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Comissão Europeia aprova 250 milhões de euros para apoiar a floresta portuguesa

Incentivos plurianuais visam compensar perdas de rendimento e reforçar sustentabilidade do setor.

A Comissão Europeia aprovou um regime de apoios no valor de 250 milhões de euros destinado à floresta portuguesa, com o objetivo de compensar perdas de rendimento e garantir a continuidade dos investimentos no setor.

A medida surge na sequência de uma notificação apresentada por Portugal em março de 2025 e enquadra-se no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum.

Apoios prolongam-se até 2029 e podem durar até 20 anos

De acordo com o comunicado do Ministério da Agricultura e Mar, os incentivos têm natureza plurianual e poderão ser atribuídos até 31 de dezembro de 2029.

O apoio poderá estender-se por períodos entre 15 e 20 anos, assegurando estabilidade aos investimentos e previsibilidade para os proprietários florestais.

Medidas incluem florestação e recuperação após catástrofes

O regime abrange várias tipologias de intervenção, nomeadamente:

  • florestação de terras agrícolas e não agrícolas;
  • restabelecimento do potencial florestal após catástrofes naturais;
  • compensação pela perda de rendimento associada à alteração do uso do solo;
  • apoio à manutenção dos investimentos florestais.

Os apoios são atribuídos com base em custos e perdas devidamente fundamentados, respeitando critérios de proporcionalidade e evitando situações de sobrecompensação.

Reforço da sustentabilidade e resiliência do território

Segundo o Governo, esta aprovação representa um passo relevante para reforçar a sustentabilidade da floresta portuguesa, promovendo a resiliência do território face a fenómenos extremos e contribuindo para os objetivos climáticos e ambientais da União Europeia.

O montante global de 250 milhões de euros destina-se ao conjunto das intervenções previstas, com impacto na gestão florestal e na adaptação às alterações climáticas.

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Aposta da Meta em madeira expõe limite da sustentabilidade em data centers

O uso de madeira engenheirada tem sido mais comum na construção residencial, mas a demanda por aplicações industriais está crescendo.

Em um parque industrial construído do zero na Carolina do Sul, nos EUA, a Meta está erguendo um novo data center de US$ 800 milhões que, à primeira vista, segue o padrão dos gigantescos projetos que as big techs vêm acelerando na corrida pela inteligência artificial.

Instalada em uma área de cerca de 1,2 quilômetros quadrados, com dois enormes galpões que ocupam a maior parte dos mais de 66 mil metros quadrados de construção, a instalação representa o modelo dominante dessa nova infraestrutura: estruturas colossais que se tornaram a forma arquitetônica da disputa pelo poder lucrativo da IA.

Mas, além dos grandes prédios de centros de dados, um edifício administrativo relativamente modesto chama atenção por um detalhe incomum: ele está sendo construído principalmente com madeira, em vez do tradicional concreto e aço usados no restante do complexo e na maioria dos data centers pelo mundo.

No canteiro de obras, uma malha de vigas e colunas de madeira engenheirada já se ergue do chão, enquanto mais elementos estruturais de madeira completam a construção ainda em andamento. Quando a planta entrar em operação, em 2027, esse prédio vai abrigar os escritórios das equipes responsáveis por manter o sistema funcionando.

Embora a maior parte da instalação siga o padrão convencional, essa estrutura de madeira oferece um vislumbre de um futuro um pouco mais sustentável para esse tipo de infraestrutura.

A chamada mass timber (madeira engenheirada) apresenta vantagens, especialmente diante das críticas ao alto consumo de energia e água dos data centers.

“A madeira de origem sustentável é uma ótima escolha porque tem uma pegada de carbono incorporado muito menor do que materiais tradicionais como aço ou concreto”, afirma Blair Swedeen, líder global de sustentabilidade e metas de carbono zero da Meta.

Além disso, o método também acelera a obra. Segundo Swedeen, como os componentes de madeira são geralmente pré-fabricados sob medida, é possível reduzir o cronograma de construção em várias semanas. E, por serem mais leves que estruturas convencionais, exigem cerca de metade do volume de concreto nas fundações.

Os elementos estruturais foram fornecidos pela Smartlam North America, uma das principais fabricantes de madeira engenheirada em um mercado ainda emergente nos Estados Unidos.

O material Madeir, explica Nick Waryasz, especialista sênior da Smartlam.
A Amazon, por exemplo, inaugurou recentemente um centro logístico construído com madeira engenheirada no estado de Indiana, com a intenção de testar o material para projetos futuros. Um data center da Microsoft também está adotando a solução em parte de sua estrutura.

“Tenho participado de discussões iniciais sobre grandes projetos industriais, como data centers, impulsionadas principalmente pelo longo prazo de entrega das estruturas de aço”, diz Waryasz.

“Hoje pode levar mais de um ano para obter esse tipo de material, enquanto projetos equivalentes em madeira podem ficar prontos em cerca de seis meses”, afirma. Acontece que, em um setor altamente competitivo como o de IA, a velocidade de entrada no mercado é crucial.

uso de madeira na construção de data center da Meta
Crédito: Meta

Para o especialista, o segmento de madeira engenheirada está amadurecendo rapidamente e pode se tornar uma escolha padrão em projetos industriais. No caso do projeto da Meta na Carolina do Sul, o uso de madeira ainda é limitado a uma pequena parte do complexo. Mas a tendência é que isso mude.

“Estamos explorando ativamente o uso de madeira não apenas em edifícios administrativos, mas também em armazéns e até nos prédios onde ficam os servidores”, afirma Swedeen.

“A resistência, durabilidade e segurança contra incêndio tornam a madeira uma opção promissora para aplicações mais amplas na infraestrutura de data centers e seguimos avaliando essas possibilidades.”

Fonte: Fast Company Brasil

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Madeira engenheirada CLT desafia aço e concreto e promete obras até 2x mais rápidas

A tecnologia dos painéis de madeira cruzada redefine eficiência, sustentabilidade e velocidade nas obras contemporâneas.

A madeira engenheirada CLT, conhecida como Cross-Laminated  Timber, passou a ganhar destaque especialmente a partir de 2020 como uma solução inovadora na construção civil.
Essa tecnologia permite obras secas, rápidas e com elevado desempenho estrutural, o que vem atraindo atenção global.

Madeira e plásticos

Os painéis são formados por camadas de madeira maciça coladas em direções alternadas e, por isso, oferecem alta estabilidade dimensional.
Essa solução transforma o setor ao combinar precisão industrial, sustentabilidade e eficiência construtiva.

Desempenho estrutural coloca o CLT como substituto do aço e concreto

A madeira engenheirada CLT se destaca, principalmente, pela sua relação peso-resistência, que pode ser equivalente ou até superior ao aço em diversas aplicações.
Além disso, a laminação cruzada reduz deformações causadas por umidade, garantindo maior durabilidade estrutural.

Ao mesmo tempo, diferentemente do concreto armado, o CLT apresenta uma pegada de carbono significativamente menor.
A tecnologia passou a ser vista como um dos pilares da industrialização da construção civil moderna.

Nesse cenário, as peças chegam prontas ao canteiro e, consequentemente, a montagem ocorre de forma rápida e organizada.
O processo construtivo se torna mais eficiente e previsível.

Velocidade de execução impulsiona obras secas e eficientes

As construções com CLT podem ser concluídas em até metade do tempo de uma obra convencional e, além disso, eliminam o tempo de cura do concreto.
Assim, o cronograma se torna mais curto e mais controlado.

Materiais de construção e acessórios

Os painéis são produzidos com tecnologia CNC e, portanto, apresentam cortes de alta precisão.
Com isso, os encaixes são perfeitos e o desperdício de material é reduzido.

Esse modelo construtivo torna o ambiente de obra mais limpo, silencioso e produtivo.
Por consequência, a eficiência operacional aumenta significativamente.

Sustentabilidade e certificação fortalecem o uso do CLT no Brasil

No Brasil, desde 2018, o uso do CLT cresce impulsionado pelo uso de madeira de reflorestamento, como pinus e eucalipto.
EMBRAPA Florestas atua como referência em pesquisas sobre desempenho estrutural dessas espécies.

Segundo estudos da EMBRAPA, as espécies nacionais apresentam potencial competitivo para aplicações em engenharia.
Assim, o setor passa a contar com base técnica sólida para expansão.

Ao mesmo tempo, o Serviço Florestal Brasileiro monitora a cadeia produtiva e garante a rastreabilidade da madeira.
Dessa forma, o material utilizado atende critérios rigorosos de sustentabilidade.

Aplicações estruturais ampliam o uso do CLT

Os painéis CLT são utilizados em paredes estruturais, lajes e coberturas e, além disso, atendem projetos residenciais, comerciais e institucionais.
A versatilidade da tecnologia amplia sua adoção no mercado.

A estética natural da madeira permite que ela fique aparente e, portanto, reduz custos com acabamentos.
Com isso, o projeto se torna mais  econômico e visualmente atrativo.

Vantagens técnicas reforçam a eficiência da madeira engenheirada

O sistema apresenta benefícios relevantes e, por isso, ganha espaço na engenharia moderna:

• Segurança ao fogo: a madeira carboniza na superfície e protege o núcleo estrutural
• Conforto biofílico: ambientes com madeira ajudam a reduzir o estresse
• Leveza estrutural: fundações mais simples e com menor custo
• Sequestro de carbono: cada metro cúbico armazena cerca de uma tonelada de CO₂

Essas características tornam o CLT uma solução estratégica para construções sustentáveis.

Durabilidade depende de planejamento técnico adequado

A durabilidade do CLT está diretamente ligada ao controle de umidade e à proteção contra agentes biológicos.
Assim, o uso de tratamentos específicos garante maior vida útil das estruturas.

Além disso, construções em madeira podem durar séculos quando bem projetadas, como demonstram edificações históricas na Europa.
O material se consolida como alternativa confiável.

Madeira e plásticos

O avanço da engenharia verde redefine o futuro da construção

A adoção do CLT representa um marco na arquitetura contemporânea e, ao mesmo tempo, sinaliza uma mudança estrutural no setor.
Assim, a construção civil passa a incorporar soluções mais limpas, rápidas e eficientes.

Nesse contexto, optar pela  madeira engenheirada significa investir em inovação e sustentabilidade.
Será que o CLT se tornará o novo padrão dominante da construção civil mundial?

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Klabin capta R$ 1,75 bilhão com emissão de CPR e reforça estratégia de crescimento no setor florestal

Companhia amplia capacidade de investimento com operação estruturada em até três séries; ações KLBN11 operam em alta no pregão desta segunda-feira (30/03).

A Klabin S.A. (BOV:KLBN11) anunciou que seu conselho de administração aprovou a realização da segunda emissão de cédulas de produto rural (CPR) com liquidação financeira, no valor total de até R$ 1,75 bilhão. A operação, estruturada em até três séries, reforça a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade de financiamento voltada ao crescimento sustentável de suas operações florestais e industriais.

A iniciativa ocorre em um momento em que empresas do setor de papel e celulose intensificam movimentos para garantir liquidez e sustentar projetos de expansão, em meio à volatilidade de custos e demanda global. No caso da Klabin, a emissão de CPRs se mostra alinhada ao seu modelo verticalizado, que integra desde o plantio de florestas até a produção industrial, fortalecendo sua posição competitiva no mercado.

De acordo com a companhia, os recursos captados serão direcionados para atividades relacionadas ao seu objeto social, incluindo produção, beneficiamento e industrialização de produtos ligados à silvicultura e à agricultura. Isso inclui investimentos em florestamento, reflorestamento e otimização de sua cadeia produtiva — pilares estratégicos para sustentar crescimento de longo prazo.

Embora a empresa não tenha detalhado comentários adicionais de executivos sobre a operação, o movimento sinaliza disciplina financeira e diversificação das fontes de financiamento, reduzindo dependência de crédito bancário tradicional e ampliando flexibilidade de caixa.

No mercado, as ações da Klabin (KLBN11) operam em alta nesta segunda-feira (30/03), acompanhando a recepção positiva dos investidores. Por volta das 10h04, os papéis eram negociados a R$ 19,29, avanço de 0,42% em relação ao fechamento anterior de R$ 19,21. Durante o pregão, os ativos oscilaram entre mínima de R$ 19,26 e máxima de R$ 19,32, após abertura a R$ 19,28, indicando leve pressão compradora e percepção construtiva sobre a operação.

A Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, atuando de forma integrada no setor florestal. A companhia se destaca pela produção de celulose, papéis e embalagens sustentáveis, competindo com players como Suzano (BOV:SUZB3) e Irani (BOV:RANI3). Seu modelo de negócios combina eficiência operacional com foco em sustentabilidade e inovação.

Para investidores, a emissão de CPR pode representar um passo relevante na sustentação de novos projetos e no fortalecimento da estrutura de capital da companhia.

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O novo perfil do emprego em Três Lagoas: o que as gigantes da celulose buscam em 2026

Com mercado mais competitivo, empresas exigem qualificação técnica, habilidades comportamentais e adaptação às novas demandas da indústria.

Conhecida nacionalmente como a “Capital Mundial da Celulose”, Três Lagoas vive um novo momento no mercado de trabalho. O avanço das indústrias do setor trouxe não apenas crescimento econômico, mas também uma mudança significativa no perfil profissional exigido pelas empresas. Hoje, mais do que vontade de trabalhar, é necessário preparo estratégico para conquistar uma vaga.

Especialistas em recrutamento apontam que o cenário atual é mais competitivo e técnico. O currículo deixou de ser apenas uma lista de experiências e passou a refletir competências comportamentais e capacidade de adaptação — fatores decisivos para quem deseja se destacar nos processos seletivos das grandes companhias da celulose.

As habilidades mais valorizadas

Embora a formação técnica em áreas como mecânica, química e eletrotécnica continue sendo importante, ela já não é suficiente por si só. O foco das empresas está cada vez mais voltado para as chamadas soft skills.

A adaptabilidade aparece como uma das principais exigências. Em um ambiente industrial em constante modernização, profissionais capazes de aprender rapidamente novas tecnologias saem na frente. Outro ponto crucial é a segurança do trabalho. As indústrias priorizam colaboradores com mentalidade preventiva, alinhados ao conceito de “acidente zero”.

O trabalho em equipe também é indispensável. Dentro de uma planta industrial, os processos são interdependentes, e a eficiência depende diretamente da colaboração entre setores e profissionais.

Como se destacar na seleção

Para quem busca uma oportunidade em Três Lagoas, algumas estratégias práticas podem fazer a diferença.

  • Manter o perfil atualizado no LinkedIn é importante, já que muitas empresas utilizam a plataforma para identificar talentos e acompanhar trajetórias profissionais.
  • Cursos gratuitos são oferecidos pelo Sistema S (Senai/Sesi) e, frequentemente, são abertas turmas voltadas às demandas locais.
  • Além disso, o domínio básico do inglês tem se tornado um diferencial importante. Com a presença de multinacionais na cidade, compreender termos técnicos e se comunicar minimamente no idioma pode ampliar consideravelmente as chances de contratação.

Tendências e oportunidades

A expectativa para os próximos meses é de abertura de vagas principalmente em setores de apoio, como logística e manutenção industrial. Essas áreas têm ganhado destaque com a expansão das operações e a necessidade de maior eficiência nos processos produtivos.

Para especialistas, a mensagem é clara: o mercado de trabalho em Três Lagoas continua aquecido, mas exige preparo constante. Em um cenário dinâmico, quem investe em qualificação e acompanha as transformações da indústria larga na frente.

A oportunidade existe — mas, como alertam os recrutadores, ela dificilmente espera por quem fica parado.

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Mercado de carbono ganha reforço com parceria

B4 e USP unem esforços para ampliar transparência e credibilidade.

A B4, bolsa de ação climática, firmou parceria com a RCGI-USP Carbon Registry, registradora de créditos de carbono ligada à Universidade de São Paulo, para elevar o padrão de acreditação de ativos sustentáveis no país. O acordo prevê a incorporação de critérios científicos e metodológicos mais rigorosos na certificação de créditos de carbono, com foco em mensuração de impacto e transparência.

Segundo as instituições, as metodologias adotadas consideram as especificidades dos biomas brasileiros, como Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica, além das características das cadeias produtivas nacionais.

Um dos principais eixos da parceria é a atuação conjunta com a Confederação União da Agricultura Familiar do Brasil no projeto Rota do Babaçu, voltado à bioeconomia. A iniciativa busca estruturar ativos ambientais a partir do aproveitamento do coco babaçu, com potencial de geração de renda e conservação ambiental.

O projeto abrange uma área de cerca de 100 milhões de hectares em 14 estados e tem como objetivo impactar diretamente 5,3 milhões de hectares, beneficiando aproximadamente 108 mil famílias. Além disso, a parceria inclui o desenvolvimento de metodologias para agricultura sustentável, como sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que devem servir de base para a geração de créditos de carbono associados a práticas regenerativas.

A B4 informa que já reúne R$ 3,35 bilhões em ativos sustentáveis sob custódia e cerca de 25,2 milhões de toneladas de carbono em sua plataforma.

Outro ponto do acordo é o uso de mecanismos que direcionam parte dos recursos gerados para financiamento de pesquisas científicas e projetos socioambientais, ampliando o impacto das iniciativas além da redução de emissões.

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