovações apresentadas em 2025 estão alinhadas às metas de sustentabilidade da John Deere para 2026, que incluem a redução do consumo de insumos e das emissões não apenas da empresa, mas também de clientes e parceiros da cadeia produtiva.
Todas as máquinas florestais já saem de fábrica habilitadas para conectividade, contribuindo para o objetivo global da companhia de alcançar 1,5 milhão de máquinas conectadas até 2026. Atualmente, esse número está em cerca de 775 mil unidades. Dados preliminares indicam que operações conectadas reduzem custos e promovem uso mais eficiente de combustível e recursos.
Olhar para o futuro da silvicultura
Para 2026, a John Deere antecipa novos lançamentos com foco em silvicultura de precisão, conectividade e automação, atendendo às demandas de um setor cada vez mais pressionado por eficiência, sustentabilidade e gestão de pessoas.
“A democratização da conectividade em áreas florestais é essencial para destravar o potencial tecnológico das florestas”, afirma Roberto Marques. Segundo ele, o diálogo constante com os clientes tem sido determinante para o desenvolvimento de soluções mais práticas, ergonômicas e alinhadas à realidade operacional do setor.
Alienação de ativo florestal no interior paulista faz parte da estratégia de otimização do portfólio, ocorre em meio a forte avanço do lucro e preserva a base operacional da companhia. Nessa operação, Eucatex vende fazenda por R$ 200 milhões.
A Eucatex (EUCA4), uma das principais fabricantes brasileiras de pisos, painéis, portas e tintas, anunciou a venda da Fazenda Nossa Senhora da Conceição, localizada entre os municípios de Itu e Porto Feliz (SP), por R$ 200 milhões. A operação, comunicada ao mercado no dia 9 de janeiro, integra a estratégia da companhia de otimização do portfólio de ativos e fortalecimento do caixa, sem comprometer sua capacidade produtiva .
A propriedade vendida possui 552,21 hectares de eucalipto plantado, o que representa menos de 2% do total de florestas plantadas da Eucatex. Justamente por essa baixa representatividade relativa, a alienação é vista como um movimento financeiro relevante, mas operacionalmente neutro, permitindo à empresa transformar um ativo não essencial em liquidez imediata.
Estrutura da operação preserva a produção florestal
Um dos pontos centrais da transação está no seu desenho contratual. Do valor total negociado, R$ 60 milhões serão pagos à vista, enquanto o saldo remanescente será quitado em 60 parcelas mensais. Durante todo esse período, a Eucatex permanecerá na posse da área, garantindo tempo suficiente para realizar a colheita da floresta já plantada .
Esse formato assegura o abastecimento industrial da companhia, evitando qualquer impacto negativo na cadeia produtiva ou na oferta de matéria-prima para suas unidades fabris. Na prática, a empresa monetiza o ativo imobiliário, mas mantém o controle operacional do ciclo florestal no curto e médio prazo.
Eucatex vende fazenda por R$ 200 milhões: Estratégia financeira em ambiente de crédito restrito
Segundo a própria Eucatex, a venda está alinhada a uma política mais ampla de gestão ativa de ativos e disciplina financeira, especialmente em um cenário macroeconômico marcado por juros elevados e maior seletividade no crédito. Os recursos obtidos com a operação serão direcionados a investimentos considerados estratégicos, reforçando a flexibilidade financeira da companhia.
A decisão reflete uma postura conservadora, que prioriza liquidez, eficiência e preservação de margens, sem recorrer ao aumento do endividamento. Ao desmobilizar um ativo de baixa relevância relativa, a empresa amplia sua margem de manobra para enfrentar um ciclo prolongado de aperto monetário.
Lucro cresce mesmo com receita estável
A alienação do ativo ocorre em um momento de desempenho operacional robusto. No terceiro trimestre de 2025 (3T25), a Eucatex registrou lucro líquido de R$ 84,3 milhões, uma alta de 64% na comparação anual. O crescimento, no entanto, não foi impulsionado por um salto expressivo de receita, mas sim por ganhos de eficiência e controle de custos.
Entre julho e setembro, a receita líquida somou R$ 798,3 milhões, avanço de 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda recorrente alcançou R$ 191,8 milhões, crescimento de 27%, com margem Ebitda de 24%, uma expansão de 4,5 pontos percentuais .
De acordo com a administração, o resultado reflete uma melhoria consistente da rentabilidade, mesmo em um ambiente econômico ainda pressionado pela taxa Selic elevada e pela restrição do crédito.
Desmobilização como ferramenta de gestão
Nesse contexto, a venda da fazenda de eucalipto funciona como um instrumento complementar de gestão financeira. Ao converter patrimônio imobiliário em caixa, a Eucatex fortalece seu balanço, amplia a capacidade de investimento seletivo e reduz riscos, sem sacrificar a produção ou a eficiência operacional.
A leitura de mercado é que a operação reforça o posicionamento da companhia como uma empresa focada em margens, disciplina de capital e geração de valor, atributos cada vez mais relevantes em períodos de maior volatilidade econômica .
Em síntese, a venda do ativo florestal evidencia uma estratégia clara: menos ativos imobilizados, mais liquidez e maior foco no core business, mantendo a competitividade da Eucatex em um cenário desafiador para a indústria brasileira.
A Suzano está com inscrições abertas até 20 de janeiro para oportunidades de trabalho no extremo sul da Bahia. As vagas são para o cargo de Supervisor(a) de Operações Florestais, com atuação nas cidades de Teixeira de Freitas, Mucuri e Itabatã.
Podem se candidatar pessoas com deficiência (PcD). Os interessados devem ter disponibilidade para residir em uma das cidades indicadas.
Entre os requisitos estão:
Ensino superior completo em Administração, Engenharia ou áreas afins;
CNH categoria B ou superior;
Experiência mínima de dois anos em liderança na área de silvicultura;
Vivência em gestão de pessoas e ferramentas da qualidade;
Conhecimento avançado em Pacote Office, especialmente Excel;
Conhecimento em Power BI e análise de indicadores.
As inscrições devem ser feitas pela página oficial da vaga no site de recrutamento da empresa.
Encontro promovido pela prefeitura discute abastecimento, transporte e integração com empresas locais.
A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento), realiza nesta sexta-feira (16) o Workshop Logística Florestal 360° – Abastecimento, Transporte e Integração Regional. O encontro será realizado a partir das 8h, no Teatro do Paço Municipal, e reúne autoridades públicas, diretores da Suzano e empresários da região.
A Prefeitura de Campo Grande realiza nesta sexta-feira (16) o Workshop Logística Florestal 360°, evento que discutirá a eficiência da cadeia produtiva florestal, com foco em abastecimento e transporte. O encontro acontece no Teatro do Paço Municipal, reunindo autoridades públicas, diretores da Suzano e empresários. O workshop visa ampliar o diálogo entre poder público e setor produtivo, abordando temas como competitividade no transporte de cargas e otimização do abastecimento em Mato Grosso do Sul. A iniciativa integra a estratégia municipal de atração de investimentos e desenvolvimento sustentável.LEIA AQUI
O workshop tem como objetivo central discutir a eficiência da cadeia produtiva florestal, com ênfase nos processos de abastecimento e transporte, além de estimular a valorização de fornecedores e empresas locais. A proposta é ampliar o diálogo entre o poder público e o setor produtivo, buscando soluções conjuntas para desafios logísticos e estruturais.
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Entre os temas previstos na programação estão a melhoria da competitividade no transporte de cargas, a otimização do abastecimento e o fortalecimento do ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul. A iniciativa pretende contribuir para a integração regional e para o alinhamento entre crescimento econômico e desenvolvimento sustentável.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Ademar Silva Júnior, o workshop representa um passo importante para a articulação entre os diferentes agentes envolvidos no setor florestal. “Estamos articulando parcerias que garantam que o crescimento do setor florestal reflita diretamente na geração de empregos e oportunidades para os nossos fornecedores locais”, afirmou.
A programação contará com a presença da prefeita de Campo Grande, do secretário Ademar Silva Júnior, de diretores da Suzano e do secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Brilhante, reforçando o caráter regional do debate e a integração entre municípios.
Segundo a administração municipal, o workshop integra a estratégia da Prefeitura para atrair investimentos e assegurar que a infraestrutura urbana e logística acompanhe o ritmo do desenvolvimento sustentável do estado. A expectativa é que o encontro contribua para o aprimoramento das políticas públicas e para o fortalecimento da cadeia produtiva florestal em Mato Grosso do Sul.
O setor de papel e celulose respondeu por 3.985 admissões formais em Mato Grosso do Sul em 2025, segundo dados divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (Sinpacems). O número integra o saldo positivo de 16.368 empregos com carteira assinada registrados no Estado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, conforme levantamento da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, com base no Painel do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Entre as empresas associadas ao sindicato, a Eldorado Brasil Celulose foi a que mais contratou no período, com 2.002 admissões, das quais 366 de mulheres. A Suzano registrou 1.868 contratações em suas operações industriais e florestais no Estado, incluindo 556 mulheres. A São José Papel e Embalagens contratou 80 trabalhadores, sendo 20 mulheres, enquanto a Sylvamo contabilizou 35 admissões, com 13 mulheres.
Somadas, as contratações das associadas alcançaram quase 4 mil novos postos de trabalho formais ao longo do ano, com participação feminina em diferentes áreas do setor.
Segundo o presidente do Sinpacems, Elcio Trajano Jr, os números indicam a relevância do segmento na economia estadual. “A presença do segmento de papel e celulose na economia sul-mato-grossense reforça a importância da indústria para a diversificação do mercado de trabalho e para o desenvolvimento socioeconômico da região. A contribuição do setor se reflete não apenas nos números absolutos de empregos formais, mas também no impacto positivo sobre a economia local, com geração de renda e fortalecimento de cadeias produtivas relacionadas. Entre os novos empregos gerados, a participação de mulheres demonstra o compromisso das empresas com diversidade de oportunidades e com a capacitação profissional no setor industrial”.
Dados do governo estadual apontam que Mato Grosso do Sul registra atualmente a quarta menor taxa de desemprego do país. Ainda conforme a avaliação oficial, a rotatividade observada no mercado de trabalho está associada à expansão de atividades econômicas e à implantação de grandes empreendimentos no Estado.
Ação promovida pela Prefeitura, em parceria com empresas e o Poder Legislativo, acontece no dia 15 de janeiro e busca fortalecer a geração de emprego e renda no município.
O ano de 2026 começa com boas perspectivas para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho em Capão Bonito.
No próximo dia 15 de janeiro (quinta-feira), a Prefeitura promove um Grande Feião de Empregos, voltado especialmente ao setor florestal e rural, áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico da região.
A iniciativa é realizada pela Secretaria de Governo e Indústria e Comércio, em conjunto com a Casa do Empreendedor e o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), contando ainda com o apoio da Câmara Municipal e dos vereadores.
Ao todo, serão disponibilizadas 81 vagas para início imediato, ofertadas por empresas parceiras que atuam diretamente no setor produtivo local.
Entre as oportunidades estão vagas para servente de reflorestamento, servente rural, tratorista, motorista e operador de drone, contemplando diferentes perfis profissionais e níveis de experiência.
As empresas participantes são Castro Florestal, Siltec, JFI, Thomaseto e Resineves, todas com atuação relevante na região e demanda por mão de obra.
O feirão (4ª edição) será realizado no Centro de Convenções, localizado na Pracinha da Prefeitura, com início às 8h30.
Durante o evento, os candidatos poderão entregar currículos, participar de processos seletivos e obter informações diretamente com representantes das empresas, facilitando o acesso às vagas e agilizando as contratações.
Para participar, é fundamental que os interessados compareçam munidos de currículo atualizado, documentos pessoais e carteira de trabalho, que pode ser apresentada na versão física ou digital. A organização reforça que a documentação completa é essencial para o encaminhamento imediato às oportunidades disponíveis.
A ação reforça o compromisso da administração municipal com a geração de emprego e renda, promovendo a aproximação entre trabalhadores e empresas e fortalecendo a economia local. Segundo a Prefeitura, iniciativas como essa contribuem diretamente para o desenvolvimento sustentável do município, valorizando os setores que impulsionam Capão Bonito e garantindo mais oportunidades à população.
Com investimentos robustos em logística ferroviária, base florestal excedente e controle acionário da J&F, a Eldorado Brasil reforça sua estratégia de crescimento e cria as condições para o anúncio da segunda linha de produção a qualquer momento.
A Eldorado Brasil Celulose consolida sua estratégia de crescimento no Mato Grosso do Sul ao avançar com um investimento ferroviário estruturante voltado ao escoamento de sua produção. A iniciativa, apoiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), demonstra de forma inequívoca que a companhia está preparando o terreno para ampliar sua capacidade produtiva, inclusive com a possibilidade de anúncio da segunda linha de produção da fábrica a qualquer momento.
LOGÍSTICA
O projeto prevê a implantação de uma ferrovia com cerca de 86,7 quilômetros de extensão, conectando a unidade industrial da Eldorado, em Três Lagoas, ao terminal da empresa em Aparecida do Taboado. Esse terminal está integrado ao corredor logístico que liga Rondonópolis (MT) ao Porto de Santos (SP), um dos principais eixos de exportação do país. Com investimento total de aproximadamente R$ 1,05 bilhão, a nova estrutura permitirá substituir cerca de 50 mil viagens de caminhões por ano, trazendo ganhos relevantes em eficiência, previsibilidade logística e redução de custos, além de diminuir significativamente as emissões de CO₂.
O aporte em logística ferroviária não é um movimento isolado, mas parte de uma visão estratégica de longo prazo. Ao ampliar sua capacidade de escoamento e garantir maior competitividade operacional, a Eldorado sinaliza claramente que o aumento de produção permanece no centro de seu planejamento. Esse contexto contribui para desmistificar publicações recentes que sugeriam que a implantação da segunda linha estaria em segundo plano para a diretoria da companhia. Pelo contrário: os investimentos realizados indicam que a empresa está criando as condições necessárias para sustentar uma nova etapa de crescimento industrial.
MATÉRIA PRIMA
Do ponto de vista florestal, a Eldorado Brasil Celulose apresenta uma posição estratégica sólida e planejada, com mais de 300 mil hectares de áreas produtivas. Este total é mais do que o suficiente para a demanda da fábrica atual, mantendo um excedente de 100 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto, já como base para uma expansão industrial.
Além disso, o controle acionário da empresa passou por um movimento decisivo no ano passado. O grupo J&F realizou um investimento da ordem de R$ 15 bilhões para recomprar a participação que a Paper Excellence detinha na Eldorado Brasil. Um aporte dessa magnitude reforça a confiança dos controladores no potencial de crescimento da companhia. Não faria sentido realizar um investimento desse porte para manter a empresa estagnada, enquanto outras produtoras de celulose seguem expandindo capacidade e ganhando escala no mercado global.
IMPACTOS POSITIVOS
O empreendimento ferroviário também terá impacto positivo direto na economia regional, com a geração estimada de mais de 3 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação, fortalecendo o desenvolvimento local e consolidando o Mato Grosso do Sul como um dos principais polos florestais e industriais do Brasil.
Ao ser o primeiro projeto apoiado pelo BNDES no regime de autorização ferroviária, a iniciativa ainda marca um avanço institucional importante, estimulando a participação do setor privado na expansão da malha ferroviária nacional. O financiamento será estruturado por meio da subscrição de debêntures de infraestrutura e crédito adicional via linha Finem.
Com esses movimentos, a Eldorado Brasil Celulose reafirma sua estratégia de crescimento sustentável, eficiência logística e competitividade global, deixando claro que está longe de “parar no tempo” e segue preparada para uma nova fase de expansão de suas operações.