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Celulose assume liderança nas exportações do MS após superar soja e carne bovina

Estado envia 5,8 milhões de toneladas ao exterior e se firma como 2º maior produtor do país

A celulose passou a liderar as exportações de Mato Grosso do Sul em 2025, superando a soja e a carne bovina. O crescimento ganhou força com a instalação de grandes indústrias em áreas antes usadas para agricultura e pecuária.

Hoje, Mato Grosso do Sul é o segundo maior produtor de celulose do Brasil e lidera as exportações do setor. De janeiro a outubro, o estado enviou 5,8 milhões de toneladas ao exterior, o equivalente a pouco mais de 29% de tudo o que exportou no período, índice superior ao da soja e da carne bovina.

Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o estado tem 1,79 milhão de hectares de eucalipto plantados. Entre os 79 municípios, 74 cultivam a espécie, com maior concentração na região leste. Ribas do Rio Pardo responde por 26,8% da produção, seguida por Três Lagoas e Água Clara.

O setor conta hoje com quatro fábricas em operação no leste do estado. Uma quinta unidade está em construção, e outras duas estão em negociação para serem instaladas.

Representantes do setor afirmam que o cultivo de eucalipto ampliou a diversificação produtiva no estado. A expansão das florestas também fortaleceu atividades paralelas, como os viveiros de mudas. Um deles, instalado há um ano e meio na região de Campo Grande, produz até 500 mil mudas por mês.

A celulose é o principal produto exportado pelo estado. — Foto: MARCUS VINNICIUS

A celulose é o principal produto exportado pelo estado. — Foto: MARCUS VINNICIUS

Informações: G1.

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Fungo brasileiro produz substância tão potente quanto herbicidas industriais

Pesquisa da UFMG, Embrapa e USDA identifica composto novo na ciência com ação contra plantas daninhas e fungos agrícolas, abrindo caminho para defensivos mais sustentáveis

Um fungo microscópico que vive escondido dentro de plantas pode ajudar a criar novos defensivos agrícolas mais seguros e sustentáveis. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Embrapa Meio Ambiente e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) após analisarem um fungo retirado de uma planta medicinal do gênero Piper, comum em regiões tropicais.

Dentro desse fungo, os cientistas encontraram três substâncias capazes de impedir o crescimento de plantas daninhas e de combater fungos que atacam lavouras. Uma delas é totalmente inédita na ciência e nunca havia sido descrita antes. Os pesquisadores a apelidaram de “composto 2”. Nos testes, essa substância teve um desempenho parecido — e, em alguns casos, até superior — ao de herbicidas sintéticos já vendidos no mercado.

Aliados invisíveis das plantas

Os fungos estudados são chamados de endofíticos. Eles vivem dentro das plantas sem causar doença e, muitas vezes, ajudam a protegê-las contra pragas. Em troca, ganham abrigo e alimento. Esse tipo de relação já desperta o interesse da ciência há anos, mas vem ganhando força com a busca por alternativas mais sustentáveis na agricultura.

“Esses microrganismos escondem um potencial enorme para gerar novos produtos naturais úteis ao campo”, explica Luiz Henrique Rosa, professor da UFMG.

O fungo descoberto em Minas Gerais

O fungo analisado pelos pesquisadores pertence ao gênero Fusarium, muito comum no solo e em plantas. Ele foi encontrado em 2017, dentro de uma planta coletada no Parque Estadual da Floresta do Rio Doce, em Minas Gerais, e depois identificado em laboratório usando técnicas de DNA.

Mesmo sem conseguir descobrir exatamente sua espécie — algo comum porque o grupo é bastante complexo — os cientistas seguiram com os testes para entender quais substâncias ele produz.

Foto: Debora Barreto (fungos endofíticos saindo de dentro do tecido foliar)

Três substâncias promissoras

Depois de isolar os compostos presentes no fungo, os pesquisadores testaram seus efeitos em sementes de alface e grama, dois vegetais usados em experimentos de herbicidas. Os três compostos impediram a germinação das sementes, o que mostra uma alta capacidade herbicida.

A substância inédita, o “composto 2”, foi a que apresentou os melhores resultados. Em testes com lentilha-d’água, usada pela indústria para medir toxicidade e eficiência de produtos agrícolas, ela se mostrou mais potente que herbicidas muito conhecidos, como o glifosato.

O composto também funcionou contra fungos que atacam plantas, como o Colletotrichum fragariae, responsável por doenças em diversas culturas. Em alguns casos, sua ação foi mais forte que a de fungicidas naturais usados como referência.

A importância para o agro

O uso de pesticidas sintéticos começou nos anos 1940 e ajudou a aumentar a produção de alimentos. Mas também trouxe problemas: contaminação ambiental, riscos à saúde e resistência de pragas.

Hoje, o mundo precisa produzir mais comida, mas com menos impacto ambiental. Por isso, cresce a busca por bioinsumos — produtos agrícolas feitos a partir de organismos vivos ou suas substâncias.

“Os compostos que encontramos mostram um potencial real para se tornarem novas ferramentas para uma agricultura mais sustentável”, explica Sonia Queiroz, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.

Próximos passos

Embora os resultados sejam promissores, o caminho até um possível produto comercial ainda é longo. Os cientistas destacam que são necessários mais testes, avaliações de segurança e estudos de campo. Também será preciso entender melhor como cada substância age e se ela pode ser modificada para funcionar ainda melhor.

Mesmo assim, o estudo abre uma nova porta. “Microrganismos que ninguém vê podem se transformar em grandes aliados da agricultura”, avaliam os autores.

Foto: Debora Barreto (fungos endofíticos)

Fronteira científica

Os resultados iniciais abrem caminho para pesquisas mais aplicadas, incluindo a avaliação do desempenho dos compostos em condições de campo e sua integração em formulações comerciais. Também há interesse em explorar o fenômeno de hormese observado nos testes, em que doses baixas estimularam o crescimento vegetal, indicando potencial para usos diferenciados.“Estamos diante de uma fronteira científica em que microrganismos invisíveis podem se transformar em aliados estratégicos da agricultura”, concluem os autores.

Informações: Conexão Safra.

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Setor madeireiro mostra resiliência e mira retomada em 2026

Somapar, STCP e WoodFlow avaliam o mercado e apontam 2026 como um ano de reorganização, cautela e oportunidades para a madeira brasileira

O setor madeireiro brasileiro encerra 2025 demonstrando maturidade e capacidade de adaptação em um cenário marcado por tarifas, exigências regulatórias e cautela dos principais mercados compradores. Esse foi o diagnóstico apresentado no episódio 21 do Podcast WoodFlow, que reuniu Gustavo Grein Cavalcanti, diretor da Somapar, e Marcelo Wiecheteck, head de Desenvolvimento Estratégico da STCP, em uma conversa conduzida por Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow. O trio analisou como a indústria atravessou o ano e quais são as perspectivas para 2026, destacando a resiliência e o profissionalismo das empresas brasileiras.

O desempenho de 2025 mostrou uma dinâmica diferente, sobretudo no mercado de compensados. O diretor da Somapar destacou que, com tarifas, antidumping e EUDR no radar, diversificar tornou-se urgente e manter estruturas preparadas para atender diferentes ciclos é sinônimo de resiliência. “Tivemos uma inversão no mercado. Durante a pandemia, o produto comoditizado estava valorizado, precisava-se de escala. Este ano, a necessidade de diversificação de mercado imperou e, com isso, produtos personalizados ganharam destaque”, apontou Gustavo Grein Cavalcanti.

O impacto das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos foi tema central do episódio. Gustavo relatou que, no início do tarifaço, o comportamento dos compradores americanos foi de cautela extrema. “No primeiro momento, todos cancelaram. Chegamos a tirar mercadorias de dentro do porto”, contou. Com o passar dos meses, parte do mercado voltou a recompor estoques, mas de forma muito limitada. Para ele, se não houvesse o tarifaço, 2025 caminharia para ser um ano muito positivo.

A avaliação técnica sobre o cenário global foi aprofundada por Marcelo Wiecheteck, que destacou o papel da resiliência, mas também os limites enfrentados pelas empresas. Ele observou que as negociações tarifárias com os Estados Unidos avançaram pouco e que o setor tem acompanhado o processo de forma atenta.

A menos de um mês de entrar em vigor, o EUDR também foi debatido no episódio. Marcelo destacou que o setor madeireiro brasileiro está bem posicionado, graças ao uso predominante de espécies plantadas e certificações, mas alertou que ainda há dúvidas sobre o nível de detalhamento que será exigido pelos compradores europeus. “Estamos a um mês de começarem as primeiras entregas que precisam atender o EUDR. Ainda há indefinições, tanto de quem exige quanto de quem precisa comprovar”, explicou.

A análise de 2025 mostra, mais uma vez, que o setor madeireiro é resiliente. “O Brasil tem um setor forte e preparado. As empresas se organizaram, ajustaram rotas e seguiram com disciplina. Isso confirma a maturidade do setor brasileiro”, apontou Gustavo Milazzo, da WoodFlow.

Para os entrevistados deste episódio, 2026 deve ser um ano de acomodação do mercado. Decisões tomadas agora sobre ritmo de produção, estoques e foco estratégico podem influenciar a posição competitiva no próximo ciclo. Cautela e eficiência serão decisivas em 2026.

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Florestas plantadas: a base da economia verde que o Brasil precisa valorizar

Por Fabio Brun*

Hoje (10/11) tem início a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém do Pará, e o mundo volta os olhos para o Brasil e, especialmente, para nossas florestas. Nesse cenário, a silvicultura — o cultivo e manejo de árvores com fins econômicos e ambientais — ganha relevância estratégica. É o momento de mostrarmos que o país é protagonista global em soluções de baixo carbono e desenvolvimento sustentável.

O uso da madeira proveniente de florestas plantadas está no centro dessa transformação. Quando utilizada na construção civil, em móveis ou painéis, ela atua como uma verdadeira aliada do clima: sequestra e armazena carbono durante toda a vida útil do produto. Além disso, substitui materiais com pegada ambiental muito mais elevada, como o aço e o concreto.

Optar pela madeira, portanto, é uma decisão consciente, é escolher um futuro mais limpo, circular e renovável. O Brasil já possui uma base sólida nesse campo e pode se tornar referência mundial no fornecimento de produtos sustentáveis de origem florestal.

O Paraná ocupa posição de destaque no cenário nacional: é o quarto estado em área plantada e o segundo em Valor Bruto da Produção da Silvicultura em 2024. São 1,17 milhão de hectares de florestas cultivadas, sendo 713 mil de pinus e 442 mil de eucalipto. Essa estrutura não só gera riqueza e empregos, como também preserva o meio ambiente.

Entre as empresas associadas à APRE Florestas, a cada hectare plantado, outro hectare é destinado à conservação de florestas nativas. Isso significa que a produção caminha lado a lado com a preservação, um modelo exemplar que alia competitividade e responsabilidade ambiental.

Nosso estado responde por cerca de 15% dos empregos do setor florestal brasileiro e 13% das empresas do segmento, o que reforça a relevância econômica e social dessa atividade. A silvicultura é, portanto, uma política de desenvolvimento sustentável em sua essência.

Muitas vezes, a sociedade ainda enxerga as florestas plantadas de forma equivocada como se fossem antagônicas à conservação ambiental. Na verdade, elas são parte da solução. Garantem a oferta de madeira legal, reduzem a pressão sobre as matas nativas, conservam o solo e a água e ajudam na recuperação de áreas degradadas.

Essas florestas estão mais presentes no nosso dia a dia do que imaginamos: nos móveis, nas embalagens, nas construções, nos bioprodutos e até na energia. São uma ponte entre a economia verde e o bem-estar das pessoas.

A COP30 é uma oportunidade decisiva para reafirmarmos o papel do Brasil como líder climático e bioeconômico. Mas, para isso, precisamos de políticas públicas estáveis, incentivo à inovação e reconhecimento da importância das florestas plantadas dentro das estratégias de descarbonização.

O setor florestal brasileiro está pronto para mostrar que tecnologias industriais como a madeira engenheirada, o manejo sustentável e as cadeias produtivas certificadas não são apenas alternativas viáveis, mas caminhos indispensáveis para o futuro.A transição para uma economia de baixo carbono passa, inevitavelmente, pela floresta. E é das nossas florestas plantadas que virá parte importante da resposta global às mudanças climáticas.


* Fabio Brun é presidente da Associação das Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

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Prédio de madeira mais alto do mundo é totalmente resistente ao fogo

A estrutura em CLT é capaz de suportar chamas por mais de 120 minutos segundo normas europeias

No interior da Noruega, às margens do lago Mjøsa, foi erguido um dos projetos mais impressionantes da engenharia contemporânea: o Mjøstårnet, oficialmente reconhecido como o prédio de madeira mais alto do mundo. Com 85,4 metros, distribuídos em 18 andares e construído quase inteiramente em CLT (Cross-Laminated Timber) madeira engenheirada em lâminas cruzadas, o arranha-céu redefine tudo o que se entendia sobre segurança estrutural e resistência ao fogo em grandes edificações de madeira.

Inaugurado em março de 2019, no município de Brumunddal, o edifício tornou-se um marco global de sustentabilidade, precisão industrial e inovação, provando que madeira pode não apenas igualar, mas superar padrões de desempenho de aço e concreto em diversos aspectos técnicos.

A madeira que não pega fogo como madeira comum: o segredo do CLT

A ideia de construir um arranha-céu de madeira pode parecer arriscada, especialmente para quem imagina que a madeira é inerentemente inflamável. Mas o Mjøstårnet utiliza CLT, um material industrializado no qual camadas de madeira são coladas em direções cruzadas, formando painéis maciços com:

  • alta resistência mecânica,
  • rigidez comparável ao concreto,
  • capacidade de deformação controlada,
  • comportamento previsível em incêndios.

O CLT carboniza externamente quando exposto ao fogo, criando uma camada protetora que impede que o núcleo interno seja atingido. Isso faz com que os painéis permaneçam estáveis por longos períodos.

Ensaios europeus de segurança demonstram que painéis de CLT podem resistir por mais de 120 minutos ao fogo, tempo muito superior ao exigido em diversas normas internacionais para estruturas altas.

É exatamente esse comportamento que permitiu que o Mjøstårnet fosse aprovado pelos rigorosos padrões escandinavos.

Uma engenharia de precisão milimétrica

O prédio foi projetado pelo escritório Voll Arkitekter e construído pela empresa Hent. Todo o sistema estrutural utiliza madeira:

  • colunas de glulam (lamelado colado),
  • vigas estruturalmente calculadas para longos vãos,
  • painéis CLT como paredes portantes,
  • núcleos rígidos também em madeira engenheirada.
YouTube Video

A montagem ocorreu como um “gigantesco Lego estrutural”: as peças chegaram prontas e numeradas diretamente da fábrica, permitindo montagem rápida e com mínima geração de resíduos.

O prédio ainda utiliza conectores metálicos estrategicamente posicionados, garantindo rigidez extra contra cargas laterais como ventos intensos em altura.

Sustentabilidade no nível mais avançado

Além do impacto visual e técnico, o Mjøstårnet chamou atenção mundial pela sustentabilidade:

  • A madeira utilizada veio de florestas certificadas norueguesas.
  • O prédio sequestra CO₂ por toda a sua vida útil.
  • Há redução significativa do impacto ambiental comparado ao concreto.
  • A construção emite menos gases de efeito estufa.
Créditos: World Construction Network

Segundo estimativas do setor de madeira engenheirada, a substituição de concreto por CLT em prédios acima de 8 andares pode reduzir as emissões em até 75%.

Isso coloca o arranha-céu norueguês como um dos edifícios mais ambientalmente eficientes já construídos.

Um prédio funcional: hotel, escritórios, apartamentos e piscina

O Mjøstårnet não é apenas um experimento arquitetônico é um edifício multifuncional. No interior, há:

  • apartamentos residenciais,
  • um hotel completo,
  • restaurantes,
  • escritórios,
  • espaços comerciais,
  • auditório,
  • e até uma piscina pública aquecida conectada à estrutura.

Cada ambiente foi projetado para aproveitar a estética natural da madeira, criando interiores quentes, acústica controlada e sensação de conforto térmico superior ao de edifícios tradicionais.Play Video

https://imasdk.googleapis.com/js/core/bridge3.733.0_en.html#deid=%22%22&eventfe_experiment_ids=%5B%5D&fid=%22goog_710758158%22&genotype_experiment_data=%7B%22experimentStateProto%22%3A%22%5B%5B%5B45713128%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5Bnull%2C749060184%2Cnull%2C%5Bnull%2C100%5D%5D%2C%5B45722344%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45706017%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45740207%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45668885%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45685340%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45734716%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45735891%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45663239%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45715032%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45661356%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45676441%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45675307%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45675308%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5Bnull%2C45645574%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45688859%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45656766%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45710689%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45710688%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45685601%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5Bnull%2C45685602%2Cnull%2C%5Bnull%2C500%5D%5D%2C%5B775241416%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B781107959%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B781107958%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B792614055%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B781107957%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45729602%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45658982%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45725657%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%5D%2C%5B%5B16%2C%5B%5B1%2C%5B%5B31089630%5D%2C%5B31089631%2C%5B%5B45668885%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B1000%2C%5B%5B95332046%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95332047%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95333808%5D%2C%5B95333809%2C%5B%5B635466687%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95338769%2C%5B%5Bnull%2C45645574%2Cnull%2C%5Bnull%2C1%5D%5D%5D%5D%2C%5B95338770%2C%5B%5Bnull%2C45645574%2Cnull%2C%5Bnull%2C2%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95345206%5D%2C%5B95345207%2C%5B%5B45661356%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95351425%5D%2C%5B95351426%2C%5B%5B45676441%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95356068%5D%2C%5B95356069%2C%5B%5B45685601%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5Bnull%2C45685602%2Cnull%2C%5B%5D%5D%5D%5D%2C%5B95356070%2C%5B%5B45685601%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5Bnull%2C45685602%2Cnull%2C%5B%5D%5D%5D%5D%2C%5B95356071%2C%5B%5B45685601%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5Bnull%2C45685602%2Cnull%2C%5Bnull%2C100%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95372277%5D%2C%5B95372278%2C%5B%5Bnull%2C745150931%2Cnull%2C%5Bnull%2C1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B1%2C%5B%5B95373378%2C%5B%5B792614055%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%2C%5B95373379%2C%5B%5B781107959%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B792614055%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B781107957%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95375243%5D%2C%5B95375244%5D%5D%5D%2C%5B50%2C%5B%5B95375505%5D%2C%5B95375506%2C%5B%5Bnull%2C749060184%2Cnull%2C%5B%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95375930%5D%2C%5B95375931%2C%5B%5B45734716%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%2C%5B95376520%2C%5B%5B45734716%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45735891%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95378095%5D%2C%5B95378096%2C%5B%5B45740207%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B1%2C%5B%5B95378629%5D%2C%5B95378630%2C%5B%5B45729602%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2Cnull%2Cnull%2C%5Bnull%2C1000%2C1%2C1000%5D%5D%22%7D&imalib_experiments=%5B44715336%2C95322027%2C95331589%2C95332046%5D&is_eap_loader=false&managed_js_experiment_id=0&pvsid=3811832138942655&top_accessible_page_url=%22https%3A%2F%2Fclickpetroleoegas.com.br%2Fo-predio-de-madeira-mais-alto-do-mundo-totalmente-resistente-ao-fogo-tem-854-metros-de-altura-18-andares-e-uma-estrutura-em-clt-vml97%2F%22

Como ele se comporta contra vento, fogo e carga

Engenheiros escandinavos afirmam que o prédio foi testado exaustivamente em simulações digitais:

Resistência ao fogo

A espessura dos painéis foi dimensionada para permitir carbonização sem perda de estabilidade estrutural.

Resistência ao vento

A altura de 85,4 metros exige rigidez lateral avançada. Isso foi alcançado com núcleos de CLT reforçados por vigas glulam.

Resistência a cargas verticais

As colunas lameladas possuem desempenho semelhante ao aço em compressão.

Durabilidade

Madeira engenheirada não apodrece quando adequadamente protegida da umidade, e o clima norueguês facilita esse controle.

Um projeto que abriu caminho para novos arranha-céus de madeira

Após o Mjøstårnet, o setor de construção civil global passou a discutir seriamente:

  • prédios híbridos (madeira + concreto),
  • arranha-céus de até 150 metros feitos majoritariamente em CLT,
  • construções mais rápidas e limpas em áreas urbanas,
  • redução das emissões da indústria do concreto.

Cidades como Viena, Toronto e Tóquio já estudam estruturas ainda mais altas, inspiradas pelo sucesso norueguês.

O arranha-céu que redefiniu o futuro da construção

O Mjøstårnet provou que madeira não é sinônimo de fragilidade. Pelo contrário: na forma de CLT e glulam, ela se torna um dos materiais mais eficientes para prédios altos, unindo estética, segurança e sustentabilidade em uma única obra.

Com 85,4 metros18 andares e resistência técnica comprovada, o prédio mais alto de madeira do mundo não apenas desafiou o concreto ele abriu caminho para uma nova era da construção civil, onde tecnologia, natureza e engenharia caminham juntas.

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Com investimento de R$ 139 bilhões, ferrovia que cortará MS tem edital agendado para abril

Intenção é integrar a Malha Oeste ao Corredor Bioceânico, para levar combustíveis, grãos e celulose ao Porto de Santos e aos portos do Sudeste, via Ferroanel

Após um longo período de abandono de inatividade parcial, o setor ferroviário terá um novo capítulo em 2026, com leilões e muito trabalho. A expectativa, de acordo com o Ministério dos Transportes, é movimentar mais de R$ 139,7 bilhões de investimentos em obras, além de R$ 516,5 bilhões em operações de trechos.

Com uma matriz limpa de transporte, a intenção do Governo Federal é ampliar a malha ferroviária nacional, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a competitividade econômica.

No caso da Malha Oeste, que busca conectar Mato Grosso do Sul a São Paulo, inclusive, com ramais que chegam a Corumbá e Ponta Porã, na região sul do Estado, a publicação do edital está prevista para abril do próximo ano, com leilão em julho.

O custo das obras e de operação, respectivamente, é R$ 35,7 e R$ 53,5 bilhões, com prazo de concessão em 57 anos. A Malha Oeste configura como um dos trechos mais extensos do pacote, com 1.597 quilômetros. Praticamente inoperante, a ferrovia exige reforma total.

Sendo assim, nos próximos dois anos, está prevista a publicação de editais e das datas dos leilões, incluindo a revitalização de trechos degradados e integração de corredores que conectam polos produtivos a grandes portos do país.

A intenção é integrar a Malha Oeste ao Corredor Bioceânico, para levar combustíveis, grãos e celulose ao Porto de Santos e aos portos do Sudeste, via Ferroanel.

Informações: Hoje Cidades.

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Governador vê MS ainda mais competitivo com indústria florestal

Investimentos como os da Suzano e Arauco irrigam o horizonte de apostas seguras na economia

“A área de florestas plantadas está avançando em Mato Grosso do Sul. Investimentos bilionários de empresas do setor transformam cidades inteiras, gerando milhares de empregos e novos desafios e oportunidades em saúde, educação, segurança e infraestrutura. O Estado é hoje um dos mais competitivos no país”.

Com esta declaração o governador Eduardo Riedel (PP) realçou, enfaticamente, o elevado grau de desenvolvimento que o Estado alcança, tornando-se um dos mais sedutores para grandes e variados investimentos, com o estímulo de políticas públicas de fomento, ambiente seguro, logística e malha de escoamento. Para ele, quem quiser investir sabe que terá competitividade para disputar diferentes mercados.

“É um desenvolvimento que muda a realidade local e fortalece o estado”, assinalou. Suas palavras foram endossadas recentemente durante um encontro com o Rafael Furlanetti, o sócio-diretor institucional da XP Investimentos, para discutir a Rota da Celulose. O secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, participou da reunião. Ele disse que o Vale da Celulose, impulsionado pela indústria florestal, é um divisor de águas na história da economia regional.

O projeto prevê investimentos em torno dos R$ 10 bilhões e tem a presença do Fundo XP Infra. “Isto reforça a posição estratégica de Mato Grosso do Sul no avanço da infraestrutura e na geração de oportunidades para os sul-mato-grossenses e brasileiros”, observou Riedel. A área de florestas plantadas, a maioria de eucalipto, tem crescido acentuadamente. Em 2024 chegou a 1,5 milhão de hectares. A projeção é de 2,5 milhões de hectares até 2028.

Oportunidades

Neste nicho industrial, investimentos de grande porte vêm mudando para melhor os cenários econômicos, sociais e urbanos das cidades. Dois exemplos são eloquentes. Em Ribas do Rio Pardo a Suzano fez o maior desembolso nos 100 anos da empresa: R$ 22,2 bilhões para construir uma das maiores e mais modernas fábricas de celulose do mundo. Gerou , com capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano.

No pico da obra, empregou 10 mil pessoas. Após a inauguração, conta com 3 mil empregos diretos. Até julho o grupo já tinha investido no município mais de R$ 300 milhões em iniciativas como o Programa de Infraestrutura Urbana, que abrange 21 projetos nas áreas de saúde, educação, desenvolvimento social, habitação e segurança pública, além de aportes para geração de renda e combate à pobreza, construção de 954 casas para colaboradores da empresa e do Centro Médico Sepaco.

Em Inocência, a chilena Arauco está investindo US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 24,8 bilhões) na construção da maior fábrica de celulose do mundo, intitulada “Projeto Sucuriú”, com o início da produção previsto para o final de 2027. Vai produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, gerando 14 mil empregos no pico das obras e 6 mil empregos diretos e indiretos na fase de operação.

Em 2020 o Grupo Arauco recebeu a certificação Carbono Neutro. Foi a primeira companhia florestal do mundo a alcançar essa meta. Para ser certificado como Carbono Neutro, é preciso que o dióxido de carbono capturado supere as suas emissões globais. De acordo com a empresa, este avanço contribui significativamente na preservação do planeta.

Informações: Folha de Campo Grande.

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Projeto Sucuriú mobilizará 60 mil carretas em uma das maiores operações logísticas do país

Durante a construção do projeto, Valmet coordenará uma megaoperação global que envolve 18 países e três continentes para entregar os equipamentos da maior fábrica de celulose do mundo

A multinacional chilena Arauco avança na construção daquele que já é considerado o maior projeto industrial da história do Mato Grosso do Sul — e, quando concluído, será também a maior fábrica de celulose do mundo. O Projeto Sucuriú, instalado no município de Inocência, receberá investimentos superiores a R$ 25 bilhões e terá capacidade produtiva anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose. O início das operações está programado para o final de 2027.

O impacto socioeconômico também é colossal: serão mais de 14 mil oportunidades de trabalho ao longo da construção e, após a inauguração, aproximadamente 6 mil empregos diretos e indiretos nos setores industrial, florestal e logístico.

Mas por trás de uma estrutura fabril de tal magnitude existe uma engrenagem pouco conhecida do grande público: a logística para transportar milhares de peças e equipamentos superdimensionados, importados de vários países, para o coração do Centro-Oeste brasileiro.

Para atender o projeto, a Valmet é a empresa responsável que fornecerá a tecnologia e os equipamentos (como a linha de produção de celulose), cujo transporte do local de fabricação (nacional ou internacional) até o canteiro de obras em Inocência requer um planejamento logístico complexo, muitas vezes utilizando modais rodoviário, ferroviário e hidroviário, com a necessidade de licenças e rotas especiais.

Para compreender a complexidade dessa operação, o Perfil News conversou com Cesar Augusto Hein, coordenador de Logística da Valmet na América Latina. A empresa finlandesa é responsável pelo fornecimento de tecnologia de processo, automação e serviços — o maior contrato da história da companhia.

Uma operação global: 18 países na rota do Sucuriú

Os equipamentos que integram unidades como digestores, caldeiras de recuperação, evaporadores, forno de cal e sistemas de automação são provenientes de 18 países, entre eles:

China (maior fornecedora), Finlândia, Alemanha, Suécia, Índia, Japão, EUA, Bélgica, Noruega, Estônia, Polônia, Holanda, Turquia, Portugal, Taiwan, República Tcheca, Lituânia e Vietnã.

Boa parte das peças já está em fabricação e embarque nos países de origem. O tempo médio de viagem marítima até o Brasil é de aproximadamente 50 dias.

Portos estratégicos e uma rota calculada ao milímetro

A logística marítima foi dividida em dois eixos:

• Porto de Santos (SP): recepção exclusiva do Balão da Caldeira, um dos equipamentos mais pesados de todo o projeto.
• Porto de Paranaguá (PR): entrada das demais cargas do empreendimento.
Depois de desembarcadas, as peças seguem por transporte rodoviário até Inocência (MS), atravessando rodovias estaduais e federais, cidades e trechos com restrições estruturais — um percurso que exige planejamento minucioso e autorização especial para centenas de viagens.

Um exército sobre rodas: 60 mil carretas ao longo do projeto

Os números da etapa terrestre impressionam:

• Mais de 4 mil veículos já estão previstos na fase inicial, entre carretas, caminhões e veículos de suporte.
• A projeção chega a 12 mil carretas até junho do próximo ano.
• Ao longo de todo o cronograma do projeto serão mais de 60 mil carretas transportando cargas do porto e de empresas fornecedoras até o canteiro de obras.

As transportadoras Pesado Minas S/A e DiCanalli são as responsáveis pelo deslocamento dos equipamentos. Ao todo, cerca de 100 profissionais atuam diretamente no comando logístico da Valmet no projeto.

Peças colossais e transporte milimétrico

Entre as maiores estruturas transportadas estão:

• Balão da Caldeira: 28 m de comprimento, 3 x 3 m de seção e 318 toneladas (chegando a 507 toneladas no conjunto transportado).
• Boiler Banks: 28 m de comprimento e 30–40 toneladas cada.
• Separadores de topo: 6,09 m de altura e 7,05 m de largura.

As cargas superdimensionadas — cerca de 500 itens especiais — requerem escolta particular, apoio da Polícia Rodoviária Federal, paradas programadas e restrições de velocidade. No caso do balão da caldeira, por exemplo, o limite operacional é de 20 km/h.

O volume da engenharia logística

Apenas em materiais metálicos e estruturais, a operação inclui:

• 20 mil toneladas de estruturas metálicas (25% já entregues).
• 6 mil toneladas de tanques (50% entregues).
• 6 mil toneladas de tubulações (1 mil toneladas já recebidas).
• Forno de cal: 22 peças brasileiras e 8 importadas.
• Cerca de 3 mil contêineres e 1.100 cargas do tipo break-bulk já previstas.
O pico de entregas está programado para janeiro a maio do próximo ano, com aproximadamente 400 entregas mensais.

Apoio institucional e segurança nas estradas

A complexidade das cargas exige:

• Apoio da PRF, DNIT, concessionárias e prefeituras para escoltas e intervenções temporárias.
• Ajustes em rodovias: remoção de sinalização, reforço de pontes, desvios e travessias urbanas.

A comunicação com a população será realizada:

• Pelas concessionárias, na saída dos portos;
• Por ações conjuntas de marketing da Valmet e Arauco, nos municípios próximos ao canteiro.

Compromisso ambiental e tecnologias limpas no transporte

Segundo Hein, a logística foi estruturada com rigor ambiental:

• Uso de frotas novas com motores Euro 6, reduzindo emissões.
• Caminhões equipados com placas solares, diminuindo o tempo de motor ligado para uso do ar-condicionado.
• Parceiros especializados em operações de baixo impacto ambiental.

Um marco para a indústria sul-mato-grossense

Com o Projeto Sucuriú, Inocência passa a integrar o mapa global da celulose, atraindo investimentos bilionários e impulsionando a infraestrutura regional. A operação logística, uma das maiores já realizadas no país, é peça-chave para que a fábrica entre em operação dentro do cronograma e coloque o Brasil, novamente, na liderança mundial do setor.

A travessia das gigantescas estruturas pelos portos, estradas e fronteiras estaduais é apenas uma amostra da engenharia complexa que sustenta o maior projeto industrial do Mato Grosso do Sul — e um dos mais impressionantes do planeta.

Informações: Perfil News.

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Prefeitura de Bataguassu isenta impostos de fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul

A Prefeitura de Bataguassu, a 295 km de Campo Grande, isentou o recolhimento de impostos da nova fábrica de celulose da Bracell, que deve começar a ser construída em fevereiro de 2026. A decisão, assinada pela prefeita Wanderleia Caravina (PSDB), foi publicada no Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul). 

Os incentivos serão concedidos por dez anos conforme a Lei Municipal nº 3.173/2025, incluindo os seguintes impostos:

  • Isenção do ITBI; 
  • Isenção do IPTU;
  • Isenção das taxas municipais decorrentes do exercício do poder de polícia;
  • Redução da alíquota do ISSQN para 2% sobre serviços diretamente vinculados à implantação do empreendimento.

A medida também autoriza a extensão da alíquota reduzida de 2% do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) aos prestadores de serviços contratados diretamente pelas empresas beneficiárias, vinculados à obra do empreendimento, no período de 2025 a 2029, podendo ser prorrogada. 

A extensão poderá alcançar subcontratados, desde que a nota fiscal seja emitida diretamente para as empresas beneficiárias e mediante autorização expressa da administração municipal.

O deferimento do pedido da empresa foi analisado pelo Condebata (Conselho Diretor de Programa de Desenvolvimento de Bataguassu). 

Além da filial em Bataguassu, o pedido abrange outros CNPJs da Bracell, como a Bracell SP Celulose Ltda (CNPJ 53.943.098/0001-87); Bracell SP Florestal Ltda (CNPJ  50.640.054/0001-90) e MSFC Florestal Ltda (CNPJ 49.683.306/0001-89).

O Condebata terá 15 dias úteis para elaborar uma regulamentação específica sobre habilitação, extensão e fiscalização dos prestadores de serviços vinculados à obra.

Além disso, foi temporariamente suspensa a análise do pedido de redução da alíquota do ISS a 0% e a extensão da alíquota reduzida a serviços não diretamente vinculados à implantação. A medida foi tomada para análise técnica e deliberação futura do Condebata.

Informações: Midiamax.

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Com alta de 20,7%, Paraná consolida vice-liderança no valor da produção florestal

Paraná atinge recorde e lidera produção

O Paraná é vice-líder no valor da produção florestal no País, com R$ 6,9 bilhões e alta de 20,7% em relação a 2023, atingindo um novo recorde. É o que aponta a Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que tem como base o ano de 2024.

O Estado responde por 15,6% da produção florestal no País. Minas Gerais aparece em primeiro lugar, com a fatia de 19,4%, e São Paulo vem logo atrás do Paraná, com 12,9%. A soma dos três estados representa praticamente metade do que é produzido nacionalmente, com 48%, e as demais Unidades da Federação somam 52%.

De acordo com o IBGE, a silvicultura responde por 91,65% do valor da produção florestal paranaense, com R$ 6,34 bilhões, mantendo a trajetória de crescimento dos últimos anos, com alta de 24,09% em relação a 2023. O Paraná é o maior produtor de madeira em tora para outras finalidades, responsável por 32,1% do que é produzido no País.

Liderança também na produção de lenha com origem em florestas plantadas, com uma quantidade estimada de 14 milhões de metros cúbicos, cerca de 26% do total nacional. O Rio Grande do Sul foi o segundo maior produtor de lenha, atingindo 10,9 milhões de m³ e 20,1% do total nacional. O IBGE destaca que a Região Sul responde por 60,6% da produção nacional de lenha.

De acordo com Breno Campos, diretor do Departamento de Florestas Plantadas e Sustentabilidade da Seab, o Paraná já é reconhecido por seu histórico florestal. “A floresta plantada é um setor ativo da economia paranaense, com diversas empresas do segmento instaladas no estado. Mas não é apenas economicamente viável. A produção florestal está amplamente alinhada à sustentabilidade: preserva florestas nativas, contribui para a conservação dos solos e exerce papel fundamental no enfrentamento das mudanças climáticas, uma vez que as florestas são consideradas importantes sumidouros de carbono”, afirma Breno.

CAPILARIDADE – Outro dado relevante é a abrangência da produção paranaense, que impacta 391 dos 399 municípios. General Carneiro, na região Sul do Estado, manteve a liderança nacional no valor da produção da silvicultura, com acréscimo de 10,3% na comparação com 2023. Foram R$ 637,2 milhões, com destaque para a produção de madeira, com R$ 612,7 milhões; de lenha, com R$ 13,8 milhões; e de carvão vegetal, com R$ 10,8 milhões, os dois últimos com aumento de 15% cada na quantidade produzida.

Além de General Carneiro, o Paraná tem outros quatro municípios no top 15 da silvicultura nacional. São eles: Sengés (8º lugar – R$ 367 milhões), Cruz Machado (11º lugar – R$ 304 milhões), Telêmaco Borba (14º lugar – R$ 281 milhões) e Bituruna (15º lugar – R$ 275 milhões).

Já a extração vegetal representa 8,35% do que é produzido no Estado, que ocupa a terceira posição nacional com ganhos de R$ 577 milhões. São Mateus do Sul, também no Sul do Estado, é o representante no top 15, ocupando a 8ª posição com uma produção de R$ 117,7 milhões.

ERVA-MATE – O Paraná concentra 85,8% da produção nacional de erva-mate, totalizando R$ 117 milhões de valor. No Estado nove municípios obtiveram a maior produção de erva-mate em 2024, destacando-se São Mateus do Sul como a de maior volume extraído, com 17,2% do total nacional, e com a mesma produção do ano anterior. A extração de erva-mate, que se concentra na Região Sul, gerou o segundo maior valor da produção entre os produtos não madeireiros, com R$ 522,8 milhões, registrando redução de 11,3% na comparação com 2023.

PINHÃO – O pinhão se destacou entre os produtos não madeireiros a nível Brasil após apresentar um aumento de 15,1% no valor da produção, chegando a R$ 76,8 milhões, mesmo com um aumento de apenas 0,7% na quantidade produzida. O Paraná é o principal produtor, respondendo por 35,4% do volume nacional.

ÁREA PLANTADA – O Paraná possui a terceira maior área coberta com espécies florestais plantadas do Brasil, com 1,2 milhão de hectares cada, um aumento de 1,6%. A área é a mesma que a de São Paulo, que registrou uma redução de 0,7%. Minas Gerais aparece em primeiro, com 2,2 milhões de hectares, e Mato Grosso do Sul em segundo, com 1,5 milhão de hectares.

Em relação ao cultivo de pinus, o Paraná possui a maior área plantada do País. São 670,7 mil hectares destinados para o cultivo, enquanto que outros 464,4 mil hectares são para o cultivo de eucalipto e 22,6 mil hectares para outras espécies.

Na indústria de papel e celulose, enquanto o eucalipto serve de matéria-prima para a produção de celulose de fibra curta, utilizada principalmente na fabricação de papéis, como os de imprimir, escrever e para fins sanitários, a madeira de pinus é destinada à produção de celulose de fibra longa (para fabricação de papel de qualidade superior, que demanda maior resistência).

PESQUISA – A PEVS levanta informações sobre a quantidade e o valor da produção decorrentes dos processos de exploração de florestas plantadas para fins comerciais (silvicultura), e a exploração dos recursos vegetais naturais (extrativismo vegetal). Também são apresentadas informações sobre as áreas ocupadas pelos efetivos da silvicultura.

Informações: AGROLINK.

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