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Ribas do Rio Pardo completa 82 anos com crescimento econômico, agronegócio forte e anúncio de investimentos

Fonte: Atualiza MS

Ribas do Rio Pardo completa 82 anos de emancipação político-administrativa nesta quinta-feira (19) e vive a expectativa de um dos momentos mais importantes da programação: a visita do governador do Estado, Eduardo Riedel (PP/MS), marcada para amanhã (20).

Conforme divulgou o prefeito de Ribas, Roberson Moureira (PSDB/MS), a agenda oficial contará com a assinatura de ordens de serviço e a doação de área da SPU para a Câmara Municipal, ações que representam avanços concretos para o município e que irão impactar diretamente a vida da população, fortalecendo a infraestrutura, os serviços públicos e o desenvolvimento local.

Além disso, estão previstas importantes inaugurações, como a Escola Estadual Profª Maria Augusta Costa Ramos da Silva e a sede da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, reforçando investimentos em áreas essenciais como educação e segurança pública.

A presença do governador evidencia o protagonismo que Ribas do Rio Pardo vem conquistando no cenário estadual, impulsionado pelo crescimento econômico, pela força do agronegócio e pelos grandes empreendimentos que estão transformando a realidade do município.

Plano de Desenvolvimento Municipal “Ribas 100 anos”

A Suzano e a Prefeitura de Ribas do Rio Pardo (MS) realizaram, nesta quarta-feira (18/03), a entrega oficial do Plano de Desenvolvimento Municipal “Ribas 100 Anos”. Construída de forma colaborativa, a iniciativa reúne diagnóstico socioeconômico, diretrizes estratégicas e propostas de ação voltadas a orientar o crescimento sustentável do município nas próximas décadas, com uma visão de longo prazo para o desenvolvimento do território.

Elaborado no âmbito do Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP), o plano foi desenvolvido por uma consultoria independente, com metodologia técnica especializada, a partir de dados, análises e escuta de diferentes atores locais. O resultado é um conjunto estruturado de informações que contribui para a tomada de decisão do poder público, com foco no fortalecimento da gestão municipal, na melhoria da qualidade de vida da população e na construção de um ambiente mais equilibrado entre desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental.

A construção do documento envolveu representantes do poder público, instituições, setor produtivo e a comunidade, refletindo uma visão coletiva sobre os desafios e as oportunidades de Ribas do Rio Pardo. A Suzano atuou como facilitadora do processo, viabilizando a iniciativa e apoiando a articulação entre os envolvidos. Entre os principais temas abordados estão o crescimento urbano ordenado, a qualificação profissional, a geração de emprego e renda, a infraestrutura, a educação e o fortalecimento da identidade local.

“O desenvolvimento de um território acontece quando há planejamento, cooperação e visão de longo prazo. O Ribas 100 Anos é resultado de um esforço coletivo que reúne diferentes atores em torno do objetivo de construir uma cidade mais preparada para crescer com equilíbrio, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para a Suzano, é importante contribuir com iniciativas como essa, que fortalecem o planejamento público e ajudam a transformar o potencial de Ribas do Rio Pardo em desenvolvimento sustentável para toda a região”, destacou Leandro Chinellato, diretor de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Entrega do Plano de Desenvolvimento Municipal em Ribas | foto: Rogério Potinatti

Visão de longo prazo

Mais do que um plano de governo, o “Ribas 100 Anos” foi concebido como uma política de Estado, com diretrizes que ultrapassam gestões e contribuem para orientar o desenvolvimento do município de forma contínua e estruturada. O documento estabelece uma visão de futuro que busca apoiar a transição de Ribas do Rio Pardo para uma cidade cada vez mais preparada para receber investimentos, gerar oportunidades e oferecer qualidade de vida à população, acompanhando o novo ciclo de desenvolvimento impulsionado pela indústria de base florestal na região.

Para o prefeito de Ribas do Rio Pardo, o plano representa um marco no planejamento de longo prazo do município.

“Ribas do Rio Pardo vive um momento de transformação, e o que dá sentido a esse crescimento é a nossa capacidade de planejar o futuro que queremos. O Ribas 100 Anos traduz essa visão: uma cidade que cresce com equilíbrio, valoriza as pessoas, respeita o meio ambiente e constrói, de forma coletiva, um caminho de desenvolvimento sustentável. Mais do que um documento, é um compromisso com as próximas gerações, para garantir qualidade de vida, oportunidades e um futuro melhor para todos”, disse.

Viabilizado com apoio da Suzano, o Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP) contou com a contratação de consultoria especializada e com a aplicação de metodologia técnica voltada à gestão pública. O trabalho contribuiu para estruturar o planejamento municipal com base em dados, escuta ativa da população e articulação entre diferentes instituições, apoiando a construção de uma visão integrada sobre os desafios e as oportunidades de Ribas do Rio Pardo.

O plano também se baseia na análise e no acompanhamento sistemático de indicadores socioeconômicos do município, abrangendo áreas como segurança pública, educação, saúde, renda, desigualdade social e infraestrutura. A partir de referências como IDH, IDEB, índice de Gini, taxas de homicídio e indicadores urbanos, foi possível identificar prioridades, orientar investimentos e subsidiar a elaboração de planos de ação para as diferentes áreas da administração pública. A iniciativa reforça a atuação integrada entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil na construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável do município.

Roberson Moureira, prefeito de Ribas do Rio Pardo | reprodução

ExpoRibas 2026

Para comemorar o aniversário, a ExpoRibas 2026 segue até o próximo sábado (21). A abertura do evento, realizada nesta quarta-feira (18), marcou um novo momento de desenvolvimento para o município, reuniu autoridades, lideranças e a população em um pavilhão de palestras completamente lotado, demonstrando o grande interesse e a força da iniciativa.

Logo nas primeiras horas do dia, a solenidade de abertura deu o tom da feira, destacando o potencial econômico e industrial da cidade. Na sequência, a palestra magna do secretário Jaime Verruck foi um dos pontos altos da programação, trazendo reflexões importantes sobre desenvolvimento, inovação e o futuro da região.

Outro destaque da manhã foi o painel do SENAI, que abordou inovação e tecnologia como pilares para o crescimento sustentável. A apresentação reforçou o papel da qualificação profissional e da indústria no avanço de Ribas do Rio Pardo como um verdadeiro hub de oportunidades.

A programação também foi marcada por um momento institucional importante: a posse da nova diretoria do Sindicarv, fortalecendo a representatividade e a organização do setor produtivo local.

No período da tarde, uma rodada de palestras com temas voltados à citricultura, políticas públicas, segurança jurídica e desenvolvimento estratégico, ampliaram o debate e a troca de conhecimento entre os participantes da feira.

Além das palestras técnicas, a ExpoRibas também contará com programação cultural, rodeio e shows nacionais, reforçando o evento como um dos maiores encontros de negócios, conhecimento e entretenimento do Mato Grosso do Sul.

A expectativa é de que a feira reúna lideranças, produtores rurais, empresários, estudantes e representantes do poder público, consolidando Ribas do Rio Pardo como um dos polos emergentes de desenvolvimento do Estado.

Abertura oficial da ExpoRibas 2026 | foto: Rogério Potinatti
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Equipe da Suzano explica o que é a celulose e suas aplicações no dia a dia

Especialistas da empresa detalham propriedades, tipos e usos da matéria-prima renovável presente em diversos produtos.

A celulose é um dos compostos orgânicos mais abundantes do planeta e exerce papel fundamental na estrutura das plantas.

Trata-se de um polissacarídeo formado por cadeias de glicose, presente nas paredes celulares vegetais e responsável por garantir rigidez, resistência e sustentação à estrutura das plantas.

Segundo especialistas da Suzano, líder global na produção de celulose de eucalipto, a matéria-prima é considerada um polímero natural renovável, amplamente utilizado pela indústria na fabricação de diferentes produtos.

“A celulose é uma fibra natural obtida da madeira de árvores cultivadas para esse fim. Após o processo industrial, essas fibras podem ser transformadas em diversos materiais que fazem parte do cotidiano das pessoas”, explica a equipe técnica da Suzano em conteúdo educativo publicado pela companhia.

Além de sua abundância na natureza, a celulose se destaca pela versatilidade, biodegradabilidade e origem renovável, características que ampliam sua importância na economia global e na transição para materiais mais sustentáveis.

De onde vem a celulose utilizada pela indústria

A celulose industrial é extraída principalmente da madeira de árvores cultivadas para produção florestal, como eucalipto e pinus, além de outras fontes vegetais como bambu e resíduos agrícolas.

Entre essas espécies, o eucalipto se destaca pela alta produtividade e rápido crescimento, fatores que contribuem para uma produção mais eficiente e sustentável.

De acordo com especialistas da Suzano, o processo industrial envolve etapas de separação das fibras da madeira, resultando em uma matéria-prima utilizada por diferentes setores industriais.

“A partir da madeira cultivada em florestas plantadas, as fibras de celulose são extraídas e transformadas em base para produtos essenciais, como papéis, embalagens e itens de higiene”, explica a empresa.

Tipos de celulose e suas aplicações industriais

Existem diferentes tipos de celulose, cada um desenvolvido para aplicações específicas na indústria.

Entre os principais estão:

Celulose de fibra curta, produzida principalmente a partir do eucalipto, possui fibras menores e alta eficiência produtiva, sendo amplamente utilizada na fabricação de papéis, embalagens e produtos de higiene.

Celulose de fibra longa, extraída principalmente do pinus, apresenta maior resistência e é utilizada em papéis especiais e embalagens que exigem maior durabilidade.

Celulose fluff, utilizada em produtos altamente absorventes, como fraldas descartáveis, absorventes e produtos de higiene pessoal.

Celulose solúvel, possui elevado grau de pureza e é empregada na produção de fibras têxteis artificiais, como viscose, além de aplicações em cosméticos, alimentos e produtos farmacêuticos.

Nanocelulose e celulose microfibrilada são materiais obtidos a partir de processos avançados de processamento das fibras e apresentam propriedades inovadoras, com aplicações em embalagens sustentáveis, cosméticos, tintas, tecidos e novas tecnologias industriais.

Onde a celulose está presente no dia a dia

Mesmo que muitas pessoas não percebam, a celulose está presente em diversos produtos utilizados diariamente.

Entre os principais exemplos estão:

  • Papel para livros, cadernos e impressões
  • Embalagens e caixas de papelão
  • Papel higiênico e lenços de papel
  • Fraldas descartáveis e absorventes
  • Tecidos derivados de fibras artificiais
  • Produtos cosméticos e farmacêuticos
  • Aditivos utilizados na indústria alimentícia

A versatilidade do material permite que a celulose seja utilizada em diversos setores da economia, desde produtos básicos até soluções tecnológicas mais avançadas.

Celulose, sustentabilidade e inovação

A celulose também se tornou um dos principais pilares da chamada economia de base renovável. Por ser um material natural e biodegradável, ela contribui para a substituição de produtos derivados de combustíveis fósseis.

Segundo especialistas da Suzano, o setor tem investido em pesquisa, tecnologia e inovação para ampliar as aplicações da matéria-prima.

“Além dos usos tradicionais, a celulose vem ganhando espaço em novas soluções sustentáveis, como embalagens mais ecológicas, materiais avançados e aplicações industriais inovadoras”, destaca a empresa.

A Suzano também investe em florestas plantadas de eucalipto, manejadas de forma sustentável. Essas florestas são cultivadas especificamente para a produção de celulose, reduzindo a pressão sobre florestas nativas e contribuindo para a captura de carbono.

A importância da celulose para o futuro da indústria

Com sua combinação de origem renovável, versatilidade e potencial de inovação, a celulose se consolidou como uma das matérias-primas estratégicas para o desenvolvimento industrial sustentável.

Presente em inúmeros produtos do cotidiano, a fibra vegetal continua sendo estudada e aprimorada para ampliar suas aplicações e contribuir para a criação de  soluções mais sustentáveis para a sociedade.

 Com infomações adicionais Equipe Suzano*

Fonte: Vale Celulose / Hoje Mais

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Presidente do SINPACEMS destaca crescimento do mercado de trabalho na cadeia da celulose durante a ExpoRibas 2026

Segundo dados apresentados, o setor reúne mais de 20 mil postos de trabalho.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (SINPACEMS), Elcio Trajano Jr., participou nesta quinta-feira (19) da ExpoRibas 2026, onde ministrou uma palestra sobre o mercado de trabalho no setor de celulose. O evento, realizado entre os dias 18 e 21 de março, reúne lideranças, empresários, produtores e representantes do poder público para discutir o desenvolvimento econômico e as oportunidades na região.

Durante sua apresentação, Elcio destacou o papel estratégico da indústria de papel e celulose na transformação econômica de Mato Grosso do Sul. Atualmente, o setor já representa 10,7% do PIB estadual e lidera as exportações, com cerca de 5,8 milhões de toneladas enviadas ao exterior anualmente, o equivalente a 29,3% da balança comercial do Estado.

O presidente do SINPACEMS também enfatizou o impacto direto na geração de empregos. Segundo dados apresentados, o setor reúne mais de 20 mil postos de trabalho e foi responsável por quase 16 mil admissões em 2025, contribuindo para o crescimento de 20% nos empregos formais da indústria sul-mato-grossense na última década.

“A celulose é hoje um dos principais vetores de desenvolvimento do Estado, com forte geração de empregos, renda e oportunidades. Estamos vivendo um novo ciclo de industrialização, especialmente em regiões como Ribas do Rio Pardo, que passa por uma rápida transformação econômica”, afirmou.

Trajano chamou atenção ainda para os desafios do crescimento acelerado, especialmente no que diz respeito à qualificação profissional. A projeção do setor indica a criação de até 93 mil novos postos de trabalho até 2032, o que exige esforços coordenados entre empresas, governo e instituições de ensino.

Em entrevista durante o evento, o presidente do SINPACEMS detalhou as ações que vêm sendo conduzidas para enfrentar esse gargalo. Segundo ele, a falta de mão de obra qualificada é uma das principais dores do setor atualmente. “Vivemos um cenário de pleno emprego na região, o que gera muitas oportunidades. No entanto, ainda há escassez de profissionais preparados para ocupar essas vagas”, explicou.

Para enfrentar o problema, o sindicato atua diretamente com as empresas associadas e em parceria com a Fiems, por meio da estrutura do SESI e do SENAI, promovendo programas de formação e capacitação profissional. Além disso, a entidade mantém plataformas digitais com divulgação contínua de vagas, facilitando o acesso de trabalhadores às oportunidades disponíveis.

“Hoje, profissionais qualificados têm acesso às vagas e podem se candidatar diretamente às posições abertas nas empresas. Existem oportunidades em diversas cidades, não só nos grandes centros, mas também em regiões em expansão”, destacou.

Trajano também ressaltou o impacto dos novos investimentos industriais no Estado, como a instalação de uma nova fábrica de celulose em Inocência, que já gera mais de 8 mil empregos e deve abrir outras 5 mil vagas até o final do ano. “São oportunidades concretas, mas que exigem preparo. Para acompanhar esse crescimento, é fundamental investir em educação, infraestrutura, saúde e qualidade de vida nas regiões”, afirmou.

Entre os pontos abordados, destacou-se ainda a valorização da escolaridade no setor. Dados apresentados mostram que profissionais com ensino superior recebem, em média, R$ 537 a mais que aqueles com ensino médio, enquanto a diferença pode ultrapassar R$ 1,5 mil para quem possui mestrado. “A formação técnica e educacional é determinante para acompanhar o ritmo da industrialização e garantir competitividade”, reforçou.

A palestra também evidenciou a qualidade das oportunidades oferecidas pela cadeia da celulose, com salários competitivos, benefícios e boas condições de trabalho, refletidos nos altos índices de satisfação dos colaboradores nas principais empresas do setor.

Ao final, Elcio Trajano Jr. deixou uma reflexão ao público: “Estamos formando talentos na mesma velocidade em que a indústria cresce?”. Segundo ele, essa é a principal agenda estratégica para sustentar o desenvolvimento do Estado nos próximos anos.

A participação do SINPACEMS na ExpoRibas 2026 reforça o compromisso da entidade com o fortalecimento do setor, a geração de emprego e o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.

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Sindicato de Carvão Vegetal de MS empossa nova diretoria durante a Expo Ribas 2026

O setor de carvão vegetal de Mato Grosso do Sul marcou um novo capítulo em sua história com a posse da nova diretoria do Sindicarv (Sindicato dos Produtores de Carvão Vegetal de MS).

O evento, realizado durante a Expo Ribas 2026 em Ribas do Rio Pardo, reuniu lideranças, especialistas e produtores para discutir o fortalecimento e a modernização da classe.

União e representatividade

A reativação do sindicato é vista como um passo essencial para preencher um vácuo de representação que afetou o setor nos últimos anos.

Para Moacir Reis, presidente Sindicarv, a expectativa é de que a nova gestão traga “união à classe, que tem alguém representando o setor” e que venha a oferecer “credibilidade a toda classe respeito ao estado”.

Thiago Sumaia, diretor do Sindicarv, reforçou o papel de suporte da entidade:

“A esperança do novo sindicato que vem a contribuir com todos os produtores que atua na área da produção de carvão vegetal. E juntamente com o governo do Estado, que a gente pode ter algum incentivo e melhorar cada dia mais”.

Desafios do mercado e concorrência com a celulose

O setor enfrenta um cenário complexo devido à escassez de madeira e à forte concorrência com as indústrias de celulose no estado.

Geraldo Reis, também diretor do sindicato, alertou para o “apagão” de consumo de madeira ocorrido entre 2015 e 2020, que desmotivou produtores. Ele destacou ainda as dificuldades logísticas e legislativas: “As licenças ambientais de supressão, carvoaria e tudo era de 4 anos, agora vai valer por 1 ano. Isso vai trazer uma desmotivação e um desencontro muito grande”.

O consultor especializado João Câncio acredita que o dinamismo da nova presidência pode superar esses entraves:

“O presidente do sindicato é uma pessoa muito dinâmica e com isso ele pode dar um dinamismo maior ao setor de carvão vegetal aqui no Mato Grosso. Aqui existe uma concorrência muito pesada que o setor de celulose no Vale da Celulose é quase inviável economicamente produzir carvão com a concorrência da celulose”.

Força econômica e sustentabilidade

Apesar dos desafios, os números do setor são expressivos.

José Otávio Brito, professor pela Esalq/USP, apresentou dados que mostram que a cadeia produtiva gera mais de 10.000 empregos diretos e movimenta cerca de 500 mil toneladas de carvão por ano.

Ele destacou a importância do carvão doméstico, que tem um valor agregado até cinco vezes maior que o siderúrgico e está ligado ao consumo de carne nobre no estado.

“O setor florestal vai ter um carvão vegetal cada vez mais envolvido no sistema de planejamento, de estratégia pro setor florestal no estado do Mato Grosso do Sul”.

Moacir Reis delineou as metas para sua gestão de três a quatro anos, focando na sustentabilidade e na transição para florestas plantadas.

“O setor tá muito ativo, muito vivo e imaginamos que a gente tem que fazer um trabalho, principalmente na questão socioambiental, para mudar um pouco a imagem do setor… Nós estamos migrando a produção de carvão vegetal de madeira nativa para a produção de carbono vegetal de floresta plantada, que é uma produção sustentável”.

Moacir concluiu enfatizando o potencial de MS para a produção do “aço verde”, ressaltando que o carvão vegetal é uma alternativa renovável e competitiva frente ao carvão mineral.

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Tempestade Kristin devasta florestas em Portugal e obriga indústria da celulose a se adaptar

Quarenta por cento da floresta de eucalipto foi afetada pelas tempestades. A indústria de celulose considera urgente retirar toda a madeira até junho para reduzir o risco de incêndios, enquanto os proprietários pedem apoio.

A tempestade Kristin destruiu áreas florestais do litoral até a fronteira com a Espanha. O setor madeireiro fala em um verdadeiro “cone de devastação”, enquanto os maiores grupos de celulose já começam a comprar madeira de menor diâmetro.

Trata-se de uma medida excepcional para dar suporte aos produtores das áreas atingidas.

A limpeza das áreas é considerada urgente, principalmente pelo risco de aumento na propagação de incêndios.

Produtores vivem momentos de angústia

Após um verão marcado por grandes incêndios e um inverno com tempestades intensas, os produtores florestais enfrentam um período de grande preocupação.

Apesar do cenário difícil, o setor busca transformar a crise em oportunidade. Esse movimento já pode ser observado na indústria, com o avanço no desenvolvimento de biomateriais. Um exemplo são as embalagens produzidas a partir de fibras de eucalipto, que podem ser de duas a seis vezes mais recicláveis.

Essa cadeia produtiva tem forte impacto econômico, representando cerca de 5% do PIB e 10% das exportações.

No total, o setor florestal movimenta mais de 13 bilhões de euros em volume de negócios.

Fonte: SIC Notícias / Traduzido por I.A

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Google anuncia Groundsource com a ambição de “prever o imprevisível” e evitar catástrofes

Yossi Matias, líder da Google Research, revela como a inteligência artificial está a criar um simulador da Terra, capaz de antecipar enchentes urbanas e combater incêndios florestais.

Yossi Matias, israelense, é vice-presidente de engenharia e pesquisa da Google e lidera a Google Research. Mal começamos a entrevista com ele, o cientista demonstrou conhecer, em detalhe, os desafios meteorológicos recentes em Portugal — informação essencial para quem lidera a resposta a crises em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. A Google já disponibilizava o Flood Hub, uma plataforma que prevê inundações em leitos de rios usando inteligência artificial, cruzando imagens de satélite e mapas de terreno. No entanto, o Groundsource, anunciado nesta quinta-feira, representa um salto qualitativo ao abordar o que até agora era invisível para as máquinas: as enchentes repentinas em áreas urbanas.

O coração dessa nova abordagem está no que Matias chama de “ciclo mágico da pesquisa”. Segundo o engenheiro, esse processo consiste em “ter uma curiosidade orientada pelo impacto, fazendo as perguntas que realmente importam”, resolvendo-as cientificamente e aplicando a solução na prática. O Groundsource utiliza o Gemini para analisar décadas de relatórios públicos, “transformando milhões de documentos em um banco de dados de alta qualidade”. Foram identificados mais de 2,6 milhões de eventos históricos de inundações em mais de 150 países, permitindo treinar modelos de inteligência artificial para prever desastres em áreas urbanas com até 24 horas de antecedência.

O trauma pessoal transformado em missão global

Essa metodologia resolve, segundo Matias, uma lacuna crítica de dados. O cientista lembra que, em 2018, a maioria dos especialistas dizia que a previsão de enchentes era “totalmente impossível” devido à complexidade das variáveis. Ainda assim, a equipe insistiu, começando com um projeto-piloto na Índia que protegia um milhão de pessoas, evoluindo para um modelo hidrológico global que hoje cobre dois bilhões de cidadãos.

A obsessão de Yossi Matias por sistemas de alerta nasceu de uma experiência pessoal. Há cerca de quinze anos, ele viveu de perto a ameaça de um incêndio florestal. Em meio à tensão, tentou buscar no Google informações úteis sobre o que fazer ou para onde fugir — e praticamente não encontrou nada. “Fiquei surpreso com a falta de informação”, recorda. “Sinto-me angustiado toda vez que leio sobre um desastre porque me lembro do que senti ao ver aquele grande incêndio.” Dessa sensação de impotência surgiu uma pequena equipe dentro da Google dedicada a melhorar as informações disponíveis durante crises. O objetivo virou uma espécie de bússola estratégica. A “minha Estrela Polar”, diz Matias, é simples: garantir que “ninguém seja pego de surpresa por um desastre natural”.

Prever para agir: do Alentejo à Nigéria

Segundo o pesquisador, a utilidade desses sistemas depende principalmente da confiança nas previsões. Por isso, ele cita um caso recente na Nigéria, onde o Flood Hub permitiu organizar uma evacuação antes que uma enchente atingisse regiões rurais remotas.

A expansão das previsões para o ambiente urbano com o Groundsource é “crucial porque é nessas áreas que a densidade populacional e a rapidez dos eventos tornam a resposta humana mais difícil”.

Quando perguntado se o Google Earth AI pode ajudar países como Portugal a lidar com incêndios florestais, o cientista respondeu que sim, explicando o projeto FireSat. Trata-se de um sistema de satélites desenvolvido em parceria com várias organizações internacionais. A ideia é colocar em órbita cerca de 50 satélites — um deles já foi lançado — capazes de observar cada ponto da Terra a cada 20 minutos. Essa resolução “permitirá detectar focos de incêndio tão pequenos quanto uma sala de aula”. Para o VP da Google, isso pode mudar completamente a forma como os incêndios são combatidos. O objetivo é claro: “conter muitos incêndios florestais antes mesmo de começarem”.

O polímata digital e o futuro da ciência

A visão da Google vai ainda mais longe. O cientista enxerga a inteligência artificial como um acelerador da descoberta científica. A empresa desenvolveu o AI Co-scientist, um sistema projetado para acelerar a pesquisa acadêmica. Ele é capaz de realizar revisões bibliográficas, gerar hipóteses e validar teorias em múltiplas áreas ao mesmo tempo. Para Matias, isso significa que cada estudante terá acesso a um “laboratório virtual” mais potente do que muitos centros de pesquisa. O AI Co-scientist atua como um “polímata no bolso”, conectando áreas como bioquímica, física e ciência dos materiais.

“A trajetória mais empolgante que vejo hoje é a aceleração da própria descoberta científica”, afirma o líder da Google Research. Matias rejeita a ideia de que a tecnologia reduzirá o número de cientistas. Pelo contrário, acredita que haverá mais pessoas fazendo ciência e formulando perguntas mais ambiciosas sobre doenças, energia e novos materiais. “O AI Co-scientist já está sendo usado para resolver problemas complexos de engenharia e matemática”, mas seu maior valor está na capacidade de democratizar o acesso à pesquisa de alto nível.

No entanto, essa aceleração tecnológica não elimina o fator humano. Pelo contrário: o pesquisador defende que o método científico e a ética são mais importantes do que nunca. A inteligência artificial deve ser vista como um “amplificador da engenhosidade humana”, cabendo aos pesquisadores definir o que é o bem comum e garantir que as máquinas operem de acordo com os valores da sociedade. O papel humano é definir o que é “bom” e qual deve ser o objetivo final da tecnologia. “Se parece bom para nós, é porque é bom”, conclui, em referência à frase de Duke Ellington.

Se o otimismo de Yossi Matias se confirmar, o tempo em que populações eram vítimas indefesas dos caprichos da natureza pode estar chegando ao fim. É um compromisso ambicioso, que envolve parcerias com a comunidade acadêmica e organizações internacionais. Para esse vice-presidente da Google, o progresso recente em áreas antes consideradas impossíveis nos dá motivos para acreditar que o “simulador da Terra” está mais próximo do que imaginamos.

Fonte: SIC Notícias / Traduzido por I.A

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MS já recebeu R$ 48,6 bilhões em investimentos no ‘Vale da Celulose’

Mato Grosso do Sul se tornou o ‘Vale da Celulose’ muito por conta dos investimentos, que somam R$ 48,6 bilhões, nas fábricas implantadas — ou em fase de obras — no Estado, nos últimos anos, conforme dados da Valor Econômico.

No mês passado, a Arauco colocou mais uma lajota neste trajeto rumo a um grande polo industrial em MS, com o lançamento da pedra fundamental da ferrovia, que vai ajudar a escoar a produção da fábrica — 47% concluída — até o porto de Santos (SP).

O investimento do Projeto Sucuriú é de US$ 4,6 bilhões — algo em torno de R$ 24,2 bilhões. Em obras desde o primeiro semestre de 2025, a fábrica deve começar a operar no segundo semestre de 2027. A ferrovia, que terá 45 km da planta industrial até a Malha Norte da Rumo (onde a celulose segue até Santos), tem investimentos de R$ 2,4 bilhões.

O projeto terá 26 locomotivas, 721 vagões e capacidade para transportar até 9,6 mil toneladas por composição. A previsão de conclusão é concomitante à fábrica, que terá capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose por ano.

Já o Projeto Cerrado, da Suzano, concluído em 2024 em Ribas do Rio Pardo, recebeu investimentos de R$ 22 bilhões e resultou na maior fábrica de celulose de eucalipto em linha única do mundo até o momento — com capacidade anual de 2,55 milhões de toneladas.

Com a maior fábrica de celulose do mundo, o ‘Vale da Celulose’ ajudou a elevar o patamar de competitividade dos projetos de toda a América do Sul.

5ª fábrica de celulose
Neste ano, ainda deve ocorrer o anúncio da quinta planta de celulose de Mato Grosso do Sul, pela Bracell. A companhia já conseguiu, em dezembro do ano passado, a licença prévia para a construção de uma unidade em Bataguassu.

A previsão de conclusão do projeto é o segundo semestre de 2028. Entretanto, alguns gargalos podem alterar esse prazo. Segundo a Valor Econômico, a ausência de uma rede de energia para abastecer a fábrica e escoar o excedente de energia gerada é o principal impasse atualmente.

A companhia aguarda o leilão de uma subestação localizada a 155 km da unidade, que deve ocorrer ainda este ano, para obter a autorização para implementação desse linhão.

Investimentos de R$ 16 bilhões
Com investimento estimado de R$ 16 bilhões, de acordo com o Relatório de Impacto Ambiental, a unidade terá duas linhas de produção, uma dedicada exclusivamente à celulose para papel (kraft) e outra com flexibilidade para produzir tanto kraft quanto celulose solúvel, usada na fabricação de fibras têxteis, cosméticos e alimentos.

Caso produza apenas kraft, a capacidade anual da planta pode chegar a 2,9 milhões de toneladas anuais; se optar pela flexibilidade de produzir celulose solúvel, a produção será de aproximadamente 2,6 milhões de toneladas.

Contando com este último investimento, o valor injetado pela ‘celulose’ no Estado chega a R$ 64,6 bilhões no Estado.

6ª fábrica de celulose
Outro projeto anunciado para o Estado é o de expansão da Eldorado. Esse é um plano antigo, suspenso pela disputa societária entre o grupo J&F, dos irmãos Batista, e a Paper Excellence. A briga acabou no ano passado, com a aquisição, pelos Batista, da fatia de 49,41% que a Paper detinha na produtora de celulose, ao preço de US$ 2,7 bilhões.

Segundo estimativas iniciais, a segunda linha deve exigir investimentos de US$ 5 bilhões, cerca de R$ 26,5 bilhões na cotação atual. Em meados do ano passado, a empresa renovou a licença ambiental com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e elevou a capacidade do projeto, de 2,3 milhões para 2,6 milhões de toneladas anuais de celulose.

Esses dois investimentos previstos somam R$ 42,5 milhões. Se efetivarem, o total, num período de menos de 10 anos, alcança R$ 91,1 bilhões.

Projetos da América do Sul
Além das citadas, a chilena CMPC aguarda a aprovação para erger um projeto em Barra do Ribeiro (RS). Já o projeto da Paracel, no Paraguai, tem futuro mais incerto. Entretanto, a perspectiva de crescimento no consumo de celulose, especialmente na Ásia, e novos usos e aplicações da fibra sustentam o avanço de projetos no setor, na avaliação de Rafael Barisauskas, economista para América Latina na Fastmarkets, consultoria de preços especializada em commodities, ouvido pela Valor Econômico.

Os projetos na América do Sul são muito mais competitivos quando comparados à maioria das outras regiões do mundo, especialmente pela ampla oferta de madeira e pelo crescimento mais rápido das florestas de eucalipto — cerca de 7 anos na região, diante de 15 anos no Hemisfério Norte.

“No pior cenário, em que a demanda global cresça abaixo das expectativas, as novas capacidades na América do Sul provavelmente levarão concorrentes de custos mais elevados a sair do mercado”, diz Barisauskas.

Dentre os últimos grandes movimentos de expansão na região, aparece o Projeto Star, da Bracell, entregue em 2022 em Lençóis Paulista (SP), com aporte de R$ 15 bilhões.

Na região Sul, a outra chilena, a CMPC, também deu mais um passo no projeto de sua nova unidade de celulose no país, em Barra do Riberio (RS), ao assinar o contrato de concessão do terreno e construção de um TUP (Terminal de Uso Privado), no Porto de Rio Grande (RS). Foram firmados ainda contratos para a construção de novas embarcações. As iniciativas devem consumir cerca de R$ 3 bilhões do montante total para a construção da unidade.

A conclusão do projeto continua prevista para o segundo semestre de 2029. Com aporte estimado de US$ 4,6 bilhões — R$ 24,2 bilhões ao câmbio atual —, a unidade terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano de celulose de eucalipto.

Em relação à base florestal, o executivo disse que a companhia já possui madeira plantada suficiente para rodar as duas fábricas no país por cinco anos. Além da nova unidade em Barra do Ribeiro, a empresa chilena já opera uma fábrica de celulose no município de Guaíba (RS), com capacidade anual de 2,4 milhões de toneladas de celulose de eucalipto.

Fonte: Mídia Max

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Segurança e saúde no trabalho florestal é destaque no Dia Internacional das Florestas 2026

No Brasil, a OIT aprimora a segurança e saúde no trabalho e fortalece o diálogo social no setor florestal.

GENEBRA (Notícias da OIT) – As florestas são importantes fontes de emprego e subsistência para milhões de pessoas em todo o mundo, apoiando a gestão sustentável das florestas, a produção de madeira e a proteção dos ecossistemas e da biodiversidade. No entanto, o setor florestal continua sendo um dos mais perigosos do mundo, no qual muitos trabalhadores e trabalhadoras enfrentam déficits significativos de trabalho decente, especialmente no que diz respeito à segurança e saúde no trabalho. A mudança do clima intensifica ainda mais esses riscos, tornando os esforços para melhorar as condições e práticas de trabalho mais urgentes do que nunca.

Para marcar o Dia Internacional das Florestas 2026, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca iniciativas em andamento para fortalecer a segurança e saúde no trabalho (SST) e o diálogo social no setor, com foco no Brasil, uma das principais economias florestais do mundo.

No país, a OIT trabalha ativamente com governos, empregadores e trabalhadores para melhorar a SST e fortalecer o diálogo social por meio de iniciativas inovadoras, como o projeto Nossa Voz. A OIT também está avançando em esforços em parceria com o Pacto Global das Nações Unidas, reunindo empresas líderes e constituintes tripartites para promover o diálogo e a ação conjunta no setor.

Um marco importante para 2026 é o desenvolvimento de um pacto setorial para avançar na área de SST e na devida diligência em direitos humanos, juntamente com a promoção de outros princípios e direitos fundamentais no trabalho.

Nesse contexto, o Código de práticas da OIT sobre segurança e saúde no trabalho florestal, juntamente com os materiais de treinamento recentemente lançados para apoiar sua implementação, oferecem ferramentas setoriais essenciais para melhorar as condições de trabalho em um dos setores mais perigosos do mundo.

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UFSM desenvolve metodologias para gestão de florestas plantadas 

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) firmou um acordo de cooperação com a Associação Gaúcha de Plantadores de Florestas (Agaflor) para desenvolver estudos voltados à gestão econômica de florestas plantadas no Rio Grande do Sul. A parceria ocorre por meio do projeto “Desenvolvimento e validação de metodologias para gestão econômica e organizacional em florestas plantadas no Rio Grande do Sul”, coordenado pelo professor Jorge Antonio de Farias, do curso de Engenharia Florestal da UFSM. 

O projeto prevê a criação de metodologias para auxiliar produtores na definição de preços mínimos da madeira e no cálculo dos custos de produção de florestas plantadas. A proposta abrange espécies como pinus, eucalipto e acácia, utilizadas em diferentes segmentos da cadeia florestal, como produção de lenha, cavacos, toras para serraria, exportação e geração de energia.

Uma das questões abordadas pela pesquisa é a ausência de referências consolidadas de preços para a madeira. Diferentemente de produtos agrícolas como soja ou gado, cujos valores de mercado são amplamente divulgados, produtores florestais frequentemente têm dificuldade para avaliar se os preços oferecidos são adequados.

Além da análise econômica da produção, a pesquisa também busca desenvolver ferramentas para a organização do setor florestal em Arranjos Produtivos Locais (APLs). A iniciativa pretende considerar as características regionais do mercado e a diversidade das atividades relacionadas à silvicultura no estado. 

Segundo Farias, a aproximação entre universidade e sociedade permite direcionar a pesquisa para demandas concretas da atividade florestal. “A universidade ganha quando faz parceria com a sociedade como um todo e passa a entender exatamente o que a sociedade precisa”, afirma. 

De acordo com o coordenador, a falta de informações consolidadas sobre custos de produção e formação de preços ainda representa um desafio para produtores de florestas plantadas. A expectativa é que as metodologias desenvolvidas no projeto contribuam para ampliar a capacidade de planejamento e negociação dos produtores.  

Entre os resultados esperados estão a criação de ferramentas para análise de custos e precificação da madeira, além de orientações para fortalecer a cadeia produtiva florestal no Rio Grande do Sul.

Texto: Gabriela Alves. bolsista de jornalismo da Proinova / UFSM

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Rota da Celulose avança com plano de 100 dias e início de melhorias em rodovias

Concessão de R$ 10,1 bilhões prevê recuperação de 870 km e adoção de pedágio sem barreiras.

A concessionária Caminhos da Celulose apresentou ao governador Eduardo Riedel o andamento inicial e o planejamento dos primeiros 100 dias de operação da Rota da Celulose. A reunião ocorreu na sede da empresa, em Campo Grande (MS), com a presença de autoridades estaduais e equipe técnica.

O encontro teve como objetivo detalhar as ações já iniciadas nas rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, além das próximas etapas previstas no contrato de concessão.

“Foi um momento de prestígio receber o governador e seus secretários. Uma oportunidade de atualizar sobre o andamento dos trabalhos da concessão e até fazer uma prestação de conta destes primeiros dias, já pontuando o que fizemos e o planejamento dos 100 dias, que inclusive apresentamos na assinatura do contrato”, afirmou o diretor-presidente da concessionária, Luiz Fernando De Donno.

Entre as primeiras ações destacadas estão a recuperação do pavimento, implantação de sinalização e reforço na segurança viária. Segundo a concessionária, mais de 30 empresas devem atuar simultaneamente nas rodovias para execução de serviços como roçada, instalação de defensas metálicas e melhorias na sinalização.

O objetivo, de acordo com a empresa, é gerar impacto imediato para motoristas e moradores da região, com ganhos em segurança e qualidade das vias.

“Foi definido o início do recapeamento nas rodovias durante o primeiro ano, dos 870 km de extensão, que serão recuperados, dando condição de segurança para população nas rodovias que fazem parte da concessão”, ponderou o secretario estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Entre as primeiras ações destacadas estão a recuperação do pavimento, implantação de sinalização e reforço na segurança viária. Segundo a concessionária, mais de 30 empresas devem atuar simultaneamente nas rodovias para execução de serviços como roçada, instalação de defensas metálicas e melhorias na sinalização.

O objetivo, de acordo com a empresa, é gerar impacto imediato para motoristas e moradores da região, com ganhos em segurança e qualidade das vias.

“Foi definido o início do recapeamento nas rodovias durante o primeiro ano, dos 870 km de extensão, que serão recuperados, dando condição de segurança para população nas rodovias que fazem parte da concessão”, ponderou o secretario estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

Entre as inovações previstas está o sistema de pedágio “free flow”, que elimina praças físicas e permite fluxo contínuo de veículos, contribuindo para a redução de emissões de CO2 e maior fluidez no trânsito. O projeto também prevê monitoramento integral das rodovias, com 484 câmeras instaladas e sensores para controle de tráfego e velocidade.

De acordo com o cronograma, as ações iniciais nos primeiros 100 dias incluem a recuperação de dispositivos de segurança viária, como 1.680 metros de defensas metálicas, revitalização de 22,5 km de sinalização, instalação de 5 mil tachas refletivas e reposição de 490 placas.

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