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Setor de papel e celulose impulsiona geração de empregos formais em MS

Empresas associadas ao SINPACEMS registraram quase 4 mil contratações em 2025 e reforçaram participação feminina no mercado de trabalho.

O setor de papel e celulose tem se consolidado como um dos principais motores da geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul. Levantamento do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de MS (SINPACEMS) aponta que as empresas associadas responderam por 3.985 contratações em 2025, contribuindo de forma expressiva para o fortalecimento do mercado de trabalho no Estado.

No acumulado dos últimos 12 meses, entre dezembro de 2024 e novembro de 2025,  Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 16.368 empregos formais, conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, com base no Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Setor de papel e celulose impulsiona geração de empregos formais em MS
Entre as associadas ao sindicato, a Eldorado Brasil Celulose liderou o número de admissões no período, com 2.002 contratações, das quais 366 foram de mulheres.  (Foto: Divulgação)

Entre as associadas ao sindicato, a Eldorado Brasil Celulose liderou o número de admissões no período, com 2.002 contratações, das quais 366 foram de mulheres. A Suzano, considerando as operações industriais e florestais no Estado, registrou 1.868 admissões, incluindo 556 trabalhadoras. Já a São José Papel e Embalagens contratou 80 profissionais, sendo 20 mulheres, enquanto a Sylvamo contabilizou 35 admissões, com 13 novas colaboradoras.

Ao todo, as empresas associadas ao SINPACEMS foram responsáveis por quase 4 mil novos postos de trabalho, ampliando a inclusão de profissionais no mercado formal e fortalecendo a presença feminina no setor industrial. Segundo o presidente do sindicato, Elcio Trajano Jr., o desempenho do segmento reflete a importância estratégica da indústria de papel e celulose para o desenvolvimento regional.

“A presença do setor na economia sul-mato-grossense reforça o papel da indústria na diversificação do mercado de trabalho e no desenvolvimento socioeconômico. O impacto positivo vai além dos números, com geração de renda, fortalecimento das cadeias produtivas e ampliação da diversidade de oportunidades”, destaca.

Dados do Governo do Estado indicam ainda que Mato Grosso do Sul possui atualmente a quarta menor taxa de desemprego do país. A rotatividade observada no mercado de trabalho, segundo a avaliação oficial, é característica de um cenário ainda aquecido, impulsionado pela instalação de grandes empreendimentos industriais no território estadual.

Informações: Diário Digital

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Produção florestal muda cenário do agronegócio de MS

O cultivo florestal de Mato Grosso do Sul está concentrado na Costa Leste do estado, entre Campo Grande e a divisa com São Paulo. Segundo o último Boletim Casa Rural da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), nessa região, o eucalipto ocupa mais de 1,89 milhão de hectares distribuídos em 74 municípios, sendo a maior área localizada em Ribas do Rio Pardo (26,8%), seguida por Três Lagoas (19,2%) e Água Clara (10,5%).

Já o cultivo de seringueira soma mais de 25,2 mil hectares em 28 municípios, localizados principalmente no Nordeste do estado. Cassilândia lidera com 25,9% da área plantada, seguida por Aparecida do Taboado (13,5%) e Inocência (8,8%).

Em entrevista do Podcast Agro de Primeira, Junior Ramires, presidente da Reflore/MS, avalia que cultivo de eucalipto vai crescer mais nos próximos anos, fortalecento o setor florestal de Mato Grosso do Sul. Confira as estimativas apontadas na entrevista.

Comércio florestal

Entre janeiro e novembro de 2025, os produtos do setor florestal registraram receita 19% acima do acumulado de 2024. O setor manteve a liderança entre os produtos mais exportados pelo estado, respondeu por 31% das exportações do agronegócio e acumulou US$ 2,85 bilhões em negócios.

A celulose segue como o principal item exportado, com 99,65% da receita acumulada. Na sequência aparecem papel (0,25%) e madeira (0,11%). No período, as exportações do capital florestal somaram US$ 2,858 bilhões.

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A China foi o principal destino dos produtos florestais, responsável por 55,3% da receita e pela compra de mais de 3,47 milhões de toneladas. Itália (10,5%) e Países Baixos (5,2%) completam a lista dos maiores importadores.

Ao todo, Mato Grosso do Sul exportou para 44 países, com receita total de US$ 2,858 bilhões e volume de 6,3 milhões de toneladas.

Cotação de eucalipto

A demanda da indústria de celulose sustenta a valorização da madeira no estado, tendência reforçada pela construção de uma nova fábrica em Bataguassu (MS). O preço médio do eucalipto clonal (árvore geneticamente selecionada – maior produtividade) vendido como “árvore em pé com casca” no fechou novembro de 2025 em R$ 179,46/m³.

Já o eucalipto citriodora (espécie aromática – alta durabilidade), usada principalmente na produção de madeira tratada, registrou alta de 5,85% no mesmo período, chegando a R$ 124,38 por metro estéreo. A menor oferta relatada por fornecedores contribui para a elevação dos preços.

Cotação de seringueira

O preço do coágulo de seringueira caiu 7% em dezembro de 2025, e ficou cotado em R$ 4,03/kg no DRC 53% (teor de borracha seca – pureza do produto). As usinas operam com estoques elevados e enfrentam baixa procura da indústria de pneus, impactada pelo aumento das importações.

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A maior concentração de plantios de seringueiras está na região nordeste de MS. (Foto: Famasul)

Na Bolsa de Singapura, o TSR20 (borracha natural industrial – referência global) manteve estabilidade no período.

Em novembro, o preço de referência da borracha natural importada recuou 1,1% em relação a outubro. As cotações internacionais caíram 0,6%. Diante disso, o frete marítimo subiu 2,7%, enquanto o frete interno permaneceu estável, desta maneiro o preço final de importação ficou em R$ 12,43/kg.

Informações: Primeira Página

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Setor florestal: duas vozes em disputa

Por Cícero Ramos é engenheiro florestal e vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF).

O problema central do setor florestal brasileiro não é técnico. É institucional e estratégico. Falta hoje uma instância capaz de organizar o setor como sistema, conectando florestas nativas e florestas plantadas sob um mesmo horizonte de decisão e conferindo maior coerência ao diálogo entre governo, mercados e sociedade.

Embora ocupe um único território, o setor permanece organizado de forma fragmentada. Florestas nativas e florestas plantadas integram o mesmo sistema produtivo, ambiental e territorial, mas são tratadas de maneira dissociada pelas políticas públicas federais. Essa dissociação não é apenas conceitual: gera sobreposições regulatórias, reduz a eficiência das cadeias produtivas, enfraquece a governança do setor e limita a conversão dos ativos florestais em vetores de desenvolvimento sustentável.

Na prática, a vegetação nativa é tratada predominantemente sob uma lógica de controle, proteção e autorização de uso, enquanto a silvicultura com florestas plantadas é reconhecida como atividade produtiva vinculada à política agrícola e industrial. O Código Florestal estrutura o uso da vegetação nativa, ao passo que instrumentos de fomento, crédito e organização de cadeias produtivas dão suporte à silvicultura. Trata-se, portanto, de regimes distintos aplicados ao mesmo espaço físico, decorrentes de arranjos institucionais diferentes.

Dessa diferença de enquadramento decorre um efeito direto sobre a ação do poder público. Instrumentos eficazes para um segmento não respondem, necessariamente, às exigências do outro. As florestas plantadas estão inseridas em cadeias produtivas estruturadas — papel e celulose, painéis de madeira, biomassa, carvão vegetal — que operam com planejamento de longo prazo, escala, logística integrada e previsibilidade econômica. Essas cadeias se organizam como atividades econômicas contínuas, com elevada capacidade de mobilização de investimentos privados.

As florestas nativas, por sua vez, operam sob um modelo de governança voltado à gestão, ao controle e à autorização de usos. O manejo florestal sustentável constitui o principal instrumento para a exploração legal e planejada desses recursos, podendo ser aplicado tanto em propriedades privadas quanto em florestas públicas sob regime de concessão. Trata-se de um instrumento técnico inserido em uma lógica regulatória específica, distinta daquela que orienta a silvicultura com florestas plantadas.

Esse distanciamento é frequentemente justificado pelo argumento de que a expansão das florestas plantadas reduz a pressão sobre as florestas nativas. O problema surge quando essa lógica passa a orientar a ação estatal como princípio estruturante, reforçando a percepção de dois mundos: um produtivo e organizado; outro visto apenas sob a ótica da contenção ambiental. Em lugar da integração entre produção e conservação, consolida-se uma lógica de compensação, com efeitos limitados tanto sobre o desenvolvimento econômico quanto sobre a conservação ambiental.

O efeito prático dessa fragmentação é um setor que dialoga com o Estado, o mercado e a sociedade por múltiplas vozes. Florestas nativas e florestas plantadas se organizam em entidades, fóruns e agendas distintas, com baixo nível de articulação estratégica. Isso reduz a capacidade do setor florestal de participar de forma estruturada do processo decisório, justamente quando temas como clima, carbono, bioeconomia, energia e uso do território exigem visão integrada e previsibilidade institucional.

Essa fragmentação também se reflete na comunicação com a sociedade. O manejo florestal sustentável é confundido com o desmatamento ilegal, e os plantios florestais passam a ser associados à ideia de “deserto verde”. Trata-se menos de um problema técnico e mais de uma falha institucional de comunicação pública. Onde a explicação não alcança a sociedade, a percepção se impõe. E dela decorrem a perda de legitimidade pública, a redução do apoio político e a insegurança jurídica.

O desafio, portanto, não é escolher entre florestas nativas ou florestas plantadas. É estruturar uma ação estatal capaz de integrar políticas ambientais, agrícolas, florestais, climáticas e industriais em uma estratégia nacional de desenvolvimento florestal, capaz de alinhar produção, conservação e ordenamento territorial.

Crescer, nesse contexto, é dar consequência prática a essa integração. Não significa expandir um segmento à custa de outro, mas ordenar o setor como unidade, articular políticas hoje dissociadas e conferir-lhe maturidade institucional. Onde essa integração não ocorre, a ação pública produz apenas avanços parciais: fortalece um lado, limita outro e perpetua a fragmentação. O resultado é um setor que avança de forma desigual e permanece limitado como projeto nacional de desenvolvimento.

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Setor florestal tem incentivo para ampliar produção 

Programa estadual busca fomentar a cadeia produtiva de madeira em Goiás; fabricação de papel e uso de biomassa são focos.

A crescente demanda mundial por produtos de base florestal, como os voltados para fabricação de celulose e papel, e o aumento da produção industrial, que necessita desta biomassa em seus processos, abre oportunidades para a expansão da silvicultura. De olho neste potencial, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), lança nesta quinta-feira (15) o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal, que definirá medidas de estímulo para ampliar a produção desta cadeia produtiva e estimular investimentos no beneficiamento.

O Plano Diretor Estadual do Setor de Base Florestal reúne estudos edafoclimáticos, logísticos e econômicos para orientar estes investimentos e estruturar zonas produtivas. O boletim Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2024, do IBGE, mostrou que a produção do segmento florestal somou R$ 44,2 bilhões em 2024, um crescimento de 16,7% sobre 2023. A silvicultura respondeu por R$ 37,2 bilhões, avanço de 17,4%.

Em Goiás, a produção de lenha continua sendo o principal ativo da silvicultura, o que mantém o estado entre os maiores produtores nacionais da biomassa energética. Em 2024, foram produzidos 3,2 milhões de metros cúbicos de lenha de eucalipto. Mas o maior crescimento ocorreu na produção de madeira em tora de eucalipto, destinada ao setor de papel e celulose: foram 880,8 mil metros cúbicos, um aumento de 228%, enquanto o valor de produção cresceu 921%. O estado também se destaca na produção de borracha natural.

Atualmente, Goiás possui 123,2 mil hectares de florestas plantadas destinadas à produção florestal, que movimentaram R$ 782,6 milhões em 2024, segundo o IBGE. Mas, de acordo com a Seapa, a área apresenta potencial de expansão diante da demanda crescente e das condições climáticas favoráveis do Cerrado.

O Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal de Goiás, instituído pela Lei nº 21.674/2022, reconhece o setor florestal como estratégico e estabelece diretrizes para expansão sustentável. “Nos estados com vocação produtiva, a produção dos produtos de base florestal tem sido pouco expressiva, considerando o aumento da demanda, principalmente por produtos voltados a fabricação de papel e celulose e a biomassa de eucalipto como matéria-prima de processos agroindustriais”, avalia o secretário de Agricultura, Pedro Leonardo.

Ele lembra que Goiás é o estado com maiores indicadores de desenvolvimento industrial e que a produção de produtos de base florestal para matéria-prima não tem acompanhado o crescimento das agroindústrias e do setor de mineração. “A principal matéria-prima para o processamento destes ativos minerais são os produtos de base florestal, que têm demanda crescente no mundo”, adverte.

Goiás tem vantagens logísticas, climáticas/agronômicas e disponibilidade de terras para o cultivo de florestas em 7,5 milhões de hectares ocupados por pastagens degradadas ou em algum estágio de degradação, que podem ser convertidas em silvicultura para produção do volume necessário de matéria-prima que estimule os investimentos industriais. “São áreas que podem ser recuperadas através da silvicultura”, diz o secretário.

Além disso, ele lembra que há um aumento da demanda global por papel e celulose, principalmente nos países asiáticos, para fabricação de produtos como papéis sanitários, o que é oportunidade muito grande para a economia goiana. Por isso, o plano tem como objetivo propor um conjunto de medidas governamentais e do setor privado para criar um ambiente de atratividade para os investimentos florestais em Goiás.

“Poderemos aproveitar oportunidades também provenientes do crescimento industrial e do setor mineral, que demanda a biomassa de eucalipto”, diz .

Medidas

O Plano prevê medidas para desburocratizar legislações para licenciamentos ambientais pertinentes ao plantio e processos de implantação de indústrias fabricantes de papel e celulose. Segundo o secretário, as ações visam proporcionar incentivos para atrair investimentos no setor florestal, inclusive medidas tributárias, além de investimentos na qualificação da mão de obra. Mas, para que sejam atrativos e viáveis, estes investimentos precisam estar casados com o aumento do massivo florestal.

Pedro Leonardo ressalta que a ideia também é propor produtos customizados para facilitar o acesso ao crédito para os investimentos em florestas e industriais, através de linhas que já existem no BNDES e no FCO Rural. A Goiás Fomento deve criar linhas de crédito específicas, dentro de um pacote customizado, com taxas diferenciadas e maiores períodos de carência, adequados às características dessa cadeia produtiva. “O retorno financeiro vem a longo prazo e o período de carência precisa equivaler a este tempo”, explica.

O empresário e silvicultor, Manuel Nunes Teixeira, há 25 anos produz madeira em Abadia de Goiás e Guapó: eucalipto, mogno, paricá e a teca. A produção vai para sua fábrica de móveis ou é vendida para outras indústrias. Para ele, o problema da silvicultura é que todos os elos da cadeia trabalham desconectados. “Precisamos de um órgão para unir a cadeia e compartilhar conhecimentos. Só temos o apoio da Embrapa”, conta. Neste ano, Teixeira também está produzindo mais cavaco, para queima em caldeira. “Precisávamos de um programa assim. Houve uma corrida há algumas décadas para produzir eucalipto, mas, hoje, praticamente não tem produção no estado e as áreas foram cobertas por soja e milho, pela falta de incentivo para a silvicultura”, afirma.

Informações: O Popular

  •  (Arte/O Popular)(Arte/O Popular)
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Campo Grande sedia encontro estratégico de logística florestal

Iniciativa faz parte da estratégia da administração municipal para atrair investimentos.

A Prefeitura de Campo Grande, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento (SEMADES), promove nesta sexta-feira (16), o Workshop Logística Florestal 360°, Abastecimento, Transporte e Integração Regional. O evento, realizado em parceria com a Suzano, empresa do setor de celulose, será realizado às 8h no Teatro do Paço Municipal, reunindo autoridades, diretores da multinacional e empresários locais para discutir a eficiência da cadeia produtiva e a valorização das empresas da região.

Fomento ao Desenvolvimento Sustentável

O workshop busca criar uma ponte direta entre o poder público e o setor produtivo. Na pauta, temas cruciais como a melhoria da competitividade no transporte de carga, otimização do abastecimento e o fortalecimento do ambiente de negócios no estado.

Para o secretário da SEMADES, Ademar Silva Júnior, a iniciativa é um passo fundamental para a integração econômica. “Estamos articulando parcerias que garantam que o crescimento do setor florestal reflita diretamente na geração de empregos e oportunidades para os nossos fornecedores locais”, pontua.

Presenças Confirmadas

A programação contará com a participação da Prefeita de Campo Grande, do secretário Ademar Silva Júnior, além de diretores da Suzano e do Secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Brilhante, reforçando o caráter regional do debate.

A iniciativa faz parte da estratégia da administração municipal para atrair investimentos e garantir que a infraestrutura urbana e logística acompanhe o ritmo do desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.

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Exportações de madeira caem 3% em 2025, mas setor mostra resiliência e aposta em novos mercados 

Comércio exterior da madeira enfrenta cenário desafiador.

O setor madeireiro brasileiro encerrou 2025 com uma queda de 3% nas exportações, tanto em volume quanto em valores, segundo levantamento da WoodFlow com base em dados do ComexStat. O resultado reflete um ano marcado por instabilidades políticas e comerciais no cenário internacional, especialmente envolvendo os Estados Unidos e a Europa.

De acordo com Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o ano foi um dos mais desafiadores da última década.

“Fatores internos e externos afetaram diretamente as negociações, tornando 2025 um período de grande adaptação para o setor”, destacou o executivo.

EUA e Europa pesaram no desempenho das exportações

Entre os produtos analisados pela WoodFlow estão madeira serrada de pinus, compensado de pinus, tora de eucalipto, madeira serrada tropical, tora de teca, compensado de eucalipto, compensado tropical, madeira serrada de teca, tora de pinus e toras tropicais.

No total, o setor movimentou US$ 1,6 bilhão em 2025, ante US$ 1,7 bilhão em 2024. A retração foi puxada principalmente pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações brasileiras e pela incerteza gerada pelo regulamento europeu EUDR, que trata de produtos livres de desmatamento.

Os principais destaques em valor exportado foram o compensado de pinus, com US$ 712,6 milhões, e a madeira serrada de pinus, com US$ 662,1 milhões.

“Os Estados Unidos seguiram como principal destino, mas houve queda significativa a partir de abril, após o anúncio das tarifas recíprocas. Em setembro, os embarques caíram de forma acentuada”, explicou Milazzo.

Para ilustrar o impacto, o executivo aponta que em dezembro de 2024 o Brasil exportou US$ 45,8 milhões em produtos madeireiros para os EUA, enquanto no mesmo mês de 2025 o valor foi de apenas US$ 19,3 milhões.

Produtores buscam alternativas e conquistam novos mercados

Apesar das dificuldades, o setor mostrou capacidade de adaptação. Segundo a WoodFlow, a retração poderia ter sido ainda maior, não fosse a retomada gradual das exportações nos últimos meses de 2025.

“Acreditamos que esse movimento reflete a resiliência e a habilidade do produtor brasileiro em buscar novos mercados”, afirmou Milazzo.

Um exemplo é a madeira serrada de pinus, que teve pico de US$ 67,3 milhões exportados em fevereiro, caiu para US$ 42,7 milhões em agosto, mas voltou a US$ 55 milhões em dezembro.

Entre os novos destinos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos se destacaram como alternativas promissoras.

Já o compensado de pinus apresentou recuperação a partir de novembro, impulsionada pela possível prorrogação do EUDR na Europa, confirmada em dezembro. As exportações do produto subiram de US$ 37,3 milhões em novembro para US$ 58,6 milhões no último mês do ano.

Expectativas positivas e foco em eficiência para 2026

Para 2026, o setor madeireiro deve manter o foco em eficiência operacional e diversificação de mercados. Milazzo destaca que o próximo ano será crucial para ajustes estratégicos dentro das empresas.

“2026 é o momento de revisar processos, reduzir custos e ampliar a diversificação. Apesar dos desafios de 2025, o mercado mostrou resiliência. É hora de trabalhar com responsabilidade, manter a qualidade e olhar para o futuro com otimismo”, concluiu o CEO da WoodFlow.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lignum brasilis: tecnologia de IA revoluciona o combate ao comércio ilegal de madeira no Brasil

O Brasil passa a contar com um novo aliado no enfrentamento à exploração madeireira ilegal. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), lançou oficialmente o Lignum brasilis, um aplicativo que utiliza inteligência artificial (IA) para a identificação de espécies de madeira diretamente em campo.

Desenvolvida por meio de cooperação entre o Laboratório de Produtos Florestais (LPF/SFB), o UNODC e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a ferramenta representa um avanço relevante para a fiscalização ambiental e a conservação das florestas brasileiras, ao ampliar a capacidade de identificação rápida e confiável de madeiras nativas.

Foto: Pixabay

Agilidade e precisão na fiscalização florestal

O lançamento do Lignum brasilis inaugura uma nova etapa na gestão florestal do país, oferecendo mais agilidade, precisão e autonomia tecnológica às ações de fiscalização, pesquisa e controle ambiental. Em sua fase inicial, o foco está no combate ao comércio ilegal de madeiras nativas, contribuindo diretamente para a proteção de espécies ameaçadas.

Segundo Carlos Affonso, vice-diretor da Unesp, o uso de tecnologias baseadas em machine learning é estratégico para o Brasil. “A aplicação da inteligência artificial permite desenvolver soluções robustas voltadas à conservação florestal e ao interesse público”, afirma.

Base de dados científica e desempenho do sistema

A eficiência do aplicativo está apoiada em uma base de dados científica robusta. De acordo com Alexandre Bahia Gontijo, chefe substituto do Laboratório de Produtos Florestais do SFB, mesmo em estágio inicial, o Lignum brasilis já apresenta resultados promissores na identificação das principais espécies comercializadas no país.

Conforme informações institucionais, o sistema é alimentado por um amplo conjunto de imagens e amostras de espécies tropicais, reunidas com o apoio de instituições de referência, entre elas:

  • Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ);
  • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG);
  • Embrapa;
  • Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA);
  • Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Como funciona o Lignum brasilis

Em campo, o aplicativo permite que agentes capturem imagens da estrutura macroscópica da madeira por meio de dispositivos móveis, que podem ser acoplados a acessórios ópticos específicos. A partir dessas imagens, a inteligência artificial analisa padrões anatômicos e fornece a identificação da espécie em poucos segundos.

Essa funcionalidade amplia o alcance das ações de fiscalização, reduz a dependência de análises laboratoriais e permite que profissionais não especializados realizem identificações confiáveis, agilizando o combate a crimes ambientais.

Impacto ambiental e relevância internacional

A inovação ganha relevância diante do impacto global do desmatamento ilegal, atividade que movimenta bilhões de dólares anualmente e está associada ao crime organizado e às mudanças climáticas.

No contexto brasileiro, o Lignum brasilis fortalece o cumprimento da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), especialmente no controle de espécies de alto valor comercial, como Ipê (Handroanthus spp.), Cumaru (Dipteryx spp.) e Cedro (Cedrela spp.).

Disponibilidade e próximos passos

O Lignum brasilis deverá ser disponibilizado gratuitamente nas principais lojas de aplicativos. Após o lançamento, está prevista a distribuição de equipamentos de captura de imagem para instituições parceiras, como o Ibama e xilotecas nacionais, fortalecendo a rede de monitoramento e fiscalização ambiental em todo o país.

Com base científica sólida, tecnologia nacional e cooperação internacional, o Lignum brasilis se consolida como uma ferramenta estratégica no enfrentamento ao comércio ilegal de madeira e na proteção das florestas brasileiras.

A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.

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Transporte de peças gigantes de usina de celulose deixa trânsito lento em rodovias de MS

Peças gigantes, carretas em fila e paciência no volante. Esse será o cenário nas rodovias MS-134 e BR-267, em Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira, com o transporte de uma carga superdimensionada destinada a uma usina de celulose.

O comboio, formado por várias carretas, transporta equipamentos industriais e deve provocar lentidão no tráfego no trecho da MS-134 entre Batayporã e o distrito de Nova Casa Verde, na região de Nova Andradina. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), a operação está prevista para começar por volta das 7h30 e deve seguir até, aproximadamente, 11h.

Transporte de peças gigantes de usina de celulose deixa trânsito lento em rodovias de MS

A carga saiu de Açaí, no interior do Paraná, e tem como destino final o município de Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. Durante o deslocamento pela MS-134, a escolta ficará sob responsabilidade da PMR, que orienta os motoristas a redobrar a atenção e, se possível, evitar o trecho durante o período da operação.

Ao chegar à BR-267, em Nova Casa Verde, a escolta passará a ser feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a empresa responsável pelo acompanhamento do transporte, a previsão inicial era que a carga chegasse ao destino na sexta-feira (16), mas o cronograma pode sofrer atrasos em razão das fortes chuvas registradas nos últimos dias.

Esse tipo de transporte tem se tornado cada vez mais comum na região norte de Mato Grosso do Sul, impulsionado pela implantação e ampliação de indústrias de papel e celulose, que demandam o deslocamento de equipamentos de grande porte pelas rodovias estaduais e federais.

Informações: Enfoque MS

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Florestar – Indústria Florestal Paulista completa 35 anos como referência na representação do setor florestal paulista

Ao longo de 35 anos, a entidade ajudou a construir segurança jurídica, diálogo institucional e uma agenda técnica para a silvicultura em São Paulo.

Quando a Florestar – Indústria Florestal Paulista foi criada, no início da década de 1990, o setor florestal paulista vivia um período de transição profunda. O crescimento das florestas plantadas já era uma realidade econômica, mas o ambiente institucional, regulatório e social ainda carecia de articulação, segurança jurídica e reconhecimento público. Trinta e cinco anos depois, a trajetória da associação se confunde com a própria maturação da silvicultura no Estado de São Paulo.

A origem da Florestar está ligada a uma lacuna clara de representação. À época, as empresas florestais contavam principalmente com entidades de abrangência nacional, como a então BRACELPA, antecessora da IBÁ, cuja atuação estava concentrada nos segmentos de celulose, papel e painéis de madeira. Embora relevantes, essas entidades não conseguiam absorver as especificidades regionais de São Paulo — um estado com grande diversidade produtiva, diferentes perfis de produtores e uma estrutura regulatória própria.

O nascimento de uma entidade regional forte

Foi nesse contexto que, em 1990, surgiu a Florestar. A entidade foi criada durante uma reunião considerada histórica, realizada na antiga Champion Papel e Celulose, em Mogi Guaçu, reunindo representantes de empresas florestais de diferentes portes, associações de produtores e técnicos de órgãos ligados à Secretaria da Agricultura do Estado, especialmente do então Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais (DEPRN).

Manoel de Freitas / Divulgação

“Naquele momento, o setor precisava de uma voz própria, que dialogasse diretamente com o governo estadual e com a sociedade paulista”, relembra Manoel de Freitas, engenheiro florestal e primeiro presidente da Florestar. Ele esteve à frente da entidade nos seus primeiros cinco anos, período decisivo para consolidar sua credibilidade institucional.

Segundo Freitas, a união do setor foi determinante para o sucesso da iniciativa. “A Florestar nasceu com o propósito de defender as necessidades do setor florestal paulista e, ao mesmo tempo, mostrar à sociedade a importância econômica, ambiental e social das florestas plantadas”, afirma.

Proximidade institucional e segurança jurídica

Nos primeiros anos, a atuação da Florestar esteve fortemente ligada ao diálogo com os órgãos públicos estaduais. A proximidade com a Secretaria da Agricultura, as Casas da Agricultura e as estruturas regionais do governo permitiu que a entidade participasse ativamente da construção de políticas públicas e da interpretação de normas ambientais que impactavam diretamente a produção florestal.

Para Nelson Barbosa Leite, engenheiro agrônomo e silvicultor, esse trabalho foi essencial para garantir segurança jurídica em um período marcado por incertezas regulatórias. “São Paulo tinha políticas específicas, como a reposição florestal, que exigiam acompanhamento técnico e institucional constante. Era preciso alguém que conhecesse a realidade do campo e levasse essas demandas ao governo”, explica.

Nelson Barbosa Leite

Além das grandes empresas, a Florestar teve papel relevante na integração dos pequenos e médios produtores, especialmente em regiões onde o acesso à tecnologia e à informação ainda era limitado. A entidade atuou como ponte entre o conhecimento técnico das grandes empresas e a realidade dos produtores independentes, promovendo capacitação, reuniões regionais e ações de extensão.

A evolução do associativismo florestal

Com o passar dos anos, o setor florestal paulista passou por um processo de amadurecimento técnico e econômico. A engenharia florestal deixou de ser guiada apenas pela vocação e passou a incorporar de forma mais intensa conceitos de gestão, produtividade e eficiência.

José Ricardo Ferraz

Esse movimento também transformou a Florestar. De acordo com José Ricardo Ferraz, engenheiro florestal e ex-presidente da entidade, a associação deixou de ser apenas um grupo de entusiastas para se tornar uma organização orientada a resultados. “A competitividade do setor e a necessidade de uma comunicação mais clara com a sociedade exigiram uma nova postura. A Florestar foi o espaço escolhido para conduzir essa transformação”, afirma.

Durante sua gestão, Ferraz liderou uma mudança importante no estatuto da entidade, ampliando sua representatividade. A Florestar passou a integrar, de forma estruturada, produtores florestais independentes, empresas prestadoras de serviços, fabricantes de equipamentos, investidores e outros elos da cadeia produtiva. Essa diversidade fortaleceu a legitimidade da associação e ampliou sua capacidade de interlocução institucional.

Sustentabilidade como construção histórica

Muito antes de o termo sustentabilidade ganhar destaque no debate público, o setor florestal paulista já convivia com regras ambientais rigorosas. Segundo Nelson Barbosa Leite, o respeito à legislação e às áreas de preservação sempre fez parte da cultura do setor, embora o conceito tenha se ampliado ao longo do tempo.

“O que hoje chamamos de sustentabilidade envolve não só o meio ambiente, mas também questões sociais, relações de trabalho, proteção da biodiversidade e uso responsável dos recursos hídricos”, afirma. Nesse processo, a Florestar teve papel relevante ao mediar conflitos, esclarecer informações técnicas e apoiar seus associados em momentos de pressão social e política.

A atuação da entidade foi especialmente importante em debates municipais e regionais sobre o plantio de florestas, uso do solo e ocupação de áreas sensíveis, ajudando a construir soluções técnicas baseadas em ciência e diálogo.

Um legado construído coletivamente

Ao completar 35 anos, a Florestar se apresenta como uma entidade madura, que soube evoluir sem perder sua essência. Para Manoel de Freitas, o segredo dessa longevidade está na capacidade de adaptação e no espírito coletivo. “A Florestar sempre se aperfeiçoou, se ajustando às novas demandas e mantendo seus participantes unidos em torno de um objetivo comum”, destaca.

A história da associação se confunde com a própria consolidação da silvicultura paulista, hoje reconhecida nacional e internacionalmente por sua produtividade, base técnica e compromisso com boas práticas. Mais do que representar interesses setoriais, a Florestar ajudou a construir pontes — entre empresas e produtores, entre o setor e o governo, e entre a silvicultura e a sociedade.

Em um cenário de novos desafios, como a intensificação tecnológica, a agenda climática e a crescente cobrança por transparência e responsabilidade social, a entidade chega aos seus 35 anos preparada para seguir desempenhando um papel estratégico no futuro das florestas plantadas no Brasil.

Saiba mais sobre a Florestar no link.

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Parceiros do Bem: Arauco e fornecedores fortalecem impacto social em Inocência

Iniciativa amplia ações solidárias nas áreas do Projeto Sucuriú; três instituições já foram beneficiadas.

Arauco, por meio do programa Parceiros do Bem, está mobilizando fornecedores do Projeto Sucuriú para formar uma rede de solidariedade em apoio a instituições sociais de Inocência (MS). A proposta é unir esforços com empresas parceiras e organizações locais para promover iniciativas coletivas que impulsionem o desenvolvimento social no município que recebe a primeira fábrica de celulose da companhia no Brasil.

As primeiras doações ocorreram em dezembro, em parceria com a Veolia, com a entrega de móveis e equipamentos para quatro entidades que atendem idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência: Apae de Inocência; Lar dos Idosos Jeferson Leandro Prado Elias, Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes e Casa de Passagem – esta última, criada em parceria com a Prefeitura para acolher, temporariamente, pessoas em situação de vulnerabilidade social, com investimentos garantidos pelo Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, que direciona R$ 85 milhões para ampliação da infraestrutura urbana e serviços públicos em Inocência.

“Com esta mobilização conjunta, somamos forças para construir um legado positivo para a comunidade de Inocência, transformando vidas”, afirma Claudia Cristina Belchior, gerente de Desempenho Social da Arauco. “O programa nasce como um espaço de articulação entre empresas que atuam no projeto, promovendo a união de esforços e o direcionamento estratégico do investimento social privado no município. Convidamos todas as empresas que ainda não aderiram à iniciativa a se juntarem a essa corrente do bem, fortalecendo ações que geram impacto social positivo e duradouro”, complementa.

Para a Veolia, que fornece soluções avançadas de tratamento de efluentes ao Projeto Sucuriú, a ação reforça a responsabilidade socioambiental. “Nossa participação reafirma o compromisso compartilhado em gerar impacto social relevante e sustentável para a população local”, destaca Fernando Formoso, Gerente de Projetos na Veolia | Water Tech Brasil.

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