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Setor madeireiro de MT cresce 2,8% em 2025 e movimenta R$ 3,17 bilhões, aponta Cipem

O mercado da madeira em Mato Grosso registrou crescimento de 2,8% em 2025 na comparação com o ano anterior, com movimentação financeira de R$ 3,17 bilhões. Os dados são do Centro de Estudos Econômicos e Exportadores de Madeira do Mato Grosso (Cipem) e englobam vendas no mercado estadual, interestadual, exportações e comercialização de madeira em lotes. Em volume, a produção totalizou 16,4 milhões de metros cúbicos no período.

O mercado interestadual foi o principal destino da produção, respondendo por R
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es,oquecorrespondeaUS 115,01 milhões, enquanto a venda de matéria-prima movimentou R$ 232,58 milhões.

Na comparação com 2024, o desempenho do setor apresentou comportamentos distintos. O mercado interestadual cresceu 18,89% e se consolidou como principal destino do setor. Já as exportações recuaram 10,5% e o mercado estadual teve queda de 7,92%.

Apesar do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos, que elevou a taxação de produtos de madeira para até 305%, as exportações para o país apresentaram crescimento de 22,05%, passando de US$ 13,7 milhões em 2024 para US$ 16,7 milhões em 2025. No entanto, a guerra comercial com os Estados Unidos prejudicou a exportação de madeira de maior valor agregado, concentrando as vendas em produtos de menor valor agregado, segundo o Cipem, o que elevou os preços médios praticados no mercado internacional.

A inclusão de espécies como Ipê e Cumaru na CITES — convenção internacional que regula o comércio de espécies ameaçadas — deve ter impacto na comercialização dessas madeiras, afetando principalmente produtores que atuam no mercado internacional. Segundo o Cipem, a mudança pode gerar novos desafios para o setor, exigindo adaptações na cadeia produtiva e no cumprimento de normas ambientais.

O Cipem também apontou que o segmento de beneficiamento respondeu por 52% do valor total do setor, com destaque para painéis e compensados. A participação da indústria moveleira no total foi de 18%.

O estudo indica que a produção de madeira em tora cresceu 4,1%, totalizando 8,5 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção de madeira processada caiu 1,3%, somando 7,9 milhões de metros cúbicos. A área de florestas plantadas no estado alcançou 3,2 milhões de hectares.

Entre os principais desafios apontados pelo relatório estão a necessidade de investimento em infraestrutura logística, regularização fundiária e combate ao desmatamento ilegal. O Cipem recomendou políticas públicas para incentivar a agregação de valor e a formalização da cadeia produtiva.

Para 2026, a entidade projeta crescimento moderado, condicionado a políticas comerciais e investimentos em tecnologia e manejo florestal.

Fonte: Agro Olhar

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Sede da maior obra de MS, Inocência tem o 2º melhor saldo de empregos no estado

Município impulsionado por megafábrica de celulose ficou atrás apenas de Campo Grande na geração de vagas.

Sede da maior obra em andamento em Mato Grosso do Sul, o município de Inocência, distante 331 quilômetros de Campo Grande, registrou o segundo melhor saldo de geração de empregos formais em 2025. A cidade criou 2.349 vagas com carteira assinada no acumulado do ano, ficando atrás apenas de Campo Grande, que liderou o ranking estadual.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em todo o Estado, o saldo foi positivo em 19.756 postos de trabalho, resultado de 419.472 admissões e 399.716 desligamentos ao longo de 2025. No país, foram criados 1,27 milhão de empregos formais no mesmo período.

O avanço de Inocência está diretamente ligado à implantação da megafábrica de celulose da empresa chilena Arauco, prevista para entrar em operação em 2027. Com cerca de 8 mil habitantes, o município viu sua população dobrar em poucos meses, chegando a aproximadamente 16 mil pessoas, entre moradores e trabalhadores envolvidos nas etapas iniciais do empreendimento.

A expectativa é de que entre janeiro e fevereiro deste ano outros 6 mil trabalhadores cheguem à cidade para o início da fase mais intensa das obras. No pico da construção, por volta de 2027, a população pode alcançar entre 27 mil e 28 mil pessoas, um crescimento estimado em 3,5 vezes em curto espaço de tempo.

Inicialmente prevista para 2028, a inauguração da unidade foi antecipada para 2027. O investimento também foi ampliado, passando de US$ 3,5 bilhões para US$ 4,6 bilhões, o equivalente a mais de R$ 25 bilhões. A fábrica terá capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, sendo considerada a maior do mundo implantada de uma só vez.

Em MS, todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em 2025. A Construção liderou a geração de vagas, com 5.873 novos postos, seguida por Serviços (4.835), Indústria (4.536), Comércio (3.258) e Agropecuária (1.256).

A maioria das vagas foi ocupada por homens, com saldo de 11.048 postos, enquanto as mulheres registraram 8.708. Trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior número de contratações, com 15.121 vagas. Já os jovens entre 18 e 24 anos formaram o grupo com melhor desempenho, somando 14.174 novos postos.

Além de Inocência e Campo Grande, os municípios com melhor saldo de empregos em 2025 foram Dourados (1.859), São Gabriel do Oeste (1.341) e Três Lagoas (1.272).

A logística da obra da Arauco também contribui para o aquecimento do mercado de trabalho. A entrega de materiais e equipamentos deve mobilizar cerca de 60 mil caminhões, com equipamentos fornecidos pela empresa finlandesa Valmet. No auge das obras, cerca de 14 mil pessoas devem atuar na construção. Após o início das operações, a estimativa é de geração de aproximadamente 6 mil empregos diretos e indiretos, envolvendo a fábrica, a logística e a produção de eucalipto.

Fonte: Campo Grande News

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Kolecti leva a análise multiespectral ao centro do controle de qualidade florestal

Controle de qualidade baseado em dados amplia eficiência e competitividade.

Após um ciclo de profunda transformação e investimentos em parcerias globais — como a união estratégica com a Nova Spectra — a Kolecti consolidou sua missão de ser o elo inteligente entre o campo e a indústria. Existimos para que o acaso não tenha lugar na floresta.

Em um setor cada vez mais orientado por eficiência, previsibilidade e sustentabilidade, o controle de qualidade deixou de ser apenas uma etapa operacional para se tornar um diferencial estratégico na cadeia florestal. É nesse contexto que a Kolecti vem ganhando protagonismo ao aplicar a análise de imagem multiespectral — tecnologia já consolidada em mercados internacionais — às demandas específicas de sementes, viveiros e indústrias florestais no Brasil.

A empresa atua de forma integrada em reprodução florestal, polinização suplementar  tecnologias internacionais com inteligência artificial para mapeamentos de pomares e a análise multiespectral, entregando soluções inovadoras e sustentáveis para o setor agroflorestal, com dados confiáveis que apoiam decisões estratégicas e a eficiência operacional.

Da avaliação visual aos dados objetivos

Segundo a engenheira agrônoma e gerente da Kolecti, Andreza Cerioni, a principal mudança trazida pela análise multiespectral está na ruptura com métodos baseados exclusivamente na avaliação visual humana.

“Na prática, o que muda é agilidade, precisão e padronização. O controle de qualidade passa a ser automatizado por imagem multiespectral, o que aumenta a eficiência da operação e dá muito mais segurança na tomada de decisão”, explica.

O equipamento utilizado pela Kolecti, o VideometerLab, captura imagens em até 19 comprimentos de onda diferentes. Cada pixel da imagem carrega um conjunto completo de informações espectrais que, combinadas a softwares e modelos estatísticos, transformam imagens em dados quantitativos.

“Essas informações permitem identificar características que o olho humano não consegue enxergar. A imagem deixa de ser apenas visual e passa a ser uma fonte robusta de dados”, resume Andreza.

Figura 2. VideometerLab4 com opção autofeeder analisando sementes de pinus.

Apesar do alto nível de automação, Andreza ressalta que a análise multiespectral não é uma solução genérica ou padronizada. Cada aplicação exige o desenvolvimento de um projeto específico, com construção de modelos estatísticos e calibração da tecnologia de acordo com o problema a ser resolvido.

“Não é uma tecnologia pronta. Para gerar valor real, é preciso entender o processo do cliente, identificar as variáveis críticas e desenvolver modelos que traduzam aquelas imagens em respostas confiáveis. É justamente nesse ponto que ciência e campo se encontram”, explica.

Gargalos históricos na produção de sementes florestais

A aplicação da tecnologia se mostra especialmente relevante diante dos gargalos enfrentados por viveiros e produtores florestais, sobretudo no Sul do Brasil, onde a produção de sementes de pinus é central para o setor.

Entre os principais desafios estão a presença de sementes vazias dentro dos lotes, sementes inviáveis ou com baixa velocidade de germinação, problemas de dormência e questões fitossanitárias que comprometem a uniformidade das mudas.

“Esses fatores reduzem a eficiência produtiva e aumentam perdas ao longo do processo. A análise multiespectral permite identificar esses problemas de forma rápida, não destrutiva e padronizada”, destaca Andreza.

Ao utilizar diferentes comprimentos de onda, uma única imagem é capaz de mapear diversos parâmetros do material analisado, reduzindo a necessidade de múltiplos testes, mão de obra altamente especializada e laboratórios distintos para cada tipo de análise.

Figura 3. Imagem RGB e transformada utilizando componentes multiespectrais de sementes de pinus cheias e vazias.

Controle de qualidade ao longo de toda a cadeia florestal

Para Julio César Soznoski, fundador e diretor da Kolecti, a demanda por padronização baseada em dados se estende por toda a cadeia florestal, indo muito além dos viveiros.

Na prática, a Kolecti utiliza equipamentos de análise óptica e espectral para avaliar sementes e materiais vegetais de forma não destrutiva, permitindo identificar fissuras internas, ataques de insetos, deterioração de tecidos e variações fisiológicas ainda invisíveis a olho nu. Essas informações são aplicadas tanto em programas de melhoramento genético quanto no beneficiamento e na padronização de lotes”, afirma.

No setor industrial, a tecnologia também tem aplicações diretas na competitividade. Na indústria de papel e celulose, por exemplo, o monitoramento multiespectral permite avaliar parâmetros como relação celulose/lignina, homogeneidade da fibra e teor de umidade.

Figura 4. Análise de cor e granulometria de papel. Imagem RGB (esquerda), sob componente multiespectral (centro) e comparação do espectro de dois papéis superbrancos (direita).

“Quando a indústria conhece com precisão a qualidade da fibra que está entrando no processo, consegue calibrar o digestor de forma muito mais eficiente, reduzindo consumo de químicos e energia. Isso impacta diretamente o custo por tonelada de celulose produzida”, explica Soznoski.

Parcerias que elevam o padrão tecnológico

A atuação da Kolecti está diretamente ligada à parceria com a Videometer, empresa dinamarquesa referência mundial em análise multiespectral, e com a Nova Spectra, representante oficial da tecnologia na América Latina.

Segundo Soznoski, a incorporação de equipamentos que são padrão-ouro em laboratórios europeus elimina incertezas técnicas e eleva o nível de precisão disponível no mercado brasileiro. Já a Nova Spectra garante agilidade operacional, calibração adequada dos sensores e suporte no processamento de grandes volumes de dados, fator decisivo para atender grandes grupos do setor florestal.

“Essa parceria vai além da comercialização de equipamentos. Ela viabiliza escala, confiabilidade e aplicações que antes não eram possíveis no Brasil”, resume.

Tecnologia explicada: enxergar além do visível

Thomas Michelon, fundador e diretor da Nova Spectra, explica que a grande diferença do VideometerLab está na profundidade da análise.

“Uma câmera comum enxerga o mundo em três bandas — vermelho, verde e azul. O Videometer captura 19 bandas, incluindo ultravioleta e infravermelho próximo. É como observar o mesmo objeto sob 19 perspectivas diferentes, o que amplia drasticamente a capacidade de identificação e classificação de materiais florestais”, compara.

Figura 5. Imagem RGB e transformata utilizando componentes multiespectrais de sementes com e sem a presença de fusarium.

Muitas características relevantes dos materiais florestais não estão nas cores visíveis, mas nessas faixas invisíveis ao olho humano. É nelas que se encontram informações cruciais para diferenciar sementes, fibras ou biomateriais aparentemente iguais.

O conceito de “amostras digitais”

Outro avanço trazido pela tecnologia é o conceito de “sementes digitais”. Cada semente analisada gera um registro completo de imagem e dados, armazenado em banco de dados.

“A amostra física se degrada com o tempo. Já a informação digital permanece. Isso permite rastreabilidade, comparação histórica, contraprovas e maior transparência no controle de qualidade”, explica Michelon.

Esse histórico digital transforma a informação em um ativo estratégico, ampliando a confiabilidade, a rastreabilidade e o valor do produto ao longo do tempo

Escala, automação e futuro do setor

Para operações de grande escala, a opção Autofeeder automatiza a alimentação das amostras, permitindo análises de 100 a 300 gramas em poucos minutos. O resultado é um fluxo contínuo de dados, compatível com as demandas industriais.

Na avaliação de Michelon, a análise multiespectral é um caminho sem volta para o setor florestal e agrícola, especialmente diante da escassez de mão de obra especializada.

“Depois de treinado, o sistema exige pouca manutenção, gera resultados consistentes e se torna parte do conhecimento da empresa. É um investimento que se perpetua”, afirma.

Ciência aplicada ao negócio florestal

Para a Kolecti, o futuro passa menos pela venda de equipamentos e mais pela consolidação de uma nova lógica de gestão baseada em dados.

“Não se trata apenas de entregar sementes ou análises, mas de garantir que cada semente plantada e cada árvore colhida expressem o máximo de seu potencial biológico e econômico”, conclui Soznoski.

Ao unir rigor científico, tecnologia de ponta e aplicabilidade prática, a Kolecti se posiciona como um elo estratégico entre ciência e campo, ajudando o setor florestal brasileiro a avançar em eficiência, competitividade e sustentabilidade.

Saiba mais sobre a Kolecti no site.

Entre em contato pelo: contato@kolecti.com.br ou (48) 99692-0229.

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Agro brasileiro tem novas oportunidades de investimento com o Fundo Comum de Commodities

O objetivo do Fundo é apoiar projetos em commodities que ajudem a criar emprego, aumentar a renda familiar, reduzir a pobreza e melhorar a segurança alimentar em regiões menos desenvolvidas.

O empresário e economista Wilson Andrade participa, de 2 a 5/2/2026, de nova reunião do Conselho Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU), sediado em Amsterdam (Holanda).

No encontro serão analisados 12 novos projetos de commodities como avocado, grãos, café, arroz, abacate, castanhas, cacau, além de 5 empresas de microfinanciamento, dos países: Nigéria, Zimbábue, Nicarágua, Sri Lanka, Tanzânia, Peru, Gana, Costa do Marfim, Índia e Uganda.

O CFC (www.common-fund.org) é formado por 104 países-membros com a missão de apoiar o desenvolvimento econômico, social e ambiental, através de incentivos a commodities em todo o mundo.

O CC é composto por nove especialistas eleitos pelos países-membros indicados e eleitos que têm a função de definir prioridades para o Fundo, analisar, aprovar e acompanhar projetos que lhe são apresentados.

Em 2025, o CC do CFC da ONU examinou e aprovou 20 novos projetos da Colômbia, Egito, Guatemala, Honduras, Paquistão, Quênia, Ruanda, Serra Leoa, Tanzânia e Zâmbia; que envolvem as atividades de: tilápia, castanhas, pimenta, borracha, frutas, café, cacau, vegetais e óleos vegetais, e fundos de investimentos.

Na ocasião, Wilson Andrade foi também eleito vice-presidente do CC, entidade da qual foi indicado como conselheiro em 2017/2018 e foi presidente do CC em 2019/2020.

“Aprovamos três fundos que provêm o fomento direto para os pequenos produtores, além da assistência técnica e comercial.

Essa tendência vem aumentando e pode ser um ótimo exemplo para as pequenas propriedades e de agricultura familiar.

É preciso aproveitar experiências como essas de projetos financeiros para os negócios e regiões mais necessitadas do Brasil, como é o caso do semiárido nordestino.

Tenho especial interesse nos projetos que viabilizam investimentos nas commodities em parceria com outros fundos ou agências de desenvolvimento de menor porte em diversas regiões do mundo.

Essas parcerias viabilizam um efeito multiplicador dos investimentos e possibilitam uma troca de experiência desses fundos menores com o CFC no trato com as empresas, cooperativas e produtores demandantes de financiamento”, declarou.

Os projetos que serão analisados em fevereiro de 2026 terão um aporte de US$ 20 milhões do CFC, englobam US$ 60 milhões em investimentos que vão beneficiar as commodities das quais dependem 37 países ao redor do mundo. Segundo a ONU, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas dependem diretamente do comércio de commodities ao redor do mundo. Isso inclui agricultores, trabalhadores da indústria extrativa e outras pessoas cujos meios de subsistência estão ligados ao setor.

Segundo a ONU, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas dependem diretamente do comércio de commodities ao redor do mundo.

Isso inclui agricultores, trabalhadores da indústria extrativa e outras pessoas cujos meios de subsistência estão ligados ao setor.

“O agronegócio baseado nas commodities gera, em todo mundo, um bom percentual da economia total.

Todavia, há a preocupação no que diz respeito à melhor distribuição dos resultados da atividade com commodities entre os diferentes elos das cadeias produtivas.

É preciso corrigir a distribuição atual de rendimento dos resultados das commodities.

Por exemplo, o preço de um quilo de café no mercado consumidor final é exponencial e exageradamente maior que o preço ao produtor na base da cadeia produtiva.

Por isso é importante que nos preocupemos em apoiar o financiamento de projetos que favoreçam a verticalização das cadeias produtivas, com inclusão de tecnologias e inovações que permitam a melhor distribuição de rendimentos das atividades”, declarou Andrade que tem forte atuação na área internacional defendendo o agronegócio da Bahia e do Brasil.

Lamentando que nenhum projeto foi apresentado pelo Brasil em 2025, o empresário reforça a esperança de que no próximo edital – abril de 2026 – o país esteja representado.

“Com isso se amplia a oportunidade de financiamento para pesquisas e projetos de desenvolvimento de commodities na Bahia e no Brasil.

Já participamos da aprovação de um projeto da Bahia que recebeu apoio de US$ 1,5 milhão para a área de cítricos no semiárido da Bahia”, informou.

Para Andrade, com a presença de um brasileiro no CC, a Bahia e o Brasil ganham pelo acesso às informações e pela maior interação entre os países no desenvolvimento de commodities.

“A Bahia e o Brasil precisam se internacionalizar mais e este esforço tem que ser conjunto entre o Governo e a iniciativa privada.

E não apenas pela possibilidade de financiamento do Fundo, mas pelas oportunidades com outras fontes da ONU e de países-membros, aos quais podemos levar as demandas do nosso agronegócio – o setor que mais ajuda o Brasil a crescer”.

Parceria – Desde que se tornou membro do CC do CFC, Andrade firmou parceria com a Unijorge e a Comissão de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Associação Comercial da Bahia (Comex-ACB) que visa a divulgação da oportunidade, capacitação de projetistas e acompanhamento e estímulo de projetos locais.

O serviço é prestado com o apoio de entidades empresariais (Faeb, Fieb, Fecomércio, ACB, Aiba, Abrapa, ABAF, Assocafé, sindicatos industriais, sindicatos rurais, cooperativas etc.), de agentes de desenvolvimento (bancos, Desenbahia, Sebrae, fórum das pequenas empresas da SDE, câmaras setoriais etc.), de agentes governamentais (Seagri, SDE, SDR etc.), na área nacional (CNI, CNA, CNC, academias, institutos de pesquisas, consultorias especializadas em projetos agro etc.), entre outros.

“Este apoio e divulgação são compromissos extra que temos com o CFC”, acrescenta Andrade.

O CFC – Instituição financeira intergovernamental autônoma estabelecida no âmbito da ONU e tem 104 Estados-membros, dentre estes o Brasil.

Sua visão e missão incluem: contribuir para o crescimento social e econômico, o desenvolvimento sustentável, o acesso aos alimentos e a integração dos países em desenvolvimento com os mercados internacionais e regionais através da adição de valor sustentável a commodities e cadeias de valor relacionadas, sempre de forma convergente aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU.

Espera-se que o CFC seja um parceiro líder na operacionalização de atividades para commodities em países em desenvolvimento.

O CFC seleciona, aprova e apoia cerca de 40 projetos por ano e tem uma média de empréstimo de US$ 60 milhões anuais.

São propositores elegíveis: instituições públicas e privadas, instituições de desenvolvimento bilaterais e multilaterais, cooperativas, organizações de produtores, pequenas e médias empresas, empresas de transformação e comercial e instituições financeiras locais.

Os projetos devem ser financeiramente sustentáveis, escaláveis e com amplo impacto no desenvolvimento das partes interessadas nas cadeias de valor das commodities.

Devem criar emprego, especialmente para jovens e mulheres; aumentar a renda familiar; reduzir a pobreza; melhorar a segurança alimentar e criar colaboração efetiva e econômica entre produtores, indústrias, governos, organizações da sociedade civil e outros interessados em commodities.

WILSON ANDRADE

Partner nacional do Grupo AG Capital, ativos fiscais e previdenciários; Diretor-executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF); Presidente do Conselho de Comércio Exterior e Cooperação Internacional (COMEX) da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB); Diretor para o Nordeste da FinnCham (Câmara de Comércio Brasil-Finlândia); Vice-presidente (Presidente em 2017/2020) do Conselho Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU/Amsterdã); Presidente do Grupo Intergovernamental de Fibras Naturais da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO); Presidente da Câmara Setorial de Fibras Naturais do Ministério da Agricultura (MAPA); Cônsul Honorário Emérito da Finlândia no Brasil (desde 2008); Membro Nato (Conselheiro há 50 anos) da Associação Comercial da Bahia (ACB); ex-Presidente da ACB por dois mandatos (1981/1985) e ex-Presidente (2019/2025) do Conselho Superior da ACB; Príncipe da Casa Real de Savalou, no Benin (existente desde 1557); Presidente da International Natural Fiber Organization (INFO–Holanda); Presidente do Sindicato das Indústrias de Fibras Naturais da Bahia (Sindifibras); e Comendador da Ordem do Mérito da Bahia (autorizado e entregue pelo Governador Antônio Carlos Magalhães, em 1981).

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Contrato efetiva gestão privada na Rota da Celulose 

A concessão da BR-262, rodovia que liga Três Lagoas a Campo Grande, e de outros trechos rodoviários estratégicos de Mato Grosso do Sul, será oficialmente formalizada na próxima segunda-feira (2), com a assinatura do contrato entre o Governo do Estado e o Consórcio Caminhos da Celulose. O acordo garante a recuperação, operação, manutenção e ampliação de 870,3 quilômetros de rodovias federais e estaduais pelo prazo de 30 anos, em um projeto conhecido como Rota da Celulose, corredor logístico fundamental para a ligação entre Três Lagoas, Campo Grande e a região leste do Estado.

A assinatura ocorre às 11h, no auditório da Governadoria, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, e marca o encerramento do processo licitatório que definiu o grupo vencedor da concessão. O contrato prevê investimentos totais de R$ 6,9 bilhões ao longo do período, incluindo obras de duplicação, implantação de acostamentos, terceiras faixas, contornos urbanos, dispositivos de segurança viária, passagens de fauna e obras de arte especiais. Ao final das intervenções, toda a malha concedida deverá contar com acostamento.

A Rota da Celulose abrange trechos das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395, cruzando nove municípios: Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Água Clara, Três Lagoas, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina e Anaurilândia. Do total concedido, 115 quilômetros terão pista dupla, concentrados principalmente na BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, e em trecho da BR-267, em Bataguassu.

Mais de cinco toneladas de cabos e fios de telefonia são retiradas de postes
O processo de concessão teve início em 2023 e passou por ajustes na modelagem econômico-financeira após a primeira tentativa de leilão não atrair interessados. Com a revisão do cronograma de investimentos, o projeto voltou ao mercado e foi leiloado em maio de 2025, resultando na escolha do Consórcio Caminhos da Celulose, liderado por fundo de investimentos da XP. Questionamentos administrativos e ações judiciais foram apresentados ao longo do certame, mas decisões administrativas e do Judiciário mantiveram a homologação do resultado.

PEDÁGIOS
A concessão prevê a implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow, com cobrança proporcional ao uso da rodovia e sem praças físicas. Na BR-262, entre Três Lagoas e Campo Grande, estão previstos quatro pórticos. A cobrança do pedágio dependerá do cumprimento das intervenções iniciais obrigatórias e de autorização da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS).

A previsão é de que a cobrança tenha início a partir do fim de novembro de 2026.
Com a assinatura do contrato, o Estado destrava um dos principais projetos de infraestrutura rodoviária em andamento, voltado à melhoria da logística, da segurança viária e do escoamento da produção industrial e agropecuária da região leste de Mato Grosso do Sul.

Informações: RCN 67

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Demanda por celulose faz valor do eucalipto subir 30,6% em um ano

Metro estéreo passou de R$ 137,47 para R$ 179,46 entre novembro de 2024 e 2025.

O preço da madeira de eucalipto destinado principalmente para produção de celulose subiu 30,6% em Mato Grosso do Sul em um ano, puxado pela forte demanda da indústria. O valor médio do metro cúbico a modalidade “árvore em pé com casca” passou de R$ 137,47 em novembro de 2024 para R$ 179,46 em novembro de 2025.

Os dados são do Departamento Técnico da Famasul e constam no boletim Casa Rural, divulgado nesta semana e reflete a valorização contínua da matéria-prima no Estado.

A pesquisa de preços para o material ouviu sete empresas de diferentes segmentos, entre compradores e vendedores de eucalipto. As informações têm como base as regiões de Campo Grande e Três Lagoas, áreas que concentram parte expressiva da cadeia florestal sul-mato-grossense.

Segundo o boletim, a alta do preço ocorre em várias regiões do Estado e tem como principal fator o aumento da demanda por madeira voltada à produção de celulose. O documento aponta que o mercado segue aquecido diante da ampliação da capacidade industrial.

A construção de uma nova fábrica de celulose da Bracell, no município de Bataguassu, reforça a expectativa de manutenção desse cenário. A unidade deve ampliar o consumo de madeira e influenciar os preços no médio prazo.

Mato Grosso do Sul soma atualmente 1,89 milhão de hectares cultivados com eucalipto, distribuídos em 74 municípios. A maior concentração fica na costa leste, onde se consolidou o chamado Vale da celulose.
Dados do SIGA (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) mostram que Ribas do Rio Pardo lidera a área plantada no Estado, com 26,8% do total, o equivalente a cerca de 506,5 mil hectares.

Na sequência aparecem Três Lagoas, com 19,2% da área cultivada, o que representa aproximadamente 362,8 mil hectares, e Água Clara, com 10,5%, cerca de 198,4 mil hectares.

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Chaminé de 160 metros marca megaprojeto de celulose em Inocência

Estrutura integra sistemas industriais, atende normas ambientais e simboliza avanço do Projeto Sucuriú.

A multinacional chilena Arauco está construindo em Inocência, Mato Grosso do Sul, uma chaminé de 160 metros de altura, equivalente a um prédio de 40 andares, como parte do Projeto Sucuriú. A estrutura é fundamental para o lançamento seguro de gases industriais tratados da nova fábrica de celulose. O empreendimento representa um investimento de US$ 4,6 bilhões, sendo o maior do Brasil e do mundo no setor. Com capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose, o projeto gerará cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos, incluindo atividades florestais e logísticas.LEIA AQUI

A chaminé da nova fábrica de celulose do Projeto Sucuriú, da multinacional chilena Arauco, se tornou um dos principais marcos do empreendimento em construção em Inocência, município localizado a 331 quilômetros de Campo Grande.  Com 160 metros de altura, a estrutura, em construção, é visível a longas distâncias e pode ser comparada a um prédio de 40 andares. Instalado à margem da rodovia MS-377, a cerca de 50 quilômetros da área urbana da cidade, o complexo industrial representa o maior investimento da história da empresa, com aporte de US$ 4,6 bilhões, o que torna o empreendimento maior do Brasil e do mundo.

Segundo divulgação do Perfil News, a estrutura é responsável por lançar, em altura segura, os gases industriais tratados provenientes da caldeira de recuperação, da caldeira de força e do processo de caustificação, atendendo às normas ambientais. Para garantir estabilidade, foi construída como uma torre de concreto armado, já que estruturas metálicas não se sustentam sozinhas nessa altura. A fundação exigiu uma base altamente reforçada, com uso de cerca de 100 metros cúbicos de concreto em uma única etapa de concretagem contínua, realizada ao longo de nove horas com controle térmico.

Chaminé de 160 metros marca megaprojeto de celulose em Inocência
A chaminé é comparada a um prédio de 40 andares de São Paulo. (Foto: Reprodução/Perfil News)

A divulgação explica que a elevação da torre utilizou a técnica de forma deslizante, conhecida como slip form, que permite a construção contínua da estrutura, 24 horas por dia, até atingir os 160 metros. Ao longo da chaminé, foram criadas aberturas técnicas para a instalação dos dutos internos.

No interior, anéis metálicos sustentam três dutos menores, responsáveis por conduzir os gases industriais de diferentes setores para uma única saída, formando um sistema integrado que garante eficiência operacional e maior controle ambiental.

A dimensão do projeto também se reflete na logística de construção. Grande parte dos equipamentos utilizados na fábrica é importada de 18 países, entre eles China, Alemanha, Finlândia, Índia e Japão, o que exige cronogramas complexos de transporte marítimo e terrestre até o interior de Mato Grosso do Sul. Um dos equipamentos que se destacam é o chamado Balão da Caldeira, com 28 metros de comprimento, seção de três por três metros e peso superior a 500 toneladas.

Para garantir o abastecimento de matéria-prima, a empresa já cultiva cerca de 400 mil hectares de florestas de eucalipto na região.Como praticamente toda a produção será destinada à exportação, a empresa deve construir um trecho de 47 quilômetros de ferrovia para ligar a fábrica à região de Aparecida do Taboado, onde os trilhos da Ferronorte permitem o transporte da celulose até o Porto de Santos.

A capacidade de produção anual está estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose e deve contar com a mão de obra de cerca de mil trabalhadores diretamente. Outros dois mil postos de trabalho estarão ligados à logística e aproximadamente três mil às atividades florestais.

O nome do projeto faz referência ao Rio Sucuriú, curso d’água que viabilizou a implantação do empreendimento e será responsável por fornecer água para o funcionamento da fábrica.

Informações: Perfil News

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Argentina decreta emergência por incêndios na Patagônia

Anúncio veio após críticas de inação do governo de Javier Milei, que subiu ao palco com ex-namorada comediante para cantar e dançar enquanto governadores da região pediam recursos para conter chamas.O governo da Argentina anunciou que decretará estado de emergência devido ao avanço dos incêndios que já destruíram mais de 45 mil hectares de florestas na região da Patagônia desde o início do ano. O chefe de Gabinete do presidente Javier Milei , Manuel Adorni, publicou na rede social X, na quinta-feira (29/01), que o decreto de necessidade e urgência vai abranger as províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa, facilitando o envio de recursos para prevenir e conter as chamas. Os governadores dos estados patagônicos haviam manifestado na terça-feira que “a magnitude dos incêndios” exige “ferramentas excepcionais” – num contexto de mudanças nas condições climáticas e redução dos recursos estatais para prevenção de desastres ambientais. O governo Milei é criticado pelo corte de verbas para os parques nacionais e o desmantelamento de órgãos e políticas ambientais, o que prejudicaram a capacidade de prevenção e resposta diante da tragédia. A dança de Milei O governo federal liberou ainda na quinta-feira 100 bilhões de pesos (aproximadamente R$ 360 milhões) às associações de bombeiros voluntários que combatem os incêndios e à Agência Federal de Emergências. A resposta tardia de Milei veio após a repercussão negativa da participação do presidente em apresentação de sua ex-namorada, a comediante Fátima Florez, em teatro em Mar del Plata, na noite de terça-feira, durante evento organizado pela direita argentina chamado La Derecha Fest. Até então, mesmo em meio à tragédia que tem destruído áreas de preservação e colocado em risco a população e brigadistas, ele havia negado o envio de verbas, enquanto destacava em suas redes sociais a “histórica luta contra o fogo” do governo. Organizações ambientalistas têm protestado nas últimas semanas contra o corte de financiamento por parte do governo federal às políticas de prevenção, alerta precoce e gestão do fogo, assim como às políticas que poderiam reduzir os impactos das mudanças climáticas. Andrés Nápoli, diretor executivo da Fundação Ambiente e Recursos Naturais (Farn), alertou, em entrevista à agência de notícias EFE, que o Executivo gastou no último ano apenas 75% do orçamento destinado ao manejo do fogo e que os fundos nacionais aprovados pelo Congresso para prevenir e combater incêndios florestais foram reduzidos em 71% em 2026. “Os legisladores que representam as províncias afetadas pelos incêndios aprovaram essas reduções por um acordo global com o governo”, destacou Nápoli. O dinheiro liberado na quinta será destinado à “compra de equipamentos, materiais, uniformes e outros itens destinados ao combate a incêndios e à proteção civil da população, bem como à conservação e manutenção em perfeito estado e condições de uso dos mesmos”, como define o texto que autoriza a liberação dos recursos. Fogo fora de controle O Parque Nacional Los Alerces, uma floresta andina em Chubut com lagos de origem glacial, é o mais afetado, com 20 mil hectares incendiados, de acordo com o último balanço. O foco desse incêndio começou com a queda de um raio em 9 de dezembro dentro dos limites do parque nacional, mas nas últimas semanas saiu de controle e se alastra pelo norte de Cholila, cidade com 2.800 habitantes cercada pelo fogo. Bombeiros e brigadistas relatam não conseguir conter o avanço das chamas em direção às áreas residenciais vizinhas. “Estou há 15 anos no corpo de bombeiros e é a primeira vez que vejo um incêndio queimando dessa maneira. (…) Não damos conta”, disse à agência de notíciasAFP Manuel, um dos bombeiros que atuam na região. O Serviço Nacional de Manejo do Fogo decretou até esta sexta-feira o alerta vermelho de risco de incêndios na região, que continuará com altas temperaturas e ventos fortes. O outro incêndio florestal que assola a província de Chubut abrange cerca de 22 mil hectares entre a região de Puerto Patriada e a localidade de Epuyén, ameaçando áreas residenciais. sf/cn (AFP, EFE, ots)
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Mato Grosso do Sul tem pior janeiro para incêndios florestais dos últimos 10 anos

Mato Grosso do Sul registrou 49.434 hectares de vegetação queimados de 1º a 27 de janeiro deste ano, sendo o pior mês de janeiro para incêndios florestais dos últimos 10 anos. Dados foram apresentados pelos meteorologistas do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) durante a reunião do Centro Integrado de Comando e Controle (Cicoe/MS), nessa quinta-feira (29).

Conforme os dados, a área queimada em 2026 já representa mais que o dobro do mesmo período do ano passado, que até então era a pior da década para o mês, e quando foram registrados 22.036 hectares consumidos pelo fogo.

Em 2020, quando houve a considerada pior catástrofe ambiental provocada por incêndios no Estado, a área queimada em janeiro foi de 15.050 ha.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, demonstrou preocupação com a situação crítica e pediu mobilização das equipes e ações de prevenção, controle e combate a incêndios florestais.

Segundo Verruck, além do risco ambiental, a escassez de chuvas já traz prejuízos econômicos para o Estado.

“Esses números refletem diretamente na safra do Estado, com impacto na produtividade. Aqueles agricultores que conseguiram plantar a soja no início do período de chuvas, escapou da estiagem. Mas em regiões que não choveu o suficiente e os produtores acabaram fazendo o plantio tardio, as lavouras estão agora na fase de desenvolvimento dos grãos e a falta de chuvas vai prejudicar”, afirmou.

Chuvas irregulares
Em geral, o mês de janeiro apresentou 30% menos chuva do que a média histórica na região do Pantanal neste ano.

Conforme o Cemtec, entre 1º e 26 de janeiro, nenhum dos pontos monitorados pela rede de estações meteorológicas do Estado alcançou a média histórica de chuvas.

Na região do Pantanal, em localidades como na Serra do Amolar, em Corumbá, o nível de chuvas está 98% abaixo do esperado. Em Paranaíba, região do Bolsão, 99% abaixo.

Caso a estiagem persista, pode haver restrição na bacia do Rio Paraná, em atividades como irrigação e navegação, para não prejudicar as usinas de geração de usina elétrica, segundo Verruck.

A previsão aponta que a situação pode se agravar a partir de junho, quando as climáticas terão influência do fenômeno El Niño, com elevação de temperaturas em um período que já é marcado pela escassez de chuvas e que, aumentando assim os riscos de incêndios florestais.

Diante da situação já estabelecida e das previsões negativas, o secretário ressalta que serão necessárias medidas urgentes e a conjunção de forças dos governos estadual e federal, produtores e população em geral para evitar que contenção máxima dos riscos e prejuízos.

“Será difícil repetir o controle que tivemos ano passado, quando o tempo ajudou e tivemos chuva em abril. O que precisamos fazer é conseguir o melhor resultado em um ano que se mostra muito desfavorável”, concluiu o secretário.

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Suzano abriu novas vagas de emprego na Bahia, Espírito Santo, São Paulo e outros estados

A Suzano, uma das maiores empresas do setor de celulose, está com vagas de emprego abertas em diversos estados brasileiros, incluindo Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Na Bahia, foram publicados sete novos anúncios nos últimos 30 dias, além de uma vaga mais antiga ainda disponível. As oportunidades estão distribuídas nas cidades de Mucuri e Teixeira de Freitas, em funções como operador de máquina guindaste, aprendiz em máquinas florestais, consultor de manutenção, mecânico de manutenção, operador de bomba de combustível, supervisor de suprimentos e técnico de manutenção especializado.

Em consulta à página de seleções da empresa neste domingo, 1º de fevereiro, 42 anúncios estavam ativos. A Suzano informa que oferece a seus colaboradores benefícios como plano médico, odontológico, seguro de vida, vale-refeição ou refeitório, vale-alimentação, previdência privada, home office em áreas corporativas, flexibilidade de horários e dress code casual.

Além disso, a empresa disponibiliza cursos e treinamentos E-learning, um clube de descontos, extensão da licença paternidade e maternidade, auxílio-creche, vale-brinquedo, kit material escolar e um programa de reconhecimento escolar. A Suzano também oferece apoio psicológico, assistência social, orientação jurídica e financeira, e programas de saúde mental e física.

Para se candidatar, basta acessar a página da empresa, hospedada na plataforma Gupy.

A Agência Sertão apenas divulga as vagas e não recebe currículos. Para mais informações sobre concursos públicos, empregos, estágios e qualificações, os interessados podem consultar a nossa página de concursos e emprego. Os links para as vagas disponíveis no estado estão disponíveis logo abaixo.

Cidades com vagas por estado

BA: Mucuri e Teixeira de Freitas.

DF: Brasília.

ES: Aracruz.

MS: Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas.

PA: Belém.

PR: São José dos Pinhais.

RS: Cachoeirinha.

SC: Cordilheira Alta.

SP: Caçapava, Jacareí, Limeira, São Paulo e Taubaté.

Confira os anúncios abertos – Bahia

Mucuri

Teixeira de Freitas

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