Comércio exterior da madeira enfrenta cenário desafiador.
O setor madeireiro brasileiro encerrou 2025 com uma queda de 3% nas exportações, tanto em volume quanto em valores, segundo levantamento da WoodFlow com base em dados do ComexStat. O resultado reflete um ano marcado por instabilidades políticas e comerciais no cenário internacional, especialmente envolvendo os Estados Unidos e a Europa.
De acordo com Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o ano foi um dos mais desafiadores da última década.
“Fatores internos e externos afetaram diretamente as negociações, tornando 2025 um período de grande adaptação para o setor”, destacou o executivo.
EUA e Europa pesaram no desempenho das exportações
Entre os produtos analisados pela WoodFlow estão madeira serrada de pinus, compensado de pinus, tora de eucalipto, madeira serrada tropical, tora de teca, compensado de eucalipto, compensado tropical, madeira serrada de teca, tora de pinus e toras tropicais.
No total, o setor movimentou US$ 1,6 bilhão em 2025, ante US$ 1,7 bilhão em 2024. A retração foi puxada principalmente pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações brasileiras e pela incerteza gerada pelo regulamento europeu EUDR, que trata de produtos livres de desmatamento.
Os principais destaques em valor exportado foram o compensado de pinus, com US$ 712,6 milhões, e a madeira serrada de pinus, com US$ 662,1 milhões.
“Os Estados Unidos seguiram como principal destino, mas houve queda significativa a partir de abril, após o anúncio das tarifas recíprocas. Em setembro, os embarques caíram de forma acentuada”, explicou Milazzo.
Para ilustrar o impacto, o executivo aponta que em dezembro de 2024 o Brasil exportou US$ 45,8 milhões em produtos madeireiros para os EUA, enquanto no mesmo mês de 2025 o valor foi de apenas US$ 19,3 milhões.
Produtores buscam alternativas e conquistam novos mercados
Apesar das dificuldades, o setor mostrou capacidade de adaptação. Segundo a WoodFlow, a retração poderia ter sido ainda maior, não fosse a retomada gradual das exportações nos últimos meses de 2025.
“Acreditamos que esse movimento reflete a resiliência e a habilidade do produtor brasileiro em buscar novos mercados”, afirmou Milazzo.
Um exemplo é a madeira serrada de pinus, que teve pico de US$ 67,3 milhões exportados em fevereiro, caiu para US$ 42,7 milhões em agosto, mas voltou a US$ 55 milhões em dezembro.
Entre os novos destinos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos se destacaram como alternativas promissoras.
Já o compensado de pinus apresentou recuperação a partir de novembro, impulsionada pela possível prorrogação do EUDR na Europa, confirmada em dezembro. As exportações do produto subiram de US$ 37,3 milhões em novembro para US$ 58,6 milhões no último mês do ano.
Expectativas positivas e foco em eficiência para 2026
Para 2026, o setor madeireiro deve manter o foco em eficiência operacional e diversificação de mercados. Milazzo destaca que o próximo ano será crucial para ajustes estratégicos dentro das empresas.
“2026 é o momento de revisar processos, reduzir custos e ampliar a diversificação. Apesar dos desafios de 2025, o mercado mostrou resiliência. É hora de trabalhar com responsabilidade, manter a qualidade e olhar para o futuro com otimismo”, concluiu o CEO da WoodFlow.
O Brasil passa a contar com um novo aliado no enfrentamento à exploração madeireira ilegal. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), lançou oficialmente o Lignum brasilis, um aplicativo que utiliza inteligência artificial (IA) para a identificação de espécies de madeira diretamente em campo.
Desenvolvida por meio de cooperação entre o Laboratório de Produtos Florestais (LPF/SFB), o UNODC e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a ferramenta representa um avanço relevante para a fiscalização ambiental e a conservação das florestas brasileiras, ao ampliar a capacidade de identificação rápida e confiável de madeiras nativas.
Foto: Pixabay
Agilidade e precisão na fiscalização florestal
O lançamento do Lignum brasilis inaugura uma nova etapa na gestão florestal do país, oferecendo mais agilidade, precisão e autonomia tecnológica às ações de fiscalização, pesquisa e controle ambiental. Em sua fase inicial, o foco está no combate ao comércio ilegal de madeiras nativas, contribuindo diretamente para a proteção de espécies ameaçadas.
Segundo Carlos Affonso, vice-diretor da Unesp, o uso de tecnologias baseadas em machine learning é estratégico para o Brasil. “A aplicação da inteligência artificial permite desenvolver soluções robustas voltadas à conservação florestal e ao interesse público”, afirma.
Base de dados científica e desempenho do sistema
A eficiência do aplicativo está apoiada em uma base de dados científica robusta. De acordo com Alexandre Bahia Gontijo, chefe substituto do Laboratório de Produtos Florestais do SFB, mesmo em estágio inicial, o Lignum brasilis já apresenta resultados promissores na identificação das principais espécies comercializadas no país.
Conforme informações institucionais, o sistema é alimentado por um amplo conjunto de imagens e amostras de espécies tropicais, reunidas com o apoio de instituições de referência, entre elas:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ);
Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG);
Embrapa;
Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA);
Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Como funciona o Lignum brasilis
Em campo, o aplicativo permite que agentes capturem imagens da estrutura macroscópica da madeira por meio de dispositivos móveis, que podem ser acoplados a acessórios ópticos específicos. A partir dessas imagens, a inteligência artificial analisa padrões anatômicos e fornece a identificação da espécie em poucos segundos.
Essa funcionalidade amplia o alcance das ações de fiscalização, reduz a dependência de análises laboratoriais e permite que profissionais não especializados realizem identificações confiáveis, agilizando o combate a crimes ambientais.
Impacto ambiental e relevância internacional
A inovação ganha relevância diante do impacto global do desmatamento ilegal, atividade que movimenta bilhões de dólares anualmente e está associada ao crime organizado e às mudanças climáticas.
No contexto brasileiro, o Lignum brasilis fortalece o cumprimento da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), especialmente no controle de espécies de alto valor comercial, como Ipê (Handroanthus spp.), Cumaru (Dipteryx spp.) e Cedro (Cedrela spp.).
Disponibilidade e próximos passos
O Lignum brasilis deverá ser disponibilizado gratuitamente nas principais lojas de aplicativos. Após o lançamento, está prevista a distribuição de equipamentos de captura de imagem para instituições parceiras, como o Ibama e xilotecas nacionais, fortalecendo a rede de monitoramento e fiscalização ambiental em todo o país.
Com base científica sólida, tecnologia nacional e cooperação internacional, o Lignum brasilis se consolida como uma ferramenta estratégica no enfrentamento ao comércio ilegal de madeira e na proteção das florestas brasileiras.
A indústria de celulose no Brasil não é apenas um pilar da economia nacional; é um ecossistema bilionário em constante expansão, com investimentos projetados em mais de R$ 100 bilhões na próxima década. O epicentro desse crescimento, o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul, concentra os maiores players globais, uma vasta cadeia de fornecedores e milhares de profissionais. No entanto, este gigante carece de um elo de comunicação centralizado e estratégico que conecte seus diversos agentes e traduza sua importância para a sociedade.
Peças gigantes, carretas em fila e paciência no volante. Esse será o cenário nas rodovias MS-134 e BR-267, em Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira, com o transporte de uma carga superdimensionada destinada a uma usina de celulose.
O comboio, formado por várias carretas, transporta equipamentos industriais e deve provocar lentidão no tráfego no trecho da MS-134 entre Batayporã e o distrito de Nova Casa Verde, na região de Nova Andradina. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), a operação está prevista para começar por volta das 7h30 e deve seguir até, aproximadamente, 11h.
A carga saiu de Açaí, no interior do Paraná, e tem como destino final o município de Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. Durante o deslocamento pela MS-134, a escolta ficará sob responsabilidade da PMR, que orienta os motoristas a redobrar a atenção e, se possível, evitar o trecho durante o período da operação.
Ao chegar à BR-267, em Nova Casa Verde, a escolta passará a ser feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a empresa responsável pelo acompanhamento do transporte, a previsão inicial era que a carga chegasse ao destino na sexta-feira (16), mas o cronograma pode sofrer atrasos em razão das fortes chuvas registradas nos últimos dias.
Esse tipo de transporte tem se tornado cada vez mais comum na região norte de Mato Grosso do Sul, impulsionado pela implantação e ampliação de indústrias de papel e celulose, que demandam o deslocamento de equipamentos de grande porte pelas rodovias estaduais e federais.
Ao longo de 35 anos, a entidade ajudou a construir segurança jurídica, diálogo institucional e uma agenda técnica para a silvicultura em São Paulo.
Quando a Florestar – Indústria Florestal Paulista foi criada, no início da década de 1990, o setor florestal paulista vivia um período de transição profunda. O crescimento das florestas plantadas já era uma realidade econômica, mas o ambiente institucional, regulatório e social ainda carecia de articulação, segurança jurídica e reconhecimento público. Trinta e cinco anos depois, a trajetória da associação se confunde com a própria maturação da silvicultura no Estado de São Paulo.
A origem da Florestar está ligada a uma lacuna clara de representação. À época, as empresas florestais contavam principalmente com entidades de abrangência nacional, como a então BRACELPA, antecessora da IBÁ, cuja atuação estava concentrada nos segmentos de celulose, papel e painéis de madeira. Embora relevantes, essas entidades não conseguiam absorver as especificidades regionais de São Paulo — um estado com grande diversidade produtiva, diferentes perfis de produtores e uma estrutura regulatória própria.
O nascimento de uma entidade regional forte
Foi nesse contexto que, em 1990, surgiu a Florestar. A entidade foi criada durante uma reunião considerada histórica, realizada na antiga Champion Papel e Celulose, em Mogi Guaçu, reunindo representantes de empresas florestais de diferentes portes, associações de produtores e técnicos de órgãos ligados à Secretaria da Agricultura do Estado, especialmente do então Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais (DEPRN).
Manoel de Freitas / Divulgação
“Naquele momento, o setor precisava de uma voz própria, que dialogasse diretamente com o governo estadual e com a sociedade paulista”, relembra Manoel de Freitas, engenheiro florestal e primeiro presidente da Florestar. Ele esteve à frente da entidade nos seus primeiros cinco anos, período decisivo para consolidar sua credibilidade institucional.
Segundo Freitas, a união do setor foi determinante para o sucesso da iniciativa. “A Florestar nasceu com o propósito de defender as necessidades do setor florestal paulista e, ao mesmo tempo, mostrar à sociedade a importância econômica, ambiental e social das florestas plantadas”, afirma.
Proximidade institucional e segurança jurídica
Nos primeiros anos, a atuação da Florestar esteve fortemente ligada ao diálogo com os órgãos públicos estaduais. A proximidade com a Secretaria da Agricultura, as Casas da Agricultura e as estruturas regionais do governo permitiu que a entidade participasse ativamente da construção de políticas públicas e da interpretação de normas ambientais que impactavam diretamente a produção florestal.
Para Nelson Barbosa Leite, engenheiro agrônomo e silvicultor, esse trabalho foi essencial para garantir segurança jurídica em um período marcado por incertezas regulatórias. “São Paulo tinha políticas específicas, como a reposição florestal, que exigiam acompanhamento técnico e institucional constante. Era preciso alguém que conhecesse a realidade do campo e levasse essas demandas ao governo”, explica.
Nelson Barbosa Leite
Além das grandes empresas, a Florestar teve papel relevante na integração dos pequenos e médios produtores, especialmente em regiões onde o acesso à tecnologia e à informação ainda era limitado. A entidade atuou como ponte entre o conhecimento técnico das grandes empresas e a realidade dos produtores independentes, promovendo capacitação, reuniões regionais e ações de extensão.
A evolução do associativismo florestal
Com o passar dos anos, o setor florestal paulista passou por um processo de amadurecimento técnico e econômico. A engenharia florestal deixou de ser guiada apenas pela vocação e passou a incorporar de forma mais intensa conceitos de gestão, produtividade e eficiência.
José Ricardo Ferraz
Esse movimento também transformou a Florestar. De acordo com José Ricardo Ferraz, engenheiro florestal e ex-presidente da entidade, a associação deixou de ser apenas um grupo de entusiastas para se tornar uma organização orientada a resultados. “A competitividade do setor e a necessidade de uma comunicação mais clara com a sociedade exigiram uma nova postura. A Florestar foi o espaço escolhido para conduzir essa transformação”, afirma.
Durante sua gestão, Ferraz liderou uma mudança importante no estatuto da entidade, ampliando sua representatividade. A Florestar passou a integrar, de forma estruturada, produtores florestais independentes, empresas prestadoras de serviços, fabricantes de equipamentos, investidores e outros elos da cadeia produtiva. Essa diversidade fortaleceu a legitimidade da associação e ampliou sua capacidade de interlocução institucional.
Sustentabilidade como construção histórica
Muito antes de o termo sustentabilidade ganhar destaque no debate público, o setor florestal paulista já convivia com regras ambientais rigorosas. Segundo Nelson Barbosa Leite, o respeito à legislação e às áreas de preservação sempre fez parte da cultura do setor, embora o conceito tenha se ampliado ao longo do tempo.
“O que hoje chamamos de sustentabilidade envolve não só o meio ambiente, mas também questões sociais, relações de trabalho, proteção da biodiversidade e uso responsável dos recursos hídricos”, afirma. Nesse processo, a Florestar teve papel relevante ao mediar conflitos, esclarecer informações técnicas e apoiar seus associados em momentos de pressão social e política.
A atuação da entidade foi especialmente importante em debates municipais e regionais sobre o plantio de florestas, uso do solo e ocupação de áreas sensíveis, ajudando a construir soluções técnicas baseadas em ciência e diálogo.
Um legado construído coletivamente
Ao completar 35 anos, a Florestar se apresenta como uma entidade madura, que soube evoluir sem perder sua essência. Para Manoel de Freitas, o segredo dessa longevidade está na capacidade de adaptação e no espírito coletivo. “A Florestar sempre se aperfeiçoou, se ajustando às novas demandas e mantendo seus participantes unidos em torno de um objetivo comum”, destaca.
A história da associação se confunde com a própria consolidação da silvicultura paulista, hoje reconhecida nacional e internacionalmente por sua produtividade, base técnica e compromisso com boas práticas. Mais do que representar interesses setoriais, a Florestar ajudou a construir pontes — entre empresas e produtores, entre o setor e o governo, e entre a silvicultura e a sociedade.
Em um cenário de novos desafios, como a intensificação tecnológica, a agenda climática e a crescente cobrança por transparência e responsabilidade social, a entidade chega aos seus 35 anos preparada para seguir desempenhando um papel estratégico no futuro das florestas plantadas no Brasil.
Iniciativa amplia ações solidárias nas áreas do Projeto Sucuriú; três instituições já foram beneficiadas.
A Arauco, por meio do programa Parceiros do Bem, está mobilizando fornecedores do Projeto Sucuriú para formar uma rede de solidariedade em apoio a instituições sociais de Inocência (MS). A proposta é unir esforços com empresas parceiras e organizações locais para promover iniciativas coletivas que impulsionem o desenvolvimento social no município que recebe a primeira fábrica de celulose da companhia no Brasil.
As primeiras doações ocorreram em dezembro, em parceria com a Veolia, com a entrega de móveis e equipamentos para quatro entidades que atendem idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência: Apae de Inocência; Lar dos Idosos Jeferson Leandro Prado Elias, Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes e Casa de Passagem – esta última, criada em parceria com a Prefeitura para acolher, temporariamente, pessoas em situação de vulnerabilidade social, com investimentos garantidos pelo Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, que direciona R$ 85 milhões para ampliação da infraestrutura urbana e serviços públicos em Inocência.
“Com esta mobilização conjunta, somamos forças para construir um legado positivo para a comunidade de Inocência, transformando vidas”, afirma Claudia Cristina Belchior, gerente de Desempenho Social da Arauco. “O programa nasce como um espaço de articulação entre empresas que atuam no projeto, promovendo a união de esforços e o direcionamento estratégico do investimento social privado no município. Convidamos todas as empresas que ainda não aderiram à iniciativa a se juntarem a essa corrente do bem, fortalecendo ações que geram impacto social positivo e duradouro”, complementa.
Para a Veolia, que fornece soluções avançadas de tratamento de efluentes ao Projeto Sucuriú, a ação reforça a responsabilidade socioambiental. “Nossa participação reafirma o compromisso compartilhado em gerar impacto social relevante e sustentável para a população local”, destaca Fernando Formoso, Gerente de Projetos na Veolia | Water Tech Brasil.
Implemento de nove eixos eleva capacidade volumétrica, reduz custos operacionais e reforça segurança nas operações do setor florestal.
A Sergomel colocou no mercado o Super Bitrem, implemento desenvolvido para o transporte de cargas pesadas e volumosas no segmento florestal, com foco em madeira. A solução foi projetada para ampliar a eficiência logística das operações, combinando maior capacidade de carga com redução de custos operacionais e de manutenção.
De acordo com Vagner Gomes, diretor comercial da empresa, a adoção de implementos específicos é determinante para o desempenho no setor. Segundo ele, os bitrens utilizados na indústria florestal exigem características próprias de capacidade, manobrabilidade e segurança, e o Super Bitrem foi concebido para atender a esses requisitos.
O ganho logístico do equipamento está associado à composição escolhida. Trata-se de um bitrem de nove eixos, formado por dois semirreboques, com PBTC de 74 toneladas. Essa configuração reduz custos com emplacamento e componentes, além de impactar positivamente o investimento inicial e as despesas de manutenção ao longo da operação.
Outro diferencial está no projeto do chassi. A partir de estudos técnicos e processos de melhoria contínua, a Sergomel desenvolveu longarinas robustas e, ao mesmo tempo, mais esbeltas, capazes de assegurar confiabilidade estrutural e segurança, com redução do centro de gravidade da composição. A suspensão rebaixada contribui para um ganho aproximado de 30% no volume útil transportado.
O uso de aço de alta resistência também é parte central do projeto. A empresa aplica, no segmento florestal, o know-how acumulado desde 2004 no mercado canavieiro, o que permitiu reduzir a tara das composições e ampliar o volume de carga dentro dos limites legais de peso bruto total.
Fundada em 1975, em Sertãozinho (SP), a Sergomel iniciou suas atividades no setor sucroalcooleiro e, ao longo das décadas, diversificou sua atuação para os segmentos rodoviário e florestal. Hoje, opera com um parque fabril de 96,8 mil metros quadrados, capacidade produtiva de 2.640 equipamentos por ano e presença em todo o território nacional, além de exportações para países da América Latina, Europa, África e Ásia.
Portfólio inclui assistência técnica especializada, upgrades tecnológicos, manutenção preventiva e treinamentos para aumentar produtividade e reduzir riscos operacionais.[
A Voith Paper, líder global em tecnologias para o setor de papel, oferece diversos serviços para apoiar as fabricantes na otimização de suas rebobinadeiras. Responsáveis por converter os rolos jumbo em bobinas menores, as rebobinadeiras são equipamentos fundamentais para o processo de produção do papel.
As rebobinadeiras operam de forma intermitente, em contraste ao processo contínuo das máquinas de papel. Isso implica na importância da padronização e redução dos tempos improdutivos do equipamento para a absorção da produção da linha de fabricação. Na prática, entretanto, seja após incrementos de velocidade nas máquinas de papel ou pela deterioração do desempenho da rebobinadeira por falta de manutenção adequada, é comum que a seção apresente limitações de produtividade.
“Quando a rebobinadeira não acompanha a produção da máquina de papel, todo o processo sofre. Há redução de capacidade global da linha, aumento do risco de paradas e necessidade de reprocessamento”, explica Gabriel Azevedo, Engenheiro de Aplicação da Voith Paper.
Além disso, boa parte da base instalada no Brasil é composta por equipamentos com alto nível de intervenção manual, aumentando a exposição ao risco operacional e a possibilidade de falha humana.
Problemas mecânicos, falhas de automação ou ajustes inadequados na rebobinadeira também podem comprometer o valor agregado ao produto nas etapas anteriores de fabricação, exigindo a repetição de processos e elevando custos.
Com profunda expertise em processos, automação e mecânica, a Voith Paper oferece um portfólio robusto de serviços voltados especificamente às rebobinadeiras. Entre as soluções estão:
Serviços especializados de assistência técnica em processos, mecânica, hidráulica/pneumática, automação e medições de vibração;
Peças de reposição e planos de manutenção preventiva;
Upgrades para incremento de capacidade, qualidade e/ou segurança operacional (NR12);
Treinamentos conceituais e práticos para as equipes de produção e manutenção;
Contratos customizados de suporte / gestão técnica (combinação entre serviços, peças, upgrades, treinamentos e gestão de acordo com as necessidades específicas do seu equipamento e processo).
“Nosso trabalho é colaborativo. Atuamos junto às equipes das fábricas para identificar gargalos, melhorar a confiabilidade e sintonia dos sistemas, reduzir intervenções manuais e entregar um processo mais seguro, estável e produtivo”, reforça Gabriel. .
As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está com 10 processos seletivos abertos em diferentes áreas para atender suas operações em Água Clara, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). As inscrições estão abertas a todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência e/ou orientação sexual, e podem ser feitas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/).
Em Água Clara, está disponível uma vaga para o cargo de Mecânico(a) I. Em Ribas do Rio Pardo, as pessoas interessadas podem concorrer aos processos seletivos para Retificador(a) de Corrente, Motorista Lavador, Comboísta, Analista de Facilities Pleno, Técnico(a) de Manutenção Mecânica II e Operador(a) de Máquinas Florestais. Para Três Lagoas, há uma vaga para Motorista de Logística Florestal – Exclusiva PCD. Já em Campo Grande, há uma vaga para Supervisor(a) de Logística I.
Segue a lista completa dos processos seletivos da Suzano em andamento no estado e os respectivos links para inscrições. Nas páginas, é possível consultar os pré-requisitos de cada vaga, detalhamento da função e benefícios ofertados pela empresa.
Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para garantir a participação, e que as vagas oficiais estão abertas a todas as pessoas interessadas. Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.
Série H, novo skidder e soluções conectadas mostram como a empresa prepara o setor florestal para os desafios de produtividade e eficiência até 2026.
A John Deere apresentou, em 2025, um conjunto robusto de inovações voltadas ao setor florestal, reforçando sua estratégia de ampliar a produtividade das operações, reduzir custos e avançar em sustentabilidade. Os destaques incluem o lançamento da Série H de harvesters e forwarders, a ampliação do portfólio da Série G com o Forwarder 1010G e a introdução de um Skidder preparado especificamente para silvicultura no mercado brasileiro.
1010G / John Deere
Segundo Roberto Marques, diretor da divisão Florestal da John Deere para a América Latina, as novidades refletem uma demanda crescente por mecanização mais eficiente, conectada e adaptada às condições desafiadoras das florestas plantadas.
Série H eleva eficiência operacional
A nova Série H é composta por dois modelos de harvesters (1270H e 1470H) e dois de forwarders (2010H e 2510H). Entre os principais diferenciais está o IBC Standard (Intelligent Boom Control), tecnologia que automatiza movimentos da grua, aumenta a precisão das operações e contribui para a redução de manutenções.
Harvester 1270H / John Deere
Outro avanço relevante é o Active Frame Lock, sistema que proporciona maior estabilidade tanto em terrenos planos quanto em declives íngremes, permitindo ao operador trabalhar com a grua posicionada lateralmente, ampliando a área útil de trabalho e a versatilidade da máquina.
Os harvesters da Série H entregam até 8% mais produtividade, com redução de até 5% no consumo de combustível por metro cúbico, além de um aumento de 10% na potência e no torque do motor. O sistema hidráulico foi aprimorado com três bombas dedicadas, garantindo maior eficiência energética. As novas barras H7 e H9 também elevam o desempenho, com ganhos de potência e torque de giro.
Já os forwarders 2010H e 2510H apresentam incrementos de produtividade de 11% e 25%, respectivamente, com maior capacidade de carga — entre 20 e 25 toneladas — e economia de combustível de até 5%.
Conforto e tecnologia no centro do projeto
A cabine da Série H foi redesenhada para melhorar visibilidade, conforto e ergonomia. O novo posicionamento do motor, aliado a materiais avançados de isolamento acústico, resulta em um ambiente mais silencioso.
O sistema de climatização aprimorado garante estabilidade térmica, enquanto a Chave Inteligente da Cabine permite acesso remoto ao painel de controle e ao sistema TimberMatic™, com configurações personalizadas por operador.
Skidder preparado para silvicultura chega ao Brasil
Outra novidade é o Skidder desenvolvido especificamente para silvicultura, uma nova opção para o mercado nacional. Compacto e robusto, o equipamento foi projetado para atuar em terrenos severos, com estrutura reforçada, eixos e pneus adequados a áreas irregulares e inclinadas.
Com 218 hp de potência, torque de 979 Nm e capacidade de arraste de até 17 toneladas, o skidder se destaca ainda pelo baixo consumo médio, de cerca de 22 litros por hora. A máquina já sai de fábrica sem arco e garra, facilitando a adaptação de implementos florestais, e conta com três saídas hidráulicas, incluindo uma de fluxo contínuo.
O grande diferencial está na integração com tecnologias de agricultura e silvicultura de precisão, como o piloto automático AutoTrac e o GPS de alta precisão StarFire, além de telemetria e mapas embarcados que permitem acompanhamento em tempo real da produtividade e do desempenho da máquina.
Forwarder 1010G amplia opções para desbaste
A John Deere também ampliou a Série G com o Forwarder 1010G, equipamento compacto voltado a operações de desbaste e movimentação em áreas sensíveis ou de espaço reduzido. Com capacidade de carga de 11 toneladas e 178 hp de potência, o modelo combina agilidade e tecnologia.
O forwarder conta com IBC, cabine giratória com rotação de 290° e nivelamento automático, além do TimberMatic™ Maps, sistema de planejamento e mapeamento florestal. Integrado ao TimberManager™, permite o gerenciamento completo da operação florestal a partir de qualquer dispositivo conectado à internet.
Sustentabilidade e conectividade como estratégia
As inovações apresentadas em 2025 estão alinhadas às metas de sustentabilidade da John Deere para 2026, que incluem a redução do consumo de insumos e das emissões não apenas da empresa, mas também de clientes e parceiros da cadeia produtiva.
Todas as máquinas florestais já saem de fábrica habilitadas para conectividade, contribuindo para o objetivo global da companhia de alcançar 1,5 milhão de máquinas conectadas até 2026. Atualmente, esse número está em cerca de 775 mil unidades. Dados preliminares indicam que operações conectadas reduzem custos e promovem uso mais eficiente de combustível e recursos.
Olhar para o futuro da silvicultura
Para 2026, a John Deere antecipa novos lançamentos com foco em silvicultura de precisão, conectividade e automação, atendendo às demandas de um setor cada vez mais pressionado por eficiência, sustentabilidade e gestão de pessoas.
“A democratização da conectividade em áreas florestais é essencial para destravar o potencial tecnológico das florestas”, afirma Roberto Marques. Segundo ele, o diálogo constante com os clientes tem sido determinante para o desenvolvimento de soluções mais práticas, ergonômicas e alinhadas à realidade operacional do setor.
Alienação de ativo florestal no interior paulista faz parte da estratégia de otimização do portfólio, ocorre em meio a forte avanço do lucro e preserva a base operacional da companhia. Nessa operação, Eucatex vende fazenda por R$ 200 milhões.
A Eucatex (EUCA4), uma das principais fabricantes brasileiras de pisos, painéis, portas e tintas, anunciou a venda da Fazenda Nossa Senhora da Conceição, localizada entre os municípios de Itu e Porto Feliz (SP), por R$ 200 milhões. A operação, comunicada ao mercado no dia 9 de janeiro, integra a estratégia da companhia de otimização do portfólio de ativos e fortalecimento do caixa, sem comprometer sua capacidade produtiva .
A propriedade vendida possui 552,21 hectares de eucalipto plantado, o que representa menos de 2% do total de florestas plantadas da Eucatex. Justamente por essa baixa representatividade relativa, a alienação é vista como um movimento financeiro relevante, mas operacionalmente neutro, permitindo à empresa transformar um ativo não essencial em liquidez imediata.
Estrutura da operação preserva a produção florestal
Um dos pontos centrais da transação está no seu desenho contratual. Do valor total negociado, R$ 60 milhões serão pagos à vista, enquanto o saldo remanescente será quitado em 60 parcelas mensais. Durante todo esse período, a Eucatex permanecerá na posse da área, garantindo tempo suficiente para realizar a colheita da floresta já plantada .
Esse formato assegura o abastecimento industrial da companhia, evitando qualquer impacto negativo na cadeia produtiva ou na oferta de matéria-prima para suas unidades fabris. Na prática, a empresa monetiza o ativo imobiliário, mas mantém o controle operacional do ciclo florestal no curto e médio prazo.
Eucatex vende fazenda por R$ 200 milhões: Estratégia financeira em ambiente de crédito restrito
Segundo a própria Eucatex, a venda está alinhada a uma política mais ampla de gestão ativa de ativos e disciplina financeira, especialmente em um cenário macroeconômico marcado por juros elevados e maior seletividade no crédito. Os recursos obtidos com a operação serão direcionados a investimentos considerados estratégicos, reforçando a flexibilidade financeira da companhia.
A decisão reflete uma postura conservadora, que prioriza liquidez, eficiência e preservação de margens, sem recorrer ao aumento do endividamento. Ao desmobilizar um ativo de baixa relevância relativa, a empresa amplia sua margem de manobra para enfrentar um ciclo prolongado de aperto monetário.
Lucro cresce mesmo com receita estável
A alienação do ativo ocorre em um momento de desempenho operacional robusto. No terceiro trimestre de 2025 (3T25), a Eucatex registrou lucro líquido de R$ 84,3 milhões, uma alta de 64% na comparação anual. O crescimento, no entanto, não foi impulsionado por um salto expressivo de receita, mas sim por ganhos de eficiência e controle de custos.
Entre julho e setembro, a receita líquida somou R$ 798,3 milhões, avanço de 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda recorrente alcançou R$ 191,8 milhões, crescimento de 27%, com margem Ebitda de 24%, uma expansão de 4,5 pontos percentuais .
De acordo com a administração, o resultado reflete uma melhoria consistente da rentabilidade, mesmo em um ambiente econômico ainda pressionado pela taxa Selic elevada e pela restrição do crédito.
Desmobilização como ferramenta de gestão
Nesse contexto, a venda da fazenda de eucalipto funciona como um instrumento complementar de gestão financeira. Ao converter patrimônio imobiliário em caixa, a Eucatex fortalece seu balanço, amplia a capacidade de investimento seletivo e reduz riscos, sem sacrificar a produção ou a eficiência operacional.
A leitura de mercado é que a operação reforça o posicionamento da companhia como uma empresa focada em margens, disciplina de capital e geração de valor, atributos cada vez mais relevantes em períodos de maior volatilidade econômica .
Em síntese, a venda do ativo florestal evidencia uma estratégia clara: menos ativos imobilizados, mais liquidez e maior foco no core business, mantendo a competitividade da Eucatex em um cenário desafiador para a indústria brasileira.